sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Um "serial killer" em Olhão? - 2

O Presidente da Câmara, no site da autarquia, colocou um desmentido acerca do assunto. Vamo-nos encher de boa vontade e pensar que não passou de um "boato", sendo certo que ele andou e anda na boca do povo. Mas, ainda que fosse "boato", há algumas questões que suscitam sérias reservas acerca do seu fundamento.
Segundo a boca do povo, a dona Natália terá apresentado uma queixa no Ministério Público que se tem a ver com a situação. Ao que dizem, terá existido uma carta dirigida à dita senhora (ao nome da senhora) com o endereço da Câmara e que terá sido aberta nos serviços camarários. Verdade ou mentira? Verdade ou mentira que da mesma terá sido retirado um documento? Verdade ou mentira que a mesma carta terá sido devolvida aos correios, aberta?
Se for mentira, o assunto deixa de ser assunto mas, e se for verdade? A culpa não pode morrer solteira! Se for verdade, de certeza que vão procurar chegar a um acordo com a senhora, vão dar-lhe aquilo que não quiseram dar antes e tudo acabará em bem como nas telenovelas.
As coisas não são assim tão simples. A ser verdade, o que atrás ficou dito, ainda que haja acordo entre as partes, a opinião pública deve estar a par da ignomínia que é abrir a correspondência de outrém, aliás, considerada crime, e que teria sido praticado pelos serviços camarários. Tal acto revela uma grande baixeza de procedimentos e como tal, deve ser denunciado.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

a nova editora da Câmara de Olhão

Olhão, 27 de Fevereiro de 2008

A Comissão Executiva das Comemorações “Olhão da Restauração - 200 anos” é presidida pelo Presidente da Câmara, Eng. Francisco Leal, e com praticamente 2 meses do ano decorridos não fez nada para além da apresentação de umas vulgaridades gerais.

Mas quem já recebeu paga pela sua participação na Comissão foram três dos seus membros, António Rosa Mendes, António Cabrita e Rogério Silva com o patrocínio da Câmara no lançamento de livros que cada um é autor.

Gente Singular” assim não tem que temer pelo futuro como editora da Câmara de Olhão e sempre ajuda a preencher programa.

post publicado no o Bate Estacas

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Há peixe em Olhão!


Conforme se pode ver na fotografia ainda há peixe em Olhão. A traineira é a “Nova Sr.ª de Piedade” antigo barco do Mestre Ábinhas e a última traineira antiga de Olhão. Neste dia apanhou cerca de 28 toneladas de cavalas, e perguntarão os leitores deste blog, o que fizeram a este peixe.
Pois deixem-me informa-los que, ao contrário do que possam imaginar, não foi para consumo humano, como seria normal, mas sim para alimento de outros peixes. O destino foi Espanha, zona de Cádis, para engorda de atuns em jaulas offshore com 50 m de diâmetro. Atuns esses, capturados pelas armações espanholas e engordados com o peixe das nossas traineiras, até ficarem gordos e o exportarem para o Japão a preços exorbitantes.
Entretanto, as pescas em Olhão e em especial no “cerco” estão em declínio não por falta de peixe, pois este existe, mas por causa da política de pescas dos nossos governantes, que obedecem cegamente às ordens da Europa, deixando e incentivando os armadores olhanenses a abater os barcos a troco de tostões e mandando os nossos pescadores para o desemprego.
Os nossos autarcas nunca viram as pescas como futuro de Olhão, por isso não criaram condições de armazenamento e congelamento, para quando há peixe em excesso não ter que ser vendido ao desbarato. O sistema de vendas de peixe em Olhão está controlado por meia dúzia de compradores que, entre eles, combinam em quanto vão avaliar o peixe das traineiras, chegando até a repartir barcos de peixe, que um compra e divide com outro para o peixe não subir de valor. Estudo feito nas lotas de Portugal, indica que a lota de Olhão, foi a lota em que o preço do peixe por quilo, foi o mais baixo do país em 2007.
Em suma, e continuando na linha de pensamento dos anteriores artigos, também com a pesca do “cerco” em Olhão não se vive, apenas se sobrevive.
Olhão tem condições para ser uma grande cidade de pescadores: temos peixe, temos pescadores, temos armadores, temos, por enquanto, barcos e um bom porto de pesca, mas para isso era preciso mudar as prioridades dos nossos governantes. E não pensem os nossos autarcas que vai ser o turismo que vai resolver os verdadeiros problemas da população de Olhão. Será que ninguém, inclusivé a autarquia está preocupado com o futuro dos pescadores e armadores olhanenses?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Casas, casinhas, casotas...barr"e"quinhas em Olhão

Segundo as últimas estimativas, a banca, no seu conjunto, arrecadou 7,9 milhões, diários, de euros de lucros. Entre eles, a Caixa Geral de Depósitos que aumentou os seus lucros em 16,7% relativamente ao ano de 2006. Coisinha pouca! Só 856,3 milhões de euros. Mas, como se isso não bastasse, o seu presidente já veio a público anunciar que os "spreads" vão aumentar, fazendo com que as taxas, nomeadamente no crédito à habitação, também aumente.
Até parece uma notícia inofensiva, coisa com a qual não devamos perder tempo. Mas será? Se as taxas no crédito à habitação aumentarem, vamos ter muitos mais apartamentos e, porque não?, vivendas à venda. O cinto vai apertando, as pessoas cada vez tem mais dificuldades em cumprir com os compromissos que assumiram perante a banca e das duas, uma: ou vendem, na tentativa de ficarem com o seu nome "limpo" ou deixam que os bancos tomem posse daquilo porque tanto lutaram.
Para os nossos governantes será uma situação normal, porque para eles as pessoas não passam de números e números também os bancos teem. Com uma grande diferença: é que as pessoas, os cidadãos comuns não dão emprego (porque também não podem) a ex-ministros, ex-secretários de estado ou a ex-deputados e o grande capital já dá.
A autarquia pouco pode fazer quanto a esta situação. Não tem poder de persuasão quanto baste para alterar essa situação. Mas pode, isso sim, apostar mais na habitação social, pode lutar contra o marketing cada vez mais agressivo, pode lutar contra a especulação imobiliária, pode criar condições para que as pessoas possam ter acesso a uma habitação mais barata, mais consetânea com as reais possibilidades de cada um.
De outra forma, ainda vamos passar de casas a casinhas, de casinhas a casotas, de casotas a barr"e"quinhas...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

carta da APOS ao jornal região sul a propósito da Ecovia do Litoral

'Olhão livre' publica esta carta que recebeu para conhecimento e que é ilustrativa do respeito com que a Câmara de Olhão trata os munícepes e neste caso uma associação do concelho.

A APOS (Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão) tomou nota do interessante artigo saído no vosso jornal em  http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=81056, sobre a Ecovia do Litoral.
Gostaríamos de vos informar que, atendendo um dos troços desta Ecovia cuja implementação está mais atrasada, ser precisamente o troço entre Olhão e Faro, a nossa Associação enviou, dia 29 de Novembro de 2007, uma carta às autarquias de Faro e Olhão, assim como à AMAL, solicitando informação sobre as razões que motivam tal atraso.
Até ao momento não recebemos qualquer resposta das duas autarquias, o que provavelmente significa que as mesmas nada têm a dizer, por nada terem feito.
A AMAL esclareceu-nos, através de carta enviada pelo seu Presidente, Eng. Macário Correia, no dia 5 de Dezembro de 2007, que o referido troço tem de ultrapassar problemas de propriedade e de Domínio Público Ferroviário.
Apesar de reconhecermos a existência destes problemas, a APOS receia que não haja a suficiente motivação das duas autarquias para os resolverem. Aparentemente, as duas autarquias não executaram qualquer actividade conducente à resolução destes problemas e a ausência de resposta à nossa carta corrobora esta suspeita.
Se a democracia autárquica fosse transparente, seria fácil ter noção das actividades já efectuadas para resolver este problema mas… qual é o jornalista ou o simples cidadão que tem este privilégio?
Finalmente, a APOS agradece ao sr. Presidente da AMAL pela resposta rápida à nossa carta, dando um exemplo cívico de relacionamento com o cidadão, neste caso com uma pequena associação, que outros não deram.

Olhão, 17 de Fevereiro de 2008
António Paula Brito PinaAPOS - Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão

www.olhao.web.pt

Olhão - sugestão para uma cópia

Órgão do Mar, em Zadar, Croácia. Orgão, em degraus que têm no interior um sistema de tubos, que quando empurrados pelos movimentos do mar, forçam o ar e, dependendo do tamanho e velocidade da onda, criam notas nusicais, sons aleatórios.
As cavidades nos degraus servem para o "Orgão" "respirar" e levar os sons dos tubos
Para ver e ouvir o "Orgão" vá a:
Com uma frente ribeirinha tão ampla, poder-se-ía arranjar um novo espaço de lazer e que só beneficiava a cidade...

O relatório da SEDES

A SEDES é uma associação de intelectuais, economistas, homens de negócios e políticos dos vários quadrantes políticos. Dela fazem parte pessoas como João Salgueiro, ex-ministro do PSD e presidente da banca portuguesa, Morais Leitão, ex-ministro do CDS, Guilherme de Oliveira Martins, ex-ministro do PS e presidente do Tribunal de contas, Luis Campos e Cunha, ex-ministro de José Sócrates, entre outros. É, por isso, face à democracia instalada, uma entidade insuspeita.
Na sua Tomada de Posição - Fevereiro de 2008, coloca algumas questões bem pertinentes para a sociedade portuguesa tais como: a degradação da qualidade de vida; a degradação da confiança no sistema político e aponta o dedo aos partidos políticos com assento parlamentar; valores, justiça e comunicação social e aponta a ineficácia da "justiça" assim como à comunicação social sensacionalista e "insinuante".
O ministro do trabalho e da "solidariedade social" entende que o relatório é exagerado. Nós propomos um exercício simples: publique-se o número de reformados pela política e os montantes gastos com as suas reformas; o número de reformas superiores ao vencimento do presidente da república e os montantes gastos com estas reformas.
O próprio presidente da república já concordou com algumas das críticas contidas no relatório e
subscreve-as. Para nós, Cavaco Silva não sai incólume disto tudo porque foi com ele que se deu início ao ciclo dos "job for the boys", seguido por Guterres e pelos outros que se lhes seguiram.
Para quem ache as nossas críticas, descabidas, quem ache que exageramos, aconselhamos uma leitura do relatório...

Estacionamento em Olhão - 2

Para a autarquia, e para o séquito de seguidores, parece que o problema do estacionamento não existe ou que o "Parque do Levante" veio resolver em boa parte. Não é assim!

O "Parque do Levante" serve única e exclusivamente os interesses do super-mercado que ali existe. A primeira hora grátis é uma forma de convidar os clientes a fazerem compras na referida superfície comercial. E os residentes na zona? Será o mesmo "Parque" alternativa?

Num país onde as pessoas estão sobrecarregadas com os impostos, com o apertar do cinto cada vez mais, imposições do partido do governo que por sinal é o mesmo que sustenta politicamente a câmara, o "cartão" proposto pela câmara não ´será mais um "imposto" infligido aos moradores da zona que ali queiram pôr o carro?

Um cidadão que, por exemplo, trabalhe em Faro, que se sirva dos caminhos de ferro para se deslocar para o seu local de trabalho, deixa o seu carro em Olhão. Logicamente procurará encontrar estacionamento o mais próximo possível da sua área de residência. No inverno ainda é possível que encontre mas no verão terá sérias dificuldades em encontrar. Quanto custa levar o carro para o "Parque do Levante"? 75 euros (15 antigos contos) sem contar com o cartão de adesão.

É solução para as pessoas? Não!!!

Para a autarquia trata-se de procurar o "retorno" de um investimento que fez e que cada vez se tornará mais difícil de o conseguir. A s despesas com os vigilantes e outras inerentes ao funcionamento do "Parque" são de tal forma elevadas e os preços praticados tão pouco convidativos que, durante boa parte do ano não seja nada rentável. No verão, com os emigrantes que cá vem passar férias ou os veraneantes ocasionais e que deixam ali os carros enquanto vão dar um mergulho nas nossas praias, é capaz de fazer face às despesas.

De qualquer forma, dizer-se que o "Parque do Levante" está ali para servir os cidadãos de Olhão é mera demagogia.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sobreviver em Olhão 2

Veio na semana passada, o Almirante Melo Gomes, chefe de Estado-Maior da Armada, visitar a Ria Formosa para conhecer os meios com que contam as capitanias algarvias e os problemas que enfrentam e dizer que a Marinha vai dar combate à poluição e à imigração ilegal. Para isso vão aumentar os polícias marítimos no Algarve, para 200 e vão entregar dois novos barcos-patrulhas (deve ser por haver mais almirantes do que navios na marinha portuguesa).
No caso do combate à poluição, na minha opinião nem sequer é preciso esperar que aconteça porque a Ria Formosa já está bem poluída, em especial na zona de Olhão.
O Sr. Presidente da Câmara de Olhão sabe-o há anos mas não faz nada para resolver ou aligeirar a situação, nem quando foi pressionado por viveiristas e pescadores devido à mortalidade de amêijoas e peixe que tem acontecido nos últimos anos na zona de Olhão. Caso o Sr. Almirante não os conheça passo a indicar alguns dos focos de contaminação:
Foco nº 1 – estação de “tratamento” de águas residuais de poente, a água sai a maior parte das vezes vermelha e com um cheiro nauseabundo, sinal de que os esgotos não são bem tratados.
Foco nº 2 – esgotos da horta da Câmara directamente para a Ria sem serem tratados.
Foco nº 3 – todos os esgotos que descarregam directamente sem tratamento para o porto de recreio, vulgo marina.
Foco nº 4 – cais de embarque T, descarga directa para a Ria, belo cartaz turístico para quem nos visita.
Foco nº 5 – esgoto a descarregar directamente na doca de Olhão, lado Norte, o mais contestado por viveiristas, por ser o mais visível.
Sr. Almirante, a poluição não vai aparecer, ela já existe e não precisa de embarcações marítimas nem de 200 polícias marítimos. Para a combater basta a boa vontade e um interesse efectivo das autarquias, não por causa dos turistas mas principalmente pela população de Olhão, pelos viveiristas, pescadores e outras profissões dependentes da Ria.
Senhores autarcas, não pensem só no turismo e nos negócios imobiliários que daí advêm, Ria “p’ra turista ver” não serve, pensem antes em tratar a Ria para todos os que vivem e sobrevivem nesta terra.

Quem tem medo da Cultura?

Quem tem medo da Cultura? Sim, da Cultura?
Claro que a malta da cultura é incómoda, não se calam, pedem espaços para trabalhar, para fazer ateliers, verbas para projectos, promovem a comunicação, o debate, incentivam ao pensamento e á procura do belo e do harmonioso.
Mas os artistas são assim. Apenas pensam em desenvolver a sua arte, quer ela seja teatro, música, dança, fotografia, cinema, eu sei lá. Não param!
E há tanto para fazer... sempre e todos os dias.
Não se pode asfixiar a criatividade e por muito que se tente ela acaba sempre por respirar e fazer-se ouvir.
E é, por exemplo, ir ao teatro a Faro e ver uma sala cheia de pessoas a aplaudirem de pé um espectáculo interpretado, e, ou dirigido por gente de Olhão. O meu peito fica repleto de emoções, enquanto vou aplaudindo, e só me apetece abraça-los, pois naquele momento sinto-os como parte da minha família. Dentro da minha cabeça soa um grito (enquanto aplaudo), “Olhem bem para eles, são da minha terra!”
Também me encho de orgulho quando ao abrir jornais, revistas ou livros me deparo com criticas elogiosas e grandes destaques a eventos culturais da responsabilidade, ou onde estão integradas, pessoas de Olhão.
Ora e eu pergunto? Porque é que estas pessoas não fazem nada em Olhão? O que é que os afasta?
Alguns até moram cá. Porque é que eles preferem trabalhar noutras terras? Ou não é uma questão de preferência? O que é que se passa?
A sua terra não os acarinha, nem lhes dá as condições necessárias para produzirem o seu trabalho. Porquê?
A cultura inspira assim tanto medo? Os movimentos artísticos serão assim tão perigosos, que é melhor serem enxotados para outras paragens?
Do que é que os Senhores estão à espera? Não se esqueçam de que as pessoas para além de alimentarem o corpo precisam também de alimento para a espirito.
A arte é um emissor de prazer, desenvolve os sentidos, torna-nos mais atentos e esclarecidos! Torna-nos melhores pessoas! Será por isso meus senhores que têm tanto medo?
É verdade... a Cultura dá-nos asas!

SOCRATES NO PARAÍSO DA EDUCAÇÃO

Para José Sócrates a educação vive em estado de graça, tudo são rosas, é só sucesso. Ou todos nós somos míopes ou o primeiro ministro vê aquilo que mais ninguém vê.
Na entrevista de ontem à SIC, quando questionado se achava que o facto de haver alunos que não sabem ler nem dividir quando chegam à 4ª classe, ao final do 1º ciclo do ensino básico e com o facto de haver alunos que chegam ao final do 12º ano, portanto, candidatos ao ensino superior que não conseguiam redigir uma frase com princípio, meio e fim, José Sócrates respondeu com o sucesso, mais alunos, menos escolas, menos abandono escolar.
Qualquer pai gostaria que os seus filhos "passassem" com conhecimento de causa, que dominassem as matérias. Mas também há pais que se querem que os filhos "passem" a todo custo. Na sociedade em que vivemos, com ritmos de trabalho mais intensos, com amsi horas de trabalho como preconiza a nova legislação, os pais vão ter cada vez menos tempo para dedicar alguma atenção aos filhos e situações dessas conduzem alguns pais a aceitar os resultados como bons, desde que os seus educandos não reprovem.
Os professores, por força das circunstâncias, são como que compelidos a irem "passando" os alunos, tendo conhecimento de que alguns (para não dizer muitos) não tem os conhecimentos suficientes para "passarem". Mas, que fazer? Muitas vezes quando um professor explica a um pai que seria preferível "reter" o filho no mesmo ano para que ele consolide alguns conhecimentos, os pais (nem todos) reagem intempestivamente, culpando os professores pela sua "incapacidade".
O processo de avaliação dos professores confunde tudo. Há que ter em conta o "meio" de onde é proveniente o aluno, o extracto social do aluno, os meios que o aluno tem para o auto-estudo, que apoios o aluno pode ter. Nem todos ganham o que os senhores ministros, secretários de estado e deputados ganham, nem todos tem meios para pôr os filhos em colégios particulares, nem todos tem meios para um bom explicador e muitos não tem meios para explicador algum e, naturalmente, os resultados serão diferentes. Sendo a avaliação subjectiva, que objectividade poderá ter a valiação que a snrª ministra quer implementar?
No fundo, bem lá no fundo, o que o governo pretende é forçar os professores a levarem os alunos até ao 12º ano sem reprovarem, apenas para as estatistíticas, para a escola de "sucesso".
Os RVCC são o exemplo disso. Quando se pede logo à cabeça que se "façam" 1.000.000 (um milhão) em três anos, que se pode depreender?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um país de "bufos"?

Os perdões previstos para quem denuncie crimes de corrupção irá fazer com que num curto/médio prazo estejamos transformados em "bufos". A maior corrupção, tal como João Cravinho e o Bastonário da Ordem dos Advogados dizem e é convicção geral, é praticada a um nível mais elevado e que não é o Zé das Iscas que tem conhecimento dele. É nos gabinetes que eles são praticados, longe do olhar e da percepção de qualquer simples cidadão. Nos últimos tempos tem sido feito algumas denúncias, começando pelo próprio Bastonário da Ordem dos Advogados e nas entrelinhas consegue-se subentender a quem se dirige.
Acreditando nas boas intenções do Eng. João Cravinho, é natural que o cidadão comum tenha sérias desconfianças em relação aos políticos. Mas, qual é o cidadão comum que tem conhecimentos, que consegue provas para inculpar um político.
A lei que vai sair é a caça ao pequeno e esse é que está destinado a arcar com as culpas daqueles que tem destruído este país.

As empresas de "segurança" e a precaridade no trabalho

As empresas de "segurança" são das que mais abusam na precaridade do trabalho. Tem, de facto, alguns elementos no quadro, mas a maioria estão como "prestadores de serviços" a "termo incerto" e, com outro subterfúgio, fazendo adendas ao contrato de trabalho ficando em regime de part-time.

Significa, isto, que o tabalhador pode estar num determinado lugar três, quatro anos ou mais e depois são "chutadas" quando a empresa contratante dos serviços dessa empresa de "segurança" denúncia o contrato. Mais, não passam a "carta" para que esse trabalhador se possa socorrer do subsídio de desemprego.

Se estivéssemos num país a sério, quando o trabalhador se dirige ao IDICT a questionar os direitos, deveria ser o próprio IDICT a tomar a iniciativa de investigar estas irregularidades, se é que não há ilegalidades, e tomar as necessárias providências.

Mas para que as pessoas não sejam apanhadas desprevenidas, isto passou-se com a Prosegur...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Só os chefes é que tem barriga

Um estudo da consultora Watson Wyatt, que analisou 141 empresas, das quais a maioria são filiais de multinacionais, diz que os dirigentes foram os mais beneficiados em 2007.

Os dirigentes e as chefias intermédias viram os seus salários base crescerem entre 4,5% e 7% em relação ao ano anterior. As remunerações de base dos técnicos (essencialmente licenciados) decaíram cerca de 3,1% em igual período ao passo que os administrativos perderam 0,2% da sua remuneração. A inflacção não foi tida em conta em qualquer dos casos. No entanto, nas declarações das empresas para a Segurança Social apontam para que os salários tenham crescido em média 3,7%.

E a falta de competitividade ainda tem a ver com os mais pequenos.............

A par deste estudo, as previsões para as poupanças das famílias apontam para uma redução que actualmente se cifra em redor dos 7,5% e que continuará até 2009.

Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres............

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ser Professor

Os professores não trabalham nos gabinetes do Ministério da Educação. Trabalham nas escolas e é para ensinar os seus alunos.
Os pais, muitas vezes sem tempo para a educação dos filhos devido aos pesados horários de trabalho a que são submetidos, educam os seus filhos fazendo o melhor que podem, uns melhor outros pior.
Também os professores devido às sobrecargas de trabalho burocrático, cada vez têm menos tempo para preparar aulas e ensinar os seus alunos. A sua principal função é a docência e é para isso que são profissionalmente preparados, no entanto as directivas do Ministério da Educação e do governo vão no sentido de afogar os professores em papéis ridículos e inúteis não lhes deixando espaço ou tempo para o seu verdadeiro trabalho.
Muda o governo, logo muda tudo na educação. Os professores são os mesmos, mas os governantes estão sempre a alterar as regras. Nos últimos anos os professores lutaram por uma carreira justa, por salários justos, por uma idade de reforma justa, por uma avaliação justa e ao mesmo tempo, embora a maior parte da população não se aperceba disso, lutaram por escolas decentes e por um ensino mais igualitário e acessível a todos.
Neste momento o Ministério da Educação pouco mais mal poderá fazer aos professores, no entanto eles continuam a levantar a voz pelas vergonhas que se passam nas escolas, pela falta de verbas, pela falta de pessoal docente e auxiliar, por legislação e despachos escritos e aprovados em gabinetes por quem não conhece o que se faz nas escolas, nem as escolas que temos. Por tudo isto merecem ser tratados com dignidade e respeito.
Os professores irão ser avaliados. Muito bem, desde que seja uma avaliação justa. E quem avalia o trabalho que ao longo deste 33 anos tem sido feito por todos governos e seus Ministérios da Educação? A ministra, mais mês menos mês seguirá o caminho de Correia de Campos, ministro de uma má Saúde, mas os professores cá continuarão a ensinar os nossos filhos.

Os sindicatos e o momento actual

A CGTP realiza o seu Congresso e aponta para a renovação de um terço dos seus dirigentes, invocando para tal a idade desses dirigentes. O problema não está na idade mas sim no que pensam. O problema da CGTP e da UGT é qué são duas centrais sindicais a reboque dos partidos, do P"C"P ou do P"S" e do PSD.

Pegando no descontentamento dos trabalhadores, a CGTP, ao longo dos anos, foi mobilizando os trabalhadores para greves e manifestações às sextas ou segundas feiras, caindo no descrédito. Os sindicatos são os principais causadores do desencanto que os trabalhadores manifestam. Os governos estão lá para aplicar medidas que na maioria dos casos não nos podem agradar mas cabe aos sindicatos mobilizar e lutar contra essas medidas, mas lutar de uma forma consequente. Não há que temer a requisição civil, não há que temer os "serviços mínimos", aliás duas medidas próprias do suporte ideológico da CGTP. Não é com greves de um dia e a prolongar o fim de semana que se credibiliza a luta dos trabalhadores. É com dias sucessivos, sem data para terminar a greve, se necessário, até fazer cair um governo. A UGT só existe para tornar folcórico o movimento sindical. Todos nós sabemos o que é a UGT.

Os trabalhadores deste país devem perceber que uma coisa é o discurso para os trabalhadores, outra coisa é o discurso à mesa das negociações. Muitos anos à frente de um sindicato, de uma associação, conduzem quase sempre a um conjunto de "compromissos" que impede de se ser consequente. Se formos analisar à lupa cada um dos sindicatos, provavelmente acabaremos por chegar à conclusão que os sindicatos não tem receitas que lhes permitam pagar o aluguer das suas sedes, pagar aos seus funcionários e aos seus dirigentes. Por outro lado, seria interessante sabermos da "vida" de cada um desses dirigentes para sabermos como conseguem ter uma vida muito acima dos trabalhadores que "representam". Mas isso não interessa aos sindicatos, não interessa aos seus dirigentes, não interessa ao patronato, não interessa ao governo nem aos "fazedores de opinião" porque no jogo de "compromissos" existe este complexo emaranhado de interesses...

"Refundar a esquerda"? Que esquerda?

Zangam-se as comadres, descobrem-se a verdades. Manuel Alegre está zangado ou finge que está, com Sócrates. Vai daí e reconhecendo o carácter nada democrático do governo deste lança um movimento de opinião dentro do P"S" que não foi bem acolhido pelas chefias. As dúvidas de Manuel Alegre acerca da democracia de Sócrates e ciente de que este levou o partido a apoiar Mário Soares na candidatura presidencial decidiu-se a dar-lhe uma lição.

Sabendo que os "boys" apoiarão o seu chefe de fila, Manuel Alegre está consciente de que no secretariado ou num congresso dificilmente obterá uma vitória. Mas também está ciente do peso que teve o movimento cívico que criou quando se candidatou à presidência da república e que teve mais votos do que o candidato apoiado pelo seu partido, isto é, teve uma maior base de apoio à boca das urnas que o seu próprio partido. Este peso, esta força, permite-lhe, agora, pôr a fasquia bem mais alta e desafiar Sócrates: "Queres um sufrágio interno? Não! Vamos às urnas em 2009 e logo se vê! O povo dirá qual dos dois é mais querido."

Os "boys" sabem que tem muito a perder se ´Manuel Alegre abandonar o barco. São três eleições num muito curto espaço de tempo, provavelmente até duas delas se efectuarão em simultâneo. Se Alegre se lembrar de candidatar às Legislativas e às autarquícas poderá conduzir à derrota de Sócrates e do P"S" tanto numa como na outra. E à medida que o descontentamento vai aumentando, é cada vez mais expectável que, mesmo que Sócrates se lembre de dar um "bom" rebuçado ao "Zé", esse rebuçado perca o efeito desejado porque o apertar do cinto é excessivo para o que o "Zé" está disponível a suportar.

Mas, ao mesmo tempo, querer casar P"S, P"C"P e Bloco de Esquerda a título de refundar a esquerda, significa por outras palavras que para ele, Manuel Alegre, a esquerda não existe. E ainda que refunda essa pseudo-esquerda, cada vez menos poderão continuar a enganar o "Zé". A "esquerda" de que Manuel Alegre fala, é uma "esquerda" comprometida com um sistema podre, com um sistema que dá a governação a Bruxelas e transforma o governo nacional numa espécie de moço de recados encarregue de aplicar aquilo que Bruxelas entende ser necessário.

Poderá refundar a "pseudo-esquerda" mas nunca terá condições para se opor aos novos mandatários deste país...

Entre a Moral e o Direito

Um dia destes foi notícia o facto do Snr. Dr. Pedro Santana Lopes, deputado e ex-primeiro ministro ser, agora, o advogado de uma empresa que ele privatizou, enquanto primeiro ministro e, claro, esta questão levanta outras, como as do moral e do direito. Mais uma vez se constata que os deputados tem múltiplas ocupações, múltiplas ocupações que ptaicamente não são permitidas ao cidadão comum, pelo esforço que lhes é pedido, pela ocupação dos tempos e pela exclusividade. Trocando por miúdos, os senhores deputados conseguem no perído normal de trabalho aquilo que aos cidadãos não é possível nas 24 horas do dia, a não ser que muitas vezes o trabalho parlamentar seja relegado para segundo plano. Quando ele (e os outros também) se candidatou sabia, à partida, que ía desempenhar uma função de grande responsabilidade: "servir o povo". Como, assim?
Ao que parece, Isaltino de Morais, enquanto Ministro de um governo PSD/CDS conseguiu uma permuta de terrenos, para os lados da praia do Meco, que se não fosse as influências políticas não conseguiria. Associado a esta inciativa aparece um grande grupo financeiro que já é habitual nestas andanças pouco transparentes: o grupo Espírito Santo.


Pensando noutras questões do direito e da moral, apetecia-me perguntar se o filho de um juiz, de um delegado do ministério público ou até de algum polícia, fosse vítima de abusos sexuais, se os abusadores sofreriam as mesmas consequências como acontece com os jovens oriundos dos extractos sociais mais baixos?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sobreviver em Olhão…

Há mais de 25 anos ainda se nascia em Olhão, pois ainda me lembro de haver bons serviços de maternidade no antigo Hospital, agora fechado à espera de novas funções.
Com o novo Centro de Saúde mudaram as regras de assistência à saúde em Olhão, mas as coisas não melhoraram e parece que ainda se vão agravar.
É o caso do próximo encerramento da unidade de acamados do Centro de Saúde de Olhão. É que estes acamados, já poucos, 12 camas actualmente, irão ser transferidos para um centro de acamados de Loulé. E tudo isto em nome das finanças do país!
Agora imaginem um casal de reformados, em que um deles adoece e tem que ficar acamado, necessitado de cuidados médicos. Ficará duas, três ou mais semanas em Loulé, afastado dos seus familiares e amigos, sentindo-se abandonado, sabendo nós que o apoio afectivo dos familiares é um dos melhores factores psicológicos para a recuperação de qualquer doente, seja ele jovem ou idoso.
O doente ficará mais doente e o cônjuge, não ficará muito melhor, se tiver que ir de transporte público até Loulé, com transbordo obrigatório em Faro e financeiramente a sua parca reforma irá por água abaixo. Que interessa? O Estado fica mais rico!!
Depois de 33 anos de novo regime, em que muitos de nós lutámos por um sistema de saúde mais digno e a maioria de nós pensava que tudo iria mudar para melhor, chegamos à triste conclusão que a maior parte das coisas mudou, mas para pior.
E os nossos autarcas que dizem a esta situação? E os olhanenses que pensam de mais esta medida que os afecta directamente?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A Tradição

“Hoje a parte moderna, distribuída por alegres e largos bairros, bem iluminada, cintura contra o mar o Olhão velho, dédalo de ruas e becos estreitos e imundos, em que se acotovelam casas brancas dum só piso, com açoteias à mourisca. Nada mais típico que estes bairros, fora do século e do meio português, em que Raul Brandão notou um cheiro persistente a cadáver. Habitados pela população particularmente marítima, é ainda corrente para o forasteiro madrugador cruzar a ombre sans visage, de que apenas se vêem luzir os olhos de azeviche do recesso fundo do bioco. Mas fuja de passear pelo ghetto que vai do Estaleiro ao Campo da Feira, à hora indiscreta dos despejos, que é ao primeiro espreguiçar da doce manhã algarvia. A via pública é o colector máximo.”.
O texto acima, foi publicado em 1927 (“Guia de Portugal II - Estremadura, Alentejo, Algarve” - edição da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Ora ai está! Finalmente luz!
Assim já compreendo o porquê daquele cheiro nauseabundo que se sente quando vamos, ou voltamos de Faro de comboio. Não, não é desleixo ou desrespeito pelo meio ambiente e pela saúde e bem-estar dos cidadãos. Meu Deus, como é que eu pude ser tão burra?
O mau cheiro que insistentemente nos agride, e que em dias de muito calor nos obriga a fechar as janelas do comboio, isto sem falar das casas de habitação que por ali há (e não são poucas), não acontece por acaso, tem a ver com o extremo cuidado que a autarquia tem em manter a tradição do mau cheiro. Olhão tem que cheirar mal e pronto. E todos devemos colaborar, é claro. Nada de protestos! Há que compreender e respeitar a tradição.
É também por isso que a Câmara faz circular o carro de recolha de lixo por algumas ruas da baixa da cidade, aí pelas onze horas, mais ou menos, levando assim a que algumas pessoas mais preguiçosas, a partir da hora que mais lhes dá jeito, encham as esquinas dos vizinhos (tipo a minha) com uma multidão de sacos e saquinhos cheios de todo o tipo de lixo sólido, molhado ou encharcado, que por ali ficam á espera que o carro da recolha passe.
Que belíssima ideia. Isto é que é investir na tradição. Para quê andar 50 metros até aos contentores do lixo?
A autarquia está atenta a estes pormenores e zela para que se mantenha a tradição, É de louvar.
Tenho de dedicar mais do meu tempo à investigação da história de Olhão e á maneira de viver do povo olhanense no passado, pois assim encontrarei provavelmente explicação para mais umas quantas situações que se vivem nesta terra e que me fazem confusão. Como eu vivo aqui, e quero continuar a viver, tenho de perceber bem como é que a coisa funciona. Se calhar, há por aí mais uns quantos esquisitos como eu, que pecam por falta de informação histórica. Vamos lá a acalmar, que o nosso problema é falta de cultura.
Cultura... ... Fica para a próxima.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Para onde caminhas Timor?

As jovens democracias tem problemas em se afirmar. É natural haver dissidências, disputas pelo Poder. É natural que aqueles que sempre lutaram em nome de um Povo quando chegam ao Poder se deixem deslumbrar por alguns aspectos mais aburguesados. Mas, convenhamos, também não é menos verdade que há que investir os governantes de um país de alguma dignidade, de lhes dar uma certa imagem. Isto acarreta sempre um outro tipo de problemas. É que o Povo continuará a lutar durante largos anos contra o desemprego, contra a miséria e casa onde não há pão, toda a gente ralha e ninguém tem razão.




É bem provável que aqueles que elegeram Xanana Gusmão e Ramos Horta se sintam um tanto ou quanto desprotegidos, até por que a actuação de Mari Alkatiri, enquanto primeiro ministro, não está isenta de erros, de irregularidades.




O major Alfredo Reinado, ao que parece, pretendia ser um Hugo Chavez lá do sítio. Quereria mais protagonismo e, porque não, mais "estatuto". Fez cair Mari Alkatiri, abriu uma cisão na Fretilin e empurrou Ramos Horta para a Presidência de Timor.




A sua rebelião criou-lhe inimizades, dentro e fora de Timor. E ainda que conseguisse levar a cabo o golpe, que futuro lhe restaria? Ou, posta a questão de outra forma, o golpe seria da autoria do major ou teria alguém na sua retaguarda e o major não passaria apenas de um joguete de alguém de fora de Timor? O petróleo mexe com muita coisa e muita gente..............



Que este incidente sirva para o Povo de Timor se reforçar, se unir, erguer o seu país e lutar contra todas as formas de opressão e exploração.


Viva o Povo de Timor Leste!

Um "serial killer" em Olhão?

Casualmente vi um artigo do Dr. Abúndeo Martins sobre uma Assembleia Municipal e gostei. Gostei especialmente pela coragem da denúncia. É que o snr presidente da câmara já nos habituou a esse tipo de atitudes e o presidente da assembleia municipal também. Aliás, este último sempre mostrou o seu lado de "democrata" quando ao serviço do P"C"P.
Também não acredito que o senhor presidente quisesse premiar o "serial killer" de cães e gatos pelo facto de ter sido apanhado a conduzir em Faro um carro da autarquia em estado impróprio para consumo. Como não acredito que fosse um prémio, sou obrigado a concluir, então, que foi um trabalho encomendado.
Com quem te vejo, com quem te comparo e se um não presta, o outro também não. A fuga à discussão em plena assembleia, a fuga ao assumir das responsabilidades só diz o que a maioria da população vai pensando........
Mas, ainda voltando ao presidente da Assembleia Municipal. É ou não verdade que os presidentes de Junta de Freguesia do Concelho, apresentaram uma moção de censura à proposta de lei eleitoral em termos nada abonatórios para o partido no Poder? É ou não verdade que o senhor presidente da Assembleia Municipal não aceitou o teor da moção e levou a que os presidentes das Juntas retirassem a dita moção? Que bela lição de democracia, hein?
Isto é que é uma açorda, hein!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Centros RVCC

Os Centros de Revalidação e Certificação de Competências mais não passam do que de Centros de Revalidação e Certificação de inCongruências.


Estes Centros são uma panaceia do senhor primeiro ministro que pretende dar uma determinada escolaridade e uma qualificação profissional pela lei do menor esforço, ou seja, manter a igmorância dando-lhes um título, seja ele do 9º ou 12º ano. O objectivo é conseguir validar 1.000.000 milhões de indivíduos em três anos e com estes números afirmarmos-nos ao mundo como um Povo com um grau de escolaridade compatível com os países mais evoluídos da União Europeia.


Na prática, com uma, duas ou três semanas conseguem o milagre de aprender aquilo que não aprenderam durante anos quando andaram na escola. Naturalmente haverá auto-didactas que têem capacidades que lhes permitem, com sucesso, obter o 9º ano. Mas será que isso que acontece com a maioria das pessoas que tem tirado? Não!!! O mesmo acontece com os candidatos ao 12º ano.


Na parte da qualificação profissional já a situação parece ligeiramente diferente. No entanto, naõ deixa de encerrar os seus perigos. É, que, com este tipo de reconhecimentos o que se pretende é assassinar a formação profissional, o sistema de aprendizagem. Os indivíduos com mais de 18 anos, sabendo que têem esta oportunidade de conseguir a escolaridade e simultâneamente uma qualificação profissional, certamente irão abdicar dos três anos de uma formação virada para o mundo do trabalho. E aquela faixa entre os 15 e os 18 anos? Não havendo alternativas e não havendo vontade de fazer funcionar os cursos de nível 2 da aprendizagem, ficarão irremediavelmente votados ao abandono.


É esta a política do senhor José Sócrates. É esta a política do Partido dito Socialista. Manter as pessoas na ignorância para melhor conseguir os seus intentos. No passado, durante a ditadura, era o fado, o futebol e o ciclismo.........

Estalou o verniz na A.C.A.S.O

A A.C.A.S.O. é uma instituição de "solidariedade social" com uma série de valências. Poderia questionar-se que tipo de "solidariedade social" mas, não vamos por aí. Não foi por aí que estalou o verniz. O verniz estalou por aquilo que movimenta, pelo "Poder", pelo peso que tem.


Com a dimensão que tem, pelo "polvo" que representa em termos de "solidariedade social", a A.C.A.S.O. facilmente chega a um público muito vulnerável, que é a terceira idade. Quem dominar a A.C.A.S.O. pode fazer chegar a uma franja considerável da população uma determinada mensagem, uma mensagem política. Trocando por miúdos, é fácil o "partido" que detiver o controlo da A.C.A.S.O. fazer passar a sua mensagem àqueles que, estando mais fragilizados, recorrem aos seus préstimos.


É, nesse sentido, que se dá a disputa pela direcção da A.C.A.S.O. Claro que também há os valores que movimenta e esses também são importantes para quem maneja os cordelinhos das obras e das contas. Mas, em termos de assalto ao "Poder" o que conta são os votos e a terceira idade é um campo muito fácil de manobrar.


Independentemente do cariz altruísta de que A ou B possam estar imbuídos, se olharmos à filiação partidária, às simpatias partidárias de todos os que se candidataram aos lugares de de direcção, assembleia geral ou conselho fiscal, não será difícil de se perceber por onde andamos.


Até onde vais P"S"............

A arte do "Graffiti"

Quem conhece Olhão, sabe perfeitamente onde fica a passagem desnivelada mais conhecida por túnel. Havia, e há ainda, uma casa velha, que confina a sul com "O Brinde", entre dois prédios, no lado direito da avenida, no sentido de quem sobe em direcção à Avenida Bernardino da Silva. Essa casa apresentava um aspecto degradante. Puseram uns tijolos a tapar portas e janelas, provavelmente com o intuito de impedir que drogados ou outros, se instalassem lá dentro.


As "pichagens" foram coisa do passado, no tempo da ditadura ou, até mesmo, depois do 25 de Abril, como forma de fazer uma determinada mensagem política. Aquilo que nós vemos hoje como "pichagens" não tem nada de mensagem a não ser com uma certa dose de vandalismo de uma juventude que não sabe o que e como quer.


Mas, não confundamos as coisas. Uma coisa são essas amostras de vandalismo, outra coisa são umas pinturas que vemos na parede da fábrica J. A. Pacheco ou na parede da Alisuper (antiga Litografia). Nestas últimas vislumbra-se um certo tipo de arte, que há que respeitar e criar condições para que os criativos exercam o seu direito de se expressarem através da sua pintura.


Foi o que fizeram. Azar dos azares. Eram cerca das 18 e 30 de 11 de Fevreiro deste ano, quando se acercarm três polícias e os admoestaram pelo facto de estar a dar outra cor, outra vida, a uma parede. Será que seria preferível deixar como estava? Qual a sensibilidade das polícias para lidar com estas questões? Nenhuma, certamente. E da Câmara? Nenhuma pelos vistos

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Corrupção

Quando um ex quase (deputado, ministro, etc) tudo como o eng João Cravinho diz o que disse sobre a corrupção, principalmente np aparelho de Estado, que há-de pensar o "Zé"? Depois das declarações do bastonário da Ordem dos Advogados, as declarações de João Cravinho são apenas mais uma achega para a describilização da classe política.


Quando se pede aos trabalhadores deste país que apertem o cinto, ano após ano, que se submetam a uma exploração cada vez mais feroz, que nos tirem a saúde que tanta falta nos faz, que paguemos um imposto sobre um carro que mandámos para a sucata porque já não valia a pena mantê-lo (os políticos e os capitalistas tem dinheiro para mudar de carro todos os anos), que hão-de pensar os trabalhadores de todas estas declarações?


Por mais voltas que os políticos dêem à sua imaginação, por mirabolantes cambalhotas, por feiras que visitem em época de eleições, por baldes de tinta ou electrodomésticos que ofereçam, as pessoas vão-se afastando da política e dos actos eleitorais. São os políticos a razão de ser do maior partido da oposição sem direito à palavra, partido esse, sim, com maioria absoluta, que não é respeitada. Se acaso houvesse vergonha na classe política, a mensagem da maioria já teria sido interpretada da forma correcta. Por enquanto, os políticos vão-lhe atribuindo apenas "é por mero comodismo", como se a maioria da abstenção não o fosse de uma forma consciente. Mas, porque a classe política é uma classe sem vergonha e o exemplo mais ilustrativo disso, foram as últimas eleições para a Câmara de Lisboa, arrogam-se ao direito (moral) de governar. Face aos resultados, tem de facto o direito de governar, um direito legal, porque as regras foram feitas para que assim seja, para os manter no Poder. Quanto ao direito moral de governar já não é bem assim.


De facto, não há qualquer interesse em mudar o sistema, porque são os altos cargos que possibilitam outros voos, os voos que o Eng. João Cravinho e o Dr. Marinho Pinto agora denunciam, denuncias que pecam por tardias, porque já há muito que o "Zé" sente que há muita gente se vai acopoletando com grossos dividendos, sejam "in land" ou "off shore".


Infelizmente, só o pequenino é que é corrupto........Até quando?

Acerca da competitividade

Os trabalhadores deste país são uns malandros, que não querem trabalhar!

Parece ser este o entendimento da classe política e dalguns sectores mais reaccionários desta pseudo-democracia, esquecendo-se que foram os "malandros" que lhes encheram os bolsos.


Quem começou por fomentar os "job for the boys" foi o actual presidente da república, enquanto primeiro-ministro. A onda laranja varreu o país, na época e os "companheiros" com cartão laranja lá foram sendo colocados aqui e acolá. Depois vieram os "socialistas" e embarcaram na mesma onda e vai de colocar gente com o cartão da "rosa" em tudo quanto era sítio. Na satisfação das clientelas políticas, foram distribuindo lugares por uns e por outros e as fileiras do Estado foram engrossando. Agora o argumento para despejar os trabalhadores para o caixote do lixo da função pública é o da falta de competitividade.


O grande problema da função pública está nas chefias, sim, nas chefias que foram metidas apenas porque eram da cor, sem ter em conta o conhecimento de causa. Não se cuidou de colocar o homem certo no lugar certo. Os "miúdos" foram sendo colocados sem qualquer espécie de critério. Se formos verificar que conhecimento de causa tinham os indivíduos que foram colocados à frente dos institutos públicos e entidades similares, nas empresas públicas ou semi-públicas, chegamos à conclusão de que nunca seriam a pessoa certa para o lugar certo.


Que conhecimentos de causa teria o snr António Miguel Pina para ir parar ao conselho de administração do Hospital Distrital de Faro? Ou ser filho de um ex-governador civil dá-lhe esse conhecimento automático? Ou foi uma forma de lhe tapar a boca e deixar de incomodar, por exemplo, o presidente da Câmara de Olhão? Mas, quantos Antónios Pinas haverá por esse país fora? Atenção, nada de pessoal contra a pessoa em causa. Não são as questões pessoais que nos movem, mas sim como se processa a colocação de pessoas, como engorda a administração pública e de como os trabalhadores são acusados de falta de competitividade por haver gente a mais na função pública.


Policias

A segurança dos cidadãos deveria ser o lema das polícias que foram criadas, mas não é. As polícias foram sendo criadas para proteger a classe dominante, os senhores do Poder, os governantes, os capitalistas, os bem instalados na vida. Mas já que temos que gramar com elas, não podemos nem devemos deixar de apontar os erros que vão sendo cometidos.


É vulgar em qualquer cidade deste jardim à beira mar plantado não se ver polícias à noite ou, quando, os vemos é na caça à multa e às vezes, diga-se em abono da verdade, em situações que todos nós concordamos que devem agir.


Queixam-se os agentes de profissão de risco. Até parece que quando se candidatarm não sabiam ao que íam. Mas será que ser polícia é mais arriscado do que ser pescador, mineiro, professor, operário da construção civil? Parece bem que não! Será que andar a colocar papelinhos no para-brisas dos carros é assim tão arriscado? Será que estar junto a uma obra a fingir que regula algum trânsito envolve algum perigo? Nessas tarefas nós vêmo-los com alguma regularidade. Na caça aos ladrões já é muito menos vísivel.


Dizem os cavalheiros das fardas que é uma profissão de desgaste rápido. Ora, se deixarmos a passagem dos "cheques" e o trabalho de secretaria para os mais velhos e pormos os mais novos no "giro", provavelmente as populações começarão a encarar a segurança de outra forma. Se nas noites de maior movimento (falamos de sextas, sábados e vésperas de feriados) os "cavalheiros" forem mobilizados para marcar presença nos locais de maior risco, certamente as populações sentir-se-ão mais seguras.


E, quando vem um tal senhor Saldanha Sanches, esposo da procuradora geral adjunta Maria José Morgado) falar que há falhas, no fisco, no combate aos rendimentos desconhecidos, isto é, que há falhas nas provas de riqueza. Bem. talvez que começando pela classe política e pelas polícias. Em relação à classe política muitas dúvidas se colocam e mais ainda quando há políticos que pedem que as suas declarações de rendimentos não sejam publicadas. Quem não quer ser lobo, que não lhe vista a pele. Quanto às polícias, esses sim encarregues da "perseguição" ao cidadão comum, seria interessante saber como adquirem determinados bens.................................




Fundamentalismo: Francsico George vs Bin Laden

O tabaco prejudica a saúde. Todos nós sabemo-lo. Que seja proíbido fumar em recintos fechados, todos nós concordamos, Que seja proíbido fumar nas salas de aula, nos lugares de atendimento ao público, penso que todos nós concordamos. Quanto aos cafés, restaurantes, bares e discotecas já a questão é outra. São os proprietários que devem ter o direito de opção entre fumadopres e não fumadores. Por outro lado, os cidadãos também devem ter o direito de opção.


Por um lado, aos proprietários que investiram o seu dinheiro e que querem ter o retorno do investimento feito deve ser dada a oportunidade de escolher quem mais depressa lhe possibilite o retorno do capital investido. Por outro lado, os fumadores devem ter oportunidade de estar comodamente instalados e sem o receio se vir uma qualquer ASAE e aplicar a "pastilha". Os fumadores saberiam que num café, bar, restaurante, discoteca, para não fumadores, não poderiam puxar do cigarro e mandar umas "baforadas", sob pena de uma coima, tal como os não fumadores saberiam que ao entrar num sítio destinado a fumadores teríam que se sujeitar ao inconveniente do fumo.


Da maneira como o Dr Francisco George (director Geral da Saúde) coloca a questão, retira a liberdade de escolha a quem quer que seja. Bin Laden e seus apoiantes deitaram abaixo monumentos milenares, não dando escolha a quem quer que fosse de preservar algo que tinha a ver com a identidade de um povo, algo que era respeitado. O Dr. Francisco George sobrepõe a sua vontade à vontade de uma grande parte do povo português e faz-se seguir de um séquito de oportunistas ainda que médicos e acérrimos defensores da lei anti-tabaco. Curioso é que esta gente, bem colocada e bem falante, médicos respeitados, é verdade, não dizem quanto cobram pelas suas consultas anti-tabágicas e, que, no fundo, estão à procura de engordar os seus bolsos à custa de um vício que não é fácil de largar.


No fundo, o Dr. Francisco George até acha bem que hajam toxico-dependentes. Provavelmente até será favorável ao consumo da droga e ao seu tráfico. É que ao dar seringas gratuítas, ao aceitar as "salas de chuto", no fundo ele aceita que a nossa juventude se vá corroendo em algo bem pior que o consumo do tabaco.


Num debate acerca da lei do tabaco, houve até quem se pronunciasse sobre as lareiras que se usam em casa e chegou-se ao ponto de questionar-se se elas também deveríam ou não ser proíbidas. Vinha à superfíce a estupidez de alguns senhores doutores arvorados em defensores do ambiente. Bem, só faltou alguém colocar a questão do uso dos automóveis nas cidades.


Em horas de ponta, nos centros de qualquer cidade deste país, os gases inalados em dez minutos, certamente serão bem mais perniciosos do que o fumo do tabaco. Foi pena ninguém ter colocado a questão ao snr dr Francisco George. Provavelmente defenderia "sim senhor, proíbe-se a circulação dos automóveis". Aí, não restarão dúvidas, que qualquer cidadão português consideraria mais nefasta a atitude do Director Geral da Saúde do que o famigerado Bin Laden.


Entre um e outro, que venha o diabo e escolha!

Formação Profissional

Num congresso do PSD, há já alguns anos, um dos oradores levantou um grande celeuma ao utilizar uma expressão mais ou menos parecida com "elitistas, sulistas, bem falantes". Queria o homem referir-se à classe política de Lisboa. A disputa pelo poder, no PSD, passava por José Manuel Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e o actual líder do PSD, Luis Filipe Menezes.


O actual primeiro ministro é elitista, bem falante mas felizmente que não é sulista e muito menos, algarvio. Tem andado a vender banha da cobra com os computadores que vai entregando, aqui e acolá, nalgumas escolas e nalguns centros de formação profissional dentro da iniciativa Novas Oportunidades. Até parece o país das maravilhas, mas não é.


A formação profissional deveria ser a guarda avançada da força de trabalho, deveria ter o equipamento de ponta por forma a preparar os trabalhadores para as novas tecnologias nos locais de trabalho. Mas não é isso que acontece. Quase todos os centros de formação lutam com escassez de recursos. O equipamento começa a tornar-se obsoleto. Falta o material para os trabalhos práticos. E, só para ilustrar até onde vão os cortes, há centros de formação que há mais de um mês não tem papel higiénico para os professores, funcionários e formandos. Ridiculo, não é?


Aliada à escassez de material, a desmotivação dos formadores. No início de 2007, os formadores ganhavam dezassete euros e meio, ilíquidos. A meio do ano passaram a ganhar quinze. Em simultâneo cortaram o pagamento de quilómetros. Ora, se um formador tiver de fazer 50 ou 60 quilómetros para dar duas horas de aula, que ganha? Uma miséria!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Formadores do Algarve e do País, uní-vos. Criai uma organização própria que lute contra a situação, que denuncie tudo o que há de errado na formação profissional. Só assim conseguireis ser respeitados!!!

O lixo em Olhão















Olhão, é sabido, não é das localidades mais limpas do Algarve. Éventualmente haverá falta de cuidado por parte de alguns cidadãos. Terá a ver com a forma como foram educados, terá a ver com a forma como se processa a recolha do lixo, terá a ver com a inoperância da autarquia? Na fotografia da esquerda temos um triste exemplo daquilo que a autarquia põe à disposição dos olhanenses. Perto do painel que representa o sítio onde terá nascido Olhão, a cinco metros da entrada da Casa da Juventude, a 30 metros de uma pizaria e a cinco metros da entrada da Casa da Juventude. Um dia, não se sabe quando, que a antiga sede de "Os Olhanenses" vá abaixo, logo se pensará noutra solução, que certamente não passará de mais um triste remendo.


Na fotografia da direita, estamos num outro ponto do Algarve. A dez metros da estação de correios e frente a vários restaurantes, estes a cerca de vinte a trinta metros de distância. Será que os cidadãos daquela localidade sejam mais cuidadosos com o lixo? Será que a recolha do lixo é feita de uma forma mais consentânea com a realidade? Será que a autarquia quis dar uma imagem mais agradável à cidade? O que é facto é que o aspecto visual é completamente diferente, para melhor, claro. Não choca, não agride.


Pode o senhor presidente da Câmara de Olhão pensar que os olhanenses são porcos, sujos e maus, que não merecem ser tratados com mais dignidade, com mais respeito, mas os olhanenses também estão no direito de pensar que o senhor presidente pouco faz pela generalidade da população, preocupando-se mais com o circulo de amizades que a política lhe tem trazido.


















A viagem do Caíque ao Brasil


As inscrições estão abertas para quem pretenda fazer a viagem no Caíque e tal facto levanta logo algumas questões. Sabe-se que só o comandante e o imediato tem direito a remuneração. Compreende-se, naturalmente, que as pessoas sejam remuneradas. Mas quanto ao resto dos tripulantes? Acaso há algum pescador que tenha disponibilidade financeira para sustentar a família durante a sua ausência? Provavelmente, não!!! O que acontece é que desde muito cedo se começaram a perfilar pessoas que nada tem a ver com a pesca, com reais posses para andar a passear e sutentar as suas famílias enquanto se divertem. Ora, quando o Caíque foi ao Brasil, segundo gostam de apregoar os entendidos, foram pescadores que navegaram. A idéia que fica expressa com esta viagem, é a de que mais uma vez se pretende privilegiar os, já de si, privilegiados e mandar bugiar os "ignorantes", os "incautos" dos pescadores.


Mas e ainda a propósito desta viagem do Caíque, outras questões se levantam. Quanto custa ao erário público a manutenção da embarcação? Quanto custa ao erário público a tripulação da mesma? Claro que a embarcação tem que ter uma tripulação própria! A questão não é essa. A questão é que para um estranho que venha a Olhão e passe pelo "Bate Estacas" vê ali uma embarcação completamente diferente das outras sem saber o porquê da sua existência. Não há nada que explique aos visitantes o que faz ali aquela embarcação com características muito próprias. Mais, se alguém quiser saber como pode usufruir dela, não há nada que indique onde e como se pode dirigir para que possa dar um simples passeio. Não há uma calendarização para a sua utilização, não se vê nada que nos indique da organização de qualquer passeio e dos seus custos.


O Caíque tem toda a razão de existir, tal como se deveria promover a recuperação de algumas lanchas e saveiros à vela e procurar que em determinado período do ano constituísem um pólo de interesse para os visitantes a esta cidade.


Mas, infelizmente e mais uma vez se vê que o edil está mais preocupado em servir os seus amigos do que propriamente os interesses da generalidade da população

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Estacionamento em Olhão



Lembrou-se, há já alguns anos, o senhor presidente desta edilidade de pôr os munícipes a pagar o estacionamento e vai daí, coloca parcómetros nalgumas zonas da cidade, cobrando a meio mundo e fazendo meio mundo pagar a alguns pressurosos agentes da P"S"P o crime de não ter tirado o ticket respectivo.






A sanha do senhor presidente é de tal ordem que esquece-se que a maioria dos moradores da Avenida da República ou da Avenida 5 de Outubro, não trabalham nessas zonas, ou seja, dirigem-se a casa eventualmente para almoçar ou, então, ao fim do dia para descansar. Mas se o pobre do morador tiver o azar de ter que ir a casa tratar de alguma coisa momentaneamente e esquecer-se de tirar o ticket, tem que contar com alguma multa menos apetecível.






Compreende-se que haja necessidade de aliviar o trânsito no centro da cidade e nos locais onde se concentram os principais organismos e que se crie zonas de estacionamento para quem de facto necessite de tratar de um assunto qualquer, seja num banco ou numa estação de correios, por exemplo. Não se compreende é que os moradores sejam penalizados e que tenham que pagar igual aos outros.






Quem passa nestas avenidas entre as 8.00 e as 9.00 pode constatar que não são os moradores que ocupam o espaço de estacionamento. Claro, o senhor presidente vai argumentar que os residentes tem acesso a um cartão que lhes dá x horas de estacionamento. Argumento falacioso!!!!!!! O tempo que se perde a ir à Câmara para resolver o problema do cartão que deixou de funcionar, custa dinheiro, custa incómodos.






Os munícipes tem uma arma importante nas mãos e que a devem utilizar: nas próximas eleições não devem votar num presidente destes. Já lá está à demasiado tempo.....................

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A ditadura do "canudo"

Este País à beira mar plantado é muito dado a extremar atitudes. Vamos do oito ao oitenta. Todos nós sabemos que há cursos superiores que ninguém sabe para o que servem, a não ser para dar um Dr atrás do nome de algum calino que não se esforçou minimamente para entrar numa universidade pública. Temos Drs para todos os gostos. Temos engenheiros para todos os gostos. Títulos pomposos para quem, no mercado de trabalho, não é capaz de transpor para a prática o que supostamente deveria aprender nos bancos da escola. O pior ainda não é isso. É que, para tentar ganhar uns "trocos", estes miúdos criam "Ordens", organizam-se e transformam-se em "bufos" que só atingem os mais pequenos, aqueles que lutam denodadamente pela sobrevivência.

Quando o representante de uma "ordem", assossiação, (chamem-lhe o nome que quiserem) vão para a televisão defender que, por causa da lei do tabaco, deve haver um projecto de engenharia para calcular como poderá ser feita a extracção do fumo do tabaco e indicar que tipo de equipamento se deve adquirir, um labrego destes o que está objectivamente a dizer é que, o "desgraçado" que montou o seu negóciozinho tem que arriar uma pipa de massa para encher os bolsos a alguém que só vive de expedientes de um miserável título.

Com os elevadores dos prédios passa-se a mesma coisa. Os elevadores estão sujeitos a vistorias, vistorias que no fundo são feitas pelas empresas que montam os elevadores ou por alguém indicado por eles. Quer dizer, se os condóminos quiserem poupar uns tostões e não fazerem as revisões periódicas tal como as empresas de elevadores pretendem, são estas mesmas que acabam por denunciar a situação, no fundo não passam de reles "bufos", que não se im portam e complicar a vida daqueles que a têem demasiado complicada.



Naturalmente todos nós somos a favor de uma segurança alimentar e todos nós reconhecemos a necessidade de haver fiscalização neste sentido, mas, quando se aceita que uma ASAE qualquer impôr que se substitua uma colher de pau por uma de plástico, começamos a aceitar coisas que mais tarde ou mais cedo se voltam contra nós, porque estas entidades não estão aí para servir-nos, estão aí sim para nos complicar a vida.



Quem paga é o "mexilhão"...

A crise do BCP mostrou de uma forma bem clara como são repartidos os lugares entre os políticos. Entre o PS e o PSD encetaram a negociata e cada um ficou com o "seu": uns com o BCP e os outros com a CGD. Entretanto, o cidadão comum que, por se encontrar desempregado ou por outro motivo de força maior, não pode pagar a sua prestação, vê os seus bens penhorados. Perdoam-se milhões ao filho de um Jardim Gonçalves, esquecem-se de outros que também se serviram e caem em cima dos desgraçados com um furor inusitado. Como se não bastasse, temos ainda um Jardim Gonçalves a receber uma alta maquia por ter deixado o banco, que fundou, de rastos. Vemos o seu homem, outrora, de confiança receber outra choruda maquia e mais uns trocados mensalmente. Nem os accionistas conseguem receber tanto dinheiro como estes senhores.


E se fossemos procurar um pouco mais, ainda encontraríamos nomes como o de Horta e Costa ou Miguel Cadilhe, embora que noutras instituições.




Vimos o homem (diga-se ex-ministro) que negociou o acordo com a Lusoponte e que quando saiu do governo tinha lá o seu lugar à espera. Na GALP também temos lá outro ex-ministro. Já vimos um ex-ministro como homem forte e talvez um dos mentores do programa informático para a colocação de professores. Quer dizer, em tudo quanto são bons negócios lá temos um ex-ministro ou um ex-secretário de estado. Isso é que está a dar: ser ex de qualquer coisa. É o exemplo da transparência da classe politica e ainda há quem acredite.




E, com todas estas andanças, com todas estas mudanças de cadeiras entre elementos dos partidos que fazem a alternância do Poder, o "Zé" é que vai pagando a factura de juros tão elevados, para os Espirito Santo, os Mello, os Gonçalves, os Berardos irem aumentando as suas fabulosas fortunas. E, se, um dia, o "Zé se lembrasse de fazer greve aos pagamentos hipotecários? É o "Zé" que só vê menos combustível a entrar no seu carro e a conta nas gasolineiras a subir; é o "Zé" que tem que andar às escuras porque as contas da EDP só servem para aumentar os seus investimentos e lucros nos Brasis ou Irões deste planeta. Mas os Mexias e outros que tais não tem necessidade de apertar o cinto.




Uma vergonha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





Olhão e a sua zona ribeirinha


O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos sempre foi um empecilho ao desenvolvimento das zonas ribeirinhas, seja em Olhão ou em qualquer outro ponto do país. Não tem a ver com as chefias locais, tem a ver, sim, com a estratégia definida pelos governos que atribuíram excessivo poder a esta entidade. Basta olhar para a náutica de recreio para se perceber o efeito pernicioso deste instituto.

Mas, vamos ao que interessa neste momento. O presidente da Câmara de Olhão já veio mostrar a sua satisfação por lhe ser atribuída mais uma área que vai poder dispor a seu belo prazer e vai daí, já vai dizendo que as instalações, existentes na área do porto de pesca, deverão desaparecer.

A pesca atravessa uma crise enorme. A classe política, começando num ex-primeiro ministro chamado Cavaco Silva, teve oportunidade para pôr alguma racionalidade na pesca. Aquando da adesão de Portugal à CEE, já era prevísivel que a pesca em águas marroquinas teria os seus dias contados. Em lugar de se acautelar o futuro foi-se criando a ilusão de que era possível manter-se uma frota que tanto peso tinha na economia do concelho. Com o fim da pesca em águas marroquinas vieram os abates. Os espanhóis optaram por proceder a sociedades mistas, colocaram barcos na América do Sul, em África, continuaram pescando, enquanto que nós, portugueses optámos pelas demolições. Só que os pescadores tinham de continuar a assegurar a sua sobrevivência. À medida que a frota de Marrocos foi sendo demolida, foi aumentando o número de barcos das ganchorras e dos covos.



Nunca houve a preocupação de cuidar do futuro, de organizar os pescadores para substituírem o sistema intermediário que sempre asfixiou a pesca, de pôr os pescadores a regularem as quantidades a capturar por forma a manterem os stocks. Os intermediários serviam melhor os interesses da Câmara do que os pescadores e não interessava educar os pescadores numa solução alternativa. E, hoje, assistimos a uma concertação de preços e ao controle das capturas de acordo com os interesses de apenas duas ou três pessoas. O leque de opções dos pescadores começa a ficar cada vez mais reduzido. A Docapesca não é alternativa mas a privatização é ainda pior. E a Câmara sabe-o bem. Mas provavelmente a privatização da Docapesca far-se-á para algum seu amigo....

Também, não admira. Já se viu que, a exemplo dos governos centrais, a Câmara funciona quase tipo "cartão do clube". Se é da cor, arranja-se qualquer coisa. Se não é da cor, não tem direito a nada. Que o digam aqueles que abandonaram a CDU e agora estão lá e bem servidos. Independentemente do seu valor, do seu mérito, o que é facto é que se "venderam" politicamente e hoje, eles ou os familiares mais directos começam a ficar todos muito bem instalados. É para colocar os seus "amigos" e não aqueles que mais deram ao partido socialista que esta Câmara tem servido, descurando os pescadores, nomeadamente os da Fuzeta, que apoiavam em massa o P"S".

De eleição em eleição, os partidos candidatos aos destinos das autarquias olhanenses, vão perdendo votos. O P"S" vai consolidando a sua posição apenas porque a oposição é cada vez menor, os partidos da oposição estão desmembrados, o chefe de fila do principal partido da oposição passou de professor a construtor. Sabe-se lá como...........

Fala-se de Museu do Mar, quer-se comemorar uma data que tem a ver com pescadores, a ida ao Brasil, mas a cada dia que passa aqueles que deram razão de ser a esta terra estão cada vez mais abandonados e é bem provável que se vejam despejados do pouco que lhes resta, o porto de pesca.

Triste fado.......................

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Que raio de democracia...

A democracia é cada vez mais uma miragem que se vai esfumando com o decorrer dos tempos. Alegando a necessidade de conter a despesa pública, vão-se tomando as medidas mais impopulares de que há memória desde 25 de Abril de 1974.
Os sindicatos, com a imagem desgastada, pela sua subserviência ao P"C"P, uns e ao P"S" e PSD, convocando greves que os governantes até aplaudem, porque no fundo é só menos um dia de ordenado que o Estado tem de pagar e, como se não bastasse, ainda permite ao governo denegrir a luta porque a idéia que fica é a de que as greves são apenas um pretexto para um fim de semana mais comprido.
Com os sindicatos desacreditados, os partidos de esquerda mais interessados em manter os lugares dos seus quadros com mais cartaz, a capacidade de mobilização das massas está seriamente afectada.
O Povo está cansado de tanta demagogia, de tanta promessa por cumprir, de ver a classe política brincar com a vida de todos nós. É a "Saúde", é a "Justiça", é a "Educação". Para onde quer que nos viremos não se vislumbra nada de melhor. Na "Saúde" vamos assistindo como que ao surgimento de uma nova máfia, uma máfia que recebe os doentes nos Centros de Saúde e, se lhes cheira a dinheiro, emcaminha-os para os seus consultórios particulares. As consultas de especialidade mais caras, muito mais caras, do que aqui ao lado na vizinha Espanha ou do que numa Suiça, onde as pessoas tem um nível de vida bastante superior ao dos trabalhadores portugueses. E começa a ser vulgar ouvir-se que se vai ao médico com uma possível doença e sai de lá com quatro, cinco ou mais doenças. E, tudo isto, com a complacência dos senhores do Poder.
Na "Justiça" assistimos a outra desgraça. O caso "Casa Pia" trouxe à tona toda uma série de questões que estavam mal e que continuam a estar. Apesar de a classe política ter concordado que havia falhas, que havia necessidade de algumas correcções, do próprio Presidente da República na época, Jorge Sampaio, ter vindo a terreiro defender a necessidade de alterações, que alterações se registaram? Enquanto foi decorrendo o processo (e ainda decorre) fomos de recurso em recurso, incidentes de recusa e todas as formas legais que tem retardado a conclusão do caso. O "caso" dos agentes da Judiciária mortos no norte e que cujos autores saíram em liberdade por ter prescrito o tempo de prisão preventiva como se isso fosse mais importante do que a vida daqueles que a perderam. O "caso" Maddie, onde fomos enxovalhados pelos mídia britânicos e que as declarações do Director Nacional só lhes dá razão.
Na "Educação" onde os professores são quem menos conta e o mais importante é criar um nova classe de analfabetos com o 9º ou 12º anos. A fasquia das exigências vai descendo na medida inversa de uma ignorãncia que galopa com as facilidades que os encarregados de educação proporcionam aos seus educandos, não percebendo que estão a comprometer o futuro dos seus educandos.
Se nos principais pilares da democracia, naquilo em que mais devemos acreditar, é o que é, que dizer do resto? Mais parece estarmos numa república das bananas que num estado moderno.
O Bastonário da Ordem dos Advogados veio a terreito defender posições que põe em causa algumas mordomias da classe política e que prontamente começaram a ser rechaçadas. Claro que os especialistas em leis, os homens de Direito, fazem falta na Assembleia. Mas também não é menos verdade que o sentimento geral da população é de que há uma grande promiscuidade entre os eleitos e interesses que nada tem a ver com a população em geral. Os homens de Direito com uma cadeira em S. Bento não advogam causas dos "pé rapados". Eles advogam causas, sim, dos grandes senhores e dos grupos económicos que exploram os mais desprotegidos. E, não é por acaso, que, como que em resposta, a classe política vem agora defender os rendimentos secretos. Já não lhes chegam as mordomias que tem, a multiplicidade de acumulações, senão ainda manterem secretos os chorudos rendimentos. Vergonha ou despudor?
O patrão da CIP acha que o "livro branco das relações laborais" peca por defeito. O senhor quer mais. Quer poder despedir a seu belo prazer. Com o pretexto da renovação dos quadros, isto é, com a manutenção do mesmo número de trabalhadores e sem encargos e uma vez que pode utilizar esse pretexto, acaba-se o direito à greve, acaba-se o direito de lutar por melhores condições de vida. Nos locais de trabalho, já nem tudo se pode dizer. Qualquer coisa pode servir de pretexto para o despedimento e caso o presidente da CIP conseguisse os seus intentos, pode-se dizer que estaríamos numa ditadura, num estado fascista. De democrata, já pouco tem este governo e com propostas destas ainda menos. A canga vai ficando cada vez mais pesada. Até quando?