sábado, 14 de maio de 2016

António Costa em Loulé confrontado pelos manifestantes, volta a fazer promessas e não mais que promessas!


 

 











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António Costa acossado pelas centenas de  manifestantes em Loulé, é obrigado a receber as delegação dos manifestantes, depois de ver a força pelas palavras de ordens dos manifestantes presentes em Loulé como as associações e nós Olhão Livre solidários com os protestos, apelamos Juntar a Luta para esta ser mais forte, foi o que felizmente aconteceu.
Mais uma vez António Costa volta a não fazer mais que promessas.

 


As pessoas devem mais uma vez repudiar essas novas promessas, pois António Costa voltou a dizer que vai mandar o assunto para o ministro do ambiente,  disse também que vai promover reuniões com as associações e que até ao verão não vai haver novas demolições.
A delegação da PALP  do qual retiramos as fotos da sua página do f.b.  (fotos essas que foram tiradas por Bruno Filipe Pires do Barlavento online). disse ao Noticias ao minutoonline/  , que ,"o poder político, que se tem mostrado a favor da recusa da exploração de petróleo e gás natural, passe das palavras para as ações.
«O primeiro ministro disse-nos que o Governo está a trabalhar junto da Procuradoria-Geral da República, mas sobretudo centrado nos contratos em terra, e nós estamos muito preocupados porque a prospeção no mar já vai começar em Outubro, pelo concessionário Repsol/Partex»."

Aos manifestantes só resta continuar a Lutar, e  exigir que o governo de António Costa, deixe de iludir as pessoas e passe das promessas aos actos cumprindo a exigência dos manifestantes.
Ousar Lutar Ousar vencer!
A Luta Continua!

Protestos em Loulé.



As pessoas manifestaram-se esta tarde Loulé e uniram e juntaram a luta contra a exploração de  petróleo no Algarve a luta em defesa da Ria Formosa e a luta contra as portagens.




PALP  Ilhéus e  manifestantes   juntos na luta contra  as portagens na Via do Infante onde não faltaram os Nuestros Hermanos de Andaluzia em Protesto conjunto  nas Ruas  Loulé.
 Fotos retiradas da página do f.b. de Rosa Neves

António Costa hoje em Loulé ameaçado por vários protestos, será que vai fugir?

 Hoje e depois de uma noite passada a ouvir  e aprender com a conferência de Manuel da Costa  na Quinta da Fornalha. sobre o reaproveitamento das aguas residuais.
Protesto Silencioso anti petróleo Vila do Bispo_Foto Matthias Kogler_4
Ao  abrir o f.b.  li com satisfação,que estão hoje anunciados vários protestos ao confirmarem  a presença confirmada  do 1º Ministro em  Loulé, na INUAF e 15.30h assim  a A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP),  na sua justa luta por um Algarve Livre de Petróleo seja na Terra seja no Mar tem marcada uma concentração Hoje às 15.30 em Loulé e como tal .anuncia na sua página do f.b a seguinte mensagem:

"Na sequência da presença do Primeiro-Ministro António Costa, neste próximo Sábado, dia 14 de Maio, em Loulé, pelas 15h30m, o Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) apela a todos os cidadãos residentes no Algarve que se juntem numa visita de sensibilização ao senhor Primeiro-Ministro António Costa para lhe fazer ver que a exploração de petróleo e gás natural na região do Algarve, em mar e em terra, significa a destruição da região do Algarve tal como a conhecemos. Apareçam! Tragam faixas, cartazes, buzinas, bandeiras, tachos e panelas mas tragam sobretudo a vossa voz e as vossas mensagens. Esta é uma visita de sensibilização pacífica para fazer ver aos nossos governantes que não podem permitir a expropriação ecológica da região algarvia entregando-a à revelia das populações nas mãos das empresas petrolíferas. Apareçam, divulguem, partilhem! É já este Sábado.  frente ao INUAF, «para fazer ver ao primeiro ministro que a exploração de petróleo e gás natural no Algarve, em mar e em terra, significa a destruição da região tal como a conhecemos».

Também  o SOS Ria Formosa anuncia na sua página do f.b  também vai estar presente nos protestos e deixa a seguinte mensagem:

AMIGOS,
PALAVRA DADA TEM DE SER PALAVRA HONRADA!
AMANHÃ DIA 14 DE MAIO TODOS A LOULÉ!

CONCENTRAÇÃO JUNTO AO AUDITÓRIO MUNICIPAL EM OLHÃO ÀS 14 HORAS. DAI PARTIREMOS EM DIRECÇÃO A LOULÉ.
PELAS 15H30, O PRIMEIRO MINISTRO ANTÓNIO COSTA, ESTARÁ NO AUDITÓRIO DO INUAF, NO CONVENTO ESPÍRITO SANTO EM LOULÉ.
A PRESENÇA DE TODOS É FUNDAMENTAL. FAIXAS, T-SHIRTS DE DEFESA DA CAUSA.
A LUTA CONTINUA!

 Nós no Olhão Livre, congratulamos com essa união de protestos, e apelamos à união de mais  protestos por outras causas, de modo a que juntos sejam mais fortes e  que Governo de António Costa que tanto prometeu aos algarvios que agora cumpra as promessas e não volte  a prometer como é seu costume.os algarvios estão fartos de promessas!

Fazemos assim  o apelo a todos os algarvios que se juntem aos protestos em defesa do Serviço Nacional de saúde pois os hospitais no Algarve e Centros de Saúde, estão neste momento uma lástima uns por falta de médicos  anestesistas, por falta de enfermeiros, e outros por falta de material básico de 1º socorro como compressas e betadine.que a ARS não entrega.

Também devemos exigir  o fim das portagens na Via do Infante, pois como António Costa afirmou na ultima campanha eleitoral a E.N.  125, é uma vergonha e se fosse eleito ia acabar com as portagens na via do Infante.
António Costa que se deixe de promessas e cumpra a Palavra!
Ousar Lutar ousar vencer!
A Luta Continua!


sexta-feira, 13 de maio de 2016

ALGARVE: SOBRE A REUTLIZAÇÃO DAS AGUAS RESIDUAIS




 Realiza-se hoje mais uma sessão publica sobre a reutilização das aguas residuais, desta vez em,Castro Marim, na Quinta da Fornalha pelas 18 horas.
As aguas residuais tratadas são ricas em nutrientes para jardins e agricultura mas são ao mesmo tempo uma fonte de poluição para o meio hídrico se nele forem despejadas, podendo ocasionar a eutrofização das massas de agua.
No caso das aguas residuais tratadas serem despejadas em zonas com dificuldade de renovação das aguas, como o são as Rias Formosa e de Alvor ou de albufeiras, para alem da contaminação microbiológica, os efeitos do fosforo e azoto, podem criar problemas nos eco-sistemas.
Mas por outro lado, a  sua reutilização na agricultura apresenta grandes benefícios, não só porque o sistema radicular das plantas absorve os nutrientes, ajudando-as a desenvolverem-se como eliminam a contaminação microbiológica por evapo-transpiração.
Para a sua reutilização para fins agrícolas deve ter-se em conta a área a regar, partindo do principio que uma rega com economia de agua, consome cerca de 1 metro cúbico de agua,por ano e por metro quadrado, o que permite calcular a área necessária para o consumo da agua de uma ETAR.
De preferência, a reutilização deve ser utilizada em culturas arvenses, de sequeiro, porque estas árvores procuram a aguas a grandes profundidades, facilitando-lhes assim o acesso a elas e ainda por cima, rica em nutrientes, o tal fosforo e azoto, o que lhes favorece o desenvolvimento.
Árvores características da região algarvia como alfarrobeiras, oliveiras ou amendoeiras teriam muito a beneficiar com esta técnica.
Para alem de termos participado em eventos relacionados com esta temática, alertamos as pessoas a participar pois é uma das melhores soluções para reaproveitamento das aguas residuais e para impedir a contaminação do lençóis freáticos, assim como os caudais dos Rios Rias  Ribeiras Ribeiros e linhas de agua.
Participa e Divulga!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Algarve em Alerta Vermelho ou a fuga de António Costa aos protestos no Algarve?

Um titulo sem duvida digno do filme socialista cujo líder António Costa, com  presença anunciada no Algarve este fim de semana, anda no entanto a jogar ao jogo das escondidas, para ver se finta os manifestantes que exigem ver esclarecidas as duvidas e promessas do PS aos eleitores do Algarve.

Chegou-nos a informação via passarinho, que Costa com medo dos manifestantes " Por Um Algarve Livre de Petróleo", anda a desviar as atenções dos manifestantes, pois as hostes do PS em Loulé anunciam a presença para Sábado do prometedor de promessas António Costa para Loulé às 15.30 e ao mesmo tempo está também anunciada a presença do António Costa em Faro,  na Escola Hoteleira também às 15.30.
Porque foge António Costa ao confronto directo com os manifestantes  do Algarve?
Será que aprendeu com o defunto Passos Coelho a fugir das pessoas algarvias e residentes no Algarve,  a quem tanto prometeu, mas que agora como 1º Ministro continua a não fazer mais do que promessas,tal como a Ministra do Mar que quando a visita a Olhão,também tentou fugir aos manifestantes,só que esses tiveram informação,não de um passarinho mas sim de um  Camaleão  Mor do PS.
Dessa maneira  a Ministra do Mar teve a recepção que não previa, e acossada pelos manifestantes moradores  das Ilhas Barreiras com casas não legalizadas, que exigiam a igualdade de tratamento por parte do Governo, no caso da Construções em Domínio Publico Marítimo na Costa do Algarve.
Nesse caso como a Ministra do Mar,  não conseguiu fugir, pois estava acompanhada por esse tal Camaleãp Mor. prometeu que dali a 15 dias o Ministro do Ambiente iria fazer declarações sobre a solução do PS,  para as construções na Ria Formosa.
Passados  quase dois meses das promessas as pessoas sabem ZERO!
Sabem que que continuam a ser espoliadas de dinheiro que muitas já não tem, por parte de advogados para reclamarem a Usucapião de Terrenos do Domínio Publico Marítimo.,como se tal fosse possível a medida de acabar com as demolições na Ria Formosa não tenha de ser uma decisão politica.
Será que as pessoas a quem o PS em campanha eleitoral no ano passado, prometeu que em caso do PS ganhar as casas não seriam demolidas, sabem que António Costa vai estar presente este fim de semana no Algarve?
Porque razão agora os Ilhéus, enganados, pelas  promessas da Ministra do Mar em Olhão, não perguntam ao Camaleão Mor que os avisou da presença da Ministra do Mar  em Olhão, onde vai  o 1º Ministro que  vem ao Algarve este fim de semana, o local  e hora onde vai estar presente António Costa para a este exigirem o fim das demolições???

Claro que António Costa tem mais que razões para sentir o cú a arder, pois protestos é coisa que não falta no Algarve, a começar pelos Cidadãos que lutam pela justa causa de"Um Algarve Livre de Petróleo", seja em Terra seja no Mar, e que por  a luta ser mais que justa, tem cada vez mais  pessoas a apoiar a sua justa luta.

Os Cidadãos que lutam contra as portagens na Via do Infante, também tem mais que razões para protestar, pois António Costa em campanha eleitoral no Algarve: Afirmou  que a EN 125 era um «massacre» e que não constituía uma alternativa, e caso viesse a chefiar o novo governo iria suspender ou acabar com as portagens no Algarve.
 Como  toda a gente sabe, António Costa é hoje o Primeiro Ministro, e por isso foge às manifestações das pessoas, quando presente no Algarve.

António Costa como toda a gente já se apercebeu, é como os políticos  vendedores de ilusões, que em campanha eleitoral e na caça ao voto  tudo prometem, pois sabem que chegados ao poder, pouco ou nada vão cumprir.
António Costa também sabe que conta com a subserviência dos caciques locais, sempre prontos a servir de bombeiros à revolta eminente,  sempre prontos e com a mangueira na mão, sempre pronta a entrar em acção é o lema dos políticos lambes botas,  foi assim em Olhão aquando a visita da Ministra do Mar, onde o Camaleão Mor à frente da autarquia de Olhão,  iludiu por mais uma vez, os manifestantes da Ria Formosa, e é assim que tentam esconder a visita de António Costa como Primeiro Ministro   Sábado a Faro e a Loulé.
As pessoas saberão como dar a justa resposta a um Primeiro Ministro que tenta passar incólume nesta visita ao Algarve.
A estes manifestantes deviam-se juntar todos os algarvios em defesa do Serviço Nacional de Saúde pois a saúde no Algarve como toda a gente sabe,  vai de mal a pior!




quarta-feira, 11 de maio de 2016

OLHÃO: VÁ À MERDA!


Um munícipe olhanense através do facebook, questionou o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, sobre a segurança de um parque infantil construído em cima de um esgoto directo para a Ria Formosa e nas traseiras de uma bomba de gasolina e deposito de garrafas de gaz, como se pode ver na respectiva pagina.
Diz o munícipe:
"Agora é que sr presidente tirou a máscara e eu até devia levar isto mais a sério mas fica por aqui vejam a resposta que este sr. me deu quando lhe confrontei com um certo parque infantil por cima dum cano de esgoto a sair na ria formosa e um bomba de gasolina e gás mesmo por detrás sem a minima segurança para os mais novos vejam ou leam como me respondeu o dito"
Nota do Olhão Livre:
Pelo texto não dá para afirmar com rigor que o dito parque seja o do Jardim Patrão Joaquim Lopes. É que a ser esse o caso, recordamos que aquando do encerramento da bomba de gasolina da Rua Almirante Reis, também esta esteve para ser encerrada por não cumprir com os requisitos de lei.
Mas esse não é tema deste post, porque a questão que aqui se coloca é a forma como um presidente de câmara trata os seus munícipes, revelador da sua  faceta anti-democrática.
Diz António Miguel Pina:
" Meu caro não recebo lições de coragem nem de dedicação vá à merda. E se tiver coragem venha dizer-me isso na minha frente só os dois... isto sim é de olhanense..."
Mandar um munícipe à merda por fazer uma critica não é de um democrata, antes pelo contrário, é sim próprio de quem lida mal com a critica, quando teria sido tão fácil dizer que estava em estudo, que a autarquia de momento não dispunha de fundos suficientes ou uma outra desculpa qualquer. Mandar à merda é que não, até porque o presidente em causa, que usa os dinheiros públicos para mover processos em Tribunal contra opositores na tentativa de silenciá-los como é o nosso caso.
Não sabemos se o presidente da Câmara aprendeu com o seu camarada de partido e então secretário de estado da pouca cultura, João Soares, mas a verdade é que sem dizer que dá uma bofetada ao munícipe, deixa no entanto, sub entendido que se o munícipe critico estivesse na sua frente e a sós, outro galo cantaria.
Desconhecíamos a veia de boxeur deste presidente, mas parece que o exercício anti-democrático do Poder dá mais força a esta gente, pelo menos de língua.
O recente episódio revela também o que o presidente pensa da generalidade dos olhanenses, dos seus eleitores, já que apenas alguns se podem pronunciar ou criticar os comportamentos do dito cujo.
Aos poucos o verniz vai estalando lá para as bandas do António Pina e mostrando a sua verdadeira faceta.
O munícipe em causa tem todo o direito a expressar a sua indignação e os olhanenses em geral devem reflectir sob a conduta de um presidente em fim de carreira.

terça-feira, 10 de maio de 2016

RIA FORMOSA:MAU TEMPO FAZ ESTRAGOS

Desde pelo menos, dois mil e dez, que vimos alertando para a erosão das praias da Ria Formosa como o poderíamos fazer em relação a toda a costa algarvia,mas as entidades publicas com responsabilidades nesta matéria, fazem ouvidos de mercador e depois sofremos as consequências para alem dos dinheiros públicos jogados fora.
As areias das praias na costa algarvia movimentam-se predominantemente no sentido oeste-este, fruto da hidrodinâmica das areias. A principal fonte de alimentação natural das praias são os rios e ribeiras e na costa algarvia também as barreiras de arenito. Só que nos rios foram construidas barragens e nas ribeiras represas que impedem a passagem de sedimentos até à costa.
No Sotavento algarvio, onde se insere a Ria Formosa, não é propriamente esse o caso, não havendo rios ou ribeiras, mas em contrapartida foram abertas barras artificiais cujos molhes impedem e normal circulação de areias.
Este é o maior problema que as praias das ilhas barreira enfrentam e não como erradamente se diz serem as casas.
Em tempos apresentámos uma possível solução à então ministra do ambiente que a remeteu à Sociedade Polis,e que viria a ser considerada como "solução a ponderar" mas que nunca foi aplicada, talvez pela necessidade de fazer obras constantemente.
A solução, já utilizada noutros países,consiste na criação de recifes artificiais multi-funcionais em mangas de geo-têxteis que são enchidos com as areias dragadas. O objectivo desses recifes é alterar a energia das ondas por forma a que as ondas rebentem no plano de agua empurrando as areias para as praias. Nos países onde foram utilizados os recifes e procedidas a sua monitorização, registou-se uma crescimento da mancha de areal até aos sete metros/ano.
As barras naturais estão completamente assoreadas e a necessitar de dragagens cujas areias poderiam servir para o enchimento das mangas, protegendo assim a costa, da mesma forma que poderiam servir para proteger as suas margens.
É possível encontrar literatura sobre o assunto na Revista de Gestão Costeira Integrada, não estando nós a inventar ou a descobrir nada de novo. O próprio Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) fez um estudo laboratorial com recurso a um simulador para ajuizar da possibilidade da utilização dos recifes artificiais multi-funcionais.
Só que como já dissemos, parece que as entidades publicas não estão interessadas em resolver o problema, preferindo vir falar nos milhões que gastam nas intervenções que fazem na costa, omitindo o papel negativo das barragens para a costa portuguesa e da sua responsabilidade em medidas compensatórias que nunca são aplicadas.
Entretanto passam-se os anos sem uma intervenção de fundo que evite os constantes estragos nas praias e que deveriam dar lugar ao pagamento de indemnizações por negligência.
Os prejudicados devem deixar-se de lamurias e agir contra um Estado negligente, exigindo os seus direitos, porque se pagam as concessões, têm o direito a ser protegidos de situações de calamidades evitáveis.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

OLHÃO: CONTINUA O CAOS URBANISTICO?

De um nosso leitor, atento ao que o rodeia recebemos a seguinte mensagem:

Boa noite, ontem fui a um sitio que se chama Caliços em Moncarapacho no caminho do hotel vila monte depois da segunda ou terceira  casa há esquerda como é que a camara de olhão  aprova um projeto de uma casa  naõ sei ao certo mas tem mais de 800 metros quadrados a parte de baixo e estava lá uma ruina com 40 metros quadrados estão a fazer ainda os pilares em baixo o dinheiro dos estrangeiros paga tudo, acho melhor voçe averiguar esta situação melhor. Aquilo não vai ser uma casa parece mais um hotel.

O sitio dos Caliços consta na Planta de Ordenamento Síntese do Plano Director Municipal como Espaço Agrícola Condicionado I, pelo que no Regulamento do PDM, que diz o seguinte:
Artigo 37º, nº 2, a) Agrícola Condicionado 1, que se refere a espaços onde incidem condicionamentos às práticas agrícolas com o objectivo de protecção dos recursos aquíferos, ...
Artigo 39º, nº 2 - A reconstrução, alteração e ampliação de habitações existentes fica sujeita às seguintes regras: 
Numero máximo de piso: dois ou 6,5 metros de cércea
A superfície de pavimento poderá ser acrescida desde que o total da construção não exceda os 250 m2...
Deverão ser mantidas as características arquitectónicas e construtivas pré- existentes
Mas o sitio dos Caliços também vem assinalado  na Planta de Condicionamentos Especiais como Zona de Maior Sensibilidade Sísmica pelo que está ao abrigo do artigo 16º do Regulamento e que diz a esse propósito:
Nº 2 - Nas zonas de maior sensibilidade sísmica, ..., admitem-se os usos e edificabilidade das classes de espaço onde se localizem, devendo a construção de qualquer edifício ou infra-estrutura obedecer às recomendações técnicas aconselhadas pelo LNEC.
Ainda que não estejamos na posse de mais elementos e fazendo jus à informação do nosso leitor, parece estarmos perante mais uma violação do PDM, coisa que vem sendo prática corrente nesta câmara Municipal.
A protecção dos aquíferos não se faz apenas pelos condicionamentos às praticas agrícolas mas também por condicionamentos à impermeabilização dos solos, pelo que desde logo se afigura muito duvidoso.
E mais duvidoso se torna, quando o total do pavimento excede os 250 metros permitidos pelo Regulamento do PDM.
Também sabemos que a Câmara Municipal de Olhão se prepara para criar um Plano de Intervenção em Espaço Rural, para tentar regularizar, de imediato, a casa do Cascalho, que o Tribunal mandou demolir. É por demais evidente que o PIER não deve servir para aumentar a edificabilidade ou regularizar situações pré-existentes, uma forma capsiosa de continuar a aprovar o que se não deve.
Pelo rumo que as coisas estão tomando, a Câmara Municipal de Olhão, terá muitos PIER para aprovar, quando deveria, se fosse uma autarquia respeitadora das regras, aprovar apenas aquilo que o Regulamento do PDM permite.
Agora está na moda o PIER como ontem estavam os Regimes Jurídicos de Regularização de actividades económicas e das Declarações de Interesse Municipal, obedecendo tudo à lógica da alteração ao uso e transformação dos solos.
Os nossos eleitos locais ainda não perceberam que um dos maiores e mais graves problemas, é a falta de produção e que ao destruir ou fragmentar os solos agrícolas, está contribuindo para que cada vez mais, menos se produza, contribuindo assim para o aumento das importações e da consequente criação de divida publica, o argumento para o genocídio fiscal de que todos nós, somos vitimas.
A generalidade das pessoas não se preocupa com este tipo de situações porque não lhes diz directamente respeito, mas depois queixam-se das consequências da sua falta de participação, só se manifestando quando lhes bate à porta.
ACORDEM E REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 8 de maio de 2016

RIA FORMOSA: UM AMBIENTE DE TRAMPA!

Junto à Ria Formosa existe um conjunto de ETAR, o que é desde logo o prenuncio de mau ambiente e por isso consultámos os sites da entidades publicas ligadas ao ambiente e constatámos que a maioria deles, está completamente desatualizada, sejam eles da Aguas do Algarve, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional ou das autarquias.
Ninguém sabe dizer qual a qualidade do ar que respiramos nesta parte do território que se julga português. São anos sem resultados analíticos, embora se saiba que as ETAR são autenticas fabricas de produção de metano.
A Aguas do Algarve, sabendo o que as suas ETAR estão fazendo no meio aquático, doce, salobro ou salgado, deixou de publicar as analises a que está brigada por legislação, comunitária e nacional, desde Agosto de 2014.
Na Agência Portuguesa do Ambiente encontramos paginas de programas, orientações e outras que mais já fora de prazo há anos, com documentos reportados a 2008.
As autarquias têm as suas publicações obrigatórias atrasadas semanas e nalguns casos meses.
Tudo é feito em conjugação para evitar um Povo informado, utilizando a ignorância como instrumento de uma exploração cada vez maior.
A Ria Formosa é um eco-sistema muito dependente da qualidade ecológica das suas aguas mas também do ar que respiramos, sendo indispensável uma correcta informação para que as comunidades residentes possam manifestar o seu descontentamento.
Nunca nos cansaremos de repetir que as ETAR são o principal foco de poluição da Ria, que associadas aos esgotos directos sem qualquer tratamento, são a causa de degradação ambiental, social e económica de quem vive e trabalha aqui. Daí a omissão da informação, particularmente das monitorizações das ETAR mas também daquelas que a Agência Portuguesa do Ambiente tem vindo a fazer aos esgotos directos, pelo menos em Olhão, mal se percebendo porque não são feitas em Faro ou Tavira, concelhos que têm o mesmo tipo de problemas.
A pouco mais de um mês do fim das concessões dos viveiros de ameijoa e apesar de elaborado, não se encontra publicado o Regulamento do Concurso (leilão) programado para fazer mudar de mãos os ditos viveiros. É certo que o Regulamento aprovado, dizem destinar-se aos terrenos devolutos, induzindo mais uma vez os viveiristas em erro.
O leilão é aplicável a todas as explorações de culturas marinhas, sendo que os actuais concessionários foram chamados a declarar se pretendiam ou não exercer o direito de preferência, razão pela qual todos deviam pensar que as parcelas que agora utilizam irão ser submetidas a concurso (leilão). E devem reflectir também no facto de qualquer cidadão comunitário  poder participar nesse leilão,fazendo ofertas que os actuais concessionários, já descapitalizados, não poderão acompanhar. Para um cidadão estrangeiro, é mais fácil e seguro pagar à Agência Portuguesa do Ambiente do que estar a comprar uma eventual transferência.
Como se não houvessem problemas em demasia na Ria Formosa, temos a interdição da apanha de bivalves, decretada pelo IPMA, que agora abriu para a ameijoa boa, mantendo a interdição para as outras espécies. Também aqui devemos deixar um alerta, já que a periodicidade com que são feitas as analises, pode determinar a interdição já depois de ter passado o período de contaminação por biotoxinas.
Certo é que as associações representativas do sector estão caladas, tal com os edis que em representação  e defesa das suas comunidades já se deviam ter pronunciado, dizendo a verdade e explicando que correm o sério risco de vir a perder toda uma vida de trabalho numa actividade que passou de avôs para pais e filhos. O esconder uma situação tão grave quanto esta é susceptivel de criar uma crise social de proporções incalculáveis, com os viveiristas a terem o direito a manifestar toda a sua indignação  e revolta se os seus interesses não forem salvaguardados.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sábado, 7 de maio de 2016

RIA FORMOSA: A MENTIRA E HIPOCRISIA SÃO MAIORES QUE O LODO!

Já a caminhar para o fim, o governo de direita de Coelho e Portas, no sentido de manter alguns dos seus boys à frente de organismos públicos promoveu concursos que em regra ditavam a continuidade dos que por ele antes haviam sido nomeados.
O governo socialista tem vindo paulatinamente a substituir os dirigentes a quem o governo anterior havia conferido a posse, não para resolver qualquer problema do País, das regiões ou serviços e menos ainda das populações, mas apenas para satisfação da clientela.
É nesse sentido que o Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território manda apresentar em Lisboa na próxima segunda-feira, o actual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, David Santos, onde deverá receber guia de marcha para o desemprego. Coitado do homem!
Mostra esta atitude que quem tem o Poder de fazer, também tem o de desfazer, sejam colocações ou leis.
Vem isto a propósito do presidente da Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Sebastião Braz Teixeira, cuja substituição é pedida por alguns autarcas mas também pelos moradores das ilhas barreira. Mas tal pedido não encontra eco junto do actual governo por uma razão muito simples. É que assim, quem fica queimado aos olhos dos moradores das ilhas barreira, é alguém apontado como sendo o demolidor das casas, quando na verdade é o governo socialista quem o mandata para as demolições.
A hipocrisia governativa não se fica por aqui! É que ao anunciar as dragagens na Barra da Fuzeta, o governo não só está a mentir como a enganar os pescadores, pondo em risco diariamente a vida de quem precisa atravessar aquela barra.
Para quem tiver duvidas, basta ver as declarações dos actores governativos, a este respeito, condicionando as dragagens ao plano da sociedade Polis. O Plano de Dragagens da Polis não prevê qualquer intervenção na Fuzeta, e mesmo onde prevê, como é o caso de Cacela, não as faz. Mas mesmo que assim fosse, as dragagens, tanto na barra como nos canais de acesso, estariam condicionados por uma avaliação de impacto ambiental que não existe. E o mentiroso sou eu!
A questão pode e deve ser colocada de outra forma. Para os nossos governantes, de cócoras perante os ditames da União Europeia, a pesca é um dos sectores a abater e há que criar as condições para o seu completo desaparecimento, nomeadamente através da navegabilidade. A pesca desde que entrámos na UE, tem vindo a perder peso e isso torna-se mais evidente na Fuzeta.
Num passado não muito longínquo, a Fuzeta tinha uma grande força, pois era dali a maioria dos pescadores algarvios que demandavam os mares de Marrocos, cujo peixe vendiam na lota de Olhão, tornando-a a primeira em volume de vendas no País. Com o desmantelamento da frota de Marrocos e a substituição pela pequena pesca artesanal, a Fuzeta perdeu a força, força essa que mesmo assim não chegou para impor uma barra em condições, sucessivamente prometida e nunca cumprida, por esta cambada de palhaços que se entretém a enganar as pessoas.
Assim, quer os moradores das ilhas barreira com os pescadores da Fuzeta devem perder todas as ilusões e lutar contra todos os governos que queiram alterar o seu modo de vida, condenando-os a situações cada vez mais difíceis.
OUSAR LUTAR PARA OUSAR VENCER!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Governo promete dragagens na vergonhosa Barra da Fuzeta!

Passado um ano deste nosso artigo a alertar o perigo que era para os pescadores a vergonha na Barra da Fuzeta o governo de Costa vem outra vez prometer dragagens na Barra da Fuzeta!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SOS Barra da Fuzeta, onde a morte espreita!

Sociedade Polis deixa de Fora as  dragagens prometidas há anos, aos pescadores da Fuzeta,  pelo governo PSD/CDS da Barra da Fuzeta
 Há 50 anos que,os sucessivos governos sejam eles PS ou PSD/CDS, prometem uma barra em condições aos lobos do mar da Fuzeta mas as promessas não passam disso mesmo PROMESSAS!
Hoje a Barra da Fuzeta é esta vergonha, onde o perigo é iminente e a morte espreita a cada momento,até quando?

Quem  em 2010 o Polis gastou uma fortuna a contrariar a Natureza na Barra da Fuzeta, indo de contra a opinião dos velhos lobos do mar  da Fuzeta, pois  foi precisamente esta  Sociedade Polis que, foi a correr a mando do ex. presidente da CMOlhão o Cacique Chico Leal,  fechar  a Barra que a Natureza abriu, em frente à antiga Estação do Salva Vidas da Fuzeta, com medo que o mar fosse demolir os prédios ilegalmente construidos em Dominio Publico Maritimo na Zona Ribeirinha da Fuzeta, com o consentimento e licenciamento da CMOlhão  da ARH da CCDR do director do PNRF e da Capitania do Porto de Olhão, testemunha disso é o próprio Sebastião Brás Teixeira técnico superior  da ARH, que afirmava que a Barra que o mar abriu  em frente à Fuzeta, devia permanecer no local pois desde há séculos que a natureza assim funcionava, com ciclos de mais ou menso 60 anos conforme pode ver video carregando aqui
.Pode ver o excelente o video de Ricardo Badalo, que fica para a história,  sobre a abertura dessa barra carregando aqui.

Hoje com com pompa e circustância o Polis vem divulgar mais uma vez as as dragagens prometidas na Ria Formosa, desde há 14 anos, pelos governos ora PS,ora PSD/CDS, de fora desse plano de dragagens está  a Barra da Fuzeta que está num caótico estado, onde os barcosouou  ficam em seco ou tem de esperar horas pela a maré para entrar a barra,  boias de sinalização da barra essas, a maior parte delas fica em seco com meia maré.
Será preciso morrer algum pescador como já morreu nas Barras da Armona e de Tavira para se proceder às urgentes dragagens na Fuzeta?
Podem ler a seguir o que diz o Polis.

" A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está a contratar um «conjunto muito significativo de dragagens» na Ria Formosa, que representarão um investimento total de cerca de 6,5 milhões de euros.
Em resposta a um conjunto de questões colocadas por email pelo Sul Informação, a Sociedade Polis acrescentou que as dragagens vão começar em Tavira, num investimento de 1.319.297 euros, incluindo também as dragagens da Barrinha do Ancão/Esteiro do Ramalhete (2.460.000 euros), Canal Faro-Olhão (1.840.080 euros) e Barra da Armona (773.916 euros)."
Extrato da noticia vinda hoje no Sul Informação on line

Esta noticia surge 40 dias das ultimas promessas deste governo, que afirmou que as dragagens na Ria Formosa iriam começar logo a seguir à Pascoa!
Passados 40 dias vemos que os pescadores da Fuzeta ficam mais uma vez de fora, desprezados por este governo,que como os governos do PS, tem por principal  objectivo destruir a pesca na Fuzeta,  embora os vereadores eleitos pelo PSD em OLhão,e o presidente da Junta de Moncarapacho, tenham prometido aos pescadores que iriam haver dragagens da Barra da Fuzeta.
Claro que  como o povo diz vozes de burro não chegam ao céu, e o que o governo quer para Fuzeta é acabar com a pesca e correr com os pescadores artesanais  da Fuzeta, para o porto de Tavira ou para o porto de pesca de Olhão.
Para os mandantes dos governo  seja o governo PS ou PSD/CDS, o destino da Fuzeta,  já está traçado há muito,mas para tal  é preciso acabar com a pesca,  para o turismo sustentável avançar; É exemplo disso a destruição do Moinho de Maré da Fuzeta, edficio que devia ser preservado como Património Histórico da Ria Formosa,e da Fuzeta,  e que foi demolido para dar lugar a mais uma unidade de turismo,com o licenciamento muito duvidoso da CMOlhão e da APA e do PNRF.

Vendo em promenor esse plano de dragagens podemos ver que a maior parte serve os interesses do turismo ,pois para a Barra da Armona  a Barra Natural mais antiga da Ria Formosa, e a que tem mais tráfego de embarcações de pesca profissional, é para onde  vai a importância mais pequena.
Os pescadores da Fuzeta só tem uma coisa a fazer é organizarem-se e revoltarem-se, pois está mais que visto que só com  revolta e organização se consegue resolver os problemas das populações,da Ria Formosa.
Não acreditem, em promessas pois essas leva-as o vento depois de votarem nos partidos, que desde há 50 anos andam a prometer uma barra em condições para os pescadores da Fuzeta!












"INFRAESTRUTURAS PORTUÁRIAS DA FUZETA AO ABANDONO HÁ VÁRIAS DÉCADAS.
O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), organismo responsável pela gestão e manutenção das infraestruturas portuárias na Fuzeta, não realizou ao longo dos últimos anos qualquer obra de conservação ou de melhoramento no muro do canal de acesso, nas rampas e nos pontões de embarque.
O canal de acesso não sofre qualquer dragagem de desassoreamento há pelo menos uma década, impossibilitando a navegação das embarcações na maré baixa e dificultando o acesso aos estaleiros existentes.
O muro do cais apresenta sinais evidentes de instabilidade e as escadas de acesso às embarcações têm sido improvisadas com as mais diversas soluções. O prometido porto de pesca e as obras de requalificação da zona ribeirinha executadas pelo Polis da Ria Formosa tardam em concretizar-se, assim como o desassoreamento dos canais de navegação.

Com a publicação do Decreto-Lei n.º 16/2014 de 3 de fevereiro a Docapesca assume, a jurisdição e administração dos portos de pesca e das marinas de recreio em todo o país. As funções do IPTM respeitantes à proteção portuária e à realização das dragagens já tinham sido confiadas à Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, enquanto, a 23 de janeiro, a gestão dos Portos Comerciais de Portimão e de Faro tinha sido atribuída à APS – Administração do Porto de Sines SA, que agora passa a designar-se como APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve SA.
Os pescadores da Fuzeta, os utilizadores das embarcações de recreio e as empresas a operar na área do turismo exigem da parte das entidades competentes, obras de intervenção urgentes de forma a proporcionar melhores condições de trabalho.
DIVULGUE E PARTILHE."
 

Os pescadores da Fuzeta estão fartos de promessas pois já Mário Soares há 40 anos prometeu uma Barra a sério na Fuzeta, agora o melhor para os pescadores da Fuzeta é o governo  fixar a Barra da Fuzeta e fazer as ambicionadas obras!
 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

OLHÃO, PARAÍSO PARA OBRAS NÃO LICENCIADAS!

Depois dos parques de campismo construídos em terrenos da Reserva Agrícola Nacional, encontrámos mais um aterro junto à Estrada Nacional 125, em terrenos agrícolas e leito de cheia.
Ao lado da discoteca TOP 60, há dias que vêm promovendo um aterro, mais um, que necessitava do parecer prévio da Comissão da Reserva Agrícola, mas como vivemos num concelho onde po(n)derosos interesses falam mais alto que qualquer Regulamento,nada espanta.
Bem sabemos que os serviços de fiscalização da câmara Municipal de Olhão estão desfalcados de dois elementos, mas também sabemos que tal não serve de desculpa para os atropelos urbanísticos que vêm sendo cometidos todos os dias.
Consultadas as actas publicadas no site da autarquia, rara é a operação urbanística encontrada, apesar do Regime Juridico das Autarquias Locais a isso obrigar. Tal não acontece por acaso. Há muito que lutamos contra a opacidade das decisões camarárias, mas os autarcas sabendo que estamos vigilantes, preferem esconder informação a que estavam obrigados a dar a devida publicidade, não fossem surgir mais algumas queixas.
É que ao contrario do que recentemente bolsou, o presidente da câmara, embora muitas das queixas crime apresentadas tenham sido arquivadas, a verdade é que na ultima Assembleia Municipal, a informação presidencial ao deputados dava conta de uma lista de 26 processos, alguns já com cabelos mais brancos que os meus.
Só a titulo de exemplo, não encontrámos nas actas a aprovação da obra de construção na Avenida, junto à Pastelaria Clamy, sendo certo que, mesmo as aprovações por despacho, são de publicação obrigatória, dada serem decisões com eficácia externa. Estará a obra em conformidade? O cartaz exposto não é demonstrativo disso. E como essas há mais!
Que se esconde por detrás da opacidade das decisões dos nossos autarcas? Onde andam uns senhores que em campanha eleitoral se declaravam como os arautos da mudança? Enfiaram a viola no saco e passaram a fazer parte de um sistema podre, velho e caduco.
Pelas bandas do partido dito socialista, os eleitos locais entendem que não têm de prestar contas ao partido pelo qual foram eleitos; pelo partido dito social democrata, sabemos que os eleitos não reúnem com os demais elementos;o representante da CDU alinha com o partido maioritário aprovando em regra, tudo o que lhe é posto na frente. Que raio de oposição é esta? Estarão todos a ficar zarolhos, ao ponto de não darem pelas irregularidades cometidas?
É verdade que no inicio do mandato, a chamada "oposição" deu de brinde ao poder minoritário, uma delegação de competências que permite ao presidente aprovar quase tudo sem a necessidade de discutir os assuntos em sessão de câmara, mas ao menos podiam obrigar à publicação de todas as decisões com eficácia externa, tal como manda a lei.
Olhão precisa de mudança, uma mudança anunciada mas também adiada por mais quatro anos, começando pelo interior dos próprios partidos, obrigando os seus eleitos à prestação de contas do que fazem em seu nome.
PELA TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO AUTÁRQUICA!


quarta-feira, 4 de maio de 2016

RIA FORMOSA COM BACALHAU ESTRAGADO!

Consultado o edital do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) http://www.ipma.pt/resources.www/transf/biotoxinas/rb_bivalves_020516.pdf, constatamos que em todo o litoral português está interdita a apanha de bivalves devido à presença de biotoxinas o que se estende à Ria Formosa, excepto para a ostra-gigante na Fuzeta e em Cacela. Já em Faro, junto ao Cais Novo regista-se a contaminação microbiológica na ostra-gigante.
Há muito que vimos alertando para as causas da presença das biotoxinas em níveis que determinam este tipo de interdições, mas também da sua origem.
Na verdade, as biotoxinas existem no meio natural,mas não em quantidade insuficiente que justifique a interdição. As descargas das aguas residuais, por melhor tratadas que sejam, são férteis em fitoplâncton potencialmente toxigeno, que em determinadas condições ambientais degeneram em biotoxinas. É a acumulação desse fitoplâncton que está no aumento dos episódios e tempo de interdição pela presença de biotoxinas.
O fitoplâncton, são micro algas que só são visíveis ao microscópio mas que na presença do fosforo e azoto se multiplicam rapidamente. Este desenvolvimento também se dá com o aumento da luminosidade solar. Qualquer pessoa interessada, pode recolher  uma amostra de agua numa lagoa proveniente de uma ETAR, e expo-la ao sol; verificará então como passados alguns dias e por melhor que seja o seu tratamento, o resultado da decantação e a quantidade de fitoplâncton em que vai degenerar.
Tendo em conta essa situação e pelos impactos económicos e sociais, sempre defendemos a reutilização das aguas das ETAR, na agricultura, onde a presença do fosforo e do azoto é benéfica.
A par da interdição por biotoxinas, é curioso verificar a interdição da apanha da ostra-gigante por contaminação microbiológica, junto ao Cais Novo, em Faro, onde o presidente da câmara sempre tem recusado reconhecer a ligação de esgotos directos, omitindo que a Ribeira das Lavadeiras ali vai desaguar. Irá, o presidente Bacalhau, desculpar-se com as escorrências superficiais da agricultura ou vai admitir que nem tudo está bem no seu reino? Ou teremos de dizer que estamos perante um caso de bacalhau estragado?
Certo, certo é que quem fica mal neste imbróglio, são os menos culpados por decisões erradas da administração publica, a sofrer as consequências. São milhares de famílias que dependem desta actividade, ao longo da costa portuguesa e já é tempo de as autoridades começarem a corrigir os erros do passado, evitando poluir a costa com as descargas das ETAR e reutilizar as aguas com fins benéficos.
Já os produtores e pescadores devem manifestar a sua indignação e revolta por ser o próprio Estado a condená-los à fome e miséria, apostando em elevados investimentos, que afinal só trazem mais desgraça.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

RIA FORMOSA: NOVA ETAR VAI CONTINUAR A POLUIR!


O presidente da câmara municipal de Olhão anunciou, em sessão de câmara e nas redes sociais, atribuindo-se a si os louros pela reutilização das aguas residuais descarregadas pela futura ETAR Faro/Olhão/ S. Braz.
A mentira tem perna curta como se pode ver na entrevista concedida pelo novo presidente da Aguas do Algarve ao jornal Barlavento e que pode ser lida em http://barlavento.pt/destaque/joaquim-peres-a-nova-face-da-aguas-do-algarve.
Nesta entrevista, salientamos desde já o reconhecimento daquilo que todos os intervenientes, ARH, CCDR, ICNF e o IPMA, têm recusado admitir ao longo destes anos, de que as actuais ETAR não cumprem com os objectivos a que se propunham, ou seja que efectivamente poluíam a Ria.
Reconhece ainda que tanto os bivalves como a flora reagem mal ao efluente tratado, mas mantém no essencial, a continuação do modelo de descarga.
Para as pessoas que não têm acompanhado estas questões, é fácil dizer que se é morto por ter e não ter cão, mas os impactos negativos para o meio lagunar são demasiado elevados para não continuarmos a protestar, embora admitindo que ligeiras melhoras possam ocorrer.
Para já o nível de tratamento a instalar é o mesmo, do tipo secundário com desinfecção. É normal que nos primeiros cinco anos de vida se registe algumas melhorias dada a eficácia resultante de novas instalações, melhorias essas que também se podem tornar nocivas à Ria.
A elevada quantidade de agua doce, que é disso que estamos a falar, vai alterar a salinidade na zona de descarga, matando a flora típica do meio salino. Mais, apesar das melhorias, os níveis de fosforo e azoto irão manter-se, à semelhança do que acontece com a ETAR Nascente de Olhão.
Vem, o presidente da Aguas do Algarve, dizer que o efluente a descarregar não será despejado directamente na Ria Formosa, porque irá para o Rio Seco. Uma boa desculpa para os crédulos e para quem desconhece o meio. Na verdade, as aguas dos rios e ribeiras correm por gravidade, procurando as zonas mais baixas, pelo que ao descarregar no Rio Seco, as aguas vão desaguar no sitio da Garganta e com as correntes, arrastadas até Olhão. O Rio Seco correr paralelamente à actual ETAR Faro Nascente.
O que o presidente da câmara Municipal de Olhão deveria dizer, e que vem nesta entrevista, è que a Aguas do Algarve convidou as câmaras a reutilizarem as aguas na rega de jardins ou lavagens de contentores, o que mesmo assim seria uma parte insignificante do volume de agua descarregada na Ria. E mesmo para cumprir esse objectivo mínimo é preciso que as câmaras estejam disponíveis para o fazer, o que duvidamos, porque os gastos em adutores ou combustíveis não será muito atractivo para quem parece estar aflito de dinheiro.
Já levamos há anos a sugerir a reutilização das aguas residuais para fins agrícolas, tendo até marcado presença num Simposium com o patrocínio da CCDR, ARH e Aguas do Algarve, onde o assunto foi discutido. Num power-point apresentado, a determinado trecho essa questão era colocada, dizendo-se que as grandes dificuldades se prendiam com  elevado custo inicial e a distancia em relação às zonas de produção agrícola.
Entendemos nós, que estando neste momento prevista a construção de uma nova ETAR, a mesma fosse deslocalizada para junto das zonas de produção agrícola, porque afinal os custos seriam os mesmos, mas os resultados muito diferentes.
E nesse sentido vai o processo pendente na Tribunal Central Administrativo do Sul, porque a Aguas do Algarve não respeitou a Lei da Acção Popular e de Participação Procedimental.
Que cada um retire as ilacções que entender, mas que a situaçãonão vai beneficiar substancialmente os produtores de bivalves, não vai, pelo que o caminho a seguir é o de lutar contra a construção da nova ETAR.
LUTEM, PORQUE SEM LUTA NÃO HÁ VITORIA! 

domingo, 1 de maio de 2016

1º de Maio dia mundial dos trabalhadores!

Continuar a ousar lutar, ousar vencer!
Viva o 1º Maio Vermelho! 1º Maio de Luta!
Um poema de Vladimir Maiakovski para o 1º Maio...
Meu Maio
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu Maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o Maio que eu quero!
Sou terra –
O Maio é minha era!

sábado, 30 de abril de 2016

OLHÃO E OS ÓDIOS DO PRESIDENTE DA CÂMARA

Ontem,houve uma Assembleia Municipal, onde o presidente da câmara mostrou toda a sua veia anti-democrática para quem ainda tinha duvidas quanto à sua postura política.
Raul Coelho foi deputado municipal até ao passado dia 6 de Março, tendo pautado a sua vida pelo combate ao regime deposto no 25 de Abril e depois lutando pela liberdade e democracia. Nas ultimas eleições autárquicas integrou as listas e foi eleito pelo Novo Rumo, um projecto de cidadania.
Nos últimos anos bateu-se pela transparência na gestão autárquica com textos publicados no seu blogue pessoal, o Bate Estacas, bem como no Olhão Livre do qual era autor e um dos seus fundadores.
Foi substituído na Assembleia Municipal, pela cidadã que se seguia na lista, e que perante a primeira assembleia após o falecimento, lhe quis prestar uma ultima homenagem, apresentando, uma espécie de moção, pela qual Assembleia entendeu promover um minuto de silencio.
Depois de cumprido aquele minuto, o presidente da câmara, entendeu expressar-se contra a posição dos diversos grupos parlamentares,uma vez que tinha uma posição diferente,uma outra visão do Raul Coelho, trazendo à luz as divergências entre ambos.
Também nós tivemos as nossas divergências,mas nada nos impedia de prestar a devida homenagem como o fizemos em http://olhaolivre.blogspot.pt/2016/03/morreu-raul-coelho-um-antifascista-e.html, e não teriamos qualquer problema em repeti-lo.
O presidente da câmara tem todo o direito de ter as divergências que e com quem entenda, mas num momento tão delicado como aquele a que se acabava de assistir, parece-nos completamente disparatado e revelador de um carácter profundamente anti-democrático, o que não nos espanta.
Na verdade,o presidente da câmara tem tendência para perseguir quem se lhe opõe, como o Raul Coelho ou o Olhão Livre, e nós sabemos bem até que ponto vai a sua perseguição e as suas tendências anti-democráticas.
Raul Coelho, nos seus textos ou intervenções, jamais lhe chamou nomes ou ofendeu, não se percebendo a atitude do presidente da câmara. Quando esta figurinha promove queixas judiciais contra o Olhão Livre, os adjectivos com que o qualificámos, são apenas o pretexto porque na verdade o seu objectivo seria que os tribunais encerrassem o blogue.. Tanto assim é que apesar de não conter qualquer qualquer tipo de ofensa, o presidente da câmara fez apensar a uma das queixas o artigo publicado em http://polvodoalgarve.blogspot.pt/2012/07/saneiem-o-ministerio-publico.html, que quando muito poderia deixar com alguma azia os serviços do Ministério Publico, tentando assim induzir aqueles serviços a pedir o encerramento desta pagina.
2- Foi apresentado, pela câmara municipal, um pedido de empréstimo com o objectivo da reparação de algumas estradas, de entre as quais, destacamos o Cerro Azul.
O empreendimento Cerro Azul prestou uma garantia bancária aquando da entrega provisória da urbanização, garantia essa para que caso o empreendimento não concluísse as obras de urbanização, a câmara se substituísse ao promotor, sem encargos para o erário publico, mas que a autarquia nunca accionou.
Ao substituir-se ao promotor como agora o faz mas com dinheiros públicos, a câmara está na prática a colocar os dinheiros públicos ao serviço de privados, o que também não espanta. Só que ao fazê-lo e ainda com recurso à criação de divida, o que a câmara faz é onerar o munícipe com taxas e impostos demasiado elevados para a maioria das pessoas.
Até quando durará o reinado deste presidente?
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

RIA FORMOSA: PARA BREVE, O FINAL DOS VIVEIROS DE AMEIJOA!

No fim do mês de Junho termina  o prazo extraordinário para as licenças dos viveiros de bivalves na Ria Formosa, sem que se saiba como vai ser o futuro de quem tem dezenas de anos a trabalhar na Ria.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) já aprovou o Regulamento do Concurso para os terrenos devolutos, mas até à data não os publicou, presumindo-se que para as restantes áreas, o Regulamento seja igual, com a diferença de que aí, os actuais viveiristas, poderão exercer o direito de preferência, se tiverem dinheiro para isso.
Estranhamente, as associações do sector, estão caladas como se nada se estivesse a passar, quando na realidade, está em causa o modo de vida de milhares de pessoas, que sempre viveram desta actividade.
Embora o leilão dos viveiros, apresentado com o nome de concurso, esteja implícito na lei que regula a Titularidade dos Recursos Hídricos, a verdade é que sofreu algumas alterações provocadas pela Lei de Bases do Ordenamento Marítimo, aprovada no Parlamento Nacional por PS, PSD e CDS, e apresentada no hotel como uma grande vitória pelo então deputado socialista Miguel Freitas, com a possibilidade das concessões poderem ser concedidas por períodos que vão até aos cinquenta anos. Esta possibilidade, torna a Ria Formosa cada vez mais apetecível para investimentos de outra grandeza, com os quais os actuais concessionários não podem competir, descapitalizados que estão com as perdas resultantes da poluição.
Assim quem se perfila para tomar conta da Ria Formosa, substituindo-se ao povo indígena, são os grandes da aquacultura, sempre hábeis na hora de conseguirem uns fundos perdidos, para depois abrirem falência ou abandonar a actividade. E como se tal não bastasse, os produtores de ostra franceses, que na Baía de Arcachon têm perdas totais no tamanho juvenil, vão apostar forte e feio na conquista de território que é de todos nós.
Os produtores franceses não estão sozinhos; eles têm testas-de-ferro, com conhecimentos e alguma influência, que poderá ser determinante na hora do leilão. Os testas-de-ferro sabem qual a situação dos produtores portugueses e sabem bem que ao oferecer dinheiro, os viveiristas não vão poder acompanhar a melhor oferta.
Pelo meio, andam algumas vozes a dizer que o leilão se destina apenas a quem não tem as taxas liquidadas, mas não é assim. Essas áreas já foram consideradas devolutas, mas não impede o leilão das restantes. A diferença entre umas e outras está no facto de poder ser exercido o direito de preferência.
Olhão vai viver uma autentica revolução com o leilão dos viveiros; sã milhares de famílias que dependem da actividade, que tem um impacto significativo no tecido económico e social do concelho, não se percebendo o estranho silencio dos representantes do sector.
QUE SE PASSA?
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Jorge Morreira da Silva diz que os estrangeiros que se manifestam contra a exploração petróleo, querem o Algarve retrógado!

O ex. ministro bague de milhe no sitio onde nunca devia sair a estrumeira.
Jorge Moreira da Silva  atacou os estrangeiros do Algarve no Parlamento e afirma que os estrangeiros que vivem no Algarve querem que o Algarve seja um local retrógrado, de índios, sem desenvolvimento económico, e por isso é que não querem exploração de petróleo
 
Como é que uma zébra dessas chegou a ministro do ambiente?

ILHA DA CULATRA NA TELEVISÃO FRANCESA

HÁ POR AÍ ALGUÉM CAPAZ DE EDITAR E TRADUZIR O VIDEO DO LINK?


terça-feira, 26 de abril de 2016

RIA FORMOSA: PARA ONDE VAIS?

Em 2005, sob a batuta de Sócrates e do partido dito socialista, foi aprovado o Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura-Vila Real de Santo António (POOC). As câmaras municipais abrangidas pela area de intervenção deste plano, integraram a respectiva comissão de acompanhamento, não podendo, agora, vir dizer que desconheciam o que se preparava.
Em 2007, e mais uma vez sob a batuta de Sócrates e do PS, é publicada a legislação sobre a titularidade dos recursos hídricos, que permitia a regularização de operações não tituladas, dando um prazo para esse efeito. E é essa legislação que manda para leilão os viveiros de ameijoa.
Em 2008, ainda sob a batuta de Sócrates e do falso partido socialista, foi aprovado  Programa Polis Litoral da Ria Formosa e a sociedade do mesmo nome, que integrava as câmaras envolvidas. O Polis é o instrumento financeiro para aplicação do POOC, e teve de ser aprovado pelas câmaras e Assembleia Municipais dos concelhos integrantes. No caso de Olhão, foi distribuido na altura, aos deputados municipais, um CD contendo  que estava programado. Mais uma vez as autarquias não podem alegar desconhecimento do que se preparava.
Em 2009, mais uma vez sob a batuta de Sócrates e do partido dito socialista, em vésperas de eleições autárquicas, gastaram milhões do erário publico, na ligação da rede em alta de agua e esgotos. Na altura, porque a empresa que ganhou o concurso publico, não conseguiu acabar a obra, José Apolinário, então presidente da câmara Municipal de Faro, pediu às Aguas do Algarve, que fizesse a ligação na Barra da Armona através de uma obra "provisória", depositando as condutas no leito da barra.
A ligação da agua e esgotos em alta, às ilhas, não significou o fim das fossas da maioria das casas, porque a Polis assim o entendeu. Passados estes anos pergunta-se para que gastaram dezenas de milhões numa obra que não visava a satisfação da necessidade de acabar com as fossas?
Obviamente que a resposta só pode ser uma; a ligação da agua e esgotos destinavam-se a servir outros interesses que não os dos moradores, mas antes algo que estava em formação.
Naquela altura, era presidente da ARH e por inerência do cargo, também da Polis, a engenheira Valentina Calixto, tal como agora o é Sebastião Braz Teixeira. A ARH passou à situação de Serviços Desconcentrados da Agência Portuguesa do Ambiente, ou seja, Sebastião Braz Teixeira deve obediência às orientações da direcção superior da APA; e logicamente, esta ao governo por via do Ministério do Ambiente. Não se trata aqui de fazer a defesa de Sebastião Braz Teixeira, até porque se a justiça funcionasse contra aqueles que se diz representarem os interesses do Estado, o Sebastião talvez já estivesse preso. O que se pretende, é corrigir  alvo, o centro das criticas, que devem ser o governo, o actual como os anteriores, pois foram eles que cozinharam tudo o que se prepara na Ria Formosa.
Não podem vir agora os socialistas, que tudo aprovaram, apontar o dedo a terceiros, embora o governo anterior pudesse ter procedido às alterações legislativas que permitissem a regularização das casas bem como dos viveiros.
Aquilo a que estamos a assistir é um ataque sem precedentes contra a população indígena da Ria Formosa e que consiste na conjugação de acções avulsas para correr com os naturais da Ria e substitui-los pela industria do turismo. Essa é a única verdade e os políticos do arco da governação devem dizer muito claramente, a verdade às pessoas , em vez de mentirem continuamente como se de nada soubessem.
Os moradores e produtores da Ria Formosa têm um problema e um inimigo comum: o governo! E das duas uma, ou se unem para combater o inimigo, ou este fomenta e aproveita a divisão para os controlar.
LUTEM!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril de 1974 houve assasinos pelas armas da Pide,que foram escondidos durante décadas dos portugueses.


 

42 anos depois do golpe e da revolução traída, é fundamental relembrar que por volta das 20:30 do dia 25 de Abril de 1974, a partir das janelas da sede da PIDE, hoje transformada no condomínio de luxo Paço do Duque, os pides abriram fogo indiscriminado, contra uma manifestação do qual resultaram 4 (ou 5) mortes e 45 feridos que foram socorridos pela Cruz Vermelha e encaminhados para o Hospital S. José e Hospital Militar.
Só nessa altura... as unidades de Infantaria 1 (Amadora) e Cavalaria 3 (Estremoz), equipados com dois carro de assalto e uma auto-metralhadora , criam um perímetro estratégico em volta do edifício da PIDE/DGS...Grita-se os pides morrem na rua!
Jamais esquecer!
Retirado das páginas do Face Bokk de Rui Mateus

domingo, 24 de abril de 2016

RIA FORMOSA: DEMOLIÇÕES SERVEM INTERESSES OCULTOS?


Depois da decisão do Tribunal Administrativo de não aceitar as providencias cautelares dos moradores, paira o espectro das demolições na Ria Formosa, Ria que tem duas margens, a oceânica e a terrestre, ambas com faixas do Domínio Publico Marítimo, sendo aplicável a mesma Lei em ambos os casos.
Na Rua Nª Sª do Carmo na Fuzeta, estão centenas de fogos construídos em terrenos que são do Domínio Publico Marítimo, para os quais não foi requerida o reconhecimento da propriedade privada, nem emitido qualquer titulo de utilização.
Na imagem de cima, dá-se conta de um Parecer do Provedor de Justiça, que reconhecendo que o condomínio em causa não apresenta qualquer titulo de utilização. No entanto abre a porta a uma possível regularização com a emissão do tal titulo. Só que a legislação invocada, determinava que aquele titulo fosse requerido até dois anos após a entrada em vigor da Lei, o que não aconteceu.
Na imagem debaixo, pode ler-se que o demolidor Sebastião Braz Teixeira, presidente da ARH e da Polis Ria Formosa, diz que o empreendimento Viver a Ria não requereu o reconhecimento da propriedade privada nem foi emitido qualquer titulo de utilização.
Não sendo reconhecida a propriedade privada, presume-se que aqueles terrenos sejam pertença do Estado pelo que a Câmara Municipal de Olhão não podia ter emitido qualquer licença de construção. Mas fê-lo, sabe-se lá porquê.
Os fogos assim construídos estão na mesma situação que as casas nas ilhas barreira, na maior das ilegalidades, pelo que resta perguntar porque razão o governo, o actual e os anteriores, persistem na veia demolidora na Ilha da Culatra, quando a Constituição da Republica Portuguesa e o Código de Procedimento Administrativo asseguram a igualdade de tratamento da administração perante o cidadão?
A elaboração dos planos de gestão territorial, é precedida da audição de instituições com interesses nas áreas a serem alvo daqueles planos. Para isso, essas instituições socorrem-se de estudos, encomendados como não podia deixar de ser, para levar a agua ao seu moinho. No caso da Ria Formosa, e em particular da Ilha da Culatra, uma dessas entidades foi a Direcção Geral de Turismo, que encomendou um estudo para a capacidade de carga das praias dos núcleos do Farol e da Culatra, capacidade essa, inferior ao numero de alojamentos permitidos pelas casas ali existentes, não se pedindo a demolição imediata, apenas por não haver dinheiro para o fazer.
Desde logo, as demolições cumprem outros objectivos que não os ambientais como tanto se propalou, mas encontrando no ambiente, justificações que o tempo demonstrou estarem fora de contexto.
Com a desculpa dos custos de conservação da natureza, essas zonas seriam "privatizadas", onde só teria acesso quem tivesse dinheiro.
No âmbito do programa Polis, foi também estudada a capacidade de carga do tráfego marítimo na Ria Formosa. Ora quando se pretende diminuir aquela carga e ao mesmo tempo se promove a náutica de recreio (turismo), parece ser correcto dizer-se que o objectivo final, é reduzir o tráfego das pequenas embarcações de pesca e deixar a Ria para o turismo.
E como se isso não bastasse, o POOC cria zonas de protecção total, onde é interdita a presença humana mas que permite o uso balnear. Sendo assim, os visados são os mesmos de sempre, aqueles que vivem de e na Ria Formosa.
E o pior ainda está para vir com o final das concessões dos viveiros, daqui a dois meses, para correr com os actuais concessionários e substitui-los por grupos económicos de maior envergadura, sem ter em conta o impacto que a destruição do sector da produção de ameijoa tem no concelho.
É a conta gotas, mas de forma concertada, que vão correndo com a população indígena da Ria Formosa, que teima em não unificar a luta contra as demolições, contra a poluição e contra a produção de ameijoa.
Está na hora de todos juntarem as mãos e lutarem contra o inimigo comum, o governo, que apenas tem olhos para negócios como o turismo e é incapaz de olhar para as populações e a degradação das suas condições de vida.
REVOLTEM-SE, PORRA!