sábado, 5 de dezembro de 2020

RIA FORMOSA: ACABE-SE COM A AMEIJOA! DIZEM ELES

 

Segundo o comunicado do IPMA datado de ontem e que pode ser consultado na pagina seis  do link https://api.ipma.pt/public-data/snmb_bulletins/1602020-ci_snmb-04_12_2020.pdf a zona de produção de bivalves Olhão 2 para a produção de ameijoa, foi desclassificada para Classe C, restando apenas a zona Olhão 5, talvez a mais pequena delas todas.
A nova desclassificação levou-nos a fazer um resumo ou historial, como lhe queiram chamar, das analises ao longo do ano, sendo que as ultimas publicadas são relativas ao mês de Outubro. Este historial mostra-nos alguma curiosidades e só vem comprovar que querem mesmo acabar com a produção de ameijoa.
Assim em todo o ano, a zona Olhão 1 não apresenta uma unica analise que justifique a classificação de Classe C, e mais, o facto de em dez meses terem feito apenas quatro analises mostra a má vontade de lhe dar aquela classificação.
A zona Olhão 2, pelos resultados apresentados e constantes da imagem acima, não apresenta uma unica analise que determine a desclassificação para Classe C. É só mais uma a acrescentar ao rol das desclassificações!
Olhão 3 de facto apresenta no mês de Fevereiro um resultado superior a 46000 ecoli mas em Outubro passado apresentava um resultado que daria para ser classificado como sendo de Classe B. Dos dez meses apenas dois foram analisados, pelo que vai ter de esperar três anos para ser reavaliado.
Olhão 4 apresenta um resultado superior a 4600 ecoli mas nem assim se justifica a recente desclassificação já que a legislação prevê que no caso de 90% dos resultados estarem contidos dentro daqueles limites e nenhum exceder os 46.000. Só a ditadura do IPMA, politica diga-se, justificam tal desclassificação.
Olhão 5 também apresenta um resultado superior aos 4600 ecoli, com 16.000 no mês de Agosto mas não sofreu qualquer desclassificação nem tinha que sofrer, mas vem mostrar a dualidade de critérios das decisões, mais politicas do que técnicas, do IPMA.
O grande problema é que os viveiristas estão muito divididos e assim não conseguem lutar e muito menos vencer as determinações, e que ninguem tenha duvidas de que são politicas. Os interesses instalados têm mais poder que os viveiristas.
Recordo aqui, a manifestação de Novembro de 2013 quando toda a Ria Formosa foi desclassificada, pelo IPMA, por falta de analises que eram da sua responsabilidade. Nessa altura o presidente da câmara dizia ter quinhentos mil euros para resolver o problema dos esgotos directos, enquanto agora diz serem milhões. Lembro-me do presidente dizer que estava ao lado dos viveiristas mas agora está calado quando o maior foco de poluição, no momento, são os esgotos directos, uma responsabilidade da autarquia.
O presidente da câmara deve andar a comer muito queijo do camarada Coelhone. Agora que tem quase toda a area de produção de Olhão classificada como Classe C fica calado. Diga lá outra vez que a Ria Formosa é a Auto Europa da região?
Com esta canalha no Poder jamais os viveiristas terão paz, paz que só obterão se se unirem, organizarem e lutar contra tirania e prepotência de um Poder podre.
Ousar lutar para ousar vencer. Organizem-se e lutem! 
  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

OLHÃO: ESTÃO MEXENDO NO MEU BOLSO!

 

Como se pode ver pela imagem acima, o município de Olhão comprou dois camiões no final do ano passado, para os colocar ao serviço dos bombeiros, uma compra com retoma de outras duas viaturas.
A retoma ficou-se pelos dois mil euros e o custo dos camiões foi de 74.900,00 euros acrescidos de IVA.
Passado pouco mais de um ano, a câmara municipal de Olhão, presidida pelo nosso amigo Pina, opta por proceder ao aluguer de uma retroescavadora e de um camião de caixa aberta, pela quantia de 52.845,53 mais IVA, com o contrato a terminar no final do ano, portanto um mês, sem operador ou motorista, para proceder à requalificação de espaços públicos, como se pode ver no contrato seguinte.
A requalificação dos espaços públicos corresponde a uma necessidade praticamente permanente ao longo dos anos, pelo que a autarquia deveria ter um parque de maquinas capazes de proceder a essa intervenções.
Pior ainda, quando comparados os dois contratos verificamos que por um lado se compram dois camiões e o aluguer agora publicitado custa quase tanto quanto aquele, o que não nos surpreende porque a empresa contratada tem antecedentes semelhantes com a autarquia. Entre os alugueres celebrados entre as duas partes, dava à vontade para a compra da retroescavadora e do camião. Já estavam pagos a esta hora.
Aliás diga-se que os sócios da empresa contratada, são os mesmos de uma outra que também tem contratos com a autarquia, um acto susceptivel de configurar a prática de crime, por violação do Código da Contratação Publica.
Certo é que os munícipes de Olhão vão pagando e também aparando toda a espécie de golpes do nosso amigo em presidente. Até quando?
Mais palavras para quê?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

OLHÃO: ESGOTOS E ATERROS, AS FALHAS DE SEMPRE!

 
Mais vale tarde do que nunca, parece ser o significado do contrato acima, publicitado hoje, em que se pretende reformular o projecto de troços da rede de Colectores associadas ao Sistema de Intercepção de Aguas residuais no Concelho de Olhão - Sistema Nascente.
Primeiro, os municipes não sabem ao certo o que vem a ser isto de Sistema Nascente, isto é, onde começa e acaba. Será a zona dos Pinheiros de Marim até ao Porto de Pesca? Será a zona do Aldeamento de Marim? Seja lá onde for, se pretendem reformular, é porque chegaram à conclusão que o projecto inicial não estava em conformidade com os objectivos pretendidos.
Tal facto coloca a questão de saber se foi ou não um erro de concepção, porque se sim o autor deveria ser responsabilizado. O municipio não pode ou não deve estar constantemente a pagar os erros de terceiros. Receberam o dinheiro e os municipes que paguem, como de costume, a factura.
De qualquer das forma trata-se de uma correcção o que pode ser bem vindo embora se desconheçam os objectivos, originais e os actuais.
Vem isto a propósito dos continuos erros da autarquia com graves responsabilidades dos nossos autarcas. 
Na verdade os esgotos, sejam eles de aguas residuais ou de pluviais, não deixam de estar associados às cheias que temos verificado, uma vez que a autarquia promove ou autoriza aterros onde não deve, sem ter o cuidado de aplicar mediadas compensatorias. É bom que fique claro que ninguem está contra a edificação em zonas onde não devia ser permitido mas que sê-lo, obrigatoriamente têm de acompanhadas de outras medidas que evitem a possibilidade de futuras cheias.
Por exemplo, e apesar de há muito se falar no aterro de linhas de agua e leitos de cheia como causa das inundações sempre que chove, é a autarquia quem está a proceder a mais um aterro de um leito de cheia, situado entre o Macdonalds e as Piscinas Municipais.
Depois do leito aterrado, um dia que caiam mais uns milimetros de agua, a urbanização em frente às Piscinas, vai ser mais uma "piscina"! Como de costume, também ninguem é responsavel quando o mal acontece, mas fica desde já o alerta.
A PISCINA OLHÃO, vai continuar a crescer no Inverno!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

OLHÃO: A CAMPANHA ELEITORAL (CAMUFLADA) EM MARCHA!

 Na sequência das criticas feitas sobre as inundações no túnel, o consultor da Ambiolhão e ex-deputado municipal, com um novo perfil para não ser identificado nas redes sociais, veio tentar atirar as responsabilidades do que se passa no túnel para cima do presidente da câmara à data em que foi construído. 
O consultor em causa, engenheiro de construção civil de formação, esquece que foi a maior obra de engenharia que se fez na cidade. O problemas das inundações do túnel não têm que ver com defeitos de concepção ou de construção mas antes na falta de medidas compensatórias para o aterro dos leitos de cheia e linhas de agua que desaguam no túnel. Esse é o problema. Claro que não nos cabe vir aqui defender nem fomos mandatados para tal, o ex-presidente da câmara. Mas trata-se de querelas internas do próprio partido dito socialista.
Mas não será de bom tom que o engenheiro em causa venha apontar o dedo quando ele na qualidade de consultor, pago por todos nós, não tenha uma solução para o problema das cheias que todos os anos invadem a cidade. O tempo que passa nas redes sociais a criticar quem se oponha ao regime dito socialista, devia concentrar-se num projecto de solução. Essa é a sua função.
Mas para o próximo ano vamos ter eleições autárquicas e se houvesse uma alteração substantiva nos resultados, muita gente poderia ver o fim do seu reinado. Então para evitar isso, há que começar a usar a publicidade, muita publicidade, apresentando a obra feita!
Quais as grandes obras da Ambiolhão?
Bom, fizeram o saneamento do Aldeamento de Marim é verdade mas de tal forma que na segunda feira passada até a praia dos cavacos inundou; em Moncarapacho também fizeram uma "excelente" obra de saneamento de tal forma que a agua entrou nas casas pelos esgotos.
Vem isto a propósito da recente contratação de uma empresa para fornecimento de outdoors para publicidade, no montante de 17.820,00 euros mais IVA, para durar um ano, ou seja até à tomada de posse do executivo que sair das eleições!
Mas queremos deixar mais uma nota marginal ao exposto, mas nos últimos tempos verificamos que só têm direito a manifestar-se os "sábios " técnicos das diversas áreas; obras para engenheiros e arquitectos; a justiça para os homens da bata negra; saúde para os profissionais de saúde e por aí fora.  Com essa visão, os "sábios" têm metido o País, a região e a cidade no fundo em termos de desenvolvimento das pessoas. Acontece que tudo deve ser encarado da utilidade para as pessoas, que seja um contributo para o desenvolvimento das pessoas seja no plano económico ou social no respeito pelo ambiente. Pensar apenas no ponto de vista dos técnicos, sem ter em conta as pessoas, é o mesmo que estar a alimentar apenas aqueles que vivem da riqueza criada pela "formiga" trabalhadora.  A ganância destruidora desta sociedade!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

OLHÃO: CHUVA, ATERROS E CHEIAS!

 A madrugada de ontem trouxe, mais uma vez, uma quantidade apreciável de chuva. Ainda que não tenha provocado cheias na malha urbana da cidade, provocou-a noutros pontos do concelho que merecem tanta atenção como se fosse à nossa porta.
É evidente que quando o aumento da pluviosidade é maior há sempre o risco de cheias mas se for acompanhado da falta de limpeza ou de aterro das linhas de agua e dos leitos de cheia, a situação agrava-se. Tal não é um exclusivo da malha urbana da cidade, senão vejamos:
Ao longo da Nacional 125 foram aterrados alguns leitos de cheia como por exemplo junto à antiga discoteca Joy, ou lá mais para a frente perto de Alfandanga. E na Alfandanga, o dono do sitio, um tal de Madeira faz o que quer e entende com construções de mui duvidosa legalidade.
O Madeira construiu um armazém e aterrou o leito de cheia por detrás dos armazéns que já tinha na Alfandanga, da mesma forma que construiu uns armazéns, sem projecto, junto à Ribeira do Tronco sem manter a distancia a que estava obrigado.
Ora pela Ribeira do Tronco, corre muita agua que se for estrangulada ou não tiver onde seja retida, acaba por inundar a estrada. Assim não é de admirar que em Alfandanga e a estrada de ligação a Moncarapacho tivessem sido inundadas.
Os aterros destes leitos de cheia foram feitos aos olhos de todos, com a cumplicidade dos nossos autarcas, o que não admira tendo em conta as ligações ou apoios do Madeira ao candidato Pina.
Se alguém tiver duvidas das ligações perigosas do Madeira ao Pina, lembro que um dos armazéns ainda estava em construção quando foi denunciado; os serviços de fiscalização omitiram; mais tarde eu próprio tentei aceder ao processo que não existia; lá foi o serviço de fiscalização branquear a situação; depois disso ainda foi construído outro armazém sem projecto e este mais perto da Ribeira do Tronco.
Num País onde os crimes conexos à corrupção são por demais evidentes, quem tem o poder de decidir, arranja uns expedientes legislativos para ultrapassar estes inconvenientes. Por um lado, arranja-se uma declaração de interesse publico municipal e quando isso não chega, avança-se para o regime especial de regularização de actividades económicas.
Um País a viver na podridão, com políticos podres., com leis podres, tudo á maneira para alimentar a ganância. Continuem a votar neste lixo!

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

OLHÃO: ASSUMAM QUE QUEREM ACABAR COM A PRODUÇÃO DA AMEIJOA

 

Na zona de intervenção da capitania do Porto de Olhão., que não é para aqui chamada, existem cinco zonas de produção de bivalves, a saber Olhão1, Olhão 2, Olhão 3, Olhão 4 e Olhão 5.
Nestas zonas produziam-se essencialmente ameijoas, até que...
Hoje em dia, um dos maiores produtores de bivalves, é o presidente da câmara municipal de Olhão, comprando viveiros uns atrás de outros, por um preço baixo. Curiosamente, os vereadores que alternam entre si a vice-presidência tambem têm viveiros, os quais tambem estão associados à produção de ostras.
Há anos que levamos a denunciar a situação da poluição na Ria Formosa e muito em particular a que está associada à contaminação fecal, determinante para a classificação das zonas de produção.
Olhão 3 foi completamente desclassificada, estando proibida a apanha de bivalves; olhão 1 de há muito que tem o estatuto A para a ostra e C para a ameijoa, situação em que a ameijoa tem de ser transposta para uma zona A que não existe na Ria; agora chegou a vez de Olhão 4 tambem obter o estatuto de C para a ameijoa e de B para a ostra.
Nenhum dos viveiros dos nossos queridos autarcas estão em zona de classe C.
A zona Olhão 4 situa-se a poente da Ribeira de Bela Mandil, depois da nova e excelente ETAR; quando muitos batiam palmas pela sua construção, nós sempre nos manifestámos contra defendendo que as aguas residuais tratadas deveriam ser reutilizadas para fins agricolas, mas ninguem nos quis ouvir e agora têm aí o resultado.
São quase quatro mil metros de frente de mar em que não se pode apanhar ameijoa devido á contaminação microbiologica provocada pelas ETAR e pelos esgotos directos sem qualquer tratamento.
Não é por acaso que tal acontece. Impedidos de trabalhar, vencidos pelo cansaço, os viveiristas veem-se obrigados a abandonar a actividade, o que os oportunistas aproveitam para se apoderar da riqueza da Ria Formosa. Oportunistas como o presidente da câmara e seus lacaios que tudo fazem para correr com aqueles que têm uma vida de labuta na Ria.
A Ria Formosa tem o estatuto de Reserva Natural, onde não podem introduzidas espécies exóticas, como a ostra giga. Então os brilhantes titulares de cargos politicos, os nossos autarcas, movem influências através do "padrinho" José Apolinario na tentativa de ser permitida a produção daquele especie, quando a aposta passaria pela produção da ostra portuguesa.
Existe um lista europeia de especies exoticas que não devem ser introduzidas na natureza, que o Estado não o permita, mas num País onde o trafico de influências, o favor, o amiguismo, a corrupção faxzem valado, não é de espantar que acabem por autorizar a produção de especies exoticas.
São muitos os canalhas à solta mas ao menos tenham a coragem de assumir que querem acabar com a produção da ameijoa , ainda hoje e apesar de todas as dificuldades, a rainha da aquicultura.
Continuem a votar na bandidagem!  

domingo, 29 de novembro de 2020

OLHÃO: MERCADO DE MONCARAPACHO NÃO SE REALIZA. PORQUÊ?

 Num momento em que o presidente da câmara municipal de Olhão vem dizer que se os jovens se portarem bem até podem ter uma passagem de ano, o mercado mensal de Moncarapacho não se pode realizar como se pode ver em https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/populacao-de-olhao-une-se-contra-o-fecho-de-mercado-mensal-de-moncarapacho/5fbfb1f90cf28e704d991566.
Todas as semanas se tem realizado o mercado de terrado nos Mercados de Olhão, ainda que condicionados por algumas medidas de protecção; excepto este fim de semana e por causa da previsão de chuva, não se realizou o mercadinho de artesanato na Avenida da Republica; em resumo, nada deixou de funcionar no concelho, embora alguns sectores tenham sido condicionados.
As grandes superficies, os centros comerciais, continuam a trabalhar apesar de estarem em recintos fechados. As obras e as fabricas continuam a trabalhar, muitas delas sem manter o distanciamento fisico.
Porque razão não se pode fazer o mercado mensal de Moncarapacho? Se mantiverem o distanciamento necessario, como o fazem noutras situações não se vê qualquer inconveniente.
Este tipo de mercados, tal como é dito na peça, dedica-se ao comercio de roupa e calçado, sendo o ganha-pão de muitas familias, e que se veem assim impossibilitados de ter um Natal mais alegre para alem de correrem o risco de ver os seus produtos transformados em monos, se não os conseguirem vender agora.
Quando o presidente da câmara vem antecipar a possibilidade de promover os normais ajuntamentos na celebração da passagem de ano em que não são cumpridas quaisquer medidas de protecção, não passa pela cabeça de ninguem impedir a realização do mercado de Moncarapacho, ao ar livre!
Contra a cultura do medo e da obediência cega às instruções mais que duvidosas de um governo desesperado, a professora doutora Raquel Varela tem vindo a procurar, argumentando, desmontar as teorias dominantes quanto à forma de combate à pandemia, como se pode ver em https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10218074350185366&id=1085430783, desta vez suportada pelas palavras de um especialista.  
Apesar de tudo indicar que a pandemia, no Algarve, está muito longe de estar controlada, ela não se deve tanto aos comportamentos de risco mas mais a outros factores que ajudam à propagação do virus.
Não será pelo mercado de Moncarapacho que os numeros de infectados vão aumentar. Então, faça-se o mercado!

sábado, 28 de novembro de 2020

OLHÃO:IDIOTICE E IRRESPONSABILIDADE

 Como não podia deixar de ser, os responsaveis pela protecção civil no concelho de Olhão, vieram prestar declarações sobre as inundações que afectaram não só a cidade mas todo o concelho. Acontece que algumas das declarações roçam a idiotice tal o teor delas.
Enquanto o presidente vai para as TVs dizer que as alterações climaticas chegaram a Olhão, sem dizer se vieram de comboio, avião ou barco, omite o que não tem feito, ou mal feito para combater as ditas alterações. 
Ainda recentemente conseguiu a alteração da delimitação das areas protegidas para permitir a edificabilidade, como se a protecção dos solos não fizessem parte do combate às alterações climaticas. É que isto de substituir arvores por betão, não será a melhor forma de combate.
Por outro lado, a autarquia de Olhão é a maior poluidora da Ria Formosa mas não entra no combate às alterações climaticas. O senhor Pina devia saber que toda a alteração da qualidade do ar, do solo ou das aguas contribui para aquelas alterações.
O que o dito cavalheiro não disse, é que há meia duzia de meses que mandou fazer a rede de esgotos na Freguesia de Moncarapacho e que com a inundação de quinta feira, houve casas que meteram agua pelos esgotos, quando era suposto que funcionassem em circuito fechado sem estarem sujeitas à intrusão por aguas pluviais. Podem ter entrado no sistema de esgotos pela má vedação das tampas dos colectores mas nada justifica o que se passou. E vá lá que em Moncarapacho não estão sujeitos às oscilações das marés!
Mais valia que ficasse calado.
Mas como a idiotice nunca vem só, alguem teve de vir em socorro do patrão, cabendo a tarefa ao comandante dos bombeiros, admitido sabe-se lá como. 
Como se pode ver em https://postal.pt/sociedade/2020-11-27-Tunel-de-Olhao-evita-que-aaguasiga-pelas-avenidas-algo-que-poderia-ser-dramatico, o comandante dos bombeiros descobriu que o tunel funciona como uma bacia de retenção. E não é que tem razão?
Este cavalheiro deve perceber tanto da poda que se vou obrigado a pedir socorro a outras corporações porque não dava conta do recado.
Aquilo que o comandante dos bombeiros, se fosse um comandante digno desse nome, deveria fazer era elaborar um relatorio apontando as causas e não as consequências. A impermeabilização dos solos, a eliminação das linhas de agua e dos leitos de cheia, estes sim a funcionar como caixas de retenção de aguas, é a principal causa das cheias na cidade embora outros elementos contribuam para isso, como seja o pouco diametro dos colectores de aguas pluviais.
O comandante dos bombeiros e o seu patrão deviam reflectir um pouco sobre esta materia. É que quando foi feita a rede separativa de aguas residuais domesticas das de aguas pluviais, o concelho tinha trinta mil habitantes e hoje tem mais cinquenta por cento, ou seja quarenta e cinco mil. Embora tivesse crescido um pouco por todo o lado, a freguesia que mais cresceu em termos demograficos, e de impermeabilização foi a de Quelfes, particularmente a norte de 125, onde nasciam as linhas de agua.
É bom lembrar que a actual Rua João Augusto Saias ainda que não fosse uma linha de agua funcionava como tal; a Rua Antonio Henrique Cabrita a mesma coisa, e desta seguia pela Rua Almirante Reis.
Em lugar de estarem a inventar desculpas, procurem alternativas aos leitos de cheia que aterraram e substituam os colectores por outros com um diametro maior. E para que não estejam sujeitos às oscilações das marés, que façam uma caixa receptora das aguas pluviais para a bombearem para o mar.
Custa dinheiro? Sim, mas os municipes pagam taxas e impostos para quê? 

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

OLHÃO: DILUVIO E IRRESPONSABILIDADE AUTÁRQUICA!

 1 - Ontem, mais uma vez assistimos a uma inundação da cidade, desta vez sim, provocada pelo excesso de chuva, mas que poderia ser mais suavizada se estivessemos perante uma autarquia responsavel.
2 - Entre 1984 e 1992 foi construida a rede separativa de esgotos que teria a função de separar os esgotos domesticos e industriais das aguas pluviais. No entanto, em muitos sitios, sob os auspicios da câmara foram feitas ligações de esgotos à rede de aguas pluviais.
3 - Para se perceber o que acontece quando cai uma chuva mais grada, é preciso ter conhecido a malha urbana da cidade que abrange a freguesia de Olhão e parte da de Quelfes.
4 -  A norte da Estrada Nacional 125, existiam terrenos agricolas que a partir da decada de oitenta foram impermeabilizados com as urbanizações que se foram criando. Na estrada de Quelfes, entalado entre a chamada Casinha da Gala e a 125 surgiram varias urbanizações cujas escorrências vêm ligar à rede na estrada. Rede subdimensionada e que não acompanhou o crescimento urbano, razão pela qual, cada vez que chove, as tampas dos colectores de aguas residuais dançam no ar, fruto da pressão. Os colectores não têm capacidade para escoar a agua!
5 - Entre a designada Zona Alta e a 125, mais do mesmo. Urbanizações, impermeabilização dos solos sem que as infraestruturas a sul da 125 fossem dotadas de capacidade para escoar tanta agua.
6 - As aguas oriundas da Estrada de Quelfes, uma vez chegadas à Patinha seguem rumo à Cavalinha, onde havia um leito de cheia que a autarquia aterrou sem ter o cuidado de o dotar das infraestruturas para escoar as aguas que ali vão desaguar. E não há responsaveis?
7 - As aguas vindas da Zona Alta seguem rumo directo ao tunel, onde ontem, para navegar seria necessario um dos submarinos do Portas.
8 - Por detrás do antigo Estadio Padinha, hoje transformado em Ria Shoping, havia uma linha de agua que ia desaguar no leito de cheia que eram os terrenos onde foi construida a Escola Francisco Fernandes Lopes. No lado sul da 125, havia uma vala desde o antigo Tropical até ao fim da antiga Fabrica União e que encaminhava as aguas da estrada para o dito leito de cheia, leito cuja cota do solo ficava cerca de dois metros mais baixo. É obvio que as aguas, procurando o ponto mais baixo, correm para o tunel. E não há responsaveis pela falta de soluções?
9 - Onde hoje está a Associação 18 de Maio era um leito de cheia, tendo impermeabilizado toda a zona. Claro que as aguas correm para o sitio mais baixo, o tunel.
10 - Temos tambem parte da Zona Industrial (antiga) localizada numa zona de antigo sapal e leito de cheia, sem que tivesse sido criado qualquer caixa de retenção que permitisse absorver as aguas daquele sitio.
11 - A Rua 18 de Junho é a rua mais alta da freguesia, não tendo sumidores, o que faz com que as aguas corram para a Avenida ou para a Rua Almirante Reis, criando uma pressão enorme nas infraestruturas existentes e obsoletas face á realidade da cidade. Quando chove um pouco mais, é ver as tampas dos colectores a dançar sob a pressão das aguas. Não se trata de entupimentos de colectores ou de sumidores, mas de sub dimensionamento das infraestruturas.
12 - Poderão alguns dizer que sempre foi assim e talvez tenham um pouco de razão em relação a algumas zonas, mas esquecem que no passado não havia os meios tecnicos para evitar estas situações.
13 - Em muitos paises ribeirinhos fazem-se caixas ( tanques) onde vão desaguar as aguas pluviais e a partir daí, são bombeadas para o mar para evitar o retorno das aguas.
14 - Agora que estão a destruir os jardins, onde se situam os principais pontos de descarga de aguas pluviais, era a altura ideal para fazerem as estações elevatorias para evitar o retorno das aguas. Para isso é preciso que haja vontade politica, o que não parece ser a disposições dos nossos autarcas.
15 - Porque o texto já vai longo, lembramos que a actual situação resulta de um urbanismo planeado em cima do joelho, em obediência aos interesses de patos bravos sem cuidar dos interesses da maioria da população. Afinal são os patos bravos quem pode enriquecer quem tem a faculdade de decidir.
16 - Não venham é dizer que não há responsaveis, porque os há e foram precisamente aqueles que tomaram por opção um péssimo planeamento urbanistico! 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

OLHÃO: ASSEMBLEIA MUNICIPAL OU CAMPANHA ELEITORAL?

 

Hoje é dia de Assembleia Municipal oficialmente mas que na prática é mais um acto de campanha eleitoral.
Uma das propostas do agente imobiliario em que se transformou o presidente da autarquia, com a proposta de hasta publica do Lote 1-A do Loteamento do Porto de Recreio, o que não acontece por acaso, depois de ter agendada a hasta publica para a alienação das instalações da Bela Olhão.
É que de acordo com o ponto 4 da Ordem de Trabalhos e que pode ser lido na imagem acima, vem acompanhada de uma redução do IMI para 0,38. Qualquer redução do IMI é sempre bem vinda até porque para nós é um dos impostos que não devia de existir.
No momento, a redução prevista só terá eficacia no próximo ano, um ano de eleições, ou seja dar uma linguiça depois de ter roubado um porco, mas que ainda assim pode render um bom para de votos.
O agente imobiliario que se queixava que a autarquia não tinha dinheiro e por isso se recusava a baixar o imposto, parece agora estar carregado de papel, embora se prepare para contrair mais um empréstimo de longa duração.
Claro que a alienação anunciada dos bens patrimoniais do municipio, através das mais valias da venda da Bela Olhão e a totalidade da venda do Lote 1-A vão encher-lhe os cofres, que não os bolsos.
Tudo feito em função das eleições autarquicas do próximo ano, já que se vão anunciar ou iniciar mais obras de fachada mas a que os municipes, mal informados, batem palmas.
Veja-se que ainda ontem, e vá lá que foi antes da repavimentação da Rua Diogo Mendonça Corte Real, a conduta de agua rebentou, prova mais evidente do estado em que se encontram as infraestruturas e que como já dissemos variadas vezes, se estão a partir a rua seria a altura ideal para resolver o problema das condutas de agua e de saneamento, e por que não, também enterrar os cabos electricos e de telecomunicações e gaz. 
Mandar repavimentar as ruas sim, mas cuidando do que está ou devia estar por debaixo do alcatrão. Tal como estão a ser feitas as coisas, trata-se de lavar a cara de algumas ruas, onde passa mais gente, mas escondendo o lixo debaixo do tapete. E porque a campanha publicitaria da empresa municipal presidida pelo agente imobiliario, de Pôr o Lixo no Lixo aqui não se aplica. E tem razão de ser porque o lixo que devia ser colocado no lixo, são os nosso autarcas, um autentico lixo politico.
Quando se tomam decisões em função de eleições que não do bem estar da população em geral, estamos perante uma lixeira politica!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

OLHÃO: REDE DE AGUAS PLUVIAIS METE AGUA!

 

Esta manhã caiu um bom pé de agua mas não o suficiente para descambar na inundação das ruas Diogo Mendonça Corte Real, das Lavadeiras, dos Lavadouros e outras até ao Auditorio Municipal.
Desta vez, tambem não podem justificar as inundações com a maré cheia, embora estivesse a encher.
Aquilo que nos foi dado apreciar foi a corrente de agua que vinha da Avenida da Republica em direcção ao Porto de Pesca, particularmente pela rua Diogo Mendonça Corte Real que mais parecia um ribeiro que uma rua. Talvez aquilo seja uma rua do terceiro mundo, com a agua a pular os pequenos passeios para desaguar no imenso leito que são as ruas em obras.
Tambem não podem justificar com algum entupimento dos sumidores de aguas pluviais existentes na zona, já que estes estavam a escoar bem.
Sabemos que o presidente mandou limpar a rede de aguas pluviais na baixa de Olhão mas esqueceu que as outras zonas precisam do mesmo tipo de tratamento, pelo menos enquanto não forem encetadas obras de fundo, com a substituição da obsoleta rede de aguas pluviais, subdimensionada que está. A cidade cresceu bastante mas as infraestruturas não acompanhou aquele crescimento.
E se isso já era motivo para criticar a gestão que a autarquia faz das redes de saneamento, com as chamadas ligações "clandestinas" de esgotos, não será menos se pensarmos que o calendario eleitoral leva à execução de obras de repavimentação das ruas em epoca de chuvas, sim porque é previsivel que nesta altura do ano chova.
E se hoje choveu, nos proximos dias, teremos mais do mesmo conforme nos diz o IPMA de acordo com a imagem que reproduzimos acima. Uma semana de chuva, que impede o fim das obras, mas que pode alagar a zona mais algumas vezes.
Cafés, restaurantes e outras casas de comercio, viram os seus espaços invadidos pelas aguas, alguns com prejuizos materiais que a autarquia devia agora assumir a responsabilidade. Não basta a pandemia senão ainda as pessoas terem de levar com o adiar de soluções.
Mais uma vez chamamos a atenção para a necessidade urgente de começar a renovação das redes de agua, esgotos e aguas pluviais em toda a cidade. Ninguem pede que se faça num ano ou num mandato, mas dividir a cidade em zonas, fasear as intervenções a realizar e passar do discurso às acções, sem olhar ao calendario eleitoral.
Basta de obras de dar no olho mas de utilidade duvidosa para os residentes. Uma cidade com saneamento deficiente ou inexistente, é uma cidade do terceiro mundo, por mais betão ou alcatrão que utilizem.
Apostar num presidente com a cabeça cheia de betão e alcatrão não vai trazer nenhum bem estar á maioria dos residentes! 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

OLHÃO: A POLUIÇÃO CONTINUA E OS POLUIDORES CONTINUAM A MENTIR!

 Recuperamos hoje um artigo publicado num jornal on line e que pode ser lido em https://www.sulinformacao.pt/2020/07/__trashed-4/?fbclid=IwAR2gIDROkAzao4yt3yLbxOXKnKpu0505EfO2sckmCpwTymz-BAVON_YbAnA, sobre a poluição na Ria Formosa.
No fundo tal artigo foi uma oportunidade para os principais responsaveis pela poluição na Ria Formosa se limparem da imagem que os aquacultores têm deles.
Senão vejamos, a Ria Formosa foi desclassificada em Novembro de 2013 porque o IPMA não fazia as analises que deveria ter feito e como houve uma queixa dos espanhois junto da UE por terem comprado berbigão com toxinas, foi enviado um Comité Veterinario que constatou a ausência de analises. 
Na sequência disso, em Fevereiro de 2014, por despacho conjunto dos responsaveis pelo IPMA e pelo Ambiente, foi decidido proceder-se à monitorização das fontes de poluição. Por aqui se pode ver que já lá vão seis anos de monitorizações as quais mostram bem o grau de poluição nos pontos de descarga de aguas, supostamente, pluviais. Pelas declarações do responsavel pela APA vão ser precisos mais cem anos para se saber onde, quando e como são feitas aquelas descargas. Uma anedota!
Também o presidente da câmara municipal de Olhão, um mentiroso compulsivo, depois de levar anos a negar a existência de ligações de esgotos à rede de aguas pluviais, lembrou-se agora que eram nas caixas de visita. A câmara já tem o cadastro das redes mas parece ignorar onde estão essas ligações ditas clandestinas mas que foram feitas pela propria autarquia ou com a sua autorização.
Nos idos anos oitenta, nomeadamente entre 1984 e 1992, foram construidas as redes separativas de aguas residuais domesticas e de aguas pluviais, obra a cargo do municipio e com fundos comunitários, e logo nessa fase foram feitas por erro, parte das ditas ligações "clandestinas". Assim, os esgotos na Rua Diogo Mendonça Corte Real, senão todos pelo menos parte deles, foram ligados à rede de aguas pluviais. Que o diga o proprietario do estabelecimento de venda e assistência de sondas e radares do Proença, em que, quando há marés vivas a agua invade as instalações.
Poderão alguns achar normal por causa do desnivel da cota soleira do espaço esquecendo ou omitindo que a rede de esgotos funciona em circuito fechado, não havendo retorno de aguas, enquanto que a rede de aguas pluviais, essa sim, funciona directamente pelo que admite o retorno e a intrusão de agua do mar nos estabelecimentos, mesmo sem chuva!
Aquele edificio foi construido muito antes da construção da rede separativa de saneamento e só por erro da autarquia que nunca foi corrigido e pelos vistos nem tão cedo o será.  
Perante isto, e dada a gravidade das consequências que as descargas de esgotos através da rede de aguas pluviais tem na Ria Formosa, os responsaveis politicos pelas fontes de poluição fingem não saber a origem do problema.
Custa dinheiro sim, mas se a qualidade das aguas fossem boas, a ameijoa podia ficar mais seis meses no viveiro, proporcionando um crescimento que poderia atingir os 25%. Tendo em conta que ameijoa tem comprimento, largura e altura, aquele crescimento dava-lhe quase o dobro do peso e um valor acrescido. 
A Ria Formosa tem cerca de 4.500.000 metros quadrados de area produtiva pelo que o valor da produção de ameijoa podia ascender a mais de noventa milhões de euros de mais valias locais. Uma riqueza sem igual, que vem sendo condenada por estes mentirosos, desejosos de correr com os viveiristas da Ria! Dinheiro que fica na cidade.
O movimento que o dinheiro ganho na Ria nas restantes actividades da cidade, são mais que suficiente para deitar mãos à obra e resolver o problema. Ninguem está a pensar numa obra de um ano ou mandato, mas que é preciso calendarizar e fazer. Discursos de merda, NÃO!

domingo, 22 de novembro de 2020

OLHÃO: PREPARATIVOS PARA O DESMANTELAMENTO DO PORTO DE PESCA

 

Há bastante tempo que vimos denunciando o facto de o presidente da câmara, António Pina, pretender alterar o uso do Porto de Pesca para a nautica de recreio, mas quase todas, senão mesmo todas as associações ligadas à pesca se têm silenciado.
Desta vez, a autarquia olhanense encomendou um estudo de alternativas de reordenamento do Plano de Agua do Porto de Olhão, ou seja, um estudo para dizer que uma parte do Porto de Pesca pode e deve ser utilizado para fins diferentes daqueles que agora tem. Estamos a falar do lado poente e norte do Porto para o enquadrar na perspectiva turistica do nosso presidente.
Grão a grão a transformação do Porto de Pesca em Marina vai ganhando forma e é muito provavel que o futuro concessionario seja o mesmo do Porto de Recreio. Nada acontece por acaso, parecendo mais uma encomenda como aquela da alteração do Loteamento do Porto de Recreio.
Aos poucos as pequenas embarcações de pesca ou de actividades similares vai perdendo espaço, sendo que no futuro vão ter de pagar as mesmas taxas que são praticadas no Porto de Recreio, como se as pessoas estivessem a nadar em dinheiro. É preciso não esquecer que as embarcações de recreio têm uma utilização essencialmente sazonal enquanto as da pesca é diaria; as primeiras destinam-se ao lazer e as segundas a uma actividade produtiva. Importante é arranjar maneira de dar a ganhar a quem nunca soube o que foram as actividades tradicionais da Ria. Talvez se tenham limitado à venda de batata frita ou a alguns golpes de teatro!
Certo é que o estudo agora contratado visa, no essencial, o desmantelamento de parte do Porto de Pesca, perante o silencio cumplice de associações do sector e da população em geral.
No fundo todos se estão cagando para a pesca e afins e batem palmas à promoção turistica, mesmo perante uma situação em que se demonstra que é cada vez mais, necessario diversificar o tecido economico.
E para que não restem duvidas. o presidente da câmara vai manter o lugar cativo que tem com o "seu" armazem de ostras, do qual ninguem sabe quanto paga de renda.
Não têm mesmo vergonha nenhuma ao promover a liquidação do que resta do sector que deu origem à cidade.
Votem nestas merdas, outra vez!

sábado, 21 de novembro de 2020

OLHÃO: DEMOCRACIA E LIBERDADE SÃO UMA TRETA

 

A imagem acima foi retirada anteontem e reporta um alerta para a falta de segurança do site da Câmara Municipal de Olhão.
O alerta chama a atenção para o facto de ter sido alojado por www.cm-olhão.pt e diz que " A Microsoft recomenda que não avance para este site. Foi reportado à Microsoft site como contendo ameaças de phishing que podem tentar roubar informações pessoais ou financeiras."
Se todas as instituições publicas utilizassem o mesmo processo, a democracia e a liberdade teriam os seus dias contados, já que através deste mecanismo teriam o controlo sobre todas as pessoas que acedessem aos sites publicos. No fundo, nem seria necessaria a criação de uma policia politica do tipo da PIDE, uma vez que todas as instituições que utilizassem tais processos já faziam parte do trabalho daquela policia.
Mas também não espanta que a CMO proceda desta maneira porque o "camarada Pinov" deve ter aprendido alguma coisa com a KGB sovietica e transmitido ao filho a forma de controlar quem acede ao site do municipio.
Ainda assim insisti e continuarei a fazê-lo porque não tenho nada a esconder, excepto os meus contactos que podem ficar expostos à sabujice do poder politico local e serem.
Isto constitui uma grave violação da privacidade e intimidade das pessoas, ainda pior que aquela que tem vindo a ser criticada pela opinião publica acerca de um conhecido hacker porque enquanto aquele invadia os sites de empresas neste caso trata-se da intrusão na esfera privada de cada pessoa. Até às contas bancarias podem aceder!
Quando uma autarquia gasta imensos recursos, dinheiros extorquidos ao Povo de Olhão, para contratar especialistas em informática para andarem a fiscalizar os municipes que procuram informação na sua pagina oficial.
Ainda não se pode afirmar que tenham invadido a minha conta ou a de qualquer outra pessoa mas a acontecer constitui um crime gravissimo que deve merecer o repudio de todos aqueles que querem e desejam mais liberdade e democracia.
BANDIDOS! CANALHAS! 
NÃO À DITADURA NEM A DITADORES!
PELA LIBERDADE E PELA DEMOCRACIA!
bandidos

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

OLHÃO: HASTAS POUCO PUBLICAS EM LOTEAMENTO ESCURO

 No próximo dia 26 vai realizar-se mais uma assembleia municipal onde irá ser aprovada a hasta publica do Lote 1-A do Loteamento do Porto de Recreio.
A maior parte do pessoal não acompanhou o desenrolar do Loteamento todo ele pautado por uma opacidade a tresandar a coisas pouco transparentes. Desde logo, porque na sua primeira versão, o Loteamento abrangia areas do Dominio Publico Maritimo. Um Loteamento aprovado à pressa e às escuras para ser construido o hotel do regime no designado Lote 1.
Foi necessário proceder à alteração do loteamento para retirar dele a parte do DPM, mas diga-se que a maior parte dele, ou pelo menos a mais apetecivel, foi roubado ao Estado porque os terrenos conquistados ao mar que excedam os cinquenta metros passam automaticamente a integrar o Dominio Privado do Estado, representado pela Direcção Geral do Tesouro. E nesse caso estão os lotes 1, 2 e 3 pelo menos e ainda parte do Loteamento do Marina Village.
Feita a alteração do Loteamento do Porto de Recreio este passou a ser constituido na frente ribeirinha pelos lotes1 (ocupado com o hotel), o lote 3 e nas costas deste pelo lote 2.
Quanto ao lote 3 já se sabia antes da hasta pouco publica quem iria ser o vencedor, como se previra.
Agora, vai ser aprovada uma outra hasta ainda menos publica para o Lote 1-A que não existia. Toda e qualquer alteração a um loteamento que tenha sido, por força da Lei, submetido a discussão publica, tem de ser também ser motivo de discussão publica porque pode alterar a volumetria das construções, entre outras coisas.
Para ser criado o novo Lote 1-A, outro teve que ver a sua area reduzida, sendo que para ter a designação de Lote 1-A, será por ser o mais proximo do Lote 1 original, ou seja, o lote 2 vai encolher e criar uma zona de separação entre a habitação social ali existente e a construção a fazer-se. Um acto e decisão discriminatório de um Poder que tem vergonha dos seus habitantes.
Claro que para proceder desta maneira, quem dirige os destinos da autarquia, já tem o comprador para o novo lote mas tem de fazer a hasta publica por força da Lei, até para dizer que se está perante um acto transparente.
Quando alguem está interessado em valorizar um terreno, faz publicitar a intenção de proceder à sua alienação como forma de estimular a concorrência, mas neste caso, como em quase todas as hastas publicas do municipio, a tal publicidade não é feita, bastando para isso que colocassem um outdoor no local, onde constasse o que era permitido construir. Nada é feito, porque já tem o comprador certo!
Como de costume, foi afixado edital a convocar a assembleia, sem que sejam expostos os documentos relativos à alienação e nesse caso estamos a falar no processo de avaliação do terreno porque com esta alteração os pressupostos das avaliações anteriores estão completamente ultrapassados e mesmo esses deixavam muito a desejar.
Devemos também aqui deixar uma nota. Para alem destas questões, outras há que devem merecer a atenção de quem diz combater a corrupção. É que não cabe aos partidos combater a corrupção mas sim propor medidas ou legislação que evitem a corrupção, corrupção essa que não é praticada pelos partidos mas por actores politicos dentro desses partidos. O combate à corrupção passa pela intervenção da cidadania organizada, denunciando as péssimas práticas de transparência dos titulares de cargos politicos ou de altos cargos publicos.
Um dos aspectos mais preocupantes é o da contratação publica, da promiscuidade entre politica e sectores como o da construção civil e a adulteração do Codigo dos Contratos Publicos. Mais transparência, precisa-se!
Um dia, as pessoas vão sair à rua por causa da corrupção, um cancro que mina a sociedade e que destroi a riqueza criada por quem trabalha, dando aos detentores do capital vantagens patrimoniais que de outra forma não obteriam, enquanto aqueles ficam cada vez mais pobres.
Há a necessidade de combater isto! Quem o quer fazer? Não precisa estar filiado em qualquer partido! Pensem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

OLHÃO: QUE É FEITO DO SANEAMENTO?

 

Os municipes de Olhão habituaram-se a pagar as contas que o municipio e as empresas municipais lhes apresentam, contestando por acharem as facturas um bocado elevadas mas questionarem o que estão a pagar.
Há uns meses atrás, na parte detrás da factura da agua e no que diz respeito ao item Resultados Obtidos no Saneamento de Aguas Residuais Urbanas dizia que os sistemas de tratamento não estavam a funcionar como deviam, mas a partir do momento em que a situação foi denunciada a Ambiolhão alterou a informação, só que desta vez, para pior.
Na ultima factura da agua, e no mesmo item, os municipes podem verificar que o que lá está é o que consta da imagem acima, extraida daquela, ou seja, a empresa municipal que tem a exploração em baixa das aguas residuais urbanas, vem agora dizer que afinal não há sistema de saneamento.
Isto sim, todos os municipes devem reclamar, já que estão a pagar um serviço que não é prestado, conforme se pode provar pelo documento em causa. Mais, a questão deve ser levantada não apenas pelo pagamento mas também pelas consequencias de tratamento mal feito ou não existente.
Toada a frente ribeirinha de Olhão está classificada como sendo de classe D para a produção de bivalves, que está proibida, pelo elevado nivel de contaminação microbiologica. E é de tal forma que até agua do mar naquela zona é proibida captar, excepto para as depuradoras.
Enquanto isso, o presidente da câmara e das empresas municipais vai assobiando para o lado como se nada fosse com ele, quando afinal é o maior poluidor da Ria Formosa. Claro que quem não tem nenhuma actividade associada a esta parte da Ria bate palmas às asneiras que saem da boca do pequeno ditador enquanto os que vivem dela, veem os seus rendimentos e investimentos irem para o cano de esgoto.
Até quando os olhanenses, que amam a Ria, vão aturar isto? Não está já na altura de se unirem, organizarem, discutirem e avançar com um plano de luta para reverter a situação? E os partidos ditos de oposição o que fazem quanto a esta matéria? Vão manter-se calados, fingindo ignorar o assunto?
TENHAM VERGONHA!

terça-feira, 17 de novembro de 2020

OLHÃO: ONDE MORAM OS NUMEROS DO COVID?

 

Como é do conhecimento geral. os numeros da pandemia têm vindo a aumentar, com as entidades publicas a ela ligadas por força das funções omitirem os numeros reais de casos positivos, tornando mais dificil a informação às pessoas, num momento em que a qualidade dela deveria ser a melhor.
Exemplo disso, é a imagem que reproduzimos acima, e que no canto inferior direito se pode ver a data de 16/11/2020. Na imagem verificamos que em Olhão no dia 26/10, o numero de casos activos era de 100, ou seja, pela nova métrica de 240/100.000 habitantes, estariamos com 220/100.000, muito perto do numero que determina a aplicação das mediadas mais severas.
Convem esclarecer que a métrica de 240/100.000 habitantes determina que, no caso de Olhão, caso se atinjam os 108 casos activos, tendo por base uma população de 45.000 habitantes.
É por demais obvio que há a tentativa de esconder e manipular os numeros como forma de apresentar o concelho como sendo um concelho "verde" na pandemia.
Quando o presidente da câmara e da AMAL, lider da Protecção Civil distrital, não divulga os numeros de casos activos, está a enganar as pessoas. Claro que os seus apoiantes não gostam que se diga isso, procurando descredibilizar tudo quanto desmascare o discurso do artista. No entanto devemos dizer que o bom vigarista, só o consegue ser se for um individuo bem falante, bem arreado e bem montado; será que o nosso presidente se insere nessa grupo? É que se sim, estamos perante um grande vigarista politico!   
Vejamos, por outro lado, o que dizia a protecção civil distrital liderada pelo marmanjo no passado dia 13 em https://maisalgarve.pt/noticias/regionais/23260-cdpc-faro-ponto-de-situacao-no-algarve-13-novembro-2020

Ora nesse dia, o presidente Pina apontava um numero mais baixo quando na realidade e a fazer fé no mapa apresentado, Olhão tinha 83 casos activos, ou seja cerca de 184/100.000. Se isto não é manipulação grosseira dos numeros, o que é então?
Porque não diz o presidente qual o vereador que está infectado com o Covid? Porque se mente omitindo que o primeiro caso nas escolas aconteceu na Alberto Iria? Porque não se diz quantas turmas estão em confinamento'?
Embora não sejamos as pessoas mais indicadas para o afirmar,  temos conhecimento de um caso que consideramos de falso positivo, numa pessoa de 94 anos de idade, que quase todos os dias estava em contacto com a familia e que levou ao confinamento de todos que testaram negativo. O unico tratamento que fez foi um xarope para a tosse. E sobre os falsos positivos nada se diz apesar de um Tribunal Superior já ter levantado duvidas quanto à validade dos testes.
É neste contexto que entendemos ser da maxima importancia a divulgação do numero de casos activos e não da métrica utilizada porque já percebemos que a bota não bate com a perdigota. NUmeros a subir e em Olhão a descer? Só de Pina, mesmo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

OLHÃO: HABITAÇÃO A CUSTOS (POUCO) CONTROLADOS

 No site da câmara municipal de Olhão já está anunciado o concurso para atribuição das habitações a custos controlados, como se pode ver em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2916-aberto-concurso-para-atribuicao-de-habitacao-a-custos-controlados, apesar de ainda nem terem data marcada para o arranque das obras. Aliás, a autarquia ainda está à espera  do visto do Tribunal de Contas, pelo que as obras não estarão concluídas senão em 2022.
Para o ano que vem, há eleições autárquicas, e o Pina tudo aproveita nesta fase já que a partir de Março do próximo ano não pode fazer publicidade institucional que susceptivel de influenciar os eleitores. Assim há que aproveitar agora, antecipando as intervenções e a publicidade em proveito próprio.
Os 54 fogos a construir custam ao municipio cerca de quatro milhões e meio, o que equivale a dizer que o preço por metro quadrado de construção fica em cerca de 898,00 euros e sito sem contar com os custos do terreno. Na verdade, são 26 fogos do tipo T2 com 83,2m2, 18 do tipo T3 com 100,9m2 e 10 do tipo T4 com 114,3m2.
Se pensarmos que no Loteamento do Porto de Recreio, uma zona designada de Prime, o preço de construção era cerca de duzentos euros mais baixo,   e destinando-se a habitação a custos controlados a pessoas com algumas dificuldades, perante o cenário actual, é caso para dizer que estes custos estão mesmo descontrolados.
O Pina está na presidência da autarquia desde 2013 e nunca a não ser em vesperas das autarquicas anteriores se preocupou com a habitação a custos controlados, mas sabe vir agora dizer que se trata de um designio do actual executivo, para permitir um acesso mais justo e equilibrado por parte dos municipes à habitação.
Ora, 54 casas são uma gota de agua num imenso oceano que são as necessidades da população do concelho, e pior ainda quando foi o próprio Pina a promover e divulgar a segunda habitação, como fez no Feira Internacional do Imobiliario de Paris. E se foi assim, a publicidade continua e cada vez será mais dificil os municipes conseguirem pagar uma renda justa e acessivel.
Puro eleitoralismo, apesar de serem bem vindas as poucas casas que serão entregues no proximo mandato e assim conquistar mais alguns votos.
Com papas e bolos se enganam os tolos e o Pina sabe bem como distribuir uns doces nesta época!

domingo, 15 de novembro de 2020

OLHÃO: FALOU E NADA DISSE!

 Na sexta-feira, o presidente da câmara, num video que mandou postar nas redes sociais, falou, falou e nada disse, mas foi o suficiente para que algumas pessoas se dessem por satisfeitas: Mais, algumas foram mais longe, criticando a atitude "irresponsavel" dos olhanenses que não utilizam mascara.
Pina veio dissertar sobre os numeros do COVID no concelho com base na metrica utilizada para decretar o confinamento, sem dizer, no entanto, quantos são os casos activos, falando apenas na permilagem, como se pode ver em https://www.facebook.com/cmolhao/videos/1002278803600165.
A questão é que os tais cerca de cento e oitenta por cem mil habitantes, representa no caso de Olhão (concelho) cerca de oitenta casos e aquilo que a população precisa saber é quantos são os casos positivos.
Por outro lado, o concelho tornou-se um dormitório, com uma parte significativa da sua população a trabalhar em concelhos que já ultrapassaram a barreira dos tais 240/100.000, como são o caso de Faro, Sº Braz ou Tavira.
Significa isto que o concelho está cercado por outros com um nivel de infectados acima dos nossos valores e que devido à deslocação de pessoas, aumenta a cadeia de contagio, com mascara ou sem ela. 
Na comunicação semanal regional onde participou, o Pina fez questão de levantar os numeros dos estrangeiros residentes, como se pode ver em https://regiao-sul.pt/2020/11/13/algarve-na-tv/covid-19-no-algarve-30-dos-novos-casos-sao-de-pessoas-que-nao-contam-para-a-populacao-residente-sic/517245. Esquece o Pina que tem sido ele a promover a segunda habitação, mesmo durante a pandemia, o que leva a que estrangeiros cujos países de origem apresentam niveis mais elevados de contaminação, se desloquem para a região. Mais uma vez procura distorcer os numeros!
Desde o inicio do mês que a DGS deixou de fornecer os numeros semanais passando apenas a referir as permilagens em que a maior parte das pessoas não sabem bem como funciona, como agora no caso de Olhão em que parece haver uma grande distancia em relação ao numero que determina o confinamento.
Porque razão, as entidades publicas escondem os numeros reais?
As entidades publicas pretendem agora responsabilizar as pessoas pelos erros cometidos por eles próprios. Quem foi a banhos nas praias, levando consigo as equipas de reportagem? Costa e Marcelo! Quem mandou as pessoas irem para as praias?
Quem promoveu ou autorizou grandes festas? O governo. E no concelho? O Pina! Será que já se esqueceu das festas de verão?
No fundo foram as entidades publicas quem promoveu os ajuntamentos e quem dispensou o uso das mascaras? Quem são afinal os responsaveis pela degradação da situação?
Quem despediu medicos e enfermeiros? Quem desinvestiu no SNS? 
Tiveram todo o Verão para criar as condições para combater  a pandemia mas nada fizeram! São eles os responsaveis.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

OLHÃO: QUEREM MELHOR? QUE HAJAM ELEIÇÕES TODOS OS ANOS!

 Depois da intervenção na Rua Mestre Manuel Martins Garrocho, preparam-se mais duas, nas perpendiculares à Avenida da Republica em direcção a nascente. Mais uma operação de cosmética, já que esta é uma zona com problemas de esgotos com algumas casas a sofrerem intrusões de agua do mar pelos esgotos.
A rede de esgotos domésticos funciona em circuito fechado e para haver intrusão de agua do mar, em dias de marés vivas, significa que os esgotos dessas casas estão ligados à rede de aguas pluviais. Assim, deitar mais um tapete de alcatrão sem corrigir o que está mal por debaixo dele, é o mesmo que estar a jogar o lixo para debaixo do tapete.
Mais, quando se fala na apresentação das ruas cidade, não basta que as pessoas colaborem, já não se pede que limpem mas que não sujem. Tal só será possivel com uma mudança de mentalidades mas também temos de perceber que se as ruas apresentam autenticos cachos de fios electricos e de telecomunicações, dando um ar abandalhado, é natural que os seus cidadãos não sintam da mesma forma a necessidade de manter a cidade limpa. Errado, mas como em tudo, o exemplo tem de vir de cima e não de baixo.
Quando uma autarquia resolve dar um outro aspecto, mandando alcatroar as ruas, sem cuidar de resolver o que está ou devia estar por debaixo, não vamos a lado algum. Ninguem diz que se faça num ano ou num mandato, mas que é preciso haver uma decisão, calendarização e iniciar as obras.
Se tomar decisões num gabinete à porta fechada, bem podem ir para o Restaurante Primo e consumir os onze mil euros, mais IVA,  resultantes do contrato que fizeram com aquele restaurante. À mesa e perante uma boa garrafa de vinho tomam-se boas decisões! Será desta?
A menos de um ano das eleições autarquicas e estando impedir de fazer publicidade institucional em matérias de obras ou outras que possam ter influencia no sentido de voto dos eleitores, antecipa-se o calendario propagandistico apresentado obras umas após outras.
É assim com a assinatura do contrato para a construção da habitação a custos controlados, anunciados em Setembro de 2017, Quatro anos depois, é assinado o contrato! Mas ainda não entra em vigor, ficando a aguardar o visto do Tribunal de Contas. Serve no entanto como propaganda, embora só vá estar pronto em finais de 2022.
Não estejam a pensar que este contrato foi assinado à mesa do Primo porque foi electronicamente!
Uma coisa é certa, é que se houvessem eleições todos os anos, as obras seriam feitas de forma pausada mas assim e daqui até Março, altura em que serão marcadas as eleições e proibida a publoicidade institucional, vamos ver o corrupio de obras. Muita cosmetica para meia duzia de meses depois começar a partir os novos tapetes.
Não bastava o alcatrão que enche a cabeça do presidente senão ainda mais este!

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

OLHÃO: A AGÊNCIA DE PROTECÇÃO A POLITICOS DESEMPREGADOS

 A câmara municipal de Olhão parece ser a agência de protecção a politicos desempregados, como são os casos de cão de fila do Pina mas também do ex-presidente da câmara municipal de Vila Real de Sº António, e que a levou à falência.
Foi publicado hoje, mais um ajuste directo com Luis Gomes o ex-autarca de Vila Real que ganha mais dinheiro como ex do que como autarca. O novo contrato é no valor de quinze mil euros, acrescidos de IVA e refere-se à aquisição de serviços para elaboração da operação de reabilitação da area de reabilitação urbana de Olhão Central. De uma forma mais prática, são mais quinze mil euros de bonus para pouco ou nada fazer. 
O ex-autarca depois das autarquicas de 2017 e após ter recebido o subsidio de reintegração, coitado que ia para o desemprego, assinou um contrato de 72.000,00 euros com a câmara de faro, válido por dois anos; e como o dinheiro era pouco, assinou um outro contrato coim a câmara de Olhão em Janeiro de 2019 no valor de 19.500,00 euros; continuava a ser pouco porque tem muita gente a sustentar e então a bondosa câmara de Olhão dá-lhe mais uma ajuda para o Natal de do ano passado, celebrando mais um contrato, este no valor de 63.000,00 euros; amigo ajuda aos amigos, e como o Natal já passou, há que dar uma ajuda para a Pascoa e vai daí mais um contrato, em Março deste ano no valor de 50.000,00 euros. A soma destes contratos renderam ao ex-autarca nada menos que 220.000,00 euros em menos de três anos, um rendimento médio bem acima dos sete mil euros, que só os ganharia enquanto autarca, se recebesse algum por fora.
Claro que a câmara municipal de Olhão, tão solidária com agentes de fora, não pode ter dinheiro para ajudar os santos de casa. São as malvadas opções que a familia Pina defende. E como diria o saudoso Zeca Afonso, eles comem tudo e não deixam nada!
É assim, poucos dias antes, a câmara municipal de Olhão, contratou mais três pessoas para o serviço de limpeza urbana, desmatação e jardinagem para a zona de Moncarapacho/Fuzeta, dando a cada uma delas, apenas e só, 9.000,00 euros por dez meses de trabalho, com as pessoas a terem de suportar os custos com a Segurança Social. Vão ficar ricos com tão grande ordenado. Será que no futuro vão conseguir ganhar mais que o ex-presidente Luis Gomes?
Já aqui chamámos a atenção para o facto de que, tratando-se de serviços de limpeza urbana, e de jardinagem, tais contratos deveriam ser celebrados pela empresa municipal que tem por objecto precisamente tais funções, e não a autarquia.
Mas como há pessoas que ainda não perceberam, estes contratos são uma forma de precarizar o trabalho, mantendo os trabalhadores inseguros e instaveis quanto ao futuro. Ora se os postos de trabalho existem de forma efectiva, devem ser ocupados de forma efectiva, porque só assim os trabalhadores podem organizar as suas vidas, apesar dos miseraveis salarios que iriam receber.
E dizem-se estes montes de merda que são socialistas ou social democratas. UMA MERDA é que são!


quarta-feira, 11 de novembro de 2020

RIA FORMOSA: MOBILIDADE ENGAVETADA!

 

A defunta Sociedade Polis da Ria Formosa ficou muito aquem das suas perspectivas e foi obrigada a recuar em muitas situações e uma delas foi o Plano de Mobilidade e Ordenamento da Circulação na Ria, com conclusão prevista para Maio de 2012. Não só não foi feito nenhum ordenamento como não disciplinou e ficaram de colocar os sinais de transito maritimo.
Na altura em que isto foi discutido no hotel do regime, pela conversa do apresentador de serviço, ficava a sensação de que iriam colocar uns semáforos no meio da Ria. 
A questão que se levantou então tinha a ver com a promoção e aumento da nautica de recreio pelo que as medidas iriam essencialmente restringir a circulação daqueles que trabalham e vivem de e na Ria.
Era suposto que fosse estudada a capacidade de carga do trafego maritimo, não só pela poluição por hidrocarbonetos dos motores, o ruído, como pelo impacto do efeito do cachão nas margens, particularmente nos viveiros de ameijoa.
Entretanto, passaram oito anos e continuamos sem qualquer estudo e o numero de barcos é cada vez maior, com a ganancia a tomar conta de alguns cérebros que não veem mais que euros e apostam tudo na criação de marinas, parques de estacionamento aquaticos de barcos, em que a grande maioria nem será daqui. Mas só o dinheiro conta, o estado do ambiente na Ria é para esquecer!
 Estes parque de estacionamento, segundo as palavras do presidente da câmara, são o equivalente a um hotel de quatro estrelas e vai de encontro às suas opções, a aposta exclusiva no turismo nem que apara isso tenha de correr com os olhanenses da beira mar.
Mas não se pense que fique por aqui porque os mesmos craneos, não são caveiras, já puseram os olhos na Fuzeta; outros apostam noutro enorme estacionamento em Faro e para Tavira, já correram com os pescadores (tiraram-lhes a lota) e tudo leva a crer em mais um parque de estacionamento maritimo.
Quem nos lê, pensará que estamos contra o turismo. Nada disso. Simplesmente temos alguma dificuldade em perceber qual a incompatibilidade entre pescas e turismo, porque betão todos os outros países têm mais melhor do que nós. O que eles não têm é uma gastronomia como a nossa, assente no peixe de qualidade e de proximidade.
Quando se pensa na continuada destruição de um sector produtivo, como é a nossa pesca e moluscicultura para no seu lugar impor uma outra forma de fazer dinheiro, estamos a matar a galinha de ovos de ouro.
Era bom que os nossos governantes pensassem duas vezes antes de tomarem certas decisões, porque se já pouco produzimos, pelo caminho apontado, qualquer dia não produzimos mesmo nada e acaba-se com o ganha pão de milhares de pessoas que vivem daquelas actividades.
Logo, a Ria Formosa precisa que seja elaborado o estudo da capacidade de carga do trafego maritimo antes que acabem com o resto!