sexta-feira, 15 de março de 2024

PRESIDENTES, DEMITAM-SE!

 1 - Quando o demissionário primeiro ministro apresentou o respectivo pedido ao Presidente da Republica propôs a sua substituição por outro elemento do seu partido, já que detinha a maioria absoluta no Parlamento, proposta essa que foi rejeitada.

À pala disso, o Presidente da Republica convocou o concelho de Estado pensando que nele encontraria uma solução consensual entre os concelheiros o que não aconteceu, pelo contrário, houve um empate, ficando a solução à responsabilidade individual do Presidente.

Não podemos nem devemos omitir que o Presidente foi presidente do Partido dito social democrata e que provavelmente ainda estará filiado naquele partido.

Acreditava o Presidente, contrariamente às projecções naquela data, que o seu partido de sempre poderia ganhara as eleições, ainda que sem maioria absoluta ou seja, de acordo com as projecções o País poderia ficar ingovernável.

2 - As eleições, das quais ainda não se sabe o resultado final posto que faltam apurar os resultados da diaspora, podem determinar a vitória de PSD, reforçando-o ou do PS. De qualquer das formas nenhum dos dois está em condições de ter uma maioria parlamentar estavel.

No ultimo dia da campanha, interferindo na campanha, o Presidente num texto de um conhecido grupo de média, veio dizer que não daria posse a um governo com a participação da força politica que se apresenta em terceiro lugar e que serve de pendulo para uma maioria absoluta.

Ao tomar tal posição, o Presidente, na prática veio dar uma indicação de não votar naquela força politica. Essa é a realidade!

3 - Entretanto começou o dialogo com os partidos que vão compor o parlamento, sem saber quem vai ganhar as eleições e como tal indicar o futuro primeiro ministro.

É o mesmo que estar a dizer que só pode ser o PSD. Mas e se o ganhador for o PS?

Perante este cenário, pode dizer-se que o protagonista e responsavel pela actual crise é o Presidente da Republica, não só por tomar uma opção sem suporte que lhe permitisse assegurar a governação e estabilidade do País, razão pela qual deveria DEMITIR-SE.

4 - Por outro lado, e no que respeita à região algarvia, assistimos ás declarações do Presidente da Amal e da Câmara Municipal de Olhão, e que pode ser vista em https://cnnportugal.iol.pt/videos/no-algarve-houve-uma-transferencia-quase-total-de-votos-para-um-partido-que-diz-tudo-promete-tudo-mas-nao-teve-ainda-a-dificuldade-de-governar/65f0a4a50cf23360556e9c1d.

Nestas imagens verificamos que, descartada a possibilidade de um lugar no futuro executivo, o presidente da AMAL cospe no prato que lhe deu de comer durante estes anos, quando vem criticar o governo do seu partido por não ter feito as obras que ele entende permitiam obter outro resultado. Então porque não o disse em campanha eleitoral? Estava com receio de ser descartado?

Mas também fala de situações como a dependencia do turismo, dos baixo salarios nele praticados e da sazonalidade do sector, quando desde que tomou posse não tem feito outra coisa que não a promoção do sector.

De acordo com as suas declarações, e como responsavel pela degradação social que a região e o concelho atravessam, deveria também ele DEMITIR-SE!

5 - Se os eleitores mostraram o seu protesto através do voto, tal deve-se à degradação do bem estar social. As pessoas não ganham para pagar as rendas habitacionais que são exigidas, induzindo ao despejo de grandes quantidades de familias e que hoje não têm um tecto para se abrigar!

O aumento das margens de lucro que geraram um processo inflacionário que levou a que as pessoas não tenham capacidade de consumo e como tal a passar fome!

Esse é o grande problema e a responsabilidade é das elites politicas e por isso mesmo deviam ser DEMITIDOS.

6 - Está na hora de as pessoas se organizarem e exigirem os seus direitos constitucionais. Não as pessoas que têm de ter medo mas sim a classe politica. Se o Povo explorado sair à rua e lutar por melhores condições de vida os politicos vão tremer,

LUTEM, PORQUE SEM LUTA NÃO HÁ VITÓRIA!

terça-feira, 5 de março de 2024

FIM DO ESTADO SOCIAL?

1- Com o desmoronamento do bloco de Leste, o ocidente decretou o fim das ideologias, mantendo a dominante de acordo com os seus interesses, o liberalismo económico.

O liberalismo económico é baseado na organização da economia em linhas individuais, rejeitando a intervenção do Estado, pelo que a maioria das decisões económicas são tomadas pelas empresas

"A geração da riqueza está no trabalho sem ter o Estado como regulador ou interventor cabendo ao Estado o papel de manter a ordem e proteger os direitos individuais dos agentes económicos".

Defende a redução de impostos como medida para incentivar o crescimento económico e estimular o investimento.

A privatização serviria para transferir sectores económicos do Estado para a iniciativa privada. 

A flexibilização das leis laborais, sendo, os sindicatos, vistos como um um obstaculo àquela flexibilização e à eficiência do mercado de trabalho.

2- Ainda que de forma sintética, acima, damos a conhecer no que assenta a ideologia dominante e tão defendida pelo chamado Ocidente. Vejamos agora o que se tem passado neste País a partir do momento em que adoptou tal ideologia.

Desde logo, como forma de destruir o poder dos sindicatos e da organização dos trabalhadores, os partidos do arco da governação, criaram uma central sindical serventuária dos seus interesses bem como dos agentes económicos.

Embora reconheçam que é com o trabalho que se cria a riqueza, omitem que o investimento cria o trabalho mas que para isso são necessários trabalhadores. A protecção, segundo eles é para os agentes económicos e não para os trabalhadores, os quais devem ser reprimidos se estiverem contra os interesses desta forma protegidos.

Entretanto assistimos à transferência de empresas detidas pelo Estado para o sector privado quando essas empresas eram essenciais para a economia do País. Basta lembrar casos como o da EDP ou da TAP, a banca e seguros, cimenteiras e a metalurgia pesada.

A aprovação do Código do trabalho, a substituição da livre negociação da contratação colectiva pela chamada concertação social, onde a tal central sindical criada pelo poder politico cumpre o papel de lacaio do patronato enquanto a outra é convidada a participar para legitimar os objectivos contrários aos interesses dos trabalhadores.

3- As privatizações não se ficam por aí, aguardando que os privados que tenham capacidade para tomar conta de sectores ainda na posse do Estado. E aí vemos, a função social do Estado contida na Constituição, ser objecto da gula e ganância do sector privado com o poder politico a dar uma ajuda. Veja-se o exemplo da saúde, com falta de investimento em recurso de todo o tipo, levando os doentes a tratarem-se em serviços privados; a segurança social e os planos de reforma para alimentar a banca ou a habitação.

A comunicação social com todos os seus "especialistas" não faz mais do que induzir as pessoas em erro, desinformando. A iliterarcia politica leva a que as pessoas acreditem naquilo que os midia lhes vendem, aceitando como verdade aquilo que lhes é apresentado.

Para completar, o proprio sistema se encarregou de criar a Inteligência Artificial, a qual vai criar cada vez mais desemprego e mais desinformação ou não fosse ela dominada pelos enormes interesses económicos.

É o capitalismo no seu auge mas isso só acontece enquanto as pessoas não perceberem o logro para onde são conduzidas.

O Poder não se ganha, TOMA-SE!


segunda-feira, 4 de março de 2024

CORRUPÇÃO, O CANCRO DAS SOCIEDADES!

 Porque estamos a dias das eleições, não vamos nestes dias escrever sobre assuntos concretos, mas antes tentar esclarecer os nossos leitores sobre alguns discursos porque a iliterarcia politica é nota dominante  na campanha.

A corrupção e os crimes que lhes estão associados são transversais a todo o tipo de sociedades, democráticas e antidemocráticas. Ela existe tanto no sector publico como no privado, embora desta pouco ou nada se fale. Lembramos a propósito que existe a espionagem industrial e comercial assim como o pagamento de subornos para obter informação sobre um novo produto, uma nova formula ou uma nova embalagem.

Quando se tenta apresentar qualquer partido como potencial centro de corrupção, estamos a cometer um erro, já que se trata de um reflexo da sociedade em que vivemos, com origem nos interesses económicos ou patrimoniais.

Claro que são os partidos que exercem o poder, seja a que nivel for, os mais atingidos porque são também eles que têm o poder de decisão sobre decisões administrativas que vão ao encontro dos interesses dos corruptores.

É, particularmente. no ordenamento e no urbanismo que se centram as grandes questões embora seja possivel encontra-las na informação prévia de alguns concursos publicos para obras de grande envergadura. Isto sem esquecer as questões ambientais, as alterações avulsas de planos de gestão territorial para alterar o uso dos solos e da capacidade de construção.

Onde é que vimos isto?

São os partidos do arco do poder os principais responsaveis pelo que temos vindo a assistir. Não basta declarar, como têm feito, "à justiça o que é da justiça, à politica o que é da politica". Competia a esses partidos, sempre que algum dos seus fosse indiciado, suspende-lo de funções ou levar os visados a pedirem a exoneração dos cargos.

A falta de transparência, a opacidade das decisões, aliada a uma informação deficiente não permite ao comum dos cidadãos ter uma percepção imediata do alcance das decisões e menos ainda como combate-la.

A tudo isto se juntam ainda as alterações legislativas que permitem transformar o que antes era proibido em algo que se enquadre na legislação entretanto alterada ou aprovada.

Não basta fazer grandes declarações de combate à corrupção sem falar no edifico legislativo, porque tal como está é quase impossivel prova-la.

Votem bem! 

sexta-feira, 1 de março de 2024

OLHÃO: SERÁ UMA NOVA "ALFAIATARIA"?

 

Na página do Facebook da Ambiolhão,EM encontrámos esta oferta de trabalho que nos deixa intrigados. É que, de entre outros, um dos requisitos obrigatórios é o 9º ano de escolaridade, embora de entre os requisitos preferenciais se diga habilitações literárias iguais ou superiores ao 12º ano de escolaridade.
Ainda que não seja afirmativa, a verdade é que com tais condições se está a abrir a porta para a contratação de alguém com o 9º ano.
Acontece que, de acordo com o DL 85/2009, a escolaridade minima obrigatória é o 12ª ano ou, se tiver atingido a idade de 18 anos. Ou seja, o aluno que atingiu os 18 anos sem ter completado o 12º ano era porque não apresentava aproveitamento suficiente, mal se percebendo como pode concorrer a esta oferta de trabalho, isto sem pôr em causa o direito ao trabalho.
Nestas situações, costuma o Povo dizer que pode estar a ser feito um "fato por medida", mas que saibamos a Ambiolhão é a empresa municipal de ambiente e não uma "alfaiataria"?
Para que o anuncio estivesse correcto, teria de mencionar que o candidato poderia efectivamente o 9º ano desde que nascido antes de 1990, altura em que a escolaridade minima obrigatória era aquela. Mas não é isso que se diz.
Não podemos omitir que até para o lugar de assistente operacional, vulgo varredor, é exigido o 12º ano, pelo que ficamos pasmados quando para exercer este lugar administrativo se exija apenas o 9º ano.
Mas isto é em Olhão onde já nada surpreende. E porque não um presidente analfabeto?