sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

OLHÃO: AUTARQUIAS OU FEIRA DE VAIDADES?

 Na ultima assembleia de freguesia de Olhão, o seu presidente anunciou a intenção de a Junta vir a adquirir duas viaturas electricas ou hibridas, uma delas com capacidade para oito ou nove lugares, até porque o seu presidente anda de motorizada e foi chamado a verificar uma situação de gatos abandonados na Patinha, sem especificar em que parte da Patinha se situava a ocorrencia.

A freguesia é delimitada a Norte pela Avenida D. João VI, a  Nascente pela Rua que sai da Patinha em direcção a Sul até ao mar. Por exemplo, o Bairro das Panteras Cor de Rosa pertencem a Quelfes. A que sitio de se deslocou o presidente da Junta? Mas se para isso precisa de um carro, bem que podia utilizar a carrinha estacionada à porta da Junta sem qualquer préstimo. Ficava-lhe mal, não é?

Mas tratando de gatos, porque não pegou no telefone  e ligou às associações com as quais diz ter um protocolo? Foi ele tratar dos gatos, ou apenas foi ver? Esta justificado os 39.000,00 euros anuais que recebe!

Será a freguesia de Olhão assim tão grande que sejam necessarios os dois carros que pretende comprar? Vão fazer algumas excursões com a carrinha de oito lugares? É que só têm quatro funcionarios e não se vê a necessidade de tal. 

Não seria melhor se apresentassem as despesas que fazem, de forma discriminada, para se saber quanto gastam na aquisição de bens moveis ou serviços?

Mas os falsos socialistas já nos habituaram a opacidade das decisões, sejam da câmara ou das Juntas.

É que as aquisições de bens moveis ou serviços de valor superior a cinco mil euros, são de publicação obrigatoria no Portal Base do Governo e no caso da Junta não encontrámos nada. A não ser que o numero de contribuinte da Junta que consta dos documentos não seja o verdadeiro. Vejam-se as imagens seguintes:


Foi deste documento que retirámos o numero de contribuinte e com esse numero não há qualquer publicação como poderão os nossos leitores verificar a seguir


O Codigo dos Contratos Publicos foi publicado em Junho de 2008 e estamos no ultimo dia de 2021, ou seja, em cerca de treze anos e meio, a Junta não comprou viaturas, não gastou por ano cinco mil euros em cabazes de Natal, não gastou cinco mil euros na iluminação natalicia. Em resumo, nunca fez compras de valor superior a cinco mil euros. Quem acredita nisto? Só as compras de valor inferior estão isentas da publicação.

E os partidos da oposição não têm a obrigação de pedir uma auditoria `às contas da Junta junto da entidade fiscalizadora? Será que vão deixar passar em branco tamanha incompetencia?

Mas que grandes vaidades as dos nossos autarcas!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

OLHÃO: HABITAÇÃO, UM PROBLEMA QUE NÃO RESOLVEM

 A morte quando vem traz sempre uma desculpa, o mesmo acontecendo com a falta de soluções para a habitação, um designio apelidado de Primeiro Direito.


Pois bem, numa altura em que o País tinha menos dinheiro do que agora, construiam-se mais habitações. Se repararem na imagem acima, verificarão que foi nos periodos 1960/1980 e a980/2000 que mais se construiram habitações no concelho, muitas delas com intervenção do Estado, através do então Fundo de Fomento da Habitação.

Desde a auto-construção, a cooperativas e habitações sociais, tudo contribuiu para a melhoria do acesso ao tal Primeiro Direito. Passado esse periodo, surgiram as primeiras casas a custos controlados e que supostamente seriam para pessoas com algumas dificuldades no mercado de arrendamento ou para a compra. Mas não, houve situações de vendas de habitação a custos controlados para a especulação imobiliaria. As regras dos concursos assim o permitiam!

Maioritariamente, as construções levadas a cabo nos ultimos anos, são de um alojamento, ou seja muitas vivendas, com predominancia para as zonas rurais. Terrenos mais baratos, mais intimidade crida pelo afastamento em relação aos vizinhos. Um luxo! Claro que isso não é para todos.

Ainda que não seja bem visivel, a tendencia acompanha o que se passa a nivel nacional, com 20% das rendas a ultrapassarem os mil euros, e um numero significativo entre os 400 e os 700 . E no concelho já se registam algumas, mesmo em edificios com alguns anos, embora a maioria se situe entre os 200 e 400 euros.

Com a Lei Cristas, que o governo Costa mantem, os despejos foram facilitados, abrindo portas para a subida generalizada das rendas.

Mas vejamos a imagem seguinte


Ela mostra-nos que, vagos e de segunda habitação, representam já cerca de 50% daqueles que são residencia habitual, com os numeros relativos à segunda habitação a subirem.

Qual a carencia habitacional do concelho e qual a capacidade para cumprir com as rendas que são pedidas? Será que a habitação a custos controlados que se anunciam vem resolver o problema? Como vão os reformados pagar estas rendas?

Estamos a atravessar uma fase festiva, com registos de alguma "solidariedade" mas não se procura resolver o principal problema, que é o acesso a um tecto. Comemora-se tudo e há dinheiro para tudo ao mesmo tempo que produzimos mais sem abrigo.

Quem acode a este Povo?

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

OLHÃO: QUERO, POSSO E MANDO!

Os procedimentos administrativos são a forma de dar alguma transparencia aos processos mas em Olhão, a maioria absoluta do falso partido socialista tem propensão para os ignorar, em obediencia ao principio do QUERO, POSSO E MANDO!
Vem isto a propósito da insistencia da câmara em submeter à apreciação e aprovação relativa à alteração de um loteamento por parte de Assembleia Municipal que se vai realizar no proximo dia 29, conforme se pode ver na imagem seguinte

Para muitos, talvez por desconhecimento, não veem qualquer interesse no cumprimento dos procedimentos, esquecendo que por detras da ausencia deles se esconde algo.
Importa por isso ver o que diz o Regime Juridico das Autarquias Locais sobre as competencias de cada um dos órgãos autarquicos, em particular da Assembleia Municipal e da Câmara para se perceber melhor a embrulhada da câmara. Para aceder à legislação basta clicar em cima do link a seguir http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1990&tabela=leis&ficha=1&pagina=1&so_miolo=.
As competencias da Assembleia Municipal são definidas no artigo 25º, que no seu numero 1, alinea q) diz que lhe compete a aprovação da afectação ou desafectação dos bens do dominio publico municipal. E nada diz quanto à aprovação de loteamentos urbanos.
São competencias da Câmara, nos termos do artigo 33º, nº 1, a fiscalização e aprovação de operações de loteamento urbano.
Desde logo, a unica proposta que a câmara tinha de fazer à Assembleia Municipal, no caso do loteamento em discussão, era da desafectação do Dominio Publico Municipal da area de cedencia recebida indevidamente, por erro nos calculos.
Se assim tivesse procedido, a area de cedencia teria passado para o dominio privado da autarquia e seria possivel devolvê-lo ao proprietario, sem mais delongas.
Que se esconde por detrás de tamanha teimosia? Atrasar o maximo possivel a restituição das areas de cedencia recebidas a mais? Ou haverá algo mais que nos escapa?
Certo é que os deputados municipais não podem aprovar a alteração proposta, quando muito mandarem reformular a proposta, passando a mesma a cingir-se à desafectação do Dominio Publico Municipal.
Quando uma câmara não respeita a Lei, estamos perante  um defice democratico e a dar lugar a uma ditadura local do QUERO, POSSO E MANDO!
Isto é que são uns ricos socialistas da treta!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

FUZETA PARENTE POBRE NO DESPORTO

 Para quem acompanhou aolongo dos anos sabe que a Fuzeta sempre foi um viveiro de jogadores alguns de grande valor. Basta recordar os saudosos Matias e Januario, mais o Ismael entre outros.

No passado, o Sport Lisboa e Fuzeta tinha um campo onde treinavam, jogavam e formaram-se ali jogadores que integraram os planteis do Olhanense e do Farense.

Campo esse criado em terrenos que eram do dominio maritimo, já que o mar entrava por ali adentro. Entretanto foram feitos alguns aterros e aquilo que era do dominio publico maritimo, passou a ser do dominio privado do Estado, e como tal usocaptiveis. E disso se aproveitaram alguns "benfeitores" da Fuzeta que exerceram o direito de usocapião sem estarem na posse do terreno, uma vera que era o Sport Lisboa e Fuzeta quem o utilizava com regularidade.

Até que o campo de futebol deixou de ser utilizado pelo Fuzeta e passou a Parque de Estacionamento no Verão. Com isso mataram a formação, e a equipa de futebol.

Vem este arrazoado a propósito da proposta  das Grandes Opções do Plano do ano de 2022, do qual reproduzimos a imagem seguinte


Desta proposta, pode concluir-se que, para a câmara, a Fuzeta é o parente pobre na area desportiva, já que, como se pode ver, a autarquia propõe-se construir dois campos de futebol. Embora não se diga onde vai ser construído um deles, mas crê-se que será na freguesia de Quelfes, porque na de Olhão não há espaço para tal. Já o outro é na Fuzeta.

Mas existem grandes diferenças entre eles, pelo menos em termos de investimento. É que o de Quelfes, tem um investimento total 702.437,00 euros, o da Fuzeta fica-se pelos 270.000,00, um terço do outro.

Se o investimento é mais pequeno, certamente não terá as mesmas condições seja ao nivel do piso, terra batida ou relvado, balnearios e ou pequenas bancadas.

Ainda que seja sempre de louvar a  construção de um recinto desportivo na Fuzeta, não devemos esquecer que ele já estava previsto no PDM, aprovado em 1995, há vinte e seis anos. Mais vale tarde que nunca! Mas entendemos que para a prática desportiva devem ser proporcionadas condições identicas sob pena de uns  evoluirem mais que os outros.

Claro que sabemos que a Fuzeta é o parente pobre nesta, como noutras, matérias. Mas é o que temos.

sábado, 18 de dezembro de 2021

OLHÃO: ASSALTO AOS MUNICIPES?

 

A imagem reporta o esgoto da Quinta das Ancoras, que um municipe interessado publicou nas redes sociais.
Entretanto a empresa municipal Ambiolhão fez publicar na imprensa regional um texto sobre a limpeza das linhas de agua, esquecendo que foi ela quem pôs a descoberto o esgoto da imagem.
Como o municipe tivesse publicado a imagem, o engenheiro Carlos Martins, ex-vice-presidente e que atingiu o limite de mandatos, contactou-o intitulando-se director executivo da Ambiolhão, no sentido de prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Obviamente que o Carlos Martins vai invocar que se trata de aguas pluviais mas que os donos das casas da Urbanização da Quinta das Ancoras lavam os quintais alguns com dejectos e urina dos cães.
Mas mesmo que assim fosse, as aguas pluviais das casas deviam estar ligados à rede publica de aguas pluviais  e nunca para uma linha de agua, como é o caso.
Mas não é esse o assunto que nos tras aqui hoje. Na verdade a questão prende-se com o facto de apurar se o Carlos Martins é ou não director executivo, ou titular de qualquer outro cargo na empresa.
Não há conhecimento de ter havido concurso publico para a ocupação de qualquer lugar da mesma forma que não existe qualquer contrato publicado, que lhe permita apresentar-se daquela forma, a não ser que ainda venha a ser publicado. Em ultima analise estaria a usurpar uma identidade que não lhe pertence.
Ora o Carlos Martins, como qualquer outro vereador que cesse funções naquielas condições recebe um bonus de trinta mil euros por ficar sem emprego. Coitados! Mas, para não ficar de mãos a abanar, recebe mais este bonus, para continuar a explorar os dinheiros publicos e contribuir para o aumento da factura da agua. 
Estamos a falar do Carlos Martins como falariamos de outro ex-vereador que estivesse nas mesmas condições. De qualquer das formas, trata-se de falta de transparencia na gestão autarquica, já que as empresas municipais são de capitais exclusivamente publicos.
É por razões desse tipo que sempre defendemos a extinção das empresas municipais, que nunca deviam ter sido criadas. Os serviços prestados pelas empresas municipais sempre foram prestados pela câmara e funcionavam! Neste contexto, apenas por razões semelhantes, é que foram criadas, não sendo este o unico caso.
Acaba-se o leite de uma teta, mama-se da outra! 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

OLHÃO: INCOMPETENCIA OU CHICO ESPERTICE?

 Porque só agora tivemos acesso ao documento, apesar do mesmo ter sido submetido à Assembleia Municipal do passado dia 25 de Novembro, e tendo em conta a matéria dele constante, entendemos devermos pronunciar-nos, levando ao conhecimento dos nossos leitores as habilidades da nossa autarquia.

A analise e decisão sobre processos de obras é da competencia unica e exclusiva da câmara municipal e não da Assembleia, embora o assunto envolva alguma polemica.

Mas comecemos por mostrar a parte final do documento


O imbroglio é o resultado de areas de cedencia mal calculadas, com o proprietario do loteamento a requerer a alteração ou revisão das mesmas, embora a recepção definitiva das obras de urbanização se tenha concretizado a 17/08/2016.

As areas de cedencia transitam para o dominio publico municipal e por via disso, são impenhoraveis, inusucaptiveis e inalienaveis. Para que tal possa acontecer o órgão câmara deve propor à Assembleia a passagem do dominio publico para o privado municipal. Mas não é isso que é proposto!

A questão está em saber se é ou não possivel proceder à revisão das areas de cedencia após a entrega definitiva das obras de urbanização. Isso é uma questão juridica, que como tal, antes de ir à Assembleia Municipal, deveria ser submetida à apreciação do Gabinete Juridico ou do consultor juridico para a area do urbanismo.

Não o fazer e submeter uma aprovação deste tipo à Assembleia, sem o acompanhamento do parecer juridico, é uma forma de endossar responsabilidades de um órgão para outro. Até porque a maioria dos deputados municipais não têm formação juridica ou urbanistica para se pronunciar matéria deste tipo.

Era interessante saber se arquitecta que subscreve a proposta de submissão à assembleia municipal o faz da sua autoria ou se foi pressionada para o fazer, desviando as atenções e responsabilidades do órgão câmara.

Mas mesmo que tivesse sido da sua autoria, o presidente da câmara, pela experiencia adquirida ao longo de dezasseis anos, um mandato como vereador sem pelouro, outro como vice-presidente, e dois como presidente, tinha a obrigação de saber que os terrenos cedidos para o dominio publico municipal não podem ser transferidos da maneira que propõe à assembleia.

E é tão simples quanto isto, se não for suportado por parecer juridico que fundamente a revisão do alvará de loteamento, poderá o processo cair na violação do Regime Juridico da Urbanização e Edificação, susceptivel de constituir crime para quem o aprovar.

Será incompetencia ou chico espertice de quem nos governa?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

OLHÃO : AS PRIMEIRAS DEMOLIÇÕES PROGRAMADAS NA ARMONA

 Como é do conhecimento geral em Olhão, aquando das demolições nas ilhas barreira, o presidente da câmara municipal de Olhão, foi um dos grandes cabeças de luta contra elas, ameaçando avançar para Lisboa. Nessa altura estava contra o que se compreende dado que a casinha da familia em zona ilegal estava em vias de ser demolida.

Dado a sua influencia, foram traçadas linhas a régua e esquadro para permitir a manutenção das que, no entendimento dele, deveriam ser resguardadas. Os nucleos do Farol, Hangares e Culatra na ilha do mesmo nome, pertencem administrativamente a Faro.

Já a Ilha da Armona pertence a Olhão e tem uma area que lhe foi concessionada por trinta anos e mais dez por renovação automatica, e que finda em 2023. Aqui cabe a responsabilidade ao Pina e não lhe vemos a mesma atitude que tomou nos outros nucleos, porque não tem casa neste!

No entanto ele teve influencia na forma e no conteudo do novo Plano de Intervenção e Requalificação onde se preveem mais demolições do que aquelas que foram realizadas no conjunto dos outros nucleos.

Vamos agora dar a conhecer a Planta da Intervenção, ainda que em tamanho muito reduzido mas mais do que isto não é possivel, a não ser que qualquer interessado esteja interessado em mandar imprimir no tamanho original. Não o faço, porque não me serviria de nada, mas  dado o interesse das pessoas posso disponibiliza-las.


De acordo com o Relatorio da Plano de Intervenção, a paginas 57, traça-se o cenario das possiveis demolições, começando para aquelas que estãoem condições de "ilegalidade e ou sem condições de habitabilidade, conforme a imagem a seguir


E que casas são essas? Para já apresentamos as que estão em situação dita de ilegalidade e mesmo assim não estão todas devido à dispersão, mas estão a maioria, como poderão verificar na imagem seguinte.


Pois bem, são todas as que estão assinaladas a vermelho, e estão "ilegais" por estarem fora da area concessionada à câmara. Estas ilegais, todos estes anos, pagaram e cumpriram com as sua obrigações, pagando as taxas que a câmara lhes cobrou!

Depois da concessão, a câmara municipal de Olhão, mandou elaborar o PPORZUTA, o qual excedia os limites da area conecssionada e foi com base qua a autarquia autorizou ou concessionou os lotes em questão.

Claro que os proprietarios das casas se devem unir e preparar para uma acção conjunta para os tribunais, responsabilizando a câmara, uma vez que fizeram os seus investimentos e pagaram as taxas, autorizadas pela autarquia.

Temos assim, casas que sempre foram legais, transformadas em ilegais com responsabilidades da câmara municipal de Olhão, que procura agora lavar as mãos, como Pilatos. É que estando fora da area concessionada, a batata quente passa para a APA.

Então, Pina, agora não lutas contra esta ilegalidade?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

FUZETA : ABAIXO A COMUNIDADE PISCATÓRIA, ACIMA O TURISMO!

 Depois da Docapesca abandonar os serviços de lotas e vendagem e os entregar à Associação de Armadores, que os tem mantido, o futuro próximo é o de destruição do que resta da comunidade piscatória para a substituir pelo sector turistico.

Apesar da população da Vila da Fuzeta se manifestar contra as decisões pessoais do pequeno ditador em presidente da câmara ao fazer com que os resultados das recentes eleições autarquicas lhe dessem nota negativa, mas insuficiente para o destronar, o Pina insiste na sua cruzada contra a comunidade piscatoria.

Nas Grandes Opções do Plano do ano de 2022, apercebemos-nos doque se prepara para a Vila. Nele está inscrita a verba de 5.077.063,00 euros para o Novo Parque de Campismo e Estacionamento na Fuzeta, repartindo por 500.000,00 em 2023, 2.000.000,00 em 2024, 2.000.000,00 em 2025 e mais 500.000,00 em 2026.

É bom não esquecer que em 2025 há novamente eleições autarquicas e essa será uma das grandes obras a apresentar.

Mas não se ficam por aqui os projectos do Pina, já que para 2023, está também programada a construção da Ponte Pedonal de ligação da Vila à Ilha, com a estimativa de custos na ordem do 1.050.000,00 euros, repartidos em duas grandes tranches, uma 2023 de 500.000,00 euros e uma de 520.000,00 para 2024.

A construção de apartamentos de luxo na frente ribeirinha da Vila, para turistas já que os pescadores não têm dinheiro para isso, aliada à construção de um eco-resort na actual Parque de Campismo, mais a construção desta ponte pedonal, revelam uma aposta muito forte no turismo mesmo que tal aposta dite uma degradação da pequena pesca.

Para culminar a aposta na destruição da comunidade piscatoria, prevê-se a criação de um porto de abrigo, apenas com a abertura de uma rubrica para manter a ideia de pé, dotando-a com 100,00 euros. Muito provavelmente, os pescadores da Fuzeta vão ver os seus lugares de amarração mudarem para o lado da chamada Cidade sem Lei. 

Devagar, devagarinho, vão enfiando os dedos nos olhos do Povinho; quem diz representa-los não os defende  e eles também não lutam, consentindo que este poder politico faça deles gato-sapato. Até quando?

Obviamente que estamos obrigados a juntar imagem do documento para que as pessoas vejam e não venham dizer que se trata de maledicencia.



Lutem, porque sem luta não há vitoria!

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

OLHÃO: NA ARMONA,O COMBOIO VAI APITAR

 Com manifestações de alegria ou de contestação, o Pina já vai dando forma à sua Quinta do Lago, e vem mostrar quais as suas grandes prioridades.

Desta feita é o comboio electrico na Ilha da Armona que já tem  o traçado definido pela planta do Plano de Intervenção e Requalificação (PIR), como se pode ver na imagem seguinte


Para quem não sabe, fica a saber que se trata do traçado a vermelho, que de acordo com a legenda da planta trata-se de um espaço canal para a construção das infraestruturas para a instalação do comboio electrico na Armona.

Já agora mostrar a parte da legenda


E se alguem duvidar de que esta obra é para ser realizada, então deve saber que até já tem verba alocada para tal, nas grandes opções do Plano para 2022, conforme imagem que reproduzimos parcialmente, 


com a dotaçãode 506.238,00 euros, os quais só serão gastos em 2023.

No entanto é curioso como é que o Pina massacrou os concessionarios com os aumentos de ocupação do espaço publico, com a desculpa da construção dos esgotos e depois se entretem a gastar o dinheiro nestas brincadeiras. Dirão alguns que é pouco dinheiro, esquecendo que ainda falta o comboio.

Investir em bens para serviços sazonais, bastante sazonais, e ao mesmo tempo dizer que não tem dinheiro para resolver o problema dos esgotos com que polui a Ria. 

Nos proximos dias, embora nos debrucemos sobre outras questões do concelho, voltaremos à Armona. Como é possivel, ele que bastante influenciou este PIR, deixe que se declare como ilegais casas que estarão mais legais que a casa dele no Farol? O homem que ameaçava avançar para Lisboa no caso das demolições nas ilhas barreira, e que não estavam sob a sua jurisdição, e agora venha declarar a casa dos outros como ilegais. 

Isto é um País entregue à bicharada! Onde está a coerencia desta gente?

domingo, 12 de dezembro de 2021

OLHÃO: A QUINTA DO LAGO DO PINA EM MARCHA!

 Decorria a campanha eleitoral autarquica de 2013 quando o Pina se lembrou que a grande aposta seria a transformação da Ilha da Armona na Quinta do Lago de Olhão.

Por essa altura ainda não havia o Plano de Intervenção e Requalificação (PIR) da Ilha, que esse só viria a ser elaborado em 2015. Havia sim a ideia de fazer  um estrada envolvendo toda a malha urbana com direito a algumas penetrações para permitir o acesso às viaturas dos bombeiros e de limpeza.

O PIR aprovado mandava demolir um numero elevado de casas, entre os quais, estabelecimentos iconicos do sitio.

Mas não foi por isso que o Pina discordou dele, contestando-o de tal forma que já foi objecto de outras versões, como a de Julho de 2020. No fundo ganhava tempo por causa da construção da rede de saneamento a que está obrigado se quiser a renovação da concessão.

E como não podia deixar de ser, até a rede de saneamento serve para ganhar tempo. Como se sabe as obras em cima das ilhas não devem ser feitas durante a época balnear. Apesar disso e depois de ter aberto concurso publico para a obra numa altura em que lhe permitia iniciar a obra nos finais de Setembro, eis que protelou por forma a que as mesmas só avancem em Fevereiro de 2022.

Pelo meio, e às escondidas dos moradores da Ilha, foi aprovada a ultima versão da proposta de PIR em Fevreiro de 2021, como sepode ver na imagem a capa do Relatorio que a seguir reproduzimos


Quando utilizamos a palavra "moradores", o que vai contra a nova versão do Pina a esse respeito, recordamos que quando o casal inglês foi manifestar-se para a porta da câmara, ele, Pina, afirmou ter recebido os moradores da Ilha no salão nobre dos Paços do Concelho. Para isso eram moradores, mas quando não lhe convem diz que não o são!

Por alguma razão, este PIR é escondido das pessoas, em especial daquelas que votam ou podem influenciar o sentido de voto. Para começar, são sinalizadas 329 casas em zona de risco, a que acrescem mais umas quantas (por detrás do Tolinhas) que devem transferidas por permuta de lotes.

Só que foi delineada uma  estrategia que vai permitir que a casa dos ingleses se mantenha de pé por mais uns anos enquanto muitas outras irão abaixo. Estrategia que consiste na definição de prazos longos em função do avanço das aguas do mar.

Claro que não só o Relatorio precisa de uma leitura mais atenta e se possivel em conjunto, como as proprias plantas devem ser bem analisadas.

Porque o texto já está demasiado extenso, por aqui nos ficamos, com a promessa de voltarmos ao assunto após uma analise mais cuidada a todos os elementos que constituem este PIR.

Que os moradores da Ilha se unam e deem luta ao pequeno ditador!

sábado, 11 de dezembro de 2021

OLHÃO: O PRESIDENTE DA PROPAGANDA!

 A câmara municipal de Olhão mandou, para a comunicação social regional, a noticia da aquisição dos terrenos da antiga litografia para neles construir mais 288 fogos a custos controlados.

Depois de ver aprovado pela assembleia municipal a compra para os terrenos, chegou agora a vez da concretização do negocio.

Mas não vai resolver o problema da habitação do concelho e menos ainda para os reformados que por via da aplicação da Lei Cristas e mantida pelo governo do Costa, vêm sendo desalojados.

E como se não bastasse a tal lei, a politica definida pelo presidente é de molde a favorecer o despejo dos moradores a sul do caminho de ferro, que ele pretende seja, toda ela, uma zona como agora se diz "prime", com a consequente valorização e venda dos imoveis.

Os empreendimentos a custos controlados previstos pelo presidente são direccionados para os mais jovens, deixando os mais velhos de fora.

Mas não se iludam com estes empreendimentos, já que as verbas provêm do Plano de Recuperação e Resiliência e foi a propria UE quem fez alocar uma elevada verba para a construção de imoveis para pessoas com menos poder de compra.

Mas não se tire algum merito ao presidente embora ele não diga a verdade, cingindo-se apenas uma parte e usando-a como propaganda politica, tal como se pode ler em https://barlavento.sapo.pt/algarve/olhao-avanca-com-segunda-fase-da-habitacao-a-custos-controlados?fbclid=IwAR3U_AhtITSqKnuUYOa8gVh7GeISj4H1Iml-qalNJTzu_m4TtfFwk-r4AlE.

Veja-se o caso dos 54 fogos que ele diz estarem a crescer a bom ritmo, o que não é totalmente verdadeiro. Em dois terços da obra vê-se o crescimento do esqueleto, a fase mais rápida porque como se sabe, faltam fazer as paredes, canalizações, instalação electrica, portas e janelas, e ainda os acabamentos finais, os mais demorados.

Na imagem seguinte pode ver-se que o terço da obra que dá para a Rua Antonio Henrique Cabrita continua parado devido ao embargo, e pelo andar da carruagem, ainda vai levar algum tempo antes de ser desbloqueada a situação.


Muita propaganda e pouca acção!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

OLHÃO: PARA ONDES VAIS OLHANENSE?

 Os tradicionais clubes de futebol que tinham fortes ligações à terra e às populações foram praticamente extintos, relegando a prática desportiva para segundo plano ao enveredar pelo mundo  dos negocios. Nalguns casos, foram criadas sociedades anónimas com o objectivo de proteger o património dos clubes, ficando este na posse dos clubes, mas noutros casos as SAD tornaram-se centros de compra e venda de jogadores, autenticas lavandarias de dinheiro.

Quem acredita que alguem sem qualquer ligação à cidade ou ao clube venha comprar uma SAD sem ter na mira o retorno e lucro sobre o dinheiro?

No caso da SAD do Olhanense, as noticias que vieram a lume, não são as melhores. Ao longo dos anos, os clubes pequenos sempre tiveram dificuldades, mas em regra acabavam por cumprir com as suas obrigações. Mas hoje são as SAD que criam problemas aos clubes não cumprindo com estes, levando-os para caminhos tortuosos.

Comecemos então pela situação dos jogadores, que para todos os efeitos são trabalhadores, com deveres mas tabem direitos que não estão a ser respeitados, como se pode ver pela imagem seguinte  e que me foi enviada por leitor assiduo


É sempre triste ver alguem que está dependente do salario cair nesta situação e pior ainda quando a maioria destes jogadores (trabalhadores) não tem qualquer hipotese de adquirirem a sua independencia através do futebol, já que os seus salarios não lhes permite fazer poupanças para o futuro.

Mas não deixou de ser curioso a reacção  de alguns adeptos à  noticia, discordando da sua divulgação. Tambem eles são trabalhadores e certamente não gostariam de ver os seus salarios atrasarem-se. O amor clubista, a rasar o fanatismo, não deve, nunca, virarem-se contra aqueles que cumpriram com a sua parte; pelo contrário, eles devem apoiar quem passa por estes momentos de aflição, tanto mais que estamos perto do Natal e eles têm, como todos os outros familia.

Sabemos também que a SAD não paga, há meses senão anos, o fornecimento de agua ao Estadio, com a empresa municipal a fingir que não sabe, e "quando sabe" não pode corta-la porque estamosem periodo de pandemia. Fosse o jogador com o salario em atraso que não pagasse e logo enviavam alguem para lhe cortar a agua! Dois pesos, duas medidas para o mesmo tipo de situação!

A SAD deve ao clube cerca de trezentos mil euros, criando-lhes dificuldades de tesouraria, mas os nossos autarcas continuam a apoia-la, fingindo ignorar a situação. Mais preocupados com os resultados desportivos do que com o futuro do clube, que para eles até podia fechar portas. Afinal o que dá votos é o que se passa no Estadio.

Os nossos leitores devem pôr os olhos no que se passa com a SAD dos pasteis de Belem e do que ela tem feito ao historico clube da capital. É só mais uma onde alguem que se diz socialista meteu a pata!

CUIDEM-SE!

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

FUZETA: QUE RICAS PRENDAS

 Talvez seja uma prenda de Natal, mas para nós que estamos habituados às jogadas do poder local, duvidamos das boas intenções dos nossos governantes.

A câmara municipal de Olhão fez publicar no portal Base do governo, o contrato para a elaboração do Projecto de Reabilitação e Musealização do Edificio do Instituto de Socorros a Naufragos, na Fuzeta. Não se pense que por via disso as obras avancem no imediato, porque o prazo para a conclusão do estudo pode  vir  a ser, e não passa de um estudo. As obras serão para depois.


É obvio que temos de concordar que a recuperação do edificio e o seu futuro funcionamento é bem vindo, ainda que tenhamos algumas duvidas quanto à sua concretização. É que em Olhão, existe um importante espolio da industria conserveira, na posse da autarquia, que tem andado aos trambulhões apesar do muito badalado museu das pescas e conserveiro.

Mas também porque a atitude  da autarquia, particularmente do seu presidente, em relação à Vila da Fuzeta, deixa muito a desejar, já que toma as decisões mesmo que contra a vontade da população, como é o caso do Parque de Campismo e não só!

A 12 de Julho também o presidente assinou um contrato para a empreitada de Requalificação do Largo Dona Benedita Tavares Oliveira - Fuzeta.

Naquele largo juntavam-se os velhos pescadores para jogar às cartas e pôr a conversa em dia à sombra das arvores que ali haviam. E assim passavam o tempo. Mas parece que o presidente tem alguma alergia às pessoas do mar, ou não tivesse ele mandato vedar o largo, por altura das eleições, impedindo o acesso e o passatempo das pessoas.

Mas daí para cá, não passou disso mesmo. O contrato foi assinado como se pode ver na imagem seguinte


Supostamente, a obra estaria concluida no prazo de seis meses, mas nem sequer começou.

Pergunta-se a razão de tanta pressa em correr com as pessoas se não está nas intenções da câmara a concretização da obra? Será que vai acontecer o mesmo com o edificio do salva-vidas?

domingo, 5 de dezembro de 2021

OLHÃO: QUEM DIRIA QUE A CÂMARA NÃO TEM DINHEIRO?

 Pela publicação nas redes sociais do vereador eleito pelo PSD, ficámos a saber que o mesmo teria questionado o presidente da autarquia sobre a situação das condutas nas ruas perpendiculares à 18 de Junho, e também da resposta que obteve.

Tal como era esperado, fazer uma obra de fundo custaria muito dinheiro, dinheiro que a autarquia não tem. Habilidoso ou ardiloso, esqueceu o edil, que ninguem pede que a substituição das redes de agua e saneamento seja feito de seguida, num ano ou num mandato.

Em primeiro lugar seria necessário fazer o levantamento das redes para depois calendarizar o faseamento das intervenções a fazer, marcando um prazo para a plena concretização que poderia ser de oito anos, o equivalente a dois mandatos.

Esqueceu o presidente, que no seu pasquim de campanha afirmava ter construído mais de 4,5 kilometros de saneamento básico. Para isso houve dinheiro, mas tratava-se de dar algum apoio a amigos, camaradas ou investidores. Obra Feita, dizia ele!

Para corrigir os erros cometidos pela autarquia, que permitiu que fossem feitas ligações de saneamento domestico às redes de aguas pluviais, ou para substituir condutas com mais de setenta anos, para isso não há dinheiro, mesmo que seja para fazer por fases.

A atitude do edil mostra bem quais as suas prioridades, gastando o dinheiro em operações de cosmética, procedendo a requalificações sem requalificar o que fica escondido debaixo dos tapetes de alcatrão.

As pretensas requalificações têm custos demasiado elevados para os residentes no concelho há decadas, fazendo subir os preços das casas para valoes incomportaveis, compelindo os mais carenciados a alienarem o patrimonio familiar, na crença de que a seguir vão comprar uma casinha mais barata. Nada de mais errado! A seguir vão ter de pagar mais de aluguer do que do emprestimo ao banco.

Com estas politicas, continuaremos a ver esgotos urbanisticos a descarregar em linhas de agua ou nas aguas pluviais. Essa não é prioridade por mais slogans de Ria Limpa que apresentem. E tambem continuaremos a pagar as perdas de agua na rede por essa não é uma prioridade.

A factura da agua é pesada? Então quem há-de pagar as perdas se não os otários?

sábado, 4 de dezembro de 2021

OLHÃO: BURACO A BURACO, O REGRESSO À NORMALIDADE!

 Mal tomou posse, o presidente da câmara vangloriou-se de começar a obra, que ficara de fazer durante a campanha eleitoral. Obra essa que consistia na repavimentação de toda a zona entre a Rua Mestre Manuel Martins Garrocho e chegava até à Rua Alfredo Keil.

Logo na altura chamámos a atenção para o facto de as condutas de agua estarem envelhecidas, com setenta anos, ultrapassando o tempo de vida util, e por isso a precisarem de ser renovadas. Mas aaim não o entende o edil cá do burgo. As condutas de agua e saneamento ficam deibaixo do alcatrão, e as pessoas apenas veem o alcatrão e não o mais importante.

Mas o pouco tempo que medeia entre o inicio da obra de repavimentação e as roturas vieram mostrar que afinal, varrer o lixo para debaixo do tapete, pode disfarçar mas nunca resolver.

Depois de abrir um enorme buraco na Rua Joaquim do Ó, outro surgiria na Manuel de Oliveira Nobre. Mas agora surgiu, ontem, mais um na Rua Joaquim do Ó.


O algodão não engana! Mas as imagens também não e reportam o resultado do trabalho inegavel dos trabalhadores da Ambiolhão, obrigados que estão a colocar remendos atrás uns dos outros.
Uma coisa é certa, é que buraco após buraco, as ruas recentemente repavimentadas vão regressando à sua normalidade de remendos.
Claro que temos de fazer mais uma observação que é a da factura da agua que a Aguas do Algarve cobra ao municipio.parte da qual se perde nestas roturas.Mas como são os municipes que pagam as asneiras da câmara e não a autarquia, prossegue-se a vida mantendo os canos podres, prestes a rebentar. Isto é que vai uma gestão eficiente  da gua.... até que sejamos obrigados a raciona-la.
É o regresso à normalidade anormal!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

RIA FORMOSA: SEM POLUIÇÃO, DIZEM ELES


 
As imagens acima reportam a resposta da Comissão Europeia, a propósito de uma  queixa por violação de uma directiva comunitária sobre as descargas de aguas residuais no meio receptor, neste caso a Ria Formosa.
A queixa pronunciava-se essencialmente sobre as descargas de aguas residuais urbanas através das linhas de agua ou da rede de aguas pluviais.
Como se depreende da resposta, as autoridades nacionais, distorceram a matéria da denuncia, fazendo crer que se tratava sobre o funcionamento das ETAR, o que não corresponde à verdade.
Embora não tenhamos ilusões quanto à natureza do Poder politico no nosso País, não podemos nem devemosdeixar de realçar que as familias politico mafiosas que nos têm governado, são parceiros de má fé, não admitindo a realidade dos factos, procurando a todo o custo esconder os crimes que vêm cometendo para não fazerem o que seria correcto.
Mas isto também só acontece porque da parte civil, não há uma mobilização para lutar contra isto, com o poder autarquico, neste momento o principal responsavel pelos focos de poluição na Ria, a exercer uma enorme pressão  sobre as associações e seus associados, concedendo-lhes alguns bonus, para os silenciar.
Bem pode  a Comissão Europeia  arquivar que pela nossa parte, não deixaremos de continuar a reclamar, fazendo uma nova exposição.
O Estado português já foi objecto de dois processos por infracção da legislação comunitária e só deixaremos de lutar quando a câmara municipal de Olhão corrigir os crimes quetem cometido,a não ser que a dita UE os obrigue a isso.
No entanto chamamos a atenção para o facto da queixa ser feita em nome singular quandose feita em nome de uma associação teria outro peso.
REFLITAM!

terça-feira, 30 de novembro de 2021

RIA FORMOSA: OSTRAS A MAIS!

 Não somos apenas nós que o dizemos, mas o próprio governo admite que é necessário travar a produção da ostra japonesa, para não colocar em causa outras espécies, pelo que fez publicar uma portaria que aponta para a realização de um plano de controlo da produção desta espécie, como se pode ver em https://dre.pt/dre/detalhe/portaria/266-2021-174825434.

As entidades encarregues da elaboração de um tal plano são o IPMA e o ICNF e têm um ano para o fazer, de acordo com a portaria publicada na passada quinta feira.

Para nós, deixar isto nas mãos destas duas entidades, é branquear tudo aquilo que se tem feito nesta matéria, começando desde logo pelo ICNF. O Regulamento do Parque Natural da Ria Formosa não permite a introdução de espécies exóticas, mas a direcção do Parque, organismo que faz parte do ICNF, sempre fechou os olhos, como se não houvesse produção desta espécie na Ria.

É do conhecimento geral, que os viveiros existentes se destinavam à produção de ameijoa e que, sem qualquer licença ou autorização, mudaram de actividade. Claro que agora, o IPMA virá branquear a situação, declarando que todos eles estavam licenciados para tal. Se a memória não nos falha, só um tinha uma autorização a titulo precário e foi emitida em nome do falecido pai  do ex-deputado municipal e ex-vereador Carlos Martins, para um viveiro na zona da Fortaleza.

Todos os outros, foram objecto de adaptação, sem licenças,mas como neste faz de conta de país, tudo se pode fazer é natural que aleguem que o uso continuado das concessões para a produção de ostra, confira o direito a produzi-las, nos termos que se prepara para a elaboração do plano de controlo.

Curiosamente, o decreto que abre a porta para a introdução da ostra japonesa ou do pacifico na natureza, data de 2019 e transpões uma directiva comunitária com alguns anos. Tarde e a más horas, como sempre em matéria de ambiente.

Não somos contra a produção de ostras, mas defendemos que a unica ostra que deve produzida no nosso país é a ostra portuguesa, tal como o citado ICNF fez no Sado.

E também sabemos que os donos da Ria, que são contra a luta por uma Ria sem poluição, que não são capazes de se pronunciar quanto à outra espécie exótica,  a Caluerpa prolifera, tudo farão para manter a produção da ostra japonesa. E aí terão o Pina à cabeça! Interesses, apenas interesses, acima do ambiente!

domingo, 28 de novembro de 2021

OLHÃO: OBRA À VISTA!

 Obra à vista, foi o slogan de campanha eleitoral do partido dito socialista. Mas que obras foram essas? De entre elas, porque já fora contratualizada, a repavimentação das ruas entre a Mestre Manuel Martins Garrocho e a Manuel de Oliveira Nobre. Logo surgiram os lambe cus do costume a aplaudir a acção do Pina por mal acabara de tomar posse e já estava a concretizar a tal obra à vista.

Tão lestos a bater palmas mas tão lentos na reacção critica aoque correu mal. É que mal acabara de ser repavimentada Rua Joaquim do Ó e já era feito um enorme buracão. Pelos vistos estão à espera da abertura de mais buracos para depois concertarem todos de uma só vez e por isso esta rua continua como a imagem seguinte documenta


Até parece alcatrão mas não é, e foi trabalho do pessoal das obras ali perto. Mas subindo a rua fomos encontrar um elemento estranho à câmara municipal de Olhão. Trata-se da tampa de um colector de aguas, produzida para uma câmara começada por letra A, podendo ser de Almada, Albufeira ou de Alcoutim para não falar de outras.

Coloca-se então a questão de saber se a CMO as pediu emprestadas, se foi erro do fornecedor, se foi a empresa que procedeu á repavimentação, sem esquecer que faz uns tempos atrás que este tipo de tampas era roubadas.

Compreende-se que a CMO esteja pobrezinha e tenha de adquirir este tipo de material, sabe-se lá em que condições. Dirão alguns, os lambe cus do costume que se trata de um acto isolado, esquecendo que logo na rua a seguir, a Sacadura Cabral, outra tampa
Porque não temosqualquer obrigação nesse sentido, deixámos de olhar para o chão para não encontrarmos mais nenhuma obra à vista como as atrás reportadas.
Mas constatámos que enquanto decorriam as obras de repavimentação, a Ambiolhão procedia à colocação de um colector na lado poente da Rua Capitão Nobre. Normal, normalissimo até porque se previa que também essa viesse a ser repavimetada. Só que a Rua Manuel de Oliveira Nobre foi repavimentada e um mês depoisforam colocar um colector novo, como se pode ver na imagem seguinte

Buraco, a buraco lá se vai vendo obra. Digam lá que não é obra à vista?
Daqui a mais uns meses todas estas ruas estarão prontas para serem repavimentadas, porque quem tem a obrigação de planear, organizar estas intervenções, primeiro arranja para depois poder arranjar, uma forma de manter o posto de trabalho. Ele há com cada dirigente!

sábado, 27 de novembro de 2021

OLHÃO: CENTRO DE VACINAÇÃO OU DOENÇAS?

 A câmara municipal de Olhão fez saber, através da imprensa regional e também da sua pagina na internet que reabriu o Centro de Vacinação, como se pode ler em http://www2.cm-olhao.pt/destaques2/3042-autarquia-investe-no-reforco-da-vacinacao-dos-olhanenses.

Com o concelho a preparar-se para chegar ao podium dos concelhos com mais infectados no Algarve e conforme as directrizes apontadas pelo governo, de atraso na campanha de vacinação de dois meses, foi preciso o aumento exponencial do numero de casos que levou à reabertura do centro de vacinação.

De forma pouco cuidada e mal organizada, parece que o objectivo se resumia a retirar as pessoas do Centro de Saude onde se vinha efectuando a vacinação. Pelo menos é o que de momento sobressai da reabertura do Centro de  Vacinação.

Duas bichas, uma para os que têm marcação, outra para a Casa Aberta, sendo que nenhum delas está identificada, com as pessoas a não saberem em que bicha se integrar, sujeitando-se a perder a vez caso se trate de marcação porque  não  há quem o explique.

Na anterior campanha,a câmara chegou a montar uma tenda para que as pessoas não ficassem ao frio ou chuva. Desta vez não há nada. Ontem, a temperatura ao final de tarde estava um pouco baixa  mas na véspera, foi bem pior, com algumas pessoas a estarem sujeitas àquilo por mais de duas horas.

Sendo uma doença que ataca mais nesta altura do ano por força do aumento da humidade e da baixa das temperaturas, não se encontra explicação para isto, a não ser que se pretenda que aquela exposição venha criar mais doenças.

Por outro lado, durante a semana o horário de funcionamento do Centro é das 13:00 horas até às 19:00 mas aos sábados e domingos começa às 09:00 horas. Vá-se lá perceber a razão destes horários.

Sendo uma criação da responsabilidade da câmara, que até tem um vereador para o pelouro da saúde, e tendo em conta a experiência anterior, nota-se a falta de organização, mas isso pouco importa, porque importante é encher a imprensa regional com noticias que sugerem a excelência de serviços que afinal não funcionam como deviam.

Batam palmas, que assim é que está bem!

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

OLHÃO: RUAS AO ABANDONO!

 Tirando as ruas da baixa da cidade, a maioria das restantes apresentam-se mal cuidadas se não mesmo abandonadas, com passeios esburacados, crateras nos pavimentos e caixas que representam um perigo.

Rara será a rua que não tem infraestruturas de telecomunicações, electricidade ou gaz, para não falar nas de agua e saneamento. Ainda que a manutenção de algumas delas não seja responsabilidade da câmara, esta tem a obrigação de chamar a atenção das entidades delas exploradoras.

No extremo sul da  Rua Antonio Henrique Cabrita, está uma caixa da EDP que apresenta sinais de degradação. Para alem do mau aspecto, é perigo que ela representa para algum condutor menos atento. Felizmente, a caixa está num lugar de estacionamento e não na faixa de rodagem, como se pode ver na imagem seguinte.


Há uns dias atrás, alguem com a percepção do risco, enfiou um tubo por forma a chamar a atenção dos condutores, mas agora o tubo está tombado e qualquer um pode cair na ratoeira. Seria isto posssivel se fosse na Avenida 5 de Outubro?

Mais de uma semana e ninguem da autarquia viu ou vê isto. Parece que andam distraidos com a luta pelo poder e as ruas da cidade ficam abandonadas. Mas também o que se pode esperar de uma zona que não é da fina flor da sociedade olhanense.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

OLHÃO: OSTRAS APREENDIDAS!

 Segundo nos dá conta o Algarve Primeiro, em https://www.algarveprimeiro.com/d/saiba-porque-foram-apreendidas-quatro-toneladas-de-ostras-em-olhao/41737-83, a GNR apreendeu quatro toneladas de ostras que devolveu ao meio natural. Esta é uma história mal contada, muito mal contada!

As ostras apreendidas são da espécie  Cassostrea Giga, uma espécie exótica que nem devia ser produzida na Ria Formosa, mas porque causa da santa economia, as entidades responsáveis pelo conservação da natureza aceitam, quando noutros locais impuseram a produção da ostra portuguesa.

São produzidas em viveiros, dentro de sacos feitos com fibra plástica e colocados em cima de mesas de ferro. Nada disto é, para as autoridades, poluente ao contrario de um tijolo para proteger os viveiros. Mas se são produzidas em viveiro (cativeiro) como foram devolvidas ao meio natural? Abriram os sacos e despejaram-nos?

Diz-se que foram apanhadas a serem metidas numa carrinha sem o documento fito-sanitário. Que saibamos, o que é exigível é uma guia de transporte e apresentar nos serviços da Docapesca. Quanto aos viveiros classificados para a produção de ostras como sendo de classe A, os bivalves podem ser comercializados sem necessidade de irem à depuradora.

É curioso ver que foi na transferência do barco para a carrinha, mas sendo assim, como vão fiscalizar as ostras do Pina se entram directamente da rampa para o armazém? Quem diria que até na produção de ostras, o Pina está impune por mais irregularidades que cometa, enquanto os outros são perseguidos.

Um sistema a cair de podre e caduco!

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

OLHÃO: LUTA PELO PODER!

Na sequencia das eleições autarquicas, alguns ditos socialistas manifestaram em off, o seu mal estar em relação à gestão do presidente Pina.

De entre eles, destaca-se o Sergio Nicolae, o mesmo que em tempos ameaçou "puxar fogo" à sede da JS, que nas redes sociais desabafou o seu desagrado, como se pode ver na imagem seguinte

O que o Nicolae não diz é que ele proprio queria ser candidato à presidencia da Junta, mas que abdicou a favor de um outro camarada. Entretanto, é o vereador João Evaristo quem propõe o nome do actual presidente de Junta.
Para quem conhece os meandros da politica dita socialista local, o Evaristo só avança com a proposta porque tal lhe foi encomendado pelo patrão Pina, que não queria nem o candidato a candidato nem o Nicolae. Se alguem espetou a faca nas costas dos candidatos a candidatos foi o Pina!
Pelo meio, realizou-se um almoço entre ditos socialistas e que contou com a participação do João Evaristo, almoço onde foram manifestadas algumas inquietações com o rumo do falso partido socialista em Olhão.
Depois do chumbo do orçamento e que ditou a convocação de eleições antecipadas, logo algumas figuras começaram a fazer-se a um lugar cimeiro, não para servir o país e os portugueses mas os interesses pessoais e de quem seja capaz de proporcionar bomns negocios.
De entre os candidatos a um lugar governativo, que até pode ser de secretario de estado, encontra-se o Pina. Embora na nossa opinião, isso só é possivel, não pela qualidade do candidato mas pela condição de portador de um  cartão socialista.
Se isso se vier a concretizar, já se aventa o problema da sucessão, que de acordo com a lei, o lugar deixado vago será preenchido pelo candidato seguinte na lista de canadidatura, neste caso a vereadora que já disse em off que a forma como os destinos da autarquia têm sido conduzidos lhe retira as condições para o exercicio do cargo; segue-se então o terceiro na lista, mas antes a vereadora terá de abdicar o que não será muito credivel.
Do mesmo modo, quantos mais renunciarem aos cargos, mais serão os substitutos, alguns deles sem qualquer experiencia ou competencia para os cargos. Mais uma vez o cartão a funcionar.
O que é curioso ver, é o Nicolae, que apesar dos mimos que já lhe dirigimos, até consegue ser de entre eles o mais forte ideologicamente, mas que sempre encarou a politica como um campeonato de futebol e o partido como um clube, nunca despindo a camisola do clube.
Nicolae sabe, até porque foi assessor do Pina, as habilidades condenaveis cometidas pelos executivos nos ultimos mandatos, mas sempre os omitiu, porque enquanto assessor, sabia-lhe bem receber aquele vencimento sem ter de aturar os alunos na escola.
E porque a sabe toda, quando o Nicolae vem falar numa auditoria às contas da Junta, é porque elas deixam muito a desejar, estando neste caso a apontar o dedo ao actor.
Por outro lado, embora não vejamos qualidade para ser presidente de Junta, não será pelo facto de ser  tarefeiro que a não tem.
Afinal, a familia dita socialista está em estado de negação e com alguns sintomas de revolta contra o patrão. 
Não somos só nós, agora de dentro do proprio partido!

terça-feira, 23 de novembro de 2021

TRETAS OU NEGACIONISMO?

 Com a chegada da pandemia ao nosso País passou a entrar no quotidiano das pessoas a ideia do negacionismo, o qual serviria para recusar as evidencias de uma suposta verdade ou treta. Algo muito conveniente para o poder politico e par um certo sector empresarial.

Como é do conhecimento de todos, o ano tem quatro estações com caracteristicas climatericas proprias e com elas, a propensão para algumas doenças. A Primavera é um perido de transição do frio  para o calor; o Verão tem tempo seco e calor; o Outono faz a transição do calor para o frio e humidade, propois do Inverno a estação que se segue.

Ainda que possam surgir em qualquer epoca do ano, a Primavera é propensa às alergias, o Verão às micoses, o Outono às gripes, sinusite e bronquites e o Inverno com os resferiados e pneumonias. Neste ultimo caso, são as crianças e os idosos, os escalões etarios que se apresentam mais fragilizados.

O Covid 19, assume neste caso, as caracteristicas de uma doença de Outono/Inverno, mas não é tratada como tal, com o virus a   encontrar na humidade e nas baixas temperaturas as condições climatericas ideais para o seu desenvolvimento.

Chegados aqui, importa reflectir se a melhoria a que assistimos na Primavera/Verão passados se deveu à campanha de vacinação ou se foram as alterações das condições climatericas que o permitiram.

No final do Verão, foi anunciado a grande vitoria aos conseguir-se a vacinação de 87% da população portuguesa, para agora se verificar um grande crescimento de infectados, na maioria dos casos já vacinados.

Será que a vacina é tão eficaz como nos querem fazer crer ou  trata-se de proteger mais um negocio?

Por principio, a vacinação é uma medida preventiva e não de combate, e como tal deve ser feita antes da chegada do virus, tal como acontece com a vacina da gripe.

Sendo o Covid uma doença com caracteristicas do Outono/Inverno porque não foi feita a campanha de vacinação em Setembro/Outubro e permitiram que o virus se instalasse, para depois proceder à terceira dose de vacinação?

Também já se percebeu que a comunidade cientifica não se entende quanto à forma de combater a epidemia, mas é a versão oficial que nos é imposta, não admitindo o uso do contraditorio, censurando-o mesmo, como se o debate não fosse indispensavel para que todos conhecimento da realidade.

E é tão mais importante aquele conhecimento quando se trata de impor medidas restritivas dos direitos sociais e laborais como se elas, por si só resolvessem o problema.

Foram as autoridades que transmitiram a ideia de qua a mascara dava a falsa sensação de segurança; as mesmas que tanto falavam na imunidade de grupo que agora vemos, falharam. Mentiram-nos tanto que resta saber a verdade.

Certo é que com isto, alguns, poucos, viram as suas contas bancarias engordarem enquanto outros eram condenados à miséria e sobre esses não se fala.

Afinal, o discurso das autoridades é de treta ou quem quer o contraditorio que é negacionista?

Bem me podem chamar de negacionista mas só como o que quero!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

OLHÃO: OS JARDINS DA DISCORDIA!

 Quanto mais tempo passa, mais são as pessoas que se manifestam contra os trabalhos executados nos Jardins de Olhão.

Quando avançou para a obra, o Pina dizia que o Jardim Patrão Joaquim Lopes era fruto do romantismo do Estado Novo, mas parece que ele é um saudosista desses tempos embora nunca os tenha vivenciado.

Claro que também conta com alguns defensores da obra realizada, utilizando os mais diversos argumentos. E têm esse direito embora não signifique que estejam correctos tais argumentos.

Recordando esses tempos, os recreios das escolas eram de terra batida e ali se praticavam as mais variadas actividades ludicas, mas nos dias que correm, esses espaços estão vedados e impermeabilizados, não permitindo nem o acesso nem aquelas praticas.

Em diversos pontos da cidade também haviam espaços onde se praticavam aquelas actividades mas foram ocupados pelo urbanismo, não havendo lugar para um campo de futebol e das outras actividades, agora substituidas pelos tablets, telemoveis e outros que à epoca não existiam.

Supostamente, os jardins eram espaços que deviam ter arvores e flores ou arbustos; podem ter relva também. Acontece que se entrou na era dos espaços "verdes". a relva, mictorio dos câezinhos, porque não há uma pequena cerca de protecção. Assim, enquanto noutros paises, as pessoas procuram este tipo de espaços para se estenderem ou fazer alguns piqueniques, é agora substiuido pela urina e cócó dos animais, que não têm culpa de quem os leva ao jardim como se fossem à casa de banho.

Como saudosista do Estado Novo, o Pina teve a lembrança de criar espaços de terra batida sem dizer o que pretendia, embora saibamos que ele tem alergia a tudo que liberte folhagem.

Como se pode ver na imagem roubada do Grupo Olhão Cidade e Concelho, da autoria de Jessica Mendes e que repoduzimos de seguida

Não satisfeito com isso, os parques infantis foram brindados com um tapete de brita, que é para as crianças verem como sofriamos naqueles tempos.
Assim, do romantismo que ele dizia ultrapassado ele adere ao saudosismo do mesmo regime. Isto é que vai um socialista de meia tigela!

domingo, 21 de novembro de 2021

OLHÃO: O ESGOTO DO PORTO DE PESCA

 Esta semana, a linha de agua que vem do Brejo e desagua no topo norte do porto de pesca, descarregou bastante porcaria como se de um esgoto se tratasse, de tal forma que a empresa municipal de ambiente, a Ambiolhão  foi chamada a intervir, conforme o seu comunicado que pode ser lido em https://www.facebook.com/ambiolhao/posts/624108842270594.

Diariamente acontecem descargas de esgotos por aquela linha de agua só que não com a dimensão desta. Depois das chamadas ligações clandestinas, seguem-se as ligações  desconhecidas, estas mais próximas da verdade. Diz a Ambiolhão que pesquisou no lado sul do caminho-de-ferro, onde nada encontrou, mas tambem no lado norte, tendo encontrado um obstrução na Rua da Olivença que fez desviar o esgoto para a linha de agua, obstrução essa que foi corrigida. E quando voltar a acontecer?

Já se passaram bastantes anos desde a ultima construção nesta zona não se percebendo como podem haver ligações clandestinas ou desconhecidas, mas será sempre uma boa desculpa, para não reconhecer a necessidade da construção de uma rede de saneamento nova, sem estes inconvenientes.

Curioso é no entanto que a Ambiolhão venha admitir que se trata da linha de agua que vem do Brejo, não fazendo parte da rede de aguas pluviais, embora aquela linha tenha sido encanada a partir da horta do Salero, como era cohecida.

Esta linha de agua encanada não tem tampas de colectores, atravessando a Avenida D. João VI, prosseguindo pelas traseiras das escolas do Bairro da Cavalinha, por baixo dos prédios entre as ruas João da Rosa e Olivença, seguindo pela rua até à antiga Fabrica do Tomate, atravessando o caminho-de-ferro e passando por baixo da Bela Olhão.

Pergunta-se como foi possivel que a câmara autorizasse a construção de edificios em cima da linha de agua, quando a lei manda que se respeite uma distancia de dez metros para cada lado das linhas de agua? E já agora, como aprova um plano de pormenor em que se constroi com uma volumetria exagerada em cima da linha de agua?

Por mais que façam, as descargas de esgotos através desta linha de agua vão continuar, a não ser que façam umas obras decentes.

Clandestinas são as acções da câmara municipal, presidida pelomeu amigo Pina!

sábado, 20 de novembro de 2021

RIA FORMOSA: QUE FUTURO?

 Na semana que agora termina, foram largados na Ria Formosa, 6o cavalos marinhos, reproduzidos em cativeiro, pelo CCMAR, como se pode ler em https://www.publico.pt/2021/11/16/ciencia/noticia/libertados-cavalosmarinhos-ria-formosa-travar-queda-populacao-1985195.

Parecendo uma boa noticia, ela deixa muito a desejar, porque as perspectivas de futuro para a Ria são algo sombrias. Ainda que a ciência tenha o seu lugar, a verdade é que também é necessário ao serviço de quem ela está, e pelos vistos serve a muito boa gente mas só traz restrições para quem vive da Ria.

Tal como se diz na peça, o primeiro levantamento da colonia de cavalos marinhos foi feito por uma biologa canadiana, que na sua viagem ao local verificou que a colonia tinha sofrido uma grande quebra. Na altura foram apontadas algumas causas, de entre elas duas sobressaiam; a poluição e a forma como fundeavam os barcos no habitat daquele peixe. Estávamos então no inicio do século.

Entretanto passaram-se vinte anos, mas pelo meio, em meados de 2010/2011, surge a alga Caulerpa, que há mais de cinquenta anos não era avistada na Ria, segundo os investigadores do CCMAR, mas que nenhum pescador viu em toda a sua vida.

Há quem diga, que enquanto o CCMAR procedia à transposição da seba para o Portinho da Arrabida, plantava a Caulerpa. Claro que o CCMAR nega esta versão, até porque deu asneira, mas uma asneira desculpavel na medida em que pode ajudar na descarbonização.

Segundo relatos de quem vive e trabalha na Ria, a Caulerpa tem vindo a ocupar o lugar da seba, o habitat natural do cavalo marinho. Uma alga que apodrece os fundos e que não serve de abrigo para a desova das diversas espécies, outrora abundantes na Ria.

Mas o CCMAR também reconhece que a Caulerpa não permite o desenvolvimento de uma pequena especie que serve de alimento ao cavalo marinho.

Porque não se faz um levantamento das especies que existiam na Ria e que desapareceram? Porque não se reproduzem artificialmente essas especies com o objectivo do repovoamento da Ria?

É facil apontar o dedo à pesca mas então para que serve o mar se não for como fonte de alimento? Para transferir a poluição feita em terra e despejar no meio natural, a Ria Formosa, como é o caso das ETAR!

Parece ser por demais obvio, que o que se prepara na Ria, é a destruição de todas as actividades economicas tradicionais, criando as condições para que cada vez menos se produzam as espécies que eram o suporte da vida de milhares de pessoas.

Não é por acaso, que grandes organizações empresariais apoiam este tipo de iniciativas, organizações que nunca tiveram a mais pequena preocupação com a vida na Ria e menos ainda com as populações que dela dependem.

Vejam no link quem é que apoia esta cagada e perceberão qual o futuro que se desenha para a Ria.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

OLHÃO: PRESSIONAR PARA VENDER BARATO!

 A rua José Feliciano Pereira Leonardo, a que vai da Avenida até à Rua Gil Eanes, está interrompida na Rua Manuel Tomé Viegas Vaz, com baias para impedir a circulação automovel, porque as antigas instalações da creche da Fabrica Coco, apresentam alguma degradação, com queda de rebocos. E por isso foram vedados os dois edificios de ambos os lados da Rua.

Das duas, uma. Ou os prédios ameaçam ruir e aí haveria lugar a uma intervenção da Protecção Civil, presidida pelo presidente da câmara, António Pina, ou então será mesmo pelo estado de degradação.

Por isso, consultámos a pagina na internet da câmara e não encontrámos nenhum edital notificando o ou os proprietários  para procederem a obras, tal como manda a Lei.

Por outro lado, a câmara pode tomar a posse administrativa dos edificos e proceder às obras necessárias para impedir a continua degradação.

O que não faz sentido, é cortar pura e simplesmente o transito sem acompanhar essa medida de outras correctivas do problema, notificando os proprietarios ou pela posse administrativa e fazer as obras, apresentando mais tarde a conta.

Não devemos esquecer que a câmara já o fez no edificio do antigo Riasol apenas porque era mal frequentado e ninho de ratos.

Importa ainda analisar a atitude da autarquia neste caso. É que se não notifica ou faz obras será porque os edificios não ameaçam ruir, embora possam representar algum risco para quem circula ali. Não sendo por uma ou outra razão, poderá chegar-se à conclusão que se trata de uma antecipaçâo à Area de Reabilitação Urbana, com a qual se pretende dar um ar novo à zona.

Se tiverrmos em conta que dez metros mais à frente mandaram limpar os restos do armazem que fazia parte da antiga Fabrica Coco, então estamos a assistir à limpeza, com o objectivo de forçar os proprietarios, não a fazer obras, mas a vender, algo que já foi publicitado, por preços inferiores aos de mercado.

Tendo em conta as pressões que têm feito para correr com os moradores do bairro do Xavier, acabar com os armazens da Avenida 16 de Junho, parece estarmos efectivamente perante mais uma manobra de pressão para satisfazer interesses alheios.

O pequeno ditador age como se fosse o dono disto tudo, passando por cima de tudo e todos, e estando no ultimo mandato, está na hora de arranjar uns testas de ferro para enriquecer. Quem sabe o que esconde por detrás destas medidas?

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

OLHÃO: FRENTE RIBEIRINHA VAI PARA ESTUDO

 O pequeno ditador em presidente de câmara, assinou um contrato com o LNEC para o estudo do modelo numerico da hidrodinamica e da qualidade da agua na frente ribeirinha da cidade de Olhão, como se pode ver em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=8339974.
É curioso verficar que o Pina só defende a descentralização para o que lhe convem mas não procede da mesma forma em relação àquilo que diz respeito a toda a população do concelho a que preside.
Não é por acaso que é mandado elaborar este estudo, e sabedores da forma de pensar do edil, boa coisa não se adivinha.
A hidrodinamica tem a ver com as correntes, a acção das marés nos fundos e margens e nas suas consequencias. Longe vão os tempos em que se invocava a hidrodinamica para justificar a erosão  nas ilhas barreira, porque se torna conveniente quando é o poder que quer proceder à artificialização da frente ribeirinha. Muito conveniente!
Até que ponto vai esta artificialização? Será que servirá para justificar a abertura de um canal para aproximar a marina da Ilha da Culatra? Não nos espantaria já que a unica politica do Pina é fomentar o eixo turistico, mesmo que isso signifique o fim de actividades economicas tradicionais.
Mas se é assim quanto à hidrodinamica o que dizer da qualidade da agua para a qual o Pina nunca revelou a mais pequena preocupação, sendo a autarquia uma das grandes responsaveis pelo nivel de poluição da frente ribeirinha.
A qualidade das aguas, tendo em vista o fim a que se destinam é regulado pelo Decreto-Lei 236/98. Para responder à Comissão Europeia por via de uma queixa por nós apresentada e livrar-se da penalização devida, o governo de Coelho/Portas, inventou uma saía airosa, elaborando um Despacho a que as entidades limparam o cu, e que pode ser lida a primeira pagina na imagem que reproduzimos de seguida
A APA através dos seus Serviços Desconcentrados a ARH-Algarve ficou com a resposnabilidade da vigilancia da rede de aguas pluviais, função que repartia com a Aguas do Algarve e a Câmara Municipal de Olhão.
A ARH procedeu então à monitorização de toda a frente ribeirinha e od resultadosnão podiam ser pioresjá que nos pontos de amostragem se verificavam elevados niveis de poluição.
Com a queda do governo de Coelho/Portas, o presidente da ARH foi despedido por encomenda do Pina eas monitorização foram esquecidas. Vir agora fazer um estudo para a qualidade das aguas é no minimo ridiculo porque já se sabe da qualidade.
Acontece que estas insituições são dirigidas politicamente e não raras as vezes, quando lhes é encomendado um estudo, albardam o burro à vontade do dono, ou seja, escrevem aquilo que covem ao pagante.
Lembro-me de, em Março de 2010, quando o mar galgou a Ilha da Armona-Fuzeta, do LNEC ter apresentado um estudo em apenas 4 dias, um tempo record como o salientou o Ministério Publico no despacho de arquivamento de uma queixa, também por nós apresentada.
O País está entregue à bicharada!
Vamos acompanhar a situação, convictos de que o estudo dirá que as aguas são boas para uso balnear, porque o que está em causa são as praias urbanas do Pina. Bem podem os turistas tomar banho na merda!
É preciso muita lata!

terça-feira, 16 de novembro de 2021

OLHÃO: FALTA DE CONCERTAÇÃO NA ACASO, UM CASO A SEGUIR

 Os "donos" da ACASO, evidenciam os mesmos defeitos da gestão autarquica, ou não fosse o seu manda-chuva o cartilheiro do presidente da câmara.

A seita, porque é disso que se trata uma seita, socialista que domina a maioria das IPSS do concelho, não está disponivel para encontrar soluções de distribuição do seu pessoal, o que leva a duvidar das intenções.

Assim, promovem uma restruturação do Centro de Dia sem qualquer consulta aos trabalhadores que exercem funções naquele local de trabalho.

Como é de calcular as tarefas no Centro de dia são diversas, sendo uma deles a do apoio domiciliario, a qual requer uma abordagem diferente da que é prestada no Centro, E porque assim é, os trabalhadores deveriam ser consultados, para em concertação encontrarem a melhor solução.

Mas não pensa assim a direcção da IPSS. Então retiram os trabalhadores que exercem funções no Centro para os colocar exclusivamente no apoio domiciliario a tempo inteiro, sem que os mesmos tivessem sido ouvidos. Não têm direito a opinar, obedecendo à logica de que estão lá para trabalhar e não para opinar!

Acontece que o Centro de Dia tem mais utentes que o apoio domiciliario, mas preferem ir recrutar fora do que manter o funcionamento como até aqui, e que tem sido elogiado. Se há queixas não é pelo trabalho mas pela falta de qualidade da comida e de quem dirige os serviços.

Como é natural, os trabalhadores tinham as suas vidas familiares organizadas de acordo com o trabalho que tinham mas com a nova metodologia, os horarios e fins de semana todos mudados. Tudo porque a ideia é transferir o apoio domiciliario para novas instalações, a tempo inteiro, sem ter em conta a vida familiar de cada um.

Mas será realmente assim ou antes a intenção é a de criar insatisfação junto dos trabalhadores do Centro de Dia para que estes abandonem os postos de trabalho, nãolhes bastando os miseraveis salarios que lhes pagam.

É a escumalha dita socialista no seu melhor!

domingo, 14 de novembro de 2021

OLHÃO: O PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO LARGO DA FEIRA

 A imagem que a seguir reproduzimos foi"roubada" ao Nuno Miguel, a quem pedimos desculpa pelo furto.


Ainda não se sabe se é a pagar ou gratuito mas há questões nunca será demais lembrar, porque o nosso amigo Pina joga muitocom a ignorancia das pessoas.

A questão é que aquando da aprovação do Loteamento do Porto de Recreio estavam previstas a construção de 9 edificios, num total de 229 fogos, dos quais dos lotes 2A e 3A se destinam à Industria Hoteleira.

Já o estacionamento em espaço privado será de 107 lugares, o que ditaria no minimo, 122 lugares. Mas não se ficam por aqui. É que  no caso dos dois lotes referidos, é baseado na capacidade de alojamento, o numero de lugares em estacionamento em espaço privado deverá ter como referencia, um lugar/três camas, acrescido de 30% em espaço publico.

Desde logo prevê-se que para satisfazer a necessidade de estacionamento previsto para o loteamento ser bem superior aos 122 lugares, como acima dito, o que vai retirar muitos lugares no novo Parque.

Tudo isto pode ser visto na imagem que reproduzimos a seguir


Posto isto e sem falar nas situações de fogos com mais do que um carro, não nos parece que o novo Parque deva ser pago, e mais ainda, porque continuará a ser dificil estacionar aos sabados, dias em que os Mercados têm maior afluencia.

Batam mais palmas!