quarta-feira, 30 de setembro de 2020

OLHÃO: SURTO DE COVID NA ACASO, DIZ DGS!

Ontem foi noticiado que a DGS teria dito que havia um surto de Covid na ACASO, como se pode ler em https://www.facebook.com/groups/181666029034497/permalink/940917373109355/.
Mas antes disso e porque fora noticiado que naquela instituição, duas funcionarias e uma utente estariam infectadas, a entidade regional de saúde emitiu um comunicado em que presta vassalagem à toda poderosa familia Pina, que agora controlam o Algarve.


Onde anda afinal o coordenador destacado para o combate à pandemia na região? Quem coordena, ele ou o Pina? 
A verdade é que aquando do comunicado da Autoridade Regional de Saúde no Algarve, haviam doze funcionarias que mandadas para casa para impedir a eventual disseminação da doença.
Porque pai e filho são uns autênticos malabaristas na arte de desmentir as realidades, na pagina do município de olhão no facebook, logo fizeram questão de publicar o comunicado da ARS-Algarve, pensando que comiam por parvos os olhanenses.
Veio agora a DGS repor a verdade, dizendo haver um surto na instituição, apesar de os utentes estarem confinados desde que foi declarada a pandemia, de nada lhes valendo a "prisão domiciliaria" a que foram sujeitos.
Felizmente não há casos mais graves a registar, mas não podemos de deixar de alertar de que os utentes pagam e bem as mensalidades e cumpriram com todas as formalidades impostas e estando entregues aos cuidados da instituição, esta não pode deixar de ser responsável pela contaminação dos utentes.
Um presidente de câmara que no inicio da pandemia estava muito activo, enaltecendo as medidas tomadas na região em geral e em particular no concelho de Olhão, está mudo, perdeu o pio.
Quanto á realidade dos números eles deixam muito a desejar porque não se sabe verdadeiramente qual o significado de pessoas que fizeram os testes e ficam prisioneiros em casa com a designação de estar sob "vigilância". Estão infectados ou não?
Certo é que desta vez não podem desmentir, quando muito podem mascarar os números como é habitual.  

terça-feira, 29 de setembro de 2020

ALGARVE: AS ETAR DA DESGRAÇA!

 Já fazia algum tempo que não ia visitar o site da Aguas do Algarve para saber como estavam a funcionar as nossas ETAR mas tive uma surpresa por parte de uma entidade tão transparente que até dá dó.
Pode dizer-se que estamos no fim do nono ,mês deste ano de 2020 mas as ultimas analises. se é que assim se pode chamar ao números apresentados, reportam dados de 2018. Pelo meio fica o ano de 2019 mas como o Povo algarvio está-se borrifando para estas coisas e não se importa que estraguem o ambiente no Algarve, os senhores da empresa exploradora do sistema de aguas residuais em alta, a Aguas do Algarve não as publica.
Mais, há concelhos onde mesmo nos anos apresentados, não se regista uma única analise que reporte a quantidade de contaminação fecal que é descarregada pelas ETAR da sua área. Estão nesse caso Alcoutim, Castro Marim, Lagoa e Monchique, sendo que no de Aljezur, a Carrapateira, Praia de Odeceixe ou Vale da Telha também estão nessa situação.
Então para onde vão os resíduos de caca destas ETAR? Para o mar? Quando é que deixam de conspurcar o mar? O plástico polui e a merda não?
A contaminação fecal é registada sob a designação de ecoli, e em nenhuma das ETAR são apontados os respectivos valores, resumindo-os à quantidade de analises efectuadas e destas as que estão em conformidade, na opinião deles. Ao cidadão interessado na fiscalização dos actos do Estado, e a Aguas do Algarve que integra a Aguas de Portugal, sendo uma empresa publica deveria publicar todos os valores apurados.
Limitarem-se a dizer que estão em conformidade com as licenças de descarga, é o mesmo que entregar à ARH, uma entidade tão duvidosa nesta matéria, o Poder de decidir se estão ou não em conformidade. Mas como já vimos a ARH branquear os resultados da antiga ETAR Poente de Olhão e dizer que estava tudo bem quando estava tudo mal, pode alguém de bom senso acreditar nesta entidade?
As analises têm de ser feitas com uma determinada periodicidade, têm de ser publicadas com a mesma periodicidade e nelas devem constar todos os parâmetros.
No caso da Ria Formosa e toda a costa algarvia, zona considerada como sendo sensível, estariam obrigados a declarar a quantidade de fosforo e azoto descarregado, mas esta canalha que não tem vergonha nenhuma na cara, jogando na impunidade e contando com a cumplicidade da justiça, na maior parte dos casos nada diz.
Para quem tiver duvidas pode verificar os valores apresentados em todas as ETAR do Algarve em https://www.aguasdoalgarve.pt/node/414/.
É caso para perguntar que merda de ambiente é este?

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

OLHÃO: AS TEIAS PARA FUGIR À JUSTIÇA

 

Na passada sexta-feira fui brindado com mais um despacho de arquivamento por parte do Ministério Publico (MP), despacho que vai merecer a resposta.
Tenho de admitir que sou um pixote em matéria de informática e não tenho ao meu dispor os meios da Câmara Municipal de Olhão e por isso não consegui digitalizar o dito despacho. Em contrapartida publico a listagem dos eleitos para a Câmara Municipal de Faro, porque alguns dos eleitos para este órgão tem a ver com o assunto, desde logo Luís Coelho, José Pacheco.
A razão do processo tem por base a construção de um empreendimento na Fuzeta, em área abrangida pelo Plano de Ordenamento do Orla Costeira Vilamoura Vila real de Stº António e construído há uns anos na Fuzeta, não muitos mas alguns. E por isso o MP vem escrever:
" Da aludida informação salienta-se que a APA concluiu, no que à matéria aqui em causa importa, para além do mais, que "tendo verificado que o loteamento estava conforme o POOC, foi emitida a autorização A008341.2019.RHB. de 27/5/2019".
Julgava eu que as operações de loteamento urbano teriam de estar em conformidade com os planos de ordenamento, mas também com o regime jurídico da urbanização e edificação, do regulamento geral da edificação urbana, com as servidões administrativas e restrições  utilidade publica ou outras, mas pelos visto não será bem assim, segundo o então presidente da ARH.
O loteamento em causa ainda que esteja em conformidade com o POOC não o está com outra legislação que dependia da APA analisar.
Era promotor do empreendimento em causa o ex-presidente da câmara municipal de Faro, Luís Coelho que tomou posse como tal em 1995, em 1997 foi cabeça de lista e levou com ele o José Pacheco que foi eleito vereador e que mais tarde viria a ser presidente da ARH Algarve, no período que vai desde 2018 até Fevereiro de 2020.
E aqui começa a perceber-se como funciona a podridão destes sistema.
Estando o loteamento sujeito ao pedido de autorização previa, a construção prosseguiu os seus termos e já depois de pronta é que foi autorizada e logo pelo antigo camarada do Coelho. Pelo meio ficou outro presidente que chegou a deduzir um embargo á construção mas depressa foi substituído, a pedido do Pina, sabe-se lá porquê.
Como os senhores da justiça obrigam o cidadão a provar o que diz, a investigação, em regra, fica-se pela rama e não vai à raiz do problema. Porque bastaria uma leitura atenta sobre a Lei da Agua para perceber que nem a ARH poderia autorizar aquilo a não ser que...
Certamente que o recurso hierárquico vai mais uma vez ser arquivado mas não será por isso que me calarão. Terão de levar comigo mais uns tempos até ser substituído!

domingo, 27 de setembro de 2020

OLHÃO: ELEITORALISMO EM MARCHA!

 

António Miguel Pina fez publicar na sua pagina desta rede social a imagem acima, o que nos merece alguns comentários, quanto mais não fosse por algumas bacoradas proferidas a este propósito.
Face a esta imagem, fomos verificar se havia alguma publicação no site da autarquia e nada. No sitio próprio onde devem ser publicadas estas noticias nada constava mas na pagina pessoal surge a novidade. Não será isto um acto de promoção pessoal e de campanha eleitoral? Por acaso não sou interessado mas se o fosse como iria saber se o Pina me bloqueou? Não tenho direito à informação? Será que os partidos da dita oposição, representados nos órgãos autárquicos não têm uma quota parte na concretização desta obra? Será que a câmara municipal de Olhão é do dono e senhor Pina? 
Quando se fala na habitação a custos controlados, a maioria das pessoas fazem confusão com a habitação social. Neste tipo de habitação as casas são compradas, não havendo rendas em função dos rendimentos declarados. Como se costuma dizer, não há rendas de borla!
Por outro lado, houve vozes que se pronunciaram pela necessidade da venda da Bela Olhão para concretizar a obra que custará 4,2 milhões de euros, quando a Bela Olhão foi comprada por cinco milhões. Se tinha o dinheiro a comprar tinha também o dinheiro para fazer a obra. Não o fez porque não quis ou melhor dizendo por causa da agenda eleitoral.
A habitação a custos controlados é comparticipada pelo administração central pelo que a autarquia apenas suportaria uma parte dos encargos, estando por isso em condições de a fazer desde o inicio do mandato.
Sendo vendidos estes fogos, eles permitem um encaixe financeiro que permitiam à autarquia tornar a construir, num processo continuo de construção de habitação para os residentes à mais de dez anos no concelho. Era essa construção continua que deveria ter sido feita ao longo dos anos, mas os ultimos fogos de habitação a custos controlados foram vendidos há mais de dez anos e mesmo parte desses para especulação imobiliária.
Claro que a aposta do Pina continua a ser a promoção da habitação para fins turístico/imobiliários onde os fogos chegam a atingir os 850 mil euros. Interessa-lhe mais isso por causa do IMT, esquecendo que os milhões arrecadados em sede de IMT davam bem para promover a construção de casas para aqueles que são corridos das chamadas zonas nobres, mas essa não entra nos seus planos.
Esquece o Pina que são os residentes que votam e não os titulares de segunda habitação e pode vir a ter um amargo de boca nas próximas eleições autárquicas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

OLHÃO: NO QUE TRANSFORMARAM A DEMOCRACIA

 No regime deposto em Abril de 74, não se podia nem pensar quanto mais falar contra a situação; quem o fizesse corria o risco de ser preso e torturado. Muitos foram os olhanenses que sofreram em defesa da liberdade e da democracia, sendo presos. No meio disto aparecem falsos lutadores, que desapareciam assim que sabiam que iam chegar comunicados para distribuir de forma discreta, como convinha, auto apelidando-se como sendo o camarada Pinov!  Há oportunistas para tudo.
Costuma o Povo dizer que filho de peixe sabe nadar e parece que assim é.
As sessões de câmara e as assembleias municipais são actos públicos que interessam a toda a população. Para alem da muito pouca publicitação desses actos, a forma como os autarcas respondem quando respondem aos munícipes que vão manifestar alguma discordância ou dar a conhecer situações de interesse colectivo, leva a que cada vez menos os munícipes assistam àquela reuniões.
Mas como são do interesse geral de toda a população, os ditos actos públicos deviam ser todos filmados e publicados no site da autarquia. Com isso ganhavam todos menos os autarcas que certamente teriam de mudar de atitude, já que todos iam ver o seu comportamento. Atitudes como escarnecer dos eleitores, certamente deixaria de haver e levaria  mais pessoas a assistir e participar nas reuniões.
Ontem houve uma assembleia municipal e segundo me informaram alguém do publico filmou a dita cuja, tendo sido admoestado e obrigado a parar com as filmagens. Teria de pedir antecipadamente a autorização para filmar um acto que é publico, como se não fosse de interesse publico levar ao conhecimento da população aquilo que se passa na assembleia.
Fica então confinado ás quatros paredes do local onde se realizam estes actos, pouco públicos, restringindo a informação à publicação tardia de actas que não traduzem a realidade do que se passa nas reuniões sob a direcção de uma certa máfia politica.
Que belo conceito de democracia este praticado pelo herdeiro do camarada Pinov.
Claro que as reuniões são gravadas mas quem tem acesso ás gravações e em que condições?
Também sabemos, até por experiência própria, que quando se trata de algum opositor, goste-se ou não da sua posição politica, que os cavalheiros eleitos, fazem questão de esconder toda a informação, apenas dando a conhecer algo que possa contribuir para melhorar a imagem dos protagonistas. Já aquilo que for contra os meninos, não pode ser divulgado.
Assim se mantém um Povo na ignorância e ainda há quem bata palmas a este modelo de governança. E depois admiram-se que apareça alguém a cavalgar na crista da onda do descontentamento e a fazer avaria.


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

FUZETA: ONDE ESTACIONAR?

 A imagem que publicamos a seguir foi roubada do grupo Olhão o meu municipio.
A imagem fazia parte de um conjunto de duas, mas para aquilo que pretendemos é mais que suficiente. Nela, vê-se que do lado esquerdo, o passeio tem uns pitons que não permitem que um carro possa estacionar. No lado direito não existem os mesmos pitons, talvez por se tornar demasiado dispendioso. A solução encontrada pelos serviços camarários foi o de pintar a estrada, proibindo o estacionamento.
Também e como se pode ver na imagem pela largura da carrinha, se os carros não estacionarem em cima do passeio, impedem a circulação automóvel.
Em certa medida compreende-se a ideia para permitir alguma fluidez ao transito, mas cria um outro problema. É que as ruas da Fuzeta são em geral estreitas, sendo o sentido de transito alternado entre ruas. Mas se a autarquia tivesse o mesmo entendimento e fizesse o mesmo a todas as ruas naquela condição, os residentes na Fuzeta teriam de ir estacionar os carros lá para as bandas do Cerro da Cabeça.
Exceptuando a zona do Parque de Campismo, onde existe algum estacionamento, o resto da Vila não tem onde estacionar um carro pelo que o presidente antes de criar mais um problema para os residentes, devia criar um parque de estacionamento acessível à maioria da população.
No Verão a Fuzeta é invadida por turistas não só pelas suas características mas também pela aposta que o presidente da câmara faz nesse sentido, sendo por isso também responsável por não criar as condições necessárias a quem lá vive.
E como diz o munícipe autor das imagens, não são os turistas que votam mas os residentes e é para eles que o presidente eleito deve governar. De há muito que dizemos e defendemos que as cidades, qualquer que seja, devem desenvolver-se para os residentes de forma a que quem as visite sinta a necessidade de voltar. Desenvolver a pensar nos forasteiros tem custos agravados para os residentes, como a circulação automóvel, estacionamento e mais grave as condições de vida das pessoas, já que as casas passam a ser valorizadas ao ponto de se tornarem incomportáveis para os inquilinos.
Ou será que o presidente, sabendo disso faz questão de correr com os naturais da Fuzeta para fora dos limites daquilo que era a sua freguesia, da mesma forma que vem correndo com os olhanenses para a periferia?


 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

ALGARVE: A AGUA: FALTA OU EXCESSO DE CONSUMO?

 Nos ultimos tempos, muito se tem falado da falta de agua, muitas das vezes sem se fazer uma ponderação séria sobre o tema. Será que há mesmo falta de agua um antes uma péssima gestão da mesma? 

Os niveis de pluviosidade no Algarve nunca foram muito elevados e embora hajam algum defice este ano, não seria o bastante para provocar o estado das barragens. Logo se levantaram vozes defendendo mais barragens, dessalinização da agua do mar entre outras medidas.

O consumo é feito por varios sectores, desde o consumo domestico, consumo industrial e agricultura. No caso do consumo domestico teria de ser distinguido o consumo da população residente da população flutuante, algo que ninguem quer fazer, para defender a economia. Sim porque a população flutuante chega a triplicar a população total em determinadas epocas, e com ela o consumo de agua aumenta substancialmente.

O consumo industrial pensarão muitos que se deve ás fabricas, mas os hoteis são considerados uma industria e têm muito peso no consumo de agua no periodo estival. Mas claro sobre isso não se deve falar porque em primeiro lugar está a economia.

Depois temos a agricultura, o sector que mais agua consome, como é logico. No entanto ninguem fala na destruição do pomar tradicional de sequeiro que tinha um peso significativo na agricultura algarvia. Em sua substituição, foram plantados pomares de regadio, com especies maios ou menos consumidoras. Não se diz que no passado as arvores eram plantadas de sete em sete metros e que agora as plantam em cima umas das outras.
Se plantarmos uma arvore de sete em sete metros, teremos para uma arvore quarenta e nove metros quadrados, mas se as plantarmos a uma distancia de três por quatro metros, termos uma arvore por cada doze metros quadrados, quatro vezes mais do que na agricultura tradicional, ou seja o quadruplo da necessidade de agua. Mas ninguem fala nisto por causa da economia.
Depois temos os campos de golfe, que para umas coisas fazem parte da agricultura mas para outras e de acordo com as conveniencias integram o sector turistico. E se gastam agua! Mas não se pode falar nisto por causa da economia.
No sector agricola, pode dizer-se que cada um faz o que quer do seu terreno, mas não pode ser bem assim. Foi por esse tipo de ideias que se fizeram os planos de ordenamento para evitar a anarquia em termos urbanisticos. Então porque não regular, ordenar o sector agricola? Porque não acabar com as produções intensivas ou super-intensivas? Por causa da economia!
Recentemente, o director regional de agricultura, acabou por dizer isso mesmo. E foi mais longe, dizendo que um hectare de abacateiros produzia 15 toneladas de abacate que eram vendidos a 2,20 euros o quilo. Abacate que nem é para consumo interno. Ou seja, não se produz comida para satisfação das necessidades da população mas produz-se para alimentar a ganancia do lucro, ainda que a população residente fique sem agua na torneira!
Mas temos ainda uma outra fonte e que não vem sendo aplicada que seria o aproveitamento das aguas residuais urbanas tratadas para utilização agricola. Deixavam de poluir o mar com beneficio para a agricultura.
Porque o texto vai muito longo nem falamos no aproveitamento das aguas pluviais urbanas para regas de ruas e jardins ou mesmo para fins agricolas.
Tudo em nome da economia, até ao dia em que falte nas torneiras e as pessoas comecem a reclamar perante a incapacidade de tomar decisões que beneficiem a maioria da população e não apenas os interesses economicos. 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

OLHÃO: ACASO, TRÊS CASOS

Desde que foi declarado o inicio da pandemia que os utentes da Acaso estão confinados, isto é fechados. Alguns têm visitas, poucas, separadas por um muro de vidro entre visitantes e visitados mas nem assim escaparam à contaminação. E vão cinco meses de "reclusão". Agora teme-se o pior.
Dois funcionários e um utente testaram positivo estando agora de quarentena, faltando apurar quem contaminou quem. Certo é que os utentes não saíram de lá e como tal, o vírus foi importado do exterior. Por quem?
É normal que os funcionários no seu dia a dia frequentem sítios onde possam ser infectados sem se darem conta disso e a partir daí, transportarem o vírus para dentro da instituição. Será que os funcionários também entrar em regime de reclusão? Não faltaria! Mas em tempos de pandemia, tudo vale, até mesmo a violação dos direitos contratuais, ao abrigo de um regime de excepção. Esperemos é que esse regime não seja para perpetuar.
A abertura de fronteiras para satisfação da economia, foi também o abrir da porta para a importação do vírus; beneficiaram alguns agentes económicos em prejuízo dos trabalhadores.
No meio disto continuamos a assistir a declarações contraditórias sobre as medidas de protecção, sendo que se prevê a obrigatoriedade do uso de mascaras em espaços públicos onde haja muita gente mas que os transportes públicos, apinhados de gente não representa qualquer risco de contaminação. Isto é para rir!
No caso de Olhão, cujos números reais continuam a ser escondidos, surgem cada vez mais casos, com as medidas de distanciamento físico a não serem cumpridas, pelo contrário. E é a própria autarquia, que apelidou de irresponsáveis quando aparecerem os primeiros cinco casos, de jovens que frequentaram uma festa, que promove festas onde o ajuntamento substituiu o distanciamento.
É assim que já no próximo dia 10 de Outubro, nas instalações do Parque de Estacionamento da Bela Olhão vai realizar-se mais um espectaculo, bem ao gosto do nosso presidente. Quando é ele a decidir, não é irresponsável, isso é para os outros.
Porque está calado o presidente perante o aumento de numero de casos de infectados? Calou-se! Porquê? 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

OLHÃO: OU FAZES O QUE EU QUERO OU NÃO GANHAS UM CÊNTIMO!

A grande maioria das pessoas não tem a noção das formas como o poder politico local alimenta a teia de amigos, camaradas e todos aqueles que não sabem fazer outra coisa que não seja viver à custa do Zé Povinho.
Porque estamos atentos e já levamos nisto à demasiado tempo para perceber as manigâncias do Poder politico local tratámos de ir ver mais uns contratos, que não são mais do que uma forma habilidosa de ganhar dinheiro a alguns.
Comecemos então por uma empresa criada em Outubro do ano passado, com sede em Olhão. e portanto com menos de um ano de actividade mas já vai com 92.824.00 euros, fora os que estão para vir. Refira-se que dos cinco contratos celebrados, apenas um é do Municipio de Lagos e os restantes têm o aval do Pina, ora como presidente da câmara municipal de Olhão, ora como presidente da AMAL, como podem ver na imagem seguinte:
É por demais obvio que a contratada se sente na obrigação de fazer a vontade ao "patrão" sob pena de não ganhar um cêntimo no futuro. Mas pergunta-se para que servem estes contratos? Qual a sua utilidade? 
Claro que para o "patrão" são importantes estes contratos, porque eles permitem ter na mão os contratados e as eleições estão á porta. É necessário reforçar o sindicato de voto!
Mas não pensem que este é o único caso. Vejamos a situação do CR20, brindado com mais um contrato para locação e montagem de infraestruturas, entre as quais, um palco, como se pode ver no link a seguir, http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/849135 Não tanto pelo valor mas pela forma como se fazem estas habilidades.
É que, o presidente da câmara elaborou um despacho que fixa os horários dos estabelecimentos no concelho, ou seja, vamos ser confrontados com novas restrições. E dirão alguns que sim senhor, que acham muito bem. Talvez tenham razão.
Mas se se prevê instalar um palco, quer dizer que o presidente se prepara para nos brindar com mais um das suas habituais festas, porque pelos vistos já se esqueceu que chamou de irresponsáveis aquando do surgimento dos primeiros casos de Covid em Olhão.
E porque falamos de Covid, pergunta-se quais os números reais porque não conferem com a realidade, até porque sabemos da existência de casos em lares e em Moncarapacho. Porque se cala agora o presidente? Não será ele tanto ou mais irresponsável que os outros?
Afinal que faz ele para conter a pandemia se ele próprio viola as regras de distanciamento e higienização?

domingo, 20 de setembro de 2020

OLHÃO: COM QUEM TE VEJO, COM QUEM TE COMPARO!

1 - Não há muitos dias atrás, o presidente da republica das bananas, dizia que ia conversar com o Costa a propósito da participação deste na comissão de honra da recandidatura do actual presidente do clube A.
Muitos foram os que se preocuparam com aquele apoio por causa das supostas dividas da família do presidente à banca e que todo o Povo está a pagar. 
2 - Pina trouxe o presidente a passear pelos Algarves, embora tenha uma agenda escondida na qual o visitante não participaria se o soubesse, ou evitaria cair nela. É que o Pina leva o presidente a passear pela Ria Formosa na companhia de alguém que deu uma falência de sete milhões e a banca ficou a arder. Mas quem será a sinistra figura?
3 - O falido no passado, mas com o dinheiro no bolso ou no nome de terceiros, é o rosto da empresa exploradora da Marina e um dos principais accionistas. A mesma empresa que por artes e milagres, conseguiu um documento onde as lamas retiradas junto ao Cais T não estavam contaminadas; que as lamas não foram enterradas nas traseiras do edifício da Marina mas sim foram transferidas para local certo; uma Marina que já tem um parecer favorável, ainda não definitivo, para aumentar a capacidade de atracação de mais barcos.
Nada que o dinheiro e o trafico de influencias não seja capaz de contornar!
4 - Porque o Pina levou o professor Martelo a visitar a Armona, talvez para lhe mostrar a rede de esgotos em construção, deixamos aqui uma troca de comentários que dá vontade de rir. Vejam a imagem seguinte
Atente-se no ultimo comentário, onde o Pina se apropria da realização de um obra da responsabilidade da Aguas do Algarve, com a seguinte frase "para alem de termos conseguido o grande investimento de 19 milhões na nova ETAR". Não só a obra não foi dele como também não foi aquele o valor e ainda por cima mal localizada se pensarmos na reutilização para fins agrícolas. 
Mais, "lançamos a obra da Armona mais 4 milhões". Mentiroso sou eu e não minto tanto! "em saneamento 3 milhões" como se a maior parte deles não fossem fundos comunitários. 
Com um ego do tamanho do universo, este gajo é capaz de dizer que foi ele quem fez o planeta! Mas pior do que ele, são aqueles que lhe batem palmas, esquecendo que se foi eleito, foi precisamente para fazer obra e não para esbanjar o dinheiro extorquido aos munícipes, em festas, jantaradas e outras mordomias.
Com estas brincadeiras, Marcelo está dispensado de fazer campanha porque em campanha está ele permanentemente.

sábado, 19 de setembro de 2020

OLHÃO: MARCELO E PINA, FARINHA DO MESMO SACO!

O presidente da republica deslocou-se a Olhão em mais uma acção de campanha eleitoral tendo merecido da parte do autarca de Olhão os maiores elogios, mas que merece alguns comentários, tanto a um como ao outro.
Marcelo tem-se distinguido por ser o presidente dos afectos, dando abraços e beijos a torto e a direito, tirando fotografias, e levando uma palavra de esperança àqueles que têm sido alvo de desgraças, mas de concreto para resolver problemas é um ZERO! No Algarve que tem ele feito pelas populações? Zero! Claro que tem feito na defesa de algumas actividades económicas e nada mais.
Ontem foi a vez de Olhão e andou a beber copos (talvez de agua) como se pode ver na imagem abaixo
Curiosamente, Pina levou-o a visitar um estabelecimento que não há muito tempo ameaçara encerrar por causa das motos na Avenida 5 de Outubro, o que quer dizer que o Pina e o dono do espaço foram ao perdoa-me!
Mais importante no entanto foi a inauguração da Escola Basica nº 5, no Bairro 28 de Setembro, uma obra que custou mais de dois milhões de euros.
Para uma escola, o mais importante são os alunos, os professores e funcionários que a põem a funcionar. Mas será que para o Pina isso é assim tão importante? Não!
A 15 de Maio deste ano mostrávamos uma imagem daquela escola pelas piores razões, como se pode ver e ler em http://olhaolivre.blogspot.com/2020/05/olhao-patio-ou-piscina.html. Quatro meses depois o que vemos? Reparem:

Ontem de manhã, o recreio da escola apresentava-se como se vê na imagem; os alunos já não precisam de frequentar as piscinas municipais porque agora têm aquele ali à mão de semear.
Já me esquecia de referir que o autor da imagem, a quem a roubei, é o mesmo, Aparício Rocha.
Como o professor Marcelo vinha inaugurar a escola, foi necessário mandar os bombeiros resolver o problema, não fosse o nadador-salvador na presidência atirar-se para dentro de agua.
É certo que choveu bastante e o recreio alagou; mas depois do que dissemos em Maio, não deveria a autarquia ter corrigido o problema, instalando uns sumidores de aguas pluviais? Pelos vistos não e no futuro, sem a visita do Marcelo, os alunos da EB nº 5 não vão ter recreio nos dias em que chova.
Mas mais. Este caso mostra que há um erro de concepção já que deviam estar previsto o alagamento do recreio uma vez que há um grande desnivelamento em relação ao seu redor.
E porque as pessoas não estão habituadas a isto, lembramos que se há erro de concepção, quem projectou aquilo deveria agora ser chamado à responsabilidade. Claro que já sabemos que tal não vai acontecer, à semelhança do que ocorre com tantas outras obras publicas. 
Não podemos nem devemos omitir que toda a cidade esteve alagada porque os sumidores não foram atempadamente limpos. A Ambiolhão não tem a menor preocupação com a lavagem das ruas, um bom meio para verificar do estado dos sumidores, e nesta altura do ano, inicio da época de chuvas, toda a rede de aguas pluviais deveria ser testada.
E como não podia deixar de ser mais uma vez o túnel encheu. Logo apontaram erros à construção do túnel, esquecendo que todos os leitos de cheia foram eliminados e a cidade cresceu, aumentando a impermeabilização dos solos a norte da Avenida D. João VI, fazendo com que a agua convirja no túnel. Como sempre os nossos autarcas não encontram soluções, nem as procuram!
No fundo, o que veio trazer de útil o presidente da republica para as pessoas de Olhão? Tirar mais umas fotografias, promovendo-se e promovendo o Pina. Desta visita nada resultou!
E batem palmas a isto. Quando é que aprendem a ver o futuro?   

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

OLHÃO: PARA QUE SERVE A POLICIA MUNICIPAL?

A imagem acima reporta uma situação que mostra bem para que serve a Policia Municipal e ao serviço de quem está. Da maioria do Povo de Olhão não é certamente.
A situação ocorre na Rua da Cerca de Ferro, uma rua que nem passeios tem, com uma estrada toda esburacada, e trata-se de um simples vaso que até decorava a rua. Mas há uma diferença entre aquilo que é mandado fazer pelas instituições, como os saveiros, e aquilo que é feito pelos moradores. Mas até nisto há dualidade de critérios.
Sendo certo que o vaso está a ocupar o espaço publico municipal, também não é menos certo que à porta do prédio onde pai e filho Pina compraram os novos apartamentos, estão duas floreiras de dimensões muito maiores e que ocupam mais espaço publico que o vaso em causa. Ou seja, à porta do cidadão comum não se pode colocar um vaso mas à porta do presidente podem colocar um jardim privado. Isto está bonito e leva jeito!
Mas na imagem também podemos ver que houve um despacho do presidente que levou à intervenção da Policia Municipal. Certamente que não se atrapalhou na condução do carro por causa do vaso. Antes talvez, um amigo lhe terá bufado a situação tão repetida nesta cidade.
Julgava eu, que o Pina estava mais preocupado com o estacionamento em cima dos passeios, espaço publico para os peões ou com esplanadas que ocupam muito mais do que o regulamento manda; com os carros abandonados pelas artérias da cidade; com as deficiências na recolha do lixo e muito mais que é sua obrigação.
Mas não, o importante é fazer valer a sua autoridade, mostrar o músculo da Policia Municipal.
A questão é saber qual a real necessidade da criação da Policia Municipal. A desculpa da falta de fiscais de obras não colhe, porque se não os tinha podia contrata-los; de resto, em termos de transito e estacionamento já tínhamos a PSP; para fiscalizar a ocupação do espaço publico bastava contratar fiscais. Não havia nenhuma necessidade disso a não ser pelo intimidação das pessoas.
O aluguer do espaço para a sede da PM; a contratação dos serviços dos CCT para os processos de contraordenação (180.000 euros/ano); as viaturas; os salários dos agentes que eles não trabalham de borla; a contratação do advogado; a contratação de um administrativo para apoio à divisão. A quanto montam os encargos com a PM? Muito! Nada que incomode o Pina porque o Povo de Olhão está rico e pode pagar muitas multas. Parafraseando um outro canalha " ai aguenta, aguenta!
Tal como a PM, também as empresas municipais não têm razão de existir, porque não fora os contratos programa da autarquia com elas, nenhuma teria sustentabilidade económica. Mas assim sempre dá para arranjar uns lugares para amigos e camaradas.
Pior que o Pina, são aqueles que lhe batem palmas sem terem o futuro como horizonte.
Contraordenação por causa de um vaso? RIDÍCULO! 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

OLHÃO: PRESIDENTE DA REPUBLICA EM CAMPANHA ELEITORAL!

Amanhã, sexta feira, o Presidente da Republica faz mais uma das suas incursões por terras algarvias, mas curiosamente a imprensa regional nada diz sobre o assunto, o que é estranho, já que normalmente sabem da agenda presidencial e desta vez parecem ignorar. Que se esconde por detrás disso?
Depois de vir aos almoços e jantares com os presidentes de câmara, desta vez, parece que sessão de comezainas se restringe aos autarcas de Olhão, estando previsto um jantar numa unidade hoteleira do concelho.
Mas antes terá direito a um pequeno banho de multidão, com beijos, abraços e muita fotografia à mistura como é seu timbre. Dele e do nosso presidente camarário. O que lhe está reservado é a inauguração da requalificação da escola EB nº 5, no Bairro 28 de Setembro, sem hora prevista por causa das surpresas.
Ora, o Presidente da Republica, é titular de um alto cargo politico, o mais elevado do País, e pela sua formação profissional e académica, mas também politica, devia saber que após a marcação da data das eleições, os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos devem respeitar o principio da neutralidade e imparcialidade, não beneficiando ou prejudicando as demais candidaturas.
Ao proceder a inaugurações, o Presidente da Republica está violando uma regra que todos deviam acatar. Pelo facto de ser presidente da republica, não está acima da Lei mas nós vivemos num País em que só o Zé Povinho está obrigado a cumprir com as regras estabelecidas por terceiros.
Por alguma razão Antonio Pina, presidente da câmara municipal de Olhão, procede a esta inauguração convidando para tal o presidente da republica. É que, uma vez que já foi confrontado com um processo por desobediência, sabe que não pode cometer o mesmo tipo de infracções que agora comete ao proceder a esta inauguração, desde que seja marcada a data das eleições autárquicas do próximo ano. E por isso antecipa tudo quanto seja anuncio de obras futuras ou inaugurações.
Mais, parece que já todos perceberam que o partido do Pina apoia a recandidatura de Marcelo pelo que esta inauguração é na prática uma forma de apoiar o putativo candidato, negando aos demais o mesmo tipo de tratamento. Será que os restantes candidatos não teriam o mesmo direito?
Estamos pois um acto de campanha eleitoral duplo, que beneficia um candidato presidencial e um partido, embora este mais tarde.
A impunidade dos titulares de cargos políticos, permite-lhes violar todas as regras por si aprovadas, beneficiando uns e prejudicando outros. Para onde caminhamos? É esta a democracia que esses senhores defendem? Não é a minha! E sim, sou pela DEMOCRACIA! Não por esta merda!

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

OLHÃO: A VARIANTE DO CRIME!

Antonio Pina, presidente da câmara municipal de Olhão vem anunciar uma reunião com o ministro das infraestrututras e a aprovação da avaliação de impacto ambiental da Variante Norte à nacional 125.
E fá-lo como se não se tratasse da mesma confraria de trastes, todos eles e ainda menos diz sobre os antecedentes da dita Variante.
Com a aprovação do Plano Director Municipal e das plantas que o integram, foi delineado um traçado, com uma faixa de protecção de 400 metros. A câmara, entretanto, autorizou a edificabilidade em cima do traçado. Não, não se tratava de corrupção mas sim de um pequeno favor a um amigo, até porque a autarquia nunca pensara fazer a variante, conforme declarações prestadas por técnicos da autarquia no Ministério Publico.
Claro que o MP arquivou, como arquiva quase tudo que diga respeito a titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos.
Mas quanto ás declarações do Pina e que constam das imagens, ainda não foi proferida uma decisão, mas apenas emitido o parecer  final. Declaração de impacto ambiental ainda não há. Mas isso não faz diferença, porque o objectivo mesmo era o de se mostrar, exibir, para salientar a reunião que tivera com o ministro. A preocupação com as pessoas que vão ser prejudicadas pela execução da obra com graves culpas para a câmara, não é digno de uma palavra.
Vá lá, não ter dito que conseguira a boa vontade do ministro para uma solução na passagem de nivel da Avenida, é uma sorte.
E como não podia deixar de ser logo vieram os lambe-cus do costume aplaudir a grande vitoria do traste, como se não fosse a IP a promotora do estudo e do consequente pedido de AIA.
O tema Variante só se levantou quando o governo Sócrates decidiu fazer a requalificação da Estrada Nacional 125 e concessionou a obra à Rotas do Sol. Uma obra de cento e cinquenta milhões e que integrava a Variante da discordia. Foi aí que se percebeu os favores e ilegalidades cometidas na aprovação das obras.
Claro que sendo do interesse dos camaradas, a Variante tinha de ser aprovada, ou não tivesse o partido dito socialista homens de mão em todo o aparelho de estado por forma a conseguir aquilo que anteriormente fora rejeitado.
O sucesso dá muito trabalho! Dizem eles. Não dizem é que este tipo de partidos funcionam como famílias politico mafiosas. É que para o ano há eleições autárquicas e convem algumas decisões importantes, na hora certa, como é o caso. Não há obra mas há uma aprovação vem a dar tudo no mesmo!

terça-feira, 15 de setembro de 2020

OLHÃO: A VENDA DA BELA OLHÃO EM ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Na imagem que reproduzimos, está a 1ª pagina da convocatória da próxima assembleia municipal, marcada para 24 de Setembro, pelas 21:00 horas, no Auditorio Municipal.
Escusado será dizer que ao nosso executivo não interessa a presença de publico até pela natureza do que vai ser discutido. No 2º ponto vem a organização do acto eleitoral para a eleição de José Apolinário para presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Um proforma a cumprir porque já se sabe quem vai ser o eleito, algo que é costumeiro nas hostes de Costa e Pina.
No ponto 3º segue-se a alteração do júri para um procedimento concursal para recrutamento de um lugar de chefia para o serviço de juventude. era interessante saber a razão desta alteração porque, eles já saberão quem vai ficar com os galões de major.
o 4º ponto é bastante curioso, já que primeiro cagaram para depois comerem, ou seja primeiro fazem os eventos e depois vêm com um contrato programa com a Fesnima a pretexto do programa Animação de Verão- Olhão tem talento. talento que não falta ao executivo camarário. É que o município na sua pagina no Facebook fez publicar um vídeo com o encerramento da campanha, a 29 de Agosto, como se 
pode ver em https://www.facebook.com/cmolhao/videos/-%C3%ADris-encerra-hoje-olh%C3%A3o-tem-talento-uma-s%C3%A9rie-de-6-roadshows-dedicados-a-marinh/1160644974355314/ . Fizeram o que quiseram e entenderam e só depois dão a conhecer os custos. Isto é que vai uma transparência!
No ponto 7º prepara-se a aprovação da hasta publica para a alienação da Bela Olhão embora se saiba que há um interessado, o parente e nós também sabemos como se fazem estas hastas pouco publicas. Lembramos que o negocio da Bela Olhão desde o inicio tem sido tão escuro como uma noite de inverno rigoroso. Uma vez era para incluir serviços camarários, outra para parque de estacionamento, e agora para a especulação turístico/imobiliária e que se integra no processo de destruição da função do porto de pesca, já que só faz sentido fazer ali um hotel se correrem com os barcos de pesca para os substituírem pelos veleiros. Tudo ligado ao mar mas sem pescadores que esse no dizer deles são feios, porcos e maus. Lembro-me ainda que a propósito da Agenda 21 Local, o então presidente da câmara dizia que o pessoal que trabalhava na Ria, faziam aquilo que o primeiro ministro holandês disse dos portugueses ou seja gastavam o dinheiro em copos, putas e droga. É assim que pensam os nossos autarcas, não têm é coragem para o dizer!  
Para finalizar, depois de se ter armado em campeão, dizendo que estava apto para receber todas as competências da administração central, como se pode ver em https://www.sulinformacao.pt/2019/01/olhao-quer-assumir-ja-2019-todas-as-competencias-descentralizadas-pelo-governo/,  Pina dá o dito por não dito para vir agora propor a não aceitação da transferência de competências em 2021, nos domínios da educação, saúde e acção social. Se o Costa é trapalhão, ao pé deste rapazinho é um santo. É que estava, dizia ele, em condições de receber as ditas competências em 2019 mas nem em 2021, ou seja adiando-as para 2022 no mínimo.
Quem pode acreditar em gente deste quilate?

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

OLHÃO: SOMA E SEGUE NAS CONTRATAÇÕES

Voltamos hoje aos contratos celebrados pela câmara municipal de Olhão, num momento particular mente difícil para toda a população do concelho, devido à pandemia e não só, mas que em nada incomodam o presidente.
O primeiro contrato pode ser visto em http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/836812 e diz respeito á aquisição de um Quiosque-Mupi Digital. E sabem para quê? Mais uma vez para divulgação e promoção turística, quando as fronteiras brevemente serão encerradas. nada mais a propósito do que gastar dinheiro em algo que pouca utilidade terá no momento. O Gabinete de Apoio ao presidente e vereação para a Area do Turismo assim o pediu e o presidente fez-lhe a vontade.
E andamos nós a ser assaltados em taxas, impostos e tarifários para esbanjarem o dinheiro desta maneira!
Mas não se fica por aqui os grandiosos contratos do municipio. Nada de útil mas que serve para a propaganda, num concelho cheio de problemas, desde logo e principalmente com a rede de saneamento e de abastecimento de agua.
Pois bem, como o presidente gosta muito de estatuetas, mandou fazer mais uma, desta vez em ferro, com motivos alusivos ao mar. Não é que o sector da pesca e industria não o mereçam, que merecem, mas vindo de alguém que tudo tem feito no sentido de diminuir o peso daqueles sectores na cidade e concelho.
Por um lado homenageiam o pescador para de seguida correr com ele do seu habitat, relegando-o para os guetos da periferia, completamente desinseridos da sua relação com o mar. Mais, pelo caminho que as coisas estão tomando, qualquer dia teremos o porto de pesca transformado numa enorme, para satisfação de uns certos alemães, e os barcos que se façam aos mares de Quarteira se quiserem governar a vida.
O contrato, esse pode ser visto com mais pormenor em http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/836847. Para aqueles que não conseguem ou não querem aceder ao link, reproduzimos a primeira pagina do contrato conforme imagem em baixo.
No fundo a politica da autarquia resume-se a promover a imagem do autarca mor sem ter a preocupação de saber das condições de vida das pessoas que o elegeram. A função os eleitos é servirem o Povo e não servirem-se dele para se eternizar no Poder, oprimindo-o. Quanto mais necessitados estiverem os elementos do Povo, mais terão de ir ao beija mão da canalha que retira as condições de vida, começando pelo seu ganha pão.
Os viveiristas que o digam, enquanto a sua actividade definha, o presidente e mais alguns membros do seu executivo vão aumentando os seus viveiros.
Canalhas, é o que eles são!

domingo, 13 de setembro de 2020

OLHÃO: POLUIÇÃO, CANCRO QUE NÃO ACABA!

A luta contra a poluição na Ria Formosa já dura há mais de vinte anos. Em 2004, ainda o Pina não era presidente da câmara nem vereador quando foi elaborada a Agenda 21 Local.
Para aqueles que não acompanhavam estas coisas, a Agenda 21 Local, era uma forma de fazer o diagnostico das principais necessidades da cidade e do concelho, ajudando a definir as prioridades.
Para a elaboração da Agenda 21 Local, foi chamada a participar uma Universidade, que conjuntamente com grupos de cidadãos, distribuídos por diferentes grupos de trabalho em função das suas actividades profissionais ou habitacionais, elencavam os problemas por eles detectados. Mais tarde, foi feita uma votação e o item mais votado foi a poluição.
Mas antes disso, entre 1984/1992 foi feita a rede separativa de saneamento e em 1995 a ETAR Poente de Olhão. Enquanto no passado, os esgotos estavam dispersos ou eram utilizadas fossas, a partir do momento em que foram feitas as redes separativas de saneamento, os esgotos passaram a ser concentrados e mais ainda quando foram instaladas as ETAR, autenticas fabricas de poluição. 
Depois da construção das redes separativas, a câmara autorizou, por delegação, que os construtores ligassem os esgotos domésticos à rede de aguas pluviais, as tais ditas ligações clandestinas, e que vão desaguar na Ria Formosa, poluindo-a.
A poluição vem matando a Ria lentamente; é a mortalidade dos bivalves; é o desaparecimento da seba, habitat do cavalo marinho e de tantas outras espécies piscícolas que encontravam nela o abrigo para a deposição dos ovos; segue-se a ostra giga, uma espécie exótica proibida por lei que toda a gente sabe mas cala, até porque o maioral da ostra é também o maioral da autarquia.  Agora, como se não bastasse a poluição é uma alga, a caulerpa, uma espécie invasora, infestante que não serve de agasalho para nada e que vai conquistando o espaço à seba, sem que as entidades publicas com responsabilidades na matéria tomem qualquer medida.
Certo é que no topo norte do porto de pesca, junto ao cais T ou no porto de recreio, continuam a desaguar esgotos directos que levaram à desclassificação da maior zona de produção de bivalves na area de Olhão.
Claro que dá um certo jeito porque estas concessões acabam por não serem renovadas e terminam para o ano, e a partir daí, ficam criadas as condições para dragar um canal directo do porto de recreio em direcção à boia da Murtina. Limpinho! Mais limpo não podia haver!
E que futuro para quem sempre viveu da Ria? Miséria!
A poluição é um cancro que mata a Ria mas serve interesses ocultos. Que o diga o Pina!  
  

sábado, 12 de setembro de 2020

OLHÃO: RETROCESSO SOCIAL!

Há pessoas que têm alguma dificuldade em perceber onde nos levam as propostas ditas de desenvolvimento do concelho e por isso entendemos levantar algumas questões que julgamos pertinentes.
Ainda antes da sua fundação já o Povo que aqui habitava vivia essencialmente da pesca e da agricultura e foi na relação com o mar que a cidade e concelho se desenvolveram. Foi a pesca e as actividades associadas que fizeram de Olhão a cidade que é hoje.
Por outro lado, para nós o capital mais precioso é o capital humano mas os nossos decisores políticos não pensam assim e daí a aposta deles em actividades que não ajudam de maneira alguma ao desenvolvimento das pessoas, dando-lhes um vida com dignidade. É que não basta um salario mínimo, é preciso que as pessoas ganhem quanto baste para terem uma vida com dignidade.
Creio que já todos perceberam que quanto mais promoção turístico/imobiliária, mais caras são as casas para salários tão baixos como os que são praticados na maioria das empresas, particularmente as do sector turístico que aliam os baixos salários à sazonalidade da actividade.
Mas não se pense que esse mal é único, porque quando uma actividade se torna dominante, ganha peso institucional e com isso as restantes acabam por definhar. Neste caso temos os diversos sectores da pesca, desde a arte de cerco, as ganchorras ou os viveiros de bivalves.
Para aqueles que não compreendem isto. é de lembrar o que a Docapesca tem vindo a fazer noutros locais; na Fuzeta, se a associação de armadores não tivesse tomado conta dos serviços da lota, esta teria encerrado e os pescadores teriam de fazer a venda do pescado em Olhão; em Tavira prometeram uma lota nova, que não foi feita e obrigaram os pescadores a deslocarem-se para Santa Luzia; e em Olhão? Bem aqui, a lota não funciona ao sábado e á segunda feira e os armadores se quiserem que vão a Quarteira. Ou seja, a mesma entidade que toma a decisão de encerrar determinados serviços com a desculpa de sustentabilidade, vai deslocalizando a pesca para outros pontos.
Mais, com a promoção da nova zona "nobre", a Avenida 16 de Junho, é com naturalidade que o lado poente do porto de pesca seja requalificado a expensas da Docapesca, não para servir a pesca mas para ser área de expansão da marina. Mais uma vez são os pescadores a serem expulso do seu habitat.
No entanto há uma questão que se coloca nisto tudo, que é o futuro da Ria Formosa. A Ria Formosa é um ecossistema que importa preservar e para isso tornava-se indispensável proceder ao estudo da capacidade de carga do trafego marítimo, não só pela poluição que tal provoca como pela degradação das margens e pior ainda quando não são respeitadas as velocidades impostas por lei.     
Aliás, a Sociedade Polis chegou a fazer uma apresentação no hotel do regime sobre o estudo para a capacidade de carga, mas nunca chegou a fazê-lo porque se colocava uma questão que era a de saber a quem se destinavam as restrições à navegação numa altura em que se promovia a náutica de recreio. Logicamente seriam para a pesca!
Há medidas que precisam de um certo tempo para poderem ser executadas sem que haja contestação, mas tudo aquilo a que temos assistido nos últimos anos no que à pesca e actividades associadas e ao trafego marítimo do espaço lagunar da Ria Formosa, levam a crer que estes sectores têm os dias contados. E isso representa um retrocesso social, porque os postos de trabalho que se perdem não são compensados com a criação de outros que permitam o mesmo tipo de rendimentos.
Aos poucos, o Povo de Olhão vai regredindo e o presidente da câmara tem responsabilidades acrescidas na definição de politicas que permitam o desenvolvimento de quem o elegeu!

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

OLHÃO: QUERES CASA MAS VAIS DORMIR DEBAIXO DO VIADUTO!

No ano em que António Pina foi reeleito presidente da câmara municipal de Olhão, fez publicar no site da autarquia, o power point do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, como se pode ver em file:///C:/Users/admin/AppData/Local/Packages/Microsoft.MicrosoftEdge_8wekyb3d8bbwe/TempState/Downloads/2017-02-02%20programa%20rpa%20olhao%20(1).pdf, e do qual foi retirada a imagem acima.
Não é de agora que dizemos que há casas a mais, sejam novas ou a necessitar de recuperação, mas cujos valores estão acima das possibilidades da maioria da população. Apesar de o saber, o Pina Continua a sua cruzada na promoção do sector turístico/imobiliário, não para satisfação das necessidades de quem o elegeu, mas para servir os interesses ou ganancia de terceiros, preocupados apenas com o lucro e menos com aquilo que afecta as populações. Diga-se de passagem que não se trata de um problema local, sendo mesmo nacional, como refere a publicação.
É que enquanto deixaram de haver casas para o arrendamento, o numero de casas devolutas, isto é sem utilização, disparou. Pina promove, neste contexto a especulação imobiliária, não intervindo nem aumentando os impostos sobre os imoveis sem utilização. Apenas está interessado nas vendas para receber o IMT.
Se pensarmos que a grande maioria das casas a precisar de reabilitação se situam nas zonas históricas das freguesias e no caso da de Olhão, cuja delimitação devia ter sido mais alargada, a ausência de uma politica de reabilitação de casas para o arrendamento, é caso para dizer que o Pina junta a expulsão dos olhanenses do seu habitat aos negócios imobiliários.
E de tal forma assim é que a chamada requalificação das avenidas se insere nesse esquema sem o mínimo pudor em relação aos que o elegeram.
A Requalificação da Avenida 16 de Junho idealizada pelo Pina, transformando-a numa zona dita nobre, para alem de correr com mais alguns olhanenses, vai levar a que a curto prazo a pequena pesca artesanal deixe o lado poente do porto de pesca para nele se incorporar mais um segmento da marina.
A náutica de recreio promovida a todo o custo pela autarquia, com beneficiários directos, ganha o domínio enquanto os restantes sectores diminuem. Essa é a logica dos Pinas, até à morte total da pesca em Olhão.
A teia de cumplicidades em torno da pesca vai destrui-la para no seu lugar se impor o sector turístico! Um crime contra aqueles que construíram Olhão! 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

OLHÃO: CADÊ A SOLUÇÃO PARA A PASSAGEM DE NIVEL DA AVENIDA?

A 20/09/2018, escrevíamos o seguinte texto http://olhaolivre.blogspot.com/2018/09/olhao-quando-fica-pronta-passagem-de.html (para ler, clicar em cima do link), e tendo em conta a actualidade não deixa de ser oportuno para os mais distraídos.
É que a Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou para as próximas semanas a entrega da empreitada de electrificação do que falta na linha do Algarve, nomeadamente do troço entre Faro e Vila Real de Sº António, como se pode ver em https://www.sulinformacao.pt/2020/09/eletrificacao-da-linha-do-algarve-avanca-nas-proximas-semanas/
O presidente da câmara municipal de Olhão assobia para o lado, fingindo não saber o que se passa, mas em breve vai ser chamado a resolver o problema, uma vez que é intenção da IP eliminar mais algumas passagens de nível.
Quanto ao problema da passagem de nível, já todos perceberam os inconvenientes para as pessoas como problemas de mobilidade, e por mais que a doure a solução proposta de fazer uma passagem superior, com recurso a elevadores os rampas, não parece ser a melhor solução para quem tem dificuldades. Isto numa altura em que abundam soluções técnicas que permitiam manter a actual passagem de nível em funcionamento, adaptando um sistema de sensores que à distancia accionassem a passagem de nível, protegida com uma porta de dimensões que não permitissem a passagem, mesmo aos mais atrevidos. Complementarmente, podia ser acoplado um sistema luminoso e sonoro. Os custos não seriam assim tão elevados e se houvesse bom senso por parte de quem preside à autarquia, o dinheiro desde então gasto com os seguranças, daria para instalar o sistema que avançamos.
O Pina vai deixar para a ultima da hora a resolução do problema, se é que vai resolver alguma coisa, e como habitualmente atirar as responsabilidades para cima da IP. Como se pode ver na noticia do sulinformação, em Faro, a passagem de nível junto do Teatro das Figuras vai ser suprimida e substituída; em Olhão tal não é necessário porque já temos o túnel, mas há que vencer o desnível para as pessoas com problemas de mobilidade, sejam idosos, gravidas ou cadeiras de rodas.
Assim tivéssemos um presidente ao serviço da população e não ao serviço de duvidosos interesses privados, cuja ganancia destrói o que de melhor tivemos e que foi a origem da cidade. Uns e outros, não querem saber de quem tem dificuldades. Desenrasquem-se, dizem eles!
Os eleitores olhanenses devem, no próximo acto eleitoral autárquico, penalizar aqueles que não estão ao seu serviço, como seria suposto.
Aguardemos os novos capítulos desta novela. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

OLHÃO: UMA REQUALIFICAÇÃO DESASTROSA!

Em democracia, todas as ideias são bem vindas, mas quem as produz devia ter em conta as prioridades, uma vez que há aspectos que são essenciais para toda a população e não para uma pequena parte dela. Vem sito a propósito da Requalificação das zonas nascente e poente da Avenida 5 de Outubro e da Avenida 16 de Junho e das declarações algo contraditórias dos responsáveis políticos. Assim, enquanto Carlos Martins, vereador do urbanismo e das obras publicas diz ao Algarve Primeiro, em  https://www.algarveprimeiro.com/d/lancado-concurso-para-requalificar-av-16-de-junho-e-zona-nascente-da-av-5-de-outubro-em-olhao/34160-4, que vai ser feita uma praia urbana e um grande jardim publico ou uma zona de observação de aves na zona poente, entre a rotunda do cavalo marinho até à rotunda da fonte luminosa.
Desde logo se chama a atenção para o facto da praia urbana se situar numa zona cujas aguas apresentam um elevado nível de contaminação fecal, proibida para a apanha de bivalves e impropria para uso balnear, pelo que se trata de gastar dinheiro inutilmente, mas que dá jeito para a promoção turística.
Já o Pina, presidente da câmara municipal de Olhão deixa escapar as suas reais intenções quanto ao que pensa fazer na cidade, na pagina do município no Facebook, de que destacamos as seguintes frases:
“Vamos catapultar toda esta área - que vai deixar de ser uma zona pós-industrial para passar a ser mais uma zona nobre da cidade - para um novo patamar de qualidade de vida”, assegura o presidente da autarquia, António Miguel Pina.
O autarca acrescenta que esta empreitada, “a par da implementação do Pano de Pormenor Este de Olhão e a potencialização das formas de uso do espelho de água que é o porto de pesca, representa mais um passo numa intervenção que começou a nascente, com a 5 de Outubro e os jardins, e terminará ainda mais a nascente, com a requalificação da zona entre as rotundas do Cavalo-marinho e da fonte luminosa”.
Terminados estes projetos, a cidade passará a dispor de uma frente ribeirinha de 3 mil metros, zona de fruição de excelência, sem igual em toda a região, de contacto privilegiado com a Ria Formosa, sem entraves urbanísticos ou de qualquer outra natureza.
Cada qual pode fazer a leitura que entender e bater as palmas que quiser, mas a verdade é que o Pina entendeu que toda a frente de mar da cidade tem de estar virada para o turismo e os olhanenses devem ir viver para a periferia, a norte da Nacional 125.
Como já havíamos dito, a chantagem e pressão feitas sobre os proprietários e inquilinos que ocupam os armazéns na 16 de Junho, encerra um processo de expulsão de actividades que eram características da cidade, quase todas elas com ligação ao mar.
Para o Pina só o turismo conta e certamente não terá lido ainda que outras grandes cidades europeias, como Veneza, Barcelona e outras, vêm combatendo o excesso de turismo. Lembramos a esse propósito que o concelho de Olhão tem cerca de quarenta e cinco mil habitantes, e se apontarmos a agregados familiares de três pessoas, seriam necessárias quinze mil casas, quando existem vinte e seis mil, e nem assim a população de Olhão consegue arranjar uma casa.
Por outro lado a pandemia, veio mostrar que se torna indispensável diversificar a actividade económica, retomando a pesca (tão maltratada pelo Pina), a agricultura e a industria. Ficarmos na dependência de uma única actividade e ainda por cima sazonal, não é que quem queira o desenvolvimento do seu Povo mas apenas de alguns, os costumeiros pratos bravos que veem neste projecto do presidente da câmara, uma enorme oportunidade de fazer dinheiro.
Para esta canalha não conta o mal estar do Povo.
Mais, não se pense que ficam por aqui as diatribes turísticas do Pina, já que pela escrita do papá, até os terrenos das Reservas Agricola e Ecologica deviam ser mais permeáveis ao desenvolvimento turístico.
Mas pai e filho não têm os ordenados ou reformas dos comuns munícipes, vivendo bem acima deles, e é neles que se devem centrar as preocupações.
Olhão, cidade e concelho não se resumem à frente ribeirinha, Os investimentos não podem ser feitos única e exclusivamente naquela zona; a generalidade das ruas precisam de tapetes; infraestruturas de agua e esgotos precisam ser renovados.
E já agora, uma obra que ainda nem foi objecto de concurso, a noticia serve de quê? De pura campanha eleitoral! Acordem!


terça-feira, 8 de setembro de 2020

OLHÃO: OS MONOS DA AMBIOLHÃO!

A imagem acima foi retirada de uma publicação da União de Freguesias Moncarapacho/Fuzeta. Para sermos justos, temos de dizer que não só é oportuna como justa, pondo a nu a politica empresarial da câmara municipal de Olhão, através da sua empresa para o ambiente.
Como todos os munícipes podem observar na pagina frontal da factura da agua, a Ambiolhão faz-se pagar e bem pela recolha de monos ou verdes, sendo o primeiro m3 à borla, mas todos os demais têm um custo elevadíssimo, 10 euros por m3.
Pensamos que todos os residentes no concelho querem um concelho mais limpo, não bastando as campanhas de sensibilização, importantes também, mas manifestamente insuficientes, no que aos monos diz respeito.
Nem todos têm transporte para levar os monos até ao ecocentro e quanto maior for a distancia a este, maior será a dificuldade. Monos, tal como se refere no cartaz são resíduos que pela sua dimensão não podem ser colocados nos ecopontos, e isso cria um outro problema que é o sitio certo para a sua colocação. Uma cama, um colchão e uma mesa ocupam mais de um m3e a partir daí é só pagar e bem.
Sendo assim, parece-nos absurdo que quem diz querer acabar com as pequenas lixeiras que vemos com alguma frequência nas redes sociais e outras presenciais, não tenha o bom senso de perceber as dificuldades que os munícipes enfrentam para depositarem os monos no sitio imposto pela autarquia e a sua empresa. 
A logica da Ambiolhão e de quem a preside é a de pôr os munícipes a pagar aquilo que não podem pagar, porque afecta os seus precários rendimentos. Portanto a única alternativa ao uso de uma viatura para depositar os monos no ecocentro, e nem todos têm uma viatura capaz de transportar os monos com alguma dimensão, é o recurso á Ambiolhão, e eles sabem-no bem. Ou então, olhar para todos os lados e se não estiver ninguém a ver, abandonar junto da casa do vizinho ou numa outra lixeira improvisada. E já são muitas neste concelho, algumas delas com meses porque a Ambiolhão não os recolhe.
Ciente destas realidades, a União de Freguesias Moncarapacho/Fuzeta, atenta às dificuldades logísticas e económicas dos seus fregueses, entendeu bem e em boa hora, disponibilizar um serviço gratuito de recolha de monos. No fundo, a União de Freguesias Moncarapacho/Fuzeta, está a prestar um serviço ao seu Povo, razão para que foram eleitos. E os outros?
Que saibamos, mais nenhuma freguesia lhe segue as pisadas, mas que se compreende visto serem da mesma cor de quem preside ao órgão maior do concelho, a câmara. e não vão correr o risco de desfalcar a empresa dirigida pelo presidente da câmara das receitas provenientes dos monos.
Uns servem o Povo que os elegeu, e os outros, assaltam-lhes a carteira.
Mas que grande cambada!
Bem haja a União de Freguesias Moncarapacho/Fuzeta! 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

OLHÃO: ONDE ANDA A POLIS?

A grande maioria das pessoas pensam que a Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa já morreu mas estão enganadas; existem para algumas coisas e morreram para outras, consoante as conveniências politicas.
Tano assim é que a nova ponte para a Praia de Faro vai finalmente ser construída, se o concurso não ficar novamente deserto, mesmo depois do arranjinho para o tornar viável, como se pode ver em https://www.algarveprimeiro.com/d/polis-litoral-ria-formosa-lanca-terceiro-concurso-para-a-ponte-da-praia-de-faro/34096-4.
Mas se a ponte vai ser construída, fica por saber porque outras situações aprovadas não avançaram como o PIR da Armona. Estava aprovado desde 2015, e nessa altura estava o presidente da câmara municipal de Olhão na administração da Polis, mas só levantou objecções posteriormente, quando passou a ser gerida pela camarada Pacheco.
A partir daí, o Pina, mandou ele próprio elaborar um PIR, com que tentou iludir o ministro do ambiente, e este, comprometido que estava com o anterior PIR, remeteu para a APA a responsabilidade da aprovação ou não do projecto do Pina. Como a APA já tivesse aprovado um PIR não havia motivos para aceitar um outro que não contemplasse as orientações definidas para o inicial.
A partir daí começam a levantar-se o problema dos esgotos, que deviam ter sido feitos há mais de trinta anos, para os quais a autarquia nunca quis saber. E será que quer saber?
De acordo com o contrato de concessão, os esgotos são condição essencial para a renovação da concessão que termina em 2023 mas que tem de ser denunciada pelo menos um ano antes, podendo no entanto sê-lo no decorrer do próximo.
Mas não só dos esgotos se trata, porque em qualquer PIR, seja o inicial ou o do Pina, vão haver demolições e como isso pode ter custos eleitorais, o edil olhanense foge a divulgar o seu projecto, deixando que as pessoas acabem o período e veraneio para depois ditar a sua sentença.
Claro que vai tentar atirar a responsabilidade para cima de terceiros, esquecendo-se que foi a cabeça da contestação às demolições nos restantes núcleos da Ria Formosa, que não estavam sob sua jurisdição. É tão simples fazer a guerra na casa dos outros!
Tudo argumentou para impedir as demolições, como a presença do camaleão. Então e não há camaleões na Armona?
E porque não abriu já o novo concurso publico para a construção da rede de esgotos? Está a pensar que a APA lhe vai aprovar o PIR sem ter feito os esgotos? Ou será que tem uma carta escondida debaixo da mesa, para entregar a concessão a privados? É bom não esquecer que foi tema da sua campanha eleitoral, em 2013, de que queria transformar a Armona na Quinta do Lago de Olhão! 

domingo, 6 de setembro de 2020

OLHÃO: NOVAS CONTRATAÇÕES, NOVOS FILMES!

1 - A Câmara Municipal de Olhão abriu concurso publico para a contratação de três técnicos superiores, como se pode ver em http://www.cm-olhao.pt/municipio/documentos/category/142-procedimentos-concursais. Naqueles três concursos, há um que nos chama a atenção e é precisamente o da contratação de um licenciado em direito para a divisão de policia municipal. Isto porque o vencimento de um técnico superior de uma autarquia não é tão atractivo quanto isso, apenas servindo de opção em inicio de carreira como se de um estagio se tratasse. O jurista a contratar vai adquirir uma rica experiencia em Direito Administrativo, Urbanismo, Ambiente e Ordenamento.
2 - Cada vez com mais peso, a policia municipal, o braço musculado da autarquia, vai reprimir tudo aquilo que não foi autorizado pela câmara mas vai deixar passar em claro tudo aquilo que a mesma autoriza ainda que de forma ilegal, sim, porque nem tudo a câmara pode autorizar, e tem-no feito em violação do Regulamento Geral da Edificação Urbana, do Regime Juridico da Urbanização e Edificação, dos Planos de Gestão Territorial.
Para que os nossos leitores tenham uma pequena noção do que falamos, o Regulamento Geral da Edificação Urbana, estabelece que as novas construções devem obedecer a uma linha imaginaria que resulta da aplicação de um angulo de 45º no lado oposto da rua, ressalvando os gavetos. Na prática tal medida ditaria que as novas edificações não pudessem exceder a largura da rua.
Ainda que aplicável a todas as zonas urbanas do concelho, veja-se que, particularmente nas Zonas Históricas, aquele Regulamento não tem sido aplicado, com muitas construções a violarem-no. E com autorização da câmara!
Se existissem duvidas quanto a isso, lembramos de algumas poucas construções autorizadas de forma ilegal como a casa dos ingleses na Ilha da Armona, o empreendimento do Luis Coelho na Fuzeta.
A autorização de operações urbanísticas em violação dos Regulamentos, Regimes Jurídicos e Planos de Ordenamento, são susceptiveis de configurar  actos de corrupção ou dos crimes que lhe estão conexos.
3 - A corrupção existe em todos os regimes políticos, o que não faz deles regimes corruptos, mas assume proporções maiores quando há falta de transparência, baixos salários e um clima de impunidade, embora sejam praticados em regra por funcionários de forma isolada ou em pequenos grupos.
No fundo o que está em causa é o défice democrático com que alguns, não todos, políticos nos brindam, escondendo das populações os documentos que deviam ser publicos, respondendo mal às pessoas evitando a sua participação nos processos de decisão, afastando-as das sessões publicas dos diversos órgãos autárquicos, no essencial tentando silenciar qualquer forma de oposição.
Da autoridade depressa se passa ao autoritarismo!
Qualquer semelhança com a Câmara Municipal de Olhão, é pura coincidência! E esta heim. 

sábado, 5 de setembro de 2020

OLHÃO: QUEM DEVE AGUA É OBRIGADO A PAGAR? UNS SIM, OUTROS NÃO!

O desporto e em particular o futebol gera paixões de tal forma intensas em que a coerência dá lugar a formas de fanatismo, toldando o raciocino dos adeptos, não os deixando reconhecer a razão!
O futebol transformou-se numa enorme industria e os clubes, transformados em empresas, as celebres SAD, alimentando ainda mais o fanatismo assente numa clubite que já não tem razão de ser. As SAD, em muitos casos, deixaram de estar na posse dos clubes e passaram a fazer negócios pouco claros e transparentes, com comissões, transferências pouco claras e nalguns casos criando dividas, quando o objectivo é não pagar aos fornecedores.
Neste caso, encontra-se a Olhanense SAD, que não o clube. Na verdade, a SAD deve cerca de 100.000 euros ao clube e não está disposta a pagar um cêntimo, deixando o clube em situação de rotura financeira. Ainda que seja de lamentar e diga respeito apenas ao sócios, há no entanto uma questão que diz respeito a todos os munícipes.
É que na actualidade, muitos são os munícipes que reclamam, e bem, das contas que têm a pagar à Ambiolhão, na factura da agua, e se não o fizerem logo a empresa se apressa a cortar a agua. Será justo?
Pois bem a Olhanense SAD, há dois anos que não paga à Ambiolhão a agua que utiliza no Estadio e aqui ninguém corta.
Um exemplo do que é o aproveitamento politico do fanatismo e da clubite, com uns a terem de pagar sob pena de ficarem privados do uso da agua e outros abusando do consumo e nada pagam. Será que vão parar à lista de incobráveis?
Com esta actuação o município e a sua empresa estão na prática a dar cobertura a uma empresa (SAD) muito duvidosa e que ainda recentemente viu editais com penhoras diversas por falta de pagamento, lesando o clube que vê assim o seu nome manchado. 
E os adeptos conseguem perceber a diferença entre o que é a empresa e o clube? Quando se fala nestas coisas ou melhor dizendo, quando se criticam situações destas, os adeptos reagem mal como se fosse o clube o atingido, quando a SAD está nas mãos de estrangeiros que nada têm a ver com o historial do clube, mas que o envergonham.
É como cidadão, munícipe que está obrigado a pagar a factura da agua sob pena de corte caso não o faça, que me pronuncio, manifestando o desacordo com os responsáveis políticos que permitem uma divida de dois anos a uma entidade duvidosa, à pala de uma clubite fanática que impede de ver a realidade.
UNS PAGAM, OUTROS NÃO!

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

ILHA DA ARMONA: PINA E LAIA CALADOS. QUE TRAMAM NAS COSTAS DAS PESSOAS?

A época balnear está a acabar e as pessoas a abandonar a ilha. Mas também o ano se aproxima do fim e sobre a renovação ou a falta dela, nem uma palavra.
Ao tempo da Sociedade Polis foi elaborado um Plano de Intervenção e Renaturalização para a ilha, núcleo de Olhão. Pina integrava a administração da Sociedade Polis mas sempre fez gato sapato das decisões, jogando com as conveniências do momento, sendo que nunca pensou em resolver o problema em definitivo.
A renovação da concessão está dependente da construção da rede de saneamento em baixa e o Pina apontou para um valor base reduzido por forma a que o concurso ficasse deserto. Não queria, nem quer, gastar  o dinheiro, pondo em risco a renovação da concessão.
Pina acredita que pode conseguir renovar a concessão mesmo sem fazer obras, contando para isso com o apoio de José Apolinário junto do Ministério do Ambiente, embora este já tenha sacudido a agua do capote endossando a responsabilidade para a APA.
A APA por seu lado põe como condição essencial a construção da tal rede programada mas nunca feita enquanto o Pina pretende primeiro a renovação e só depois a rede. Neste braço de ferro, o tempo vai passando e nem rede de saneamento nem renovação da concessão.
Que o Pina jogue com o tempo, deixando que as pessoas se vão embora para vir apresentar o novo PIR, e bastaria isso para desconfiar dos seus benefícios, é normal mas já não será tão normal assim que a associação que representa os proprietários de casas esteja tão calada quanto o Pina.
Pelo meio, fica o processo da questão do agravamento das taxas algo desajustadas e discriminatórias, sendo que a apresentação de uma providencia cautelar teria efeitos suspensivos do pagamento da factura apresentada pela Câmara Municipal de Olhão. Mas há quem entenda não haver como fundamentar. Mas ao mesmo tempo, avançam com a acção principal, já tendo para essa os tais fundamentos. Coisas estranhas!
Certo é que estão previstas demolições, sem direito a indemnização, mas como não diz respeito a certas pessoas não interessa. Não é a casa deles que vai abaixo mas sim a do vizinho. Que estranha forma de estar neste mundo! Pode ser que um dia lhes bata à porta e lhes falte o apoio que agora recusam aos outros.
O Agosto passou e nada foi feito. Todas as acções previstas abortaram. Mas sem luta não há vitoria!