sábado, 27 de novembro de 2021

OLHÃO: CENTRO DE VACINAÇÃO OU DOENÇAS?

 A câmara municipal de Olhão fez saber, através da imprensa regional e também da sua pagina na internet que reabriu o Centro de Vacinação, como se pode ler em http://www2.cm-olhao.pt/destaques2/3042-autarquia-investe-no-reforco-da-vacinacao-dos-olhanenses.

Com o concelho a preparar-se para chegar ao podium dos concelhos com mais infectados no Algarve e conforme as directrizes apontadas pelo governo, de atraso na campanha de vacinação de dois meses, foi preciso o aumento exponencial do numero de casos que levou à reabertura do centro de vacinação.

De forma pouco cuidada e mal organizada, parece que o objectivo se resumia a retirar as pessoas do Centro de Saude onde se vinha efectuando a vacinação. Pelo menos é o que de momento sobressai da reabertura do Centro de  Vacinação.

Duas bichas, uma para os que têm marcação, outra para a Casa Aberta, sendo que nenhum delas está identificada, com as pessoas a não saberem em que bicha se integrar, sujeitando-se a perder a vez caso se trate de marcação porque  não  há quem o explique.

Na anterior campanha,a câmara chegou a montar uma tenda para que as pessoas não ficassem ao frio ou chuva. Desta vez não há nada. Ontem, a temperatura ao final de tarde estava um pouco baixa  mas na véspera, foi bem pior, com algumas pessoas a estarem sujeitas àquilo por mais de duas horas.

Sendo uma doença que ataca mais nesta altura do ano por força do aumento da humidade e da baixa das temperaturas, não se encontra explicação para isto, a não ser que se pretenda que aquela exposição venha criar mais doenças.

Por outro lado, durante a semana o horário de funcionamento do Centro é das 13:00 horas até às 19:00 mas aos sábados e domingos começa às 09:00 horas. Vá-se lá perceber a razão destes horários.

Sendo uma criação da responsabilidade da câmara, que até tem um vereador para o pelouro da saúde, e tendo em conta a experiência anterior, nota-se a falta de organização, mas isso pouco importa, porque importante é encher a imprensa regional com noticias que sugerem a excelência de serviços que afinal não funcionam como deviam.

Batam palmas, que assim é que está bem!

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

OLHÃO: RUAS AO ABANDONO!

 Tirando as ruas da baixa da cidade, a maioria das restantes apresentam-se mal cuidadas se não mesmo abandonadas, com passeios esburacados, crateras nos pavimentos e caixas que representam um perigo.

Rara será a rua que não tem infraestruturas de telecomunicações, electricidade ou gaz, para não falar nas de agua e saneamento. Ainda que a manutenção de algumas delas não seja responsabilidade da câmara, esta tem a obrigação de chamar a atenção das entidades delas exploradoras.

No extremo sul da  Rua Antonio Henrique Cabrita, está uma caixa da EDP que apresenta sinais de degradação. Para alem do mau aspecto, é perigo que ela representa para algum condutor menos atento. Felizmente, a caixa está num lugar de estacionamento e não na faixa de rodagem, como se pode ver na imagem seguinte.


Há uns dias atrás, alguem com a percepção do risco, enfiou um tubo por forma a chamar a atenção dos condutores, mas agora o tubo está tombado e qualquer um pode cair na ratoeira. Seria isto posssivel se fosse na Avenida 5 de Outubro?

Mais de uma semana e ninguem da autarquia viu ou vê isto. Parece que andam distraidos com a luta pelo poder e as ruas da cidade ficam abandonadas. Mas também o que se pode esperar de uma zona que não é da fina flor da sociedade olhanense.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

OLHÃO: OSTRAS APREENDIDAS!

 Segundo nos dá conta o Algarve Primeiro, em https://www.algarveprimeiro.com/d/saiba-porque-foram-apreendidas-quatro-toneladas-de-ostras-em-olhao/41737-83, a GNR apreendeu quatro toneladas de ostras que devolveu ao meio natural. Esta é uma história mal contada, muito mal contada!

As ostras apreendidas são da espécie  Cassostrea Giga, uma espécie exótica que nem devia ser produzida na Ria Formosa, mas porque causa da santa economia, as entidades responsáveis pelo conservação da natureza aceitam, quando noutros locais impuseram a produção da ostra portuguesa.

São produzidas em viveiros, dentro de sacos feitos com fibra plástica e colocados em cima de mesas de ferro. Nada disto é, para as autoridades, poluente ao contrario de um tijolo para proteger os viveiros. Mas se são produzidas em viveiro (cativeiro) como foram devolvidas ao meio natural? Abriram os sacos e despejaram-nos?

Diz-se que foram apanhadas a serem metidas numa carrinha sem o documento fito-sanitário. Que saibamos, o que é exigível é uma guia de transporte e apresentar nos serviços da Docapesca. Quanto aos viveiros classificados para a produção de ostras como sendo de classe A, os bivalves podem ser comercializados sem necessidade de irem à depuradora.

É curioso ver que foi na transferência do barco para a carrinha, mas sendo assim, como vão fiscalizar as ostras do Pina se entram directamente da rampa para o armazém? Quem diria que até na produção de ostras, o Pina está impune por mais irregularidades que cometa, enquanto os outros são perseguidos.

Um sistema a cair de podre e caduco!

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

OLHÃO: LUTA PELO PODER!

Na sequencia das eleições autarquicas, alguns ditos socialistas manifestaram em off, o seu mal estar em relação à gestão do presidente Pina.

De entre eles, destaca-se o Sergio Nicolae, o mesmo que em tempos ameaçou "puxar fogo" à sede da JS, que nas redes sociais desabafou o seu desagrado, como se pode ver na imagem seguinte

O que o Nicolae não diz é que ele proprio queria ser candidato à presidencia da Junta, mas que abdicou a favor de um outro camarada. Entretanto, é o vereador João Evaristo quem propõe o nome do actual presidente de Junta.
Para quem conhece os meandros da politica dita socialista local, o Evaristo só avança com a proposta porque tal lhe foi encomendado pelo patrão Pina, que não queria nem o candidato a candidato nem o Nicolae. Se alguem espetou a faca nas costas dos candidatos a candidatos foi o Pina!
Pelo meio, realizou-se um almoço entre ditos socialistas e que contou com a participação do João Evaristo, almoço onde foram manifestadas algumas inquietações com o rumo do falso partido socialista em Olhão.
Depois do chumbo do orçamento e que ditou a convocação de eleições antecipadas, logo algumas figuras começaram a fazer-se a um lugar cimeiro, não para servir o país e os portugueses mas os interesses pessoais e de quem seja capaz de proporcionar bomns negocios.
De entre os candidatos a um lugar governativo, que até pode ser de secretario de estado, encontra-se o Pina. Embora na nossa opinião, isso só é possivel, não pela qualidade do candidato mas pela condição de portador de um  cartão socialista.
Se isso se vier a concretizar, já se aventa o problema da sucessão, que de acordo com a lei, o lugar deixado vago será preenchido pelo candidato seguinte na lista de canadidatura, neste caso a vereadora que já disse em off que a forma como os destinos da autarquia têm sido conduzidos lhe retira as condições para o exercicio do cargo; segue-se então o terceiro na lista, mas antes a vereadora terá de abdicar o que não será muito credivel.
Do mesmo modo, quantos mais renunciarem aos cargos, mais serão os substitutos, alguns deles sem qualquer experiencia ou competencia para os cargos. Mais uma vez o cartão a funcionar.
O que é curioso ver, é o Nicolae, que apesar dos mimos que já lhe dirigimos, até consegue ser de entre eles o mais forte ideologicamente, mas que sempre encarou a politica como um campeonato de futebol e o partido como um clube, nunca despindo a camisola do clube.
Nicolae sabe, até porque foi assessor do Pina, as habilidades condenaveis cometidas pelos executivos nos ultimos mandatos, mas sempre os omitiu, porque enquanto assessor, sabia-lhe bem receber aquele vencimento sem ter de aturar os alunos na escola.
E porque a sabe toda, quando o Nicolae vem falar numa auditoria às contas da Junta, é porque elas deixam muito a desejar, estando neste caso a apontar o dedo ao actor.
Por outro lado, embora não vejamos qualidade para ser presidente de Junta, não será pelo facto de ser  tarefeiro que a não tem.
Afinal, a familia dita socialista está em estado de negação e com alguns sintomas de revolta contra o patrão. 
Não somos só nós, agora de dentro do proprio partido!

terça-feira, 23 de novembro de 2021

TRETAS OU NEGACIONISMO?

 Com a chegada da pandemia ao nosso País passou a entrar no quotidiano das pessoas a ideia do negacionismo, o qual serviria para recusar as evidencias de uma suposta verdade ou treta. Algo muito conveniente para o poder politico e par um certo sector empresarial.

Como é do conhecimento de todos, o ano tem quatro estações com caracteristicas climatericas proprias e com elas, a propensão para algumas doenças. A Primavera é um perido de transição do frio  para o calor; o Verão tem tempo seco e calor; o Outono faz a transição do calor para o frio e humidade, propois do Inverno a estação que se segue.

Ainda que possam surgir em qualquer epoca do ano, a Primavera é propensa às alergias, o Verão às micoses, o Outono às gripes, sinusite e bronquites e o Inverno com os resferiados e pneumonias. Neste ultimo caso, são as crianças e os idosos, os escalões etarios que se apresentam mais fragilizados.

O Covid 19, assume neste caso, as caracteristicas de uma doença de Outono/Inverno, mas não é tratada como tal, com o virus a   encontrar na humidade e nas baixas temperaturas as condições climatericas ideais para o seu desenvolvimento.

Chegados aqui, importa reflectir se a melhoria a que assistimos na Primavera/Verão passados se deveu à campanha de vacinação ou se foram as alterações das condições climatericas que o permitiram.

No final do Verão, foi anunciado a grande vitoria aos conseguir-se a vacinação de 87% da população portuguesa, para agora se verificar um grande crescimento de infectados, na maioria dos casos já vacinados.

Será que a vacina é tão eficaz como nos querem fazer crer ou  trata-se de proteger mais um negocio?

Por principio, a vacinação é uma medida preventiva e não de combate, e como tal deve ser feita antes da chegada do virus, tal como acontece com a vacina da gripe.

Sendo o Covid uma doença com caracteristicas do Outono/Inverno porque não foi feita a campanha de vacinação em Setembro/Outubro e permitiram que o virus se instalasse, para depois proceder à terceira dose de vacinação?

Também já se percebeu que a comunidade cientifica não se entende quanto à forma de combater a epidemia, mas é a versão oficial que nos é imposta, não admitindo o uso do contraditorio, censurando-o mesmo, como se o debate não fosse indispensavel para que todos conhecimento da realidade.

E é tão mais importante aquele conhecimento quando se trata de impor medidas restritivas dos direitos sociais e laborais como se elas, por si só resolvessem o problema.

Foram as autoridades que transmitiram a ideia de qua a mascara dava a falsa sensação de segurança; as mesmas que tanto falavam na imunidade de grupo que agora vemos, falharam. Mentiram-nos tanto que resta saber a verdade.

Certo é que com isto, alguns, poucos, viram as suas contas bancarias engordarem enquanto outros eram condenados à miséria e sobre esses não se fala.

Afinal, o discurso das autoridades é de treta ou quem quer o contraditorio que é negacionista?

Bem me podem chamar de negacionista mas só como o que quero!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

OLHÃO: OS JARDINS DA DISCORDIA!

 Quanto mais tempo passa, mais são as pessoas que se manifestam contra os trabalhos executados nos Jardins de Olhão.

Quando avançou para a obra, o Pina dizia que o Jardim Patrão Joaquim Lopes era fruto do romantismo do Estado Novo, mas parece que ele é um saudosista desses tempos embora nunca os tenha vivenciado.

Claro que também conta com alguns defensores da obra realizada, utilizando os mais diversos argumentos. E têm esse direito embora não signifique que estejam correctos tais argumentos.

Recordando esses tempos, os recreios das escolas eram de terra batida e ali se praticavam as mais variadas actividades ludicas, mas nos dias que correm, esses espaços estão vedados e impermeabilizados, não permitindo nem o acesso nem aquelas praticas.

Em diversos pontos da cidade também haviam espaços onde se praticavam aquelas actividades mas foram ocupados pelo urbanismo, não havendo lugar para um campo de futebol e das outras actividades, agora substituidas pelos tablets, telemoveis e outros que à epoca não existiam.

Supostamente, os jardins eram espaços que deviam ter arvores e flores ou arbustos; podem ter relva também. Acontece que se entrou na era dos espaços "verdes". a relva, mictorio dos câezinhos, porque não há uma pequena cerca de protecção. Assim, enquanto noutros paises, as pessoas procuram este tipo de espaços para se estenderem ou fazer alguns piqueniques, é agora substiuido pela urina e cócó dos animais, que não têm culpa de quem os leva ao jardim como se fossem à casa de banho.

Como saudosista do Estado Novo, o Pina teve a lembrança de criar espaços de terra batida sem dizer o que pretendia, embora saibamos que ele tem alergia a tudo que liberte folhagem.

Como se pode ver na imagem roubada do Grupo Olhão Cidade e Concelho, da autoria de Jessica Mendes e que repoduzimos de seguida

Não satisfeito com isso, os parques infantis foram brindados com um tapete de brita, que é para as crianças verem como sofriamos naqueles tempos.
Assim, do romantismo que ele dizia ultrapassado ele adere ao saudosismo do mesmo regime. Isto é que vai um socialista de meia tigela!

domingo, 21 de novembro de 2021

OLHÃO: O ESGOTO DO PORTO DE PESCA

 Esta semana, a linha de agua que vem do Brejo e desagua no topo norte do porto de pesca, descarregou bastante porcaria como se de um esgoto se tratasse, de tal forma que a empresa municipal de ambiente, a Ambiolhão  foi chamada a intervir, conforme o seu comunicado que pode ser lido em https://www.facebook.com/ambiolhao/posts/624108842270594.

Diariamente acontecem descargas de esgotos por aquela linha de agua só que não com a dimensão desta. Depois das chamadas ligações clandestinas, seguem-se as ligações  desconhecidas, estas mais próximas da verdade. Diz a Ambiolhão que pesquisou no lado sul do caminho-de-ferro, onde nada encontrou, mas tambem no lado norte, tendo encontrado um obstrução na Rua da Olivença que fez desviar o esgoto para a linha de agua, obstrução essa que foi corrigida. E quando voltar a acontecer?

Já se passaram bastantes anos desde a ultima construção nesta zona não se percebendo como podem haver ligações clandestinas ou desconhecidas, mas será sempre uma boa desculpa, para não reconhecer a necessidade da construção de uma rede de saneamento nova, sem estes inconvenientes.

Curioso é no entanto que a Ambiolhão venha admitir que se trata da linha de agua que vem do Brejo, não fazendo parte da rede de aguas pluviais, embora aquela linha tenha sido encanada a partir da horta do Salero, como era cohecida.

Esta linha de agua encanada não tem tampas de colectores, atravessando a Avenida D. João VI, prosseguindo pelas traseiras das escolas do Bairro da Cavalinha, por baixo dos prédios entre as ruas João da Rosa e Olivença, seguindo pela rua até à antiga Fabrica do Tomate, atravessando o caminho-de-ferro e passando por baixo da Bela Olhão.

Pergunta-se como foi possivel que a câmara autorizasse a construção de edificios em cima da linha de agua, quando a lei manda que se respeite uma distancia de dez metros para cada lado das linhas de agua? E já agora, como aprova um plano de pormenor em que se constroi com uma volumetria exagerada em cima da linha de agua?

Por mais que façam, as descargas de esgotos através desta linha de agua vão continuar, a não ser que façam umas obras decentes.

Clandestinas são as acções da câmara municipal, presidida pelomeu amigo Pina!

sábado, 20 de novembro de 2021

RIA FORMOSA: QUE FUTURO?

 Na semana que agora termina, foram largados na Ria Formosa, 6o cavalos marinhos, reproduzidos em cativeiro, pelo CCMAR, como se pode ler em https://www.publico.pt/2021/11/16/ciencia/noticia/libertados-cavalosmarinhos-ria-formosa-travar-queda-populacao-1985195.

Parecendo uma boa noticia, ela deixa muito a desejar, porque as perspectivas de futuro para a Ria são algo sombrias. Ainda que a ciência tenha o seu lugar, a verdade é que também é necessário ao serviço de quem ela está, e pelos vistos serve a muito boa gente mas só traz restrições para quem vive da Ria.

Tal como se diz na peça, o primeiro levantamento da colonia de cavalos marinhos foi feito por uma biologa canadiana, que na sua viagem ao local verificou que a colonia tinha sofrido uma grande quebra. Na altura foram apontadas algumas causas, de entre elas duas sobressaiam; a poluição e a forma como fundeavam os barcos no habitat daquele peixe. Estávamos então no inicio do século.

Entretanto passaram-se vinte anos, mas pelo meio, em meados de 2010/2011, surge a alga Caulerpa, que há mais de cinquenta anos não era avistada na Ria, segundo os investigadores do CCMAR, mas que nenhum pescador viu em toda a sua vida.

Há quem diga, que enquanto o CCMAR procedia à transposição da seba para o Portinho da Arrabida, plantava a Caulerpa. Claro que o CCMAR nega esta versão, até porque deu asneira, mas uma asneira desculpavel na medida em que pode ajudar na descarbonização.

Segundo relatos de quem vive e trabalha na Ria, a Caulerpa tem vindo a ocupar o lugar da seba, o habitat natural do cavalo marinho. Uma alga que apodrece os fundos e que não serve de abrigo para a desova das diversas espécies, outrora abundantes na Ria.

Mas o CCMAR também reconhece que a Caulerpa não permite o desenvolvimento de uma pequena especie que serve de alimento ao cavalo marinho.

Porque não se faz um levantamento das especies que existiam na Ria e que desapareceram? Porque não se reproduzem artificialmente essas especies com o objectivo do repovoamento da Ria?

É facil apontar o dedo à pesca mas então para que serve o mar se não for como fonte de alimento? Para transferir a poluição feita em terra e despejar no meio natural, a Ria Formosa, como é o caso das ETAR!

Parece ser por demais obvio, que o que se prepara na Ria, é a destruição de todas as actividades economicas tradicionais, criando as condições para que cada vez menos se produzam as espécies que eram o suporte da vida de milhares de pessoas.

Não é por acaso, que grandes organizações empresariais apoiam este tipo de iniciativas, organizações que nunca tiveram a mais pequena preocupação com a vida na Ria e menos ainda com as populações que dela dependem.

Vejam no link quem é que apoia esta cagada e perceberão qual o futuro que se desenha para a Ria.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

OLHÃO: PRESSIONAR PARA VENDER BARATO!

 A rua José Feliciano Pereira Leonardo, a que vai da Avenida até à Rua Gil Eanes, está interrompida na Rua Manuel Tomé Viegas Vaz, com baias para impedir a circulação automovel, porque as antigas instalações da creche da Fabrica Coco, apresentam alguma degradação, com queda de rebocos. E por isso foram vedados os dois edificios de ambos os lados da Rua.

Das duas, uma. Ou os prédios ameaçam ruir e aí haveria lugar a uma intervenção da Protecção Civil, presidida pelo presidente da câmara, António Pina, ou então será mesmo pelo estado de degradação.

Por isso, consultámos a pagina na internet da câmara e não encontrámos nenhum edital notificando o ou os proprietários  para procederem a obras, tal como manda a Lei.

Por outro lado, a câmara pode tomar a posse administrativa dos edificos e proceder às obras necessárias para impedir a continua degradação.

O que não faz sentido, é cortar pura e simplesmente o transito sem acompanhar essa medida de outras correctivas do problema, notificando os proprietarios ou pela posse administrativa e fazer as obras, apresentando mais tarde a conta.

Não devemos esquecer que a câmara já o fez no edificio do antigo Riasol apenas porque era mal frequentado e ninho de ratos.

Importa ainda analisar a atitude da autarquia neste caso. É que se não notifica ou faz obras será porque os edificios não ameaçam ruir, embora possam representar algum risco para quem circula ali. Não sendo por uma ou outra razão, poderá chegar-se à conclusão que se trata de uma antecipaçâo à Area de Reabilitação Urbana, com a qual se pretende dar um ar novo à zona.

Se tiverrmos em conta que dez metros mais à frente mandaram limpar os restos do armazem que fazia parte da antiga Fabrica Coco, então estamos a assistir à limpeza, com o objectivo de forçar os proprietarios, não a fazer obras, mas a vender, algo que já foi publicitado, por preços inferiores aos de mercado.

Tendo em conta as pressões que têm feito para correr com os moradores do bairro do Xavier, acabar com os armazens da Avenida 16 de Junho, parece estarmos efectivamente perante mais uma manobra de pressão para satisfazer interesses alheios.

O pequeno ditador age como se fosse o dono disto tudo, passando por cima de tudo e todos, e estando no ultimo mandato, está na hora de arranjar uns testas de ferro para enriquecer. Quem sabe o que esconde por detrás destas medidas?

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

OLHÃO: FRENTE RIBEIRINHA VAI PARA ESTUDO

 O pequeno ditador em presidente de câmara, assinou um contrato com o LNEC para o estudo do modelo numerico da hidrodinamica e da qualidade da agua na frente ribeirinha da cidade de Olhão, como se pode ver em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=8339974.
É curioso verficar que o Pina só defende a descentralização para o que lhe convem mas não procede da mesma forma em relação àquilo que diz respeito a toda a população do concelho a que preside.
Não é por acaso que é mandado elaborar este estudo, e sabedores da forma de pensar do edil, boa coisa não se adivinha.
A hidrodinamica tem a ver com as correntes, a acção das marés nos fundos e margens e nas suas consequencias. Longe vão os tempos em que se invocava a hidrodinamica para justificar a erosão  nas ilhas barreira, porque se torna conveniente quando é o poder que quer proceder à artificialização da frente ribeirinha. Muito conveniente!
Até que ponto vai esta artificialização? Será que servirá para justificar a abertura de um canal para aproximar a marina da Ilha da Culatra? Não nos espantaria já que a unica politica do Pina é fomentar o eixo turistico, mesmo que isso signifique o fim de actividades economicas tradicionais.
Mas se é assim quanto à hidrodinamica o que dizer da qualidade da agua para a qual o Pina nunca revelou a mais pequena preocupação, sendo a autarquia uma das grandes responsaveis pelo nivel de poluição da frente ribeirinha.
A qualidade das aguas, tendo em vista o fim a que se destinam é regulado pelo Decreto-Lei 236/98. Para responder à Comissão Europeia por via de uma queixa por nós apresentada e livrar-se da penalização devida, o governo de Coelho/Portas, inventou uma saía airosa, elaborando um Despacho a que as entidades limparam o cu, e que pode ser lida a primeira pagina na imagem que reproduzimos de seguida
A APA através dos seus Serviços Desconcentrados a ARH-Algarve ficou com a resposnabilidade da vigilancia da rede de aguas pluviais, função que repartia com a Aguas do Algarve e a Câmara Municipal de Olhão.
A ARH procedeu então à monitorização de toda a frente ribeirinha e od resultadosnão podiam ser pioresjá que nos pontos de amostragem se verificavam elevados niveis de poluição.
Com a queda do governo de Coelho/Portas, o presidente da ARH foi despedido por encomenda do Pina eas monitorização foram esquecidas. Vir agora fazer um estudo para a qualidade das aguas é no minimo ridiculo porque já se sabe da qualidade.
Acontece que estas insituições são dirigidas politicamente e não raras as vezes, quando lhes é encomendado um estudo, albardam o burro à vontade do dono, ou seja, escrevem aquilo que covem ao pagante.
Lembro-me de, em Março de 2010, quando o mar galgou a Ilha da Armona-Fuzeta, do LNEC ter apresentado um estudo em apenas 4 dias, um tempo record como o salientou o Ministério Publico no despacho de arquivamento de uma queixa, também por nós apresentada.
O País está entregue à bicharada!
Vamos acompanhar a situação, convictos de que o estudo dirá que as aguas são boas para uso balnear, porque o que está em causa são as praias urbanas do Pina. Bem podem os turistas tomar banho na merda!
É preciso muita lata!

terça-feira, 16 de novembro de 2021

OLHÃO: FALTA DE CONCERTAÇÃO NA ACASO, UM CASO A SEGUIR

 Os "donos" da ACASO, evidenciam os mesmos defeitos da gestão autarquica, ou não fosse o seu manda-chuva o cartilheiro do presidente da câmara.

A seita, porque é disso que se trata uma seita, socialista que domina a maioria das IPSS do concelho, não está disponivel para encontrar soluções de distribuição do seu pessoal, o que leva a duvidar das intenções.

Assim, promovem uma restruturação do Centro de Dia sem qualquer consulta aos trabalhadores que exercem funções naquele local de trabalho.

Como é de calcular as tarefas no Centro de dia são diversas, sendo uma deles a do apoio domiciliario, a qual requer uma abordagem diferente da que é prestada no Centro, E porque assim é, os trabalhadores deveriam ser consultados, para em concertação encontrarem a melhor solução.

Mas não pensa assim a direcção da IPSS. Então retiram os trabalhadores que exercem funções no Centro para os colocar exclusivamente no apoio domiciliario a tempo inteiro, sem que os mesmos tivessem sido ouvidos. Não têm direito a opinar, obedecendo à logica de que estão lá para trabalhar e não para opinar!

Acontece que o Centro de Dia tem mais utentes que o apoio domiciliario, mas preferem ir recrutar fora do que manter o funcionamento como até aqui, e que tem sido elogiado. Se há queixas não é pelo trabalho mas pela falta de qualidade da comida e de quem dirige os serviços.

Como é natural, os trabalhadores tinham as suas vidas familiares organizadas de acordo com o trabalho que tinham mas com a nova metodologia, os horarios e fins de semana todos mudados. Tudo porque a ideia é transferir o apoio domiciliario para novas instalações, a tempo inteiro, sem ter em conta a vida familiar de cada um.

Mas será realmente assim ou antes a intenção é a de criar insatisfação junto dos trabalhadores do Centro de Dia para que estes abandonem os postos de trabalho, nãolhes bastando os miseraveis salarios que lhes pagam.

É a escumalha dita socialista no seu melhor!

domingo, 14 de novembro de 2021

OLHÃO: O PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO LARGO DA FEIRA

 A imagem que a seguir reproduzimos foi"roubada" ao Nuno Miguel, a quem pedimos desculpa pelo furto.


Ainda não se sabe se é a pagar ou gratuito mas há questões nunca será demais lembrar, porque o nosso amigo Pina joga muitocom a ignorancia das pessoas.

A questão é que aquando da aprovação do Loteamento do Porto de Recreio estavam previstas a construção de 9 edificios, num total de 229 fogos, dos quais dos lotes 2A e 3A se destinam à Industria Hoteleira.

Já o estacionamento em espaço privado será de 107 lugares, o que ditaria no minimo, 122 lugares. Mas não se ficam por aqui. É que  no caso dos dois lotes referidos, é baseado na capacidade de alojamento, o numero de lugares em estacionamento em espaço privado deverá ter como referencia, um lugar/três camas, acrescido de 30% em espaço publico.

Desde logo prevê-se que para satisfazer a necessidade de estacionamento previsto para o loteamento ser bem superior aos 122 lugares, como acima dito, o que vai retirar muitos lugares no novo Parque.

Tudo isto pode ser visto na imagem que reproduzimos a seguir


Posto isto e sem falar nas situações de fogos com mais do que um carro, não nos parece que o novo Parque deva ser pago, e mais ainda, porque continuará a ser dificil estacionar aos sabados, dias em que os Mercados têm maior afluencia.

Batam mais palmas!

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

ALGARVE:A SECA NÃO INTEGRA A CAMPANHA ELEITORAL

 Segundo o IPMA, de acordo com a publicação do Região Sul, há alguns concelhos do Algarve em situação de seca severa, como se pode ver em https://regiao-sul.pt/2021/11/10/algarve-na-tv/tvi-varios-concelhos-do-algarve-atingidos-por-seca-severa/559027. Nada de preocupante para a classe politica! O facto de algumas barragens estarem abaixo do nivel habitual para este periodo do ano não entra na campanha eleitoral de um governo que usa opoder para se promover.

E de tal forma assim é que, perante o silencio dos governantes quanto a esta matéria, o governo faz deslocar à região, para inaugurações ou visitas anunciadas, membros do governo como foi o caso da secretaria de estado das pescas, que visitou (só) quatro concelhos, entre os quais Olhão.

Mandaria o bom senso e a Lei que os titulares de cargos politicos e as instituições por eles mandadas, se abstivessem de tais práticas, a partir do momento da marcação da data das eleições.

O regime de cacicagem que nos impõem leva a isto. Não bastava os pequenos caciques locais senão também os próprios governantes!

Mas enquanto se dedicam a pavonear-se pela região, deviam antes preocupar-se com a situação da seca, essa realmente grave e a necessitar de medidas urgentes se não vier uma chuva para repor os niveis das barragens.

E para aqueles que andam distraídos ou alheados deste tipo de problemas, preparem-se que pode faltar a agua nas torneiras.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

OLHÃO: TAXAS E MAIS TAXAS; ONDE VAMOS PARAR?

 Em regra, os municipes apenas se preocupam com o que gira à sua volta, esquecendo que com essa atitude estendem a passadeira aos nossos governantes autarquicos para fazerem como quiserem.

Desta forma, e com a falta de publicitação da discussão sobre o Regulamento de Taxas, aprovaram a subida exagerada de taxas e taxinhas. Por exemplo, para a transmissão dos estabelecimentos dos Mercados, os possiveis interessados são confrontados com a exigencia do pagamento de 48 meses de taxas (rendas),  o que inviabiliza a maior parte dos negocios.

Mas não só, na Ilha da Armona, a ocupação do espaço publico, seja para fins habitacionais ou comerciais, viu subir, e de que maneira, a respectiva taxa. Neste caso, a desculpa encontrada, prende-se com as obras de saneamento e agua e da requalificação do espaço balnear.

Mas se tivermos em conta, a onda de requalificações que foi feita no concelho e os muitos milhões gastos, nalguns casos de duvidosa necessidade, fundamentar o aumento das taxas com base na requalificação que se pretende efectuar na Ilha, não passa pela cabeça de ninguem.

Aliás, veja-se o que é dito no jornal da campanha dita socialista


Como se não bastasse o pagamento das taxas de disponibilidade da agua e saneamento, gabam-se da construção de 4,5 km de saneamento a quem não cobraram nadae agora pretendem cobrar na Ilha, a que proposito?

Do mesmo modo, gabar-se de ter gasto mais de três milhões na requalificação de pavimentação de estradas e pretender que os moradores da Armona tenham de custear as obras que ali façam, é de bradar aos ceus.

É certo que todas as infraestruturas ou a sua melhoria são bem vindas mas se não cobram a uns porque hão-de cobrar a outros?

Pensar que utilizaram os dinheiros do fundo ambiental para "requalificar" os jardins, e que na nossa opinião ficaram muito aquém do desejavel, questiona-se porque não foi utilizado o mesmo fundo para a intervenção nos esgotos e saneamento da Armona?

Certo, certo é que as taxas vão subindo com a maioria das pessoas a não se aperceberem. Valha-nos pelo menos os processos em tribunal que as contestam.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

OLHÃO: ENTRE A VERDADE E A MENTIRA, FICA A DUVIDA

 Muito pouco se tem falado sobre a Ilha da Armona apesar dos inumeros problemas que se colocam a quem lá tem uma casa.

A obra do saneamento só começa em meados de Fevereiro mas tão ou mais importante, para alguns, será o Plano de Intervenção e Requalificação (PIR), o qual já devia, se é que não está aprovado.

No gabinete do staff presidencial autarquico, têm uma planta com as casas a demolir, sejam elas para uso habitacional ou comercial e aqui começam as duvidas e as suspeições.

A falta de transparencia nos processos leva à suspeição pelo que os fieis seguidores do presidente não se podem queixar das insinuações, já que as mesmas têm origem nas péssimas práticas na gestão de conflitos.

Como facuilmente se aperceberão os nossos leitores a informação é vital, não só para quem queira vender mas também para quem queira comprar. É que se as pessoas souberem previamente quais as casas que vão ser demolidas, certamente que não avançarão para a compra, como também será natural que aqueles cujas casas estão em risco de ser demolidas pretendam vende-las.

Ora, as plantas do PIR são documentos publicos que deveriam estar publicados para que qualquer municipe a eles possa aceder e informar-se da realidade. Não o fazer, é deixar na mão de algum pequeno ditador, mesmo não eleito, o poder negocial.

Porque entre a verdade e a mentira fica a duvida, não podemos afirmar, mas  pelo menos lançar uma duvida que nos fizeram chegar. É que alguem estaria interessado na compra de três casas que supostamente estariam em zona de risco, ou seja para demolir. Para uma delas, o proprietario terá pedido inicialmente duzentos mil euros, mas como o comprador foi informado, apenas ofereceu trinta mil.

Por duzentos ou por trinta, a casa não deixaria de estar em zona de risco e de demolição, a não ser que poderosas forças ocultas permitam que as casas se mantenham de pé e sejam transformadas.

É este tipo de situações que tem de ser combatido e tal só será possivel quando as plantas do PIR, enquanto documentos publicos, forem tornados publicos. Caso contrario, a manter-se a falta de transparencia, é natural que surjam suspeições.

E se tivermos em conta os antecedentes, de algumas pessoas se queixarem de que lhes teria sido pedido cinco mil euros para agilizar o processo de transmissão, mais duvidas e suspeições se levantam.

Não se ficam por aqui os problemas da Ilha da Armona e nos próximos dias voltaremos ao assunto.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

OLHÃO: MODA ANTIGA NA AUTARQUIA

 Apesar de ter entrado à bem pouco tempo em funções, a câmara municipal de Olhão, presidida por António Pina, continua com os velhos habitos de esconder aquilo que interessa a todos nós.

Ao longo dos mandatos, o Pina tem procedido à contratação de tecnicos e empresa especializadas em informatica, sempre com o argumento da modernização, para continuar tudo na mesma merda, com falta de transparencia nos processos de decisão.

Como os nossos leitores poderão ver de seguida, a pagina na internet da autarquia foi alterada e vai levar algum tempo na procura de documentos e informação porque aquilo não está tão claro quanto desejavel.

Como se vê a apresentação é outra mas a merda a mesma. Por um lado quem mandou e quem procedeu às alterações, não teve a mais pequena preocupação com a publicação das actas das sessões de câmara. Apesar de na pagina anterior já surgir o ano de 2021, a verdade é que nem uma unica acta que está publicada, remontando a ultima publicação a 4 de Março de 2020.
As decisões ou deliberações com eficacia externa devem ser publicadas na pagina da autarquia na internet, tal resulta da conjugação do Codigo de Procedimento Administrativo e do Regime Juridico das Autarquias Locais, mas a câmara de Olhão não o faz, apostando na impunidade instalada no meio politico.
Bem sabemos que a câmara presidida pelo Pina quando procede a algumas contratações não é para fazer o que é correcto, mas sim para branquear as asneiras e favores que são feitos, rodeando-se de  uma equipa escolhida a dedo. Não lhe chegam os vereadores, chefes de gabinete, assessores, ou secretarios. Qualquer dia tem mais gente para o bajular do que o homem das selfies.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

CADA UM COME DO QUE GOSTA!

 Como é do conhecimento publico, o orçamento geral do estado  para 2022 foi chumbado, o que provocou a dissolução do parlamento seguida da convocatoria de eleições gerias antecipadas.

Em tempos já tivemos governos minoritários, tal como  o actual, não sendo necessario recuar muito no tempo para lembrar que José Socrates na sequência da sua queda, afirmar que nunca devia ter aceitado formar um governo minoritario.

Os dois ultimos governos, ambos minoritarios, só foram possiveis por um acordo, nem sempre cumprido, onde os direitos sociais dos cidadãos não foram salvaguardados.

Todos sabemos que o sistema de protecção social, a chamada segurança social, deixa muito a desejar, com a maioria das pensões de reformas abaixo do limiar de pobreza, para não falar nas restantes prestações sociais.

Na saude, embora a propaganda tente mostrar grandes investimentos na saude, a realidade mostra que acompanhando a destruição do serviço nacional de saude, são transferidas verbas para as clinicas e laboratorios privados, e são muitos milhões. Florescem os privados á custa do SNS. Pouco falta para que as pessoas deixem de ter acesso aos cuidados de saude. Quem não tiver dinheiro, não terá assistencia.

A que ficou conhecida como Lei Cristas ou dos despejos, apesar do actual primeiro ministro estar em funções há seis anos não foi alterada, permitindo ou favorecendo os despejos. O Estado demitiu-se da sua função Constitucional de assegurar o acesso a uma habitação condigna para todos. Seis anos não chegaram para alterar a Lei; quantos mais serão precisos?

A coberto da pandemia, a contratação colectiva foi suspensa, assim se mantendo mesmo após o levantamento das restrições sanitárias, uma medida que agrada ao patronato mas retira direiros aos trabalhadores.

O salario minimo está muito aquem de satisfazer as necessidades de quem trabalha, conduzindo à miseria dos trabalhadores. Diz o patronato que não tem condições para pagar mais mas fica por saber porque razão noutros países em que os salarios são bem mais elevados, conseguem ser mais competitivos que nós! 

Como podem os trabalhadores portugueses acreditar nestas politicas? Claro que há defensores para tudo e cada um come do que gosta. Nem conseguem ser social democratas quanto mais de esquerda. Eu não engulo a "verdade" oficial! E tu?

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

OLHÃO: QUANDO RESOLVEM O PROBLEMA DA PASSAGEM DE NIVEL?

Algumas pessoas estarão esquecidas que em meados de 2014 se levantou o problema da passagem de nivel da Avenida, tendo na altura a REFER decidido fecha-la.
Entretanto passaram-se sete anos, a caminho do oitavo, e não se vislumbra uma solução, embora a câmara municipl de Olhão tivesse encomendado um estudo para uma passagem superior.
A diferença é que agora, a obra de electrificação do troço entre Faro e Vila Real de S.º António vai mesmo avançar, tendo sido assinada a consignação da obra, conforme nos dá conta o Região Sul em https://regiao-sul.pt/2021/11/02/sociedade/intercidades-e-alfa-pendular-vao-chegar-a-vrsa/557463 .
A obra deverá estar concluida no prazo de dois anos ou seja em 2023 pelo que urge resolver a situação para que, chegado o momento, se dê o encerramento definitivo da passagem de nivel, com os transtornos para as pessoas com mobilidade condicionada, que daí advirão se não for solucionada.
O encerramento das passagens de nivel decorre da lei, não sendo a de Olhão um caso isolado, porque no troço entre Faro e Lagos, algumas serão suprimidas. 
Por cima ou por baixo do tunel, terá a câmara de encontrar uma solução. Se a opção for por baixo é necessário reduzir e muito o desnivel para que as pessoas com dificuldades possam vencer aquele obstaculo; mas por cima também será necessário encontrar uma solução, já que a altura que é preciso vencer também é acentuada; elevador, tapete rolante ou outra modalidade que permita aos idosos e a todos os que tiverem mobilidade diminuida a possam vencer.
Esatmos em crer que os partidos da chamada oposição não deixarão de questionar o presidente da autarquia sobre esta questão, porque se não for acautelada, aquela passagem de nivel vai transformar-se numa autêntica fronteira, entre a zona dos ricos e a dos pobres.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

OLHÃO: DA REQUALIFICAÇÃO PARA A REABILITAÇÃO

 Depois dos projectos de requalificação vêm os de reabilitação urbana, estes mais simples mas também com muito menos custos, já que quase se limitam à repavimentação de ruas, como temos vindo a assistir.

Nesse sentido, foi assinado mais um contrato para a repavimentação das ruas de Pechão, no velor de quase duzentos e oitenta mil euros, como se pode ver em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=8171441.

Obviamente que as requalificações não acabaram, porque ainda falta a frente de mar na Fuzeta e o lado nascente da cidade.

Anunciado no jornal da campanha eleitoral dita socialista, foram gastos no concelhoao longo do mandato cerca de três milhões de euros na repavimentação de diversas arterias. Já os gastos previstos nas ditas requalificações, só em Olhão, custam acima  de dez milhões.

A reabilitação urbana de que tanto se fala, em principio não contempla as demais infraestruturas, como as da electricidade, telecomunicações, gaz, e especialmente as de agua e esgotos, uma rica reabilitação. É ver os cabos de electricidade e de telecomunicações formando cachos na ruas de todo o concelho, a rede de gaz canalizado feita a conta gotas com a pavimentação a ser partida. Mas o pior não são as infraestruturas de agua e saneamento.

Refira-se que a rede de agua tem cerca de setenta anos, está podre, com roturas constantes como asque se verificam nas ruas agora alcatroadas. Vamos ver quanto tempo aguentam sem abrirem novos buracos.

Está a começar a epoca das chuvas, e vemos que na Rua 18 de Junho não há sumidores de aguas pluviais, escorrendo estas para as transversais que vão desaguar na Rua Almirante Reis, razão pela qual, quando chove um pouco mais, as tampas dos colectores levantarem por não suportar as pressões a que estão sujeitas. Uma rede a precisar de uma intervenção urgente, mas que não faz parte das opções do presidente, embora cause imensos transtornos a quem vive naquela zona.

Será que a reabilitação urbana nestas ruas não deva contemplar todas as infraestruras, ou o dinheiro dos municipes é para ser gasto apenas na frente de mar? Dez milhões gastos na zona ribeirinha e no resto da cidade são tostões!

É como se estivessem varrendo o lixo para debaixo do tapete; o que é para mostrar a quem nos visita bem arranjadinho e o resto fica paraos terceiro mundistas residentes. Que ricas opções!

terça-feira, 2 de novembro de 2021

OLHÃO POENTE, A FUTURA REQUALIFICAÇÃO

 

A quarta requalificação na frente de mar de Olhão, pelo menos está anunciada. Mas é preciso ler nas entrelinhas e não só o que prepara nesta zona.
Parte do entulho deitado ali foi autorizado pela câmara municipal de Olhão, especialmente as lamas que foram retiradas no inicio da construção do Delmar, junto à policia, o que não aconteceu por acaso.
O Pina já nos habituou  à apresentação parcial dos seus projectos, dessinseridos do contexto real, para que as pessoas não possam criar mais problemas, sendo este mais um exemplo.
Cada um come do que gosta, não sendo obrigados a comer daquilo que os outros nos querem oferecer!
No presente video que já tem algum tempo mas foi pouco divulgado, o Pina vem apresentar a quarta requalificação, para a qual se preparou rodeado de um certo secretismo, alterando a delimitação da reserva ecologica, para a poder levar a cabo. 
Sem a alteração efectuada não seria possivel construir o hotel previsto para a horta da câmara, e esse éo seu principal objectivo, vendendo primeiro o espaço, para depois instalar os bares e balnearios de apoio às "praias urbanas" e criar o novo espaço verde, onde mais tarde pretende realizar o festival de marisco.
Assim e sem que as pessoas se apercebessem, foi promovendo os aterros necessarios para a nova area verde. Até aqui tudo bem!
Pretende também, aproveitando os taludes das salinas para fazer um passadiço em madeira até à antiga ETAR Poente. E aí estamos contra, já que o movimento das pessoas vai provocar o stress das aves, sendo que logo ali se encontra o caimão, uma espécie protegida e que é por  via disso o simbolo do Parque Natural da Ria Formosa. Portanto quando o Pina vem falar na observação de aves deveria antes levar as pessoas por outras zonas.
E tanto assim é que, embora estando ao abrigo do Regulamento do Parque Natural da Ria Formosa, acabou por fazer uma estrada nova, o que aquele Regulamento não permite, até às imediações da antiga ETAR.
Entretanto, a empresa explorador da flor de sal, apresentou um projecto para a construção de novo edificio o que foi rejeitado pelo Parque e criou um diferendo entre a câmara e o Parque.
Claro que o objectivo final, é virar toda a frente de mar para o turismo e daí até à criação das "Salinas do Mar Morto", onde é fornecido um tratamento à base de lamas das ditas salinas.
Acontece que as salinas estão localizadas, paredes meias com a antiga ETAR e aqui ficam-nos muitas duvidas quanto à legalidade desta coisa. É que a zona de produção de bivalves Olhão 3 vai até ali e como se sabe está interdita a apanha de bivalves por contaminação microbiologica. E aqui coloca-se a questão de saber se o substrato (lama) onde é produzida a ameijoa está contaminado como não estão contaminadas as lamas das salinas, se o movimento das marés também levava para lá a poluição resultante da ETAR?
Isto é que éuma requalificação!

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

OLHÃO: ONDA DE REQUALIFICAÇÕES EXAGERADA

 

Nem todos têm os mesmos gostos da mesma forma que o conceito do que é melhor, varia consoante o olhar ou o pensamento que temos àcerca de uma determinada situação. Isto para dizer que o conceito de belo, bonito ou util varia de acordo com as perspectivas de cada um, ainda que para nós se trate de uma visão para o colectivo.
Ontem publicamos o video do projecto de requalificação dos Jardins, asegunda fase de requalificação da frente ribeirinha de Olhão, porque esta onda começou com a requalificação da Avenida 5 de Outubro. Assim o video que reproduzimos acima, representa a terceira etapa da requalificação da frente ribeirinha. Claeo que não vai acabar aí, mas isso fica para outro dia.
Este video apresenta o projecto de requalificação da Avenida 16 de Junho e dá, na nossa opinião, uma ideia errada, escondendo muito do que ali se vai passar.
Na realidade, a requalificação da Avenida 16 de Junho, representa uma machadada na pesca, porque ela se insere num plano mais vasto de desenvolvimento turistico à custa da destruição do que resta da pesca.
Antes de se iniciarem as obras, e qual dono disto tudo, já o Pina encomendava um estudo do espelho de agua de porto de pesca. Os passadiços de betão são para desaparecer e serem substituidos por outros flutuaveis, que acompanhem o movimento das marés.
Só que olharmos atentamente ao video, vemos que o lado poente do porto de pesca apresenta já uns barquinhos de recreio, o que dito de outro modo, a pequena pesca que utiliza este espaço para amarração dos seus barcos, vai ser "recambiada" para outras paragens, à semelhança do que têm feito com as pessoas.
No  fundo trata-se de criar mais um parque de estacionamento aquatico  para regalistas enquanto que para os de trabalho não se vislumbra uma solução.      
Da conjugação da requalificação da Avenida 16 de Junho, com a ARU do Levante e o Plano de Pormenor da Bela Olhão (designação nossa) mais a alteração no espelho de agua do porto de pesca,  resulta a expulsão de uma franja significativa de olhanenses para os guetos da  periferia e do seu local de trabalho.
Que raio de desenvolvimento é este que não tem preocupação com o bem estar da população, preocupando-se apenas com o encher dos bolsos de meia duzia de patos bravos ou outros gananciosos?

domingo, 31 de outubro de 2021

OLHÃO: OS JARDINS DO DESCONTENTAMENTO

Nos ultimos tempos tem-se gerado alguma polémica em torno da chamada requalificação da frente ribeirinha de Olhão, especialmente dos jardins.
Aquando da audição publica sobre este assunto, as pessoas que nela participaram de uma maneira geral, pronunciaram-se contra o projecto e pelosvistos com muita razão.
Seja qual for a forma como se apresenta um projecto, é sempre possivel fazê-lo de tal modo que as pessoas venham a aceita-lo. Basta olhar ao video acima para compreender isso; o pior é quando se passa para a fase de execução e fica a cagada de que todos, ou quase, se queixam. 
O mesmo se passa com as perspectivas de desenvolvimento criadas por estes projectos e pelo discurso     que se lhes segue. Desenvolvimento, para os apoiantes do Pina, é saber quantos estrangeiros vêm visitar-nos sem querer saber quantos postos de trabalho se criaram, para não falar na precaridade ou sazonalidade da maioria deles. Confundir o enriquecimento de meia duzia, à pala do empobrecimento de centenas, é para alguns um forte "desenvolvimento".
Não se percebe como é que a destruição dos jardins e a sus subtituição, com custos elevadissimos, 2,1 milhões, tragam esse tal de desenvolvimento. E ainda por cima com recurso a dinheiros do Fundo Ambiental.
Será que se aplicasse esse dinheiro na eliminação das descargas junto ao Cais T, não  traria mais riqueza para quem vive na Ria e na Cidade?