segunda-feira, 9 de maio de 2022

OLHÃO: ENCERRAMENTO DE PASSAGENS DE NIVEL?

 Desde meados de 2014 que a câmara municipal de Olhão vem mantendo um braço de ferro, primeiro com a REFER e depois com a Infraestruturas de Portugal, em torno da passagem de nivel da Avenida, um problema que já havia sido levantado no tempo do antecessor do actual edil.

Entretanto, a Infraestruturas de Portugal avançou com o processo de electrificação da linha nos troço entre Faro e Vila Real de Sº António, o pode vir a trazer novos problemas.

Como toda a população sabe, o caminho de ferro atravessa a cidade, formando uma barreira que impede a normal circulação de  pessoas e viaturas, existindo diversas passagens de nivel dentro da cidade.

Por Lei, a maior parte delas terão de ser encerradas, o que vem agravar ainda mais a situação da passagem de nivel da Avenida.

Imaginem os olhanenses o que pode acontecer se, a poderosa Infraestruturas de Portugal, e à semelhança do que tem vindo a fazer no Norte do País, entender que tem de encerrar as passagens de nivel da Rua Almirante Reis e na Rua da Feira (vulgo Barraquinhas).

A concretizar-se, as alterações para a circulação de pessoas e viaturas seria tremenda, já que só restariam a ponte na Rua 18 de Junho (estreita), o famoso tunel da Avenida e o viaduto junto ao Siroco.

Não bastava o fenómeno da gentrificação promovido pela autarquia senão uma barreira fisica, uma autêntica fronteira a separar os dois lados da cidade, o rico a Sul e o pobre a Norte.

Será que os nossos ilustres autarcas não sabem de nada? Ou sabem e não têm interesse em falar no assunto? Porquê o silêncio sobre as consequências da electrificação da linha?

O nosso presidente, que diz ter relações previlegiadas com o ministro das Infraestuturas, certamente que sabe de alguma coisa, mas prefere calar-se.

Os olhanenses devem estar atentos e começar a questionar sobre o futuro da mobilidade na cidade e organizarem-se para dar a resposta adequada caso venham a proceder ao encerramento das passagens de nivel da Rua Almirante Reis e da Rua da Feira.

Quem os avisa bem lhes quer!

domingo, 8 de maio de 2022

OLHÃO: SERÁ QUE...?

 Enquanto a autarquia se desmultiplica em manifestações culturais ou de outra natureza, os problemas da cidade vão-se agravando.

Tapetes de alcatrão recente todos esburacados; passeios cheios de ervas e com falta de calçada; casas devolutas e degradadas sem préstimo e a dar má imagem; caos no estacionamento e circulação automovel, nada que motive os nossos eleitos com pelouros atribuidos a não ser tentar destruir a imagem de pessoas carenciadas.

Por detrás disso, escondem-se outras realidades como actos de prepotência, de incompetência que se reflectem na vida da cidade e do concelho.

Já faz bastante tempo e nunca mais se falou na construção dos fogos a custos (des)controlados. Uma boa parte deles, está a entrar na fase de acabamentos mas a outra continua embargada com responsabilidades da câmara. É que o projecto de arquitectura ignorou a existência de uma marquise que já estava incluida no projecto de arquitectura da vivenda autorizada pela câmara, pelo que as paredes tapavam a dita marquise. Resultado: embargo!

E como é natural, os orçamentos pedidos a empreiteiros tinham em conta a totalidade da obra e não parte dela. Ficaram parados por exemplo os cofradores de madeira e os de ferragem, os pedreiros que montam paredes, os que tratam dos rebocos. Bastante gente que ficou pendurada.

Quando se faz um contrato para a construção de um imovel, as duas partes estabelecem penalidades para quem incumprir. Neste caso, o incumprimento dos prazos previstos é inteiramente da responsabilidade da autarquia, e a empresa construtora tem direito a exigir o pagamento das penalidades acordadas.

As penalidades previstas são de sete mil e quinhentos euros por cada dia de atraso, e como não se prevê a resolução do conflito para breve, o somatório das penalizações vais custar quase tanto quanto o da construção.

A irresponsabilidade dos nossos autarcas tem destas coisas! A autarquia a contas com um despesa extraordinária avultada. Só que as responsabilidades devem ser apuradas e se, como tudo indica, ela é dos autarcas (o presidente), eles devem responder solidariamente com a autarquia.

À oposição cabe questionar o executivo sobre a situação da obra e a confirmar-se o que se descreve, deve pedir-se a reversão por parte de quem autorizou indevidamente.

Um assunto a não esquecer, porque passadas as eleições, vão aproveitar para encarecer os impostos e taxas municipais para que seja o cidadão sem culpa a pagar os desvarios dos incompetentes autarcas.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

OLHÃO: COMO SE DESTROI UM SER HUMANO

 A minha amiga facebookiana Catia Pereira, mãe do Rodrigo, o tal menino portador de doença incapacitante foi denunciada junto do CPCJ por se estar a aproveitar da situação do filho. em beneficio próprio, o que merece alguns cometários.

Uma de duas situações que poderão estar por detrás de tal denuncia. Uma oriunda do Poder local com o objectivo de destruir a imagem da Cátia e a outra, de alguem que, procurando casa, vê nela uma concorrente de peso.

Em qualquer dos casos, devemos ter em conta que o beneficiário final da atribuição de uma casa, é sempre o Rodrigo, embora os pais possam tirar algum beneficio. É que a Cátia é cuidadora informal do filho, recebendo por isso um modesto apoio, que não dá para pagar uma renda no mercado de arrendamento habitacional. Mas nunca disse que queria uma casa de borla mas apenas uma renda acessivel, o que é bem diferente, e esse seria o seu beneficio, se é que tal se lhe pode chamar.

Venha a denuncia de onde vier, é preciso ser uma pessoa de muito nau caracter, pode dizer-se mesmo que própria de um(a) pulha, que inveja o mal estar de quem já está mal e se vê confrontado com uma doença incapacitante, como a do Rodrigo.

Vamos mais longe, porque sempre o defendemos, cabe ao aparelho de Estado, assegurar o direito à habitação a qualquer cidadão, não confundir com a isenção do pagamento de uma renda, mas também no acesso ao trabalho, porque há trabalhos que uma pessoa com deficiência pode prestar alguns serviços nem que seja numa portaria, fruindo de um salario que lhe permita uma vida decente. Bem sabemos que, com a crise de empregos, as primeiras oportunidades, são para os amigos, camaradas e outros que tais, sem que se estabeleçam prioridades.

O Rodrigo tem uma doença incapacitante, e a mãe Catia, apresentou no CPCJ os relatórios médicos comprovativos da deonça. Apesar de ser confrontada com tamanha indignidade, demonstrou uma grande serenidade, procurando sempre acautelar a situação do filho.

No estado de saúde em que o Rodrigo se encontra, ele precisa de uma casa adaptada, começando desde logo pela casa de banho e tudo que se prenda com a sua mobilidade, verificavel e devidamente atestada.

Entender isto como um aproveitamento, é tentar destruir a imagem da Cátia e de impedir um pouco de conforto a uma criança que sofre todos os dias.

Claro que a culpa disto só pode ser atribuida à autarquia, que tem casa devolutas e não as entrega, porque não tem um plano de prioridades; tem culpas porque nos ultimos anos, fazendo usso da lei tomou a posse administrativa de casas devolutas e degradadas para se substituir aos proprietários (será?), mas que nuca procedeu a obras. Mais se a autarquia quisesse melhorar a imagem da cidade, tê-lo-ia feito, recuperando todo o património imovel devoluto e degradado para o incluir no mercado de arrendamento forçado.

O menos que podemos dizer é que andam muitos pulhas à solta! Tenham vergonha!

quinta-feira, 5 de maio de 2022

OLHÃO: A MANIPULAÇÃO DAS PESSOAS ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO!

 

O Poder politico está, ou estava, organizado em diversos dominios, cada um deles com uma função especifica. 
A comunicação é considerado o quarto poder pela sua capacidade de manipular as mentes das pessoas, de doutrinar num determinado sentido, por forma a que o poder politico, o primeiro deles, pelo menos supostamente, se consiga manter pelo máximo de tempo possivel.
Pela comunicação se transfora algo que as pessoas rejeitariam em algo "magnifico", dourando a acção. Assim criam-se sociedades especializadas e meios e estratégias de comunicação para fazer um trabalho tão sujo quanto o manipular a consciência das pessoas. Não se trata de informar mas de desinformar. É uma das habilidades comunicacionais.
A câmara municipal de Olhão e por isso contratou a empresa Fernandes Fafe, consultoria e assessoria na area de comunicação para todo o processo comunicacional afeto ao Gabinete da Presidência e vereação, como se pode ler na primeira página do contrato acima reproduzida.
Entre outros casos, lembramos que a empresa municipal contratou um esquema de comportas para a rede de aguas pluviais, não para combater a poluição na Ria mas para que as descargas passem a ser nocturnas, longe dos olhos de quem passeia na frente ribeirinha.
Claro que, como as pessoas deixam de ver a porcaria a sair do cano, especialmente junto ao Cais T, pensam que estão corrigindo o problema, mas não! Se a isso juntarmos uma comunicação a dizer que já não se vê porcaria a sair dos esgotos, toda a gente vai pensar que finalmente acabam com a poluição.
Se isso já era mau, gastar o dinheiro dos municipes para melhor os enganar, é indecente e próprio de uma certa forma de poder, mais preocupado em criar novos ricos e ao mesmo tempo, mais pobres, porque quem trabalha e vive da Ria vai empobrecendo lentamente.
Mas um dia estes senhores vão cair, talvez mais depressa do que pensam!

domingo, 1 de maio de 2022

OLHÃO: O 1º DE MAIO E A GUERRA!

 Comemora-se hoje, ,mais um Dia Mundial do Trabalhador num contexto de possivel guerra mundial e por isso não nos vamos debruçar sobre o passado desse dia mas sobre o seu espirito, ou o que deveria ser.

A guerra em curso no Leste europeu, é uma guerra inter-imperialista, sendo o imperialismo a sua principal causa. Por isso convém esclarecer o que vem a ser o imperialismo. Trata-se de um politica de expansão e domínio territorial, cultural, económica e também militar de uma nação dominante sobre as outras, com o objectivo de conseguir matéria prima, mercado consumidor e mão de obra barata.

Quando alguns países formam blocos económicos e ou militares, estão a criar instrumentos de dominação sobre os países e muito especialmente sobre os seus Povos, procurando com eles provocar o seu empobrecimento e uma reserva de mão de obra barata.

Por outro lado, temos também a vertente da monetarização e as transacções internacionais, as quais têm vindo a fazer-se em dolares americanos, o que lhes permite gerir as elevadas dividas publicas com menores custos.

Quando alguns países produtores de petróleo ameaçaram com vender as suas matérias primas numa moeda diferente, foram ameaçados e passaram a alvos de guerra. Não podendo dizer-se que era a moeda a razão da guerra, inventaram, pelo menos num deles, uma grosseira mentira, a da existência de armas de destruição maciça, como foi o caso do Iraque.

Mas uma comissão da ONU viria a propor a criação de uma nova moeda para as transacções internacionais, como forma de acabar com a dominação através da moeda (o dolar americano), como se pode ler em https://forum.motorguia.net/off-topic/71378-stiglitz-propoe-criacao-de-nova-moeda-internacional-que-substitua-o-dolar.html .

Assim o dominio territorial assume particular importância sendo a guerra uma forma de exercer esse dominio, invadindo, destruindo ou ocupando países, mas trazendo consigo antagonismos, senão choques, entre os diversos  imperialismos.

Todo e qualquer bloco militar, por mais que dourem a pilula, não será mais do que instrumentos para a guerra e uma forma de dominação sobre os Povos.

Na sequência da  segunda guerra mundial, foi criada um bloco militar a Nato, dizendo tratar-se de uma aliança defensiva que em caso de ataque a um dos seus membros, todos os outros reagiriam em conjunto. Mas daí até ao conceito de guerras humanitárias ou preventivas vais uma grande distancia, passando essa aliança de defensiva a agressora como no Kosovo, no Iraque ou no Afeganistão.

Claro que no actual cenário, a guerra na Ucrania é sempre condenável e as suas consequências devastadoras, de nada servindo a desculpa da aproximação da Nato para as proximidades da fronteira com a Federação Russa, porque nenhuma das partes está preocupada com o bem estar dos Povos Ucranianos ou Russo, e menos ainda com todos os Povos do Mundo.

Também já deu para perceber que a democracia foi reduzida a eleições, e mesmo assim, se um governo eleito não corresponder aos anseios dos interesses dos USA, logo se arranja maneira dos seus serviços secretos criarem a intriga politica, fomentando a oposição. E não se coibirão de intervir num País onde possa surgir um processo revolucionário. Todos serão obrigados a seguir a logica do pensamento americano!

Devemos também lembrar que o Tio Sam tem em preparação um novo bloco militar para a zona da Asia /pacifico, procurando também nessa zona, dominar os Povos daquela região.

A desculpa é da ameaça que a China representa para a segurança da zona. Mas a dita ameaça não é mais de ser a a moeda chinesa a provável moeda para as transações internacionais de um novo bloco económico.

Tudo formas de imperialismo, sem qualquer beneficio para os Povos de todo o mundo.

E que devem fazer os trabalhadores de todo o mundo senão organizarem-se e lutarem contra a miséria, a fome e a falta de condições de vida que se perspectiva para um futuro próximo, recuperando o espirito do Dia Mundial do Trabalhador!

O imperialismo é a guerra. Morte ao imperialismo!

VIVA o 1º de Maio Vermelho!

sábado, 30 de abril de 2022

OLHÃO: O ANIVERSÁRIO DO OLHANENSE E O FUTURO

 Esta semana, o centenario Sporting Clube Olhanense comemorou o seu 110º aniversário, num contexto de grandes dificuldades.

Aquando da subida à primeira divisão do futebol nacional, o clube acabou por criar uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD), tendo repartido as funções, com a SAD a ter que pagar contrapartidas ao clube pela utilização das suas instalações.

A partir daí, as paixões e emoções sobre o clube dividiram-se, com alguns socios e adeptos do lado do clube e outros mais interessados no pontapé na bola, a apoiarem a SAD.

Ambas entidades, fruto de má gestão, têm PER, com o clube fazendo um esforço financeiro para cumprir, e tem-no conseguido, e a SAD a incumprir e a criar mais dividas, sejam elas com salarios de jogadores em atraso, seja com outros credores, como a Ambiolhão.

A situação de incumprimento do PER por parte da SAD impossibilita o clube de receber apoios da autarquia e que assim vai definhando, sendo certo que os resultados desportivos não surgem, criando a desmotivação entre os seus apoiantes.

Enquanto as duas entidades não consumarem o "divorcio" oficialmente, a perspectiva é a da SAD continuar sem pagar o que deve ao clube, embora utilize o seu património, e com isso poder levar ao encerramento do clube.

Os nossos autarcas socialistas têm integrado um conselho consultivo mas parece que nada fazem nem para defender o clube e acautelar a sua sobrevivência, quer para dar novo animo à SAD. Na situação em que se encontra o clube, de grandes dificuldades economicas, o minimo que a autarquia podia fazer, era interromper o fornecimento de agua, obrigando a SAD a pagar a sua enorme divida. Com isso não só eram obrigados a abandonar as instalações do clube. É que a falência do clube pode acontecer e há que garantir que tal não aconteça!

Por outro lado, ao clube parece não restar outra solução que encetar um percurso em tudo semlhante ao do Belenenses, renascendo das cinzas. O concelho de Olhão sempre foi um importante viveiro de jogadores. No passado sob a égide do clube organizavam-se torneios populares que serviam para a captação de jogadores. É certo que hoje existem escolas de jogadores que fazem muita formação e talvez que com o apoio da autarquia pudessem celebrar um protocolo com as ditas escolas e aproveitar os miudos que saem delas e pô-los a jogar.

Para apresentar os resultados que vêm sendo apresentados, um plantel cuja larga maioria fosse do concelho, certamente não ficaria muito aquem daquilo que vêm fazendo, com menos custos. e com o beneficio dos olhanenses se poderem rever nos filhos da terra.

Certo é que se não mudarem de rumo, com a SAD a criar dividas e incumprimentos, não dando garantias de sobrevivência do clube, é muito possivel que este se "fine".

A SAD é um cancro para o clube e não serve os interesses dos olhanenses. Porquê teimar neste caminho?

sexta-feira, 29 de abril de 2022

OLHÃO: FALTA DE SENSIBILIDADE SOCIAL, UMA VERGONHA!

 Soubemos pelas redes sociais que a mãe e cuidadora informal do miudo portador de doença incapacitante esteve presente na Assembleia Municipal, na qual confrontou o presidente da câmara a propósito da situação das casas, tendo o presidente dado um nega peremptório, o que não espanta.

A câmara municipal tem vindo nos ultimos anos a tomar a posse administrativa de algumas casas devolutas e degradadas com vista à sua recuperação, diz-se. A posse administrativa não confere direitos de propriedade mas dá à autarquia a possibilidade de proceder a obras e proceder ao arrendamento forçado para ser ressarcida do investimento feito. Neste caso estariam pelo menos seis casas. Já nem falamos nas casas de habitação social.

Mas se a autarquia tomou a posse administrativa porque não fez as obras? Será que queriam apenas saber se havia alguma reacção por parte de proprietários ou familiares? E se não houvesse reacção, dentro de alguns anos não poderiam ser tomadas por usocapião de algum amigalhaço?

A titulo de exemplo temos a casa da Rua Carlos da Maia envolta num processo muito escuro, mas eles lá sabem com que linhas se cozem!

Certo é que a mãe do miudo, perante a nega do presidente, diz desistir da luta, uma atitude errada, na nossa opinião, já que o nega sempre teve desde o inicio, começando desde logo pela divida da agua à Ambiolhão.

Mas se por causa daquela divida não pode concorrer e se algum cidadão comum se descuidar com o pagamento, lhe cortam a agua, como compreender a situação da SAD do Olhanense com três anos de divida? Para uns tudo para outros nada!

Mas também percebemos a falta de sensibilidade social dos nossos autarcas, em especial daqueles que têm pelouros atribuidos. 

Só vem ao caso comentar alguns aspectos da vida privada de figuras com responsabilidades publicas pela ausência de escrupulos demonstrativos da falta de caracter e de sensibilidade. Assim, um deles, num acto que seria normal, separou-se da mulher que lhe servia de colchão, não lhe tendo deixado a enxerga para que ela se deitasse. Serviu-se dela durante anos e deixou-a com uma mão à frente e outra atrás. Se ele não teve sensibilidade para com o colchão humano como vai ter para com os outros?

Um outro, deixou que o pai morresse esta semana na mais completa das miserias e fome, doente e sem apoios. Se é certo que o pai não tivesse sido exemplar, nada justifica tamanho distanciamento em relação ao progenitor. Se não queria dar um centimo ao pai, podia ao menos ter exercido influências para uma institucionalização ou o fornecimento de uma alimentação condigna. Quem assim procede. pode alguma vez fazer a avaliação de um qualquer cidadão? Foi preciso um amigo do defunto ir bater-lhe à porta e como não respondesse chamar a policia e o INEM; saiu de casa dentro de um saco! E foram os serviços sociais do hospital quem avisou os filhos do falecimento, porque estes já haviam abandonado o pai! Lindo!

E os serviços sociais da autarquia? para que servem? Está sinalizado? Ou obedecem à voz do dono?

TENHAM VERGONHA!

quinta-feira, 28 de abril de 2022

OLHÃO: QUE FUTURO DA BELA OLHÃO?


 Em meados de Outubro de 2020, a câmara municipal de Olhão, fez publicar o edital do qual se reproduz a primeira pagina, para o processo de alienação das antigas instalações da Bela Olhão através de uma hasta publica.
Já se passaram mais de ano e meio e ninguem sabe qual o resultado daquela hasta pouco publica sendo certo que a autarquia continua na posse do espaço, pelo que se depreende que a hasta tenha ficado deserta.
Só depois disso é que foi aprovado o Plano de Pormenor Este de Olhão, ou seja o da Bela Olhão que é disso que se trata, o que pode ser confirmado no link http://mapas.cm-olhao.pt/geoportal//webforms/legendas/Aviso%201789_2021.PDF. Na prática o PP EESTE cinge-se ao espaço da Bela Olhão, embora apresente uma area muito maior e que abrange a Associação 11 de Março e envolvente, uma forma airosa de disfarçar o que para ali se preparou.
Uma densidade muito elevada, para contemplar um Hotel e mais uma catrafada de fogos habitacionais. Tal volumetria obviamente visava proporcionar um volume de negócio bem elevado para quem adquirisse o espaço mas também para encher os cofres da autarquia.
Infelizmente não se vê qualquer espirito critico quanto aos procedimentos dos eleitos locais nesta forma de negociar, com o presidente a anunciar previamente que iria conseguir mais valias assombrosas, razão que o levava a alterar o uso do solo, como se a autarquia fosse uma agência imobiliaria, interessada na compra e venda de solos para a especulação imobiliaria.
O que é curioso é constatar que tanto tempo depois ninguem questiona sobre o resultado da hasta publica e, onde, quando e como ou se haverá novo procedimento.
Já sabemos que toda aquela zona é para fins turisticos. Será que estão a aguardar os desenvolvimentos do espelho de agua do porto de pesca para ser entregue à Marina, por forma a que os potenciais interessados vejam algum futuro turistico naquilo? Ao que parece, para os nossos autarcas, existe uma incompatibilidade entre a actividade piscatória e o turismo, pelo que é previsivel que o lado poente do porto de pesca mude de mãos e actividade.
Quem questiona o nosso amigo Pina acerca do negocio da Bela Olhão?
.Certo é que nem o quartel dos bombeiros, nem as oficinas da câmara e da Ambiolhão mudam, embora sejam promessas eleitorais com barba branca. Até quando?



quarta-feira, 27 de abril de 2022

OLHÃO: NEGÓCIO LEGAL MAS ESCURO

 

No passado mês de Março foi lançada a hasta pouco publica de alienação do Lote 2 do Loteamento do Porto de Recreio, conforme se pode ler no edital constante da imagem acima.
Quem na cidade teve conhecimento desta hasta publica? Meia duzia de pessoas e todas elas com ligações directas ou indirectas ao poder local.
Dizer que o anuncio seria publicado num jornal de grande tiragem nacional é muito curto para quem pretende levar a bom termo uma tal operação, porque necessariamente seriam necessários a compra de uma enormidade de jornais para tomar conhecimento do procedimento. Claro que pode sempre ser consultado o site da autarquia, o que ninguem faz!. E é assim que fica legal mas ao mesmo tempo escuro.
Se o lote 2 fica em segunda linha, não serão os mesmos do costume a candidatar-se à sua compra, até por ficar ao lado de um bairro social, mas há sempre quem queira  um espaço para construir e ainda por cima perto da frente ribeirinha.
Para nós, é a opacidade do procedimento porque não houve divulgação suficiente, o mesmo que aconteceu na alienação do Lote 3, para o qual "adivinhámos" o comprador. E o Lote 2 não deve fugir muito à regra, faltando saber quem o vai comprar, porque o novo dono do Lote 3 parece estar virado para outras paragens, assunto a tratar nos próximos dias.
Quando se pretende obter uma valorização do património, estimula-se a concorrência, fazendo a maior divulgação por forma a surgirem mais compradores. Restringir a informação, é sinal de haver logo à partida um potencial comprador, e essa não é a função de uma autarquia. A não ser que...
Desde a primeira alienação levada a cabo por este processo que temos verificado esta situação. Ainda não havia qualquer loteamento quando foi alienado o Lote 1,de tal forma que em Assembleia Municipal foi levantada a questão do valor fixado, muito baixo mas que o dialogo concorrencial o faria subir. Claro que o futuro dono já era conhecido!
No lote 3 aconteceu quase a mesma coisa, quando estava previsto a alienação comum dos lotes 2 e 3 mas foi alterado o plano para entregar a frente de mar a um e o dois ficar para alguem "mais pobre" ou com menos influência.
Alguem sabe do resultado final desta hasta publica? Quem serão os novos donos? Quem será o amigalhaço?

domingo, 24 de abril de 2022

OLHÃO: SERÁ DESTA?

 

Francisco Leal já deixou a presidência da câmara municipal de Olhão há cerca de nove anos, mas antes de ir embora já havia delineado uma rotunda para o cruzamento das Rua 18 de Junho com a Avenida D. João VI (ex,- Nacional 125). Para decorar e dar visibilidade a essa rotunda até se propunha colocar três anforas com alguma dimensão.
Passam os anos e mudam-se as vontades e a rotunda fica sujeita às oscilações das oportunidades ou interesses.
Apesar de prevista no Plano Director Municipal, a Variante Norte à Nacional 125, a autarquia nunca pensou em fazê-la, permitindo por isso a edificabilidade na faixa de protecção do traçado apesar de ser considerada zona non edificandi.
Até que em 2008 se prevê a chamada Requalificação da Nacional 125 em toda a extensão do Algarve e volta a pensar-se na Variante, a qual implicaria a destruição de unidades de produção agricola activas mas nunca em demolir o que erradamente a autarquia havia aprovado.
Com direito a tenda, em vesperas de mais um acto eleitoral autarquico, se desloca ao Algarve, e neste caso a Olhão, o então ministro do planeamento, o qual anuncia para breve o inicio das obras da construção da Variante. Decorria o ano de 2017!
Depois disso voltou a falar-se na Rotunda, ainda que o presidente da câmara tenha anunciado a aprovação e o inicio das obras (mais uma vez) para breve.
Surge agora um novo edital, datado de Março deste ano, a manifestar a intenção de expropriação dos terrenos necessários para a construção da Rotunda. Mais uma repetição, o que pode ser confirmado pelo conteudo do próprio edital.
De há muito que se diz que a substituição dos semaforos daquele cruzamento por uma rotunda contribuiria para a fluidez do trânsito no acesso à cidade. Mas com esta opção, e porque vista como integrando a Requalificação da Nacional 125, fica-nos a sensação de que a anunciada Variante vai ser jogada no artigo cesto dos papeis, ou seja não é para fazer.
Cabe ao presidente esclarecer se vamos ter ou não a Variante, porque a mentira tem perna curta!

sábado, 23 de abril de 2022

OLHÃO: MERCADO PARA RICOS!

 Não é de agora e foi uma posição sempre assumida por nós de que os Mercados de Olhão tendem a ser completamente desvirtuados, quer nos serviços como nos clientes.

A mais recente machadada surge na forma de um aumento das taxas de ocupação do terrado pelas esplanadas, as quais passarão para cerca de dois mil euros mensais. Atenção que as licenças de esplanadas passaram a ser anuais, o que equivale a dizer que os estabelecimentos dos mercados vão ter de pagar vinte e quatro mil euros anuais.

Num contexto de subida generalizada de preços de bens essenciais, e não só, a pretexto da guerra, a Mercados de Olhão resolveu proceder a estes aumentos como se os espaços do terrado viessem da zona de guerra!

Os estabelecimentos que funcionam mais na Primavera/Verão acabam por ser substancialmente penalizados, podendo mesmo levar ao encerramento de alguns deles. Não podemos esquecer que para alem do espaço das esplanadas ainda têm de pagar as rendas dos estabelecimentos. O somatório de encargos é demasiado, mas os donos disto tudo é que sabem.

Da parte dos estabelecimentos, para fazer face aos aumentos agora decididos, certamente que assistiremos a um aumento de preços próximo dos que são praticados nas zonas balneares, o que levará à fuga de muitos clientes, especialmente os portugueses, clientes de todo o ano, por não terem bolso capaz de pagar um café perto de um euro e meio, isto para não falar de outros produtos.

A frente ribeirinha de Olhão é cada vez mais para gente com um carteira bem recheada ainda que se diga que servirá os olhanenses. 

Para quem sempre defendeu e continua a defender que as cidades devem desenvolver-se a pensar nos residente mas de forma a que quem nos visite fique com a vontade de cá voltar, não podemos concordar com as propostas de desneovilmento copiadas de um qualquer lugar, sem ter em conta as caracteristicas das gentes e da própria cidade. .

Para o presidente da câmara, desde o inico dos seus mandatos, nunca escondeu, que queria transformar a  baixa de Olhão para gente com poder economico, e correr com os olhanenses do seu habitat.

Mas se por agora são as esplanadas, atenção que isso pode ser um primeiro passo para a liquidação dos Mercados. É que quem faz movimentar os Mercados são os residentes que agora são afastados deles; o Mercado da Verdura já tem algumas dificuldades e quando os residentes deixarem de procurar o peixe, aquilo que ainda faz levar as pessoas à baixa, então será a liquidação dos Mercados, tal como sempre os conhecemos.

Quando é que as pessoas passam a fazer uma leitura ou previsão daquilo que esta corja de bandidos sem valores, principios ou ética vem fazendo? Requalificar o que sempre foi dos olhanenses para correr com eles! E se os mandasem à bardamerda não era melhor?

domingo, 17 de abril de 2022

OLHÃO: DESMAZELO, INCOMPETÊNCIA OU PREMEDITAÇÃO?

 

Há uma semana que aquele sinal da Ambiolhão foi colocado para alertar os condutores do perigo de cairem num buraco. Isto passa-se na Rua António Henrique Cabrita!
Nestas situações não vemos nenhum responsavel da autarquia ou da empresa municipal pronunciarem-se sobre o assunto, tanto mais que parece ter sido moda que veio para ficar.
Trata-se de mais uma tampa de colector que não sabemos se foi partida ou roubada mas que mostra a forma diletante como a empresa municipal trata destas questões. Não haverá tampas em stock que permitam a sua rápida substituição? Que fazem lá aqueles cavalheiros bem remunerados com o dinheiro que nos roubam na factura da agua? Será que estão a poupar para pagar o vencimento do novo administrador executivo que não podia ficar desempregado?
Mas naquela rua não existe apenas o problema da tampa do colector como se pode ver na imagem seguinte.

Já aqui foi denunciada, à meses, o estado desta caixa, hoje transformada num contentor de lixo enterrado. Sendo da responsabilidade da EDP ou de quem a substituiu, a verdade é que se trata de um espaço publico, pelo qual a empresa de exploração da rede electrica paga uma taxa mantendo a obrigação de manter em bom estado de conservação, o que não acontece.
Ainda que sinalizada para evitar que alguem caia no buraco, continua porem a roubar um lugar de estacionamento, que muita falta faz.
É certo que sabemos que para o presidente quem não tiver uma carteira recheada não deve ter carro que isso é um sacrilégio as pessoas com baixos ordenados não devem cometer. Não o diz em ON mas di-lo em OFF. O que ele não contesta nem se solidariza é com a natureza miseravel dos salários praticados.
No entanto como responsavel máximo da autarquia tem a obrigação de contactar a empresa de exploração electrica no sentido de reparar a tampa desta caixa quanto mais não seja pelo péssimo aspecto, acabando com a lixeira que ali se vê.
Ainda que fique a norte da Avenida D. João VI, esta zona continua a pertencer a Olhão, ou será que a cidade se esgota na Avenida 5 de Outubro?

sábado, 16 de abril de 2022

MONCARAPACHO/OLHÃO: O PARENTE POBRE DO CONCELHO!

 Não é a primeira nem será a ultima vez que as estradas municipais na freguesia de Moncarapacho são objecto de reportagem televisiva, pelas piores razões.

Desta vez foi a CNN quem tratou da reportagem, como se pode ver em "Somos o parente pobre do concelho". Estrada com vários buracos causa polémica em Olhão - CNN Portugal (iol.pt)

No passado, era o presidente da autarquia quem dava a cara nestas situações mas agora passou a bola para o vereador com o pelouro do transito, uma forma subtil de enjeitar responsabilidades no estado das estradas de uma freguesia com a qual mantem um longo braço de ferro.

Para alem das birras politicas, as pessoas devem perceber que o que determina as opções do presidente Antonio Pina são de natureza economica, apostando em gastar o dinheiro dos municipes, todos os que pagam os seus impostos municipais nos quais se incluem os moncarapachenses, em zonas onde as perspectivas de desenvolvimento economico como o são as frentes ribeirinhas.

Não será, como se diz na reportagem, por razões de falta de dinheiro já que para as frentes ribeirinhas se gastam milhões enquanto para as freguesias rurais se gastam tostões!

O Pina já se pronunciou sobre a construção do Parque Tematico Vasco da Gama, uma espécie de Ilha Magica, da responsabilidade de um grupo francês, a instalar nos terrenos da herança Ayres de Mendonça, que está rodeada de estradas em mau estado, mas aqui certamente surgirá o dinheiro suficiente e tudo o mais que for preciso para servir aquele Parque.

Logo que esteja na posse das autorizações necessárias, deverão começar as obras, protelando para mais tarde as intervenções no interior do concelho há dezenas de anos abandono. É o que faz não terem a natural aptidão turistica, ou seja capaz de movimentar dinheiro!

Para o Pina é mais importante a satisfação de quem nos visita do que aqueles que cá residem o ano inteiro. Sempre mas sempre o dinheiro à frente de tudo, não importando as condições de trabalho ou de viad das populações. Esquece que as estradas, se tiverem condições permitem uma maior mobilidade e que há turistas que gostam do interior  e que se tiverem essa facilidade se deslocam para as frentes ribeirinhas para desfrutar do lazer.

O  interior do concelho não só está abandonado, como impedido de se desenvolver porque não se criam condições para tal. São na realidade o parente pobre da politica local.


sexta-feira, 15 de abril de 2022

OLHÃO, ALGARVE, PORTUGAL: QUEM NOS ACODE?

 Estão  a decorrer umas comemorações do 25 de Abril quando as conquistas dele resultantes estão cada vez mais restringidas e de entre elas a liberdade de opinião e de expressão.

A sociedade portuguesa, e mundial, é do tipo piramidal, com uma base bastante larga constituida na sua maioria por classe trabalhadoras ou sem rendimentos enquanto no topo se encontram meia duzia de pessoas que detêm a maior fatia da riqueza do País.

Numa altura em que se fala muito de oligarcas, as pessoas não se lembram daqueles que enriqueceram à pala do Estado, com as transferências de bens e serviços por tuta e meia para depois os alienarem por N vezes mais.

São as grandes fortunas que detêm ou influenciam os órgãos de comunicação social e os seus comentadores para defenderem o modelo económico que lhes permite o enriquecimento rápido e facil enquanto empobrecem quem trabalha. A comunicação é essencial para manter o sistema de exploração, abafando o sentimento de revolta que vai larvando no seio dos mais frageis.

Os governos estão refens do poder económico/financeiro, alimentando a ganância dos grandes senhores.

A democracia representativa serve apenas para tentar evitar que surja uma revolução, fazendo alternar a governação sempre que surge um descontentamento popular maior. Mudam-se as figuras mas as medidas politicas prosseguem como se nada se passasse. E na politica externa, então não há qualquer alteração.

A pandemia foi o processo escolhido para censurar todas as opiniões divergentes ou não coincidentes com a versão oficial. Para alem da censura das próprias redes sociais, foram mesmo as pessoas a praticá-la, como fieis servidores do sistema; a guerra veio aumentar ainda mais aquela censura, rotulando, todos aqueles que tenham uma visão diferente do conflito, de pertencerem ao outro lado, reeditando o pensamento do regime deposto em Abril de que "se não estás do meu lado, está contra mim".

A "inflação" veio acentuar ainda mais o fosso entre ricos e pobres, assistindo-se ao empobrecimento generalizado da população como se o aumento dos preços de bens e serviços não fossem fruto do tipo de economia que vem sendo defendido.

Muitos dos produtos que vemos subirem de preço, de entre os quais os alimentares, não fossem fruto de produção anteriores à guerra. A desculpa é a bolsa de futuros que, prevendo uma futura quebra de fornecimentos, antecipa desde logo o aumento dos preços, deixando para no momento certo os aumentar novamente.

E o que fazem os governos do capital? Nada! Impavidos e serenos, porque eles estão lá para defender os interesses do grande capital, o mesmo que vai comprar na bolsa os bens de primeira necessidade. Premeia-se a ganância!

A situação de fome e miséria vai acentuar-se e muito, em breve. Será que o nosso Povo tem razões para comemorações ou para lutar? Quem nos acode? 


quarta-feira, 6 de abril de 2022

SOBRE A GUERRA

 Já muito se falou sobre a guerra mas pouco se disse sobre os reais motivos da mesma, os elevados interesses politicos, económicos e ou militares.

A imprensa tenta formatar a opinião publica nos diversos países, apenas apresentando a versão oficial, escondendo dos Povos algumas verdades incomodas, com os desenvolvimentos mais recentes a mostrarem que a preocupação vai muito para alem do Leste europeu.

Está na altura de separar o que determina a guerra daquilo que são, depois, as consequências.

Para nós, qualquer invasão das fronteiras de um País soberano é e será sempre um acto condenavel. Essa é uma questão de principios, tal como o será a ingerência nos assuntos internos dos Países. Dentro de qualquer País, cabe ao seu Povo definir que tipo de Poder politico quer e não a politicos que se deixam ficar refens de potências estrangeiras, mesmo que isso vá contra a vontade do Povo.

Vejamos o video seguinte para percebermos o porquê desta guerra


A guerra veio também mostrar como as pessoas são permeaveis às ideias difundidas pela comunicação social e estando esta a fazer, nitidamente o jogo de um parte e não permitindo o contraditório por parte de independentes que não se reveem na informação oficial, razão pela qual o nosso País chegou ao estado a que chegou.

Tudo isto se passa num momento em que há uma forte corrida ao armamento, quando deveriamos estar a assistir a um movimento contrário. Nunca como hoje houve uma acentuação das diferenças entre os "bons" e os "maus" consoante se trata de defensores da continuidade do sistema ou de mudança. "Se não está do meu lado, está contra mim"! 

Russia e China são alvos a abater ainda que sejam tão capitalistas quanto americanos ou europeus com algumas diferenças nos direitos sociais e politicos. Mas será que os demais Países são melhores? A pretexto da pandemia, no nosso e em quase toda a Europa, foram restringidos direitos sociais como a suspensão da contratação colectiva.

Assiste-se nesta altura a uma subida generalizada de preço de bens essenciais que vale a pena ponderar. A cultura cerealifera é  tipica da Primavera/Verão o que equivale a dizer que os cereais foram produzidos no ano passado. Sendo assim, eles e os seus derivados, apenas encontram explicação para aumentos no agravamento dos combustiveis, que já todos perceberam ser uma manobra identica. Trata-se de antecipar lucros tendo em vista um futura escassez, escassez essa que vai levar a um novo aumento, sem que os governos tenham a preocupação de colocar um travão nisto. É o empobrecimento generalizado dos Povos com os mais poderosos enriquecerem ainda mais.

Não devemos deixar de ter uma palavra para o Povo martir da Ucrania, que tem no seu presidente o principal actor como lacaio de um dos imperialismos e que não hesita em sacrificar o seu Povo para servir os interesses da USA/NATO/UE.

Entretanto e com pretexto na guerra, os USA preparam uma nova aliança no Pacifico. Mais têm uma aliança com o Reino Unido e Australia para o desenvolvimento de misseis hipersonicos. A Polonia e o Japão ponderam instalar nos seus territorios misseis equipados com ogivas nucleares. Quem quer a Paz? Quem afinal quer a guerra?

Os "amigos" podem deter armas de destruição maciça e os outros os "maus" não. Porquê? São os donos do mundo?

Mas senão houver uma alteração de paradigma, é a propria UE quem se vai desintegrar!

sábado, 2 de abril de 2022

OLHÃO: ESGOTOS E A ETERNA MENTIRA DO PINA!

 Quando, em Novembro de 2013 as zonas de produção de bivalves foram desclassificadas da Ria Formosa foram desclassificadas, numa reunião no Auditorio Municipal, o recem eleito presidente da câmara municipal de Olhão encheu a boca para dizer que "já tinha quinhentos mil euros para acabar com o despejo dos esgotos para a Ria.

 

Aldrabão sou eu e não minto tanto!

Em 2015, na pagina da empresa municipal Ambiolhão, dizia-se que teriam gasto cerca de 280.000 euros e que o problema poderia ficar resolvido, como se pode ler em https://www.cm-olhao.pt/destaques2/1678-ambiolhao-ja-investiu-280-mil-euros-para-regular-esgotos-na-ria-formosa. Tal não aconteceu e a situação de poluição na Ria Formosa agravou-se. De notar que, de acordo com o texto, a nova ETAR Faro/Olhão custaria cerca de 14,5 milhões quando na realidade custou o dobro. 

Andam a mexer no bolso do contribuinte!

Sete anos depois, vem o mesmo António Pina dizer que a Ambiolhão vai gastar mais 470 mil euros para reduzir metade dos despejos de esgotos, conforme se pode ler na entrevista concedida ao jornal Barlavento em https://barlavento.sapo.pt/destaque/ambiolhao-vai-investir-470-mil-euros-para-reduzir-problemas-nos-esgotos. Vá lá que agora só fala em reduzir e não acabar com o problema, como havia anunciado nove anos antes.

Continua no entanto a eterna mentira das ligações ilegais quando no texto da Ambiolhão se reconhece que aquando da construção das redes separativas de esgotos, a antiga rede passou a servir apenas para aguas pluviais e que no caso de novas construções, muitos esgotos domesticos foram ligados à rede mais próxima.

O que não se diz é que a responsabilidade da ligação dos esgotos domesticos é da câmara municipal, sendo que o construtor apenas tem de as trazer até cinquenta centimetros da porta. Se foram feitas ligações à rede mais proxima, foi a própria autarquia ou os construtores com o conhecimento da autarquia. Como se pode dizer então que se tratam de ilegais?

O problema é que depois de gastos cerca de vinte e nove milhões na construção de uma nova ETAR de ultima geração, segundo diziam eles; depois dos dinheiros gastos  pela autarquia na correcção das ligações, a maior zona de produção de bivalves obteve a maior desclassificação de sempre, sendo proibida a apanha de qualquer marisco.

Mas lá está, a mentira perdurará. Pina é um mentiroso compulsivo!  


quarta-feira, 30 de março de 2022

OLHÃO: TRETA NA INAUGURAÇÃO DE JARDIM

 Ainda que com algum atraso, comentamos hoje a inauguração dos Jardins Patrão Joaquim Lopes e do Pescador Olhanense, inauguração essa que teve como convidado de honra o agora ex-ministro do (mau) ambiente.

Compreende-se que o presidente da câmara tenha convidado tal figura, tal foi a ajuda que aquele lhe deu e ajudou no reforço da sua posição eleitoral, e não pelo apoio financeiro concedido para a obra,

Em primeiro lugar, o monumento, se assim se lhe pode chamar, ao Patrão Joaquim Lopes, é a justa homenagem a um homem muito grande,  demonstrando a sua coragem e bravura em muitos salvamentos na costa portuguesa. Nada disso invalidou que o monumento estivesse votado ao abandono pela autarquia durante muitos anos.

Mas se o monumento tenta homenagear o grande olhanense que o Patrão Joaquim Lopes foi mas muito mal apreciado na sua terra natal, pelo menos pelas entidades oficiais, não faz qualquer sentido colocar-lhe uma placa onde se homenageia um traste como o ex-ministro, ao dar-lhe lugar de destaque no próprio monumento. Com cem euros tinham feito em qualquer canto um pequeno pilar para colocar a placa de uma inauguração quando o jardim já era frequentado há meses. Mas trata-se de um "camarada" pelo que se torna necessário perpetuar a imagem. Opções!

Quanto aos discursos refere-se o recurso a vegetação que dispensa a agua sem acrescentar mais valia em termos de imagem. A desculpa é a "eficiência hidrica" face à carência de agua. o que é falso. Como já referimos por diversas vezes, no Parque do Levante as bombas não cessam de esgotar agua que tem condições para a rega de espaços verdes, lavagem de ruas ou dos bombeiros, mas que é desperdiçada ao ser lançada na Ria Formosa.

Com um depósito da antiga JAPSA junto ao cais T, agora sob a alçada da autarquia, bastaria encher o depósito e a partir dali, regar os jardins. Isso sim, seria aproveitar a agua. Mais, o jardim que era conhecido popularmente por Jardim dos Patinhos, poderia manter o tanque dos patos, com agua constantemente renovada e sem custos.

No fundo, a alteração dos jardins serviu apenas para lhe dar um cunho pessoal, uma marca para a posteridade. já que outras tentativas nesse sentido falharam.

Gastar um quase dois milhões de euros para fazerem aquela treta quando há muita gente a passar mal, não é apenas um desperdicio mas um acto de péssima gestão dos dinheiros publicos. Vaidades que saem caras!

sábado, 26 de março de 2022

OLHÃO: OBRIGADO PELA AJUDA QUE NÃO ME ESTÁ A DAR!

 

Hoje trazemos um pequeno video do Rodrigo, o tal miudo que tem uma doença incapacitante que mostra todo o seu inconformismo perante a falta de apoio da autarquia.
Aquando do encerramento da Bela Olhão, seguiu-se um periodo em que os trabalhadores ficaram à espera de receber o dinheiro do Fundo de Garantia Salarial, até que lhes fizessem chegar o dinheiro das indemnizações a que tinham direito, mas que apesar de já se terem passado treze anos ainda não o receberam.
Foi por essa altura que a familia do Rodrigo entrou em incumprimento com a Ambiolhão. Entretanto mudaram de casa e o assunto caiu no esquecimento, até por terem deixado de receber as cartas da empresa municipal.
Refira-se ainda que as instalações da Bela Olhão foram vendidas, primeiro a um sucateiro de Braga que posteriormente vendeu à Câmara Municipal de Olhão e esta por sua vez prepara-se para a vender para a especulação imobiliaria. Em todos estes anos, a câmara nunca exerceu a sua influência para ajudar a resolver o conflito da falta de pagamento das indemnizações. A unica preocupação foi para as mais valias com que iria encher os cofres da autarquia.
Foi com base naquela divida à Ambiolhão que foi recusado o acesso ao concurso para uma casa de habitação social, ou de renda acessivel porque os encargos que a familia tem com os tratamentos do Rodrigo pesam e muito no orçamento familiar.
A mãe já participou em dois programas de televisão procurando neles alguma forma de sensibilizar os nossos autarcas para a resolução do problema mas até à data, nada! Num desses programas, a mãe Catia afirma não procurar uma casa de borla mas somente ter uma renda que possa pagar.
Daqui devemos lembrar os nossos autarcas que têm varios mecanismos para intervir e ajudar as pessoas em dificuldades. Ou já se esqueceram do apoio à renda, um programa criado pela autarquia? Mas mais, um situação que nunca foi implementada no concelho, o proprio Regime Juridico da Urbanização e Edificação, prevê a intervenção da autarquia em casas devolutas e degradadas para depois aplicar o arrendamento forçado; com essa medida, muitas das casas abandonadas, mesmo no centro historico, seriam recuperadas. 
Claro que a autarquia prefere que sejam negociadas para substituir as pessoas menores recursos por gente endinheirada, a chamada gentrificação.
Certo é que o Rodrigo precisa do apoio, em primeiro lugar da incansavel familia, e de todas as instituições que falam em solidariedade mas depois perante um quadro como o dele, não têm a minima sensibilidade. Haverá muitos casos do genero, mas há que definir prioridades e a situação do Rodrigo é sem sombra de duvidas, uma delas, assim a Cãmara Municpal de Olhão tenha a vontade politica de resolver o problema.
Manter casas fechadas e não as entregar a quem precisa, é que não faz sentido. Ou será que as estão a reservar para alguns amigos?

quinta-feira, 24 de março de 2022

OLHÃO: PARA QUANDO A SOLUÇÃO DA PASSAGEM DE NIVEL DA AVENIDA?

 Há oito anos atrás, o presidente da câmara municipal de Olhão entendeu fazer um braço de ferro com a Infraestruturas de Portugal (IP) em torno da passagem de nivel da Avenida. Nesse periodo a IP mandava vedar o acesso pedonal e as pessoas destruiam; mandou abrir valas para evitar o atravessamento; perante a eminência de fechar a passagem com uma parede, o presidente da autarquia disponibilizou-se para pagar o serviço de segurança, como forma de manter a passagem aberta.

Entretanto, o troço Faro-Vila Real de Sº Antonio começou a ser instalada o sistema de electrificação, chegando a agora a vez da construção da sub-estação electrica em Olhão, conforme nos diz o jornal O Postal em https://postal.pt/sociedade/lancado-concurso-publico-para-construcao-de-subestacao-eletrica-em-olhao/ .

Tal como se diz na peça jornalistica, a obra deverá estar concluida em 2023, ou seja daqui a um ano e não se vê avanço nenhum em relação ao futuro da passagem de nivel. Vai fechar ou será encontrada uma alternativa?

Pelo meio, e sobre isso nos pronunciámos na altura certa, a CMO mandou elaborar o estudo para a construção de uma passagem superior. Mas ficou-se pelo estudo, falta a obra que para essa não será à vista!

Cabe ao presidente da autarquia, que utiliza, bem demais quando é do seu interesse, as redes sociais e a imprensa regional vir dizer que futuro nos reserva quando à passagem de nivel, porque se a encerrarem como manda a Lei, as pessoas com mobilidade reduzida vão ter sérias dificuldades em ultrapassar as barreiras arquitectonicas criadas. Mais, se tal acontecer, o caminho de ferro vai assumir o caracter de uma fronteira entre o Olhão pobre e o rico, sendo que a norte ficarão os guetos para onde recambiam as pessoas com menos recurso, e o sul para substituir os pobres por ricos, descaracterizando a cidade como tem vindo a ser feito. É a gentrificação promovida pelo Pina.

Aqueles que nele votaram devem agora questionar sobre o futuro da passagem de nivel. Ter uma atitude critica não é estar contra o quer que seja mas antes manifestar uma outra visão sobre as soluções. Se o presidente da autarquia não concorda e vai contra as pessoas então merece ser corrido. A critica é uma forma de participação da qual não devemos abdicar ainda que algumas pessoas discordem do nosso ponto de vista. É a democracia a funcionar! 

quarta-feira, 23 de março de 2022

OLHÃO: A EXCELÊNCIA NA GESTÃO DA AMBIOLHÃO

 Que a empresa municipal do ambiente, a Ambiolhão, não faz o que deve e faz o que não deve, deixando para segundo plano acções que deveriam ter um corolário lógico, como seja acabar o que começaram.

Seria facil apontar o dedo a quem trabalha mas o grande problema é de quem manda ou não exerce o comando. Falta organização e orientação e quem circule pelas ruas para ver o que vai acontecendo.

Por detrás do edificio da Conforama há uma rua que apresenta as imagens que reproduzimos e que já está assim há cerca de um mês, mais dia menos dia.



Talvez seja por falta de pessoal; talvez seja falta de material, mas daquilo que vemos falta apenas liderança de quem tome uma decisão mas isso não é o forte da empresa municipal. Por vezes diz-se que o melhor serviço é aquele que fica por fazer. Pelo menos parece ser o pensamento de uma certa administração.

Mas que raio, a substituição de uma tampa de colector é assim tão complicada que um mês depois de terem colocado o sinal de alerta, não tenha havido o cuidado de a substituir. Será que vai levar assim até às proximas eleições? Mãos à obra, era a palavra de ordem dos chamados socialistas na campanha eleitoral.

A empresa municipal parece estar a enfrentar dificuldades financeiras talvez pelo aumento de custos agravados com a criação de um lugar de administrador executivo remunerado e por isso não ter dinheiro para comprar umas tampas de colector.

Mas se pensarmos que a rua em causa fica escondida da maioria das pessoas também pode acontecer que seja essa a razão para tamanho descuido.

Estamos bem entregues! 


terça-feira, 22 de março de 2022

OLHÃO: A MIRAGEM DA EFICIÊNCIA HIDRICA

 Bem pode o presidente da câmara recorrer à imprensa regional para divulgar a sua "paixão" pela eficiência hidrica que depressa se demonstrará que não passa de discurso oco e balofo.

Felizmente que choveu alguma coisa mas ainda assim insuficiente para as necessidades da região. Podem as entidades publicas apelar aos privados para ter contenção nos consumos de agua que as autarquias podem desperdiçar à vontade, como acontece em Olhão.

O Parque do Levante tem ou tinha bombas a trabalhar 24 sobre 24 horas para esgotar agua, boa e que é encaminhada para a Ria, quando podia e devia ser utilizada para fins diversos, como a rega de jardins, para enchimento dos auto-tanques dos bombeiros ou para lavar as imundas ruas da cidade.

A conduta que sai do Parque do Levante vai descarregar a agua junto ao Cais T e bem perto do depósito de agua da antiga JAPSA, onde podia ser armazenada e daí encaminhada para outras paragens. Fazer isso até que não custaria tanto dinheiro como isso tudo, mas também não daria votos pelo que por muito pouco que seja, não vale a pena gastar um cêntimo.

É de tal forma assim que há cerca de dois meses que o sistema de bombagem do Parque colapsou e até hoje não houve condições para repor o seu funcionamento, recorrendo entretanto a bombas dos bombeiros para o fazer.

Havendo falta de agua e desperdiçar alguma que temos em quantidade e qualidade para o fim em vista não será uma acção de eficiência hidrica, pelo contrário, é o completo desprezo pela actual situação, embora se apresente um discurso de sentido contrário.

Ele há com cada discurso que é de bradar aos ceus! 

sábado, 19 de março de 2022

OLHÃO: TURISMO QUANTO BASTE, SIM! EM EXCESSO NÃO!

O concelho de Olhão tem poucas oportunidades de trabalho e quando aparecem é à custa de magros salários. A maioria dos postos de trabalho são de serviços do Estado, como autarquias, forças de segurança, professores e alguns privados mas a funcionar com dinheiros do Estado como é o caso das IPSS.
Numa economia de mercado, onde os preços são fixados em função da procura/oferta, o aumento do numero de pessoas vai determinar a procura fazendo disparar os preços dos bens de consumo.
Para o aumento do numero de pessoas, em muito contribui o fluxo turistico, não dos hoteis mas do sector turistico/imobiliario, a chamada segunda habitação. Este aumento significativo de pessoas é sazonal mas é o bastante para as pessoas serem afastadas, senão corridas, dos centros urbanos e serem remetidas para a periferia, por falta de condições de pagamento das rendas ou para a compra de habitação. Não bastava a subida de preço dos bens de consumo senão ainda o da habitação.
Quanto maior for a promoção do concelho para fins turisticos maior será aquele fluxo, o que não demove o edil de Olhão que mais uma vez vai levar um stand à Bolsa de Turismo de Lisboa, como se pode ver em https://www.facebook.com/cmolhao/posts/5085455681506581.
Enquanto em muitas capitais, e não só, europeias se luta para conter o turismo para que o mesmo tenha alguma sustentabilidade, aqui aposta-se no crescimento, embora já muita gente questione o excesso de hoteis que se prevê serem construidos a curto/médio prazo.
Porque vivemos numa epoca em que ir contra o pensamento dominante é motivo para rotulos, é bom que se diga que não estamos contra o turismo mas sim contra o seu excesso.
O fenómeno da gentrificação está presente no nosso dia-a-dia, contribuindo para degradar as condições de vida da população residente, na qual se integram já muitos cidadãos estrangeiros, que aqui vivem e consomem. Também eles vão ter de pagar o excesso de turismo!
Claro que sabemos que o que está em causa, é a promoção encoberta de projectos turistico/imobiliarios para vender mais fogos a preços inacessiveis ao cidadão olhanense. Quem é o olhanense que pode comprar um apartamento com preços entre 0s 400.000 e 800.000 euros?
Mas enquanto se promove esta opção, não se promove a empregabilidade com um salário justo, porque tal iria ir contra o pensamento dominante.
Daqui a meia duzia de anos, Olhão estará transformado numa nova Quarteira ou Albufeira; trabalho no verão, desemprego no inverno! Até quando?