segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

OLHÃO: PORQUE NÃO ENCERRAM LOGO OS MERCADOS?

Tivemos conhecimento de que a administração da Mercados de Olhão, EM, mandou uma carta a todos os empresários que operam nos Mercados intimando-os a fazerem a apresentação dos seguros sob pena da aplicação de coimas aos que não o fizerem.
Não por carta, mas verbalmente, a mesma administração comunicou aos concessionários dos estabelecimentos que vão ter de pagar as taxas devidas pela ocupação das respectivas esplanadas.
Ambas as situações nos merecem alguns comentários, nada abonatórios para os cavalheiros que tomam estas decisões.
Porque hão-de apresentar seguros que vão para alem dos do pessoal? Os Mercados definham e cada vez se faz menos negocio, com os operadores a balões de oxigénio. O autoritarismo da exigência não contempla o impacto negativo da intervenção da empresa mãe, o Município de Olhão. Não há tolerância alguma, parecendo que se preparam para encerrar os Mercados. Mas se o querem fazer, porque agonizar e não lhes proporcionar uma morte rápida?
No mesmo sentido, está a cobrança das taxas de ocupação das esplanadas dos Mercados. Ninguém quer reconhecer que com as obras de 5 de Outubro, é toda a actividade económica dos Mercados que se recente, e ainda mais em época ainda mais baixa, como a que atravessamos.
Curiosamente, o presidente da câmara vem, para a imprensa regional, dizer que os estabelecimentos da 5 de Outubro, estão isentos do pagamento de taxas durante o período de duração das obras. Mas então, os Mercados não estão na 5 de Outubro? Ou as esplanadas dos Mercados fazem parte da Ria Formosa? Não tiveram eles, já melhores dias? Ou o dinheiro das esplanadas dos Mercados vai servir para apoiar os eventos da Associação de Basquetebol, cuja direcção está quase toda metida na empresa municipal?
Por outro lado, devemos recordar que o presidente da câmara tem vindo a dizer que o custo da intervenção na 5 de Outubro é de um milhão e meio, quando a Polis só paga cerca de seiscentos e setenta mil. Onde vão ser gastos os restantes euritos?
No final do Verão nova intervenção se prepara, dessa feita na "requalificação" dos jardins, podendo assistir-se à supressão do estacionamento no lado sul daquela artéria. Com as maquinas a trabalhar, como vão funcionar os Mercados e as esplanadas?
Depois dessa, que passa a ser o segundo inverno, virá a "requalificação" da Avenida 16 de Junho até às antigas instalações da Conserveira do Sul, com constrangimentos no transito.
Três invernos seguidos, com obras e mais obras, algumas delas de difícil compreensão em termos de prioridade, mas de grande impacto negativo para toda a actividade económica da baixa de Olhão, que não só dos Mercados. É a morte lenta!
Enquanto todos os atingidos por este calvário, não se juntarem, organizarem e não mostrarem a força  do colectivo, dizendo NÃO a todos as medidas da administração dos Mercados e da Câmara, e obrigarem-nos a recuar nas suas intenções.
LUTEM! PORQUE SEM LUTA, NÃO HÁ VITÓRIA!  

domingo, 20 de janeiro de 2019

OLHÃO: DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DÁ DIREITO A FRETE?


O presidente da Câmara Municipal de Olhão tem vindo a pronunciar-se no sentido de estar pronto para receber todas as competências delegadas ou a delegar pelo governo central; as competências ou o dinheiro delas.
Uma das competências é o da educação, e estava de tal modo preparado que agora vai proceder à revisão da carta educativa, razão pela qual celebrou o contrato constante das imagens acima. São só mais 24.587, 70 euros que voam dos cofres do município directamente para a empresa contratada, mas que saem dos bolsos dos munícipes, fruto de uma delegação de competências dada pelo voto em Outubro de 2017.
Quem é a empresa contratada? Poucos dos nossos leitores a conhecerão, mas nós vamos levantar um pouco do véu.
Um ministro do actual governo socialista foi administrador da empresa até 2005, como se pode ver em https://www.publico.pt/2015/11/24/ecosfera/noticia/matos-fernandes-um-ministro-do-ambiente-com-uma-encomenda-em-particular-1715444. Ao serviço daquela empresa coordenou uma equipa para acompanhar a colocação em prática dos POOCs, dos quais o de Vilamoura-Vila real de Sº António e que determinou a demolição das casas nas ilhas barreira.
Entretanto deambulou entre diversas entidades publicas que esta gente nunca pode ficar desempregada, ocupando cargos demasiado bem remunerados para aquilo que fazem.
O objecto desta empresa, segundo publicação no Portal do Ministério da Justiça de 17/07/2015 é:
Planeamento estratégico e territorial; ordenamento do território e ambiente; políticas e projectos urbanos; desenvolvimento sectorial e organizacional; emprego e desenvolvimento social; formação; desenvolvimento local; avaliação de políticas, de programas e projectos; políticas e projectos culturais; consultoria para o desenvolvimento; produção de cartografia; políticas de competitividade, inovação e internacionalização.
Com um tal objecto, fica a sensação de que afinal as políticas não são concebidas pelos políticas mas por certas empresas, escolhidas a dedo, tal a mediocridade de quem nos tem governado ao longo destes quarenta anos.
Será que a Quartenaire Portugal caiu de para-quedas em Olhão? 
Já percebemos que o ministro é camarada e amigo do actual presidente da Câmara, ao ponto de escolherem quais as casas nas ilhas que iriam abaixo e que permitiram que a do presidente ficasse de pé; que foi este ministro que disponibilizou os dinheiros do combate às alterações climáticas para que sejam feitas as obras nos jardins, no final do Verão; é deste ministro que o presidente precisa para alterar a granel o Plano Director Municipal.
Mas não pode o ministro fazê-lo e por isso se torna necessário arranjar uma empresa, "credível" e capaz de propor com forte probabilidade de fazer aprovar os crimes que se pretende cometer no concelho de Olhão, destruindo parcialmente as Reservas Agrícola e Ecológica.
Agora é esta empresa vocacionada para rever a Carta Educativa? Se fossem brincar com a pilinha do papá, não fariam melhor figura? 

sábado, 19 de janeiro de 2019

OLHÃO: CÂMARA MATA GATOS?

Na sequência da demolição do quintal destinado a ser (talvez) um silo automóvel, os vizinhos constataram que a autarquia não teve o cuidado de prevenir a apanha dos gatos que ali tinham o seu abrigo.
Durante anos a fio, foram varias as pessoas que tratavam da alimentação e de alguns cuidados com medicamentos dos animais por apresentarem sintomas de doenças.
Como em tudo, seja com as pessoas ou com os animais a autarquia tem dois pesos e duas medidas, tratando-os de acordo com o estatuto social do proprietário, que neste caso não são de ninguém.
Durante a campanha eleitoral autárquica de 2017, a Câmara Municipal de Olhão, anunciou com outdors e na imprensa regional, a inauguração de um Dog Park, destinado a receber os cães mais finos da cidade, porque nem todos podem frequentar aquele sitio.
Também foi anunciado a criação de um canil/gatil intermunicipal que não passou do papel mas serviu para granjear simpatias e votos.
É verdade que a temática dos animais de estimação tem a ver com a formação, educação das pessoas. Normalmente são os filhos mais pequenos que ao avistarem um pequeno cão ou gato, logo o querem levar para casa como se de um brinquedo se tratasse e que passados poucos dias os abandonam. Os pais fazem as vontades aos meninos mas depois, quando se dão conta da "inutilidade" do brinquedo, correm com ele e abandonam-nos. Com esse tipo de comportamentos, temos a cidade cheia de gatos e cães abandonados. Se tivermos em conta a alta reprodutividade dos gatos percebemos a gravidade do assunto, porque muitos deles são portadores de doenças e precisam de tratamento.
No quintal em causa, haviam pelo menos doze gatos adultos e algumas crias, que deviam ter sido previamente recolhidos e esterilizados, mas não foram. Alguns deles ficaram debaixo do entulho por uma atitude negligente de quem tem a responsabilidade de gerir uma situação que é da sociedade.
Foi com indignação e alguma revolta que os vizinhos assistiram à "matança" dos pobres animais. Pior ficaram quando viram um tal de Sérgio Viana ser mal educado com uma das protectoras, rindo na cara da senhora. Segundo ela, até a vereadora Rendeiro, diz que os gatos não precisam ser alimentados, tal é o pensamento dos nossos autarcas em relação a esta matéria.
Mas quem é afinal este Sérgio Viana?
Ex-motorista do António Pina (pai) quando governador civil, entrou pela porta do cavalo na Fesnima e agora integra o gabinete de apoio à presidência, gozando dos previlegios e impunidade como se tivesse sido eleito.
Responsável pela Ilha da Armona, o Sérgio devia ter algum cuidado com a sua postura porque de um momento para o outro pode cair do pedestal. Lembramos-lhe que alguns funcionários da autarquia já foram constituídos arguidos por práticas menos correctas. O facto de estar á frente da gestão da Armona, pode muito bem tornar-se uma tentação na facilitação da transmissão de casas e as pessoas darem uma gratificação, o que lhe estará vedado por força de Lei. É certo que nestes casos, não há uma escritura publica e as possíveis comissões ou gratificações não são registadas, mas os gratificadores podem passar uma rasteira. Não significa isto que tenha já acontecido, mas pode acontecer!
Já se passaram muitos anos desde que uma senhora cede ou vendeu um terreno á autarquia, junto ao cemitério novo, com vista à instalação de um canil/gatil, que a Câmara Municipal de Olhão aproveitou para instalar uma lixeira até que acabarmos com aquilo. Mas o canil/gatil continua por fazer.
Entretanto a câmara dá quando dá, cerca de três mil euros por ano a uma das associações, a ADAPO, que muito tem trabalhado neste campo, desenvolvendo campanhas de recolha de alimentos para os animais e na medida do possível tratar de cuidados veterinários que t~em contado com a colaboração preciosa do veterinário municipal, a titulo pessoal.
Mas todo o esforço feito pelas associações não chega para responder ás solicitações e caberia à autarquia uma ajuda mais larga, nomeadamente promovendo conjuntamente com aquelas associações, campanhas de esterilização de gatos e cães abandonados.
Um cão abandonado e com fome pode tornar-se perigoso e basta pôr os olhos na matilha que a ADAPO tem acolhido e alimentado e que antes eram causa de problemas mas que desde que a associação assumiu o seu tratamento deixaram de constituir um perigo.
Cabe à autarquia que tem dinheiro para vaidades, para contratações muito duvidosas, para subsidiar certas actividades, apoiar um serviço publico como o que é prestado pelas associações.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

OLHÃO: ASSALTO ÀS FINANÇAS LOCAIS!


Desde o inicio do mandato que se esperava a contratação do ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Sº António, Luís Gomes, mas só agora foi possível.
O contrato publicado no passado dia 16, tem a duração de quatro meses e custa ao município 23.985 euros, incluindo o IVA.
Como se pode ver nas imagens acima, não se trata de um projecto de concepção ou de execução; não se trata de um projecto de arquitectura nem de engenharia; não se trata de um estudo, de uma obra ou de uma empreitada, mas tão só de uma operação..., operação contabilística que permite a transferência do dinheiro dos contribuintes para os bolsos d ex autarca que se abotoa com 19.500 euros de todos nós. Paga otário que é para isso que serves!
Não será demais recordar que Luís Gomes, na qualidade de presidente da câmara de Vila Real, herdou do socialista Murta, uma divida incomportável face ao orçamento que tinha, mas ainda assim quintuplicou-a, tornando-a impagável. E de tal forma assim foi, que obrigou a um plano de ajustamento financeiro, incumprido, o que determinou a suspensão da aplicação do Fundo de Apoio Municipal.
Com essas brincadeiras, feitas em nome do Povo, conseguiu complicar a já péssima vida da maioria da população daquela cidade, cobrando estacionamento em todas as ruas e privatizando os serviços de agua e resíduos, para reduzir a divida. E lá estão os otários de Vila Real a pagar uma política criminosa, de endividamento publico excessivo.
Mas porque o presente contrato está associado à reabilitação urbana da Zona Histórica, não podemos nem devemos esquecer que tal política em Vila Real, redundou numa modernização da parte velha da cidade pouco se respeitando as características da arquitectura pombalina.
Depois de um Plano de Pormenor da Zona Histórica, que mereceu forte contestação por parte dos moradores, e de um Plano de Acção para a Reabilitação Urbana (PARU) da Zona Histórica, vem agora esta "operação" que não sabemos o que vem a ser.
Nada nos move de pessoal contra o Luís Gomes mas não podemos deixar de assinalar que uma coisa é o seu pensamento social democrata e outra é a sua pratica neo-liberal na gestão municipal, e aí temos de estar contra.
A troca de favores entre os dois autarcas, levou a que fossem para analise na Sociedade de Gestão Urbana de Vila Real, cerca de setenta processos de obras particulares e ainda a elaboração do Plano de Pormenor da Quinta João de Ourem, que não sai do papel.
Com as eleições autárquicas de 2017, assistimos à admissão ou contratação de pessoal por parte do grupo câmara municipal de Olhão, que antes estava ligado à autarquia de Vila Real, a que só faltava esta, a mais recente.
A exemplo do que se passa no resto do País, a contratação publica, torna-se num autentico assalto às finanças locais, assalto legitimado pelo voto popular que ainda acredita nesta gente. O sistema está podre e enquanto as pessoas não entenderem que só elas o podem mudar, não vamos lado algum. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

OLHÃO: ATÉ QUE ENFIM!

Começaram hoje as obras de demolição do quintal que foi comprado pela Câmara Municipal de Olhão, um negocio feito entre pai e filho, um na qualidade de presidente da autarquia e o outro como representante da herança do Dr. Aires Mendonça.
Embora estejamos satisfeitos pelo inicio desta intervenção, mantemos muitas duvidas quanto ao que se programa no futuro para aquele local.
Delimitado a sul, pelo edifício Topa, que foi obrigado por força da Câmara Municipal a recuar nas frentes das Ruas 18 de Junho e da Gonçalo Velho, e está identificado na Direcção Regional de Cultura, entendemos que a autarquia deveria agora manter o alinhamento a que obrigou os particulares. Não pode uma autarquia exigir dos particulares aquilo que ela própria não pretende cumprir.
Pior ainda, porque uma das ideias, é a de fazer a saída do silo automóvel que a Câmara pretende construir no topo sul, que dá para o passeio, coincidindo com a saída da garagem do prédio ao lado.
Mas mais, para alem dos custos de construção que o silo comporta, e não são assim tão poucos, há que acrescentar os custos de funcionamento do silo, de tal forma que o investimento a realizar jamais será recuperado.
Ora, sem silo, a área do terreno permite o estacionamento de trinta carros e com o silo, a fazer fé nas declarações presidenciais, albergará setenta carros. Será que valerá gastar uma pequena fortuna para albergar mais quarenta carros sem ter em conta o custo de funcionamento. À semelhança do Parque do Levante, prevê-se mais um elefante branco, mas o dinheiro não é deles, é saqueado, pirateado aos munícipes.
Construir mantendo o alinhamento actual, é criar problemas no futuro, numa artéria já muito concorrida, com a qual a circulação automóvel não beneficiará nada.
Porque os nossos textos vêm a ser acompanhados pelos espiões ao serviço da autarquia, aconselhamos muita ponderação na decisão, até porque ainda não há projecto de construção elaborado.
E já agora, aproveitem para colocar ali uma ilha ecológica que aqueles contentores são uma vergonha e tem merecido os protestos dos vizinhos.
Façam lá um parque térreo, grátis e deixem-se de merdas!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

FUZETA: BARRA NOVAMENTE ASSOREADA!

O jornal Correio da Manhã publicou uma noticia dando conta do assoreamento da Barra da Fuzeta, mais uma vez, e do descontentamento dos pescadores que não a podem utilizar em baixa-mar, (ver em https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/barra-da-fuseta-volta-a-assorear-e-impede-pescadores-de-sair ).
A história da Barra da Fuzeta já é velha e ninguém se quer pronunciar sobre ela, particularmente o Poder político, que tem gasto autenticas fortunas para ficar tudo na mesma, passados meia dúzia de dias.
A imagem publicada acima faz parte de um documento de apresentação do Professor Alveirinho Dias, um estudioso da movimentação das areias da Ria Formosa e uma das vozes mais conceituadas nessa matéria. E diz o professor que já em 1999 a Barra foi desviada para nascente por pressões do Poder local. Com continua actual o que se tem passado nos últimos vinte anos!
Em Março de 2010, o mar galgou a Armona-Fuzeta, deixando um rasto de destruição, mas abrindo uma barra natural. Por essa altura, o então geólogo da Administração Regional Hidrográfica do Algarve, Sebastião Braz Teixeira, emitiu uma nota técnica onde dizia que se o mar não consolidasse aquela barra, então ela deveria ser aberta artificialmente.
Em tempo recorde, e por pressão do Poder local, mais uma vez, a nova barra foi deslocalizada para nascente, suportada num relatório rapidíssimo do LNEC que o próprio Ministério Publico considerou demasiado rápido.
A deslocalização da barra está associada aos interesses da Câmara Municipal de Olhão em permitir a edificabilidade na margem terrestre, aguçando a ganancia de especuladores sem escrúpulos, sejam de Braga ou de Faro.
Depois disso já a barra foi objecto de sucessivas intervenções de uma Sociedade Polis que no espaço lagunar, nas ilhas ou nas barras só tem feito merda. Ainda recentemente, os dragados do Rio Gilão foram despejados numa das margens da barra de Tavira sem ter feito os estudos da qualidade das lamas e da granulometria das areias repulsadas.
Em 2009, já existia a Sociedade Polis, o então presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, na ânsia de ganhar as autárquicas, mandou depositar no fundo da barra da Armona, as condutas de agua e saneamento que vinham do Farol até Olhão. A empresa que antes abandonara a obra continuou a ganhar concursos do Estado, como se isto fosse, e é, uma republica de bananas! Esta era uma obra provisória, tão provisória que já conta com nove anos e por outros tantos vai continuar, apesar de contribuir fortemente para o assoreamento da barra da Armona.
As barras naturais da Ria Formosa, estão cada vez mais abandonadas, sem que se faça um estudo sério, que no respeito pelo ambiente permita um outro tipo de intervenção que não a simples repulsão de dragados.
Pergunta-se quem cuida dos interesses dos Pescadores da Fuzeta? O fantoche em presidente da Câmara? Esse quer é turismo!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

OLHÃO E AS OBRAS DE S.ª ENGRÁCIA!

Para se entender os atrasos nas obras publicas em Olhão, devemos denunciar a forma como elas são contratualizadas.
Nos finais de 2017, a Ambiolhão, presidida pelo também presidente da câmara, celebrava um contrato com a CONDESP, a empresa que está fazendo os esgotos na zona poente da cidade, como se pode na imagem que se segue
Por via deste contrato, tinha um prazo de execução de 120 dias, mas quem tem acompanhado a obra sabe que há muito mais tempo do que isso. E não será por acaso já que se houver alterações aos planos da obra, elas suspendem os prazos e fazem subir os custos.
Pelo meio, a mesma empresa realizou obras para outras entidades publicas, empresariais ou não, como a Aguas do Algarve. Se a empresa repartir o seu pessoal pelas diversas obras, é muito provável que a mesma venha a sofrer atrasos.
Entretanto a Comissão Liquidatária da Sociedade Polis celebrou, a 30 de Novembro de 2018, um contrato com a mesma empresa para a empreitada de Requalificação Urbana e Ambiental de Troço da Avenida 5 de Outubro, no valor de mais de seiscentos e senta mil euros, com um prazo de conclusão de ... 180 dias de calendário. 
Tem vindo o presidente da câmara a responsabilizar o sociedade Polis pelo atraso as obras, um obra que é da iniciativa da autarquia e a sociedade Polis o instrumento financeiro para a sua execução.
O presidente da câmara já deu o mote para permitir o atraso na intervenção ao vir declarar que foram encontrados esgotos que ilegais não estavam no plano, esgotos esses com cerca de cem anos de existência. Mas que raio de autarquia é esta que não tem um registo, um mapeamento das redes de agua e saneamento?
Atentem no numero 6 da clausula oitava e perceberão do que estamos falando.
O presidente da câmara e não o dono da obra porque é a Polis que paga, tem tentado explicar que a obra estaria finalizada em Abril, mas se contarmos 180 dias de calendário a 30 de Novembro, chegamos a 30 de Maio. Apesar da sua formação em números também comete lapsos destes!
Mas mais, ainda hoje de manhã estive na posse um recibo de um trabalhador daquela obra, contratado através de uma empresa de trabalho temporário com o vencimento de 3,35 euros à hora, trabalho escravo muito a jeito da ganancia de um patrão que vê no salário do trabalhador a melhor maneira de ganhar dinheiro.
Qualquer máquina pesada custa na ordem dos quarenta euros à hora, 320 euros ao dia e são mais do que uma. Onde vai a empresa ganhar dinheiro senão na exploração, escravização dos seus trabalhadores? 
Hoje de manhã, houve um pequeno incidente porque uma equipa não estava devidamente documentada, pelo que uma senhora representante do dono da obra mandou suspender os trabalhos que estavam executando. Deixem-se andar assim que isto já parece as obras de Sª Engrácia!
E depois admirem-se dos comerciantes, restaurantes e operadores dos Mercados andarem de ânimos exaltados. É que muitos deles encaram o futuro próximo de forma muita escura.

domingo, 13 de janeiro de 2019

OLHÃO: O PRESIDENTE CARECA!

Depois de se ter ausentado por um fim de semana, o presidente da câmara municipal de Olhão, surgiu com um novo look, careca!
Segundo nos confidenciaram fontes próximas dele, os nervos têm-lhe feito cair o cabelo e por isso estar a tratar de um implante capilar.
Cada um tem a auto-estima que quer ter e ele está no seu direito, se a questão fosse apenas e simplesmente essa. Mas ela vem lançar muitas duvidas sobre o seu vitorioso discurso.
Daquilo que se conhece dele, e sem entrar na devassa da privada, não tem problemas familiares que o apoquentem, pelo contrario, parece ir tudo de vento em popa. Valha-lhe isso! Na sua vida empresarial, também os ventos sopram de feição, ou não tivesse já, três empresas de produção de bivalves, contando para isso com os apoios e influencias da ministra do mar e do secretario de estado dito das pescas.
Não sendo por razões empresariais ou do foro intimo, ficam as do foro político, como autarca, e isso já é connosco. O que será que cria este estado de nervos no presidente, capaz de provocar a calvície, se o discurso dele é vitorioso?
Será que ele sabe que algumas das patifarias que tem feito como político estão a ser investigadas? É que a ser assim, a careca que agora exibe, é de uma carecada política e não só. Mas atenção que se os nervos provocam a queda de cabelo, também provocam muitas outras doenças.
São vastas as vezes que temos denunciado situações pouco claras e transparentes por parte da gestão autárquica e quase todas com o seu cunho pessoal, pelo que não nos espantaria que algum dia se a policia de investigação criminal entrasse pelas instalações da autarquia para fazer averiguações mais profundas.
Será que andam a descobrir a careca do PRESIDENTE CARECA? 

sábado, 12 de janeiro de 2019

OLHÃO: OBRAS DE MERDA!

Como é do conhecimento geral em Olhão, na Avenida D. João VI, há mais de um ano que  que se vem fazendo a rede de esgotos publicas que irão substituir as fossas que ali existem. Pensamos que as fossas serão substituídas mas até lá ficam-nos muitas duvidas.
No troço que se pode ver na imagem, a empresa responsável fez a sua parte, de acordo com o caderno de encargos, que não contemplava a ligação dos esgotos dos edifícios à rede publica, agora instalada.
Dizem uns que a ligação daqueles esgotos cabem ao antigo construtor, outros dizem que cabem aos condomínios, e nós dizemos que cabem à Ambiolhão.
Na verdade, a responsabilidade de qualquer construtor, é trazer os esgotos dos prédios até cinquenta centímetros da porta, sendo da responsabilidade da autarquia, neste caso da empresa municipal, a sua ligação à rede de esgotos. É por se pensar que cabe a responsabilidade ao construtor que os esgotos são ligados à rede de aguas pluviais, que depois vão desaguar sem qualquer tratamento na Ria Formosa, junto do Cais T, nos Portos de pesca e de recreio. A autarquia e a sua empresa municipal, demitiram-se da sua responsabilidade.
 Resultado de imagem para esgotos tóxicos Faro
Mais, depois da obra ter cumprido todos os requisitos para obter a licença de habitabilidade, mal se compreenderia que fosse responsabilidade de quem cumpriu e não da entidade licenciadora.
Por outro lado, se ao criar a rede publica foram abertas as valas e teria sido uma boa ocasião para proceder a essas ligações que deveriam constar do caderno de encargos. E não só, já que aquele quarteirão mais parece de Bagdade e não de Olhão, tal o estado do piso.
Mas em Olhão, todas as obras da autarquia, parecem obras de merda, tal a ausência de planeamento. Exceptuando as que se destinam à feira de vaidades e para consumo externo, nada obedece a um pano de curto, médio e longo prazo para resolver os problemas das infraestruturas, abrindo e fechando valas, esventrando ruas e mais ruas, para depois ficar tudo na mesma como a lesma.
Aos poucos, vamos descobrindo a careca ao careca presidente a precisar de um implante capilar, se é que quer manter a imagem de galã. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

OLHÃO: CAMBADA DE CAGÕES!

Entre os dias 18 de Janeiro e 3 de Fevereiro, vão realizar-se as fases finais, não se sabe exactamente do quê, que nessa matéria o cartaz é omisso. É uma competição internacional, nacional ou regional?
Sabe-se é que são promovidas pela associação de basquetebol do Algarve, presidida pelo presidente do concelho de administração da Mercados de Olhão.
O que é curioso neste cartaz é que o Poder Local está representado na sua maior força, quer em termos de patrocínios quer de apoios. Nos apoios estão a Câmara Municipal de Olhão e as Juntas de Freguesia de Olhão, Quelfes e Moncarapacho enquanto nos patrocínios estão a Mercados de Olhão e a Ambiolhão. Falta perceber qual a diferença entre os apoios e os patrocínios e os respetivos custos.
No caso da Ambiolhão, não tem problema, já que qualquer aumento do tarifário cobre o investimento; mas sinceramente, pôr uma empresa destinada a gerir um bem essencial como a cara agua, para depois andar a estabelecer patrocionios para algo que se realiza na sua maioria fora do concelho, não parece muito correcto; já no caso da Mercados de Olhão, parece ser ilegítimo que o seu presidente, neste caso juiz em causa própria, promova patrocínios para eventos seus e que nada t~em a ver com a empresa municipal, cujas contas deixam muito a desejar; não é que não arranjem dinheiro com alguma facilidade, bastando para isso aplicar umas multas a um operador contestatário, o que já vai sendo habitual.
Fora dos apoios ou patrocínios, estão as autarquias de Portimão que recebem nos mesmos dias o mesmo tipo de evento e escalão, com a diferença que em Olhão se trata de masculinos e em Portimão de feminino. Mas não gastam um chavo com isso.
Olhão é um município rico, talvez por só ser superado na taxa de IMI pelo município de Vila Real de Sº António, podendo por isso dar-se ao luxo de certas vaidades bem ao gosto de todos os cagões ligados ao Poder político local.
É mesmo uma cambada de cagões!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Crime na Nazaré! Toneladas de biqueirão sem comprador jogadas abaixo de Cais na Doca Pesca da Nazaré!

Ontem dia 8 de Janeiro de 2019, na  Doca Pesca da Nazaré, toneladas de Biqueirão, já morto(mas bem fresco e bem acondicionado em dornas com gelo)foram jogadas abaixo de Cais por falta de compradores e por várias IPSS terem rejeitado a oferta.
Por ser demasiado grave, partilho aqui o video e o texto que Cristiano Almaraz publicou na sua página do face book e onde apela à partilha.
Partilho com revolta,por  pensar que o vídeo uma boa prova que o governo de Costa e a sua ministra do mar não querem saber das pesca!

"É o sistema. É Portugal
Partilhem
(Actualização)

O que se passou hoje (dia 8 janeiro) na Nazaré foi os barcos de pesca do cerco, podendo desde o dia 7 de janeiro pescar a espécie (biqueirão) que estava proibida desde o ano passado saíram na sua habitual faina pelas 23 horas do dia 7 apanhando assim o limite permitido por lei (2250quilos) chegando a terra não foi vendido apenas por não comparecer minguem e não haver interesse na compra do peixe!
Em outros lados, como exemplo Aveiro e Matosinhos passou-se pelo mesmo que se vê no vídeo.
Alguns dos comentários a falar em instituições para dar o pescado, todos os pescadores não nos importamos de dar o peixe, mas as instituições têm de o vir recolher, não é só dar, tudo passa por um processo burocrático como tudo em Portugal, tem de haver permissões, carrinhas frigoríficas e boa vontade da #docapescaeportossa em permitir pessoal nas suas instalações para que possa ser levado, precisam de guias transporte etc etc
Nós pescadores não somos coitados, trabalhamos todos os dias para sobreviver, acima de tudo amamos aquilo que fazemos temos o trabalho mais lindo do mundo, tenho camaradas que têm 40/50 anos de trabalho de mar, já passaram mais tempo das suas vidas no mar que em terra e que me dizem que à 40/50 anos havia muito menos dinheiro e o triplo dos barcos mas vendia-se o peixe todo, escoava-se tudo com as limitações de transporte e condicionamento do pescado mas tudo se vendia!"

No ar  o Olhão Livre, deixa as seguintes perguntas?
Porque razão os órgãos da comunicação social não divulgam esta triste realidade, onde há milhares de pessoas a passar fome e se joga ao mar já morto, um peixe de tão boa qualidade!
Porque se fala tanto na aposta do mar e depois a Docapesca  no alvor da segunda década do século XXI, não tem uma rede de conservação do pescado para o peixe, quando não aparece compradores poder ser  refrigerado ou congelado?
Será que o objectivo final do governo de Costa e companhia, não é acabar com a pesca em Portugal e virar o pais ao turismo utilizando as docas de Norte a Sul de Portugal para nova Marinas de recreio, como querem fazer em Olhão?

RIA FORMOSA A PRECISAR DE SALVAÇÃO!

A Ria Formosa integra o Parque Natural do mesmo nome, aliás é a razão da sua existência. Para que se compreenda melhor, torna-se necessário perceber  que é um Parque Natural. Trata-se de uma área protegida, que tem como objectivo a preservação do património natural e cultural nela existente.
De tal forma assim é que foi criado um Plano de Ordenamento, bastas vezes violado pelo Poder político, que tinha a incumbência de o fazer respeitar.   
Como se pode ver em http://www2.icnf.pt/portal/ap/p-nat/pnrf/class-carac, uma dos problemas é a capacidade de carga, um estudo que já devia estar feito, para se poder compatibilizar as diversas actividades em presença. Porque o Poder político, sempre viu na área do Parque Natural e na Ria Formosa, uma excelente oportunidade de negocio para encher os bolsos de alguns gananciosos, nunca elaborou aquele estudo, transformando a Ria Formosa alvo da selvajaria de especuladores sem escrúpulos, para quem o dinheiro está acima de qualquer outro valor.
Um dos Planos da malfadada Polis era precisamente o Plano de Mobilidade e Circulação na Ria, como se pode  ver em http://www.polislitoralriaformosa.pt/plano.php?p=4, mais um plano que caiu em saco roto, tais eram as contradições nele contidas.
Com uma apresentação feita no Hotel do regime autárquico, para a qual foi convidado o presidente da Câmara, à época, o estudo nunca foi concluído. É que desde logo se levantava um problema com a capacidade de carga do tráfego marítimo na Ria, sendo que estava, e continua, em curso uma acção de promoção da náutica de recreio, o que poderia indiciar que a surgirem restrições, fossem aplicadas à pequena pesca.
Veja-se que a Polis preparava, ou pretendia proceder, à definição da tipologia de embarcações adequadas às necessidades e aos canais navegáveis existentes. Ora isso remete-nos para o POOC que procedeu à classificação dos canais e a Polis, enquanto instrumento financeiro de execução daquele plano de ordenamento, a ele não podia fugir.
A exemplo disso, o canal da Culatra-Armona, é interdita a navegação a modus náuticos a motor com mais de nove metros, excepto os de pesca, mas a Policia Marítima tão zelosa a perseguir quem vive e trabalha na Ria não vê os iates a motor, com cerca de trinta metros, estacionados naquele canal, porque se trata de turistas. Ou serão todos míopes?
Nos últimos tempos, temos vindo a assistir à fobia da criação de mais e mais portos de recreio e de marinas, com a cumplicidade de autoridades como a ministra do mar, do traste do secretario de estado das pescas e dos presidentes de câmara, entre os quais o de Olhão.
O impacto da circulação dos barcos no eco-sistema da Ria Formosa será tremendo se entretanto não for feito o estudo da capacidade de carga da circulação marítima, seja por acção das hélices ou mesmo dos poluentes com origem nos motores. A ausência desse estudo e de regulamentação e fiscalização do tráfego marítimo dentro da Ria Formosa vai a breve trecho transforma-la numa autentica selva, podendo causar a destruição do património natural e cultural.
A RIA FORMOSA CORRE UM RISCO GRAVE. É PRECISO SALVA-LA, PRESERVANDO-A DO ASSEDIO DOS TUBARÕES!

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

OLHÃO: SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE COMPETÊNCIAS PARA A CÂMARA DE OLHÃO

Fazendo publicidade quanto baste para enganar a população olhanense no que concerne à capacidade do município para receber de imediato as competências a transferir da administração central para o Poder local, veio o edil dizer estar pronto para as receber.
Talvez ele esteja pronto sim para receber as verbas destinadas ao cumprimento dos fins a que se destinam as tais competências porque quanto ao resto não nos parece. Em tempos que já lá vão, também a autarquia de Olhão dizia estar em condições para receber a tutela das escolas e tem sido o que se tem visto.
O ano escolar começou e faltava pessoal auxiliar de tal forma que a 30 de Outubro foram contratadas seis pessoas; a 2 de Novembro mais 2 e a 26 do mesmo mês mais 3. São postos de trabalho efectivos que como tal deveriam ser ocupados de forma efectiva e não por contratos a termo certo, uma forma de manter a precariedade daquelas pessoas, uma forma de os manter com rédea curta e obediência cega aos ditames de um individuo propenso para a ditadura. E como reflexo da falta de trabalhadores auxiliares, vem uma péssima prestação de serviço aos alunos e professores.
Este é o espelho do que poderá vir a acontecer com os estabelecimentos de saúde para os quais, a autarquia não está minimamente vocacionada e menos ainda preparada. Na senda daquilo que tem sido a sua prática, vai manter-se a degradação dos serviços, como forma de levar os olhanenses a terem de recorrer cada vez mais, a clínicas privadas. Como exemplo temos o denominado Projecto Cuidar, supostamente para assistir os mais carenciados em cirurgias oftalmológicas, mas vemos depois serem tratados no âmbito daquele Projecto pessoas que não têm outras dificuldades na vida que não sejam as cataratas. Uma autêntica subversão do objecto  do Projecto!
Projecto que nem sequer é da sua iniciativa, mas da autarquia pombalina, a contas com um buraco financeiro que mal tem dinheiro para o papel higiénico.
Certo é que o governo prevê inscrever nos Orçamentos de Estado para 2019, 2020 e 2021, os montantes do Fundo de Financiamento da Descentralização com os valores a transferir para as autarquias locais para financiar a transferência das competências. E é esse dinheiro que ele está preparado para receber e gastar, o resto é mero discurso para otário engolir!

domingo, 6 de janeiro de 2019

OLHÃO: QUE ESCONDE O PRESIDENTE COM AS NOVAS COMPETÊNCIAS?

Na pagina da internet da Câmara Municipal de Olhão, em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2594-municipio-de-olhao-assume-totalidade-das-novas-competencias-ja-em-2019, o presidente vem dizer-se preparado para assumir todas as novas competências transferidas da administração central. No entanto, no rol apresentado, nem todas estão lá inscritas, e serão talvez as mais importantes, tendo em conta as negociatas que todos os dias vemos nos actos da autarquia.
Para que os nossos leitores possam perceber melhor do que estamos a falar deixamos aqui o link para a Lei 50/2018, a tal que transfere as ditas competências, chamando desde logo a atenção redobrada para os artigos 7º, 18º e 19º; vejam em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=2932&tabela=leis&ficha=1&pagina=1&so_miolo=&.
Quanto à gestão do patrimonio imobiliario publico e privado do estado, será feita nos termos dos artigos 2º, 8º e 10º do Decreto Lei 160/2018 e que pode ser consultado em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=2971&tabela=leis&ficha=1&pagina=1.
De uma forma simplista, pode dizer-se que todas as frentes ribeirinhas passam para a gestão das autarquias, podendo nalguns casos vir a ser alienados, ou alterado os seus usos.
No caso dos portos, e como temos assistido às preleções do edil de Olhão, muito provavelmente, os portos de Olhão e Fuzeta serão reduzidos os espaços, até aqui, destinados à pesca para serem transformados em portos de recreio; já as áreas envolventes poderão ser concessionados para fins turísticos.
Uma política de destruição da pesca, criando dificuldades adicionais a quem vive daquela actividade, quando deveriam desenvolver políticas de valorização do seu produto, para bem dos pescadores e da economia local, para substituir por uma outra actividade cujo resultados, para a cidade, são de um valor residual.
Mas aquilo que mais dá no olho é na forma como vai processado a transferência de competências no sector imobiliário, por ajuste directo, com as autarquias a comprarem as partes mais importantes desse património.
Imagine-se, por exemplo, no Parque de Campismo da Fuzeta, que está em terrenos que são do Domínio Privado do Estado e que por via desta legislação pode vir a ser comprado para a autarquia para de seguida o vender a terceiros, nos moldes em que tem vindo a faze-lo, como no caso do loteamento do Porto de Recreio.
A corrupção resulta de um acto administrativo contrario à Lei; para que ela exista tem de haver duas partes, a do corruptor, beneficiário/pagador e do corrupto, funcionário ou eleito que vai recebedor por violar a Lei. No entanto, tal como está tipificado o crime de corrupção, é quase impossível prova-lo.
Ora esta transferência de competências vai potenciar o risco da corrupção, particularmente nas autarquias da orla marítima onde predominam terrenos do Domínio Privado do Estado e os mais apetecidos para a ganancia dos especuladores imobiliários.
Não haja duvidas. Olhão tem Alma, mas uma alma podre, caduca e corrupta!

sábado, 5 de janeiro de 2019

OLHÃO: A MORTE LENTA DA 5 DE OUTUBRO!

Apesar do anuncio de tentar recuperar o tempo perdido, o atraso nas obras da Avenida 5 de Outubro mantém-se, procurando-se as mais diversas desculpas, mas sem ir ao fundo da questão.
Em primeiro lugar, parece que muito boa gente ainda não percebeu que a obra é da Câmara Municipal de Olhão, e que a Sociedade Polis é apenas o instrumento financeiro para a sua execução. Antes a sociedade Polis fora o instrumento financeiro para a execução do POOC, o tal plano que mandou demolir N casas nas ilhas barreira. Aqui passa-se exactamente a mesma coisa com uma diferença, o projecto da Polis para a zona ribeirinha era o que se pode ver em http://olhaolivre.blogspot.com/2017/03/olhao-destruicao-de-habitat-do-caimao.html, e porque o presidente da câmara entendeu vender os terrenos da Horta da Câmara para a construção de um eco-resort, pressionou  aquela sociedade no sentido de transferir as verbas destinadas à intervenção então prevista para proceder à destruição da 5 de Outubro.
E assim se jogaram fora 160.000 euros gastos num projecto para jogar no artigo cesto.... do lixo!
Claro que quando dizemos que estão a destruir a 5 de Outubro é pelo impacto negativo que a intervenção está tendo na actividade de toda a baixa de Olhão e muito especialmente nos Mercados e restaurantes da zona.
As obras andam a passo de caracol, ora porque falta a pedra, ora porque querem trabalhadores com salários de merda. Competia á entidade que promoveu o concurso verificar se a empresa tinha condições para executar a obra dentro dos prazos previstos; do mesmo modo competia a essa entidade fiscalizar a execução porque já vimos a forma como estão compactando o enchimento das valas. E não é preciso ser-se técnico para se perceber que não será jogando uns borrifos de agua que o conseguirão e daqui a uns meses vamos ver aquela desgraça abater toda. Onde anda o diligente presidente da câmara? Passeando?
Passado o período de festas, está na hora de todos os lesados pela obra, operadores dos Mercados, restaurantes e até os comerciantes da baixa, se juntarem e manifestarem publicamente contra o Poder local, responsabilizando-o pelos prejuízos decorrentes desta anedota de intervenção. Quem quer vaidades que as comporte sem prejuízo para terceiros e não venham dizer que o beneficio virá nos próximos vinte anos que é tudo bluff.
 O comercio da baixa desespera pelo fim das obras e nem se apercebe que terminadas estas outras virão com impacto semelhante, ou não tivesse sido já encomendado o estudo para a requalificação da Avenida 16 de Junho, entre a rotunda da Bela Olhão e as instalações da antiga Conserveira do Sul.
A tudo isto se junta a falta de estacionamento cada vez menor, fruto da falta de planeamento de curto, médio e longo prazo.
Foi assim que a câmara de Vila Real de Santo António faliu, com obras e mais obras, como se a cidade tivesse que ser transformada num só mandato. Essa forma de trabalhar é pura agenda eleitoral, apresentar obras para ganhar eleições, sem olhar aos interesses munícipes. Porque não promover um ampla discussão com toda a população por forma a definirem-se as prioridades do concelho? Isto é alguma ditadura? Parece que sim!
Continuem assim até à morte completa da 5 de Outubro!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

OLHÃO: ESTÃO A MEXER NOS NOSSOS BOLSOS!


A nossa querida Câmara Municipal, superiormente dirigida por António Pina, vive na maior das abundâncias, contrastando com o Povo, a quem assalta de toda a maneira e feitio.
Embora já se tenham passado alguns meses, vale a pena ver e reflectir sobre a forma como se gastam os dinheiros extorquidos à população através de taxas e impostos.
Em Dezembro de 2017, a autarquia comprava três viaturas para a vereação e gabinete de apoio à presidência, conforme a imagem de cima; menos de um ano depois, compra mais três carros, usados, para a frota automóvel do município. Todos estes carros foram comprados a uma firma de Leiria, que no Algarve não há quem os venda! Na totalidade, se acrescentarmos o IVA, são apenas 142 mil euros, que os otários têm de pagar para manter as vaidades dos donos disto tudo.
A vereação já tinha dois carros, mas porque já tinham algum tempo, estavam a ficar obsoletos para as vaidades de quem foi eleito para se servir. Sim para se servirem, apesar de no discurso político dizerem que estão lá para servir o Povo, que lhes paga e bem.
E como se não bastassem os parasitas eleitos ainda sobra para alimentar as vaidades do gabinete de apoio ao traste maior. Pensar que todos estes parasitas, em regra, ganham mais que um medico ou enfermeiro nas urgências de um hospital a salvar vidas, para estes não fazerem mais do que dizer ámen ao chefe da quadrilha.
Se dos oito carros, seis novos e dois usados, um é para o presidente e quatro para os vereadores, para quem são os outros? Não será isto vaidade a mais? Ou melhor dizendo não será caso para dizer que estão a mexer nos nossos bolsos?
Com salários bem acima da media, mais viatura e combustível à custa do cidadão  que morre de fome, e pagando mal a quem os serve, elegem como prioridade a satisfação do ego e das vaidades. Tenham vergonha e já estou estou como alguém dizia "É tudo um putedo pegado".
Vão roubar para outro lado!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

OLHÃO: EMPRESA MUNICIPAL MÁ PAGADORA!

Nada que nos espante, muito pelo contrário, as empresas municipais são má pagadoras embora sejam muito lestas quando se trata de receber.
Para alem do tarifário excessivo, e da cobrança de cinco euros pelo segundo aviso, a Ambiolhão não cumpre com o seu principal fornecedor e prestador de serviços, a Aguas do Algarve, como se pode ver através do Relatorio e Contas desta empresa, relativo ao ano terminado em Dezembro de 2017, que as contas de 2018, só lá para o Verão. Ver em https://www.aguasdoalgarve.pt/sites/aguasdoalgarve.pt/files/publicacoes/relatoriocontas_aguasalgarve_2017.pdf.
Assim e apesar de terem acordado com a empresa exploradora em alta um prazo máximo de 62 dias para pagamento das respectivas facturas, a Ambiolhão, apresentava no final de 2017, 378 dias de atraso. Para quem corta a agua às pessoas por não terem como pagar a tempo e horas, por estarem atrasadas dois meses, não está mal, mais de um ano.
Ainda quer nos últimos anos tenham reduzido a divida, a verdade é que ela continua muito alta, mal se percebendo o que andam a fazer com o dinheiro sacado aos munícipes, com um tarifário ilegal. No final daquele ano, a divida situava-se nos três milhões, seiscentos e oitenta e dois mil, setecentos e trinta e oito euros. Nada mau!
Não se pense que a redução da divida se deve a um gesto de boa vontade por parte da caloteira Ambiolhão, mas porque há uns anos atrás, a Aguas do Algarve, teve de encostar a caloteira á parede e obriga-la a celebrar um acordo pelo qual transmitiu a divida para a banca, ou seja um empréstimo encapotado. Pagou à empresa mas ficou devendo ao banco!
Quando olhamos para a situação da rede de aguas e saneamento, a rebentar pelas costuras, apesar de intervenções pontuais e a gosto de alguns amigos, percebemos que algo não vai bem no reino. Uma coisa é certa, em regra o consumidor final, os munícipes, não têm outro remédio senão pagar, mas apesar de o fazerem, a empresa não faz as obras que deveria fazer e ainda por cima fica a dever aos fornecedores.
E como já denunciámos o regabofe que vai com as contratações de consultores para tudo e mais alguma coisa, percebe-se para onde vai o dinheiro de todos nós. Vaidades, amizades, cumplicidades e muita podridão!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

OLHÃO: ANO NOVO, GUERRAS VELHAS!

Antes das eleições autárquicas de 2017 e porque alguns moradores do Bairro 8 de Outubro se mostravam apreensivos com o estado das infraestruturas de agua na zona, denunciávamos a situação.
Como vem sendo habito, e vivendo mais da aparência do que da realidade, o Poder autárquico, manipulado pelo falso partido socialista desde o inicio da era democrática, desde logo desencadeou acções de desinformação, dizendo proceder a intervenções na rede de agua e no depósito.  E com isso conseguiu calar os protestos de quem mora no Bairro.
A intervenção feita no depósito foi única e exclusivamente a nível de condutas e não na cuba, porque quanto a essa, limitaram-se a pintar e mais tarde mandar grafitar para disfarçar as fissuras.
Ontem de manhã, tornámos ao local para verificar  como se encontrava aquela importante infraestrutura já que é o maior depósito de agua da cidade e qualquer acidente que ali possa acontecer, afectará toda a população da cidade.
Deve dizer-se que este tipo de infraestruturas tem mais de setenta anos e deviam de merecer obras de conservação que nunca fizeram. O ferro do betão em contacto com a agua, oxida, aumenta de volume e faz abrir fissuras que permitem a passagem da agua para o exterior, podendo a qualquer momento rebentar.
Por mais que desvalorizem este tipo de ocorrências, elas podem acontecer. Aliás ainda recentemente assistimos a um presidente de câmara que desvalorizou um relatório que apontava para o perigo, e que esteve na origem de algumas mortes, razão pela qual devia estar preso, mas não está! Estamos a falar de Borba e da pedreira.
Como se pode ver nas imagens, o depósito continua a apresentar os sinais das fissuras, sintoma de que não foi feita qualquer intervenção na sua cuba. São centenas de metros cúbicos de agua, que em caso de acidente, poderão provocar estragos  em bens materiais e humanos nas imediações.
Os moradores do Bairro devem organizar-se e pressionar a Câmara Municipal de Olhão para que proceda à intervenção no depósito de forma a assegurar de que não haverá riscos de qualquer acidente. Em caso de recusa da autarquia e na possibilidade de tal acidente acontecer, os autarcas devem ser responsabilizados, porque estavam avisados e nada fizeram.

domingo, 30 de dezembro de 2018

OLHÃO: FIM AO ESTACIONAMENTO!

Como é do conhecimento de quem está nesta altura na cidade, a dificuldade em estacionar é cada vez maior, porque espaços antes onde se podia estacionar terem sido objecto das mais diversas intervenções.
Assim, na Rua 18 de Junho, ao lado da Farmácia Olhanense, após a demolição de um prédio privado, o espaço vinha sendo local de estacionamento, alguns de forma abusiva pela ocupação do passeio.
Não se sabe quais as razões que levaram a Câmara Municipal de Olhão a colocar uns pinos, que impedem o estacionamento ali; será para não tapar as imagens propagandisticas do presidente? Sendo certo que o terreno é privado, mal se compreende que a intervenção tenha sido da responsabilidade da autarquia.
 O estacionamento é cada vez mais escasso, sendo bem acolhido todo e qualquer lugar onde se possa fazer; reduzir ainda mais os parcos lugares, é má política.
Entretanto, o quintalão que a Câmara comprou à ACASO, para nele construir um silo automóvel, continua na mesma, como se pode ver na imagem que se segue, tirada esta manhã.
O presidente que parece ter dinheiro para mandar demolir o património de terceiros, não tem dinheiro para demolir o que é do município. E não se trata de fazer no mediato o tal silo, o qual entendemos despropositado, mas tão só de demolir e mandar limpar o local, onde caberiam pelo menos mais vinte carros e facilitava a circulação automóvel naquela rua.
Quem compreende que aquele mono se mantenha de pé, sem qualquer préstimo, quando tem todas as condições para ter alguma utilidade para os olhanenses, nesta fase de grande dificuldade em estacionar? E claro, ficaria com mais um espaço para colocar a sua propaganda!
É A ALMA OLHANENSE!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

OLHÃO: O BALANÇO DO PINA!

Como não podia deixar de ser, o presidente da Câmara e da Ambiolhão não perde uma oportunidade de fazer propaganda, até porque se aproximam aí, dois actos eleitorais. Nesse aspecto nada de novo.
Já o conteúdo da carta que mandou aos munícipes merece alguns comentários porque ou o homem não se enxerga ou deve estar a precisar de um par de óculos que já subsitiuí os meus!
Vem o senhor doutor da mula ruça que se preocuparam em encontrar as melhores soluções para seja o município em que o ambiente seja uma prioridade. Ora, depois de quatro anos como vereador sem pelouro, mais quatro como vice-presidente, quatro já como presidente e agora com mais quinze meses, não se vê essas grandes soluções.
Durante anos levámos a reclamar pelo recurso a ilhas ecológicas e apenas foram montadas meia dúzia delas, essencialmente na freguesia de Olhão que as restantes não contam.
Há mais de um ano que foi colocado um cartaz junto à ponte da Rua 18 de Junho com o apelo da campanha Lixo Zero; foi contratado um especialista de marketing para ajudar na tarefa de promover aquela campanha, mas só para o ano é que vai começar a campanha de sensibilização. Aliás, diz o presidente que é avesso a quem  contrarie, que durante os próximos meses vai promover o dialogo, que nunca existiu. Mas não se pense que ele visa o dialogo para soluções, mas para que as pessoas se transformem em policias uns dos outros.
Diz prosseguir a melhoria da rede de esgotos, quando mantém os esgotos directos na Avenida 5 de Outubro, a descarregar directamente para a Ria Formosa, sem qualquer tratamento. No entanto refere-se à nova ETAR como se tivesse sido obra sua e como se ela fosse resolver o problema da rede de esgotos. Parece que o presidente é vesgo pois as roturas da rede de agua e entupimentos nas ruas entaladas entre a 18 de Junho e Almirante Reis são uma constante, para não falarmos nos depósitos de agua com fissuras.
Aldrabão sou eu e não minto tanto!
Enfim, mais um acto de campanha eleitoral!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

OLHÃO: PROIBIDO CÃES E FUMAR EM ESPAÇO PUBLICO!

Não pensem que estamos a delirar, é uma realidade! A Câmara Municipal de Olhão decretou algumas proibições na utilização do espaço publico.
Num País, onde os cães podem entrar num restaurante e sentar-se com o dono, não podem entrar no cemitério, mesmo que sujeitos pela trela, precisamente por se tratar de um espaço publico, como frisou o funcionário, apontando para o cartaz.
Mais, a proibição não só proíbe os cães como proíbe fumar naquele espaço, a céu aberto, o que nos parece um acto de estupidez.
Que os donos dos cães sejam obrigados a apanhar os dejectos dos seus animais, tudo bem, mas parece absurdo que os mesmos não possam acompanhar as pessoas. É uma questão de regras, mas daí até se chegar à proibição, vai uma grande distancia.
Do mesmo modo fumar, num espaço aberto, apenas por ser publico, só na cabeça de autarcas que não sabem como mostrar o seu excesso de autoridade.
As ruas e jardins também são espaços públicos e não faltaria que os candidatos a ditadores decretassem a proibição de circular nas ruas com cães ou de cigarro na boca. Onde se pode fumar, então?
Não tenho nada contra isso, mas há cigarrinhos que são feitos com mortalhas e fumados em casa, longe dos olhares das pessoas, porque razões de preconceitos sociais; da mesma forma, há quem inale outras substancias, também resguardados de olhares indiscretos. Talvez tudo isto seja proibido, mas é usado com mais frequência do que se pensa, mas ainda não foi objecto de uma decisão como aquela que apresentamos hoje.
Esta proibição de tal forma fundamentalista, para não dizer estúpida, que não nos merece mais comentários, deixando ao critério dos nossos leitores ajuizar das decisões autárquicas. Merecem um louvor!
Quando se têm preocupações desta natureza, tudo é de esperar do Poder.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

OLHÃO: NÃO À DESTRUIÇÃO DA CALÇADA À PORTUGUESA!

Olhão está na moda! Olhão tem alma! É o jogo de palavras de um indecente presidente de câmara para quem a história não tem qualquer valor, descaracterizando ou destruindo os maiores simbolos da cidade e do concelho.
Tal como dizíamos no texto anterior, um dos problemas prende-se, felizmente, com a dificuldade do empreiteiro na aquisição da Pedra de Escarapão com que a câmara vai substituir a calçada à portuguesa no lado norte da Avenida 5 de Outubro. De nada serve ao presidente tentar atirar as responsabilidades para cima da sociedade Polis, porque todos nós sabemos que o projecto é seu, sendo a Polis única e exclusivamente o instrumento financeiro para a execução da obra. Tudo mais é da Câmara Municipal de Olhão!
O lado norte da Avenida 5 de Outubro está contido na delimitação da Zona Histórica de Olhão, a qual tem sido vandalizada em termos urbanísticos com o aval da autarquia e a destruição da calçada à portuguesa, como se pode ver nos Largos Históricos ou na Rota da Lendas.
A calçada à portuguesa faz parte da nossa historia, remontando à época romana, como se dá conta em https://www.mundoportugues.pt/63846/, não sendo por acaso que vem sendo utilizada nas principais capitais do planeta. A calçada à portuguesa é na verdade uma herança histórica e cultural, que só a um cretino passaria pela cabeça destruir para a substituir por Lajes de escarapão.
A modernização da cidade não implica a destruição da nossa calçada, quando muito, e aproveitando o seu potencial, introduzir uns desenhos com elementos alusivos à cidade e ao Povo de Olhão.
Só se compreende a destruição prevista à luz das negociatas que poderão estar por detrás da pedra de calçada. A pedra já utilizada não precisa de ser partida, bastando recoloca-la. Mas o seu custo ronda os 20 cêntimos. para não dizer mais e por metro quadrado são cerca de 400. Abatida que está, quem vai ficar na posse dela? É que são muitos milhares de metros quadrados e o valor total da pedra é muito elevado. Quem se vai abotoar com a massa? Se alguém tiver duvidas, que procure saber qual o destino da calçada retirada da Zona Histórica!
Cabe aos olhanenses e a todos os que gostam da calçada à portuguesa, do património e da historia que ela representa, defendê-la de um ditador que já demonstrou ser contra a historia e património de Olhão.
PROTESTEM!