segunda-feira, 17 de junho de 2019

OLHÃO: ESTACIONAMENTO OU NEGÓCIO ESCURO?

As antigas instalações da Bela Olhão estão agora transformadas em Parque de Estacionamento. Ainda que concordemos com a criação de estacionamentos, aquilo que nos é dado saber configura uma situação um tanto estranha, envolta numa neblina bem escura.
Quem explora o estacionamento na cidade, estatutariamente, é a Fesnima, empresa municipal; mas as instalações foram adquiridas a meias pela Câmara Municipal e pela Ambiolhão, e são estas duas entidades que respondem pela divida e respectivo serviço, por elas criada.
Segundo nos informaram, o estacionamento com 450 lugares na Bela Olhão terá custo de 2 euros diários, pelo que a totalidade da receita não excederá os 325 mil euros (450X2X360), o que nos parece insuficiente para fazer face ao pagamento da divida e seu serviço, para alem de que terá ainda outras despesas. Sabendo que a compra foi no montante de cinco milhões, mais juros, estamos em crer que com estes números, serão necessários vinte anos para pagar a divida e nós os otários a pagar.
As pessoas em regra batem palmas ao primeiro sinal de um beneficio ou da satisfação de uma necessidade sem ter em conta o que determinou essa necessidade. O estacionamento em espaço publico sempre foi da responsabilidade da autarquia e a sua falta é também responsabilidade sua.
Toda a área compreendida entre a frente ribeirinha e o caminho de ferro, acrescida da que se situa entre o caminho de ferro e a Avenida D. João VI e a Rua 18 de Junho e a Almirante Reis, tem ruas estreitas que não comportam o crescimento urbano. Tivesse sido feita um regra sobre cérceas limitando a altura dos prédios a um ângulo de 45º no lado oposto da rua, e eles não poderiam exceder a largura da rua.
Claro que à autarquia não interessava isso porque quanto mais fogos se fizerem mais recebe de IMT e de IMI. O dinheiro sempre à frente de tudo!
Mas mais, para a construção dos prédios, pede-se a criação de estacionamento publico e privado na proporção de um lugar por cada 100m2 de construção. Na sua falta, passa a área de cedência e paga-se uma taxa. Ora isto leva à arrecadação de mais receitas por parte da câmara. Mais uma vez, dinheiro!
Assim sendo o estacionamento é pago pelo construtor pelo que os munícipes não deveriam ter de pagar para estacionar. 
Logo a falta de estacionamento é da responsabilidade da autarquia, que visando apenas a angariação de receitas, tudo transforma em dinheiro sem o mínimo respeito pelo munícipe.
Regressando ao assunto do estacionamento da Bela Olhão e às empresas municipais, para lembrar que todos estes serviços já eram praticados antes da existência daquelas empresas, pelo que podiam e deviam continuar no âmbito de serviços municipalizados, quanto mais não seja pela promiscuidade e falta de transparência nestes negócios em que a empresa mãe e uma outra compram e endividam o município e depois é uma outra a beneficiar da divida criada por aquelas. 
Aquilo que a prática nos tem mostrado é que, numa primeira fase, as empresas municipais serviram para asilar alguns vereadores que foram "despedidos", e mais tarde se tornaram um antro, um albergue de amigos, camaradas, boys à procura de emprego.
Já agora não devemos deixar de referir que a Fesnima tem no seu quadro quinze funcionários e os encargos anuais com eles de mais de 400 mil euros, de que resulta uma média de 1700 euros por cabeça. Não está mal! Paga otário!

sábado, 15 de junho de 2019

OLHÃO: CENTRO DE SAÚDE QUE MATA!

Fomos informados da forma como um casal de reformados que no seu conjunto recebem menos que o salário mínimo nacional, está a ser tratado, ou melhor dizendo maltratado, pelo Centro de Saúde de Olhão, que pelos vistos condena os doentes idosos a morte antecipada!
Na denuncia que nos fazem, refere-se nomeadamente que a médica de família do doente, primeiro não foi fazer a consulta domiciliaria pelos muitos afazeres que teve ao longo de dois anos e agora porque o Centro de Saúde não tem carro para a técnica se deslocar, com a doença a alastrar por falta de assistência, o que mereceu da parte dos familiares a reclamação junto das entidades de supervisão, que nada fazem! O corporativismo a funcionar embora saibam que estão condenando uma pessoa.
É certo que sabemos que o governo tem procedido a cativações em muitos sectores e particularmente na saúde, para cumprir com critérios emanados pela UE, mas não dá para perceber a falta de assistência domiciliaria.
Mesmo com péssimas condições económicas, resultantes das habituais reformas de merda deste País, os doentes recorreram já a médicos particulares, quando não o doente já estaria a fazer "tijolo".
Ora temos um Estado que por uma lado quer criminalizar os maus tratos a idosos, criminalizar o abandono dos familiares idosos,  por outro condena os idosos a uma morte lenta!
E digam lá que isto não é um putedo pegado!
Mais, entretanto a ARS Algarve informa que "já" está marcada a visita do médico para 23 de Julho, ou seja, mais um mês de espera, com o estado do doente a piorar de dia para dia. Um autêntico crime deste bando de assassinos que governa o País e as instituições.
Também não devemos omitir que no Centro de Saúde funciona o Projecto Cuidar, uma espécie de parceria publico privada da Câmara Municipal de Olhão, que tem dinheiro para tudo e mais alguma coisa, mas não tem meios para apoiar a assistência domiciliaria aos seus munícipes. Como será quando a autarquia receber as competências no campo da saúde? A mesma merda de sempre! Fiquem-se pelas festas e não façam nada pela população!
Porque  sempre defendemos o SNS e entendemos que a melhor maneira de o defender é denunciando o que nele se passa, convidamos os nossos leitores a fazerem-nos chegar o maior numero possível de denuncias, que nós estamos cá para tratar de as divulgar.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

OLHÃO: A PRAIA DO PINA NÃO TEM BANDEIRA AZUL!

É do conhecimento geral a aposta feita pelo presidente da câmara Municipal de Olhão em torno da Praia de Marim, forçando a sociedade Polis a gastos injustificados com a sua "requalificação", dotando-a de um parque de estacionamento mas esquecendo que estava previsto para a zona um fundeadouro.
Depois de tanta publicidade, a Praia de Marim, não tem a chamada Bandeira Azul; nada de importante porque a têm as restantes praias do concelho!
A agregação de juntas de freguesia Moncarapacho/Fuzeta mal teve conhecimento de que a sua praia Fuzeta-Ria tinha sido contemplada com a dita bandeira, logo se encarregou de o anunciar nas redes sociais, apesar de o anuncio se fazer acompanhar de uma imagem dos anos anteriores, o que levou a vereadora Elsa Parreira a denunciar o facto. Não podia deixar de ser já que se tratava de uma iniciativa de uma junta liderada por um partido diferente. Mas agora vem outro vereador, Camacho, a anunciar e a exibir-se no içar da bandeirinha. Ele há com cada acto e postura de merda nestes políticos apenas porque se tratam de acções de partidos diferentes. Afinal a bandeira lá está. Quem o diz agora à vereadora que afinal a junta de Moncarapacho estava certa?
Porque não vem a vereadora Elsa e o vereador Camacho explicar as razões pela qual a Praia de Marim, depois de tanto dinheiro gasto, não tem a dita bandeirinha? Ou aquela bandeira apenas serve para as vaidades? E o nosso amigo Pina, tanto vaidoso com a sua Praia nada diz sobre ela porquê?
Depois de deixar cair a megalómana ideia das praias urbanas, vai deixar cair a Praia de Marim ou aquilo foi apenas para favorecer um determinado empreendimento?
A verdade é que na zona da Praia de Marim, também se produzem bivalves, mas está classificada como sendo de classe C devido à forte contaminação microbiológica, ou seja, de muita caca, mas como não é nem nunca foi objectivo da câmara acabar com a poluição na Ria, silencia-se o assunto. Quem for a banhos na Praia de Marim que não abra a boca porque pode engolir algo mais que agua!
Por outro não podemos nem devemos omitir a guerrinha que os autarcas do partido dito socialista levam contra todos os outros, desde que esses ousem fazer-lhes frente. É que sabemos que depois das reuniões secretas do consultor da Ambiolhão que deixou o presidente da junta de Moncarapacho de fora,  o presidente de junta proscrito chegou a acordo com o seu congénere de Pechão sobre uma determinada situação comum às duas freguesias, mas o Pina logo se apressou a questionar e a pressionar o seu camarada a romper com o acordo. Isto é que vai uma democracia!
O bem estar das populações relegado para segundo plano por causa de guerrinhas de Poder do Pina! Votem nele! Votem na merda!

quinta-feira, 13 de junho de 2019

ALGARVE: CONTINUAM AS PURGAS POLITICAS!

Depois das mexidas ou purgas na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, da Administração da Região Hidrográfica do Algarve, chegou agora a vez do ICNF, com a maioria dos seus dirigentes mandados às urtigas e subsituidos por gente da confiança política, ou seja portadores do cartão do partido no Poder.
A democracia vai sendo absorvida por uma estranha forma de ditadura partidária, com muitas culpas para aqueles que não conseguem ou não querem perceber que o símbolo do partido não significa o bem estar geral do Povo, e por isso vão votando nos gatunos, os mesmos de sempre, que nos vão assaltar a seguir. Um Povo ordeiro, manso faz muito jeito ao Poder!
No ICNF estão de saída Valentina Calixto e Nuno Grade que pagam desta forma o nunca terem ousado afrontar a hierarquia, obrigando-a a cumprir com as leis que elas produziram, Mas apesar de se terem prostrado perante o Poder, não foi suficiente pelo que têm de ser substituídos por alguém ainda mais condescendente com os seus superiores, gente incapaz de dizer não, aceitando tudo embora saibam das consequências.
Uma das figuras promovidas para a direcção do Departamento de Conservação da Natureza é Ana Margarida Magalhães, ex-vice presidente da Câmara Municipal de Olhão ao tempo de Francisco Leal; em 2009, durante o consulado de Sócrates, foi vice- presidente da CCDR; em 2014 foi para a ARH em comissão de serviço. Bióloga Marinha de formação, sendo natural e residente em Olhão, conhecedora dos problemas da Ria, nunca abriu a boca para combater a poluição e menos ainda para defender a Conservação da Natureza.
Ninguém melhor do que ela para denunciar o impacto das descargas dos esgotos directos e a violação da Lei da Agua nesta matéria, até porque enquanto esteve na ARH tomou conhecimento das monitorizações feitas em 2014, 2015 e 2016. Tudo silenciou!
Também sabe os impactos para o sedimento no regime de produção de ostreicultura e para a sobrevivência dos restantes bivalves. Tudo omitiu!
Sabe ainda da proliferação da invasão da caulerpa, uma erva que vai pôr em causa todo o ecossistema. Mas nunca abriu a boca!
Nem o facto das suas qualidades humanas a protegem da forma como soçobra face à política e aos clientelismos. Ela é promovida porque o presidente da câmara Municipal de Olhão assim o quer, a melhor forma de o ajudar na ocupação de cada vez mais espaços para a produção da exótica e invasora ostra giga. Nada que a preocupe! O tacho está certo à custa do sacrifício de quantos lutam e labutam na Ria Formosa!
Numa área tão pertinente quanto a conservação da natureza, porque não entregar o lugar a quem, para alem da capacidade técnica, seja capaz de se impor e denunciar o que está errado?
Com esta nomeação estão criadas as condições para o grande assalto à Reserva Ecológica em toda a Ria Formosa!
Porque não nos matam logo?

quarta-feira, 12 de junho de 2019

OLHÃO: FESTAS E MAIS FESTAS. QUE GRANDE REGABOFE!

A câmara municipal de Olhão já anunciou o calendário de festas que vão decorrer ao longo de todo o verão, algumas delas são mesmo residentes, mas ainda assim, omitindo alguns pormenores.
A primeira questão situa-se no campo dos objectivos, da necessidade, da utilidade, da eficácia e da prioridade
Não tendo nada contra alguns eventos, o conjunto deles revelam um excesso que visam sobretudo desviar as atenções para os reais problemas do concelho, pobre porque as políticas prosseguidas pelo governo central e local assim o determinaram. Enquanto as pessoas assistem a estes eventos, alienam-se por completo dos problemas que os afligem, empurrando-os com a barriga, para a frente. E esse é o primeiro objectivo!
Segundo objectivo, manter um tal calendário, por todo o Verão, é leva-lo tão perto das eleições quanto possível, para com o dinheiro de todos se fazer campanha eleitoral. Apenas falta saber quem serão os convidados de honra, sendo quase certo que a ministra do mar estará presente.
A necessidade de tais eventos, numa altura em que Olhão está cheio de gente, programados quase todos eles para a frente ribeirinha, não será para a satisfação da população de Olhão mas para quem nos visita. Não será demais lembrar que uma parte significativa da população não tem rendimentos para se sentar numa esplanada daquela frente, limitando-se a observar. Já não é mau de todo e as pessoas batem palmas!
A utilidade destes eventos está no facto de uma maior concentração de pessoas e com isso aumentar a possibilidade de encher as gavetas de alguns estabelecimentos, Pelo menos esses ficam satisfeitos, mas se pensarmos que as taxas e impostos municipais resultam do saque de todos e de todo o concelho, perguntamos o que a autarquia tem para dar ao resto da cidade e concelho? Ou só os estabelecimentos da baixa  terão direito a um bónus? E os operadores dos Mercados, também eles na baixa, beneficiam alguma coisa com isso ou acabam por ser prejudicados?
Um dos pontos altos, é já no próximo Domingo com as comemorações do Dia da Cidade, tendo sido contratada uma conhecida fadista, a qual não é posta em causa. Mas já não podemos dizer o mesmo dos procedimentos da sua contratação, uma vez que o contrato foi assinado a 19 de Março mas só foi publicado no Portal Base do Governo a 12 de Junho. 34.500, 00 euros acrescidos de IVA.
Porque foi escondido durante três meses esta contratação quando já estava anunciada no site da câmara e em diversos outdors? 
Prosseguindo a sua política de opacidade na divulgação de informação essencial, como o são as actas das sessões de câmara, cuja ultima publicação remonta à sessão de 23 de Janeiro, está a fazer cinco meses, o grupo Câmara Municipal de Olhão, esconde mais do que se possa imaginar. Se tivermos em conta que a PJ tem vindo a visitar algumas autarquias, não nos espantaria que um dia destes também se deslocassem a Olhão. E quanto a isso, procurarei dar o meu contributo, por mais que tentem denegrir as denuncias de situações susceptiveis de configurar crimes da responsabilidade de cargos políticos.
Continuem a bater palmas!

terça-feira, 11 de junho de 2019

RIA FORMOSA E A DISCUSSÃO PUBLICA DO PLANO ESTRATÉGICO


As imagens acima reportam duas paginas do documento da discussão publica sobre o Plano Estratégico para a Aquacultura e que termina no próximo Domingo, dia 16. Pela importância de que se reveste para a produção de bivalves, entendemos tecer alguns comentários e chamar a atenção para os produtores para a sua participação nesta discussão.
A dado passo deste documento (Pág. 155) pode ler-se que foram traçadas zonas de não conflitualidade (áreas de protecção de 400 metros) para portos, marinas e outros potenciais focos de de contaminação... foi também considerada relevante a identificação  dos pontos de descarga de aguas residuais e de aguas pluviais com contaminação organica/química.
Mais adiante diz-se que "deveria ser atribuída especial atenção aos conflitos entre a produção de bivalves e as ... e as descargas das ETAR Nas zonas de produção aquicola de Olhão 2, Olhão 3 e Olhão 4.
No fundo o que todas as entidades publicas envolvidas no processo de decisão em matéria da produção de bivalves, estão fazendo é um processo de branqueamento dos crimes cometidos contra a Ria Formosa e os seus produtores. Por mais que IPMA, PNRF, CCDR, DGRM, Docapesca, Ministra do Mar ou o secretário de estado das pescas, branqueiem estamos perante um crime de que toda a gente conhecimento e todos ignoram.
E porque vem a talhe de foice, registamos a falta de memoria de que todos eles padecem!
Por isso, damos a conhecer o que diz a legislação sobre isto, disponibilizando o link para que todos possam aceder a ela https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/1997/06/139a00/29592967.PDF.
Desde logo chamamos a atenção para o artigo nº 2, nº 2, alínea c), artigo nº 2, nº 4º e artigo 4º, nº 1 alínea b), e ainda para o Anexo I, que definem o que são aguas residuais urbanas (mistura de aguas residuais domestica com aguas pluviais), e as entidades responsáveis pelo pleno funcionamento dos sistemas, sendo que a construção, manutenção devem obedecer à prevenção de fugas e à limitação da poluição.
Em 2005 terminava o prazo para que esta directiva comunitária estivesse cumprida, mas nem o atraso habitual na transposição das directivas, particularmente aquelas que dizem respeito ao ambiente. permitiu que até hoje fosse regularizada a situação.
Em campanha eleitoral, o presidente da Câmara Municipal de Olhão prometia que em quatro anos iria resolver o problema dos esgotos directos e sem tratamento e nada está feito.
O que está feito é criar uma zona com a largura de 400 metros em toda a frente ribeirinha, da ETAR Nascente até à ETAR Poente, chamada de proteção para não conflituar com os focos de poluição, confirmados pela Agência Portuguesa de Ambiente, a entidade que por representar o domínio hídrico deveria obrigar ao fim da poluição, em conformidade com as monitorizações efectuadas em 2014, 2015 e 2016.
É mais fácil acabar com os viveiros do que tentar acabar com a poluição!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

OLHÃO: O COMUNICADO DA CÂMARA

No passado dia 7, a Câmara Municipal de Olhão, emitiu um comunicado que pode ser lido em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2695-comunicado, procurando com ele desmentir uma denuncia feita nas redes sociais.
Não significa isto que estejamos totalmente de acordo com a denunciante mas não podemos deixar de lamentar a pobreza do comunicado, porque também ele não corresponde inteiramente à verdade.
Na realidade, a Fesnima;EM, a empresa municipal em quem a autarquia delegou as competências em matéria de habitação social, celebrou com uma empresa um contrato para a recuperação de 17 casas de habitação social devolutas, cujo prazo de execução das obras era de cinco meses, sendo que o contrato foi celebrado a 12 de Fevereiro de 2019, como pode ser visto em http://www.base.gov.pt/Base/pt/Pesquisa/Contrato?a=5555532.
Sendo assim, já decorreram quatro meses e as obras senão estão concluídas, estarão em vias de conclusão, mas que se houvesse vontade política de resolver o problema, certamente que com um telefonema ao empresário e seria possível acelerar a conclusão de algumas para fazer face a situações urgentes, que pelos vistos são sete casos.
Desconhecemos a denuncia e a denunciante, nem ouvimos a sua versão ou desmentido ao comunicado, mas não podemos deixar de estranhar, já não direi por ela, mas pelas seis restantes famílias a que alude o dito comunicado, que a um mês do fim do prazo de conclusão das obras, não seja ainda possível assegurar que àquelas famílias seja atribuída uma casa, sossegando e reconfortando assim quem está numa situação de debilidade.
Parece ser consensual que há uma enorme falta de casas para o mercado de arrendamento e isso deve-se essencialmente às sucessivas Leias das Rendas, a ultima das quais da Cristas e aos benefícios fiscais que ajudariam à reabilitação urbana e restauro de casas, sendo que na maioria dos casos foram transformadas em hosteis ou alojamentos locais, fazendo escassear casas para o mercado de arrendamento. Claro que sem casas, as rendas sobem para limites que o comum dos cidadãos não consegue pagar.
Sem uma política de solos que contemple o interesse social que deve servir, os cidadãos da nossas cidades nem tão cedo conseguirão ter acesso a uma habitação condigna porque os rendimentos auferidos não lhe permite.
Nisso as Câmara municipais têm muitas responsabilidades ao não procederem à municipalização de solos que determine a capacidade construtiva, que defina o interesse social e os custos e margens de quem aceitar os cadernos de encargos.
No caso de Olhão, já todos percebemos que qualquer parcela de terreno é para entregar à especulação  imobiliária. Até quando?


sábado, 8 de junho de 2019

FUZETA: QUE BELA CAGADA!

Nas zonas de captura de bivalves designadas de L8 e L9 está interdita a apanha de bivalves por estarem contaminadas com biotoxinas do tipo DSP, conforme comunicado do IPMA e que pode ser visto em https://api.ipma.pt/public-data/snmb_bulletins/662019-ci_snmb-07_06_2019.pdf.
Aquelas duas zonas compreendem uma área tão grande que vai de Quarteira até Vila Real de Santo António, abarcando toda a costa da Ria Formosa, é bom não esquecê-lo.
A movimentação das marés faz com que a agua entre e saia todos os dias, duas vezes por dia na Ria Formosa, pelo que seria natural que as aguas e os bivalves da Ria também ela estivessem contaminadas, mas não é bem assim.
Senão vejamos, em quase toda a Ria é possível apanhar os bivalves, excepto na Fuzeta, o que torna as coisas mais interessantes, porque não se percebe se há algum filtro nas outras barras do sistema lagunar que impeça a entrada do fitoplâncton produtor das toxinas.
Quando nos lembramos que há uns anos atrás, ao mesmo tempo que içavam a Bandeira Azul na Praia dos Tesos, interditavam a apanha de ameijoa por contaminação microbiológica. Denunciada a situação, o IPMA logo lançou um comunicado em que, pela única vez no seu historial, "suspendia" aquela interdição.
A semelhança de processos, faz com que pensemos que o que está em causa, é na verdade a pretensão de tirar daquelas paragens quem do marisqueio faz o seu modo de vida, tudo em nome do turismo.
As pessoas têm de perceber que em nome do turismo, elevado a eixo essencial e talvez único do desenvolvimento do País, se sacrificam o modo de vida das populações, decidindo por decreto onde, quando e como podem trabalhar do mesmo modo que definem quais as zonas reservadas a fins turísticos.
Não estamos contra o turismo mas não podemos deixar de alertar para as suas consequências e não olhar apenas para o lado bom. O turismo traz o aumento das rendas, dos bens alimentares, ou até de um simples café numa esplanada, porque ele tem poder de compra. Mas isto é transformar um País para os visitantes sem ter qualquer preocupação com os residentes, esses sim turistas de todo o ano, já que pagam ao mesmo preço deles sem ter o mesmo rendimento, condenando as pessoas que vivem e trabalham nestas zonas à miséria ou a meros criados daqueles.
A forma como o IPMA declara estas interdições são pouco explicitas, e deixam-nos muitas duvidas. Mais se, como já aconteceu noutros lados, forem apresentadas analises efectuadas por outros laboratórios que não certificados por esta instituição do Estado elas serão rejeitadas. Tudo tem que passar pelo crivo do Estado!
Uma bela cagada, é que isto é!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

RIA FORMOSA, CENTRO DE EXPERIÊNCIAS?

1 - Como se pode ver pela imagem acima a associação de esgrima do Algarve, recebeu da Câmara Municipal de Olhão apoios, à semelhança de outras associações, no montante total de7.647,50 euros. 
Acontece que o presidente desta associação, o D`Artagnan cá do sitio, é deputado municipal pelo Bloco de Esquerda e viu o presidente da autarquia negar-lhe por diversas vezes tal subsidio. Até ao momento em que este passou a fazer o jogo do Poder.
É óbvio que a parte na faz o todo mas muda de figura quando a parte consegue influenciar o todo.
2 - Como já dissemos por varias vezes, e nunca é demais repetir, a redução da colónia de cavalos marinhos deve-se à invasão e perda de habitat, com origens em diversas causas, tais como  a poluição pouco ou raramente referida. E são os próprios cientistas quem reconhecem a perda mas não assumem as suas culpas no cartório, como se pode  ver em https://www.sulinformacao.pt/2019/06/populacao-de-cavalos-marinhos-da-ria-formosa-sofre-declinio-de-90-desde-2001/.
3 -  Vem agora o Bloco de Esquerda dar cobertura ao Poder político, alinhavando um projecto de Resolução que não é mais nem menos do que aquilo que vem sendo defendido pelo CCMAR e pela Ministra do Mar. Ver https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/bloco-de-esquerda-pede-ao-governo-medidas-de-protecao-dos-cavalos-marinhos-452447.
No fundo o que está em curso, é mais uma campanha reacionária contra todos os que vivem e labutam na Ria Formosa, porque a vingar tal proposta, ela vai virar-se contra as pessoas. Deste modo, todos os reacionários dão mãos, para em nome da defesa animal e do ambiente perseguirem as pessoas. A grande aliança que junta PSD/CDS/BE/PAN, sem terem falado com as pessoas e inteirarem-se das consequências que isto pode trazer para a vida delas.
4 - O reacionario mor, espadachim por vocação e biólogo de formação, conseguiu convencer os manda chuva do BE a alinhar nesta proposta, sem cuidar de saber o que na realidade se prepara na Ria Formosa. E como dissemos acima se a parte não representa o todo, o todo não passa de uma cagada no que diz respeito pela dura vida de quem labuta na Ria, que com as experiências que o CCMAR e a UALG vêm fazendo, estão na realidade a pôr em causa o futuro não só da Ria como de quem nela e dela vive!
5 - A invasão que mais afecta a Ria Formosa neste momento é uma erva que dá pelo nome de Caulerpa, uma espécie de alga exótica, e como tal proibida pelo estatuto do parque Natural que é a Ria Formosa, invasora e pior ainda porque infestante.
A caulerpa não serve de abrigo a nenhuma espécie piscícola ou moluscicola, mas é protegida pelo CCMAR, para fazer estudos sobre a descarbonização da agua, uma experiência de péssimos resultados. Mas como se trata de estudos ditos científicos, tudo se permite!
À pala disso. o CCMAR levou dez anos a saquear o habitat do cavalo marinho para o transplantar no Portinho da Arrabida; primeiro destroem e depois vêm atirar as culpas para cima de quem menos culpa tem!
6 - E para que não digam que se trata de má língua, boato, como afirmam os cientistas do CCMAR e o deputado municipal do BE, aqui fica um link sobre as consequências da Caulerpa que se recomenda para que todos percebam a razão da nossa oposição. Cliquem em cima do link e leiam http://www.mundogump.com.br/a-alga-assassina-esta-se-espalhando-mais-uma-cagada-ecologica-no-planeta/.
7 - O que está em causa é muito mais que o cavalo marinho. Obviamente que estamos contra a captura ilegal de qualquer espécie protegida, bastando o estatuto que detém para que as autoridades procedam a uma maior fiscalização. Outra coisa é que em nome do cavalo marinho se permita a destruição do que resta do seu habitat, também habitat de outras espécies piscícolas que ali procuram abrigo para largar os seus ovos. Na prática, o que vêm fazendo ao permitir e defender a presença da Caulerpa, o que estão a fazer é hipotecar o futuro da Ria Formosa e de todas as suas atividades económicas tradicionais.

Mais uma vez chamamos a especial atenção para o link sobre a Caulerpa e depois não se queixem! A RIA FORMOSA NÃO É NEM QUEREMOS QUE SEJA UM CAMPO DE EXPERIÊNCIAS. VÂO FAZER CAGADA PARA OUTRO LADO!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

OLHÃO: COM A VERDADE OS ENGANAM!

Nos últimos, o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Pina, teve algumas intervenções que nos merecem alguns comentários, apenas porque não lhe podemos atirar com uma xoxa de velha!
Sem querer, a boca fugiu-lhe para a verdade no discurso das comemorações do Dia do Pescador. Ao admitir a hipótese de os pescadores virem a ser reconvertidos para outras actividades, no fundo o que ele está a dizer, a transmitir, é que a pesca não tem futuro.
Para nós não é nenhuma novidade que o objectivo seja mesmo o aniquilamento total da frota pesqueira de Olhão, e virar tudo para o turismo, reconvertendo os homens do mar para aumentar o exercito de mão de obra barata a servir os estrangeiros que nos visitam.
Aliás, o conjunto de medidas, as restrições que são impostas à pesca, às quais o presidente da autarquia diz estar atento mas que nada faz, apontam nesse sentido e só um grande movimento que congregue toda a população e não apenas os pescadores, pode inverter essa situação. Porque a seguir à pesca irá sucumbir o que resta da outrora saudável industria conserveira.
Para alem das medidas ditadas pela UE estabelecendo quotas de captura abaixo do espectavel e de acordo com o estado dos stocks, da situação da Barra da Armona que permitia encurtar a distancia em cerca de doze milhas, a transformação ainda que parcial do Porto de Pesca em Doca de Recreio ou Marina, o problema da primeira venda em lota, a falta da fixação de um preço mínimo, vão determinar a breve prazo o fim da pesca. E a industria conserveira resistirá a tudo isso?
Por outro lado, o presidente da Câmara veio declarar como fantástica a acção dos alunos da escola de Marim, como se as pessoas não percebessem que há uma manipulação grosseira por detrás dela. É que se fosse uma iniciativa de professores e alunos ela não teria a divulgação que teve, com honras de acesso na imprensa regional.
Como não podia deixar de ser, associa-se a junta de freguesia de Quelfes o que deixa perceber como foi delineada e  a razão porque se realizou ali e não noutro local da Ria Formosa.
Dado curioso comum a todas as acções deste tipo é o facto de nunca ser posta em causa a poluição provocada por entidades publicas. Para alem do mau funcionamento das ETAR, dos esgotos directos e sem qualquer tratamento, temos as fossas da Armona cujo saneamento está por fazer e um outro de que ninguém fala; trata-se de as estações elevatórias estarem localizadas estrategicamente junto de linhas de agua ou ribeiras e quando entram em colapso, descarregam directamente na Ria sem qualquer fiscalização.
Falar de poluição de forma parcial como o fazem contra o plástico, justamente diga-se, mas omitindo premeditadamente todos os outros focos, não é de quem esteja preocupado ou a zelar pelo melhor ambiente. Trata-se de um acto de manipulação das populações, como que varrendo o lixo para debaixo do tapete.
No fundo, demasiada publicidade para disfarçar a inércia da Câmara!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

RIA FORMOSA: DESPEÇAM A MINISTRA DO MAR!

A ministra do mar, Ana Paula Vitorino, deveria ser despedida não só por incompetência mas também pelos crimes contra as gentes que vivem do mar. As declarações dela (ver em https://www.sulinformacao.pt/2019/06/ha-intencao-de-criar-santuarios-para-cavalos-marinhos-na-ria-formosa/) na visita que fez ao centro do CCMAR no Ramalhete, são um exemplo disso. E com ela deviam ir também estes cientistas daquele centro.
Nenhum canalha é capaz de dizer quais as verdadeiras razões do declínio da colónia de cavalos marinhos na Ria Formosa, omitindo-as de forma intencional e com fins ocultos.
Durante dez anos o CCMAR andou a retirar a seba da Ria Formosa para proceder ao repovoamento do Portinho da Arrábida, factos que foram objecto de noticia e que não podem ser negados. Desde logo se põe a questão de saber se o cavalo marinho pode sobreviver se lhe for destruído o habitat e aí o CCMAR tem muitas culpas, mas prefere chutar para o lado como se não estivesse associado a este crime ambiental.
Saber ou dizer qual o impacto da poluição provocada pelas ETAR e pelos descargas dos esgotos directos, sem qualquer tratamento tanto a nível do habitat como do próprio cavalo marinho. Isso não fazem porque corriam o risco de ficar sem subsídios à investigação, facto que poderia corromper a consciência dos investigadores.
Deixamos aqui a foto do esgoto tóxico directo  do Cais T em Olhão directo e sem qualquer tratamento, para a aguas supostamente protegidas, do Parque Natural da Ria Formosa,para quem não conhece a localização desse veneno que corre TODOS os dias de maré vazia para  Ria Formosa em Olhão afirmamos que fica a 50 metros da Sede do IPMA em Olhão e a 70 metros da Capitania do Porto de Olhão.
Resultado de imagem para fotos da poluiçao em Olhão
O cavalo marinho como quase todas as espécies da Ria Formosa são bio-indicadores da péssima qualidade da agua da Ria, mas é proibido cometer tamanha heresia ao dizê-lo!
Com base no tipo de informação conveniente do CCMAR também a incompetente ministra se vem pronunciar sobre a necessidade de criar santuários para o cavalo marinho, mas que não está nos horizontes daquela instituição da UALG proceder ao repovoamento da colónia. Ou seja, o CCMAR repovoou o Portinho da Arrábida com a seba, habitat do cavalo marinho, mas não repovoa o cavalo marinho, apostando na criação do "santuário". Mas que "santuário" vem a ser este?
A criação do chamado "santuário" não é mais do que criar restrições à pesca, com fiscalizações constantes e repressivas, fazendo constar nos planos de ordenamento a classificação de Zona de Protecção Total, onde será interdita a presença humana, mais uma!
Mas a interdição da presença humana não deverá afectar o turismo. Acontece que são os ferros e as correntes utilizadas nos iates, alguns com mais de trinta metros, que fundeiam na zona onde existia a maior colónia de cavalos marinhos do mundo que ajudam a arrancar o pouco que resta da seba, a planta de fundo que constitui o habitat da espécie, numa zona considerada como canal secundário onde só podem navegar barcos a motor até 9 metros, de acordo com os planos de ordenamento!
A pretexto da descarbonização da agua permite-se a invasão de uma espécie exótica e infestante que não serve de habitat nem ao encharrocos e menos ainda ao cavalo marinho, trocando assim o habitat. Quem afinal protege o cavalo marinho? Não será, certamente, este bando de cientistas que se curvam perante uma ministra que vê no mar, que não na pesca, uma forma de dar de ganhar dinheiro a alguns enquanto decreta a fome e miséria a quem vive da pesca.
E se fossem todos à bardamerda, eram mal mandados?

segunda-feira, 3 de junho de 2019

OLHÃO: CÂMARA "SECRETA" FOMENTA BUFARIA!

A Câmara Municipal de Olhão é a empresa mãe de um grupo empresarial com fins tão diversos que vão da roubalheira na factura da agua, passando pela roubalheira dos parquímetros até à diversão, esta quanto mais não seja para manter o Zé Povinho completamente alheado dos problemas do concelho.
E porque estamos perante uma autarquia onde predomina um elevado défice democrático, para alem de não publicarem a tempo e horas as actas das sessões de câmara assim como todos as decisões com eficácia externa, que por força de lei teriam de ser publicados, promovem reuniões secretas nas quais só os da cor, isto é do partido dito socialista, têm direito a participar ainda que os assuntos nela tratados digam respeito a todos os cidadãos, representados pelos eleitos das diversas cores políticas.
Assim, no passado dia 15, a Ambiolhão, presidida pelo António Pina, mas com um novo "dono", o engenheiro Coelho, promoveu uma reunião para discutir o programa Lixo Zero, reunião para a qual foram convidados os eleitos socialistas mais os presidentes de junta eleitos pelos mesmos mas escondendo do presidente de junta eleito pelo PSD pela agregação de freguesias Moncarapacho/Fuzeta, como nos dá conta o comunicado que esta força política emitiu.
A agregação de freguesias representa mais de metade do território da concelho mal se percebendo porque não foi também ela convocada, tratando-se de um assunto desta natureza, sintoma de que afinal o Programa Lixo Zero é apenas mais um dos muitos folclores que os socialistas têm para dar ao Povo do concelho.
Porque se tratava de uma reunião "secreta" mas que se veio a tornar publica logo andaram à procura de quem terá dado com a língua nos dentes. Tudo aquilo que se possa contrario aos interesses dos "donos disto tudo" é razão para se mover a perseguição e por isso quem teve a ousadia de passar a informação pode vir a sofrer as consequências, tal como já o fizeram a outros.
Entretanto, um cidadão que passeando pelo concelho detectou e filmou duas carrinhas a descarregarem lixo, e denunciou e bem falta de civismo de quem o fez, foi convidado pelo engenheiro Coelho a bufar quem foram os autores, o que este recusou. Mas não se ficaram por aqui, pois também o consultor jurídico, avençado, para a área do urbanismo, que já não se sabe qual o partido dele, tal a natureza das suas intervenções, veio a terreiro apelidar de javardo não só os faltosos como também o autor do vídeo.
Mas das altas taxas cobradas pela recolha de monos e que leva muitas pessoas a cometerem actos de pouco civismo, não querem criticas; assim como não querem criticas pelo estado lastimoso em que se encontram as nossas ruas, cheias de ervas; e menos ainda falar nos esgotos diretos, o maior crime cometido contra a Ria Formosa pela Ambiolhão da qual o engenheiro Coelho é, no dizer do tal comunicado, o novo "patrão".
Não satisfeitos, lançam uma campanha contra as vozes criticas do Poder local como se a critica não fosse uma mais valia, um contributo para um desenvolvimento mais de acordo com a sociedade olhanense.
O que é preciso é fomentar uma teia de bufos para que o Poder saiba quem são os seus opositores! Tenham vergonha, ainda não regressámos ao Estado Novo. Cambada de cretinos.

domingo, 2 de junho de 2019

OLHÃO: NEGÓCIOS DA CÂMARA

Como se pode ver pela imagem acima, em Novembro do ano passado, a Câmara Municipal de Olhão contratualizou o aluguer de maquinaria sem condutor para o GBMPC.
Dito assim, as pessoas nem se apercebem bem da marosca. O material alugado é uma camião e uma retro escavadora para proceder a demolições e transporte de entulho, ao serviço dos bombeiros e protecção civil. Ora nem os bombeiros nem a protecção civil têm formação para proceder a demolições, algo que se insere num processo de obras, nos termos do Regulamento Municipal da Urbanização e Edificação, como se pode ver em https://dre.pt/application/dir/pdf2sdip/2008/07/134000000/3108431095.pdf, artigo 2º, alínea f). 
Então para que serviu este aluguer?

 No mês passado, a Câmara volta a alugar mais uma vez, um camião e uma retro escavadora para proceder a demolições e transporte de entulho. Mas este contrato tem algo de esquisito que importa deslindar.
O Código dos Contratos Públicos estabelece limiares para a celebração dos contratos com uma mesma empresa, num espaço temporal equivalente a três anos, o que não é a mesma coisa que três anos de calendário.
Assim o primeiro contrato é estabelecido com uma empresa e o segundo com outra, mas ambas têm os mesmos sócios, marido e mulher. Só falta saber qual o património imóvel de cada uma das empresas para se saber se as maquinas e camiões não são os mesmos.
Se é legal este tipo de procedimentos, é! O problema é que não se trata de um caso isolado porque há mais contratos com empresas cujos sócios são comuns. O problema torna-se mais grave quando as empresas, estas ou outras quaisquer, vivam da dependência dos serviços do Estado, o que originar uma teia de cumplicidades e troca de favores a roçar a corrupção.
Mas reparem que o primeiro contrato é no valor de 74.000,00 euros e o segundo no montante de 73.980,00 euros, embora no ultimo caso o tempo de utilização seja muito superior. No total dos dois contratos foram gastos 147.980,00 euros!
Curiosamente, a Ambiolhão que também é presidida pelo presidente da câmara, comprou este mês, duas viaturas pesadas, como se pode ver na imagem acima. Uma das viaturas é de 14 toneladas com compactador e a outra de 26 toneladas com grua. Custaram estas duas viaturas 226.900,00 euros.
Com uma diferença significativa que é o facto destas viaturas pertencerem ao património imóvel da empresa municipal e as que a câmara alugou não constituírem património do município.
Isto para dizer que um pouco mais de esforço e a autarquia podia comprar maquina e camião mas enriquecia o seu património. Mais, porque não podemos deixar de o lembrar, uma autarquia que compra viaturas usadas para os autarcas e serviços mas depois não é capaz de ter igual procedimento em relação ao seu parque de maquinas. 
Isto são de facto os grandes negócios que a Câmara Municipal de Olhão faz!

sábado, 1 de junho de 2019

OLHÃO. ASSALTO À RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL!

Como se pode ver pela imagem acima, a Câmara Municipal de Olhão, encomendou a elaboração do estudo para a Revisão da Delimitação da Reserva Agrícola Nacional no concelho de Olhão.
Para a maioria das pessoas, esta questão passa ao lado embora todos digam defender o ambiente e alguns o desenvolvimento sustentável, pelo que importa saber quais são os objectivos daquela Reserva, não na nossa perspectiva, mas das próprias instituições, como a Direcção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural e que pode ser visto em https://www.dgadr.gov.pt/ambord/reserva-agricola-nacional-ran#objetivos.
Assim temos:
Proteger o solo, elemento fundamental das terras, como suporte do desenvolvimento da actividade agrícola.
Contribuir para o desenvolvimento sustentável da actividade agrícola.
Promover a competitividade dos territórios rurais e contribuir para o ordenamento do território,
Contribuir para a preservação dos recursos naturais.
Assegurar que a actual geração respeite os valores a preservar, permitindo uma diversidade e uma sustentabilidade de recursos ás gerações seguintes pelo menos análogos aos herdados das gerações anteriores.
Contribuir para a conectividade e a coerência da ecológica da Rede Fundamental de Conservação da Natureza.
Adoptar medidas cautelares de gestão que tenham em devida conta a necessidade de prevenir situações que se revelem inaceitáveis para a perenidade do recurso solo.
São estes os objectivos traçados por quem governa, mas a nossa autarquia está mais interessada em destruir do que em construir, a não ser que essa construção passa pelo sector turístico-imobiliário. Proteger a natureza não entra no dicionário do presidente da autarquia.
Aliás, a nossa autarquia também já mandou elaborar o estudo para a Revisão da Delimitação da Reserva Ecológica Nacional, importando também dar a conhecer quais os objectivos da REN, e que podem ser lidos em http://www.drapc.min-agricultura.pt/drapc/servicos/desenvolvimento/ren.htm.
Assim temos:
Constituem objectivos da REN:
  1. Proteger os recursos naturais água e solo, bem como salvaguardar sistemas e processos biofísicos associados ao litoral e ao ciclo hidrológico terrestre, que asseguram bens e serviços ambientais indispensáveis ao desenvolvimento das actividades humanas;
  2. Prevenir e reduzir os efeitos da degradação da recarga de aquíferos, dos riscos de inundação marítima, de cheias, de erosão hídrica do solo e de movimentos de massa em vertentes, contribuindo para a adaptação aos efeitos das alterações climáticas e acautelando a sustentabilidade ambiental e a segurança de pessoas e bens;
  3. Contribuir para a conectividade e a coerência ecológica da Rede Fundamental de Conservação da Natureza; 
  4. d.Contribuir para a concretização, a nível nacional, das prioridades da Agenda Territorial da União Europeia nos domínios ecológico e da gestão transeuropeia de riscos naturais; 
Como se pode ver nada disto é contemplado pelas iniciativas que o nosso presidente tem vindo a promover.
Quando se encomenda um estudo destes, definem-se os objectivos que se pretendem alcançar e ao faze-lo sabe-se, quem está no Poder, quais os terrenos que vão ficar de fora das áreas protegidas, bastando passar a informação para "amigos" que assim podem comprar por tuta e meia, aquilo vai passar a valer ouro.
As áreas protegidas são as mais cobiçadas pelos enormes interesses turístico-imobiliários, até pelo grau de privacidade que podem conferir a tais empreendimentos.
Isto cheira a corrupção que tresanda!
Quem terão sido os amigos beneficiários deste favor que a autarquia vai fazer, porque não tenham duvidas de que se trata de grandes favores.
Ainda estão por ocupar uma percentagem significativa das áreas urbanas e urbanizáveis e já estão em pensar em alargar, invadindo terrenos onde até agora não se podia construir, se não os amigos do regime.
Mais, as alterações á delimitação das Reservas Agrícola e Ecológica, correspondem a uma alteração avulsa do Plano Director Municipal, que o Município tantas vezes violou.
Compadrios, favores, indícios de corrupção, mas nada disto é intencional.Tudo boa gente! 
Mais betão e alcatrão e menos produção, tão essencial quanto necessária!

sexta-feira, 31 de maio de 2019

OLHÃO NO SALÃO DO IMOBILIÁRIO E DO TURISMO PORTUGUÊS EM PARIS


Pelo terceiro ano consecutivo que a Câmara Municipal de Olhão participa no Salão do Imobiliário e do turismo Português em Paris, tendo contratualizado o aluguer do stand pelo preço de 12.350,00 euros sem IVA, conforme contrato que expomos.
Não tanto pelo valor e mais pela atitude de desprezo pelo Povo de Olhão evidenciada pela autarquia, leva-nos a tecer alguns comentários desagradáveis.
Como é do conhecimento de todos os que vivem nesta cidade à beira mar plantada, nos dias que correm é quase impossível comprar ou alugar uma casa para fins habitacionais pelo constante aumento da subida de preços. Não bastava a proliferação de hosteis e Alojamentos Locais, muitos deles completamente ilegais, senão ainda a constante publicidade feita ao imobiliário cá do burgo, o que faz acentuar a procura.
A estratégia do Pina visa dois vectores; o primeiro, substituir-se aos promotores imobiliarios, fazendo a autarquia a ponte entre vendedores e compradores, ou seja na prática a Câmara Municipal de Olhão está a funcionar como um angariador de clientes para alguns promotores. Só nos falta saber quem serão mas desconfiamos que sejam os mesmos de sempre. O segundo vector para o Pina é o aumento das receitas através da cobrança do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas.
O Pina funciona assim como o presidente dos patos bravos quando foi a maioria da população que o elegeu, algo que parece ter esquecido. Se ele estivesse do lado das pessoas teria em conta que a demanda de imóveis faz subir os preços e o Povo de Olhão não tem como pagar as exorbitâncias pedidas para a compra ou aluguer.
Uma cidade com mais de 9000 pessoas a viver do rendimento mínimo e cerca de 4500 a receber subsidio de desemprego, mais cerca de 11000 reformados (serão reformas de políticos?) e ainda cerca de 9000 jovens em idade escolar, é óbvio que não tem condições de vida para suportar este tipo de políticas.
Quando um presidente eleito por todos e que se diz representar todos, enceta este tipo de políticas certamente que não está a querer o melhor para o seu Povo, mas antes enriquecer ele e a pandilha que com ele se senta na mesa dos cardeais.
Cabe ao Povo de Olhão meditar no que este presidente tem feito em termos de políticas sociais, promovendo a esmola em lugar do trabalho e quando se refere ao trabalho, é trabalho escravo. 
Bateram palmas agora aguentem-no!

quinta-feira, 30 de maio de 2019

OLHÃO: 5 DE OUTUBRO AO RUBRO!

Esta manhã fomos abordados por um grupo de comerciantes da Avenida 5 de Outubro que estão em pé de guerra por causa das intenções da Câmara Municipal de Olhão; o que se seguirá nos próximos dias não sabemos, mas que os ânimos estão um bocado exaltados, estão!
Em tempos que já lá vão, chamamos a atenção para o que António Pina, presidente da Câmara, em comunhão com o amigo Luís Gomes, ex-presidente da câmara de Vila Real, desenhavam para aquela artéria de Olhão e pelos vistos não nos enganamos.
A retirada dos toldos e da publicidade está a ser posta em prática, apesar dos inconvenientes que representam para quem ali exerce a actividade.
Se atentarmos à configuração da Avenida, facilmente se perceberá que no lado norte da mesma, onde estão as esplanadas, desde o nascer até ao pôr do dia que cala o sol. A substituição dos toldos por sombrinhas não resolverá o problema de quem busca uma sombra para almoçar, isto no verão porque no inverno ainda será pior, ficando as casas quase confinadas ao espaço interior, o que é bem pouco!
Depois de um inverno a penar por causa das obras, chega-se ao verão e sente-se que as imposições da autarquia, vão contribuir e muito para a redução das receitas e é contra isto que os comerciantes estão contra, mas só agora.
Ainda que não fosse da parte de todos, mas pelo menos da maioria dos comerciantes, vimos o bater de palmas à iniciativa da Câmara, porque acreditavam que com o aumento dos passeios iriam aumentar os ganhos; e também porque não quiseram acreditar quando dissemos que os toldos e a publicidade eram para ser retirados.
Acreditaram no canto do cisne e agora levam com o uivo do lobo! Porque não batem palmas agora?
Sempre dissemos que a falta de estacionamento na 5 de Outubro ia ter implicações ao nível do comercio da baixa a que se junta a retirada das autenticas "marquises" que suportavam os toldos e funcionavam como uma segunda sala, bem mais agradável no verão que o espaço interior. Sem publicidade, aquela Avenida vai parecer um espaço morto sem vida. Uma segunda Quarteira de época baixa!
Os comerciantes da baixa devem juntar-se em plenário, preparar um caderno reivindicativo e eleger uma comissão representativa que os represente numa Assembleia Municipal. Mais devem juntar a sua luta à dos operadores dos Mercados porque estes também vão sentir os efeitos do que se prepara para a zona.
Acreditar na boa vontade da canalha que exerce o poder autárquico é como acreditar no bom vigarista! Lutem se não querem fechar portas!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

OLHÃO: DIA DO PESCADOR SEM MEIOS PARA PESCAR!

Mais uma vez, a Câmara Municipal de Olhão, promove o chamado dia do pescador, dizendo estar a prestar-lhe uma homenagem, e ainda há quem acredite nisto! Não há duvida que cada Povo tem a governação que merece.
O homem do mar, que não são apenas os pescadores, mas todos aqueles que labutam na Ria ou na nossa costa, têm a cada dia que passa menos condições de trabalho e de vida, pelo que a autarquia em lugar de andar a promover festas, festinhas e festarolas para enganar os incautos, devia antes tratar de criar as melhores condições para que os homens do mar pudessem governar a vida.
Faz este ano, dez anos que por encomenda de José Apolinário, então presidente da Câmara Municipal de Faro e hoje secretario de estado das pescas, foram depositados no fundo da barra da Armona os colectores de agua e saneamento que em muito contribuíram para o completo assoreamento daquela barra. Nessa altura não tiveram o bom senso de invocar o relevante interesse publico para abrir uma vala e enterrar os tubos.
Pela barra da Armona, no passado, se faziam ao mar as embarcações da sardinha encurtando em doze milhas a tarefa de ir e vir do mar de pesca, reduzindo o tempo e combustível inerente. Com a aprovação do POOC, a barra deixou de ser barra, o que também não aconteceu por acaso.
Na realidade, e não o podendo assumir, já vem de há muito tempo a vontade de acabar com a pesca na região algarvia para promover a utilização turística, como se ambas as actividades não fossem compatíveis, ou melhor dizendo como se a pesca não fosse também uma atracção turística. Assim os barcos, especialmente os de cerco são obrigados a procurar outros portos onde encontram mais vantagens.
Por outro lado nunca vimos o presidente da câmara pronunciar-se sobre a situação das quotas da sardinha.
Mas temos também a moluscicultura que já viveu melhores dias. A poluição é o principal problema da Ria Formosa; ela não só condiciona a actividade com as constantes interdições, sejam por contaminação microbiológica, como pela contaminação fitoplanctonica, mas também mata indirectamente os bivalves, e toda ela com origem nas ETAR e nos esgotos directos, ou seja da responsabilidade das entidades publicas. Em lugar de distribuir medalhas e dizer que homenageiam os homens do mar, melhor fora que eliminassem os focos de poluição.
Ganhos é do que precisa quem vive da pesca e actividades associadas, não é de medalhas. Qualquer dia ainda temos alguém com mais medalhas que o Zé das Medalhas!
Mas infelizmente, ainda há poucos dias se dizia que os pescadores de Olhão ponderavam não se fazerem ao mar e agora ponderam receber umas medalhas? Será que não percebem que quem lhes estraga a vida é o Poder político, o mesmo que lhes quer medalhar para melhor os enganar?
Mais uma feira de vaidades para todos os lesados se sentarem à mesa dos cardeais que os exploram!

terça-feira, 28 de maio de 2019

OLHÃO: QUE SE PREPARA NOS MERCADOS?

Ontem foi dia de mais uma excursão promovida pela Mercados de Olhão, EM e que levou operadores e funcionários até Portimão. Alguns operadores parece que e apesar da idade já não o permitir, a acreditar no Pai Natal. Depois de Setúbal, Portimão e seguir-se-á Lisboa para demonstrar que é possível colocar os Mercados a funcionar melhor desde que... paguem mais!
Não satisfeitos com isso, a administração da Mercados de Olhão, enceta mais uma tentativa de controlo e manipulação dos operadores, apresentando-lhes um projecto de criação de uma comissão que engloba para alem dos Mercados de Olhão, também os de Fuzeta e Moncarapacho.
Obviamente que partilhamos da ideia de que os operadores devem estar organizados em torno de uma comissão, eleita entre eles, Mercado a Mercado porque cada um deles tem aspectos específicos, o que não impede, pelo contrario deve reforçar as ligações entre todos eles.
Mas uma coisa é uma comissão eleita pelos próprios operadores e outra coisa é ser a administração a estabelecer um Regulamento para tal comissão, condicionando desde logo a comissão e tirando representatividade aos operadores dos Mercados de Olhão.
Curiosamente, nem a Câmara Municipal de Olhão, tem uma Comissão de Trabalhadores eleita pelos seus funcionários para melhor se defenderem dos ataques e da prepotência da entidade patronal.
Porque carga de agua, a administração  da Mercados se "preocupa" agora tanto com os seus operadores quando na verdade mais não tem feito do que massacra-los? Falso! Aquilo que a administração pretende é através da comissão composta por operadores mas também por lojistas, ter o controlo absoluto sobre o que se passa no funcionamento da empresa, montando uma teia de bufaria que não hesitará em delatar o colega de trabalho, até que um dia lhe bata também à porta.
Os operadores dos Mercados devem sim eleger em plenário uma Comissão que os represente junto da administração e apresente um caderno reivindicativo com as questões que todos apresentarem em plenário. Da mesma forma, aqueles que não forem eleitos, devem dotar essa comissão dos poderes suficientes para uma melhor representação na defesa dos seus interesses. Os operadores devem ser solidários com os seus representantes e não se deixarem intimidar ou manipular pelas manobras da administração .
Um a comissão forte e lutadora, será uma comissão vencedora, caso contrario se aceitarem o controlo e manipulação da administração, sairão perdedores!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ELEIÇÕES EUROPEIAS, DEPOIS DO VENDAVAL VEM A BONANÇA?

Já são conhecidos os resultados finais das eleições de ontem para o Parlamento Europeu, e com eles surge o pedido de rolar cabeças nalgumas forças partidárias.
O numero de leitores subiu e com eles subiu também a abstenção, demonstrando o desinteresse destes pelas questões da Europa. Mas serão os eleitores os culpados de tamanho desinteresse ou antes, será ele fruto das más práticas dos partidos do arco da governação? É que durante a campanha eleitoral os partidos que se alternam no Poder seguiram pela via da chicana política, atacando-se mutuamente, sem nunca falar sobre o futuro da Europa.
Por outro lado, os eleitores parece que já vão percebendo o que se passa nas instituições europeias, com um directório não eleito, um banco central todo poderoso mas ao serviço dos grandes interesses alemães e franceses, um bundesbank e o seu poderio, enfim uma feira de pequenos ditadores disfarçados de democratas não eleitos, a que os países com menor poder institucional t~em de se submeter.
Ainda assim não será por isso que deveríamos deixar de votar, sendo certo que a legitimidade seja a mesma tenha um voto ou um milhão; a representatividade é que difere!
No Algarve, ou melhor dizendo nesta faixa onde residem essencialmente os mouros, os níveis de abstenção ainda foram superiores à média nacional, ultrapassando mesmo a barreira dos 70%.
Agora reparemos nos números. O PS ganha as eleições, crescendo em relação às eleições europeias de 2014 pouco mais de setenta mil votos; já nas eleições de 2015, os resultados não foram muito melhores; por causa do resultado daquele ano, o Costa entendeu estarem criadas as condições para correr com o então secretário geral socialista António José Seguro, deveria agora pedir a demissão do cargo. Mas mudou de pensamento!
Quanto ao PSD, registamos que em 2014 concorreu coligado com o CDS tendo alcançado pouco mais de 909 mil votos; este ano, concorrendo separados o PSD obteve mais de 726 mil votos, a que teríamos de acrescentar os votos do Aliança e do Chega, que entretanto se divorciaram do partido conjugal, o que atiraria o PSD para mais de 787 mil votos. Ainda que não lograssem qualquer vitória, sempre podiam dizer que obtinham mais votos que o seu antigo líder, o Coelho de má memória.
Quanto ao CDS, que já se via em condições de indicar o primeiro ministro, ficou-se pelos 204 mil votos, desconhecendo-se quantos lhe caberiam da coligação de 2014. Sendo natural a perca de mandatos. 
Será que os resultados do PSD e do CDS foram assim tão maus quanto a comunicação social os apresenta? É que, estes resultados vêm mostrar que o método de Hondt beneficia os maiores partidos, ou seja, a concentração de votos dos dois partidos determinaria um crescimento de mais de 22.000 votos que somados aos dos divorciados Aliança e do Chega, ficando a cerca de 112 mil votos do PS. Se podia ser melhor, pois podia, mas não é!
Já o BE sobe fruto do efeito da geringonça, aumentando o numero de mandatos conquistados, o que é muito bom para aquela força partidária.
A CDU perde, mantendo a tendência natural, à semelhança do percurso dos partidos ditos comunistas da Europa, caminhando para o abismo. Da contestação para passaram a apoiar soluções governativas que não trazem benefícios para a maioria do Povo. Assim vão perdendo peso e força institucional, até à morte final!
Já o PAN tem ainda uma boa margem de progressão seguindo a tendência dos partidos ecologistas europeus mas falta-lhe consolidar a sua estrutura e imagem e bem assim onde se vai situar ideologicamente.
Do rolar de cabeças parece que em função destes resultados, o Aliança e o Chega deverão fechar portas e entregar o pescoço ao Rio, por aquilo que fizeram contra o Partido que lhes deu algum crédito.

domingo, 26 de maio de 2019

EM DIA DE ELEIÇÕES, PERGUNTA-SE O QUE MUDA COM ELAS?

Por mais que dourem a situação política na Europa, em Portugal, no Algarve ou em Olhão, a verdade é que não vislumbramos num futuro próximo, qualquer mudança. 
A corrupção, a perda de direitos laborais ou sociais, a fome e miséria vieram para ficar e agravar. Nesse aspecto nada muda, pelo contrario tende a piorar, mas o mesmo não acontece com o outro lado da população, o mais pequeno mas também o mais poderoso, que vai engordando à conta da fome e miséria da maioria.
Nos actos eleitorais, enquanto tivermos estas leis e estas instituições ditas independentes, mas demasiado subservientes, apenas estamos a escolher quem nos vai roubar a seguir. Sendo assim porque devemos votar? 
Na democracia parlamentar existe a alternância de Poder, mas o que temos verificado neste continente, é que ela se resume a duas grandes famílias políticas que controlam tudo. Mas ainda assim há maneira de provocar uma mudança, votando de forma diferente. Então porque não muda nada?
Será que a maioria das pessoas quer alguma mudança? Não! Todos falam da necessidade de combater a corrupção, mas depois votam nos corruptos; todos falam num bom ambiente mas depois votamos precisamente naqueles que para defenderem negociatas, violam as mais básicas regras ambientais; Todos falam no combate à precariedade no trabalho mas depois votam naqueles que fazem do Código do Trabalho a alavanca do poder económico para escravizar os trabalhadores; todos protestam pela situação no Serviço Nacional de Saúde mas depois votam naqueles que o têm destruído; todos falam nas reformas de miséria para depois votarem naqueles que têm desbaratado os dinheiros dos pensionistas. E por aí fora, mais do mesmo!
Olhando para o cenário, aquilo que precisamos mudar o mais rápido possível, é de mentalidades, porque sem se mudar de mentalidade, continuaremos a votar no roubo continuado da maioria do Povo, os trabalhadores.
Sem haver mudança de mentalidade, votar não vai mudar nada, mas também não devemos deixar de o fazer, porque ao fazê-lo, estamos tentando uma mudança.
Eu não desisto e por isso voto!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

PELA SAÍDA DA UE E DO EURO!

A campanha eleitoral para o Parlamento Europeia está a chegar ao fim sem que entre as diversas candidaturas tivesse havido um debate sobre os reais problemas da UE e do Euro.
Portugal tem mais de oito séculos de existência mas só tem trinta e cinco anos na UE, e foi possível viver ao longo de toda a sua existência.
No passado, quando ainda haviam fronteiras, as relações comerciais bilaterais faziam-se na base da reciprocidade de vantagens, isto é, a um País que nos comprasse um milhão deveríamos também vender mais ou menos um milhão, para manter o equilíbrio na balança de transações.
Com a entrada na UE, desapareceram as fronteiras e passou a ser livre a circulação de pessoas e bens, mas foram-nos impostas algumas condições, tais como abandonar o sector produtivo e em troca receberíamos dinheiro para a construção de estradas e pontes para que as mercadorias dos outros países chegassem aqui mais rapidamente. Outra das imposições é o tratado orçamental com a UE a decidir da aceitação ou não dos orçamentos nacionais, o que representa a perda de soberania. Quase todas as decisões que têm implicações sobre os Povos da UE são decididas em Bruxelas.
É assim que a UE nos impõe quotas de produção, não para salvaguarda das espécies ameaçadas mas para proteger a produção de países mais ricos. Está acontecendo com a quota da sardinha, como já aconteceu com a quota do tomate ou do leite, quando o que seria natural era aplicar quotas aos países com produções excedentárias.
Nós sempre defendemos que todos os tratados que comprometem o Estado e o Povo devem ser precedidos de uma ampla discussão e votados. Aceitar que sejam os eleitos a decidir por nós, conferindo-lhes uma delegação de poderes, é o mesmo que lhes dar um cheque em branco para fazerem o que muito bem quiserem e entenderem.
Que ninguém se iluda, porque na UE há Países ricos e Países pobres, com aqueles a dominarem estes, e os Povos a servirem de novas formas de escravatura. A Europa Social desapareceu para dar lugar a uma nova Europa onde cada vez mais quem não tiver dinheiro não terá direitos. E uma Europa sem soluções para a grave crise social que alastra um pouco por todo o espaço europeu. E é por isso que se distribui o chamado rendimento mínimo para que as pessoas não saiam à rua e se revoltem.
Por outro lado temos o Euro, uma moeda demasiado forte para uma economia tão debilitada quanto a nossa e sobre a qual não temos qualquer poder ou controlo, dependendo sempre das decisões de um directorio não eleito democraticamente por todos os Povos.
Assim mesmo que queiramos proceder a uma desvalorização da moeda para que a nossa economia seja mais competitiva, estamos impedidos de o fazer. Mas ao mesmo tempo assistimos a autênticos paraísos fiscais, como a Holanda ou o Luxemburgo, onde as grandes empresas sediam fiscalmente para fugir aos impostos sobre as mais valias.
Como se pode falar em competitividade perante as desigualdades fiscais e de custos energéticos? E o que faz a UE senão proteger os Países mais ricos?
A criação de um novo Escudo, com a paridade do Euro, permitia nos dias seguintes à sua entrada em funcionamento, proceder a uma desvalorização o que manteria os preços internamente, facilitava as exportações mas tornava mais difícil as importações, contribuindo assim para um maior equilíbrio na balança de transações.
Obviamente que este é um tema demasiado complexo para se explicar em tão poucas linhas e é para isso que servem as campanhas eleitorais ao dar voz àqueles, que de outra forma, jamais teriam acesso aos grandes órgãos de comunicação social, para passar a sua mensagem.
Por tudo isso sou defensor da SAÍDA DA UE E DO EURO!  E quem o defender terá o meu VOTO!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

RIA FORMOSA: MAIS UM ATAQUE EM VIOLAÇÃO DOS PLANOS DE ORDENAMENTO!

Atribuindo a responsabilidade do evento para cima de terceiros, para se livrarem da responsabilidade que lhes cabe, apenas se constituindo parceira, a Câmara Municipal de Olhão está por detrás do IV Night Race de Olhão Desafio Fuzeta, como se pode ver em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2680-iv-night-race-olhao-desafio-fuseta-leva-atletas-a-fazer-percurso-junto-a-ria-formosa.
Nada temos a opor ao evento mas não podemos deixar de discordar do percurso que pode ver na pagina da autarquia onde diz aqui , pela simples razão de que para passar por detrás do Delmar, necessariamente que vão ter de passar numa zona com espécies de flora protegidas por convenções internacionais e pelos planos de ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa e do Orla Costeira Vilamoura-Vila Real de Sº António.
Claro que isto não acontece por acaso e competia à autarquia, ao tomar conhecimento do traçado, esclarecer os organizadores de que poderiam estar a incorrer em violação da Lei. Então porque o faz a autarquia?
É preciso recuar um bocado no tempo, à construção do duvidoso empreendimento para se perceber o que está em causa. Na verdade, o projecto deveria prever uma faixa de acesso ao mar, pelo que obrigaria à sua cedência, mas tal não aconteceu; passados anos, ainda tentaram colmatar aquela falha.tentando fazer um passadiço externo, o que foi prontamente denunciado.
Agora aproveitam este evento para de forma simples, criarem o tal acesso, o que implica a destruição  da flora existente, abrigo de espécies da fauna, também ela protegida, perante a passividade geral. A destruição de fauna e flora pouco diz à maioria das pessoas, que se dizem preocupadas com o ambiente mas apenas criticam a falta de limpeza quando deveriam olhar para o todo e não apenas com a parte.
O presidente da câmara, como habitualmente classifica aquela flora como umas ervinhas, mas também não espanta nem a ignorância dele, nem os interesses que se escondem por detrás dos ataques à Ria Formosa.
Lamentamos o silêncio cúmplice de entidades como o Parque Natural da Ria Formosa, da Agência Portuguesa do Ambiente e até mesmo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, responsáveis todos eles pelo mau ambiente no Algarve.
O País está a saque desta cambada de político-mafiosos e seus clientes.