quarta-feira, 10 de maio de 2017

Balsa a maior cidade Romana de Portugal recebe nova Classificação de Interesse Publico.Será que vão continuar a fazer cultivo em estufas ou agricultura intensiva nos seus terrenos?

 Será que a destruição do muito que resta de Balsa a maior cidade romana de Portugal e uma das maiores da Penisula Ibérica,  vai acabar com esta nova classificação de Interesse Publico??
 Resultado de imagem para Fotos sobre Balsa cidade romana em Tavira
Mas e o embargo foi só por causa da Cidade romana de Balsa? e a Protecção dos terrenos de TODA a área de exploração agrícola não é abrangida toda ele pela Rede Natura 2000?
Em terrenos da Rede Natura 2000 pode-se haver cultivo em estufas?
O solo pode ser impermeabilizado?
Pode haver culturas sem serem culturas tradicionais?
Ou a lei dos Parques Naturais seja ele o da Ria Formosa seja o da Costa Vicentina,  no que toca à exploração dos solos,  em terrenos que pertencem à Rede Natura 2000, é só para os donos dos terrenos que não tem cunhas nas autarquias na CCDR ou no Poder Central?
O que tema dizer sobre isto a CCDR Algarve e a Directora do Parque Natural da Ria Formosa Valentina Calixto?
Vale a pena ler este artigo de:
  Idálio Revez no Publico Online
"A Zona Especial de Protecção (ZEP) da cidade romana de Balsa, em Tavira, vai ser alargada para uma área quase quatro vezes superior à existente. A proposta, publicada nesta terça-feira no Diário da República, determina não apenas o alargamento da área de 53 hectares para cerca de 233 hectares. Ao mesmo tempo, é pedida a revisão da classificação para Sítio de Interesse Público (SIP).

Esta medida, destinada a preservar a estação arqueológica, surge na sequência da polémica desencadeada há cerca de dois anos, quando a empresa Luz Export pretendeu desenvolver um projecto agrícola, com estufas implantadas em cima da antiga cidade romana.
 Balsa foi uma importante cidade romana — talvez a mais importante do país —, que existiu na freguesia de Luz (Tavira), nos terrenos litorais hoje designados por Torre d’Aires, Antas e Arroio. Foi descoberta no século XIX mas está em larga medida por estudar. Mas sabe-se que por lá subsistem vestígios de necrópoles, uma parte habitacional, edifícios com mosaicos, balneários, tanques de salga de peixe, cerâmica e moedas."


"O projecto da Luz Export, destinado a produzir frutos vermelhos (framboesas), localiza-se precisamente nessa zona que fica dentro do Parque Natural da Ria Formosa e recebeu parecer favorável do ICNF, sem que fosse consultado — como seria obrigatório — outras entidades, nomeadamente a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR).
A propriedade, Quinta Torre d´Aires, situa-se em terrenos classificados de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN). Os trabalhos de construção do sistema de irrigação e estacaria para as estufas foram iniciados, mas a obra acabou por ser embargada por ordem da Direcção Regional de Cultura do Algarve (DRA).
A empresa, pertencente a um grupo espanhol que desenvolve projectos agrícolas em Huelva, acatou a sugestão feita pela DRA para que fosse feito um levantamento georeferenciado da estação arqueológica, destinado a avaliar a amplitude e importância histórica do local. O custo da investigação, que ascende a 40 mil euros, foi assumido pelos promotores agrícolas. Agora, a Direcção-Geral do Património Cultural, com base nos novos elementos recolhidos sobre a antiga cidade romana, abriu o procedimento para que seja alargada a ZEP que tinha sido delimitada em 2011, propondo simultaneamente a revisão da categoria para Sítio de Interesse Público. As reclamações poderão ser feitas durante um mês."


"Nos últimos anos, a agricultura intensiva tem vindo a registar um incremento crescente a sul da Estrada Nacional (EN) 125. Por isso, em Tavira, rebentaram os protestos contra o “oceano de plástico” que se está estender até à ria Formosa. Entretanto, na Universidade do Algarve, está a decorrer uma conferência internacional denominada “A Herança Cultural da Dieta Mediterrânica”, onde, na sessão de abertura que decorreu nesta terça-feira, o ministro da Agricultura e Pescas, Capoulas Santos defendeu as culturas de regadio. “Sem água não haverá agricultura competitiva”, disse.
À margem da conferência, questionado pelos jornalistas sobre a forma de conciliar a defesa da paisagem mediterrânica com o aumento da agricultura intensiva, respondeu: “Qualquer actividade agrícola é, em si própria, agressora do ambiente”. Por isso, no caso de Balsa, sublinhou: “As políticas correctas são aquelas que conseguem conciliar a utilização económica dos recursos com a mínima afectação possível”.
Segundo o parecer emitido pela DRC, nos cerca de 43 hectares da Quinta da Torre d´Aires, poderá ser desenvolvida agricultura em metade da propriedade. A empresa Luz Export desistiu, entretanto, do projecto dos frutos vermelhos, passando a surgir a Fresh Cut com a intenção de produzir, nessa quinta, ervas aromáticas.."

Nota do Olhão Livre: Para onde vão todas as escorrências das caldas venenosas,  dessas estufas uma vez que quase todas elas estão Implantadas em Zonas de Linha de água ou junto ao litoral  da Costa Vicentina?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Fare é Fare... Olhão será Olhão, ou vão meter o rabo entre as pernas e obedecer a Faro?




Recebemos de um leitor do Olhão livre a seguinte mensagem que a publicamos na integra.
".O POVO DE OLHÃO, A INVASÃO FRANCESA E O A FEDERAÇÃO DE FARO DO PS
A razão imediata das invasões relacionou-se com a recusa portuguesa em aderir ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão em relação à Inglaterra, no ano de 1806. Para agravar a situação, em Agosto do ano seguinte, França apresentou um ultimato ao governo português: ou este declarava guerra à Inglaterra até dia 1 de Setembro ou as fronteiras nacionais seriam cruzadas pelos soldados franceses. Na medida em que a aliança anglo-lusa não foi quebrada, a ameaça foi cumprida em meados de Novembro.
Dois anos depois, mais precisamente no dia 16 de Junho de 1808 coincidiu com uma quinta-feira de Corpo de Deus. Mais uma vez, é junto à Igreja Matriz que os ânimos se acendem. Dirigindo-se à missa, para celebrar essa festa de cariz obrigatório para qualquer católico praticante, o povo de Olhão, pelas dez e meia da manhã, deparou-se com um papel afixado na igreja. Era um edital de Junot datado de 11 de Junho, o qual aplaudia a pacífica mansidão dos soldados portugueses, convidando-os a se juntarem aos franceses contra a Espanha, então já sublevada (ver Edital de Junot de 11 de Junho de 1808).
Isto até parece nada ter a ver uma coisa com a outra mas não é bem assim. Explico porquê.
Decorria o ano de 1808 quando os Franceses tentaram subjugar o povo de Olhão mas os Olhanenses sublevaram-se e Olhão ficou na História de Portugal como um grandioso foco de resistência aos invasores.
Em 2017 é o Partido Socialista, sediado em Lisboa, que impõe o candidato à Câmara Municipal de Olhão, impedindo os dirigentes locais de escolherem livre e democraticamente quem entendem reunir melhores condições para representar de forma digna o Partido Socialista e os Olhanenses.
Na passada quarta-feira, dia 03 de Maio do ano de 2017 reuniu a concelhia de Olhão do Partido Socialista para escolher uma lista candidata à Câmara Municipal de Olhão. Reunido várias vezes com o órgão executivo desta concelhia, o atual presidente de câmara, António Pina, candidato imposto pela sede nacional do Partido socialista, recusou qualquer abertura para incluir como seu número dois da lista candidata àquele órgão, o presidente da concelhia e atual presidente da junta de freguesia de Olhão, Luciano de Jesus.
António Pina não só recusou terminantemente aceitar incluir o presidente da concelhia como número dois da lista como também recusou apresentar a lista que defendia e que era composta por ele próprio, António Pina, Gracinda Rendeiro e Carlos Martins, atuais vereadores em exercício de funções. Mais exigiu que o seu nome fosse votado separadamente de qualquer lista.
Parece que foram feitas várias intervenções, apelos ao bom senso e à convergência de posições entre o Partido e o atual presidente de Câmara para não fragilizar o Partido e os candidatos aos diferentes órgãos autárquicos mas António Pina, sentindo-se seguro no seu cargo por exigência da sede nacional e pela Federação de Faro do Partido socialista, recusou todas as tentativas de convergir a sua posição com a posição do seu Partido a nível local.
Parece que houve até, quem comparasse as decisões de Lisboa de impor os candidatos de Norte a Sul, com as nomeações que Salazar fazia no antigo regime quando impunha os Presidentes de Câmara por todo o País.
Em minha modesta opinião, aqueles que hoje tomam este tipo de decisões nada ficam a dever às práticas do antigo regime, a coberto do regime democrático são autênticos ditadores encapotados, não esqueçamos que Hitler também subiu ao poder pelo voto democrático.
Apesar de todas as tentativas para demover António Pina a aproximar-se das propostas do Partido em Olhão, o certo é que a sua posição se revelou irredutível e, assim, o Presidente da Mesa, Filipe Ramires, não teve outra solução que foi dar início a uma votação secreta, revelando o resultado final uma rejeição à recandidatura de António Pina que foi reprovado por uma maioria significativa. E agora?
Agora, meus senhores e minha senhoras, jovens e menos jovens que se interessam pela política, vamos assistir ao que já assistimos há 20 anos atrás. Os senhores de Faro e de Lisboa do Partido Socialista farão tudo para desautorizar os dirigentes de Olhão do Partido Socialista e para impor o António Pina como o seu candidato.
Por mim, só espero que a Polícia Judiciária faça o seu trabalho de forma célere antes que esta calamidade se verifique porque é “vox populis” que a corrupção que apanhou as funcionárias da Câmara de Olhão, não estava nem fica só por aí, parece haver  mais e muito mais.
Quando é que os militantes do Partido Socialista de Portugal inteiro ganham coragem para correr de vez com esta horda de gente que trai os princípios e os valores que juraram respeitar, cumprir e fazer cumprir?"

Nota do Olhão Livre: Palavras para quê, é a Distrital do PS Algarve, a invadir a vontade da concelhia do PS Olhão. 
Chamam a isto democracia? 
Salazar não procedia da mesma maneira, ao impor os presidentes de todas as autarquias de Portugal?

sábado, 6 de maio de 2017

Eleições autárquicas em Olhão: Pina foge da reunião da Concelhia do PS! Faro vai agora decidir destino dos dos Olhanenses.

António Miguel Ventura Pina o ainda presidente da CMOlhão, fugiu a sete pés da reunião da Concelhia do PS,quando viu que não conseguia impor a sua decisão sobre  constituição da lista do PS à C.M.Olhão.

Que António Miguel Ventura Pina o ainda presidente da CMOlhão é cada vez mais um ditadorzinho em potência, avesso ao diálogo e à democracia, já  nós o sabíamos, e por  essa razão estamos fartos de denunciar essas suas  atitudes fascizantes e anti-democráticas, no nosso  blog,  por tal razão já fez queixa ao Ministério Publico, de António Terramoto um dos autores do Olhão Livre, na tentativa de silenciar o Blog Olhão Livre...Mas que António Miguel Ventura Pina filho do ex governador de Faro António Pina, conviva tão mal com a democracia e faça o mesmo nas reuniões da Concelhia do PS em Olhão é um facto que só confirma tudo o que nós alertamos e que os muitos cidadãos olhanenses tem sentido na pele, como é o facto de  recusar aceitar um abaixo assinados dos operadores dos Mercados de Olhão com cerca de 2000 assinaturas contra o fecho do trânsito a Sul dos Mercados.
Deixamos por isso aqui um extracto da noticia da Voz do Algarve online 
" Decorreu no dia 03 de Maio de 2017, na sede do PS Olhão, a reunião dos responsáveis, a Comissão Politica Concelhia, por escolher os candidatos aos diversos órgãos autárquicos e cujas eleições decorrerão em Outubro de 2017.
Foram apresentadas à votação as seguintes candidaturas:
· A recandidatura de António Pina foi reprovada por larga maioria dos presentes devido à prepotência e arrogância deste, na relação com e estrutura local ao longo destes 4 anos. Mesmo após reprovação, remeteu-se superiormente o nome de António Pina, como candidato à Câmara, devido à imposição da estrutura nacional. Mantendo a postura infantil, abandonou a reunião recusando debater e argumentar sobre as restantes candidaturas.
· Como candidato à Assembleia Municipal, foi aprovada a candidatura de Carlos Manso, anterior Presidente do PS Olhão e Vice Coordenador da Delegação Regional do Algarve da Ordem dos Economistas."

Agora o líder da Distrital do Algarve António Eusébio depois de muitas pressões e queixas do clã Pina decidiu convocar uma Troika para a próxima 2ª feira,  de modo a decidir a escolha do candidato à CMOlhão.
E como não podia deixar de ser ao que parece convocou elementos do PS do circulo de amigos do clã Pina como é o deputado pelo Algarve Luís Graça.
Ou seja à partida António Miguel Ventura Pina que fugiu a sete pés da reunião da Concelhia de Olhão, por não respeitar as decisões da maioria,  será que logo  foi pedir concelhos ao papá de como fugir às decisões da Concelhia de Olhão, pelos vistos deu resultado e Olhão vai ter um candidatos escolhido por um filho de Fare.
Assim vai a democracia do PS em Olhão.





quinta-feira, 4 de maio de 2017

Vergonha nas urgências do Hospital de Faro

Num dia normal da semana, 4º feira,3 de Maio,  o tempo de espera depois da triagem de Manchester no Hospital de Faro era esta vergonha..
A imagem de baixo, foi retirada da página do f.b de Joaquim Vairinhos.
 Foto de Zilda João.
Mas já tem sido bem pior com pessoas a esperarem 12 horas para serem atendidas sem um mínimo de atenção e comida.
Será para obrigar as pessoas irem para os hospitais e clínicas privadas?
Porque razão os autarcas de Faro e do Sotavento do Algarve,não se manifestam contra essa autêntica vergonha a que chegou o Serviço Nacional de Saúde?
Será que nas urgências dos Hospitais de Zona de Lisboa e do Porto os tempos de espera são iguais?

terça-feira, 2 de maio de 2017

OLHÃO: PROMISCUIDADE ENTRE POLITICA E FUTEBOL!

Há oito anos atrás, também a escassos meses de eleições autárquicas, o Sporting Clube Olhanense, navegava na crista da onda da subida ao escalão maior do futebol nacional, com os socialistas  na Câmara Municipal a tentar colher dividendos eleitorais que obviamente não lhe pertenciam, prometendo apoios que ajudaram ao processo de falência do clube.
A essa altura o Sporting Olhanense tinha cinco mil sócios pagantes!
Passado este tempo, vem outra vez a socialista Câmara Municipal, tentar mais uma vez colher o mesmo tipo de dividendos, comprometendo-se a conceder apoios ao clube para o que precisa do voto favorável dos restantes partidos que compõem o elenco executivo.
Hoje o Sporting Olhanense tem 500 sócios pagantes! Vejam bem a diferença dos tempos!
Nos últimos anos o futebol profissional nacional, e não só, sofreram profundas alterações, tornando-se na maior industria do País e com os clubes transformados em empresas, pagando salários muito acima da media daqueles que a media da população portuguesa não recebe.
Os clubes passaram a ter duas componentes, o clube propriamente dito e as Sociedades Anónimas Desportivas (SAD).
No caso do Sporting Olhanense, após a constituição da SAD, vendeu 80% do seu capital, passando o accionista maioritário a ser um qualquer estranho à história e vivência do clube, retirando aos sócios qualquer veleidade no processo de decisão naquilo que envolve a prática desportiva profissional. 
Como contrapartida da alienação de tão importante fatia do capital accionista, ficou a SAD obrigada a pagar ao clube um determinada valor pela utilização do seu património, quantia essa que não tem sido paga, mas que também, diga-se de passagem, o clube nada fez ou faz para recuperar as dividas da SAD para com o clube.
No clube, ficaram os escalões de formação, desde a escola até aos juniores, que o clube procurou manter contando para isso com as verbas que a SAD teria de pagar, e não paga.
Ou seja, a formação do Sporting Olhanense, sofre também ela uma lenta agonia, fruto de uma gestão ruinosa e da ausência de uma política desportiva e humana. Na verdade, os objectivos da formação passam pelo desenvolvimento desportivo mas também como pessoas, formando ao mesmo tempo o jogador e o Homem, o que não tem acontecido.
E tanto assim é que, nos últimos doze anos, o Sporting Olhanense não aproveitou um único jogador para os quadros da sua SAD, preferindo, muito ao jeito dos empresários, autêntica máfia do futebol, contratar jogadores de valor duvidoso e abaixo do potencial que a formação apresentava.
Desculpam-se os dirigentes desportivos com o facto que assim que começa a despontar algum valor, logo vêm os grandes buscá-los. Esquecem os mesmos dirigentes que os jogadores de eleição escolhidos pelos grandes, são para integrar o escalão maior do futebol nacional, no topo da tabela, enquanto que aqueles que ficam, embora não tenham a mesma qualidade, servem perfeitamente para integrar clubes do meio da tabela para baixo ou nos escalões secundários, como é o lugar do Sporting Olhanense.
O Sporting Olhanense deu cartas quando o seu plantel era constituído em grande parte por gentes de Olhão e arredores, período em que desenvolveu o seu património, pelo qual figuravam no top ten dos maiores do futebol nacional. Hoje o Sporting Olhanense tem o seu património penhorado ou alienado, tem dividas ao fisco e à Segurança Social, atravessando o período mais negro da sua longa história.
Aliado a práticas de gestão ruinosa e refém de empresários cujo único objectivo é o lucro, vem o Sporting Olhanense reclamar junto da autarquia por apoios que em boa verdade os não merece.
Mais se nos lembrarmos que ainda não há muito tempo, foram recusados apoios a uma Cooperativa em dificuldades, com o mesmo tipo de problemas com que se defronta o Sporting Olhanense, mal se compreenderá que a autarquia, que nos esfola na factura da agua ou do IMI, venha a conceder apoios para um clube que só não tem dinheiro porque a SAD, por ele criada e da qual é accionista, não paga as suas contas. Portanto parece que a primeira preocupação do clube deve ser a de exigir o imediato pagamento das verbas em divida pela SAD. Pedir apoios, e a utilização de dinheiros públicos antes de resolver os seus problemas internos, não só é má política como reprovável.
E pior do que isso é a promiscuidade entre os nossos autarcas, os partidos que os suportam e o futebol profissional, mas que, por estarmos em vésperas de eleições tentam mais uma cartada, com o intuito de ganhar alguns votos.
Cabe ao Povo de Olhão rejeitar tal maneira de fazer política. Os dinheiros públicos são pagos por todos, independente das clubites de cada um.
NEM UM CÊNTIMO PARA O OLHANENSE!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

VIVA O 1º DE MAIO, DIA MUNDIAL DO TRABALHADOR!

História do dia internacional do trabalhador
No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.
Foi este o resultado desta segunda manifestação.A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.

116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.Antes do 25 de Abril em Portugal esse dia não era feriado, mas era sempre um dia de Luta entre ,operários, trabalhadores e estudantes,contra o regime Fascista.

Em Portugal o 1º de maio,não era feriado, mas, era sempre um dia de luta entre os operários os trabalhadores ,os estudantes contra o regime Fascista.
Depois do 25 de Abril esse dia, começou a ser feriado, sendo que aos poucos o dia de luta foi esmorecendo, e os democratas levaram o povo a pensar que já não era preciso lutar por novas exigências, e nem sequer lutar por manter as regalias obtidas pela luta de determinadas sectores da classe operária e trabalhadores em geral.
Esse dia, deve ser sempre recordado em homenagem por aqueles que morreram para nós termos as regalias que tempos hoje.

domingo, 30 de abril de 2017

RIA FORMOSA: ASSUMAM QUE QUEREM ACABAR COM A PESCA!

Nas ultimas semanas têm surgido imensas noticias que se inseridas num contexto mais amplo, sugerem a intenção de acabar com a pesca local mas para a qual não têm a coragem suficiente de a assumir. Assumam-no!
O anuncio da concessão de um conjunto de lotes da APA da Armona, até agora sem qualquer utilidade, para a produção de espécies piscícolas, são um exemplo do futuro que reservam aos pescadores da zona.
É por indicação da UE a aposta na aquacultura como forma de assegurar o abastecimento alimentar dos mercados, sem ter em conta as especificidades de cada caso.
Para além das diferenças registadas na amplitude das marés entre a nossa costa e o Mediterrâneo ou do Norte da Europa, temos também as correntes marítimas que na nossa costa chegam a atingir os 6 a 7 nós. Em aquacultura, o peixe é alimentado com rações ou outras espécies de menor valor, representando essa alimentação um elevado encargo. Considerando as correntes, não será muito difícil perceber que aquele alimento será arrastado com alguma facilidade até assentar no fundo, apodrecendo-o. Ou seja, a produção aquicola poderá ter mais encargos aqui do que noutras paragens retirando-lhe a tão apregoada competitividade.
Então porque se insiste neste tipo de produção se à partida está votada ao insucesso?
Em primeiro lugar, porque sendo uma actividade financiada pela UE, o que importa desde logo, é sacar aquele dinheiro, inflacionando os projectos com orçamentos manipulados ou a compra de materiais usados apresentados como novos. Assim, mesmo que não dê nada sempre se arrecadam milhares quando não, milhões, o que não seria caso virgem. No fundo é a satisfação de clientelismos!
Por outro lado, a concessão destas áreas, com uma faixa de protecção, retira à pequena pesca, em especial, o seu mar de trabalho privilegiado. E nesta matéria, devemos acrescentar que os números de postos de trabalho perdidos na pesca são largamente superiores aos criados pelas aquaculturas, razão que deveria constituir uma séria preocupação para quem toma este tipo de decisões, caso contrário, podemos e devemos dizer que o objectivo, é mesmo acabar com a pesca.
Mas nem só as aquaculturas servem para condicionar a actividade piscatória, pois temos ainda o aumento dos ciclos de toxinas nos bivalves que determinam a interdição da sua apanha, reduzindo o tempo de trabalho a 130 dias no ano passado. Como sobrevivem os pescadores cuja fonte de rendimento é esta?
Porque não dizem as autoridades quais as verdadeiras razões da presença de toxinas? É certo que as mesmas existem no meio natural mas não em quantidades suficientes para determinar as constantes interdições. Algo se esconde da classe piscatória porque no fundo o objectivo final é levar ao abandono da actividade.
Curiosamente, a costa da Ria Formosa, particularmente nas áreas de intervenção das capitanias de Faro e Olhão, foi desclassificada para classe B, o que obriga à depuração dos bivalves ali apanhados, como se a conquilha de arrasto suportasse a depuração. Que é isto senão mais uma manobra para levar ao abandono?
Tanto assim é que, e apesar daquela desclassificação, são atribuídas a Bandeira Azul para as praias costeiras. Aparentemente não há qualquer relação entre as duas situações, mas só aparentemente! É que os parâmetros que desclassificam as zonas de apanha de bivalves diz que não podem haver mais de trezentos coliformes fecais enquanto para as aguas balneares, esse limite se situa nos 2000. Ou seja, até por aqui se retira à pesca o que se dá ao turismo.
É evidente que as associações sócio-profissionais do sector têm muitas responsabilidades naquilo que se vem passando, não afrontando o Poder político, estabelecendo mesmo uma teia de cumplicidades vergonhosa.

sábado, 29 de abril de 2017

OLHÃO: NO RESCALDO DA ASSEMBLEIA, QUE CONCLUSÕES?

Registamos desde logo a grave falha de comunicação de entre os participantes na Assembleia Municipal, ao não darem a conhecer o que nela se passou, facto que é muito bem aproveitado por quem exerce o Poder.
Que o Pina é malcriado, já nós sabíamos, tal o teor de algumas das suas intervenções. O canalha não respeita nada nem ninguém, chegando ao ponto de recusar prestar informação à Mesa da Assembleia e aos deputados que a compõem, mas esta também tem culpa ao aceitar discutir/aprovar as propostas do presidente do Município, apesar de não terem informação suficiente e por vezes indispensável a uma correcta apreciação dos documentos.
No rescaldo da Assembleia, verificou-se que a mesma aprovou o Plano de Pormenor da Zona Histórica, sem estar na posse da documentação financeira, entre outras. O Relatório Financeiro permitia verificar se há alguma redução nos custos, quando é certo e sabido que, no processo inicial, a Torre era a que maior encargo representava. Tendo deixado cair a Torre, é suposto que os encargos tenham descido. Permitia também verificar se os custos com a calçada se mantêm inalteráveis, ou seja se por caminhos esquisitos, a pedra de escarpão vai ou não substituir a típica calçada à portuguesa. Tal como se podia verificar até onde vai a "Requalificação" do edifício da Alfandega. Quem sabe se isto ainda não vai acabar na Justiça?
Certo é que a aventesma presidencial entende que quem não defendeu a sua proposta do Plano, não defende a salvaguarda da Zona Histórica, quando é precisamente o contrário. Então não é o Pina quem vai autorizar a demolição de uma casa do século XVIII, em bom estado de conservação, na faixa de protecção de um edifício classificado para no seu lugar surgir um edifício incaracterístico?
Julga o Pina que o Poder lhe permite tudo, mas de uma coisa pode ter a certeza, que dentro de dias começarão, nos termos da Lei, a chegar alguns requerimentos à autarquia exigindo a sua intervenção junto dos imóveis degradados. Ele que aguarde porque não se verá livre de nós com tanta facilidade!
Quanto aos Mercados, ficou clara a cumplicidade de interesses entre o PSD e PSD no que concerne à destruição dos Mercados. Nesse aspecto, o cretino presidente, tenta mais uma vez lançar a confusão falando em boatos que referem a transferência dos mesmos para as antigas instalações da Bela Olhão. Pois bem, desafiamos o presidente a dizer, onde e quem produziu tais boatos, porque nesta página não foi, certamente.
Sempre afirmámos, e mantemos, que os Mercados são a âncora de toda a actividade económica da Baixa de Olhão, e que as intervenções planeadas, podem e vão pôr em causa o normal funcionamento deles, levando-os a definhar até à sua completa aniquilação. Felizmente não somos apenas nós a pensar assim.
Os operadores dos Mercados já sabem com o que contam por parte do PS e PSD, isso ficou claro na Assembleia, tendo agora que pensar em novas formas de luta, para combater a destruição dos Mercados!
AS POLÍTICAS PUBLICAS DEVEM FAZER-SE PARA AS PESSOAS E COM AS PESSOAS!
A frase acima é transversal a todo o leque partidário mas aos partidos do arco do Poder, não lhes interessa isso, porque dando votos, não dá dinheiro nem permite a sua repartição quando ele aparece. Assim a aposta passa pela subjugação a interesses económico-financeiros, muito mais apelativos para os bolsos de certos trastes!
Sendo assim, a forma de evitar a destruição do património histórico, edificado e humano,que é de todos nós, passa por infligir uma pesada derrota eleitoral às forças que declaradamente estão contra a maioria dos olhanenses.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

OLHÃO: ZONA HISTÓRICA E MERCADOS NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE HOJE!

Vai realizar-se, hoje, mais uma Assembleia Municipal, onde serão discutidos temas tão importantes quanto a envolvência dos Mercados como a Zona Histórica, e que por isso mesmo deve ser amplamente participada. Ou devia, mas...
A Mesa da Assembleia apresentou uma primeira ordem de trabalhos onde não se incluía a "discussão" da envolvência dos Mercados. Só depois de termos denunciado a situação é que os cavalheiros que compõem a Mesa se dignaram "corrigir" o lapso, já que estava em causa uma petição. E como as habilidades são mais que muitas, esqueceram-se de enviar conjuntamente com a nova ordem de trabalhos, o respectivo relatório da Petição. Mas chegou, tarde mas chegou.
A questão é que os partidos que constituem a geringonça olhanense, PS e PSD, não tinham qualquer interesse em discutir estes temas, perante um público que não se deixa convencer facilmente apesar das estratégias ensaiadas.
Se o patrão socialista, o Pina, está determinado em levar por diante, a supressão da circulação automóvel no lado sul dos Mercados e do estacionamento no lado norte da 5 de Outubro, o que a médio prazo pode determinar o fim da principal actividade, e a sua verdadeira essência, que é a venda do peixe, horto-frutícolas, carnes e afins, também não é menos verdade que o ideólogo local do PSD e membro da Mesa da Assembleia, sendo parte interessada na exploração da concessão de um porto de recreio duplicado, tem também interesse, em que toda esta frente de mar seja virada exclusivamente para o turismo. A área comercial de 2400 metros quadrados a desenvolver com a requalificação da 5 de Outubro, situa-se na extremidade do Porto de Recreio, enquanto a zona dos Mercados é a mais central, conferindo-lhe uma outra qualidade, do ponto de vista dos interesses económicos.
Para levar de vencida o ambicionado projecto, PS e PSD em conjunto, terão de correr em primeiro lugar com os pescadores da pequena pesca artesanal do porto de abrigo, construído com fundos comunitários para esse fim: Depois, criando dificuldades ao exercício das actividades que constituem a essência dos Mercados, induzindo os operadores a abandonarem.
Para além dos custos sociais e económicos que a decisão dos mentores terá para os operadores e familiares, pescadores e familiares, há ainda custos ambientais como sejam o entaipar da paisagem natural com a teia de mastros de veleiros. A presente decisão tem um acentuado cunho da classe dominante, para quem primeiro estão a salvaguarda de interesses económicos-financeiros da camarilha, mesmo que isso represente a degradação das condições de vida das populações.
Por isso os operadores dos Mercados têm de lutar por todos os meios contra a tirania destes ditadores. Lembramos que o Regulamento do Orçamento Participativo não foi submetido a discussão publica e menos ainda aprovado pela Assembleia Municipal, sendo por isso, impugnável, ou seja, o Orçamento Participativo teria de ser anulado.
Quanto ao Plano de Pormenor da Zona Histórica, exceptuando a queda da Torre Mirante, tudo mais se mantém, ainda que com ligeiros ajustes e nova linguagem.
A pedra de escarpão passa a ser pedra da região; mais do mesmo! No que concerne às cérceas, só aparentemente baixam para os 9,5 metros. Mas atenção que se a titulo de exemplo, quiser ter uma frente com maior cércea na 5 de Outubro, basta apresentar como sendo a frente no Largo João da Carma e depois fazer um recuado que ficará com a frente para a Ria. Assim a cércea no Largo seria de 9,5 metros e na 5 de Outubro, 12,5. Habilidades e mais habilidades!
Mantém-se a "Requalificação do Edifício da Alfandega", um prédio particular, e que nos últimos foi objecto de profunda requalificação, com a abertura de espaços modernos. Então que "Requalificação" é esta? O Edifício da Alfandega está na faixa automática de protecção dos Mercados, não permitindo por isso grandes alterações. Ou será que a coberto desta "Requalificação" o que se pretende é fazer obras na sede local do partido que desde o inicio da era democrática tão mal tem gerido os destinos do concelho? Mas isso não será uma forma de financiar o partido do Poder? A responsabilidade da conservação interior do edifício não é do inquilino?
Quanto à calçada, porque não se reutiliza a pedra existente, reduzindo os custos em mais de um milhão de euros? A quem serve este desperdício? E que destino será dado à pedra existente? Quem vai ganhar com a sua venda?
E como não podia deixar de ser, mais uma vez, a ausência de documentos essenciais a uma correcta avaliação do projecto de Plano de Pormenor da Zona Histórica, razão para pedir a sua impugnação, caso seja aprovado.
A todos os olhanenses sem excepção, cabe lutar contra os planos do PS e PSD, de destruição das características e da história de um Povo, seja através do edificado ou da alteração das condições de vida das pessoas.
ABAIXO A TIRANIA!
PELO DERRUBE DA DITADURA!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

OLHÃO: É PRECISO DEGRADAR E DESTRUIR PARA DAR LUGAR A NOVOS NEGÓCIOS NA ZONA HISTÓRICA

Hoje há mais uma sessão de câmara e um dos pontos em analise, é a aprovação do Plano de Pormenor da Zona Histórica. E como já vai sendo costume, faltam alguns documentos essenciais para que se possa ter  uma noção do que, a quadrilha da geringonça olhanense prepara para o futuro de Olhão.
Desde logo, porque dos poucos documentos apresentados, retirando a torre do Pina, praticamente tudo o mais se mantém mas com nova roupagem linguística. A calçada de escarpão, é na nova redacção, calçada da região, como se a pedra de escarpão também o não fosse. E por isso seria muito interessante ver a estimativa de custos para avaliarm0os se estamos ou não em presença da mesma pedra.
De qualquer das formas, uma autarquia que se queixa da falta de dinheiro para acabar com os esgotos directos para a Ria Formosa, e depois não pretende reutilizar a pedra, desperdiçando mais de um milhão de euros, é no mínimo curioso.
A Zona Histórica, cuja delimitação deixa muito a desejar por deixar de fora uma bairro histórico como o do Mundo Novo, na opinião dos nossos ilustres autarcas, deveria ser completamente arrasada, para dar a lugar a empreendimentos de luxo, até pela proximidade com a frente de mar.
Cientes de que a generalidade dos nossos autarcas não querem saber minimamente da história dos olhanenses, porque outros valores, dinheiro, falam mais alto, não nos espanta a destruição de casas em bom estado de conservação e que remontam ao século dezoito, como se elas não fizessem parte da história de Olhão e do seu Povo.
A ACASO, vendeu uma casa nessas condições, a antiga Agência Funerária Leitão, para no seu lugar surgir um novo edifício, com lojas e mais dois pisos, e que ao que ouvimos, já terá dado entrada o respectivo processo de obras.
Acontece que para além da antiguidade da casa, só por si, razão suficiente para a manter, a mesma encontra-se na faixa automática de protecção da Igreja, que como já sabemos, o Pina é avesso a respeitar, o que levará a uma mais que provável queixa.
Cabe aos nossos autarcas, preservarem a identidade, a história e cultura dos olhanenses, mas estes cavalheiros, a única coisa que sabem preservar é a carteira dos amigos.
QUEM ACODE À ZONA HISTÓRICA?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

OLHÃO: OS MERCADOS E OS DITADORES!

Na sequência da petição lançada pelos operadores dos Mercados de Olhão, deslocaram-se ali, o presidente e segundo secretário da Mesa da Assembleia Municipal, tentando manipular os operadores, com objectivos eleitorais que devem desde já ser denunciados.
Alegaram para tão ilustre visita que a maioria das assinaturas não pertenciam a pessoas de Olhão, omitindo que em sede de elaboração do Regimento da Assembleia que essa situação fora devidamente acautelada, tendo em conta o direito à participação de municípes que não sendo eleitores do concelho, têm aqui a sua segunda habitação. Mas mesmo que assim não fosse, em plena Assembleia foi dito pelo Pina que se os operadores dos Mercados arranjassem duzentas assinaturas, estaria disponível para discutir o assunto e muito mau seria se em cerca de duas mil assinaturas recolhidas, duzentas não fossem de cidadãos eleitores no concelho, bastando para tal os próprios operadores e respectivas famílias.
Depois de termos dado o alerta para a convocatória da Assembleia Municipal para o próximo dia 27, surgiu a ordem de trabalhos, onde não constava a discussão do problema dos operadores dos Mercados. Sentindo que isso poderia trazer problemas, até pela violação do Regimento da Assembleia Municipal, surge uma alteração para incluir o tema em causa.
Mas mesmo assim, e ainda que no novo documento se diga constar o respectivo Relatório, ele não é apresentado, ou seja, está em falta, abrindo as portas para a fuga à discussão do problema.
Tal como dizíamos em anterior post, o PSD, tal como o PS, não têm o mínimo interesse em discutir este assunto, porque como e do conhecimento publico, o objectivo final das intervenções a realizar na Avenida 5 de Outubro, é virá-la exclusivamente para o turismo, com mais esplanadas, suprimindo algum trânsito e estacionamento, o que a breve prazo pode determinar o definhar até à liquidação total dos Mercados, enquanto actividade económica, pondo em causa dezenas de postos de trabalho.
Dois factores que pesam na atitude dos elementos da Mesa da Assembleia Municipal, são por um lado, a proximidade com as eleições autárquicas e o facto do segundo secretário daquela Mesa, integrar o consórcio que ficou com a concessão da "Marina", onde se prevê duplicar os lugares, depois de corrida as embarcações da pequena pesca artesanal.
Para estes cavalheiros, a democracia esgota-se no acto de votar, alegando a legitimidade da delegação de poderes concedida pelo voto popular. Ou seja, depois das eleições, os elementos do Povo, não passam de um mero numero, uns verbos de encher, não esquecendo que foi o próprio Pina quem o afirmou em sessão de câmara. No fundo não passam de pequenos ditadores e depois vêm comemorar a Revolução!
Certo é que operadores dos Mercados e a população interessada, têm o direito de participar na discussão do assunto, embora tudo esteja a ser feito para que não participem.
QUE OS OPERADORES DOS MERCADOS COMPAREÇAM EM PESO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL!

domingo, 23 de abril de 2017

OLHÃO: CUMPLICIDADES PS/PSD!

Alertados por moradores da zona, deslocámos-nos hoje até junto do gaveto da Rua Alexandre Braga com a Rua da Feira, nos limites de um bairro, o Mundo Novo, que sendo histórico ficou fora da delimitação Zona Histórica de Olhão.
Deparámos-nos com a construção de um novo prédio, um hostel, do ex-vereador Alberto Almeida que continua a ter assento na distrital laranja. Este vereador ao longo dos anos, tem beneficiado da falta de vista da fiscalização da Câmara Municipal de Olhão e também com a ambiguidade dos seus serviços técnicos, a que não serão alheias as interferências dos eleitos locais nos processos técnicos.
Já lá vão um par de anos, em que Alberto Almeida construi na mesma zona, um edifício de cinco pisos, algo a que mais ninguém foi permitido, mal se percebendo a política da autarquia nesta matéria, a não ser que a intenção seja dar de mão beijada aos patos bravos aquilo que aos actuais proprietários é negado.
Mas mais, Alberto Almeida ocupou uma parte de terreno da autarquia na Urbanização dos Pinheiros de Marim para alargar o quintal da sua moradia e ali construir um anexo. E mais uma vez os serviços camarários não viram nada.Sofrerão de miopia os serviços técnicos da CMO?
E até o filho do Alberto Almeida se deu ao luxo de construir uma vivenda em terrenos abrangidos pela faixa de protecção, de 500 metros,do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa e pelo POOC, com a cobertura total da CMO que autorizou.
Voltando à construção em causa, para além de ter ocupado uma parte do passeio publico, está também assente em cima da parede da casa ao lado, causando prejuízos à proprietária, que já tentou junto da autarquia que fosse feita uma vistoria às obras, sem qualquer efeito.
Devemos lembrar, que nos dias de hoje há meios técnicos não intrusivos que permitem confirmar se de facto a parede da nova construção está ou não montada em cima da antiga casa.
Na visita ao local, fomos abordados por duas cidadãs estrangeiras que adquiriram uma casa na Rua Alexandre Braga e que agora com esta construção, ficaram com a vista entaipada. É certo que os serviços técnicos da CMO virão dizer que se trata de um gaveto, e como tal admitir a construção de pelo menos mais um piso, justificando assim a volumetria utilizada.
Devemos também dizer que serviços de fiscalização deveriam ter verificado da conformidade da implantação no terreno com o projecto apresentado, mas pelos vistos, ignoraram o procedimento. Ou terá sido premeditado?
A verdade é que a Câmara Municipal de Olhão continua a prosseguir uma política de construção em altura mesmo em zonas que deveriam ser protegidas, não bastando os autênticos crimes urbanísticos cometidos em dezenas de anos. Os olhanenses sabem que a sul do Caminho de Ferro, as ruas são estreitas, não comportando nem a circulação automóvel nem o estacionamento e que quanto mais volumetria, mais se agrava o problema, para além de se perder parte do nosso património edificado e que deveria ser fonte de orgulho.
Até quando vamos aturar isto? Não estará na hora de acabar com a teia de cumplicidades do PS/PSD em Olhão?

sábado, 22 de abril de 2017

OLHÃO: ASSEMBLEIA MUNICIPAL DIA 27/4. E OS MERCADOS?

Segundo edital publicado no site da Municípi0o de Olhão, no próximo dia 27, quinta feira, vai realizar-se mais uma assembleia municipal,k desconhecendo-se por enquanto a respectiva ordem de trabalhos.
Como é do conhecimento publico, os operadores dos Mercados, apoiados pelos seus clientes, face à aprovação da supressão da circulação automóvel na frente ribeirinha dos Mercados e fim do estacionamento no lado norte da Avenida 5 de Outubro, promoveram uma recolha de assinaturas, cerca de duas mil, enviadas à Mesa da Assembleia Municipal para que integrasse na ordem de trabalhos a discussão sobre o tema, cumprindo os requisitos previstos no Regimento da Assembleia Municipal.
Quanto a esta questão, recordamos que o artigo que permitia levar à inclusão na ordem de trabalhos uma subscrição com 200 assinaturas, foi dos que mais discussão suscitou na Comissão criada para elaboração daquele documento. A razão de tão prolongada discussão, prendeu-se precisamente com o facto dos proponentes terem a obrigação de serem ou não eleitores no concelho, uma vez que muitos terão aqui a sua segunda habitação, embora votem noutros locais, e que por via da imposição de serem eleitores residentes os impedia da participação na vida do concelho.
A Mesa da Assembleia, no todo ou em parte, contactou os principais subscritores, alegando com o facto de muitos dos subscritores não serem aqui residentes, encarregando-se da validação da petição junto das Juntas de Freguesia, no que constitui uma manobra dilatória para atrasar o agendamento da discussão.
Tal não acontece por acaso, uma vez que o próprio vereador do PSD, o mesmo partido que domina a Mesa da Assembleia Municipal, sempre se pronunciou a favor das medidas apresentadas. Isto para dizer que, tanto o PSD como o PS não têm qualquer interesse em discutir o assunto com os operadores dos Mercados e seus apoiantes.
Se atentarmos no Jornal de campanha do Município, edição de Março, podemos ver que o presidente afirma que o Orçamento Participativo é para aplicar até ao final do ano, ou seja que a supressão da circulação automóvel, e com ela o estacionamento, no lado sul dos Mercados é mesmo para avançar.
António Pina já demonstrou que não é uma pessoa confiável, podendo, porque estamos a meia dúzia de meses de um acto eleitoral, adiar a execução do Orçamento Participativo, dizendo que foi sensível aos argumentos apresentados pelos operadores.
E como será depois das eleições? Vai manter a palavra dada aos proponentes da proposta vencedora em sede do Orçamento Participativo, ou pelo contrário vai dar ouvidos aos operadores?
O Pina já demonstrou o quão hábil é na arte de manipular, e se por acaso o Povo de Olhão lhe concedesse uma maioria absoluta no próximo acto eleitoral, não tenhamos duvidas que ele levaria por diante as suas intenções de projecto de Poder pessoal, que passa por correr com os olhanenses da baixa de Olhão, virando-a exclusivamente para fins turísticos.
Por acaso sabemos que o partido dito socialista encomendou uma sondagem a nível regional que lhe dá um crescimento, mas que a nível local, em Olhão, se apresenta em queda, felizmente.
E porque entendemos que este individuo exerce o Poder de uma forma autoritária, prepotente, anti-democrática, e contrária aos interesses da população, aconselhamos o Povo de Olhão a escolher outro candidato, que seja capaz de ouvir primeiro as pessoas na definição das prioridades para depois decidir em conformidade. Continuar com o Pina, é deixar ao critério e interesses pessoais, a definição daquelas prioridades.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Ilha de Moçambique em risco de desaparecer! Será por saber disso que o Presidente da C.M.Olhão não presta contas à Assembleia Municipal, se houve ou não Geminação de Olhão com a Ilha de Moçambique?

Ilha de Moçambique em risco de desaparecer

Considerada Património Mundial da Humanidade, desde 1991, a Ilha de Moçambique corre o risco de desaparecer devido aos problemas relacionados com as alterações climáticas. Um dia pode mesmo acordar no fundo do mar...
 Ilha de Moçambique (DW/J.Beck)
Em Abril de 2015 e no segredos dos deuses  e sem prestar contas a ninguém o ainda presidente da CMOlhão, deu-lhe na  mona ir de férias à Ilha de Moçambique e nada como ir acompanhado com diversas personalidades de Olhão, comitiva essa que  numca se soube que eram, e até hoje não se sabe quem como foi paga essas deslocação e estadia: A desculpa foi ir assinar um protocolo de geminação entre a Cidade de Olhão e a Ilha de Moçambique, noticia essa que pode ver aqui.
Passados dois anos continuamos a não saber como foi possível ao presidente da CMOlhão ir passear à Ilha de Moçambique à conta do erário publico sem prestar contas a NINGUÉM! 
Porque será que os partidos da dita oposição em Olhão não exigem contas dessa passeata?
E  já agora deixamos no ar a pergunta quanto foi gasto nessa passeata e se houve ou não houve geminação de Olhão com a Ilha de Moçambique?
 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

RIA FORMOSA; PASSADO, PRESENTE E FUTURO EM REVISTA!

No passado, o presidente da câmara de Olhão, desde o inicio da era democrática um socialista, era por inerência do cargo, o presidente da Junta Autónoma dos Portos do Sotavento do Algarve, entidade que tutelava ou administrava as ilhas.
Quando se deu o maior surto de construções no núcleo do Farol, presidia à JAPSA, o João Bonança, o mesmo que vem dar uma entrevista, de duas páginas, ao órgão oficioso do partido socialista local, onde diz que as entidades da época sempre fecharam os olhos às construções, omitindo a sua própria responsabilidade no assunto, o que não espanta.
Na verdade, João Bonança, em determinado momento, assinou um edital onde permitia obras, e que serviu para proceder à ampliação da sua casa, e que findas as obras logo se apressou a retirar o dito cujo. Mais, o João Bonança tinha a obrigação de saber que o maior fornecedor de tijolos para as ilhas, era um funcionário da própria Junta.
João Bonança é hoje o presidente da assembleia geral da Associação de Moradores da Ilha do Farol!
A partir de 2014, quando o governo de então decidiu avançar com o processo de demolições logo se formou um grupo de contestação ou de oposição ao governo, o SOS Ria Formosa.
Existindo na Ilha uma associação representativa dos moradores, legalmente constituída, com personalidade jurídica e corpos sociais eleitos, seria com toda a naturalidade que fosse ela a tomar a cabeça da contestação, mas deixou-se ultrapassar pelo SOS, sem a mínima legitimidade por nem ter sido eleita pelos moradores.
A partir daí, o movimento de contestação passou a ter uma direcção bicéfala, falando a várias vozes, algumas vezes desencontradas, o que serviu como mel na sopa para a descarada manipulação do traste Pina.
Pina esse que enquanto presidente da câmara municipal de Olhão, não tem qualquer legitimidade para interferir em zona que administrativamente pertence a Faro, governada por uma laranja.
Apesar disso, os trastes Pina e Luís Graça, sem estarem mandatados por qualquer órgão do Poder, excepto o partido, vêm entabulando conversações, o que não é o mesmo que negociações, com o SOS, em lugar de as ter com as Associações dotadas de legitimidade para representarem os moradores do núcleo do Farol.
No caso das demolições quem representa o Estado, é o governo e a sua sociedade Polis, investida por decreto dos seus poderes, e portanto o interlocutor terá de ser, neste caso, um representante do Estado mandatado para esse fim, que não um representante do partido dito socialista.Logo Pina e Luís Graça não são interlocutores de coisa alguma, mas meros moços de recados do partido com a função de apagarem o fogo da contestação
Pela parte dos moradores, o interlucotor terá de ser necessariamente a direcção da associação, mandatada pelos moradores, que em caso de incumprimento das instruções emanadas da respectiva assembleia geral, deve ser imediatamente substituída.
Não pode de forma alguma serem reconhecidos como interlocutores válidos, de qualquer das partes, quem não esteja devidamente mandatado para o efeito, sob pena de, como é o caso, de se estar a partidarizar uma luta que é de todos.
Quem representar os moradores deve estar de boa fé, de portas abertas a todas as correntes partidárias, apelando ao seu apoio.
Não estamos mandatados para a defesa de quem quer que seja, mas em nome da verdade, devemos repudiar as atitudes de quem, em nome dos moradores, visou pessoalmente representantes partidários, quem chantageou outros por telefone, quem cercou e ameaçou jornalistas quando executavam o seu trabalho ou ameaçar moradores que entenderam denunciar manobras de bastidores.
Quanto ao futuro, sabemos de fonte segura, mas que não podemos revelar, que infelizmente, as demolições são para ser executadas tal como previsto no POOC, podendo apenas ser adiadas por forma a criar as condições que retirem o impacto eleitoral da contestação.
Assim cabe aos moradores preparem-se para a luta e abandonarem de vez a ideia de que estes bandidos disfarçados de cordeiros, como são o Pina e o Luís Graça, lhes vão resolver qualquer problema. Não podem continuar a deixar-se manipular por trastes, cuja sede de Poder os leva a vender quem neles vota.
LUTEM, PORQUE SEM LUTA, NÃO HÁ VITÓRIA!