quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

A questão da água no Algarve

 

https://cnnportugal.iol.pt/videos/falta-de-agua-no-algarve-e-cortes-na-agricultura-a-nao-ser-que-chova-nao-ha-outra-forma-dizem-autarquias/65a8e8610cf265bc9692ab32

Intervenção de António Pina na CNN. Aposta na linguagem pouco clara, na explicação ineficiente e “baralha e volta a dar” para termos a ideia que o que diz é a verdade. E com a verdade me enganas!

As questões de fundo estão por discutir:

- Reduções drásticas de consumo de água na agricultura, que é a base de desenvolvimento do interior algarvio e um incentivo ao mercado local.

- Continuação da aposta no turismo algarvio, mesmo que isso seja “à custa das laranjas”.

- Vantagens/desvantagens da aposta no turismo à custa da destruição das outras actividades produtivas (pesca, agricultura, …)

- Aposta nas culturas mais consumidoras de água (o famoso abacate e outras que os espanhóis não querem lá e que já estão a pensar em indemnizações, quando nem sequer deviam ter sido autorizadas).

- Desperdício de água urbanas, pelas autarquias e outras entidades estatais com responsabilidades nessa área (para além de outras situações, em Olhão temos o despejo de quilolitros de água doce, várias vezes ao dia, no paredão do cais T, água que há décadas vem canalizada das caves do estacionamento do Pingo Doce e ainda os vários escoamentos de água doce dos grandes prédios com caves, quer para a Ria, quer para a rede de saneamento).

- Valorização dos estudos e das boas prácticas existentes no Algarve, que apresentam alternativas, como é o caso do aproveitamento das águas residuais para a agricultura (e que, por não interessar ao negócio, foi posto de lado e considerado muito caro sem fazer contas).

- As águas subterrâneas são privadas? Cito a DGEG.

“Consignadas na legislação portuguesa como recurso geológico, as Águas Minerais Naturais, as Águas Mineroindustriais e as Águas de Nascente estão enquadradas pela Lei n.º 54/2015, de 22 de junho, que estabelece as bases do regime jurídico da revelação e do aproveitamento dos recursos geológicos existentes no território nacional.

As Águas Minerais Naturais e as Águas Mineroindustriais integram-se no domínio público do Estado, enquanto que as Águas de Nascente são objeto de propriedade privada.”

https://www.dgeg.gov.pt/pt/areas-setoriais/geologia/recursos-hidrogeologicos/exploracao-de-aguas-de-nascente/aguas-de-nascente/

- As águas do domínio público do Estado deverão ser privatizadas (Águas de Portugal, sociedades como a AdVRSA – Águas de Vila Real de Santo António)?

Finalizando e abrindo a boca de espanto, parece que Presidente da AMAL e também da CMO, agora mudou o bico ao prego.

Passou da defesa incondicional da dessalinização

https://www.sulinformacao.pt/2022/01/futura-localizacao-da-central-de-dessalinizacao-do-algarve-ja-esta-em-estudo/

https://www.publico.pt/2023/06/08/azul/noticia/dessalinizadora-albufeira-produzir-terco-agua-algarve-precisa-2052664

para uma condenação incondicional da dessalinização

https://www.dn.pt/sociedade/o-pais-tem-de-estudar-a-canalizacao-da-agua-de-norte-para-sul--17579536.html/

O que mudou? Caiu o governo e deixou de fazer parte no negócio? Quer estar de bem com possíveis opositores que venham a deter o poder, a quem se possa “alapar”? O negócio dos milhões para gastar o PRR é agora a canalização de água do Norte para o Sul? (para continuar a gastar em piscinas e campos de golfe)

São só “lamirés” para pensar. As questões que realmente interessam continuam por discutir.

Pode ler ainda:

http://olhaolivre.blogspot.com/2020/09/algarve-agua-falta-ou-excesso-de-consumo.html

http://olhaolivre.blogspot.com/2022/02/algarve-casa-onde-nao-ha-pao-todos.html

 

segunda-feira, 10 de julho de 2023

OLHÃO: QUE ESCURO INTERESSE PUBLICO

 No passado dia 29, a Assembleia Municipal fez aprovar uma declaração de interesse publico municipal, com os votos favoraveis do PS 13, dez mais os seus três presidentes de Junta, cinco do PSD e ainda um da CDU, como se pode  ver em https://cm-olhao.pt/upload_files/1/8/Municipio/Assembleia/Documentos/Editais/2023/edital-am-8-2023.pdf. Acresce que o deputado municipal eleito pelo BE se absteve como se tal não correspondesse ao apoio da maioria.

Talvez que o apoio financeiro do municipio ao clube do esgrimista ajude a explicar a abstenção, vinda de alguem que se diz biologo ou defensor do ambiente.

A primeira questão é a de saber qual a necessidade de uma declaração de interesse publico municipal. Nesse aspecto, o passado tem-nos mostrado que tal expediente serve para legalizar ou aprovar algo que de outra forma não seria possivel. Para que exista algum interesse publico municipal seria necessario que houvesse alguma vantagem para o municipio ou para as suas gentes, como a protecção ambiental ou criação de postos de trabalho, mas não se vislumbra nada disso, ou que pelo menos mereça tal declaração.

Estamos a falar da construção da central fotovoltaica do Cerro Azul, localizada em zona da Rede Ecologica Nacional, de infiltração maxima de aguas, com um importante aquifero por baixo.

Para quem usou a defesa do camaleão como bandeira para proteger a sua casa no Farol, e agora esquece que atravessamos um periodo de seca, compactar senão mesmo impermeabilizar aquela area é de, quem em nome da actividade economica, está disposto a vender a alma ao diabo.

Devemos também dizer que os proprietarios dos terrenos nada podiam fazer ali e que por isso os terrenos não tinham valor. De tal se aproveitou o promotor ao propor o arrendamento dos espaços com alguns contratos a estabelecerem que só depois de começar a produção é que pagariam as rendas.

Como se já não bastasse a agressão ao meio ambiente, a falta ou o reduzido numero de postos de trabalho, a prevista subida do preço da electricidade, até os proprietarios não têm grandes beneficios. Quem então beneficia desta interesse publico? O municipio também não é!

Quem andará de mão estendida a aprovar estas cegadas? 


quinta-feira, 29 de junho de 2023

OLHÃO: EXCESSO DE TURISMO TEM CONSEQUÊNCIAS

 Um pouco por toda a Europa tem vindo a ser contestada as politicas de turismo. Espanha, Italia, Holanda, França são paises onde decorrem manifestações contra o excesso de turismo pelas consequências que tem para o meio ambiente e para os residentes.

Em França ponderam-se restrições por forma a combater o excesso de turismo, como se pode ver em https://www.voltaaomundo.pt/2023/06/20/franca-acaba-com-o-turismo-de-massas/noticias/878374/?utm_source=ojogo.pt&utm_medium=recomendadas&utm_campaign=rec_edit_externo.

E por cá?

Quem promove e aposta tudo no turismo é o poder politico, recorrendo ao marketing promocional, à participação em feiras internacionais de turismo ou de imobiliario, como tem sido o caso da câmara municipal de Olhão.

Desde logo, temos como primeira consequência o aumento do preço das casas, seja para vender ou para alugar. Lá como cá, os proprietários preferem alugueres de curta duração aos mais duradouros, promovendo a escassez no mercado de arrendamento.

Com uma politica habitacional muito fraca, com pouco investimento publico, para não dizer nenhum, com cobrança fiscal demasiado elevada para um bem essencial como é a habitação, promovendo a segunda habitação, estão criadas as condições para as populações locais, neste caso  os olhanenses, viverem em barracas ou guetos da periferia.

Uma autarquia que parece funcionar como agência ou promotor imobiliário, sem revelar a menor preocupação com os residentes, afinal são eles que têm a  capacidade de tentar mudar o poder através do voto, perante a passividade da generalidade das pessoas, não é de admirar aquilo que se vive em Olhão.

Bem podem fazer publicidade em torno da habitação a custos controlados como se estivessemos perante um grande investimento mas omitindo que após o concurso para atribuição das casas, entram em cena os bancos, os beneficiarios do costume, para que a autarquia recupere logo o dinheiro investido.

Toda a gente tem a percepção de que as obras de requalificação de toda a frente ribeirinha, não têm outro objectivo senão a promoção de segunda habitação (de luxo), o que conjugado com as chamadas areas de reabilitação urbana, também elas com o mesmo objectivo, fazem com que seja impossivel o acesso a uma habitação à maioria dos trabalhadores olhanenses.

Enquanto os olhanenses não se juntarem e derem uma lição ao poder politico, a situação vai-se degradar ainda mais.

É que turistas somos nós que pagamos todo o ano os bens essenciais mais caros, por influência da chamada economia de mercado, com a procura em alta a fazer subir os preços, embora não tenhamos o mesmo tipo de rendimentos dos que nos visitam.

Isto não é estar contra o turismo mas sim contra os excessos que dele resultam. 

domingo, 25 de junho de 2023

OLHÃO: A VERDADE É COMO O AZEITE, VEM SEMPRE AO DE CIMA!

 Na sequência do encerramento da passagem de nivel da Avenida e perante os comentários negativos, a câmara municipal de Olhão sentiu a necessidade de reagir, pela boca do vereador das obras publicas como se pode ver em https://www.algarveprimeiro.com/d/camara-de-olhao-empenhada-em-garantir-acesso-a-principal-passagem-de-nivel-da-cidade-/51486-1.

Pelos comentários do vereador, se duvidas houvesse, ficámos a saber que a passagem de nivel da Avenida seria encerrada aos peões logo que as obras da ponte da Rua 18 de Junho estivessem concluídas. Dito de outra maneira, a câmara e o seu staff sabiam que a passagem da Avenida era para fechar.

As obras da ponte da 18 de Junho começaram em Novembro do ano passado e se houvesse vontade politica por parte dos nossos autarcas, teriam desde logo começar a tratar da vidinha dos olhanenses, procurando uma alternativa ao encerramento, mas os oito meses que entretanto se passaram não serviram para nada.

Não será demais lembrar que a câmara municipal de Olhão levou anos sem responder às solicitações da então REFER, hoje Infraestruturas de Portugal, até se chegar ao anos de 2014. Mesmo assim, passaram-se nove anos sem encontrar uma solução. Falta de vontade politica!

Nos dias que correm, seria possivel dotar as passagens de nivel pedonais de sinalização luminosa e sonora antecedendo o encerramento delas com uma certa antecedência. Para a eventualidade de um acidente, a autarquia podia ainda fazer um seguro, retirando o ónus à Infraestruturas de Portugal. Mas tem predominado o vazio de ideias!

Claro que a responsabilidade do que se passa na parte superior do tunel é da Infraestruturas de Portugal enquanto que no interior do tunel a responsabilidade é da autarquia, pelo que a câmara podia ter ponderado a construção de um passadiço sobre-elevado no seu interior, nem nunca foi sua intenção fazê-lo. Tanto assim é que em tempos encomendou um estudo para a possibilidade de um passadiço sobre-elevado no exterior, ao qual se teria acesso por um sistema de elevadores. Estudo esse que apenas serviu para gastar o dinheiro dos municipes.

Mas a grande questão, nos dias que correm até nem é essa. O caminho de ferro divide a cidade ao meio, sendo que do lado norte ficaria o "vietname do norte" e a sul o "vietname do sul". Os sonhos do presidente para o lado sul da cidade, é transformar o lado sul numa zona elitista onde a maioria dos olhanense apenas pode trabalhar a servir de avental como criados de gente endinheirada ou vaguear pelas ruas, por não terem condições económicas para aceder è generalidade da oferta.

Tal como dizia o outro, trazes papel?

quinta-feira, 22 de junho de 2023

OLHÃO: ABRE E FECHAM PASSAGENS DE NIVEL?

 Para quem não sabe, a ponte da Rua 18 de Junho abriu ontem ao trânsito, sem a presença de qualquer responsavel autárquico, quando na abertura pedonal marcaram presença. Porquê?

Antes do mais, fazer uma critica ao que ali está feito, embora saibamos que a obra é da Infraestruturas de Portugal mas que não isenta a câmara municipal de Olhão de algumas responsabilidades.

É que tendo em conta o acentuado declive dos acessos pedonais feitos em calçada portuguesa e que o uso vai desgastar a pedra da calçada tornando-o escorregadio, é natural que venhamos a assistir a muitas quedas, como acontece noutros lugares e com menos inclinação. Por outro lado não foi previsto o acesso para pessoas com problemas de mobilidade, particularmente nos casos de cadeiras de rodas.

No lado norte-nascente colocaram uma rampa em material anti-derrapante mas no lado poente, nada! Se a nascente é possivel passar uma cadeira de rodas, a poente tal não acontece.

Porque os nossos autarcas vivem para e da propaganda, torna-se estranho a falta de comparência na abertura ao trânsito da ponte. Que se esconde por detrás disso?

Pois bem, enquanto ontem abriam a ponte, hoje fecharam a passagem pedonal superior no tunel, sem terem tido o cuidado de primeiro construir um passadiço elevado dentro do tunel. Passadiço que, em tempos de chuva mais intensa não permitirá a passagem de peões.

Mas mais, a passagem por cima do tunel no futuro breve vai ser impossivel já que a Infraestruturas  de Portugal vai construir um muro de betão.

Também não se sabe a que altura vai ser colocado o passadiço no interior do tunel porque pode tapar parte dos paineis da autoria de Jorge Timoteo, um artista cá do burgo. E se os paineis vão sofrer algum impacto negativo, era bom que ponderassem a sua colocação no novo muro, dando-lhes a visibilidade que merecem.

Como se trata de propaganda negativa, os nossos autarcas estão calados que nem ratos. Mas não se ficam por aqui as nossas desgraças. A passagem de nivel da Rua da Feira é para encerrar, pura e simplesmente enquanto que a da Rua Almirante Reis vai ter guarda.

Com os meios tecnológicos que há hoje, haveriam outra soluções para manter as passagens pedonais abertas, sem causar transtornos aos olhanenses. Pena é que desde 2014, a câmara municipal de Olhão venha fazendo um braço de ferro com a Infraestruturas de Portugal em lugar de apresentar uma alternativa válida.

Essa é a verdadeira razão para a ausência dos nossos autarcas. Eles não estão lá para servir a população olhanense!


domingo, 21 de maio de 2023

RIA FORMOSA: A RAPOSA QUE TOMA CONTA DO GALINHEIRO

 É já no próximo dia 24 que na Biblioteca Municipal se vai realizar uma consulta, dita publica, da comissão de cogestão do Parque Natural da Ria Formosa.

Desde logo importa saber para que foram criados os Parques Naturais. Tratam-se de áreas protegidas com o objectivo de preservar o património natural e cultural, o mais próximo possivel daquilo que a natureza criou.

Obviamente que, por vezes, se torna necessário alguma artificialização, a qual deve ser acompanhada de medidas compensatórias se tiverem impactos negativos para os objectivos de um Parque Natural.

No caso do Parque Natural da  Ria Formosa, cuja delimitação a sul são as ilhas barreira e a norte uma faixa de proteção com mais de quinhentos metros contados a partir da linha de preia-mar de marés equinociais, a artificialização tem trazido impactos negativos, raramente acompanhados de medidas compensatórias. Mas alguma artificialização deve pura e simplesmente ser banida, por desnecessária no seu espaço e violar os objectivos do Parque Natural, como o são a instalação de estufas, da introdução ou de produção de espécies exóticas como o são os abacates ou a ostra giga. 


  Quando a esmola é farta, o pobre desconfia! Uma consulta deste tipo, promovida por quem finge não ver, servirá apenas para as raposas (autarquias) que estão a guardar o galinheiro (areas protegidas) levarem a cabo a acções que vão degradar ainda mais a descaracterização do património presente.

Basta atentar na imagem acima retirada, hoje, do site da CCDR, onde apenas delimitámos uma parte da Quinta de Marim, sendo que a zona a verde na parte de baixo se situa o Parque Natural da Ria Formosa. Dentro do espaço delimitado a amarelo está a surgir uma plantação de abacates, uma espécie exótica que ninguém do Parque vê, tal o grau de miopia dos guardiões da natureza.

SE a isso, juntarmos a enorme quantidade de mesas de ferro e sacos de plástico onde produzem a ostra giga, outra espécie exótica, mesmo ali perto da sede do Parque, então estamos em crer que a miopia dos guardiões da Ria está a dar lugar à cegueira.

Por ouro lado temos ainda o problema das Barras da Armona e de Cacela. A Barra da Armona durante muitos anos foi a principal barra do sistema, até que a construção da Barra de Faro/Olhao, necessária, veio desequilibrar o eco-sistema. No passado as autoridades tinham uma draga para tratar de compensar o impacto negativo. As novas autoridades, a partir de 2009, condenaram a Barra da Armona ao encerramento!  Em Cacela, decorria o ano de 2010, quando alguem se lembrou de satisfazer um pedido e abrir artificialmente uma barra na Peninsula fragilizando-a e contribuindo para que no vendaval seguinte o mar se encarregasse de destrui-la por completo. 

Vir agora consultar as populações sem tratar de resolver os problemas que já vem de traz, serve apenas para validar a continuação da destruição do património natural.

Desaparece a maternidade de espécies piscicolas, a ameijoa boa, substituindo-as por espécies exóticas e até as populações são corridas e substituidas por estranhos!

Que rica conservação!

terça-feira, 16 de maio de 2023

OLHAO: A LUTA CONTINUA!

 Se razoes de ordem pessoal tem impedido de alguma forma o regular funcionamento, no inicio da semana passada os nossos computadores foram objecto de uma apreensao judicial.

Se quem pensou que nos calaria através desta apreensao, desengane-se porque novo computador vai permitir a continuaçao da luta com motivaçao acrescida. Pode até acontecer que o tiro saia pela culatra e atinja quem pretende abater o mensageiro.

Quando se usa a justiça como forma de amordaçar as vozes independentes, esquecem alguns senhores que o que estao fazendo é degradar a já debilitada democracia, neste momento reduzida ao acto de votar, ignorando por completo as correntes de opiniao contrárias à dominante.

Voltaremos em breve, até porque se aproxima a discussao publica sobre o Parque Natural da Ria Formosa, para além de outras peripécias cá do burgo.

Contem conosco porque nao vamos desistir com a facilidade que pensam!

A luta vai continuar dentro de momentos!

sexta-feira, 5 de maio de 2023

OLHÃO: SE NÃO ÉS POR MIM, ÉS CONTRA MIM!

 

A imagem acima foi-nos enviada por um amigo de João Evaristo, o qual procedeu à sua divulgação nas redes sociais.
João Evaristo é vereador eleito pelo partido dito socialista e era amigo do presidente Pina. Era mas não sabemos se continua... porque um comentário põe em causa a continuidade.


Sen é um grafitter dedicado á arte urbana. Claro que nem todos gostarão daquele tipo de arte mas muitos gostavam, de entre eles o presidente de tal forma que pagou pela pintura feita no chalé Vivenda Vitória.
Acontece que passados uns tempos, desentenderam-se e o SEN passou a ser um proscrito para o Pina. Daí que, na sua ingenuidade politica, ao publicar a foto com o SEN, João Evaristo tenha sido vidado pelo presidente, como se pode ver no comentário do analfabeto: "Com quem te vi com quem compari".
À parte a falta de conhecimento da lingua portuguesa por parte de quem se sente ministeriavel, já era de mau tom que o Pina se dirigisse ao seu camarada das lides politicas nos termos em que o faz muito pior é vir fazê-lo publicamente.
O caso ajuda a perceber, para aqueles que ainda aplaudem o analfabeto, a forma como ele trata todos os que não acompanham a sua forma de pensar e de estar na politica, tentando impedir ou condicionar amizades por mais antigas que sejam apenas e só por se incompatibilizar com alguem.
Se não és por mim, és contra mim! Parece querer dizer, repetindo um slogan tipico do anterior regime!
Sendo Pina o todo poderoso da comissão politica concelhia dita socialista, João Evaristo parece ter caído em desgraça pelo que será natural que aquando da apresentação de candidaturas para as próximas autarquicas, o apoio presidencial recaia sobre um candidato que levará ao colo.
Só o que faltava ao João Evaristo para ser despedido era publicar uma imagem com os autores deste blogue!
Que rica democracia a deste analfabeto!