sábado, 26 de julho de 2008

A “Democracia” da C.M.O.!

Tive conhecimento através do site da A.P.O.S. e do blog “O Bate-Estacas” de mais uma ilegalidade da C.M.O. no que respeita ao Plano de Pormenor da Zona Histórica de Olhão. Segundo a lei (nº 1 do artigo 74º Dec.lei nº 316/07 de 19 de Setembro de 2007) tal informação devia estar divulgado na página da Internet da C.M.O. desde o dia 1 de Julho e até hoje, 26 de Julho de 2008 nada foi publicado na dita página.

Tal atitude só vem demonstrar, mais uma vez, como vamos de democracia participativa a nível da C.M.O. e da população. Tal como é minha opinião, já expressa neste blog, Democracia é coisa que F.Leal e os restantes autarcas não sabem o que é. A democracia deles é igual à ditadura dos tempos de Salazar e Caetano, em que as populações não eram ouvidas para nada (basta ver como funcionam as Assembleias Municipais para se ver a importância que tem, para estes senhores, a opinião e os interesses dos cidadãos).
A única “democracia” que eles querem é a do voto, pois em vésperas de eleições hão-de vir para a rua distribuir aventais e canetas para conseguirem mais um mandato para eles se governarem.

A todo estas ilegalidades a oposição não diz nada e o P.S. não diz nada. Onde andarão os democratas que havia neste partido? Estarão todos com medo de F.Leal ou juntaram-se a ele? E os restantes democratas que há no concelho? Será que têm todos rabos-de-palha?

A democracia vai tão nua que, depois de ser divulgada esta notícia no “Bate-Estacas”, e também a obrigatoriedade do Plano estar para consulta na Junta de Freguesia de Olhão, uma figura pública, que eu considero honesta e que tem cargo de responsabilidade na Junta de Freguesia de Olhão, logo se apressou em ir pessoalmente justificar que tal documento, não se encontrava na Junta em virtude de ter sido levado para estudar. A ser verdade, e eu acredito que seja, pergunto se a Junta não tem verba para fazer uma fotocópia do documento para consulta do cidadão.

Tal documento merecia uma ampla discussão pública não só na Internet, mas também ao vivo com todos os autarcas presentes e uma plateia de interessados (p. ex. os moradores dessa zona histórica) para se pronunciarem sobre o que querem para o futuro de Olhão. Claro que isso não vai acontecer! Tal como em Marim, outros interesses se irão levantar e mais uma vez o que vai ganhar não serão os interesses dos moradores de Olhão, mas sim os dos grandes negócios imobiliários.
Estas atitudes não deverão ser esquecidas e nas próximas eleições autárquicas cá estaremos para as recordar.

Apelamos à participação de todos os cidadãos nesta discussão. Enviem a vossa opinião sobre o Plano antes que acabe o prazo (28 de Julho). Na página da A.P.O.S. e no Bate-Estacas há opiniões válidas que vale a pena consultar, pensar sobre elas e dar uma opinião. Da discussão nasce a luz e estes problemas deviam ser discutidos por todos os Olhanenses, que têm a responsabilidade cívica de participar.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Parabéns Ana Cabecinha !

Para a Ana Cabecinha, e para o Clube Oriental de Pechão, os meus parabéns, pela ida aos jogos Olimpicos de Pequim.
Este feito de uma atleta do nosso concelho, só vem provar que temos valores e que, desde que o trabalho seja sério, os resultados aparecem.
Esse resultado deve ser aproveitado para incentivar, os jovens do concelho para a prática desportiva, e evitar que a juventude se perca noutros ambientes menos saudáveis.
Para isso a CMO devia ter mais em atenção, ao que se passa com o desporto no concelho, para evitar situações como a que recentemente aconteceu: para que alguns nadadores de Olhão (infantis), fossem aos campeonatos nacionais a Famalicão, tiveram os seus professores que suportar do deu bolso as sua deslocações, tendo obtido óptimos resultados e tempos ( primeiros e segundos lugares). Mas os maus exemplos no desporto não se ficam por aqui, ainda este ano, uma equipa de basquetebol dos escalões de formação do Ginásio Clube Olhanense a disputar uma prova nacional, viu-lhe negado em cima da hora o acesso ao autocarro da CMO para a deslocação, porque o mesmo autocarro ia fazer uma excursão a Fátima, tendo de ser os familiares dos atletas que tiveram que fazer o transporte da equipa nos seus automóveis particulares.

Tais factos não são de estranhar pois a pessoa que se encontra responsável pelo desporto no concelho, a única ligação que têm ao desporto foi a de ser presidente de um clube local e ao que sei, até essa presidência não foi nada pacifica. Olhão merecia alguém a dirigir o desporto no concelho com vistas mais amplas, tanto na área da formação como na alta competição.

terça-feira, 22 de julho de 2008

QUE BONS AMIGOS QUE NÓS TEMOS...

Há coisas que são alheias à nossa vontade. Não podemos agradar a todos e, principalmente àqueles que são alvo das nossas atenções. Mas, por muito que desagrade a certa gente continuaremos a levantar as nossas dúvidas, a criticar o que acharmos que devemos criticar. Não nos vão silenciar, mandem os virus que mandarem. Cá estaremos para voltar à carga as vezes que forem necessárias.
O ataque que nos mandaram só prova que estamos no bom caminho, que estamos incomodando alguém acomodado. As eleições vão-se aproximando e com elas virão mais ataques do mesmo género. Aos poucos, iremos criando as nossas próprias defesas e pensando em alternativas, mas não desistiremos. Cada vez que nos atacarem com estes vírus, dar-nos-ão ainda mais força para prosseguirmos na denúncia daquilo que consideramos estar errado.
Venham sempre assim meus meninos!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Rotunda da Marina quem fez a obra?

Todas as obras realizadas em estradas, são da responsabilidade das Camâras Municipais ou do Instituito das Estradas de Portugal.
A pergunta que deixo no ar é a seguinte: Quem realizou as obras da rotunda, que vai dar acesso a uma zona residencial privada que é a do marina hotel? Gostava de saber, qual o moti-
vo? Será que tal obra estava prevista no PDM? Ou fizeram a obra a pedido, para que os futuros clientes do Hotel não verem as condições em que vivem alguma das pessoas do concelho?
Em todas as obras realizadas é óbrigatorio, um cartaz a anunciar ao público quem é o dono da obra,
o técnico responsável, quanto tempo vai demorar a obra, qual o custo da mesma. Na presente obra
tal cartaz não foi afixado. Será que se quer esconder alguma coisa? Que é estranho, é!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

SONDAGENS...

Depois de uma semana carregada de hipocrisia e de embuste, lá veio uma sondagem.
A semana passada, o governo fez alarde da descida do IVA em 1% e algumas benesses em termos de IRS. Para além do IVA a 21% não ser aplicado a todos os produtos, e ainda bem, 1% não tem qualquer expressão. Quem vai fazer compras no valor de 500 euros (cem contos), a redução não vai além de 5 euros (1 conto). Embora 5 euros (1 conto) não seja de se jogar fora, numa compra de 500 euros (cem contos) ninguém vai notar a diferença. O calino do ministro da economia foi visitar um supermercado, que até tinha baixado os produtos em 1% para mostrar os benefícios que o tal 1% de descida no IVA trazia à população.
No caso do IRS, os benefícios que o governo pretende introduzir, não beneficiam 57% dos portugueses, que são aqueles que se tem que contentar com o ordenado mínimo e que como tal estão isentos do imposto. Mera demagogia.
Entretanto, uma sondagem da SIC/Rádio Renascença aponta para que 56% dos portugueses consideram que a Saúde é má ou muito má. Pudera! Com tantos encerramentos de Centros de Saúde, só podia ser. Na Educação, 38% dos protugueses considera que que esta má ou muito má. Claro que os 38% são o reflexo do abaixamento da fasquia de exigências nos exames que decorreram. Com tantas facilidades já era de esperar tamanho "sucesso". Mas será que os nossos filhos estão mesmo a aprender, que são melhores alunos? Ou será que baixando o nível de exigências estamos a permitir que os nossos filhos tenham cada vez mais dificuldade de interpretação e de raciocínio?

sexta-feira, 4 de julho de 2008

AINDA DA FUSETA...

"PARA QUE NINGUEM DIGA QUE NÃO SABE"

O Correspondente em Olhão, escrivão voluntário para o registo e expedição para os interessados das manifestações de protesto ao desempenho da Câmara de Olhão prantadas na internet.

Com a clara intenção eleitoral de pôr a mexer a actual edilidade.

Exemplo de exercício de cidadania que não se deve deixar calar a:
VOZ DO BURGEL
INTERVENÇAO CIVICA
O CENTRO SAUDE QUE FUTURO?
http://vozburguelfuseta.blogs.sapo.pt/
Notas:
1- Se tiver denuncias ou reclamações não hesite, comunique-me, que eu divulgo.
2- Se tiver um amigo ou simples conhecido que se interesse com o que se passa em Olhão, mande-me o seu email para eu lhe passar a mandar a minha correspondência. Prometo que só será para isso, jamais para publicidade comercial, prometo.
2- O "Correspondente em Olhão" não gosta de spam, esta mensagem não foi solicitada, se não quiser receber mais correspondência minha escreva para avisarolhao@gmail.com com o texto: CANCELAR

FUSETA - RECEBEMOS DA VOZ DO BURGEL

VOZ DO BURGEL
INTERVENÇAO CIVICA
O CENTRO SAUDE QUE FUTURO?
A preocupação invade a população da Fuseta, porque o seu Centro de Saúde está em risco de fechar, não para já mas a médio prazo.
Com a saída do Dr. Pina para integrar uma nova equipa de saúde, ficaram só ao serviço duas médicas, o que torna já complicado a gestão do mesmo Centro, tendo em consideração férias, doenças, simpósios e outros.
Face a estes acontecimentos e sobre pressão a Junta de Freguesia e a Câmara o que fazem, já contactaram o os serviços oficiais neste caso qual a posição do Governo (ARS Faro) sobre o Centro de Saúde se saírem mais médicos como é ? isto sim será o que a população quer saber.
Ao contrario as autoridades administrativas e algumas pessoas que têm interesses na matéria contactaram o Director do Centro de Saúde de Olhão, um quadro sem qualquer poder decisivo e que segundo as informações chegadas, se preocupou principalmente quem passaria as receitas e não com o funcionamento correcto do Centro Saúde. O acto principal médico de qualquer unidade de saúde é a consulta se não houver consultas um Centro de Saúde perde a sua principal valência de intervenção junto ao doentes.
Se o Dr.Pina tinha 1500 utentes, que foram redistribuídos pelos restantes dois médicos se havia utentes sem médico de família como vai funcionar o Centro de Saúde perante isto mal concerteza !!!!!!!!!!!.
O cidadão eleitor que também é cidadão contribuinte, pergunta aqueles que elegeu neste caso a Junta de Freguesia e Câmara Municipal se estão à espera que o Centro Saúde feche, (Na ANADIA FECHOU E ELES LUTAM) olhem que a GNR também se foi para Moncarapacho os políticos e quando falo em políticos falo na oposição que na Fuseta não existe pois está manietada os mesmos têm que ser responsabilizados; e se diz que o 25 de Abril fez-se para o bem estar do povo, os políticos acomodados não servem a comunidade.
VOZ DO BURGUEL

domingo, 29 de junho de 2008

Sócrates alvo de Brincadeira. Ou Não?

Querem fazer passar para a comunicação social, que os tiros disparados contra o pavilhão, onde Sócrates discursou, não passaram de uma brincadeira de mau gosto. Querem fazer passar a mensagem de que os políticos podem fazer tudo que a paciência de um povo não se esgota. Parece que não é bem assim e alguém pensou avisar os governantes que já começam a estar fartos de tanta politiquice anti-popular.

Não sou de modo nenhum, a favor de nenhuma forma de terrorismo, mas compreendo quem já está farto, de ver a cada dia que passa a sua vida a andar para trás, com os aumentos das taxas de juro à habitação, com o aumento quase semanal dos combustíveis e dos bens de alimentação de primeira necessidade, com o desemprego, com os serviços de saúde cada vez piores aumentando, a cada dia, as listas de espera para consultas de especialidade e de operações. Com todos esses problemas só há mesmo uma medida a seguir é: exigir a demissão deste governo anti-popular que de socialista só tem o nome.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Turismo Acessível em Olhão?

Realizou-se hoje no excelente auditório da Quinta de Marim, um colóquio sobre Turismo Acessível, onde Francisco Leal era um dos oradores, esperemos que ele não se tenha esquecido de realçar os locais que passo a descrever:
- Esgotos a correrem para a Ria Formosa, sem tratamento primário, na zona do T, na docapesca, na zona da dita Marina de Olhão, esgotos da horta da CMO; podem ainda ver uma água vermelha a sair da presumivél estação de tramento de esgotos da parte de poente.
- Barreta em estado deplorável;
- Levante em estado deplorável;
- Entradas de Olhão (nomeadamente as 4 estradas) que se encontram em estado deplorável, para quem entra na cidade;
- Contentores do lixo, que estão sempre sujos e bem há vista de todos e muitos deles bem perto de casas de comida para fora e restaurantes;
- Casas-de -banho públicas inexistentes para além das da praça;
- Caíque junto às praças, que foi feita para andar há vela e ir ao Brasil este ano, mas que devido à incúria do F.Leal vai ficar agarrada ao cais, além dos passeios a motor que esporadicamente faz pela Ria.
- Biblioteca recém-inaugurada mas sem livros.
Para verem todas estas realidades de Olhão não pagam nada: Simplesmente Fantástico! Chama-se a isto o turismo 5 estrelas como diz Francisco Leal.

Claro que Olhão não é só isto, o melhor de Olhão são as suas gentes cheias de originalidades, desde o falar até aos seus costumes, mas a isso os autarcas não têm acesso, pois eles não são povo, pensam eles que são o Jet 7 cá do burgo. Coitados que ficam abastados nas contas bancárias mas continuam pobres, pobres de espirito.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

SEMÁFOROS...

É uma vergonha o que se passa com os semáforos do cruzamento da Rua 18 de Junho com a Estrada Nacional 125. Já vai mais de uma semana que os semáfors se mantêm intermitentes, à espera que os acidentes se dêem e já se deram.
Será que é preciso morrer alguém para que a câmara se digne por em ordem aqueles semáforos? É que é só o cruzamento mais movimentado e mais perigoso de Olhão. Ao mais pequeno discuido é batida pela certa e ainda ontem lá estava uma senhora com um carrinho partido, o que também não é de estranhar.
É profundamente lamentavel que a câmara de Olhão sabendo o quão perigoso é aquele cruzamento que deixe arrastar-se a situação durante tanto tempo.
Snr Presidente, está à espera que haja mortes?

terça-feira, 24 de junho de 2008

S. João em Olhão, passado e presente!

Longe vai o tempo que os ditos Santos Populares tinham tradição em Olhão e em especial a noite de S. João.
As ruas eram enfeitadas com papel de seda das mais variadas cores, ao gosto dos respectivos moradores que faziam chouriços de papel, milhares de triângulos e balões (que se guardavam religiosamente de uns anos para os outros), foles e um sem número de decorações, que a mestria dos artistas populares inventava tentando fazer melhor que as ruas vizinhas. Nas entradas dessas ruas havia sempre um painel decorativo alusivo a um determinado tema feita com inúmeras flores também de papel.
Depois era esperar pelo povo. Não era preciso gastar dinheiro em propaganda pois já se sabia que S. João era em Olhão ou no Porto. Vinha gente de todo o Algarve pois sabia-se que o cheiro a alecrim, rosmaninho e marcela espalhados pelas calçadas de pedra se iriam misturar com o cheiro da sardinha assada (regadas pelo bom vinho caseiro dos nossos vizinhos montanheiros). As pessoas calcorreavam as inúmeras ruas enfeitadas lendo as quadras populares que afixadas nas paredes e que se perderam com o tempo.
Haviam também os mastros populares mais destinados à música e às danças. Por toda a noite se cantava e dançava, havendo pelo meio deliciosos leilões de frango em que alguns populares se envolviam em disputas, chegando muitas vezes a pagar o preço de uma capoeira. O que interessava era derrotar os adversários e comer o frango assado.
Uma tradição que não podia faltar e que toda a gente fazia questão de cumprir, era saltar a fogueira (com os respectivos ditos “fogueira de S.João1”, “fogueira de S.João2”, “fogueira de S.João3”) alimentada até altas horas com lenha recolhida pelos moradores.
A festa continuava até à hora dos mais novos e dos veteranos irem até aos hortejos vizinhos em busca da deliciosa fruta, com a desculpa de se ir à cana verde.

Infelizmente destas tradições só existem placas nas entradas de algumas ruas com o ano em que venceram ou tiveram menção honrosa, pois era este o prémio para tão árduo trabalho (mas que era feito com o gosto de verem passar nas ruas os amigos que há muito não viam).

Claro que tudo isso acontecia porque no dia a seguir era feriado municipal e ninguém trabalhava. Depois do 25 de Abril mudou-se o feriado para 18 de Junho e a seguir para 16 o que se justifica uma vez que é uma data importante para a cidade.
Foi aí que começou o fim do S. João em Olhão, até porque a autarquia ao começar a pagar o papel para enfeitar as ruas (antes os moradores pagavam entre si) começou a exigir que se utilizasse apenas as cores de Olhão. Junta-se a isto alguns actos de vandalismo (incendiaram várias vezes os enfeites das ruas) e então foi melhor e mais fácil acabar com a tradição do que com os vândalos.
Hoje temos as marchas, que têm o seu valor mas não eram uma tradição nossa.
O S. João em Olhão morreu, quem ganhou com isso foi Tavira, pois continua com um feriado no dia de S. João e as pessoas deslocam-se lá para a festa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A AGÊNCIA DO DESEMPREGO - IEFP

O sentimento mais comum ao cidadão português é o de sentir-se perante o governo mais à direita desde o 25 de Abril e que tem tido a coragem de tomar medidas que fariam Salazar corar. Faz da demagogia, da mentira e do marketing a sua forma de continuar a iludir alguns portugueses.
Socialistas e social-democratas lambe-botas, oportunistas e traidores do movimento sindical, tendo à cabeça João Proença e Arménio Pereira, bem colocados no aparelho do partido, seja do P"S" ou do PSD, aprovam toda a sorte de medidas que visam prejudicar ainda mais os trabalhadores portugueses.
É assim que o Conselho Directivo do IEFP assumiu um novo Sistema de Avaliação de Desempenho, estando a implementá-lo sem que tenha havido aprovação com os representantes dos trabalhadores.
A Avaliação de Desempenho é o instrumento que pode conduzir ao despedimento do trabalhador ao fim de duas classificações como inadequado ( em conjugação com o Estatuto Disciplinar). É com esta aplicação que os sindicatos da UGT e que já está a trazer sérios problemas aos trabalhadores.
O conselho directivo do IEFP destrói carreiras gerais ou específicas, como por exemplo, Téc. de Emprego e Téc. de Formação, Conselheiros de Orientação Profissional, Téc. Administrativos, etc, transformando os trabalhadores em "pau para toda a obra".
No fundo, são estes trabalhadores que no essencial aguentam com a formação profissional e, ao esvaziá-los de conteúdo, o IEFP mais não faz que ir destruindo a formação profissional. Os senhores do ar condicionado, carros com motorista à ordem e que nada fazem a não ser impedir que a formação funcione mantêm-se de pé. Nesses, ninguém toca!
O presidente do conselho directivo do IEFP deveria, sim, preocupar-se em dotar os centros de formação de equipamentos e material necessário ao normal funcionamento da formação. O que não faltam são centros de formação em que os trabalhadores se esforçam por fazer funcionar a formação e não conseguem trabalhar em condições porque os meios materiais não chegam.
As bolsas de formação estão em constante atraso, desmotivando os formandos, tal como os formadores que também estão com os pagamentos em atraso. Mas este tipo de coisas já não é motivo de preocupação para o o conselho directivo do IEFP. Mais parece uma manobra para levar formandos e formadores a desistirem da formação e criar condições para ir encerrando alguns centros.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Biblioteca Inaugurada

Se considerarmos que as portas abrem ao público das 13 h às 19 h e só aos dias de semana (porque na opinião sábia de Francisco Leal as pessoas aproveitam o fim de semana para ir para a praia), então a biblioteca está a funcionar.
Depois de uma visita ao edifício o que vejo na realidade, é um edifício mal restaurado, com materiais que não têm a ver com os que existiam no antigo hospital. Fizeram de um restauro um edifício novo, criando inclusive uma cave que era inexistente no hospital antigo? O dinheiro é coisa que não falta nesta autarquia, pelo menos para obras de fachada e de orçamentos duvidosos.
No que respeita à biblioteca em si, o mais importante são os livros e esses praticamente não existem, são meia dúzia de prateleiras com alguns livros velhos da antiga biblioteca.
Não compraram livros? Estão comprados e não estão inventariados? Há muita gente em Olhão que tem mais livros em casa do que a Biblioteca Municipal! Enquanto a antiga Biblioteca pertenceu à Gulbenkian o seu fundo documental era renovado periodicamente e sem falhas. A partir do momento em que a Biblioteca passou para a responsabilidade da C.M.O. (já há mais de 10 anos), raramente foram adquiridos livros novos (para não falar já de outro tipo de fundo documental).
Outra lacuna, na minha maneira de ver, é do espaço para as crianças. Acho que foi mal pensado! Não seria mais fácil e seguro criar o espaço infantil e a Ludoteca no rés-de-chão? Um espaço para crianças no 1º andar vai acarretar outras necessidades de segurança a ser pagos por nós (protecções, mais pessoal a cuidar, …).
Na cave criaram uma sala, que é uma bela sala, com galeria para exposições e auditório para 250 pessoas.


Sou de opinião que, mais uma vez, as obras da CMO são feitas ao acaso e conforme lhes dá na real gana, sem pensar nas necessidades do concelho nem em rentabilizar os espaços que já se criaram.
Neste momento Olhão tem 4 auditórios (1 junto à Escola Secundária, 1 na Quinta de Marim que é excelente, 1 no IPIMAR que é bom, 1 na Biblioteca) a caminho dos 5 (com o novo na antiga fábrica Ramires). A actividade cultural dinamizada em Olhão é tanta, que estes auditórios estiveram nos últimos anos praticamente votados ao abandono. Será que vi acontecer o mesmo com os novos?
Agora com o espaço de informática da Biblioteca, será que o espaço de informática, a funcionar na antiga Casa Pires, vai continuar alugado pela CMO e vai continuar aberto ao público? Se assim for não se percebe a politica de contenção de despesas que pedem aos cidadãos para depois o governo e as autarquias esbanjarem o nosso dinheiro a torto e a direito.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ERSE - O NOVO PAPÃO

A ERSE - Entidade Reguladora do Serviço de Energia resolveu que era altura de dar mais uma machada nos bolsos dos portugueses e, por outro lado, aumentar ainda mais os lucros, já de si, fabulosos da EDP.


Em primeiro lugar, vem com a idéia peregrina de nos pôr, a nós todos, a pagar as dívidas incobráveis dos contribuintes à EDP. Em termos práticos é assim: o Zé das Iscas não pagou a luz e, vai daí, a EDP iria cobrar-nos a todos nós o montante dessa dívida. Aparentemente é simples mas se multiplicarmos isso por todos os Zés das Iscas que vão aparecer por esse país fora que, com o decorrer da crise, irão aparecer, ainda serão uns largos milhões.


A EDP, como qualquer empresa, funciona na mira do lucro. E que lucro!!! Mas, como qualquer empresa, está sujeita às contingências do mercado. Tanto pode ter ganhos como prejuízos. Não pode ser só parte da boa viagem e se há contribuintes que não pagam, não é o povo português quem tem de pagar e, se tiver prejuízo, que feche a porta, como qualquer outra empresa. Nem mais, nem menos.


Como se não bastasse, a ERSE propõe, ainda, que os perços da energia sejam revistos de três em três meses. Na prática, o que a ERSE propõe é o aumento da energia de três em três meses.


Ora o papel da ERSE - Entidade Reguladora do Serviço de Energia, deve ser o de manter o equilíbrio e não o de defender, única e exclusivamente, a empresa que nos explora.


Perante uma actuação destas, é caso para pensar que há algo mais entre o presidente da ERSE e a EDP. Provavelmente um tacho no futuro...

OLHÃO! Poluição na Ria Formosa.

Foi ontem efectuada mais uma descarga de esgotos não tratados para as águas da Ria Formosa. Os locais foram os do costume, esgoto na zona norte da doca de pesca e esgoto do cais T, local de embarque para as ilhas.
Estes esgotos encontram-se em linhas de águas que têm origens em ribeiros. Quando chove, a autarquia desculpa-se dizendo que são águas da chuva. Pois ontem não choveu, e esses ribeiros há muito que estão secos, logo não pode servir de desculpa, o malfadado S. Pedro.
Certo é que estas saídas de esgoto despejaram para a Ria mais uma carga de veneno, e disso fomos alertados por pescadores e viveiristas. Chegados ao local constatámos que o líquido que saía desses dois esgotos era quase preto, que fazia imensa espuma amarelada e era acompanhado de excrementos humanos. O cheiro era nauseabundo e embora passasse pelo local um jipe do ICN, nem sequer se dignou parar, já tão habituados estão a essas situações.
A questão que eu coloco é: Quando é que a autarquia perde a vergonha, e em vez de fazer grandes parangonas na comunicação social, em defesa do ambiente sustentável e da Ria, resolve de uma vez por todas o problema da estação elevatória, uma vez que sempre que abrem as comportas desta estação, o esgotos vem parar directamente para a ria?
Será que estão à espera de uma queixa para Bruxelas? Não se encontram à altura de solucionar o problema, não têm verbas? Estão à espera do Polis? Terão de ser as pessoas a organizarem-se e exigir o fim da poluição para a ria, e já é tempo disso!

terça-feira, 17 de junho de 2008

FUZETA - VOZ DO BURGUEL

Recebemos da Voz do Burguel o seguinte texto:

VOZ DO BURGUEL
INTERVENÇAO CIVICA
ILHA DA FUSETA QUE FUTURO ?
A preocupação mais uma vez invade a população da Fuseta, interrogam-se as pessoas o que se passa com a nossa ILHA DA FUSETA, depois de um Inverno complicado que arrastou algumas casas, ficaram os detritos no areal (tijolos, vidros, tábuas e demais entulho), atente-se que esta situação está pertinente desde Abril, diversos eleitores legitimamente preocupados têm questionado a Junta Freguesia para proceder a uma limpeza e incluir neste esforço o Parque Natural e a Câmara Municipal, que faz a Junta às questões postas desvaloriza e pergunta-se o que já fez.
Algo vai mal neste reino da Fuseta, é necessário que elementos da população tragam a Televisão (TVI) para denunciar a incompetência das autoridades, mais dias mais tijolos, pregos, tábuas se infiltram na areia, pondo em risco os utentes normais e os turistas que vão chegar, o que esperam os eleitos para por a mão à obra.
Será caso que uma Junta que tem receitas próprias de um Parque de Campismo que orça os Quatrocentos mil (400.000) Euros não tem dinheiro para contratar homens para numa semana ou duas recolher todo o entulho para as dumas, solicitando após esta tarefa a intervenção da Câmara Municipal e Parque Natural Ria Formosa e Defesa Marítima.
A população vê com apreensão todo este não evoluir de solução, quando muitos sabemos que o Verão é uma tábua de salvação tanto para o Comercio da terra como o mercado de arrendamento que faz com que muitas pessoas vivam mais desafogadamente no Inverno.
Se esta situação não se alterar os turistas abandonarem a nossa terra é lógico que a culpa não morrerá solteira e serão responsabilizados os que por omissão não cumprirem os deveres para que foram eleitos
VOZ DO BURGUEL

O REFERENDO AO "TRATADO DE LISBOA"

José Socrates e a classe política europeia fizeram aprovar um tratado, cozinhado entre eles e à revelia dos povos que representam. Alguns países optaram por ratificar o tratado através de referendo (caso da Irlanda) e outros pelos parlamentos.
Hoje, muito dificilmente conseguiriamos viver fora da UE. Mas tal não significa que tenhamos de aceitar tudo quanto a classe política nos quer impor. Já sacrificámos demasiado em nome dessa mesma UE. A agricultura rebentou. A pesca secou. As indústrias estão cada vez mais periclitantes. As estradas, as escolas, os hospitais, tudo o que construímos com os dinheiros que vieram da UE, foram uma forma de comprar (leia-se liquidar) os nossos meios de produção.
Fomos mocinhos bem comportados e abatemos a maioria da nossa frota e mais abateríamos se houvesse autorização e dinheiro para mais abates. Com as directivas comunitárias a ditarem a liberalização dos mercados, pensou-se que irímos ter o peixe mais barato. Pura ilusão. Continuamos a pagar, bem pago, e o pescador é que vê o valor do pescado diminuído, em lota. Com a agricultura, um pouco mais do mesmo. E a pesca tal como a agricultura lá foram definhando ao longo dos anos.
Começou a concentração dos grandes capitais, os bancos fundiram-se uns com os outros, houve fusão entre petrolíferas, alianças entre seguradoras, etc. O grande capital foi-se concentrando, foi-se unindo, foi ganhando ainda mais força e foram caíndo em cima do cidadão comum, cada vez mais pequeno e cada vez mais indefeso. Os lucros do grande capital são cada vez mais escandalosos e os pequenos ficam cada vez mais asfixiados, perdendo os seus parcos haveres.
Entretanto, os políticos entraram pela via da globalização e passámos a ter texteis da China e da Índia, rebentando com a nossa industría textil. Noutros sectores de actividade tem vindo a acontecer o mesmo. Foi a deslocalização das empresas para países com mão de obra mais barata (leia-se, escrava) e com matérias primas mais baratas. Mas o desemprego foi aumentando em Portugal e por essa Europa fora. Mas, nunca são os políticos a ficarem desempregados. São sempre os que já vivem com mais dificuldades e que sempre foram trabalhadores por conta de outrém.
Uma triste constatação é de que os politícos quando deixam a actividade, ficam todos bem muito "empregados".
O "Tratado de Lisboa" é mais um ataque aos trabalhadores europeus, é mais uma forma de aumentar a exploração do trabalho. Enquanto que para os políticos europeus é fácil juntarem-se, dicutirem e fazer aplicar medidas, já aos trabalhadores se torna muito mais difícil de conseguirem arranjar formas de entendimento que consigam contrariar as políticas que os governantes vão lançando. A aprovação do horário laboral até às 65 horas semanais é um exemplo.
Os irlandese compreenderam isso e tanto assim é, que foi o referendo com maior participação, com mais de 50% da população a participar no refrendo. E disseram NÃO. Nós, portugueses, também deveríamos ter o direito a pronunciar-nos mas, também como já é normal neste país, ficou tudo pelo parlamento, onde um partido com maioria absoluta entende que o povo português não tem cabeça para pensar.
Não é o trabalhdor por conta de outrém que tem acesso a uma cadeira na administração da Mota-Engil, ou numa Brisa, ou num Banco Português de Negócios, ou numa outra qualquer empresa de grande dimensão. São os políticos que tem acesso, porque eles, ao abandonarem a política, ficam com os contactos, ficam com os "conhecimentos", ficam com o "poder" de influenciar e de conseguir os bons contratos....
NÃO ao "Tratado de Lisboa"!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

16 DE JUNHO












O 16 de Junho é a principal referência de Olhão. Ela representa a libertação do jugo francês e também da ida ao Brasil, de um caíque, levando a "boa nova".




Recordar o passado, recordar os feitos dos nossos antepassados, servir-mo-nos deles para dar à nossa juventude uma motivação maior, é uma obrigação, principalmente, por parte de quem dirige os destinos da autarquia.




Deram-nos "música". Puseram uns cantores da moda, outros nem tanto. E a maltinha lá vai cantando e rindo, com o futebol de permeio a dar-nos algumas alegrias e outras frustrações. Já há mais de trinta anos que nos vão dando música. Promessas de comemorações condignas. Qualquer coisa a condizer com a importância da data e também com o aniversário. Um bi-centenário. Mas na prática, não passou da música e pouco mais. Valeu pelo desfile com os trajes tradicionais da época.




Quanto à viagem do caíque "Bom Sucesso", ao Brasil, nem vê-la. Também já era de esperar. Não foi coisa proposta pela câmara. Partiu da APOS. As propostas dos cidadãos ou associações cívicas desta terra não tem direito a nada. Ou aceitam como se fosse da autoria do senhor presidente ou nada feito.






A APOS bem tentou arranjar patrocinadores, bem se esforçou para que o caíque navegasse. Nada. A câmara nunca esteve para aí virada. Refugiaram-se numa eventual despesa de 700.000 euros (qualquer coisa como 140.ooo contos, pelo dinheiro antigo). Para fazer deslocar aquele barco e com o esquema que estava montado (só comandante e o imediato é que ganhavam) como é que se explica uma despesa tão grande? Provavelmente alguns enfatuados da nossa praça já se estariam a imaginar no "bem bom" com todas as despesas pagas. Que ricas férias que os senhores queriam. Esfumou-se tudo.










Com a devida vénia à APOS. Um belo trabalho. Parabéns. Valeu pelo esforço. Que o "senhor presidente" e o seu séquito vejam e sintam como Olhão e as suas gentes sempre estiveram viradas para o mar, para a pesca. O cheiro do peixe incomoda sua excelência. Paciência.





sexta-feira, 13 de junho de 2008

Tratado de Lisboa?? E agora Môçe?

Tanta traição, de quem prometeu um referendo nas eleições e depois faltou à promessa. Só quero ver o que virá dizer o dito engenheiro Sócrates, sobre a votação na Irlanda.

Será que vem dizer que uma minoria de irlandeses, não devia decidir os destinos da maioria dos europeus?

Se assim for, esquece-se que foi o povo irlandês e não o seu parlamento a tomar essa decisão. A decisão por referendo, nenhum governo teve coragem de a fazer, uma vez que escolheram a votação nos seus parlamentos que lhes davam uma maior segurança de aprovação (também nos parlamentos houve quem votasse NÃO).

OBRIGADO IRLANDA!

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1332208&idCanal=11#Comentarios

quarta-feira, 11 de junho de 2008

VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA

A paralisação dos transportes de mercadorias degenerou na morte de um homem. Uma vida ceifada pela cegueira de uma classe política ao serviço do grande capital. Não será hoje que haverá acordo, não será hoje que o presidente da ANTRAM receberá o prato de lentilhas como paga por uma vida sacrificada.
A violência nunca é de aplaudir. É sempre repudiável. Mas todos nós sabemos que violência gera violência. Se antes da morte daquele homem em Alcanena já os camiões eram apedrejados, agora também são incendiados. Reprovável. Mas não deixa de ser um reflexo pela morte daquele homem como também não deixa de ser reflexo das imagens que se vêem da paralisação em Espanha. Passaram em todos os noticiários, as imagens daqueles electrodomésticos a irem ribanceira abaixo tal como durante a paralisação da pesca também vimos os espanhóis a queimarem pneus nas estradas.
É muito mau, muito mau, o que está a acontecer e não se sabe no que pode degenerar. Supermercados com prateleiras vazias, bombas sem combustíveis e vamos ver que mais virá por aí. O governo, pela boca do primeiro ministro, não está disposto a ceder. Os mais de 60% de impostos sobre os combustíveis são uma boa fonte de receita para o Estado, que não está disposto a abdicar, tornando a vida impossível a quem trabalha. Os transportes cada vez mais caros e a onerarem substancialmente os produtos de primeira necessidade. O Banco Central Europeu a aumentar a taxa de juros e os bancos portuguese encantados da vida.
Como se não bastasse, os ministros da UE aprovaram a Directiva do Tempo de Trabalho, abrindo a possibilidade de prolongar a jornada de trabalho das 48 para as 65 horas semanais. E, naturalmente, a classe política aplaude. É o trabalho escravo, somos transformados em chineses e indianos, sem tempo para os filhos, enquanto os políticos e os grandes grupos económicos engordam as suas contas. Assim, não chegamos a lado algum. Por toda a Europa a contestação vai subindo de tom, vai tomando proporções cada vez maiores. Não é só em Portugal, resta-nos como consolo. Nós até somos os mais pequenos, mas se uma França, uma Espanha e os outros países do centro europeu pegarem fogo, também saíremos chamuscados...
É, de facto, preocupante esta situação.

terça-feira, 10 de junho de 2008

UMA MORTE INDESEJADA...

Morreu um homem em Alcanena, atropelado por um colega seu. Morreu um chefe de família, um homem responsável. Mas, quem responde por essa morte?
Ontem, os portugueses tiveram oportunidade de ouvir um ministro da Argélia, país onde José Sócrates se encontrava, dizer que o problema dos combustíveis está nas taxas que os países aplicam sobre os produtos pretolíferos que no caso da Europa atinge os 75%.
Os governantes europeus, mancomunados, servem-se do petróleo para degradar as condições de vida dos povos. É através do petróleo que obtêm as maiores receitas para os diferentes estados. Mas, somos nós, cidadãos comuns que estamos a pagar a factura, uma factura que alguns de nós já não consegue pagar.
Hoje assistimos à frota do Pingo Doce sair escoltada pela guarda de choque. O grupo Jerónimo Martins tem muito peso tal como o grupo de Belmiro de Azevedo. Ainda a semana passada o Pingo Doce vendia meloa de Marrocos, mais barata que a nacional e todos nós achamos bem. Esquecemo-nos que ao estarmos a comprar esses produtos, produtos oriundos de países onde a mão de obra é extremamente barata, onde as pessoas são escravizadas ou quase escravizadas, coisa que nós censuramos. Esquecemo-nos é de que ao comprar esses produtos, estamos a contribuir para a ruína da nossa agricultura. "Enquanto forem os agricultores a ficarem arruinados e não nos tocar a nós, tudo bem". É esta nossa forma de pensar, que enquanto não bater à nossa porta está tudo bem, que deve mudar. Hoje é o vizinho do lado mas amanhã será a nossa vez.
Desde Janeiro que o governo promete à ANTRAM soluções e foi protelando, adiando, até acabar na paralisação dos transportadores. Promessas atrás de promessas mas na prática nada. E mesmo com a paralisação o primeiro ministro ainda acha que não deve ceder e a ANTRAM ainda vai na canção do bandido. Mas vai porque quer ir. Vai porque terá interesses que, provavelmente, não são os mesmo que os dos transportadores que pararam.
O presidente da ANTRAM veio causar a divisão no seio dos transportadores. É o presidente da ANTRAM que, em certa medida, deve ser responsabilizado pela morte causada. O governo, ao protelar a resolução do conflito, também não está isento de culpa e também deve ser responsabilizado pelo assassinato daquele homem. A própria GNR não está identa de culpas. Estava lá. Mas da GNR já é de esperar tudo. A GNR sempre teve um historial de repressão.
Que a morte daquele homem sirva para o presidente da ANTRAM e todos os seus associados reflectirem profundamente o que são as relações que devem manter com um governo arrogante, autoritário e tão pouco democrata.
Que aquele mártir sirva de lição!

domingo, 8 de junho de 2008

PRÓPRIO DE UM GOVERNO FASCISTA

A paralisação dos camionistas está a afectar o ministro das obras públicas e transportes. Num comunicado, o ministro apela "a uma atitude responsável e propiciadora do normal prosseguimento das negociações" por parte dos transportadores. No mesmo comunicado diz ainda "não pondo em causa os direitos de expressão e manifestação constitucionalmente garantidos" tomará "todas as medidas que se imponham como necessárias à preservação dos direitos fundamentais dos trabalhadores e dos cidadãos em geral, e não pactuará com atitudes que sejam contrárias à Constituição, à lei ou aos fundamentos do Estado de Direito".
Esta atitude não é mais do que um real ameaça do género "se pararem, enviamos-lhe a polícia de choque". Um governo que sempre tem fugido às negociações, que não toma medidas de fundo com vista à resolução dos problemas, ainda se arroga a deixar a ameaça velada de usar a força. Tanto quanto os transportadores tem dito, a paralisação não implica a falta de pagamento aos trabalhadores nem representa o impedimento dos trabalhadores comparecerem nos seus locais de trabalho e como tal, não pode ser configurado como "layoff" como o ministro pretende.
Os transportes tem implicações nos preços. Quanto mais caros forem, mais caros serão os produtos que todos nós consumimos, inclusivé os de primeira necessidade. No fundo, a luta dos transportadores, sejam patrões ou empregados, tem interesses comuns. Podem não ser todos, mas há interesses comuns a ambas as partes e, como tal, devem unir-se nesta luta.
UM SINDICATO VENDIDO
O presidente da federação dos sindicatos dos transportes e comunicações apela a que os trabalhadores denunciem os patrões. Este sindicalista tinha a obrigação de perceber que os patrões não disseram que não pagavam e que impediam os trabalhadores de comparecerem nos locais de trabalho. Estamos com os trabalhadores e achamos que todas as ilegalidades, cometidas pelo patronato, devem ser denunciadas, mas não achamos que seja esse o caso. Achamos que a luta é de todos e que só peca por um questão de timming. Deveria ser tudo ao mesmo tempo: transportadores, pesca, agricultura.
Aparentemente, a greve da pesca não era uma luta dos pescadores, Completamente errado. Na maior parte da pesca, as despesas são tiradas do "monte" (entre elas, os combustíveis) e, como tal, atingem os bolsos dos pescadores. Foi, em tudo, semelhante àquilo que os transportadores pretendem fazer agora.
Não há "cão nem gato" que não sinta as coisas a piorarem de dia para dia. Foram os professores, foram as polícias, foi na saúde, é na justiça. Havia medidas que mais tarde ou mais cedo teriam de ser tomadas mas não de forma a atingir da forma como tem atingido. A luta é contra o governo que tem tomado as medidas mais impopulares desde o 25 de Abril de 1974, que mais direitos tem retirado aos trabalhadores, que mais os tem espezinhado. A luta é contra a arrogância e prepotência deste governo autista que tem como preocupação única, engordar os cofres do estado para dar um rebuçado antes das próximas eleições...