domingo, 8 de maio de 2022

OLHÃO: SERÁ QUE...?

 Enquanto a autarquia se desmultiplica em manifestações culturais ou de outra natureza, os problemas da cidade vão-se agravando.

Tapetes de alcatrão recente todos esburacados; passeios cheios de ervas e com falta de calçada; casas devolutas e degradadas sem préstimo e a dar má imagem; caos no estacionamento e circulação automovel, nada que motive os nossos eleitos com pelouros atribuidos a não ser tentar destruir a imagem de pessoas carenciadas.

Por detrás disso, escondem-se outras realidades como actos de prepotência, de incompetência que se reflectem na vida da cidade e do concelho.

Já faz bastante tempo e nunca mais se falou na construção dos fogos a custos (des)controlados. Uma boa parte deles, está a entrar na fase de acabamentos mas a outra continua embargada com responsabilidades da câmara. É que o projecto de arquitectura ignorou a existência de uma marquise que já estava incluida no projecto de arquitectura da vivenda autorizada pela câmara, pelo que as paredes tapavam a dita marquise. Resultado: embargo!

E como é natural, os orçamentos pedidos a empreiteiros tinham em conta a totalidade da obra e não parte dela. Ficaram parados por exemplo os cofradores de madeira e os de ferragem, os pedreiros que montam paredes, os que tratam dos rebocos. Bastante gente que ficou pendurada.

Quando se faz um contrato para a construção de um imovel, as duas partes estabelecem penalidades para quem incumprir. Neste caso, o incumprimento dos prazos previstos é inteiramente da responsabilidade da autarquia, e a empresa construtora tem direito a exigir o pagamento das penalidades acordadas.

As penalidades previstas são de sete mil e quinhentos euros por cada dia de atraso, e como não se prevê a resolução do conflito para breve, o somatório das penalizações vais custar quase tanto quanto o da construção.

A irresponsabilidade dos nossos autarcas tem destas coisas! A autarquia a contas com um despesa extraordinária avultada. Só que as responsabilidades devem ser apuradas e se, como tudo indica, ela é dos autarcas (o presidente), eles devem responder solidariamente com a autarquia.

À oposição cabe questionar o executivo sobre a situação da obra e a confirmar-se o que se descreve, deve pedir-se a reversão por parte de quem autorizou indevidamente.

Um assunto a não esquecer, porque passadas as eleições, vão aproveitar para encarecer os impostos e taxas municipais para que seja o cidadão sem culpa a pagar os desvarios dos incompetentes autarcas.

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