domingo, 18 de março de 2018

OLHÃO: PASSO A PASSO, LIQUIDAM-SE OS MERCADOS!

Os mercados de Olhão, têm vindo a perder clientes e operadores, sendo visíveis toldas vazias, a redução de vendedores no exterior aos sábados e também a alteração do funcionamento de alguns estabelecimentos. Nada que incomode os donos disto, que acham natural!
Tanto quanto nos foi dado saber, por estar em idade de reforma, um comerciante de carnes verdes prepara-se para transmitir o seu estabelecimento, desde que lhe façam uma boa oferta. Nada mais natural, mas...
Quanto ao novo inquilino, desconhece-se quais as suas intenções, presumindo-se que o mesmo estabelecimento mude de ramo, o da restauração.
Todos sabemos que à medida que for diminuindo a oferta de certos serviços ou produtos, também se assistirá à redução da procura, até à completa liquidação. E se isto já não era bom, a alteração do uso dos estabelecimentos dos mercados, contemplados no Regulamento dos Mercados de Olhão, que em principio não permitia aquela alteração do, mostra também como a nova administração dos Mercados quer alterar a génese deles, virando tudo para o turismo.
Por outro lado, desde que a nova administração tomou posse que se assiste à contratação avulsa de pessoal, particularmente de fiscais. Consultado o site da Mercados de Olhão, não é possível descortinar o mapa de pessoal, e devia estar publicado, mas enfim, coisas de um Poder opaco. Consultado o portal Base do governo, também não se regista nenhuma contração, nem de pessoal nem de qualquer outra, pelo menos desde 2016, ano da ultima publicação.
Das duas uma, ou o pessoal admitido é contratado e como tal deveria estar publicado no portal Base, ou fazem integram o quadro de pessoal que deveria estar publicado no site da empresa.
Poderão alguns dizer que é uma questão menor, esquecendo que a este súbito aumento de funcionários da Mercados de Olhão,  corresponde um aumento de custos de funcionamento, que necessariamente induzirão ao aumento das taxas dos operadores, que já não estão tão bem como isso tudo.
E nem falamos da cobrança das taxas das esplanadas, que essas ficarão por conta da Policia Municipal a criar, o que poderá levar ao encerramento de muitos estabelecimentos, tal o exagero delas.
Assim, pé ante pé, passo a passo se vão liquidando os Mercados, até à sua completa conversão para fins turísticos. Depois não se queixem que não foram avisados!

sábado, 17 de março de 2018

FUZETA/MONCARAPACHO: FUNERAIS ADIADOS POR FALTA DE COVEIRO!

Desde a unificação das Freguesias de Fuzeta com Moncarapacho que os cemitérios destas duas povoações apenas têm um coveiro para a realização das cerimónias fúnebres de ambos.

Obviamente que se trata de mera redução de custos com pessoal o que neste caso se traduz numa poupança irrisória equivalente ao salário mínimo nacional.

Não há dinheiro para coveiros mas depois arranjam dinheiro para festas, romarias, contratações avulsas e outras diversões, sem o mínimo respeito pela dor, pelo sofrimento das pessoas.

Não que as famílias tenham pressa em se despedir dos seus entes queridos, mas é perceptivel que o adiamento de um funeral, arrastando por mais algum tempo, prolonga o sofrimento das famílias. 

Poderão dizer que a responsabilidade, e é da Junta de Freguesia, mas a Câmara Municipal não está isenta de culpas. Ela tem um pape importante na gestão dos problemas do concelho e este é grave, quanto baste.

Vamos lá ver se arranjam umas verbas para a contratação de um coveiro e deixam de adiar funerais por não o ter.


quinta-feira, 15 de março de 2018

RIA FORMOSA: MINISTRO TRAPALHÃO E SOVINA!

Em declarações ao jornal Sulinformação, o ministro avançou que não há dinheiro para intervenções de valor superior a 250.000, resumindo-as à recuperação de passadiços. Ver em http://www.sulinformacao.pt/2018/03/ministro-do-ambiente-testemunhou-estragos-do-temporal-no-algarve-e-ja-esta-a-pensar-na-fatura/. A excepção será a Fuzeta onde se prevê dragagens na barra, completamente assoreada, para alimentar o cordão dunar.
E se em relação á barra estamos de acordo porque há muito que devia ter sido dragada, não deixamos de verificar que não há qualquer alusão aos pescadores e aos prejuízos acumulados, mas apenas para a necessidade de repor a praia, também importante, mas...
A Praia de Fuzeta-Mar desde 2010 que não tem casas porque o vendaval nesse ano, destruiu-as todas. Mas foi preciso uma intervenção artificial para repor o cordão dunar.
No vídeo que se segue e referindo-se à Praia de Faro o trapalhão do ministro vem dizer que o cordão dunar da Praia de Faro está em optimas condições depois de demolidas as casas.
https://www.facebook.com/mvpFaro/videos/357443704760924/?t=24
Ora o ministro não sabe o que diz nem diz o que sabe. Será que alguém lhe soprou aos ouvidos o que seria conveniente dizer, apesar de se saber ser mentira?
Os ilhotes, em Olhão, onde demoliram casas não melhoraram em nada, a não ser pelo aspecto visual; o cordão dunar da Fuzeta, sem casas, foi completamente varrido; e Cacela? Ver a imagem seguinte:
Aqui também não havia casas e agora não há cordão dunar e nem Ria. Não são então as casas o mal do cordão dunar. Mas para aqui, o trapalhão e sovina ministro nem os 250.000 quer gastar, condenando uma pequena comunidade que vivia da produção de bivalves. Cacela é dos poucos pontos do Algarve que ainda conservam as suas características naturais mas que os grandes interesses turísticos querem abocanhar e destruir. Essa é a razão porque o traste do ministro se recusa a fazer qualquer intervenção. Trazer a areia para junto das arribas e criar mais uma praia urbana, tão apetecível. Canalha!
Para fazer regressar todo o cordão dunar ao seu aspecto normal será preciso muito mais do que mudar a areia da direita para a esquerda, como diz o ministro, e isso não se faz com as verbas que o sovina do ministro vem anunciar. Claro que se refugia na necessidade do visto do TC, omitindo que há intervenções de emergência que não são compatíveis com a morosidade de certos procedimentos, e de tal forma assim é que quando foi do caso do encerramento/abertura da barra da Fuzeta se passou por cima de todos eles.
O ministro nem para trapalhão tem jeito; mal abre a boca e logo diz asneiras imediatamente desmentidas.
Haja paciência para aturar tanta bandidagem!

quarta-feira, 14 de março de 2018

RIA FORMOSA: POLITICOS DE MERDA!

1 - O Jornal Barlavento "precipitou-se" e anunciou a visita de Matos Fernandes, ministro do ambiente, a Faro para segunda-feira. Mas tanto quanto sabemos aquela visita não ocorreu.
Sabemos, isso sim, que Matos Fernandes passou o dia de ontem em Olhão, dando-se ao luxo de tomar o seu cafezinho nas imediações da câmara, sem que aparecesse algum inconveniente ilhéu para incomodar, contestando as políticas definidas para a Ria Formosa.
Quando um membro do governo se desloca a uma região, todos os presidentes de câmara são informados e todos sabem antecipadamente as visitas que suas senhorias pretendem fazer. Mas no caso, parece que tal não acontece. Porquê? Por dois tipos de razão. O ministro é um cobarde que sabe o que aprontou para a Ria e não é capaz de dar a cara e enfrentar os contestatários moradores das ilhas. A outra razão é porque o Pina é uma arrivista político, um manipulador, que não quer que o ministro seja incomodado, contrastando com a sua atitude durante o governo anterior.
2 - Pina saiu esta manhã de casa com o casaco da Protecção Civil debaixo de braço. Curiosamente a Joana do Arco, durante a hora de trabalho, se é que tem horário, acampava num café na Avenida, sendo que um de um lado e o outro pelo outro abalaram os dois ao mesmo tempo.
A "representante", não se sabe como nem porquê, dos moradores e interlocutora preveligiada junto das entidades publicas, com a associação de moradores, a verdadeira representante, completamente marginalizada, serve para fazer o jogo do clã Pina, tentando salvar as suas casinhas nem que para isso tenham de defender a demolição de casas daqueles que até há uns tempos atrás eram amigos.
Uma cambada de traidores, oportunistas e arrivistas.
Qual será o golpe que estão aprontando agora?
3 - Esta tarde, em Tavira, o cobarde ministro, vai reunir com a AMAL, para bolsar mais um conjunto de mentiras ou meias verdades.
As areias da Praia do Barril emigraram para a Barra de Tavira assoreando-a, mas ainda não se vou nenhuma tomada de posição sobre o assunto, a não ser pela necessidade "urgente"   de repor a Praia porque a época balnear está a chegar. Quanto aos pescadores que esperem, que até podem passar fome, que não faz mal! É assim que pensam os medíocres governantes que temos.
4 - E como se trata de uma reunião da AMAL, esperemos que o assunto de Cacela não seja esquecido. Bem sabemos que a câmara de Vila Real é PSD, e que o ministro já demonstrou ter pouca vontade de dialogar com opositores, como estes não tivessem sido eleitos democraticamente e representassem, nem sempre bem, as populações locais.
Em Cacela já não há Ria! E duas são as opções colocadas pela administração publica: ou Ria ou Turismo!
O problema de Cacela tem de ser olhado do ponto de vista do ambiente, mas também do económico e social. A completa destruição da Ria, acabou com os viveiros de bivalves ali existentes, continuando a ser cobradas taxas de Domínio Hídrico, apesar de estarem impedidos do exercício da actividade. Política criminosa!
A reposição do cordão dunar e a sua protecção com recurso a recifes artificiais multi funcionais é a solução que mais estabilidade pode assegurar à Península de Cacela, que deverá ser acompanhada da abertura da Barra do Lacem, o seu ponto de origem.
5 - Devemos também lembrar ao chico-esperto Pina que há nove anos que estão depositados no fundo da Barra da Armona, os tubos e suportes dos tubos de esgotos e agua, e que já é tempo de abrir um rasgo no fundo e enterrar aquilo, sob pena do completo assoreamento desta Barra.
Não podemos deixar de lembrar a situação da Barra da Fuzeta, que também pertence ao conselho de Olhão. Não se pode apenas pensar no turismo. e há que criar as condições para o desenvolvimento de todas as actividades tradicionais da Ria.
Ministro, oiça quem tem de ouvir e não arranje interlocutores que nada representam. Deixe-se de merdas.
O resto é política de merda, que não serve as populações da Ria Formosa!

terça-feira, 13 de março de 2018

RIA FORMOSA: ESTADO DESTRUIDOR!

No passado sábado, o presidente da republica das bananas, desceu até ao reino de Marrocos-Norte, para se inteirar do grau de destruição do Félix, mas também da omissão das entidades publicas com poder de decisão sobre as praias algarvias, conforme nos conta o Postal em http://www.postal.pt/2018/03/steven-piedade-sensibiliza-presidente-da-republica-intervencao-urgente-na-praia-faro/.
Alguns fanáticos ambientalistas logo se apressaram a berrarem que qualquer intervenção nas praias algarvias seria um acto anti-natureza. Os mesmos que nem um gemido soltam com o défice de areias na costa portuguesa.
A principal fonte de alimentação de areias da costa portuguesa, eram os rios selvagens, agora "tapados" por barragens que impedem a chegada das areias à costa. Mas também os molhes e esporões colocados ao longo de toda a costa. E ainda que percebamos que por razões de algum interesse publico, de navegação ou comercial, aquelas obras tivessem de ser realizadas, também entendemos que deveriam ser acompanhadas ao pagamento de medidas compensatórias pelo défice de areias e as suas consequências.
É evidente que contra uma catástrofe natural pouco ou nada se pode fazer, mas podem tomar-se medidas preventivas que minimizem o efeito daquelas. Com o novo conhecimento, é possível alterar um pouco os efeitos nocivos das intempéries, gastando menos dinheiro.
Em 2011, demos a conhecer a algum publico presente, uma solução que não sendo nossa, adoptámos por vermos nela a possibilidade de evitar males maiores. Estamos a falar dos recifes multi funcionais em mangas de geo-têxteis. E de tal forma assim foi, que em Janeiro de 2015, ainda estava no poder o Passos Coelho, publicávamos o texto que pode ser lido em http://olhaolivre.blogspot.pt/2015/01/ria-formosa-mina-maltratada.html, e onde era feita a apresentação de um publicação da Revista da Ordem dos Engenheiros, a Ingemnium. Ali se pode ver como há um modelo cientifico para a colocação dos tais recifes que alteram a energia das ondas, fazendo-as rebentar na massa de agua e espraiando-as na costa, fazendo com que aumente as praias tanto em altura como em largura.
Também se mostra como o mesmo tipo de mangas podem utilizadas para reforço do cordão dunar, enchendo-as e cobrindo-as com dragados e posteriormente plantada vegetação autóctone.
Acreditamos que muitas das pessoas não falam nisto por desconhecimento, apostando em pedir intervenções constantes quando afinal é possível resolver o problema de forma mais simples e duradoura.
Devemos dizer que este tipo de intervenção, segundo dados de monitorizações feitas onde foram realizadas, permite o crescimento das praias entre os 2,6 e os 7,4 metros/ano. E é uma prática muito corrente do que aquilo que se possa pensar, já que é utilizada em muitos sítios para a criação de ondas para o surf.
Mais, dada a natureza dos sacos, com as algas a agarrar-se, eles acabam por se tornar em autênticos bancos de biodiversidade, onde os peixes vão procurar abrigo e alimento.
Praia de Faro, Ilha da Culatra, Armona, Barril ou Península de Cacela bem podiam ser objecto de intervenções deste tipo com muitas vantagens. Assim haja vontade política de construir em lugar de destruir.

segunda-feira, 12 de março de 2018

RIA FORMOSA: FOI O FELIX E VEM A GESSICA E O MATOS FERNANDES!

1 - Segundo o Barlavento, em http://barlavento.pt/destaque/faro-agradece-visita-de-marcelo-e-recebe-amanha-ana-pinho-e-joao-pedro-matos-fernandes, o ministro do ambiente desloca-se a Faro, não sabemos se mandar destruir todo o Algarve ou se para apenas se informar do que se passa na Praia de Faro.
A Ilha da Culatra também pertence a Faro e os estragos causados nas suas praias é assinalável, com a destruição do cordão dunar e a merecer uma intervenção de emergência, que nunca deverá ser a definitiva, mas antes um remendo. Na ilha da Culatra e em todas as outras.
Por agora, o que se exige é um remendo, para depois pensar e mais tarde agir por forma a estabilizar as praias do Algarve, que não só as das ilhas barreira.
Curiosamente já vieram uns fundamentalistas do ambiente apelar a que se deixa a natureza trabalhar, destruindo o que resta das ilhas, esquecendo que foi a artificialização de toda a linha de costa que estão na origem da fragilidade das praias. Para estes senhores que acham que se deve deixar a natureza trabalhar, é bom lembrar que de acordo com o fundamentalismo patenteado, ainda hoje viveríamos em palhotas e nem metade da construção haveria. Porque nunca se pronunciaram quando os patos bravos ocuparam todo o litoral, construindo onde não deviam e muitas vezes nem podiam? Onde paravam estes senhores quando deixaram construir molhes e esporões que não deixam as areias circular?
Mas com a visita de Matos Fernandes é de pasmar como é que os moradores das ilhas não o vão procurar e saber como pensa actuar no caso das demolições programadas mas mal explicadas?
2 - Agora que se foi o Félix já se anuncia a chegada de nova tempestade, a sua prima Gessica e com ela novos riscos.

 O Félix deixou a sua marca no telhado do Pavilhão Municipal de Olhão, e não só. Como se vê na imagem as telhas de lata, como a lata do presidente da câmara, ameaçam soltar-se se não houver uma intervenção urgente e que as retire antes da chegada da prima Gessica. É que se o vento pegar naquela latoaria e a levantar no ar, pode tornar-se muito perigoso, podendo atingir pessoas, carros ou os apartamentos em frente.
Não basta o presidente apresentar-se perante as câmaras a lamentar-se e fazer de herói como o fez em situações anteriores, e negligenciar a situação da cobertura do Pavilhão Municipal.
Aquilo é um autentico perigo e as imagens falam por si.
Depois do Félix vêm os destruidores Matos Fernandes e a Gessica!

sábado, 10 de março de 2018

RIA FORMOSA: DRAGA DESAPARECIDA, DRAGA ACHADA!

Há dois dias atrás, alertámos para o possivel o desaparecimento de uma draga de oitenta metros que havia naufragado na Barra da Armona, em Olhão. A draga estava "desaparecida" faz hoje oito dias e ninguém dizia o que se passava.
A situação era tão estranha quanto absurda. Durante a operação, ou tentativa, de resgate da draga, a comunicação social, diariamente, por encomenda ou não, dizia de sua justiça. De repente calou-se!
Com o vendaval do fim de semana passado, a draga deslocalizou-se para aguas mais profundas, e ficou completamente submersa, razão porque logo surgiram rumores sobre o seu misterioso "desaparecimento".
Entendemos nós, que a partir do momento em que um objecto daquela dimensão se deslocaliza, a autoridade marítima tinha a obrigação de emitir um aviso à navegação e divulga-lo o máximo possível junto das comunidades piscatórias locais, pelo risco que podia representar.
Mas só no passado dia 6, é que a autoridade marítima emite o aviso, que reproduzimos na imagem acima, de fraquíssima divulgação e do qual a maioria das pessoas não tem conhecimento. E a sua tímida divulgação só surge depois de o temos denunciado!
Afinal a draga não havia desaparecido, apenas mudou de casa (sitio) e agora é dada como achada!
E como se pode ver no comunicado continua sem qualquer sinalização, apesar de constituir risco para quem ouse navegar na zona. E tanto assim é que a autoridade marítima o desaconselha e recomenda mesmo que seja respeitado um perímetro de segurança com 500 metros de raio.
A autoridade marítima tão ágil a perseguir pescadores e mariscadores e depois tão lenta a reagir a situações de risco, quando quase todos os dias mandam noticias das suas "grandiosas" acções de apreensão de ganchorras de pé, de marisco, de cavalos marinhos entre outras coisas. De facto a vida humana para esta gente tem menos valor que os pequenos delitos que alguns cometem, só que a necessidade de visibilidade, de notoriedade e a vaidade faz com que se divulguem uns aspectos e escamoteiem outros.
Bom mas pelo menos, parece que sabem em que "casa" mora a draga!

sexta-feira, 9 de março de 2018

RIA FORMOSA: QUE FUTURO PARA A PRODUÇÃO DE BIVALVES?

Ontem à noite houve uma reunião de alguns produtores de ameijoa com representantes do IPMA, porque estão a ser obrigados a retirar as protecções dos viveiros como pneus, caixas de plástico ou pedras, sob pena de as licenças virem a ser retiradas.´
Temos de admitir que alguns destes materiais podem ser perigosos para as espécies marinhas e para algumas aves, caso em que incluem os plásticos. Mas de plástico são feitos os sacos das ostras e quanto a esses dizem as autoridades que é permitido.
Já faz lembrar aquela proibição em que os barcos a motor dos mariscadores não podem navegar nos canais ou esteiros mas depois as marítimo-turísticas podem. Os primeiros "perturbam" as aves mas os segundos não! Quem acredita nisto?
Mas não se pense que estamos perante um acto isolado. O que está na forja é mesmo a preparação do fim dos viveiros de ameijoa e a sua substituição pelos de ostras. E nesse aspecto temos o grande beneficiário vai ser o nosso "amigo" em presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Pina, o tal que ocupa de forma ilegítima uma área de terrenos baldios, onde os mariscadores apanhavam a ameijoa de semente.
Para aqueles que acreditam na bondade do Poder político, as ligações entre os campeões da trapaça política regional com a nacional é mais que muita. A ministra do mar é amiga pessoal do Luís Gomes, ex-presidente da câmara municipal de Vila Real de santo António, agora consultor da de Olhão.
A melhor forma de correr com os produtores de ameijoa, é arranjando um Plano onde sejam definidas as regras que se pretendem implementar, para a satisfação de algumas clientelas, as das ostras. É assim que Ana Paula Vitorino encarrega a DGRM e o IPMA de elaborarem o estudo para o ordenamento das actividades nas zonas estuarinas/lagunares, na qual se inclui a Ria Formosa, como se pode ler em https://www.dn.pt/lusa/interior/governo-da-90-dias-a-dgrm-para-plano-para-a-aquicultura-em-aguas-de-transicao-9119976.HTML.
Dizem os cretinos políticos que as políticas publicas se devem fazer para as pessoas e com as pessoas, mas o que fazem é precisamente o contrário. Em lugar de começar por falar com os produtores, sejam de ostras ou de ameijoas, numa audição onde todos se possam pronunciar, a ministra resolve ultrapassar esse inconveniente, deixando para uma segunda fase, não uma audição, mas uma consulta publica por escrito, onde muito poucos estarão em condições de participar.
A Ria Formosa tem uma vasta área, sendo possível criar zonas especificas para a produção de cada uma das espécies sem o inconveniente da competição entre elas, onde as mais frágeis, a ameijoa, sucumbirão, mal se percebendo porque se faz tudo nas costas de quem sempre viveu de e na Ria, em detrimento de gente que nunca soube o que era trabalhar no sapal.
Não duvidem de que a DGRM vai mesmo cassar as licenças dos viveiros que não cumprirem com as condições impostas, para depois entregar esses terrenos ao elemento estranho, forasteiro!
Os viveiristas terão de organizar-se e unir esforços para lutarem contra a ditadura da DGRM se quiserem sobreviver na actividade. Se não se juntarem, se se mantiverem divididos, todos cairão e perderão os seus viveiros. É só uma questão de tempo!
Lutem!


quinta-feira, 8 de março de 2018

RIA FORMOSA: DRAGA DESAPARECIDA!

1 - Costuma o Povo dizer que deus escreve direito por linhas tortas mas há coisas que dá que pensar.
Há cerca de dois meses atrás que a draga que vemos na imagem, estava a operar na barra da Armona retirando areias para as depositar na Praia do Barril, quando naufragou, como se pode ler em http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/acidente-de-trabalho-faz-quatro-feridos-na-barra-da-armona?ref=Geral_DestaquesHP_web-summit. Depois de várias peripécias que envolveram a tentativa de recuperação, eis que a draga desapareceu, mas desta vez não há ninguém a pronunciar-se sobre o seu paradeiro, sendo muito provável que esteja no mesmo local mas coberta de areia.
Nem os donos nem os operadores da draga têm culpa, porque meros executantes, mas já não podemos dizer o mesmo dos mandantes, tendo sido escrito por linhas direitas o que aconteceu.
2 - As areias entretanto retiradas e depositadas na Praia do Barril, com o vendaval, já desapareceram e deslocalizaram-se para a Barra de Tavira que pode agora ser atravessada com agua pelo peito, complicando a vida dos pescadores dos núcleos de Sª Luzia, Tavira e Cabanas.
Se o Ministério do Ambiente, entidade tutelar do Polis, entende ser urgente as intervenções nas praias, perguntamos o que fazer quanto à situação dos pescadores e de todos aqueles que precisam das barras em condições de navegabilidade.
As barras da Armona, em Olhão, a da Fuzeta e agora a de Tavira todas elas necessitam de uma intervenção profunda e de futuro, intervenção há muito requerida mas às quais os governos fazem-se de moucos, ignorando a importância para a pesca.
Ou será que o que querem mesmo, é acabar com a pesca? Vejamos a situação da Barra da Armona, em que as traineiras são obrigadas a fazer mais doze milhas para ir e regressar do mar de pesca. Quanto custa isso? Qual o impacto para a pesca? E para a qualidade da agua na laguna?
Na Fuzeta, aquele "cemitério" apenas aguarda que aconteça alguma desgraça, com os pescadores desesperados com a falta de ganhos e impedidos de se fazerem ao mar. Qual o impacto económico e social do assoreamento da Barra da Fuzeta'
Na Barra de Tavira nem vale a pena falar, porque são cerca de cinco as comunidades piscatórias que a utilizam  e que agora veem a sua veda dificultada.
Para este tipo de intervenções não há verbas nem estudos, porque a canalha que nos governa pensam que os pescadores são feios, porcos e maus devendo ser afastados dos turistas.
3 - Entretanto os mandantes da Polis já vieram a terreiro com algumas mentiras, tentando diminuir o impacto da sua incompetência se não mesmo das reais intenções em torno da Ria Formosa..
Assim, vieram alegar que foi por causa do vendaval que não se concluiu a intervenção prevista na Praia do Barril, quando na verdade ela se deveu única e exclusivamente ao naufrágio da draga.
Também vieram afirmar que havia sido o mar que abriu a barra de Cacela quando ela foi aberta com as retro escavadoras da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. 
Aquilo a que assistimos é apenas do interesse turístico. Sem areia nas praias, não há turismo mas com areia nas barras também não há peixe!
Curiosamente, o sector turístico predominante, é do tipo sazonal, estando a Segurança Social a "subsidiar" aquela actividade na época baixa, subsídios esses que não são extensíveis aos pescadores, obrigados a parar por imposição das entidades publicas. Discrepâncias das governações!
E já nem falamos dos efeitos negativos do excesso de turismo para as populações da Ria Formosa. O nosso modelo económico assenta na lei de oferta/procura e as populações locais são penalizadas com a procura, vendo os preços a subirem de tal forma que não têm capacidade de consumo.
Que rico desenvolvimento!
4 - Porque a draga desapareceu e, para os mandantes, é urgente resolver o problema das praias, eis que já aí está uma outra, desta vez espanhola!
E as barras? Nada!
Draga, procura-se! 

quarta-feira, 7 de março de 2018

RIA FORMOSA À BEIRA DO COLAPSO!

A imagem acima foi retirada da pagina de Arlindo Moleiro no facebook.
Em Março de 2010 o mar abriu uma nova barra na Fuzeta e foi por forte pressão dos autarcas que ela foi encerrada e deslocalizada, apesar do geólogo da Administração da Região Hidrográfica do Algarve recomendar a sua manutenção.
A barra aberta pelo mar naquela altura ficava mesmo em frente de uns prédios construídos de forma muito duvidosa, mas autorizados pela Câmara Municipal de Olhão, a razão das pressões autárquicas.
Logo na altura, os pescadores da Fuzeta se pronunciaram contra a deslocalização da barra mas nada demoveu o governo de Sócrates, embora o essencial dos objectivos declarados para aquela zona de praia estarem cumpridos; o mar substitui-se ao camartelo, satisfazendo interesses mesquinhos de ciúmes contra quem tinha lá casa.
Passados oito anos, estamos em vias de assistir a nova abertura caso não haja uma intervenção urgente, do que duvidamos face às condições climatéricas que se preveem para os próximos dias.
Na imagem pode ver-se como está o fragilizado cordão dunar na zona da Fuzeta, e tal como o fotografo de serviço, deixamos um alerta para o perigo que espreita quem se atrever a andar por aquelas paragens.
Com algumas diferenças mas com muitas semelhanças, o cordão dunar da Ria Formosa apresenta situações destas. O vendaval anunciado pode provocar o galgamento oceânico e espraiar as areias pela Ria.
Enquanto isso, a barra da Fuzeta alargou mas areias ainda assorearam mais a barra, criando dificuldades adicionais a quem dela depende para governar a vida.
Sabemos também que o presidente dos Serviços Desconcentrados da Agência Portuguesa do Ambiente, sobrevoou a costa algarvia, monitorizando-a.
A actual situação do cordão dunar da Ria Formosa deve muito à omissão por parte dos organismos que o tutelam, porque apesar de avisados e confrontados nada fizeram para evitar o que vem acontecendo.
Justificam este desastre com o vendaval que varreu a costa portuguesa, esquecendo que se tivessem tomado as medidas de defesa e combate à erosão costeira, o impacto do vendaval em todas as zonas de praia seria bem menor.
Nos próximos dias já se saberá se o mar abre ou não uma nova barra, mas ficará a duvida se o actual presidente da Câmara Municipal de Olhão tomará a mesma atitude do seu antecessor, exercendo pressão para contrariar a natureza.
Certo é que a Ria Formosa está toda ela em risco, de fora para dentro!
O algodão não engana, pois não? Aí o têm!

terça-feira, 6 de março de 2018

RIA FORMOSA EM RISCO TOTAL!

A imagem de cima foi retirada da pagina no facebook de Filipe de la Palma.
Nós encaramos a Ria Formosa no seu todo e tudo aquilo que a pode afectar pode e deve ser denunciado, seja fruto da poluição, das demolições ou da erosão das praias, e ao longo dos anos temos vindo a fazê-lo.
Infelizmente tal evento não mereceu da parte da generalidade da população da Ria  a atenção, apesar da divulgação e da importância dos assuntos ali tratados e que a quase todos afectava.
Nos últimos dias, a Ria Formosa tem sido fustigada por fortes vendavais que põe em risco não apenas as casas ou pessoas mas até as próprias ilhas, podendo a qualquer momento ocorrer mais galgamentos.
Naquela altura foi denunciada a fraca qualidade das intervenções da Sociedade Polis porque elas se assemelhavam mais a uma operação de cosmética do que um Plano de Requalificação e Valorização da Ria. A maioria do dinheiro gasto reportam-se a intervenções nos espaços ribeirinhos mas o pouco que gastaram naquilo que realmente era imprescindível para a Ria deixou muito a desejar.
Nessa altura foi apresentada como solução para a defesa do cordão dunar, a criação de recifes artificiais multi funcionais em mangas de geo-têxteis, colocados a uma distância de 200 a 300 metros da linha de costa, e que visavam a alteração da energia das ondas, obrigando-as a rebentar no plano de agua. Uma tal medida permitia o crescimento natural das praias, à razão de 2,6 a 7 metros por ano. Não se trata de uma invenção, já que se trata de algo que já é praticado noutros países para provocar ondas para a prática do surf.
A esse propósito, a engenheira Valentina Calixto, à época presidente da ARH e por inerência do cargo também presidente da Polis, em resposta à Ministra Cristas, admitia ponderar tal solução, mas nada foi feito.
Logo naquela altura, e durante a audição de 2011, foi denunciado o perigo a que estava submetida a povoação de Cacela-Igreja caso a agua chegasse à base da arriba, de arenito,  podendo provocar o seu desmoronamento, arrastando o Forte, a Igreja e até o Cemitério. E o deputado relator nada fez para evitar essa possibilidade, porque o objectivo se concentrava na demolição de casas nas ilhas barreira.
Entretanto passaram-se sete anos, e já este ano, quando questionado através do Parlamento, o actual Ministro do Faz de Conta Ambiental, veio dizer que não tinha nenhuma intervenção prevista para Cacela. Só que com o recente vendaval, a arriba do lado nascente do Forte ruiu, como se pode ver na imagem, pondo-o em risco iminente de derrocada que a acontecer poderá arrastar a Igreja, também.
Podíamos ainda referir outras situações mas deixamos para novo texto. Para já, o mínimo que se pede é uma rápida intervenção que estabilize a arriba de Cacela, acompanhada de dragagens naquela parte da Ria com repulsão dos sedimentos e refazer a dita Península.
Ou só há dinheiro para destruir? O que é prioritário?

segunda-feira, 5 de março de 2018

RIA FORMOSA: MAIS UMA TRETA SOBRE AS ETAR PARA CONTINUAR A POLUIR!

Segundo o Sul-informação, http://www.sulinformacao.pt/2018/03/reutilizacao-da-agua-tratada-nas-novas-etar-do-algarve-vai-mesmo-avancar/, o secretário de estado do ambiente veio ao Algarve passar mais uma falsa ideia do combate à poluição na Ria Formosa, pensando que engana tudo e todos.
Antes de entrarmos na analise das declarações do dito cujo, lembramos que durante o consolado de Passos Coelho sempre que algum membro do governo se deslocava ao Algarve, logo os chamados ilhéus compareciam a contestar as demolições nas ilhas barreira. Para isso tinham no presidente da câmara Municipal de Olhão a fonte informador aonde se deslocava o ilustre visitante. Como agora o governo é do seu partido e porque não convém movimentos de contestação, a visita de membros do governo passou a ser escondida. Bom, a casa da família Pina está salva e já não é preciso contestar!
Mas aquilo que nos traz hoje aqui é o facto do secretario de estado do ambiente afirmar que vai reutilizar as aguas das ETAR, mas apenas as da Companheira e a de Faro/Olhão.
Há anos que nós vimos reclamando pela reutilização das aguas residuais, tantos que o actual secretário de estado nem sequer era o presidente da poluidora Aguas do Algarve. Ainda assim, mais vale tarde que nunca!
A presente tomada de decisão não acontece por acaso, embora fique muito aquém do desejado. Ela deve-se ao facto de estar em curso um processo que pretende que a Ria Formosa, seja classificada como ZONA SENSÍVEL SUJEITA A EUTROFIZAÇÃO. Classificação que a ser alcançada, obrigará à remoção do fosforo, um processo dispendioso que o Poder político não quer resolver.
Dirão alguns dos costumeiros amigos do actual governo que nós nunca estamos satisfeitos, criticando por ter e não ter cão! Mas temos as nossas razões!
É que se as restantes ETAR da Ria Formosa e os esgotos directos se mantiverem, a reutilização das aguas residuais da nova ETAR serão bem vindas, mas insuficientes para permitir a regeneração dos fundos e das aguas.
Daqui desafiamos o secretário de estado e aos seus defensores, a procederem a uma colheita de aguas das ETAR Nascente de Olhão ou de Faro Noroeste e que a deixem decantar durante quinze dias para verem na quantidade de lixo em que as aguas da colheita se transformam. A partir daí, que cada um ajuíze dos efeitos das descargas de aguas residuais na Ria Formosa, por melhor tratadas que sejam.
Atenção que as ETAR de Olhão Nascente e Faro Noroeste são apontadas como de grande qualidade. Uma mentira!
A figura do secretário de estado é a de um cretino ingénuo que acredita nas mentiras que diz, bastando para isso verificar a taxa de reutilização das aguas residuais que pretende alcançar, limitando-se a um valor residual, quando a meta deveria ser muito mais ambiciosa, particularmente em meios estuarinos ou lagunares, onde se exige a meta dos 100% de reutilização.
Já agora porque o secretario de estado julga que engana tudo e todos, devemos dizer que o volume de aguas residuais da nova ETAR Faro/Olhão permitia a rega de menos de mil hectares de cultura arvense, deixando de fora as horticulas, verdes como ele lhes chama.
Resta-nos a satisfação dos muitos anos de denuncia por nós feitas, da poluição e da reutilização das aguas residuais ser finalmente reconhecida. Mas porque somos exigentes queremos mais, o fim das descargas das ETAR e dos esgotos directos em toda a Ria Formosa.

domingo, 4 de março de 2018

ALGARVE: SAÚDE EM RISCO!

Foi noticia durante a semana que passou, mas que apesar do atraso, nos leva a tecer alguns comentários, sobre o péssimo estado da saúde no Algarve.
Segundo o jornal Publico, ver em https://www.publico.pt/2018/02/28/local/noticia/directores-do-hospital-injusticados-demitemse-por-falta-de-meios-1804824, três directores de serviço bateram com a porta como forma de protesto pelas condições de trabalho a que estão submetidos no Centro Hospitalar do Algarve.
Esta situação desde há muito que tem vindo a ser denunciada não só pelos médicos como pelos enfermeiros mas não tem obtido o feedeback da governação, não só pela falta daquelas condições mas também pelas consequências daí resultantes.
Para além da solidariedade que os trabalhadores do Hospital de Faro merecem na sua luta por melhores condições temos também de ver o problema pelo lado dos doentes, a razão de ser do Serviço Nacional de Saúde.
Ao longo dos anos que os doentes que precisam de acorrer ao SNS têm vindo a perder direitos, seja na cobrança das taxas moderadoras, na comparticipação dos medicamentos ou na marcação de consultas muito para alem dos prazos impostos por Lei.
A falta de pessoal a todos os níveis não está dissociado das infecções hospitalares, cada vez mais frequentes. A pressão no atendimento aos doentes, por vezes, leva ao descurar dos procedimentos de assepsia que estão na maioria dos casos associados àquelas infecções. Procedimentos como desinfectar as mãos, a mudança de luvas e outros fazem parte do rol dessas situações.
Embora tentem omitir as causas de certas mortes registadas no Hospital de Faro, a verdade é que cada vez se ouve mais dizer que fulano tal morreu por uma bactéria, ou seja o doente vai ao hospital para se tratar de uma doença ou uma pequena fractura e acaba por morrer por uma doença cuja responsabilidade é do mau funcionamento do Hospital, particularmente das péssimas condições de trabalho.
Vergonhosamente, nesta Republica das Bananas, um atrasado mental com um cartão partidário tem direito a ser assessor ou ser contratado como consultor, levando uma vida sem stresses e ganhando muito mais que um médico ou enfermeiro que estão no seu posto de trabalho para salvar vidas. Da inutilidade de uns à extrema necessidade de outros, com esbanjamento de dinheiros públicos por uns e à mingua para outros assim vamos vivendo neste "paraíso" de podridão.
Não se pense que a tomada de posição dos médicos ou dos enfermeiros por si só resulta em algum beneficio para os doentes, É preciso que todos nós tenhamos consciência que devemos também encetar formas de luta, fazer a pressão que for necessária, para que as denuncias dos médicos e enfermeiros não caiam em saco roto.
POR UM SNS AO SERVIÇO DO POVO!

sábado, 3 de março de 2018

RIA FORMOSA: VAMOS À LUTA!

Nada acontece por mero acaso no que toca às decisões políticas. Se alguém acreditou que a Polis estava de boa fé ao levar mês e meio para tomar a posse administrativa das casas nos núcleos do Farol e dos Hangares, desengane-se!
Para quem acompanha estas coisas, sabe que em Março e Setembro se dão os equinócios e com eles vêm as maiores marés do ano. Sabem também que é no mês de Março que se conjugam as piores condições climatéricas para as ilhas barreira, ao coincidir o preia-mar com situações de vendaval. Ao fixar a data das demolições para o final de Fevereiro, todos as entidades publicas envolvidas, sabiam que durante o equinócio poderia, como veio a acontecer, aquela conjugação, substituindo-se o mar ao camartelo demolidor.
Pelo meio, o criminoso ministro do ambiente, ao ser questionado na comissão parlamentar de ambiente, dizia que iria estar atento a novas situações de risco, preparando o terreno para nova fase de demolições. E a verdade é que o mar entrou pela ilha adentro e as autoridades registaram as imagens, estando agora em condições de redesenhar a segunda fase. Portanto aqueles que se julgam a salvo da violência demolidora de um Estado de má fé que se cuidem; ou lutam ou também irão na virada.
Mas há questões que só ao de leve têm sido afloradas, para evitar melindres políticos, esquecendo que só a verdade é revolucionária.
Ao mesmo tempo que os principais partidos, PS e PSD, manifestam a sua sanha demolidora contra os pé rapados das ilhas barreira, omitem premeditadamente crimes praticados por pessoas com responsabilidades naqueles partidos.
Assim, David Santos, líder da distrital laranja, construiu um prédio de cinco pisos na Praia de Faro. É certo que aquela área foi desafectada do Domínio Publico Marítimo e concessionada à Câmara Municipal de Faro, constituindo na mesma Servidão Administrativa, pelo que seria exigível um Titulo de Utilização que não foi emitido, estando por isso ilegal.
Do lado do PS, Luís Coelho, ex-presidente da Câmara Municipal de Faro e membro destacado da estrutura socialista no Algarve construiu um empreendimento em terrenos que são do Estado, estão em Domínio Publico marítimo e sem qualquer Titulo de Utilização, estando também ilegal.
Reparem os nossos leitores que pelo facto de estes cavalheiros terem obtido uma autorização indevida das câmaras municipais, não significa que as construções estejam legais, já que tinham de estar munidos previamente de um titulo de utilização.
E porque temos sido governados por duas famílias político-corruptas, foi dada a oportunidade de regularizar as situações através da emissão de um titulo de utilização para situações não tituladas, que nem assim requereram.
Ora essas construções estão tão ilegais quanto as casas nas ilhas, o que retira toda a moral ao poder executivo para ordenar o processo de demolições em curso. Nem moral, nem jurídica, já que a Constituição da Republica Portuguesa e o Código de Procedimento Administrativo asseguram a igualdade de tratamento da administração para com o cidadão, o que não tem acontecido.
Infelizmente um bando de oportunistas que não conseguem despir as camisolas partidárias, tem vindo a omitir a violação da Constituição, para não melindrar os seus pares.
Aos moradores das ilhas barreira não lhes resta outra alternativa senão lutar por todos os meios contra as manobras político partidárias, sob pena de a breve prazo verem também eles as suas casas demolidas, sem dó nem piedade.
Felizmente ainda há quem resista e queira lutar, mas precisam do apoio de todos e não se pense que o que está em causa sejam apenas as casas mas toda a Ria Formosa, já que o vendaval veio pôr a nu a fragilidade de todo o cordão dunar. Farol e Hangares precisam, mas também Cacela e Faro precisam que seja definida, ainda que tardiamente. uma política de defesa e combate à erosão costeira.
LUTAR! LUTAR ATÉ AO FIM! 
  

sexta-feira, 2 de março de 2018

RIA FORMOSA: MINISTRO DO AMBIENTE, DEMITA-SE!

https://www.msn.com/pt-pt/noticias/meteorologia/ondas-de-12-metros-destroem-restaurantes-em-portim%c3%a3o-e-pousada-em-faro/vi-BBJMP9i?ocid=spartandhp
O ministro do ambiente, João Matos Fernandes, se tivesse vergonha na cara demitia-se, porque tem muitas culpas no cartório do estado do ambiente no nosso País.
Foi este desastre de ministro que ao serviço de uma empresa, tratou dos estudos prévios para a elaboração do malfadado POOC. Aqui devemos dizer que estes planos de ordenamento são a responsabilidade apenas de um ministro mas de todo um governo, já que são aprovados por Resolução do Conselho de Ministros, no caso ao tempo em que o primeiro ministro era Sócrates.
Este foi o ministro que em relação ao Rio Tejo mostrou não ter preocupação com as empresas poluidoras, mas apenas com a acção daquelas empresas, ou seja despenalizando o crime! Isto já era mais que suficiente para que pedisse a demissão!
Só que o temporal que assolou o País nos últimos dias, veio mais uma vez pôr a nu a ausência de uma política de defesa e combate à erosão costeira, assistindo-se em toda a costa portuguesa, a agua do mar a entrar por casas adentro.
Dirão alguns pretensos defensores do governo que tal só acontece por estarem em zona de risco, isto é próximo do mar. Esquecem porem, as casas já estiveram bem mais longe e que tem sido o mar quem se tem aproximado das casas, precisamente porque não há a tal política de defesa e combate à erosão costeira.
As acções dos (des)governos limitaram-se a repulsar areias para as praias, areias essas que já o mar as levou. Dinheiros públicos jogados fora, sabendo-se antecipadamente que as intervenções não passavam de provisórias. Assim nos mostra a experiência.
O vendaval mostra que se é verdade que possa haver algum risco para a segurança das pessoas, o risco existe sim, mas destruição das praias e das nossas ilhas barreira. Na Ria Formosa, os galgamentos oceânicos são o maior risco, empurrando as areias para o interior da Ria, espraiando-as, tal como aconteceu com a península de Cacela.
O ministro já veio dizer que não pensa fazer qualquer intervenção naquela zona, do mesmo modo que está mais preocupado em destruir/demolir do que em construir. O ministro tem a obrigação de saber que a ciência está em permanente evolução e que hoje (há anos) existem novas técnicas de defesa costeira como os recifes artificiais multi funcionais em sacos de geo-têxteis que não constituem qualquer risco ambiental e se que se necessário depressa seriam retirados. Esta técnica, alem de mais barata, faz com que as manchas de areia da costa cresçam uns metros, naturalmente, sem necessidade de repulsar areias para as praias.
Mas no fundo e apesar do conhecimento que têm, não fazem porque o objectivo é pôr o mar a fazer aquilo que de outra forma criaria muitos anticorpos políticos. Deixar que o mar invada e destrua as casas das pessoas para mais tarde, quando oportuno, no seu lugar construir eco-resorts.
o ministro do ambiente é o responsável político e como tal a sua demissão é uma exigência!
RUA COM O MINISTRO!

quinta-feira, 1 de março de 2018

Mar galga a Praia de Faro, enquanto o Ministro do Ambinete gasta dinheiro em destruir casas dos pés descalços, no lado da Ria Formosa na ILha do Farol.

Neste momento o mar galga a Praia de Faro chegando à Ria Formosa, como se pode ver neste video de Augusta Pudim Gonçalves.https://www.facebook.com/augustapudim.goncalves/videos/1715311591822876/.
Porque razão o Ministro do Ambiente diz que as casas da Ilha do Farol e dos Hangares,situadas no lado da Ria, é que correm risco. se os galgamento acontecem do lado do mar para a Ria Formosa na Praia de Faro?
Não serão as casas da Praia de faro que estão em risco?
Não será o próprio aeroporto internacional de Faro que está em risco uma vez que se encontra bem no enfiamento desses galgamentos que estão a acontecer hoje na Praia de Faro e que já tem acontecido várias vezes?
Porque razão mente o Ministro do Ambiente a ao afirmar que quer defender as pessoas se nas ultimas dezenas de anos não houve  um só galgamento na Ilha do Farol e Hangares.
Porque razão o Ministro do Ambiente manda recrutar mais de 80 policias marítimos para defender os  novos nazis que foram marcar a azul as casas das pessoas na Ilha do farol e Hangares?
Porque razão esses agentes da P.M. continuam de prevenção para defender as máquinas de demolição da empresa que tem adjudicado quase todas as obras do Polis, que por mero acaso é a mesma empresa que levou anos a  dragar a areia da Ria Formosa, para trazer para terra para vender às centrais de betão e empresas de construção civil?
Não  será essa empresa que com o consentimento das autoridades, é a culpada de haver falta de areia na Ria Formosa?
Não é essa empresa que devido às dragagens na Zona do Mar Santo e Barra Faro /Olhão, é grande culpada das instalações do Salva Vidas do ISN na ILKha do farol,  estarem no ar por falta de areia e por isso o estado teve de transferir o ISN para Olhão, ficando os agentes do Salva Vidas a 6 milhas da Barra Faro/ Olhão quando os Salva Vidas e as respectivas tripulações deviam estar perto da Barra, para garantir um rápido socorro?
Ou o que faz mal à Ria Formosa, são essas casas dos pés descalços da Ilha do Farol e Hangares, quando os  Donos Disso Tudo continuam com as suas casas e mansões, na Ilha do Farol e na Praia de Faro.
Os 87 milhões do Polis  Ria Formosa, vindos da União Europeia, serviram afinal para quê? Renaturalizar a Ria Formosa? Ou encher os bolsos de alguns?

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

RIA FORMOSA: TERRORISMO DE ESTADO!

https://www.facebook.com/tvi24/videos/10156386332060992/

Ao agentes da sociedade Polis, bem guardados pela Policia Marítima, atacaram ontem nos núcleos dos Hangares e do Farol, para a tomada de posse administrativa de algumas, poucas casas. Desde já devemos dizer que estiveram presentes cerca de cinco policiais para cada pessoa presente, o que diz da desproporcionalidade da acção, sendo que muitos deles vieram até do Norte do País.
No vídeo cujo link é deixado em cima, pode constatar-se a angustia de quem viveu aqueles momentos, e para quem pensa que os actuais detentores do Poder político, desengane-se que hoje temos a continuação do clima de terrorismo imposto pelo Estado, conforme o vídeo de baixo
https://www.facebook.com/tvi24/videos/10156386332060992/
Sempre nos manifestámos contra qualquer demolição e assim continuamos. Reconhecemos que o SOS Ria Formosa teve um papel importante na mobilização das pessoas, até se sentarem à mesa dos cardeais, onde se venderam e bem assim os restantes moradores.
Porque somos contra o rumo que a luta tomou, entendemos estar na altura da Associação da Ilha do Farol convocar uma Assembleia Geral onde se discuta a questão da representatividade. Enquanto não o fizer, a associação está a permitir que sejam os responsáveis pelo SOS, que já está isolado da maioria dos moradores, a servir de interlocutor junto das entidades oficiais. Esta questão é essencial para o regresso à normalidade da luta.
Devemos também esclarecer que nem o SOS nem a Associação estão em condições de aceitar qualquer proposta da administração publica, sem que antes promova uma Assembleia e oiça os seus associados. A Associação deve manifestar a defesa de todos sem excepção e não os interesses de alguns.
Aceitar a definição de risco proposto pelas autoridades é um suicídio. Antes disso deve ser definido o que vem a ser esse risco, as suas origens e a forma de o combater. As ilhas barreira são confrontadas com dois tipos de risco: o risco de galgamento oceânico provocado pela agitação marítima, portanto de fora para dentro da Ria e o risco de erosão dentro da Ria provocado pelas fortes correntes.
O primeiro combate-se com a instalação dos recifes artificiais multifuncionais, paralelos à linha de costa a uma distancia de duzentos a trezentos metros, com a função de alterar a energia das ondas, fazendo-as rebentar no plano de agua e assim provocar o crescimento da praia, em altura e largura. Sem uma tal medida, o risco mantém-se de forma permanente, sendo inútil os dinheiros gastos em intervenções pouco sérias.
Para quem conhece a história da Ria Formosa, sabe que a principal barra do sistema lagunar, era a da Armona que tinha cerca de três mil e quinhentos metros de largura, mas que na actualidade não tem mais de quinhentos, e em vias de assoreamento total. Assim, a ponta nascente da Ilha da Culatra, deveria ser dragada e repulsada a sua areia para o cordão dunar no lado da Ria. O alargamento desta barra permitia não só uma melhor hidrodinâmica, como a renovação das aguas aumentando-lhes a qualidade ecológica, e diminuiria a pressão da corrente junto dos Hangares e do Farol e claro na barra de Faro-Olhão.
Se estas medidas fossem tomadas, poderia ainda assim existir algum risco mas de pouca monta. Esta questão foi omitida e de forma muito conveniente para o Poder Político, porque o argumento do risco serve às mil maravilhas para a prática de actos de autentico terrorismo de Estado.
Quanto à situação de ilegalidade, devemos dizer que no seguimento da Lei da Agua, a Administração da Região Hidrográfica, agora integrada na APA, em 2009 elaborou os estudos para a delimitação da Linha de Preia-Mar de Aguas Vivas Equinociais, documento essencial para se proceder à delimitação do Domínio Publico Marítimo. O Poder político ignorou, também de forma muito conveniente, este documento e passados nove anos continua sem proceder à delimitação que deveria ter sido publicada em Diário da Republica até finais de 2013, Entretanto alteraram a Lei para que gente sem escrúpulos mas com muito Poder, pudesse usar e abusar do Domínio Publico Marítimo como se seu fosse.
Quantas construções ilegais e na mesma situação que as casas das ilhas barreira, mas que o Estado não tem coragem nem interesse em nadar demolir como faz com estas?
Este é um Estado terrorista e usa de actos terroristas contra simples cidadãos. Não são tão contribuintes quanto os demais? São cidadãos de terceira? Ou nem isso?
Aquilo que vêm fazendo na Ria Formosa é TERRORISMO DE ESTADO! 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

RIA FORMOSA: MAIS UM DIA DE SOFRIMENTO E LUTA!

https://www.facebook.com/filipeboavida.cruz/videos/1791921440859416/

Está neste momento a decorrer a tomada de posse de vinte e duas casas nos núcleos dos Hangares e Farol, da Ilha da Culatra, como documenta o vídeo que podem ver através da URL e da fotografia que publicamos, ambos roubados no facebook.
Como se pode ver, são mais os policias marítimos do que as pessoas que teimosamente, e bem, resistem a mais um ataque da baixa política dos nossos governantes e de alguns autarcas cúmplices.
Como não podia deixar de ser, as mascaras vão caindo. Depois da traição de alguns ditos ilhéus que venderam os seus irmãos de causa, temos também o "herói" Camaleão Pina na sociedade Polis a dar uma mãozinha na demolição destas casas, mas defendendo de forma muito oportunista as casas dos seus familiares.
As casas da família Pina estão tão ilegais quanto as outras mal se percebendo porque vão continuar de pé enquanto assistem de bancada à demolição das dos outros e ainda batem palmas. Que haja quem me faça chegar o numero das casas da família Pina para pedir a imediata demolição das mesmas. Olho por olho, dente por dente. Não pode ficar impune o crime cometido por este canalha ao negociar estas demolições e defender publicamente a necessidade delas.
Pina, Graça e outros piratas acoitados no partido dito socialista, cometem os crimes e não são capazes de os assumir, algo que contrasta com a governação anterior. Assumiam as suas consequências. E não foi por acaso, que o cretino, nojento presidente da Câmara Municipal de Olhão, tanto insistiu na demissão do presidente da Administração da Região Hidrográfica como se ele fosse o autor de planos de ordenamento, elaborados e aprovados por governos socialistas nas costas do Povo.
TRAIDORES, NOJENTOS!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

RIA FORMOSA E A INVASÃO DA MARINHA

Desde ontem que está encalhada um navio da marinha junto à Ilha do Farol, numa acção de intimidação dos moradores daquele núcleo que pretendam resistir à tomada de posse administrativa pela Sociedade Polis, apesar de ter dado entrada no Tribunal de mais uma providência cautelar que se pretende suspensiva.
De momento são vinte e duas as casas que estão para demolir, mas o criminoso ministro do ambiente já veio dizer que vai estar atento a novas situações de risco e como tal perspectivam-se mais demolições no futuro.
Mas a questão é a de saber quem vai estar ao lado dos moradores resistentes, amanhã, traídos e vendidos por uma organização que não tem existência legal e sem qualquer representatividade, abandonada que foi pela maioria dos seus elementos.
É certo que o partido dito socialista já nos habituou às manobras de divisão das pessoas como forma de reinar. Basta comparar esta suposta organização com a fantoche central sindical que dá pelo nome de UGT. Não têm representatividade mas servem perfeitamente o Poder político que vê nelas uma forma de legitimar as suas investidas contra as pessoas e trabalhadores. Canalhas!
Os moradores do núcleos do Farol e dos Hangares precisam de apoios, da presença do maior numero de pessoas para assistirem e ajudarem no processo de resistência. São poucos mas lutadores, não se vendendo ao Poder político, seja por um recibo ao final do mês ou por qualquer outra forma de pagamento.
Á presença da Marinha, uma força de Defesa que devia estar a fazer o seu trabalho de vigilância da costa em lugar de estar a substituir uma força de segurança como a Policia Marítima, faz lembrar os tempos em que forças militares afectas ao COPCON se substituíam às forças de segurança.
Não estamos em guerra e essa é a vocação da Marinha, não é andar a intimidar pessoas indefesas, desarmadas.
RESISTIR E LUTAR!
FORÇA, MUITA FORÇA E CORAGEM!

RIA FORMOSA: O CIRCO DA CANALHICE!

Na semana que findou, foi agendado um debate no parlamento nacional pelo qual se pretendia travar o processo de demolições, programado para o próximo dia 27. Debate esse que inexplicavelmente foi antecipado para evitar que os moradores das ilhas não comparecessem, e que por isso nos merece alguns comentários.
Desde logo porque cada vez mais, a Assembleia da Republica se assemelha a um enorme circo, daqueles em que os animais não podem participar, tais as piruetas e cambalhotas que os artistas circenses, sem coluna dorsal, dão a todo o momento. E com eles, alguns cúmplices que devem ser denunciados.
Tanto quanto conseguimos apurar, em anterior deslocação a Lisboa numa camioneta, a da frente, seguiam os representantes do SOS Ria Formosa e noutra os da Associação do Farol. Um dos representantes do SOS levou toda a viagem ao telefone, coincidência! Quando chegados a Lisboa, a policia, que os esperava, fez parar por dois minutos a camioneta da frente e a de trás, ficou mesmo para trás. Quanto à distribuição das pessoas pelas galerias do Circo, era ver como tratavam os "bons" e os "maus", melhor dizendo, os traidores e os lutadores.
Desta vez, nem isso foi preciso, porque não houve debate algum, resumindo-se a uma simples votação, presenciada apenas por dois moradores das ilhas.
Pelo meio, estavam organizadas duas camionetas, uma paga pela Associação e uma outra paga pela Câmara Municipal de Olhão, mas ambas foram desmobilizadas porque o debate fora antecipado. É por demais óbvio que o Pina sabia que a votação iria ser antecipada, mas não querendo perder a face, depressa disponibilizou a camioneta que não viriam a utilizar. Claro que para isso o Pina avisou atempadamente o traste do Luís Graça e este o seu grupo parlamentar e até o próprio ministro. Tudo preparado, combinado para que não houvesse presenças nas galerias, e os moradores não vissem a cara dos palhaços no Grande Circo!
Não basta a canalhice política em jeito de plano de ordenamento como, os moradores, também têm que estar sujeitos à canalhice dos traidores e seus aliados no partido dito socialista.
Quem assistiu à Assembleia Municipal de Faro ou à entrevista do canalha Graça no jantar dos Cavalheiros da Tábua Quadrada, certamente se apercebeu do que se estava preparando.
Não devemos deixar de ter uma palavra sobre a actuação da Mesa da Assembleia de Republica ao antecipar de um dia para o outro um debate como este, quando é certo que tal nunca aconteceu antes. Tudo combinado.
CANALHAS!

domingo, 25 de fevereiro de 2018

RIA FORMOSA POLUIDA!

A destruição da Ria Formosa através da poluição já dura há demasiado tempo apesar do nível de exigência e das medidas protecionistas que entretanto foram introduzidas.
Após a criação do Parque Natural da Ria Formosa e do seu Regulamento seria suposto que os danos ambientais se fossem reduzindo ou eliminados mas o que acontece é precisamente o inverso. As chamadas protecionistas apenas serviram para proibir ou diminuir actividades tradicionais, mas quanto às questões ambientais estão como aquela marca de automóvel que veio para ficar.
O vídeo de que fornecemos o link, https://arquivos.rtp.pt/conteudos/ria-formosa-poluida/#sthash.NnRH7c1c.dpbs, remonta ao ano de 1992, refletindo a situação. à época, de Faro, embora se pudesse falara de toda a Ria.
Naquele ano, seria publicada legislação, dando cumprimento a directivas comunitárias, sobre os parâmetros a que deviam obedecer as descargas de aguas residuais urbanas, domesticas e industriais. Depois disso foram criadas as chamadas ETAR, que não passam de pontos de concentração de esgotos e autenticas fabricas de produção de contaminantes que poluem e matam a Ria Formosa.
Como se pode ver, já naquela altura, a zona de Faro estava parcialmente eutrofizada, situação agravada com a entrada em funcionamento das ETAR de Faro Nascente e Faro Noroeste, que já foi renovada, mais as escorrências superficiais dos campos de golfe na zona da Quinta do Lago.
Enquanto em Faro reclamavam das descargas da Fabrica da Alfarroba, em Olhão era, e é, a Câmara Municipal de Olhão a despejar todos os dias esgotos sem qualquer tratamento, que para alem dos contaminantes ainda vão carregados de substancias solidas.
Tudo isto numa altura em que se diz pretender acabar com os plásticos de caixas, persianas e outros, mas omitindo que os pensos, fraldas ou até mesmo os sacos das ostras também o contêm.
Por imperativo da Lei da Agua, era suposto que não houvessem mais esgotos directos no final de 2015, mas já se passaram três anos daquela data e não se vê nenhuma alteração, continuando a Câmara de Olhão a poluir a olhos vistos, contando com a cumplicidade da direcção do Parque Natural da Ria Formosa, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Policia Marítima.
Tal como no passado, prossegue a política de desmantelamento de todas as actividades tradicionais e seculares da Ria Formosa, levando ao cansaço dos produtores que veem os seus rendimentos cada vez mais reduzidos.
Vejam o vídeo, clicando no link e reflitam!