sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

OLHÃO: E SE UM DIA ACONTECER AQUI?

França - Consumo

Um surto de norovírus força a proibir a venda de ostras e mexilhões produzidos no norte da França

13/01/20 França - Um surto de norovírus, vírus responsável por 50% das gastroenterites devido a intoxicação alimentar na União Europeia, atribuível a ostras em mau estado, afetou mais de 650 pessoas na França e forçou autoridades a proibir a venda, bem como a de outros moluscos bivalves, como mexilhões no país, Luxemburgo, Bélgica ou Suíça.

De acordo com investigações conduzidas pelas autoridades da Gália, a origem do surto de norovírus poderia ter ocorrido em moluscos bivalves do norte da França e nas áreas da Bretanha e Normandia em dezembro passado.

No total, foram recebidos 123 relatos de intoxicação alimentar coletiva, destes, 87 ocorreram a partir de 23 de dezembro.

Em comunicado, o prefeito de L'Ille-Et-Vilaine garantiu que a proibição será aplicada "até a restauração de uma situação satisfatória".

No momento, continuam as investigações sobre como foi possível produzir uma intoxicação desse tamanho, e tudo indica que isso pode ser atribuído a descargas descontroladas de águas residuais que chegaram à costa onde estão localizadas as fazendas de moluscos.

No momento, ninguém foi afetado pelo consumo de moluscos bivalves da França na Espanha; portanto, a Agência Espanhola de Segurança e Nutrição Alimentar (AESAN) não emitiu nenhum alerta.

O texto acima foi retirado de http://www.mispeces.com/nav/actualidad/noticias/noticia-detalle/Un-brote-de-norovirus-obliga-a-prohibir-la-venta-de-ostras-y-mejillones-producidos-en-el-norte-de-Francia/?fbclid=IwAR0iete-erQgRmLO9eJfueAOwxhVfnWXqJjwuYiDtM1k-y0_8FRPKas-gt0#.XiGP38j7TIX.
Em Olhão temos esgotos directos, sem qualquer tratamento e que estão na origem da desclassificação das zonas de produção de bivalves e que já chega à costa, a mais de seis quilómetros de distancia, contrariando assim a ideia de que se limitavam a uma distancia de 400 metros.
Se a situação condiciona a actividade conquícola, impedindo os produtores de trabalhar, sem receber qualquer contrapartida do estado poluidor, e ainda obrigados a pagar taxas e mais taxas, a questão que se coloca perante a noticia que nos chega de França, é a de saber como vão reagir as autoridades portuguesas.
Não sabemos, e temos muitas duvidas quanto ao reporte das entidades de saúde a respeito da taxa de incidência de relatos de doenças gastrointestinais provocados pelo consumo de bivalves. No entanto temos conhecimento de alguns casos, só que, e felizmente, não tiveram consequências de maior. Mas se um dia surgir um intoxicação colectiva, ela poderá por em causa toda a produção de bivalves na região.
Por outro lado lembramos que o IPMA, a entidade que procede às analises, decreta as interdições já depois dos bivalves serem consumidos, quando deveriam ser feitas através da presença na agua. Isso sim, seria fazer prevenção!
Mas se um dia acontecer, sabemos quem é o responsável por esta situação. Cabe às autarquias da área da Ria Formosa colocar um ponto final no despejo de esgotos sem tratamento e obrigarem a Aguas do Algarve a reutilizar os efluentes tratados na agricultura, tanto mais que estes efluentes são ricos em fosforo e azoto, fertilizantes agrícolas.
Enquanto persistirem no actual sistema de drenagem dos esgotos e dos efluentes das ETAR, situações como a que ocorre em França pode acontecer aqui e são as entidades publicas, o Estado, os principais responsáveis por estes atentados à saúde publica.
Devemos também dizer que, as ostras produzidas na Ria Formosa são encaminhadas para França para serem objecto de "afinação" e algumas delas poderão ter sido enviadas daqui. Com essa brincadeira conseguiram proibir a comercialização de ostras e mexilhão em França, Bélgica, Luxemburgo e Suíça.
NÃO ARRUÍNEM A NOSSA PRODUÇÃO DE AMEIJOA!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

ALGARVE: ENTIDADES PUBLICAS DESTROEM PATRIMÓNIO HISTORICO DE CACELA VELHA!

Aos olhos de muitos, o titulo pode parecer exagerado mas infelizmente trata-se de uma realidade que o tempo tem vindo a demonstrar, basta ver a pequena reportagem da RTP 1, em https://www.rtp.pt/noticias/pais/avanco-do-mar-ameaca-dunas-e-patrimonio-em-cacela-velha_v1198192.
Rebobinemos a cassete  e voltemos ao principio para se perceber melhor o problema. A Ria Formosa tinha duas penínsulas, a do Ancão e a de Cacela. As barras naturais "gostam de passear" tendencialmente de poente para nascente e fazem-no ciclicamente, sendo que quando chegam ao final do ciclo voltam ao ponto de origem. Era assim, mas por intervenção do homem, deixou de o ser!
Os geólogos, em principio defendem que se deve deixar a natureza trabalhar e têm razão, mas deviam também dizer que a construção de molhes, esporões acabou por alterar a dinâmica das areias, obras essas que deveriam ter sido acompanhadas de medias compensatórias, o que não aconteceu.
Em 2010, a pedido um produtor de ostras, de Olhão, com ligações ao poder local, porque a sua produção estava a declinar por falta de renovação de aguas, pediu que fosse aberta artificialmente uma nova barra.
Fizeram-lhe a vontade, e com as maquinas da Câmara Municipal de Vila Real de Sº António, a Sociedade Polis, destruiu a Península de Cacela, precisamente no chamado "fundo do saco", um crime de todo o tamanho!
Logo se previu que, se houvesse conjugação do preia-mar de aguas equinociais com um vendaval, haviam fortes probalidades de se dar um galgamento oceânico. E assim aconteceu, espraiando todo o cordão dunar pelo interior da Ria, destruindo o que restava dos viveiros ali existentes. Para satisfazer um, destruíram mais de vinte! Isto é que foi obra!
Perante Cristóvão Norte, então deputado relator de uma petição enviada ao Parlamento, foi explicado como as coisas aconteceram e pedindo uma intervenção de urgência. Decorria então o ano de 2010. Passados dez anos, nada foi feito!
Em 2018, a Associação de Defesa do Património de Cacela, ADRIP, através de varias organizações políticas e da CMVRSA, voltou a pedir, mais uma vez, uma intervenção. Nicles! E isto mesmo depois de trem colocado um coletor de aguas pluviais a desaguar na base da barreira de arenito que suporta, o Forte, a Igreja e também o Cemitério, e que ameaçava a sustentabilidade da barreira.
Entretanto as aguas vão avançando cada vez mais em direcção à margem terrestre e já chegam perto da base da arriba. Quando lá chegar, virá tudo abaixo e nem os mortos estão descansados!
É fácil perceber porque as entidades publicas se recusam sistematicamente a fazer uma intervenção. É que se as areias se aproximarem de terra  poderemos ter mais uma praia para fins turísticos, mesmo que isso implique o desaparecimento do património histórico, as jazidas fossilíferas com dezenas de milhões de anos, e parte do património edificado.
Em nome do turismo tudo se sacrifica.
E os algarvios o que têm a dizer? O património de Cacela, não é apenas de Cacela, nem da ADRIP, é de todos nós e todos temos de contribuir para obrigar o governo e a canalha que manda nisto a sentar-se à mesa e apresentarem um projecto de solução que salve todo o património. Isso é tarefa de todos os algarvios e não só de alguns. Apoiemos a ADRIP!
    

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

OLHÃO: CONTRATOS PARA QUE VOS QUERO?

A câmara municipal de Olhão, presidida por António Pina não deixa de espantar com os seus fabulosos contratos, com camaradas e amigos, mudando de esquema por forma a favorecer sempre os mesmos.
Vem isto a propósito da renovação de mais um contrato de um engenheiro, na área de electricidade como se pode ver em http://www.base.gov.pt/Base/pt/ResultadosPesquisa?type=contratos&query=adjudicatariaid%3D1523663.
Começou em 2017, com um contrato de 54.000,00 euros, valido por três anos e no regime de ajuste directo; seguiu-se no ano de 2018, desta feita por um ano e no valor de 18.000,00 euros, também ele por ajuste directo; em 2019, novo ajuste directo, e também desta vez valido por um ano e no montante de 18.000,00 euros; a cereja no topo do bolo estava destinada ao ano de 2020, com um contrato de três anos por 54.000,00 euros, só que desta vez é invocado a consulta prévia.
Por varias vezes, chamámos já a atenção para o facto do regime de consulta prévia, implicar a consulta a três entidades, mas no presente caso, trata-se única e exclusivamente da mesma pessoa.
Mais, o recurso ao regime de consulta prévia, é feito porque não poderiam novo contrato com a mesma pessoa por ajuste directo uma vez que estavam esgotados os três anos previstos no Código dos Contratos Públicos.
Utilizar o regime de consulta prévia sem convidar as três entidades requeridas, é o mesmo que estar a proceder a um ajuste directo encapotado e irregular senão ilegal, nada que incomode o Pina já que o clima de impunidade de que desfruta a classe política é a regra.
E a justiça, forte com os fracos mas que se curva perante o Poder político, permite todos estes tipos de procedimento e se alguém fizer uma queixa, manda arquivar por falhas na elaboração das queixas, o que obriga a que o cidadão interessado nestas coisas tenha de ter formação jurídica para se pronunciar. Começa logo nos serviços do ministério publico, pouco actuante no que ao Poder político diz respeito.
Não se pense que este tipo de situações ocorre apenas com políticos de uma direita disfarçada de esquerda, mas de toda a direita no seu conjunto. É a direita quem tem mais interesse em que não se combata a corrupção e os crimes conexos, porque são eles os beneficiários da grande corrupção. Estes contratos são apenas a repartição de uma pequena fatia do bolo roubado ao Povo que paga impostos.
Até quando?

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

ALGARVE: MANIFESTAÇÃO DE PESCADORES CONTRA AS QUOTAS DE PESCA!

Realiza-se hoje, uma manifestação de pescadores da arte de cerco, contra a fixação das quotas de sardinha e boqueirão, frente ao Ministério do Mar, conforme se pode ler em https://www.publico.pt/2020/01/14/economia/noticia/pescadores-manifestamse-hoje-quotas-pesca-sardinha-biqueirao-1900248.
Pelos vistos as associações representativas dos pescadores algarvios não sabem da manifestação ou não trataram de mobilizar os seus camaradas para uma jornada de luta quando está em causa a sobrevivência do sector.
Segundo os pescadores, a abundância de sardinha e boqueirão, contradiz com a fixação das quotas, algo que já havíamos denunciado.
A arte de cerco, em Portugal, tinha um rotulo ecológico porque permitia deixar escapar as espécies juvenis ou sem tamanho. Mas porque outros elevados interesses se sobrepunham havia a necessidade de acabar com o rotulo e substitui-lo por outro, designado de sardinha Ibérica, que abrange desde Cadiz até ao Norte do País.
O IPMA é a entidade que procede à monitorização dos stocks e no passado publicava os respectivos relatórios, mas deixou de o fazer. Nesses relatórios era visível que no Sul de Espanha havia fartura de juvenis e que à medida que se contornava a costa portuguesa, a sardinha ia aumentando de tamanho. Portanto se nalgum sitio deveria ser interditada a captura de sardinha, seria no lado espanhol.
O que acontece é que os espanhóis apanham a sardinha sem tamanho e depois dizem que se trata de sardinha de aquacultura, e como as lotas são privadas, não são como as portuguesas, não há a fiscalização necessária para a proteção da espécie. Tanto assim é que o carapau também aparece sem o tamanho e não venham dizer que também é de aquacultura.
Os nossos governantes sabem-no mas preferem ignorar.
Com o boqueirão aconteceu mais do mesmo, com prejuízo para os pescadores portugueses, e quando falamos nos pescadores, estamos a falar de todos os envolvidos, pescadores e armadores cada vez mais asfixiados.
Não espanta pois a aposta no Plano para a Aquicultura em Aguas de Transição, onde vão dar de mão beijada, muitos milhões para depois nada se fazer ou ficar pela metade. Assim obrigam-nos a comer peixe de aviário e quem quiser sardinha ou boqueirão que o importe!
Lamentavelmente não se vê da parte dos pescadores algarvios a movimentação necessária e a solidariedade para com a luta dos pescadores do norte. Que raio de merda de gente é esta?  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

OLHÃO: HABITAÇÃO, UM LUXO OU UM BEM ESSENCIAL?

Como é do conhecimento de todos, hoje em dia é quase impossível alugar uma habitação no concelho de Olhão. As condições económicas e sociais são de tal forma que os olhanenses, num futuro breve, terão de ir dormir debaixo de um viaduto como se fossem sem-abrigo.
A Constituição da Republica Portuguesa, no seu artigo 65º, sobre habitação e urbanismo:
1- Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.
2 - Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:
b)- Promover em colaboração com … as autarquias locais a construção de habitações económicas e sociais.
Mais à frente diz que pode e deve proceder à expropriação dos solos que se revelem necessários à satisfação de fins de utilidade publica urbanística.
Ainda que o concelho de Olhão seja dos que mais habitação social tem no Algarve, a verdade é que a maioria já tem muitos anos. Os mais recentes, e mesmo esses com alguns anos, são de construção económica, os chamados de custos controlados.
O Município de Olhão tem descurado o problema da habitação social apesar de, e segundo os números do governo, ser dos concelhos com mais carências sociais e económicas, onde os titulares do rendimento de inserção social tem uma elevada percentagem.
No conjunto de desempregados e beneficiários de RIS, são mais de cinquenta por cento da população, o que diz bem da necessidade da construção de habitação para os mais desfavorecidos da sociedade olhanense.
Ao invés de proceder ás expropriações necessárias para o desenvolvimento de habitação social ou de custos controlados, a autarquia, como se de uma imobiliária se tratasse, entra no negocio de compra de terrenos, encarecendo os custos. E isto quando tinha terrenos disponíveis, mas porque se situam em  zonas, ditas, prime, destinam-se à construção de fogos de luxo.
Os olhanenses estão podres de rico e vão todos comprar aqueles apartamentos!
Para ajudar os especuladores, a quem vende barato, ainda vai ao estrangeiro divulgar os empreendimentos de luxo, contribuindo assim para a subida de preços dos fogos, de tal forma que as pessoas, mesmo trabalhando, não conseguem pagar as exorbitantes rendas que são pedidas.
Afinal para quem governam os nossos diligentes autarcas? Para os amigos, para os especuladores!
Cagando para as pessoas simples e humildes da nossa terra estão eles!

sábado, 11 de janeiro de 2020

OLHÃO: ÓDIO À OPOSIÇÃO!

Desde que tomou posse como presidente da câmara municipal de Olhão que António Pina tem mostrado o ódio que sente por ter alguma oposição, venha ela da direita ou da esquerda. Basta que o contrariem  como o demonstram as diversas situações que tem protagonizado.
Ao devolver as competências que a câmara lhe tinha delegado porque o protocolo celebrado não fora actualizado embora tivesse sido estabelecido em 2014, a Agregação de Juntas de Moncarapacho Fuzeta pôs-se a jeito para o destempero do Pina.
Acontece que ao querer jogar abaixo o presidente da agregação de juntas, o que o Pina vem fazendo é prejudicar as populações de Moncarapacho e da Fuzeta. De notar que o actual presidente da Junta tem feito mais pela Fuzeta que o anterior presidente da extinta Junta da Fuzeta, ele que era socialista.
O ódio que nutre pela presidência PSD de Moncarapacho leva-o a cometer autênticos crimes, deixando de fazer obras essenciais para os moradores daquela freguesia rural. Apesar de, por diversas vezes, ter sido chamado a pronunciar-se, Pina resolve não responder e menos ainda agir. 
Entretanto surge nova polémica com o representante do PAN e mais uma vez o Pina vem mostrar a sua sanha contra quem o confronta.
O representante do PAN militava entre os socialistas mas aquando das eleições autárquicas acompanhou o Luciano, integrando as listas do PSD, por onde foi eleito para a assembleia municipal. Como apicultor, decidiu abraçar a causa animal e questionou o presidente da câmara a propósito dos animais abandonados ao que este respondeu para mais uma vez jogar abaixo o seu opositor.
Quando o Pina ataca pela mudança do representante do PAN, deveria lembrar-se que o Carlos Martins andou no CDS e no PSD; a Gracinda foi militante do PSD e da ASDI e o Camacho foi militante da CDU; que o Eduardo Cruz, administrador da Mercados de Olhão também foi militante do PSD; e por aí fora. Não podem é sair do PS sob pena de serem perseguidos e odiados.
Deu uma desculpa pouco convincente sobre o destino dado aos cavalos mas reconhecendo que quanto aos animais errantes pouco ou nada tem feito apesar de em campanha eleitoral ter anunciado um centro de recolha de animais.
Esquece o Pina que o problema de cães e gatos errantes não se resolve com a sua captura e recolha mas antes com um programa de esterilização, por um prazo relativamente longo. Ora é aí que o presidente se recusa a participar, disponibilizando as verbas necessárias, mas sobre nada diz.
Claro que o representante do PAN tem toda a razão para questionar o Pina quanto aos problemas dos animais. Pena é que não tenha a mesma actuação quanto às condições de fome e miséria que grassam no concelho de Olhão, pondo os animais acima da pessoas.
Não somos defensores do PSD mas acreditamos que dentro do PSD ainda hajam democratas e o presidente da Junta de Moncarapacho/Fuzeta é um deles, pelo que seria muito mau que não tivéssemos uma palavra de apoio para com ele contra o pequeno ditador que é o Pina.
Isto sem falar nas atitudes que teve com os representantes do BE, especialmente com o vereador e com a deputada municipal.
Quem pôs este gajo no Poder?


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

RIA FORMOSA: A FALÊNCIA DA AQUACULTURA E A AMEIJOA

A aquicultura em Portugal é uma forma de obrigar os portugueses a comerem peixe de aviário. Para que ela vingue, torna-se necessário a imposição de condicionamentos e restrições à pesca tradicional. Apesar disso, a aquacultura no nosso País está condenada à falência, com honrosas excepções, como a ameijoa!
Como se pode ler em https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/a-aquicultura-como-alternativa-na-oferta-de-pescado/, ao longo dos anos foram gastos mais de trezentos milhões de dinheiros públicos, sim porque os fundos comunitários são públicos, mas os resultados deixam muito a desejar e pior ainda a qualidade inferior daquilo que nos querem obrigar a comer.
As restrições à pesca, são impostas debaixo do manto do estado dos stocks das mais variadas espécies, onde existem graves contradições entre aquilo que é observado no dia-a-dia pelos pescadores e os relatórios de entidades sediadas no estrangeiro.
É a UE quem decide as restrições e a forma como nos devemos alimentar, obrigando-nos a consumir produtos de alguns países com melhor aptidão para a aquacultura, ainda que produzido em aguas contaminadas de que é exemplo o salmão vindo da Noruega.
Outro aspecto a ter em conta, e não somos nós que o dizemos, que a maior fatia do bolo da aquicultura portuguesa é a ameijoa-boa da Ria Formosa
Não se diz no texto quanto já se disponibilizou de fundos comunitários para a produção de ostras, mas foram muitos. Para a produção de ameijoa, nem um cêntimo de dinheiros públicos, o que a coloca em desvantagem.
Portugal é demasiado pequeno para a UE e esta soçobra perante os interesses dos franceses, a quem dá os fundos para se instalarem na Ria Formosa, mas nega-os aos produtores de ameijoa e pior do que isso, presenteia-os com a poluição.
É que por mais de uma vez que foram feitas queixas à UE, e está em curso mais uma, por contaminação fecal provocada pelos esgotos directos e esta finge que não vê ou não sabe. Sob a égide da Polis foi elaborado um livro em inglês para eventuais conflitos com a UE, onde os nossos prodigiosos cientistas conseguiram explicar que a contaminação não era dos esgotos mas das escorrências da agricultura. Entidades publicas e cientistas pagos para mentir ou omitir a realidade da Ria Formosa no que à poluição diz respeito.
Mas a ameijoa, apesar de todos os crimes cometidos contra ela e contra os seus produtores, vai sobrevivendo e continua rainha de uma actividade que o próprio Estado tenta assassinar, autorizando, permitindo a produção mista de ameijoas com ostras como se estas não fossem também elas poluidoras.
A produção de ostras, feitas em parcelas já com alguma dimensão, mas que no seu conjunto ocupam um espaço significativo, deveria ser submetida a uma Avaliação de Impacto Ambiental.
Nada é feito e o principal criminoso nesta matéria e zona é o próprio presidente da câmara, ao manter os esgotos directos e sem qualquer tratamento a poluir e matar a ameijoa. De tal forma assim é que, a zona Olhão 3 está interdita a produção e manutenção dos viveiros, e como se isso não bastasse ainda querem criar uma zona de protecção aos esgotos o que vai destruir mais de cento e sessenta viveiros.
A Ria Formosa tem quatrocentos e cinquenta hectares de viveiros, que segundo o IPMA, deveriam apresentar uma densidade de 120 unidades por metro quadrado, o equivalente a dois quilos. Ou seja, a produção de ameijoa na Ria Formosa poderia atingir as nove mil toneladas por ano com um valor de mercado superior a mais de cento e vinte milhões de euros.
Uma aquicultura falida a matar uma actividade de excelência. É o País entregue a um bando de canalhas, de pulhas que apenas olham para o seu umbigo e esquecem o Povo.
Merda para esta gente toda!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

ALGARVE: HOSPITAL OU MORGUE?

Pela importância do assunto vamos reproduzir um texto retirado de uma pagina do Facebook, pelo que pedimos desculpa à autora pela sua republicação.

Sofia Afonso Ferreira para "Notícias do Algarve"
O estado da Saúde em Portugal.
"A equipa de Enfermagem do serviço de urgência do Centro Hospitalar Universitário do Algarve - Unidade de Faro, vem por este meio, divulgar a todos os meios de comunicação, a crescente degradação das condições assistenciais aos seus utilizadores. Esta situação arrasta-se há mais de dois anos, com conhecimento e conivências do CA, que nada tem feito até ao momento, para resolver de forma eficaz as condições depluráveis a que são sujeitos os doentes e profissionais de saúde.
Neste sentido enviamos uma vez mais um aviso ao CA, Ordem e Tutela do CHUAlgarve. Aviso esse em que, uma vez mais, denunciamos a falta de condições de utentes e profissionais do serviço de urgência.
Segue também em anexo fotografias da normalidade quotidiana do SU, já que tudo muda quando somos visitados pela Comunicação Social num mágico "empurrar de gente doente para baixo do tapete" e em que parece tudo ser apenas "mais um pico de afluência". Nesta normalidade quotidiana contamos com uma média de utentes muitas vezes superior a 60 podendo inclusive ultrapassar os 80 doentes numa sala com capacidade para 24. O rácio de enfermeiros nunca é ajustado.
Convém não esquecer que para além das horas de espera pelo atendimento médico que tanto sensacionalismo causa nos telejornais, existem ainda uma parte mais escondida do Serviço de Urgência que são os doente internados em macas durante dias e até semanas. Estes doentes estão submetidos a autenticas torturas dias e dias. Confinados num ambiente altamente contaminado e saturado, é-lhes negado a sua privacidade (são expostos em frente a toda a gente), não tem janelas nem referencias do dia/noite (constantemente expostos ao stress e barulho da urgência 24x7 dias semana). É-lhes negado o direito a serem cuidados e tratados com segurança. O espaço e o racio a que estão sujeitos não permitem a prestação de cuidados de qualidade e são um caldo do erro. É-lhes negado dignidade. É-lhes negado direito a comer- (muitos não comem apenas porque não tem quem lhes dê comida). Muitos morrem sozinhos. Sós, rodeados de tanta gente."

Aquando da greve dos enfermeiros, o governo tentou culpabilizar os técnicos pela situação de caos que se vivia nos hospitais do SNS, como se ele não fosse causado pela degradação em que os profissionais de saúde trabalham.
Neste texto, os enfermeiros dão-nos conta do que se passa na serviço de urgências  do Centro Hospitalar do Algarve - Unidade de Faro. Não somos nós que lá estamos, mas bem pode chegar a nossa vez e por isso perguntamos quem aceitaria estar nas urgências nestas condições?
Antes das eleições a candidata a deputada socialista levantou a bandeira da construção do Hospital Central do Algarve; após as eleições foi nomeada secretaria de estado da saúde e desapareceu do mapa; perdeu-se nos corredores de S. Bento e nunca mais se soube dela.
Já o presidente da câmara municipal de Olhão e também da Associação de Município do Algarve, nesta condição veio tentar levantar a bandeira deixada cair pela sua camarada, mas afinal não passou de um fogacho para enganar os algarvios.
O problema subsiste e detiora-se no dia-a-dia, por isso saudamos a iniciativa da denuncia da equipa de enfermagem do serviço de urgências, e todos os algarvios que se prezam, independentes das querelas partidárias podem e devem apoiar os profissionais de saúde na sua luta em defesa do SNS.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

ALGARVE: PORTA ABERTA PARA O AUMENTO DA TARIFA DE RESIDUOS

Há dois dias atrás, o presidente da AMAL e da câmara municipal de Olhão, veio trazer a publico uma noticia onde nos dá conta dos prejuízos da ALGAR, uma empresa que era de capitais exclusivamente públicos e que os liberais do governo Costa fizeram questão de privatizar a maior parte do capital social.
A publicidade que Pina antes fazia em nome da autarquia, passou agora a fazer em nome da AMAL, como forma de se manter na crista, já que as noticias sobre Olhão, normalmente tinham resposta, o que desgostava o presidente.
Mas voltando ao assunto, o anuncio dos prejuízos da ALGAR é o mesmo que estar a dizer que a solução passa pelo aumento do tarifário dos resíduos, já que as câmaras algarvias vão ter de cobrir o prejuízo.
Não temos conhecimento do processo de passagem da maior parte do capital social, aquele que não era detido pelas autarquias, para as mãos de privados, mas como já estamos habituados à celebração de contratos leoninos, em que o comprador, quer a empresa tenha lucros ou prejuízos, terá sempre de receber o dele, não nos espantaria que estivéssemos perante mais uma cena macabra,
Pina, falando em nome das autarquias, apresenta-se no papel de acionista mas também de cliente, mas não refere que os pagantes são os munícipes que não os municípios, até porque aquilo que a autarquia paga à empresa é bastante menos do que cobra ao cidadão.
Por outro lado, o aterro da ALGAR está, há dois anos, ilegal, contaminando os aquíferos. E Está ilegal porque foi acrescentado sem ter procedido à Avaliação de Impacto Ambiental como estava obrigado pela Lei. 
Claro que nestas coisas, a Lei não é para ser cumprida. Aplica-se uma pequena multa quando se trata de gente poderosa enquanto ao pequeno se leva o couro e cabelo.
Só eles sabem das contas da empresa, embora a Entidade Reguladora de Saneamento, Aguas e Resíduos venha dizer que as contas estão mal feitas.
Certo é que de uma forma ou de outra, os munícipes de todo o Algarve vão ser chamados nos próximos tempos a pagar mais pelo tratamento inadequado dos resíduos, como de costume.
Os resíduos, que para o cidadão comum, não passa de lixo, é afinal matéria prima. A matéria orgânica pode ser transformada em fertilizante orgânico natural, uma alternativa aos agro-.químicos; o cartão e o vidro são transformáveis e uma boa parte do plástico também. Quanto recebe a ALGAR por esse material? Ninguém sabe!
Sabe-se apenas, pela peça escrita que fazem dois milhões de quilómetros por ano e coitados gastam muito dinheiro em gasóleo; provavelmente ainda vão propor que o cidadão, para alem da separação do lixo, ainda o vá levar para a Cortelha.
Para onde nos estão a levar estes políticos de merda?

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

RIA FORMOSA: INFORMAÇÃO OU DESINFORMAÇÃO?

Há noticias que longe de trazer alguma verdade às pessoas apenas contribuem para as desinformar, embora admitamos que se trata de alguma gralha, como é o caso que pode ser lido em https://www.barlavento.pt/ambiente/plano-para-a-aquicultura-em-aguas-de-transicao-em-consulta-publica.
Um texto publicado no dia 6, ontem, que aponta para uma discussão publica no auditório da CCDR Algarve a realizar no dia 6 de Junho pelas 15:30. Nessa altura já o PAqAT estaria ou deveria estar embrulhado em papel higiénico, tal a sua inutilidade. Mas mesmo que fosse para o dia 6 de Fevereiro também já estaria de fora do prazo da consulta publica, que termina no dia 5 desse mês.
A ser verdade, e acreditamos que se trata de erro, tratar-se-ia de enganar as pessoas para não participarem na consulta publica no portal Participa, em https://participa.pt/pt/consulta/paqat-2-versao-para-consulta-publica.
Para se estimar a importância da produção da ameijoa na Ria Formosa, veja-se o quadro do Pordata em https://www.pordata.pt/Portugal/Peixe+produzido+em+aquicultura+total+e+por+principais+espécies-3454. Aí poderemos constatar que a produção de ameijoa nos dez anos antes de 2017 foi sempre superior à de qualquer outro molusco, nomeadamente a ostra. Se analisarmos do ponto de vista económico, tendo em conta a diferença de preços entre elas, a ameijoa oferece melhores e maiores condições.
Tudo isto deveria ser ponderado mas há elevados e poderosos interesses por detrás do PAqAT. Com ele, escancaram-se as portas à produção extensiva mas também intensiva de um elemento estranho à Ria Formosa, sem ter sido definido a capacidade de carga, ou seja a quantidade desejável por m2.
A seguir em frente, o PAqAT destruirá todas as actividades tradicionais da Ria.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

RIA FORMOSA: PAqAT, PARA QUÊ?

Na passada sexta-feira visitámos o site da DGRM e nada havia sobre o PAqAT, mas no sábado seguinte já lá estava e anunciada a sua discussão com inicio para hoje.
Consultado site Participa, à hora a que escrevemos ainda não nenhum publicação e o prazo já está a contar.
Quanto à nova versão do PAqAT, no que à Ria Formosa diz respeito, está igual à primeira versão, com a mesma faixa de protecção dos esgotos e abrindo a porta para grandes áreas de produção de … ostras, porque é disso que se trata, quando se pretende aumentar a aquicultura.
Reconhecido o impacto das descargas de esgotos directos e sem tratamento, não se vê a menor intenção de corrigir o quer que seja, continuando a permitir-se que aqueles esgotos continuem a poluir.
Baseado num documento ultrapassado pelo tempo mas que tem algumas curiosidades, nomeadamente quanto à qualidade ecológica das aguas da Ria, afirmando-se que elas são de qualidade excelente. Nota-se a excelência das aguas na zona de produção Olhão 3 que está interdita.
Estamos fartos de chamar a atenção para o facto de na competição entre espécies pelo alimento e oxigénio as mais fracas sucumbirem. Assim a produção mista de ostras e ameijoas acabará por matar estas, o elo mais fraco. E como se isso não bastasse a degradação do substrato onde se produzem ostras, ditará o fim da produção de ameijoa se não for acautelada zonas demarcadas para a produção de cada uma das espécies.
Claro que seja qual a solução encontrada, ela dependerá sempre do fim dos esgotos directos e das descargas poluentes e os produtores de ameijoa têm também de lutar por isso.
Na actual situação, os viveiristas têm de se reunir, discutir e organizar e participar activamente nesta discussão publica e não só. Se continuarem divididos acabarão por serem todos corridos das suas actividades.
Para aqueles que julgam que a produção intensiva de ostras os vai garantir no futuro, desenhem-se que quanto mais ostras houver, com menor renovação de aguas, também elas acabarão por morrer, algo que já vai acontecendo. É pena é que as autoridades não cuidem de saber para onde vão as ostras mortas, porque a sua entrega a destino certo, tem custos!
Unam-se e lutem!

sábado, 4 de janeiro de 2020

RIA FORMOSA: VEM AÍ A 2ª VERSÃO DO PAqAT

Já está no site da DGRM a publicação de que a partir do próximo dia 6 de Janeiro estará em discussão publica, no portal Participa, a 2ª versão do Plano para a Aquicultura em Aguas de Transição (PAqAT), como pode ser confirmado em https://www.dgrm.mm.gov.pt/web/guest/plano-para. Junto com o anuncio vêm os documentos dos quais pode ser feito o dwoload.
A primeira versão caiu porque em Aveiro os aquacultores se pronunciaram de forma negativa por entenderem que não estavam salvaguardados os seus interesses. Na Ria Formosa ninguém protestou, ou melhor dizendo apenas surgiram os protestos depois de ser anunciada uma proposta para a instalação de um viveiro com cerca de 100.000 m2.
Obviamente que as entidades oficiais apostam no crescimento aquícola sem contudo salvaguardarem impactos negativos para os ecossistemas em que se inserem as aguas de transição. Na verdade, o IPMA, enquanto entidade responsável, deveria ter feito o estudo da capacidade de carga da produção das diversas espécies, mas só se preocupou com a da ameijoa, para de certa forma branquear o que se passa na Ria Formosa. Atribuir à elevada densidade (?) a responsabilidade pela mortalidade da ameijoa quando se sabe que ela morre porque é atacada por um parasita que encontra neste tipo de poluição o meia adequado à sua proliferação. E por isso entendeu que a densidade ideal seria a de 120 unidades, cerca de dois quilos, por m2. 
Então e para a ostra não há nenhum estudo? Aquilo a que temos assistido nos últimos anos é à produção super intensiva de ostras, de uma espécie exótica, com consequências para todo o ecossistema lagunar.
Já começam as reclamações quanto aos estragos provocados nos fundos destes viveiros, que se transformam em lodosos e não permitem a vida às outras espécies, para não falar no elevado consumo de alimento e oxigénio. A ostra consome cem vezes mais alimento e oxigénio que a ameijoa sendo incompatível a produção mista.
É preciso que todos os produtores de ameijoa se pronunciem contra o aumento da produção de ostra sem que primeiro tenham criado as zonas para a produção de ostras e outra para a produção de ameijoa. Não o fazer, pôr em competição a ameijoa com a ostra, sendo esta mais forte, é natural que a ameijoa sucumba.
Vamos lá a ver se desta vez, as associações representativas dos viveiristas se pronunciam contra esta porcaria, sob pena de aqui a mais uns anos não termos nem ameijoas nem ostras.
Estão matando as actividades económicas tradicionais da Ria Formosa para as substituir por outras, apenas para alimentar a ganancia de alguns senhores, com o presidente da câmara à cabeça.
Participar nesta discussão publica é já uma forma de luta que todos os que defendem a Ria Formosa!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

OLHÃO: O QUE SE PASSA COM O FUNDO DE COMPENSAÇÃO PARA A PESCA?

O ano que agora findou foi marcado por longas paragens na captura de bivalves, tanto na costa como na Ria Formosa, havendo até zonas que estão impedidas de trabalhar oficialmente desde 2013, e os titulares das respectivas licenças nunca receberam um cêntimo por isso.
É evidente que a quem doa o dente que vá ao dentista, mas nestes casos, os "doentes" não sabem os direitos que têm e nem as associações representativas do sector fazem questão de elucidar os pescadores.
O pessoal que exerce a actividade da apanha de bivalves com ganchorra é disso exemplo. Importa por isso trazer para a luz do dia aquilo que se esconde em paginas que ninguém vê ou lê, como este trecho copiado do site da DGRM:
Beneficiários
  • Os armadores e os pescadores, inscritos marítimos, titulares de cédula marítima válida, exercendo a sua atividade em regime de exclusividade a bordo de embarcação de pesca, licenciada para águas oceânicas, águas interiores marítimas ou águas interiores não marítimas, que se encontre temporariamente imobilizada no âmbito das situações de inatividade previstas no Fundo;
  • Os trabalhadores que, em regime de exclusividade, exerçam em terra uma atividade ligada à embarcação imobilizada no âmbito das situações de inatividade previstas no Fundo;
  • Os pescadores licenciados, para a pesca apeada e apanhadores, titulares de licença válida, quando exerçam a atividade em regime de exclusividade, e se verifique uma interdição de pesca por motivos de saúde pública ou defesa do ambiente, preservação ou gestão de recursos, com a duração mínima de 8 dias consecutivos.

Montante e pagamento da compensação salarial
  • O valor diário da compensação salarial do apoio é igual 1/30 do valor da remuneração mínima mensal garantida aos trabalhadores;
  • O pagamento da compensação é limitado a um máximo de 60 dias por ano;
  • O pagamento da compensação salarial só é devido a partir do 4º dia de imobilização das embarcações. No caso de mau tempo terá de se verificar o encerramento da barra, ou a existência de más condições atmosféricas que impeçam o exercício da pesca em segurança, durante pelo menos 3 dias consecutivos ou 7 dias interpolados, num período de 30 dias.

Apresentação de candidaturas
As candidaturas são efetuadas através dos serviços online da DGRM acima referidos.
Significa isto que a única condição exigível é o estarem licenciados, porque as paralisações provocadas por razões de saúde publica é mais que muita, embora seja exigível um mínimo de oito dias consecutivos.
Já os viveiristas, uma actividade de pesca apeada em regime de exclusividade teriam o mesmo direito fruto da desclassificação das zonas de produção por contaminação fecal, o que poderia colocar em causa a saúde publica.
O secretismo, o silencio e a teia de promiscuidades fazem com que os pescadores não reclamem os seus direitos, não bastando as restrições impostas por uma Lei que fica muito a desejar. E as entidades publicas sabem como fazer para evitar as reclamações, bastando para tal decretar interdições por períodos curtos.
Se no interior da Ria há situações com anos, no caso da ganchorra estiveram meses sem governar a vida e também sem receber um cêntimo, embora o fundo de compensação não vá alem dos 60 dias, ou seja de dois meses.
Não basta ser pouco para quem tem tanto tempo de impedimento de exercer a actividade senão ainda esconderem deles os direitos.
Que merda vem a ser esta? 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

OLHÃO: CONTRATOS DE MISÉRIA

Para primeiro dia útil do ano, começamos bem. Melhor não podia ser. Assim fomos verificar as ultimas contratações da câmara municipal de Olhão.
Tal como previsto, parte do pessoal que estava ao serviço da União de Freguesias Moncarapacho/Fuzeta passou para a alçada da câmara, através da contratação de se seis deles. Mas há uma curiosidade. É que os contratos dizem ser de prestação de serviços para limpeza urbana, desmatação e jardinagem, algo que é da competência da empresa municipal de ambiente. Então porque são os contratos celebrados com a câmara e não com a empresa? A quem cabe a limpeza urbana? A quem estão entregues os jardins? Ou será que há algum problema com as contas da empresa municipal? Responda quem souber!
Os trabalhadores assim contratados, regime de avença, vão ter de pagar à segurança social que retirado do valor mensal de 750 euros, os deixa numa situação de miséria envergonhada, já que nem uma renda de casa conseguem pagar com tal salário.
 Mas também outros trabalhadores foram contratados, estes então apenas por dois meses, pelos quais vão receber 1.732,84 euros, para o serviço de vigilância de recreios e limpeza de edifícios escolares. Será que o ano escolar acaba mais cedo este ano? Ou durante o resto do ano vão ficar sem este serviço? Ou será que vão ser sujeito a alguma peritagem para se saber da obediência ao "patrão"?
O pior é que nestes casos, os trabalhadores nem sequer têm direito a subsidio de desemprego no final dos contratos, tendo que guardar o que arrecadarem para terem 150 euros por mês durante um ano. Porca miséria a destes socialistas de trazer por casa.
Depois admiram-se do crescimento da extrema direita quando é certo que de direita já eles são, mas como se dizem de esquerda, os eleitores vão procurar no outro lado o que esta corja lhes tira. Puro engano se pensarem assim. Entre uns e outros que venha o diabo e escolha!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

OLHÃO: ANO NOVO, VIDA VELHA

Enquanto os nossos autarcas se divertem promovendo umas festinhas, nós fomos consultar o portal da transparência municipal, que não é nosso mas sim do governo para demonstrar que o reino do Pina vai nu. Ele que vá gastando o dinheiro com quer que um dia pode acabar-se a mama.
Num época de exageros consumistas por parte de quem tem a barriga cheia, indiferente àqueles que nada têm para festejar, convém ver a situação do concelho sem esquecer as competências transferidas para a Câmara presidida pelo Pina.
Segundo o Portal da Transparência Municipal, ver em https://www.portalmunicipal.gov.pt/municipio?locale=pt,  o concelho de Olhão tem 45.216 habitantes, dos quais a taxa de desemprego é de 17,27% e a de RSI de 33,91%, o que no seu conjunto representa 51,18%, valores sobre a população em idade activa, ou seja cerca de 14.448 pessoas. Se a estes acrescentarmos as 16.886 pessoas em idade não activa como reformados e jovens até aos quinze anos, cerca de 40% da população total, teremos então 31.334 pessoas sem nada produzir enquanto os que trabalham representam 10.872. Destes últimos, a maioria trabalha em serviços públicos, sejam da autarquia, das forças de segurança, escolas e estabelecimentos de saúde e outros.
Apesar disso, é apresentado um ganho médio mensal de 905 euros, pelo que há alguém a ganhar mais que a conta ao mesmo tempo que outros vivem o espectro da miséria, envergonhada ou assumida. Só assim é possível obter tal media!
Gastando os dinheiros obtidos do saque das taxas e dos impostos municipais com quer e entende mas endividando a autarquia, que já está com uma taxa de 67,67%. Nada mau mas para o Pina que gosta de copiar o modelo de Vila Real de Sº António ainda vai a tempo de levar a autarquia rumo à falência!
Por outro lado, e de acordo com a actualização de 20/12/2019, vai receber as competências da administração central em matérias de Praias, Exploração de Jogos (?), Vias de Comunicação, Justiça, Associações de Bombeiros,  Estruturas de Atendimento ao Cidadão, Habitação, Patrimonio Publico sem Utilização, Estacionamento Publico, Cultura, Áreas Portuárias e Areas Protegidas. Isto é que vai ser um regabofe pegado, entregando o ouro ao bandido.
Façam mais festas e não deem trabalho às pessoas!
Começa mais um ano de luta, por melhores condições de vida para o Povo em geral e para os olhanenses em particular. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

OLHÃO: O PESO DOS IMPOSTOS

Nas vésperas da discussão do Orçamento Geral do Estado muito se falou do IVA da electricidade, se deveria ou não baixar e o governo a dizer que tinha de consultar a UE. O que não se diz é que todos os bens e serviços essenciais deveriam ter uma taxa reduzida, quando não ZERO.
A habitação é um bem tão ou mais essencial que a electricidade, estando sujeita a variados impostos, alguns deles injustos, como o IMI. Mas não só!
Para que os nossos leitores compreendam melhor, um senhorio que faça um contrato com um inquilino, está sujeito a um IRS especial sobre os rendimentos das rendas no valor de 28% delas. Logo quando se discute se o IVA da electricidade deve baixar, porque não se questionar este imposto especial cobrado sobre as rendas?
É que o senhorio certamente fará reflectir o imposto sobre a renda. Por exemplo para uma renda de 500 euros, o senhorio vai pagar de imposto 140 euros, pelo que lhe sobram 360 euros. Como se perceberá, as rendas terão de se manter em alta para que os senhorios vejam algum retorno do investimento, porque ainda faltam as despesas com o IMI, condomínio e outros.
Não se trata de defender os senhorios mas à semelhança do que acontece com o IVA, as entidades que prestadoras de serviços ou venda de bens, fazem acrescer aquele imposto, pagando o consumidor a soma final, também o senhorio faz acrescentar o IRS especial, penalizando o inquilino.
Isto acontece no País onde o salário mínimo é de 635 euros, tornando-se quase impossível alugar uma casa. No entanto todos os partidos, com assento parlamentar, estão calados que nem ratos, nada dizendo sobre isto. Mas cabe ao governo dito socialista e que na boca do "social democrata" corrigir esta patifaria. Claro que não o vai fazer, porque em primeiro lugar está o défice e o pagamento da divida, uma divida da banca que continua a perdoar milhões aos reis dos dentes e dos cogumelos para depois ir buscar ao OE os nossos impostos. É para isso que pagamos!
Como não podia deixar de ser, Olhão é dos concelhos com a maior taxa de rendimento de inserção social, mas nem por isso o IMI é aliviado e menos ainda o IRS, especial ou não, embora a Câmara dita socialista tenha uma palavra a dizer sobre estes impostos. As vaidades falam mais alto.
Está na altura de todos nós exigirmos a descida do IRS especial sobre as rendas. Querem cobrar impostos, então separem as casas de primeira habitação das de segunda e ainda as que se destinam ao mercado de arrendamento, cobrando um imposto progressivo de acordo com o fim a que se destinam. O fisco tem acesso à listagem do património e sabe bem como fazer a separação. Não o faz porque não quer, agindo de acordo com as instruções de um governo que dizendo-se de esquerda, não passa de direita.
FIM AO IRS SOBRE AS RENDAS! 

domingo, 29 de dezembro de 2019

OLHÃO: CÂMARA NÃO QUER ACABAR COM OS ESGOTOS DIRECTOS!


A Câmara Municipal de Olhão e o seu presidente não têm o mínimo interesse em acabar com os esgotos directos, sem qualquer tratamento, para a Ria Formosa, poluindo-a e degradando o ecossistema.
Tanto assim é que, através da sua empresa municipal, a Ambiolhão da qual o Pina é presidente também. celebrou um contrato para limpeza e inspecção vídeo dos colectores de saneamento de esgotos e pluviais, como se pode ver em http://www.base.gov.pt/Base/pt/Pesquisa/Contrato?a=6152343 .
Saber se as infraestruturas de saneamento estão operacionais para a época de chuvas que aí vem, é importante mas mais importante é o facto de se saber onde estão as tais ligações ditas clandestinas de esgotos à rede de aguas pluviais, mas para isso não há dinheiro ou talvez pior não há interesse.
Se a autarquia estivesse realmente interessada, celebraria um contrato com uma empresa, que até podia ser a mesma, para procurar as tais ligações. Há anos atrás fizeram-no mas de forma parcial, essencialmente na Rua 18 de Junho, o que de pouco serviu.
O impacto da poluição provocada pela descarga dos esgotos directos é tal, que toda a zona de produção de bivalves na frente ribeirinha foi desclassificada para classe D, pelo que é proibido até tratar dos viveiros dessa zona e menos ainda apanhar as ameijoas. Mas mais, a zona costeira, desmentindo as teorias inventadas pelo IPMA de que a poluição se restringe a uma distancia de quatrocentos metros, também está classificada como sendo de classe B, ou seja a contaminação fecal já chega à costa.
O que estranha é não ver as associações socioprofissionais e empresariais ligadas à pesca não tomarem nenhuma atitude face à desclassificação de zonas de produção.
A totalidade das zonas de produção atinge os 4,5 milhões de metros quadrados e se a qualidade ecológica das aguas fosse boa, podia conseguir-se 120 unidades por m2, ou seja, dois Kg/m2. Façam as contas e vejam a enormidade das mais valias, locais, e da sua importância. E ver como em vésperas de Natal, um produtor apanhou ameijoas que para fazer um quilo apenas lhe bastaram 16 unidades!
É óbvio que os produtores de ostras não têm qualquer interesse em combater a poluição porque ao mesmo tempo que ela mata a ameijoa, liberta terrenos para a produção de ostra. E sendo o presidente um dos maiores produtores de ostra, conseguindo-o com recurso a dinheiros públicos, e ganancioso como é, não tem qualquer interesse em resolver o problema.
Para isso conta com a cumplicidade dos organismos oficiais. Um nojo! Nojo desta cambada que domina o País.
ATÉ UM DIA! 

sábado, 28 de dezembro de 2019

OLHÃO: MAIS UMA ROTURA

Ontem mais uma rotura, desta vez junto às antigas instalações da Cooperativa do Leite, a que os trabalhadores da Ambiolhão acudiram rapidamente. Assim fossem tão diligentes os mandantes quanto as forças braçais, mas infelizmente são aqueles que nada ou pouco produzem os que mais ganham.
Não sendo essa a questão que aqui nos traz, mas sim a da rotura, para lembrar o estado de degradação das infraestruturas de aguas e saneamento e as roturas quase diárias que proliferam por toda a cidade, com os mandantes a teimarem em assobiar para o lado como se nada se passasse.
Bem pode o presidente dizer que é preciso combater o desperdício e dar um uso mais eficiente da agua que com este estado das condutas jamais alcançaremos o objectivo propagandeado, que de mera propaganda não passa.
Porque caíram umas pingas de agua, julgam algumas pessoas que o problema da agua acabou mas desenganem-se porque aquilo que as barragens subiram é ainda insuficiente para fazer face aos consumos.
Já aqui o dissemos, ninguém terá a pretensão de que estes problemas se resolvam num ano, num mandato, mas sim de que precisamos de um programa de curto, médio e longo prazo que permita acabar com as perdas na rede. É preciso planear, calendarizar e dotar a Ambiolhão dos meios técnicos e financeiros para que possamos encarar o futuro sem as constantes roturas e cortes de agua.
E como para isso é necessário esventrar as ruas da cidade, seria uma forma de aproveitar para resolver o problema dos esgotos directos e sem qualquer tratamento.
Percebemos que aquilo que fica por debaixo do chão não dê no olho, ou seja, não dá votos, mas a satisfação das necessidades das populações não se compadece com calendários meramente eleitoralistas. Uma cidade sem infraestruturas de agua e saneamento é uma cidade terceiro-mundista.
Com tanto dinheiro gasto em festas, festinhas e festarolas, com o regabofe que vai na autarquia, Olhão jamais chegará aos lugares cimeiros nas condições de vida dos seus habitantes.
Pina não é o culpado directo das roturas mas é o culpado pela inercia na acção!  

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

OLHÃO: QUE ANALISES AS DO IPMA

Ainda não terminou o mês de Dezembro e já estão publicadas as analises aos contaminantes microbiológicos relativos àquele mês, o que significa que o IPMA deixou de verificar o grau de contaminação em vésperas do período de maior consumo, sendo que a ultima analise feita nesta zona da Ria Formosa se reporta a 10 de Dezembro.
Mas também verificamos que há meses que não fazem analises á zona designada de Olhão 3. o que não acontece por acaso.
Como é do conhecimento publico, na discussão publica a respeito do Plano para a Aquicultura em Aguas de Transição, veio a APA propor que fosse criada uma zona de protecção aos esgotos directos que coincide precisamente com Olhão 3. A APA tina a obrigação de obrigar a câmara municipal de Olhão a acabar com os esgotos directos, mas não o faz.
E não o faz porque o actual presidente da APA foi vereador da câmara municipal de Faro, eleito pelo PS nos tempos em que Luís Coelho  foi presidente daquela autarquia, e como camarada que é está obrigado a branquear os crimes ambientais do Pina.
Já vimos por diversas vezes, o ministro do ambiente dizer um chorrilho de asneiras mas também não admira que este dê luz verde para a política criminosa ambiental que se vem fazendo na Ria Formosa.
E para isso conta com a cumplicidade do IPMA, entidade que por força do decreto-lei 236/98 é responsável pela monitorização das aguas conquícolas e que por via disso, deveria apontar os focos de poluição. Ao invés disso, inventam fontes de contaminação, que existiram no passado, mas que deixaram de existir desde 2009 como é o caso das suiniculturas e vacarias.
Por outro lado, continuam a existir um numero demasiado grande de fossas que contaminam as aguas da Ria Formosa, sejam elas nas ilhas sob jurisdição das câmaras de Faro e de Olhão, as quais já deveriam ter sido desactivadas e substituídas por uma rede publica de esgotos. E no caso de Olhão, na Ilha da Armona essa era uma questão essencial para a renovação da concessão, mas como sabemos das ligações pouco claras e transparentes do desastrado ministro e dos autarcas ditos socialistas, tudo é possível. O PIR da Armona está para conhecer a luz do dia mas percebe-se que seja um parto difícil. Talvez que uma cesariana resolva! 
A questão que se coloca é a de saber porque carga de agua, o IPMA não faz analises em Olhão 3. Será que se considera um facto consumado o previsto no PAqAT, ou seja acabar com aquela zona de produção? E as entidades envolvidas já deram algum passo na resolução do problema que estão a criar aos cento e sessenta viveiros existentes na zona? Porque não contacta a DGRM os concessionários e lhes faz uma proposta de solução?
Mas mais, como se vê em Olhão 1, uma zona que para a produção de ameijoa é classificada como de classe C e para a ostra de classe A, também é possível que para a ostra, no futuro, Olhão 3 possa ser classificada como de classe B, e aí o primeiro candidato, aquele que mais influência tem, será o Pina. 
QUE GRANDES JOGADAS! 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

OLHÃO: VÃO CORRER COM OS PESCADORES!

Não é nada que não se soubesse ou se previsse, mas a ganancia, os interesses sobrepõem-se a qualquer solução mais consentânea para com aqueles que deram a origem à nossa cidade. Estamos a falar da situação da pequena pesca artesanal!
Já terminou o prazo da discussão pouco publica do regulamento do porto de pesca, que é na prática a privatização de um serviço até aqui prestado pelo Estado, regulamento esse que pode ser visto em file:///C:/Users/admin/AppData/Local/Packages/Microsoft.MicrosoftEdge_8wekyb3d8bbwe/TempState/Downloads/Proposta_de_Regulamento_de_Exploração_e_Utilização_do_Setor_da_Pesca_Artesanal_sito_no_Porto_de_Pesca_de_Olhão%20(3).pdf .
Assim dos trezentos e cinquenta e cinco lugares de amarração do porto de pesca (artesanal) apenas serão destinados à pesca 66 e os restantes à náutica de recreio.
Depois de terem corrido com as pequenas embarcações no lado poente da frente ribeirinha, correm agora da zona central e de seguida será a vez de fazerem o mesmo dentro do próprio porto de pesca.
Claro que tudo isto em nome de uma perspectiva de desenvolvimento delineada pelo presidente a câmara, António Pina, cozinhada com a anterior ministra do mar e do seu secretario de estado das pescas, para concessionar uma vasta área, antes ligada à pesca, que agora servirá para a náutica de recreio.
Claro que para os gananciosos que estão por detrás da concessão não importam os impactos que o crescimento da náutica de recreio terá para esta zona da Ria Formosa. Para eles a única coisa que conta é o lucro. Mas e o presidente não terá responsabilidades?
Esta foi uma das razões porque a defunta Polis deixou de fazer o estudo da capacidade de carga do tráfego marítimo, porque como foi dito na altura, a promoção e crescimento da náutica de recreio era incompatível com as restrições que se previam caso o estudo avançasse. Isto é, para restringir o tráfego marítimo, então ele teria de se dirigir às embarcações de pesca e aí a Polis foi obrigada a recuar.
Mas nestas coisas mudam os tempos e mudam as vontades, restringindo a pesca por outras formas, criando dificuldades aos sobreviventes, como o agravamento das condições de amarração. Os pescadores da pequena pesca vão ver agora quanto vão ter de pagar para estacionar o barco num porto de abrigo, construído com fundos comunitários para eles, de onde serão corridos para darem lugar ao turismo.
A canalha no Poder não olha a meios. A pesca é para acabar!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

OLHÃO: DISCURSO PARA DISTRAÍDOS!

É verdade que hoje é dia de natal e por isso alguns pensarão que deveríamos ficar calados, como se a fome e a miséria mesmo neste dia não chegasse aos mais desfavorecidos. Para nós a celebração para o dia em que o Povo rebentar com as grilhetas que lhes impõe o sistema e por isso não abdicamos de dizer o que pensamos.
Vem isto a propósito do discurso de um idiota político que sentado no colo de alguns chegou a presidente da câmara e da AMAL, sobre a seca e das suas possíveis soluções, como se pode ler em https://www.barlavento.pt/ambiente/amal-quer-respostas-concretas-a-seca-no-algarve?fbclid=IwAR14pcMEFKf35aV98oiHp-BmsyOSiuTczUXkF3QxZL8HuZMyJrIU7BCQJ1o .
Há mais de dez anos que levamos a sugerir a reutilização das aguas residuais urbanas tratadas para a agricultura e chegámos ao ponto de apresentar a reutilização do efluente tratado da ETAR de Salir para a rega de alfarrobeiras.
A ideia do nosso amigo presidente Pina é a da reutilização para fins urbanos como a rega dos jardins, o que não seria mau, se não se escondesse por detrás disso alguns elevados interesses, e que mesmo assim duvidamos que alguma vez o fosse feito porque os custos seriam demasiado elevados. Trata-se pois de um discurso para distraídos!
Em todo o Algarve, a factura da agua dos munícipes é bastante pesada, por responsabilidade das autarquias, já que há um bom diferencial entre o preço praticado pela empresa concessionaria em alta e as autarquias ou empresas municipais, ou seja, há condições para descer a factura, o que deveria ter sido salvaguardado.
A agua é um bem essencial cujo consumo não deve ser penalizado por questões de ordem económicas. Nesse aspecto, diz o nosso amigo presidente, que a autarquia não pode subsidiar a factura da agua. Mas pode manter as perdas na rede em valores incomportáveis e que são os munícipes a pagar sem que a tenham consumido. Traduzindo, o munícipe pode subsidiar a autarquia mas esta não o pode fazer em relação aos munícipes.
Quanto ao efluente tratado, são os munícipes que pagam o tratamento cada vez que abrem a torneira porque o tratamento dos esgotos domésticos está incluído na factura. Ora o presidente vem falar na reutilização do efluente tratado, a pensar que a autarquia não o deve pagar porque os munícipes já o fizeram, quando como resultado dessa reutilização, a factura, na componente do saneamento deveria ser atenuada.
Já agora convém lembrar que a reutilização para fins agrícolas apresenta outra vantagem que é um nível de tratamento mais baixo, semelhante ao que existia na antiga ETAR Poente de Olhão e portanto com menos custos, para não dizer que toda a agua das ETAR seria consumida sem necessidade de poluir as rias, estuários, lagoas ou mesmo a costa portuguesa.
Quando o Pina entende penalizar os consumidores de serviços e bem essenciais está a seguir a mesma política senão a fazer pior que o regime deposto.
Quem quiser serviços e bens essências que os pague; esse é o slogan da direita mais retrograda!  

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

OLHÃO: UM MÊS DEPOIS E A MERDA CONTINUA!

Faz hoje precisamente um mês que foi a estreia do filme Cavalos de Guerra em que esteve prevista a presença do ministro do mar. Não veio mas em seu lugar mandou o seu moço de recados, o Apolinário. E não veio porque os mandantes pensaram que os viveiristas poderiam por lá a questionar o ministro e isso tornava-se inconveniente.
E não é que os viveiristas da zona de produção de bivalves Olhão 3 compareceram e questionaram mesmo o secretário de estado sobra as descargas ilegais de esgotos, sem qualquer tratamento.
Perante isso, logo se meteu o Pina que para desmobilizar os protestantes se saiu com a marcação de uma reunião para o dia 4 de Dezembro, que não se realizou por falta de agenda do grande braço de trabalho que é o Apolinário.
Acreditam estes pedaços de asno que vão conseguir enganar as pessoas eternamente ou que as vencem pelo cansaço mas terão de se lembrar que enquanto nós cá estivermos, traremos tantas vezes quantas forem necessárias o assunto para a luz do dia, fazendo lembrar cada episódio que se passa.
A verdade é que a merda continua a sair dos esgotos directos, ligações pouco clandestinas porque autorizadas ou cozinhadas com a autarquia, um mês depois da exibição e anos e mais anos de luta por quem trabalha e labuta na Ria que fica menos Formosa a cada dia.
Não deixaremos de apontar o dedo acusador ao principal responsável pela situação porque na sucessão de cargos, é ao presidente da câmara que cabe acabar com esta merda, diga ele o que disser. Para aqueles que tentam amenizar as culpas do Pina, não será demais recordar que o cavalheiro está na câmara desde 2005, ano em que foi eleito pela primeira vez, como vereador.
Ninguém está exigindo a medida radical de acabar com os esgotos de vez, mas que seja feita a calendarização para que ano após ano se faça um conjunto de intervenções que permitam acabar com isto, não só pelas consequências para os viveiristas mas também em termos ambientais, como a defesa e protecção do cavalo marinho que também é afectado pela poluição, como se pode deduzir do filme, curiosamente encomendado pelo Pina.
365 dias de merda durante N anos! Até quando?