sexta-feira, 14 de outubro de 2022

OLHÃO: A CULTURA DA INCULTURA

O evento Poesia a Sul começou por se realizar numa galeria como iniciativa particular, mas cedo a câmara se apercebeu do valor de tal, daí que tenha procurado e conseguiu patrocinar o evento nos anos seguintes.

Por principio, a poesia dirige-se a um publico algo restrito, até por razões de falta de publicidade. Diga-se que não sou um apreciador de poesia, mas isso não significa que não reconheça o valor do evento. Aliás, o Poesia a Sul é o unico evento de nivel internacional, reconhecido, e que conta com a participação de muitos poetas espalhados pelo mundo.

O mentor do Poesia a Sul é o Dr. Fernando Cabrita, cuja poesia tem sido reconhecida a nivel internacional, com publicações em diversos países, pelo que dispensa outros comentários abonatórios. O reconhecimento fala por si!

Mas este ano, as coisas correram mal e a câmara não cuidou atempadamente do calendario da organização, deixando-se dormir sobre o assunto. Ou talvez não!

O vereador da cultura, já tinha visto o seu orçamento de alguma forma reduzido, o que não acontece por acaso. Veja-se por exemplo como acabaram as sessões de cinema.

A questão é politica, uma politica definida por quem manda, o presidente da câmara que, estou em crer não se apercebeu das consequências para o Poesia a Sul. 

Para quê gastar dinheiro com eventos de fraca participação popular, pensa o presidente. A aposta passa pela animação sem qualquer cultura associada, que essa sim, enche de alegria as pessoas. Para ele, mais vale gastar o dinheiro no "cultural" Festival Pirata do que no Poesia a Sul. E quem diz os dias de piratas, dentro e fora da câmara, diria outros eventos de indole semelhante.

Ninguem acredita que o vereador fizesse algo contrário à vontade do presidente, quando a decisão final lhe cabe a ele.

O que sugere a actual situação, é que dois vereadores estão a ser cozinhados em banho maria. Tanto João Evaristo como Ricardo Calé, não veem os seus pelouros desenvolverem-se. Se a um, o dos os eventos culturais, os vê sem dinheiro para a sua realização, ao outro, o das obras publicas, as vê todas paradas sob as mais variadas desculpas, sejam ela por falta de materiais, de vistos de um tribunal, por erros grosseiros anteriores à sua tomada de posse.

Era interessante saber onde são aplicadas verbas orçamentadas, se é que são aplicadas, porque isto sugere uma forma de cativação para alimentar a guerra.

1 comentário:

Anónimo disse...

Basta ver a informação no sítio da câmara, sob o auditório municipal, para perceber que as sessões de cinema, à Borliu, continuam e só este mês já foram duas.

Portanto quem deu essa informação, mentiu.

Isto não invalida que a COLTURA para a presente gerência, com o devido respeito pelos intervenientes, não seja mais do que pibanlhadas, palhaços e piratas.

Se calhar é o que as mentes "inteligentes" da casa branca acham que o povo merece!