quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

OLHÃO COM OBRAS DE Sª ENGRÁCIA

 Em 2013, Pina apanhava um banho de multidão no Auditório Municipal que aproveitou para enganar os incautos viveiristas que ainda acreditam no pai natal, quando ele anunciou que tinha 500.000 euros para acabar com os esgotos directos para a Ria Formosa.
Desde o inicio de funcionamento da ETAR Poente de Olhão que os viveiristas apontavam o dedo à poluição na Ria e aos poucos foram-se organizando num movimento designado de Avisar Toda a Gente; em 2004, a Câmara Municipal de Olhão, num laivo de democracia anunciou e avançou para a realização da Agenda 21 Local em que o item mais votado foi o do combate à poluição na Ria; Agenda rasgada de imediato.
Em Novembro de 2013, toda a Ria foi desclassificada na sua totalidade, mas passados uns meses lá arranjaram maneira de permitir o acesso ao trabalho dos viveiristas, mas a poluição continuou e continua por mais que dourem a pilula.
Em 2017, o Pina anunciava que pretendia acabar com a poluição provocada pelos esgotos directos, como se pode ler em https://jornaldoalgarve.pt/olhao-quer-acabar-com-descargas-ilegais-em-quatro-anos/ .
Uma luta que tem mais de dez anos e continua, dando origem a uma enorme fotonovela.
Chegados aos dias de hoje e depois de tanta promessa e mentira, a realidade dos esgotos da cidade continua na ordem do dia, como o veio a demonstrar as obras de repavimentação da Rua Diogo Mendonça Corte Real, de tal forma que ainda hoje não sabem o que fazer.
Já agora devemos lembrar que as obras nos Jardins Patrão Joaquim Lopes e dos Pescadores estão sendo feitas com recurso a dinheiros do Fundo Ambiental, que teriam melhor proveito se fossem utilizados na correcção dos esgotos.




Deste conjunto de imagens ressalta que só existe um colector, não existindo uma rede separativa de saneamento, como sempre afirmámos; a manilha que se vê partida foi o que sobrou da ligação do esgoto destruido da casa em frente e que o ligava ao colector.
Nunca foi intenção da Ambiolhão ou da câmara resolver este problema e menos ainda partir o novo tapete, tentando fazer crer que se tratava de ligações clandestinas à rede de aguas pluviais, mas agora fica a confirmação de que só há um colector, misto, com a dupla funcionalidade e que mais adiante vai ligar à rede de aguas pluviais e por fim desaguar na Ria, sem qualquer tratamento.
Uma parte significativa da rede de saneamento apresenta o mesmo problema e a sua correcção leva tempo e uns milhões. Dirão alguns  que a autarquia não tem meios para fazer face a um investimento tão grande tendo em conta o seu orçamento. Puro engano.
Ninguem pede que se faça num ano e talvez um mandato seja curto, mas é preciso uma decisão, dividir a cidade por zonas e calendarizar as intervenções de acordo com as disponibilidades da autarquia, aliadas  aos fundo comunitários, como os do Fundo Ambiental.
Claro que é uma decisão politica e sobretudo do presidente que concentra nele todo o poder decisório; nada se faz sem o aval dele. Enjeitar responsabilidades e deixar que os técnicos fiquem mal vistos não será a melhor resposta.
Dizer também que é na época estival, no Verão, que não há chuvas, que são visiveis diariamente, duas vezes, as descargas das supostas redes de aguas pluviais.
Digam agora que são fake nweus. É preciso ser-se muito pequeno, realmente!

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

OLHÃO: O DESCONTROLO NO COMBATE AO COVID

 Parece que as pessoas já perceberam do enorme descontrolo que há no combate à pandemia, mas ninguem quer assumir responsabilidades, pelo contrário, enjeitam-nas.
Temos conhecimento de um surto na Fábrica Freitas Mar, da mesma forma que sabemos que há alunos da pré-primária e da primária do Largo da Feira e dos 5º, 6º e 8º ano na escola Alberto Iria, mas escondem tudo da população. A quem serve a desinformação?
No caso da Freitas Mar, todas as operárias que trabalhavam à bancada onde estavam as infectadas, foram testadas, mas não foram testadas aquelas que como as mesmas se juntavam nas paragens para lanche ou almoço.
Segundo os estudos mais recentes, os doentes assintomáticos, aqueles que não apresentam sintomas, não transmitem o virus. Não podemos no entanto esquecer que entre o momento do contágio e o surgimento de sintomas pode haver um periodo de quatorze dias, pelo que seria de todo recomendavel, que todos os que estiveram em contacto com infectados e sintomáticos, deveriam ser submetidos no minimo a testes rápidos, não intrusivos  e de baixo custo, tão faliveis quanto os demais, tal como se pode ver em https://expresso.pt/coronavirus/2020-04-27-Covid-19.-Picada-no-dedo-colheitas-de-sangue-e-zaragatoas-como-vao-ser-feitos-os-testes-serologicos-da-Universidade-do-Porto .
Para que isso acontecesse era preciso que tivessemos um coordenador do COVID, porque o que tinhamos desapareceu do combate. Ninguem mais o ouviu piar!
Até mesmo os delegados de saúde, uns mais fieis que outros, submissos ao governo, vêm argumentando que quem estiver assintomático não precisa de fazer os testes, mesmo em situações como a descrita na Freitas Mar. Entretanto os numeros vão crescendo!
E vão crescendo sob a batuta do governo, mais preocupado com a imagem do que com a realidade, porque um maior desenvolvimento do virus surge associado às condições meteorológicas, e sobre isso nada se diz.
Perante a vaga de frio que assola o País de Norte a Sul, com os operários a trabalhar em condições de baixas temperaturas e os alunos nas escolas a rapar frio, é natural que muitos deles venham a adoecer e levar a doença para casa, para o seio familiar. É mais facil responsabilizar as familias do que a falta de condições que as pessoas têm.
Por outro lado, lembramos que a regra de distanciamento, a principal no combate à pandemia, se situa entre o metro e meio e os dois metros. Será que as mesas nos cafés, restaurantes e esplanadas não deviam ter a mesma distancia? A quem cabe a acção fiscalizadora?
Será que a redução dos horarios de funcionamento é benéfico ou pelo contrário, agrava a situação? É que quanto mais curto for o tempo disponivel para fazer compras, maior será a concentração de pessoas, aumentando o risco de transmissão.
Nas grandes superficies, os trabalhadores estão protegidos pelos acrilicos, mas os clientes não têm outra protecção que não a mascara que as autoridades se encarregaram de dizer que dava uma falta sensação de segurança. Com as caixas a funcionar coladinhas uma às outras, onde fica a protecção do cliente? A quem cabe fiscalizar?
Fomentar o medo para impor as medidas que querem, não para combater a pandemia, mas tomarem as decisões que entendem como a suspensão temporária da democracia, que lhes permite tomar as medidas mais impopulares sem a contestação das pessoas.
SOBE, SOBE BALÃO SOBE, aplica-se no combate à pandemia em Olhão!  

domingo, 10 de janeiro de 2021

Último mercado de rua de Olhão

Ontem realizou-se o último mercado de Olhão na rua, junto às praças.

Os vendedores sabem apenas o que lhes foi dito: que a partir do próximo sábado não haverá mais mercado de rua devido às obras de “embelezamento” da zona ribeirinha. Em alternativa não foi criado nem dispensado outro espaço para os agricultores locais venderem os seus produtos e para a população habitual se abastecer.

 

Levantam-se algumas questões:

- a Câmara de Olhão, o seu presidente e restante comitiva vereadora, que deviam zelar pelo direito ao trabalho de toda a população, são os primeiros a impedir que estes agricultores e vendedores o façam. Mesmo que o “embelezamento da zona ribeirinha” fosse uma questão primordial e de interesse nacional, têm a obrigação de disponibilizar outro espaço para o mercado se realizar enquanto durarem as obras. De ânimo leve e sem pensar nas consequências, assim se decide e trava a vida de quem precisa de trabalhar de sol a sol para comer e pagar os seus impostos.

 

- ao tomar esta decisão os senhores atrás referidos estão a deixar sem alternativa os compradores locais e de arredores que se abastecem neste mercado de rua, estão a deixar sem alternativa a população idosa, a maioria também sem transporte para se deslocar a outros locais de comércio.

 

- para além disso, esta decisão é completamente contra o princípio por todos defendido (e por eles badalado) da necessidade de incentivo ao consumo e à produção local. Acabar com o mercado de rua é mandar a população comprar no Continente, Pingo Doce e afins, produtos do Chile, da Colômbia e etc. Ao mesmo tempo que destroem os jardins e constroem novos escudando-se nas “alterações climáticas”, obrigam-nos a comprar produtos com bem maior pegada ecológica, com todas as implicações que isso tem para a economia local.

 

O presidente e afins ignoram por completo as evidências actualmente discutidas da necessidade de criar uma economia autónoma, apostando na produção local (pesca, agricultura, indústria) e continuam a apostar no turismo com “unhas e dentes” esquecendo todas as outras actividades.

Destroem a zona histórica e as nossa tradições, correm com a população local para a periferia, inventam tradições novas (ataques de piratas, roteiros de lendas ,…)

 

Creio que todas estas decisões ou são de gente ignorante e mentecapta ou são o resultado de jogos de poder e de muitas comissões entradas nos bolsos de quem decide. 
Não são de forma alguma uma gestão do interesse dos munícipes e da cidade.



 

OLHÃO: A RESPOSTA DO PRESIDENTE A QUEM NÃO CONCORDA COM ELE

 





Um professor discordando da responsabilização que os governantes fazem às pessoas e suas familias levou a resposta do presidente da câmara municipal de Olhão e da AMAL aquilo que se reproduz nas imagens, que até podem ser apagadas mas que já as temos guardadas, e nos merecem alguns comentários.
Como o professor haverá muita gente a discordar das acusações de irresponsabilidade por parte das autoridades quando elas em defesa da economia, tudo têm feito menos proteger a saúde do cidadão. É vidente que isto não significa que estejamos contra a actividade económica mas apenas que ela se processe de forma a minguar a cadeia de transmissão.
O presidente devia estar mais atento à situação das grandes superficies, mandando a policia municipal fiscalizar, se por exemplo as caixas estão a funcionar de forma alternada: é que se os funcionários estão protegidos pelos acrilicos, os clientes nas bichas ficam em contacto uns com os outros. Da mesma forma não basta apontar o dedo acusatório aos cafés e esplanadas, mas fiscalizar e verificar se estão asseguradas as distancias entre mesas, o que tem originado ajuntamentos de todo desaconselhaveis.
Mas sobre isso, o presidente nem uma palavra tece, preferindo dissertar sobre os professores e no fundo, movendo-lhes um ataque atroz, ele que protegeu professores como o Sergio Nicolae, o Camacho, a Gracinda Rendeiro ou a Elsa Parreira. Sim , esses dignificam os professores ainda que tenham desertado da escola para se refugiar nas autarquias.
Talvez que o presidente queira falar sobre o que foi como aluno; até pode ter respeitado os professores mas em termos de aproveitamento era uma nulidade, ficando-nos a duvida se alguns professores o não terão ajudado em função do papá. Sim, ele tem razão, há professores que não dignificam a profissão, aqueles que achavam que ele era burro, como em tempos o terá dito o Luis Gomes, agora seu amigo e subordinado por via dos contratos.
Como é que um individuo que escreve mal e porcamente, com as responsabilidades que tem, profere um ataque tão grande à classe dos professores, dizendo que apenas uma minoria dignifica a profissão. Deve estar a falar do papá, que por força do cartão do partido, depressa deixou de dar aulas para exercer cargos administrativos na direcção escolar. Grande professor este, mais um desertor dos alunos.
Já agora uma palavra de agradecimento a quem me fez chegar as imagens e que os nossos leitores façam o juizo que entenderem!

sábado, 9 de janeiro de 2021

OLHÃO: OS IRRESPONSAVEIS CIDADÃOS E FAMILIAS

 Numa noticia publicada no jornal on line Região Sul, António Pina chama de irresponsáveis as famílias olhanenses por causa dos jantares de natal, como se pode ler em https://regiao-sul.pt/2021/01/08/sociedade/covid-19-confinamento-e-o-preco-a-pagar-pela-irresponsabilidade-no-natal-antonio-miguel-pina/525438.
Esta aventesma, preside à AMAL e por força disso, é o dirigente máximo da Protecção Civil Regional, isto sem falar no cargo de presidente da câmara, tendo poderes bastantes para impor algumas medidas.
Vejamos a situação dos barcos da carreira para as ilhas, onde o distanciamento e medidas de protecção são sistematicamente ignoradas por parte dos utentes. Sabe-se no entanto que no núcleo da Culatra existem alguns casos de infectados, mas não há medidas para os controlar. Podem passear, vir para Olhão e transmitir aos outros sem qualquer problema.  Nas reuniões da protecção civil, ou mesmo através de comunicados, a aventesma não podia dar indicações à Policia Maritima para controlar a situação a bordo dos barcos da carreira e até mesmo fiscalizar quem de entre os infectados anda a passear na rua?
 E que dizer das pessoas que foram fazer a passagem de ano nas ilhas? Não houve ajuntamentos? Que medidas foram tomadas? Zero! Que merda de protecção civil é esta?
Quando se vê tanta gente em esplanadas em que as mesas não cumprem o distanciamento de lei, onde mesas e pessoas parecem estar em cima uns dos outros, o presidente não tinha a obrigação de mandar a policia municipal para a fazer cumprir? Ou só tem poder para os mandar multar os carros que não contribuem com uma taxa que nem devia existir, como é a do estacionamento? 
Querem lá ver que o presidente não passou o natal com a família?
Porque não diz o presidente que o governo do seu partido mantem as fronteiras abertas e que por exemplo, em Espanha com tudo fechado e um nivel de infectados muito superior ao nosso, é natural que os nuestros hermanos se deslocassem para a região afim de gozar a passagem de ano numa liberdade que não tinham no seu País. Quem diz espanhois diz muitas outras nacionalidades. Os forasteiros estrangeiros podem vir aos magotes que esse não transmitem o COVID. 
As familias olhanenses só são irresponsaveis porque o mantêm no poleiro e fazem-no porque ainda não perceberam que as opções politicas dele não são de salvaguarda dos olhanenses. A maioria da população empobrece enquanto ele enriquece. Pode ser que algum dia acordem!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

OLHÃO: REINA A IRRESPONSABILIDADE DO PODER

 A pandemia relegou-nos para uma situação de risco muito elevado em Olhão, com os donos disto tudo, os nossos queridos autarcas a descartarem as suas culpas e a aponta-las ás pessoas, por causa dos ajuntamentos familiares nas semanas de Natal e Ano Novo.
Apontar o dedo à familia como causa da transmissão do virus é uma autêntica aberração quando existem situações muito piores, onde não são cumpridos os requisitos minimos de distanciamento.
Eu também tenho familia e nenhum está infectado com o virus, pelo que se aparecer algum infectado, a transmissão veio de fora para dentro da familia. Logo não é a familia mas sim os focos de contagio que não têm sido combatidos como deviam.
Estamos a lembrar-nos que nos centros onde há maior densidade populacional e maiores concentrações de pessoas que a cadeia de transmissão é mais forte. E aí devemos olhar para os transportes publicos, para as escolas, para as fabricas, para as bichas de acesso aos hipermercados, entre outras concentrações sem que sejam mantidas as distancias necessarias, ainda mais importantes que o uso das mascaras.
Não é confinamento que resolve o problema mas sim o distanciamento, ainda que admitamos que não será demais se usarmos uma mascara. Mais vale prevenir que remediar.
Se atentarmos na evolução dos numeros constata-se que foi depois da passagem de ano que se verificou o maior indice de infectados, que o presidente da câmara tem escondido, ele que na qualidade de presidente da AMAL e da Protecção Civil distrital tem acesso. Não os divulga para transmitir a ideia que Olhão é um oasis no deserto algarvio.
Desculpa-se com as fetas natalicias, com o facto se estarmos cercados por concelhos com situação de risco elevado, mas jamais assume a sus irresponsabilidade, como se viu no Domingo passado com as esplanadas da 5 de Outubro.
Não tem uma palavra para o facto de as fronteiras estarem abertas, quando se sabe que a situação em Espanha é bem pior que  no nosso País; importante era que viessem forasteiros de todo o lado, que trouxessem muito dinheiro para gastar. Se estavam ou não infectados era de somenos!
Festas particulares em que ninguem interviu, nada disso faz parte do discurso. A cadeia de transmissão é a familia, dizem eles.
Então porque se mantêm as escolas em funcionamento quando se sabe que há alunos a dizerem nas redes sociais que estão infectados mas continuam a frequentar as aulas? Não é o Poder quem decide? Quem é afinal o irresponsavel? 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

OLHÃO: PRESIDENTE ANEDOTA SOBRE O COVID



  Que os nossos leitores pensem que pretendo chamar anedota ao presidente; o coitado nem merce isso e seria mesmo um ataque às anedotas que essa alguma têm piada e o discurso dele nenhuma.
Bem isto a propósito das mais recentes declarações e que pode ser lida em https://www.facebook.com/cmolhao/posts/3743370615715101 ou em https://postal.pt/saude/2021-01-06-Dez-concelhos-do-Algarve-em-risco-de-se-juntarem-a-lista-confinamento-parcial?utm_source=dlvr.it&utm_medium=share&utm_campaign=facebook&fbclid=IwAR0lfIfAzndMgpxt92qjWl24QWPXZNztr5QZPd2xSpjIcIbqDPzGo7gLoKY sobre os resultados da pandemia no concelho, algo que vem sistematicamente escondendo. Logo ele que lidera a protecção civil na região e sabe melhor que ninguem a evolução dos numeros concelho a concelho. Mas vale a pena ler o artigo do postal para não dizerem que somos só nós a queixar-se da falta de transparência sobre os numeros.

A imagem que agora reproduzimos foi retirada do texto do jornal on line Algarve Primeiro e que pode ser lido em https://www.algarveprimeiro.com/d/olhanenses-invadiram-esplanadas-antes-do-confinamento-/36094-1?fbclid=IwAR37SMnZZe5DP123_FL5pWznkWpG0cNtnuFQw5jtkSD-Sw1aHLuPXUO5c-M .
Depois de lidas as diversas noticias sobre o assunto, verifica-se que no dia 27 de Dezembro, a situação de infectados com o virus, no concelho, estava controlado, pelo que o aumento de infectados é posterior àquela data.
Bem pode o presidente, sem anedota, dizer que é preciso cumprir com as regras de distanciamento, e de higiene, mas é curto, muito curto para quem a obrigação de tomar decisões, como o distanciamento nos estabelecimentos de café e restauração e respectivas esplanadas, estabelecendo a devida capacidade de cada.
A imagem acima foi tirada no Domingo de manhã, antes do periodo de confinamento decretado pelo governo, competindo à câmara, na pessoa do presidente, mandar a policia municipal verificar do cumprimento das regras de distanciamento, que como se vê não  foram cumpridas.
Isto no Domingo, porque no sabado, as toldas e o mercado de rua acabou ás onze horas e eram obrigados a utilizar mascara e manter a distancia. Ou seja, para a actividade tradicional dos Mercados, impõem-se regras, regras que depois não se fazem aplicar da mesma forma às esplanadas que estão no terrado, como os produtores que nele vendem. Lindo trabalho! Premiados os "bons" espezinhados os "maus".
Convem dizer também que as regras de distanciamento são para serem cumpridas nos estabelecimentos frequentados pelos mouros, os que não estão nos planos turisticos da Avenida 5 de Outubro enquanto nesta ultima artéria ficam os olhanenses de fora, os eleitos do presidente!
Como é que a anedota ainda disserta sobre a pandemia quando ele é um dos responsaveis pela actual situação? Não faria melhor figura se continuasse calado? Se até aqui escondeu os numeros, continuava a esconder e calava-se porque para contar anedotas como ele não era preciso mais!



quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

OLHÃO: POLUIÇÃO ZERO?

 Lixo zero é o slogan da Ambiolhão, espalhado um pouco por todo o concelho, mas não passa disso mesmo, um slogan. Da mesma forma que são impotentes para atingir aquele objectivo, também podiam lançar o slogan POLUIÇÃO ZERO.
Vem sito a propósito da intervenção na Rua Diogo Mendonça Corte Real, onde foram suspensas as pesquisas de petroleo e da rota da caca, sem que tenham alcançado qualquer resultado. Melhor dizendo, não conseguiram encontrar os esgotos que faltavam.
Esta manhã, era assim que se encontrava o "furo de pesquisa" e zero esgotos. Afinal existe ou não a cartografia? E para que serve?
Ontem à tarde fizeram deslocar para o local, a engenheira da Ambiolhão, que coitada, obrigada a conter o que lhe vai no pensamento sob pena de perder o emprego, e está obrigada a apresentar uma solução que não estrague o tapete de alcatrão, um cartaz de propaganda eleitoral.
Deviam dizer, e a imagem mostra a antiguidade da casa e do esgoto dito "clandestino" com setenta anos de vida, o que não impede a exigência ao dono da casa de custear as obras com cerca de dois mil euros, quando o erro foi da Câmara Municipal de Olhão. E não se pense que será caso unico, já que outra grandiosa obra foi a da rede de esgotos em Moncarapacho, com os moradores a terem de pagar mais de dois mil euros por umas condutas que passam para a propriedade da autarquia, ou seja, a câmara faz a propaganda e os moradores pagam. Como não hão de ter milhões para obras se são os municipes a paga-las directamente? 
Mas ainda bem que desistiram das pesquisas, o que demonstra que a autarquia está a preparar-se para lançar o slogan de POLUIÇÃO ZERO, pelo menos nesta rua, porque na Avenida 5 de Outubro pode e deve continuar o excelente cartaz turistico dos cagalhões a desaguarem directamente na Ria.
O facto das zonas de produção de ameijoa virem a ser desclassificadas não é assim tão importante; importante é correr com os malvados dos viveiristas que não deixam a Ria livre para fruição exlusiva do turismo.
Porque estamos atentos ao que se passa com a Rua Diogo Mendonça Corte Real, e não só, a Almirante Reis também merece uma atenção, lembramos que hoje se espera chuva intensa entre as 18:00 horas e as 01:00 da manhã, o que vai coincidir com o preia-mar, prevendo-se que aquelas zonas alaguem, apesar do silêncio da (des)protecção civil.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

OLHÃO: PESQUISA DE PETROLEO? SERÁ?

 Na cidade de Olhão já nada espanta. Hoje vimos um homem a trabalhar, escavando na Rua Diogo Mendonça Corte Real à procura de alguma coisa, o que mexeu com a minha curiosidade e por isso fui averiguar.
Julgava eu que pesquisavam petroleo, mas estava enganado. É que afinal o homem andava à procura do esgoto, um dos tais dois que estavam em falta. Não há duvidas, são mesmo clandestinos! Uma clandestinidade com mais de setenta anos, quando foi feita a primeira ligação. Isto é que vai uma clandestinidade pegada!
Não vimos no entanto qualquer policia ou fiscal da empresa petrolifera, desculpem, do ambiente de Olhão para acompanhar ou fiscalizar a obra, sintoma de que a clandestinidade continua a ser a palavra de ordem numa autarquia, também ela clandestina.
Tão clandestina que não publica e muito menos utiliza o tal cadastro que dizem ter desde 2017, apresentado como uma grande vitoria, mas cuja utilidade é nula, ou pelo menos parece. É que podiam mandar alguem àquela rua, munido do cadastro e dizer ao pobre do homem agarrado ora à enxada ora à pá onde estavam os esgotos.
Um mês depois de trem partido um esgoto, e depois da pressão para procederem às ligações em falta, viram-se obrigados a porem alguem a pesquisar onde estava o lençol de pitroil. E como vingança, querem ainda que o clandestino dono da casa pague a ligação "legal" dos esgotos que já tem desde sempre. Isto é que vai uma açorda!
Claro que não é quem é contratado que tem a culpa do péssimo serviço que vem sendo prestado, mas sim da incompetência de quem manda e quando dizemos isto, não estamos a apontar o dedo à engenheira da Ambiolhão, a menos culpada disto. Aliás, na sua tese de mestrado, que lemos, a engenheira mostra que sabe onde está o problema mas é condicionada por quem tem o poder de decisão. 
Deste modo, a responsabilidade é unica e exclusiva dos detentores do Poder local, que não só são incompetentes, como umas bestas quadradas, vingativas, prepotentes e anti-democráticas.
Se levarem o resto do dia com a pesquisa de petroleo, é muito provavel que lá para o fim do ano que agora começou, terminem a obra. Talvez ponham ali também uma estátua aos esgotos, não de petroleo mas da caca!
E não vão à bardamerda? 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

OLHÃO: ESGOTOS, O CANCRO DA CIDADE

 Depois de um curto intervalo para a passagem do ano, retomamos a actividade normal, que para desgosto de muitos, nos leva a criticar as opções da autarquia e como não podia deixar de ser, em primeiro lugar estão os esgotos.
Por isso fomos visitar o site da empresa municipal de ambiente, a Ambiolhão, e tentar perceber quais as novidades sobre esse tema. Nada! Pelo contrário, o que encontrámos em matéria de ambiente e que pode ser visto em http://www.ambiolhao.pt/site/index.php/ambiente/saneamento-basico é velho, completamente ultrapassado, de tal forma que nem na nova ETAR falam.
Pensava eu que, à semelhança das plantas de ordenamento, o cadastro das redes de agua e esgotos estaria publicado no site da empresa, mas parece que aquilo é segredo de estado, ultra secreto, não vão as pessoas se aperceber da grosseira mentira que têm feito passar ao longo dos anos.
A importância do conhecimento do cadastro deriva do facto de todos nós passarmos a saber onde não há rede separativa de aguas, ou seja existe um sistema multiplo que vai desaguar na Ria sem qualquer tratamento, poluindo-a!
Por mais que digam, não há ligações clandestinas de esgotos, mas sim esgotos construídos antes da rede separativa de saneamento, como aqueles que foram encontrados na Rua Diogo Mendonça Corte Real, onde a empresa municipal dizia ter detectado cinco ligações sem caixa de superficie, mas só repararam três. Cadê as outras duas? Não é para fazer? Quem é o miope que só viu cinco quando são muitas mais?
O sistema separativo foi construído entre 1984 e 1992 e depois disso foi aprovado o Regulamento Geral das aguas e saneamento publico e prediais, pelo Decreto Regulamentar 23/95. Curiosamente, em matéria de saneamento a Ambiolhão é pobrezinha na legislação aplicavel, resumindo-a como se pode ver em http://www.ambiolhao.pt/site/index.php/ambiente/saneamento-basico .
A ligação às redes publicas é uma responsabilidade das autarquias que no entanto pode ser delegada no construtor do prédio mas teria sempre de ser acompanhada e fiscalizada pelos serviços da autarquia. Claro que os serviços da autarquia se estiveram borrifando para isso e quem paga a factura é a Ria Formosa.
Por causa dos esgotos e do mau funcionamento das ETAR, zonas de produção de ameijoa foram total ou parcialmente proíbidas e por isso foi elaborado o Despacho 2227/2013, um despacho conjunto dos Secretários de Estado do Mar e do Ambiente e do Ordenamento do Território de 7 de Fevereiro de 2013 e que tinha como objecto, estabelecer medidas para a redução e controlo da contaminação fecal da Ria Formosa, e por finalidade, criar condições para a progressiva melhoria da qualidade da agua da Ria Formosa e controlo dessa mesma qualidade no que respeita à contaminação fecal. Mas diz mais aquele despacho e que pode ser lido em  https://dre.tretas.org/dre/306797/despacho-2227-2013-de-7-de-fevereiro, " Determina a definição de um programa de medidas, por forma a reduzir a poluição nas águas conquícolas, tendo como objetivo atingir, a prazo, uma situação ideal de qualidade da água, em que os bivalves não ultrapassem, no que respeita à contaminação fecal, 300 Coliformes fecais/100 g de carne e líquido intervalvar. Este nível de contaminação será equivalente em termos de correspondência paramétrica a 230 Escherichia coli/100 g de carne e líquido intervalvar. Ou seja, o nível de contaminação máximo das zonas de produção de bivalves de classe A, em que os bivalves podem ser diretamente consumidos pelo homem".
Daqui a um mês, faz oito anos depois da publicação daquele despacho e a situação piorou com o presidente da câmara, o principal responsavel pela situação a assobiar para o lado.
Continuem a votar nele para ver se a Ria Formosa morre de vez!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

OLHÃO: ANO NOVO, VIDA VELHA

Para começar, os votos de que o ano que agora começa nos traga melhores dias, do que duvidamos.
Para nós, é ponto assente que o capital mais valioso é o capital humano, particularmente aquele que integra a força de trabalho maltratada com salários que não garantem uma vida com a dignidade que todos merecem. 
Como já dissemos, as condições de vida da maioria das pessoas estão baixo do limiar de pobreza fixado pelo governo em 501 euros mensais, como se pode ver em https://expresso.pt/economia/2020-10-16-Novo-apoio-social-nao-garante-minimo-do-limiar-de-pobreza.
As reformas de miséria ficam abaixo daquele limiar; o RSI esta abaixo do limiar e alguns outros apoios para colmatar as quebras provocadas pela pandemia também ficam abaixo. Quanto àqueles que ganham o salário minimo nacional (635 euros), liquido ficam 565 euros, ligeiramente acima do limiar de pobreza, ou seja, mesmo trabalhando estão perto da pobreza.
Nos ultimos anos, a opção politica levada a cabo pelo poder politico em Olhão, não contempla a promoção da criação de trabalho, criando estimulos para a fixação de novas industrias, na agricultura, na pesca ou na extracção mineira, num concelho em que a força de trabalho utilizada não vai alem de seis mil e quinhentas pessoas e dessas, metade trabalham no estado ou serviços dele dependentes. Trabalho por conta de outrem, fica-se pelos cerca de três mil postos de trabalho para uma população de quarenta e cinco mil habitantes.   
També já o dissemos, é necessário que o poder politico reveja as suas opções, que revele mais preocupações com as pessoas, criando uma zona industrial, não para a transferência de empresas da malha urbana, mas para atrair novos industrias capazes de criar mais e novos postos de trabalho.
Necessário também, e uma vez que está elaborado o cadastro das redes de saneamento, fazer um forte investimento faseado, para corrigir o que vai de mal naquelas redes e que são a principal fonte de degradação da produção de bivalves na Ria Formosa, e que estão na origem da proibição de uma zona e desclassificadas outras duas para a produção de ameijoa.
É necessário tambem uma aposta forte na habitação social que permita às pessoas carenciadas o acesso a um tecto já que a lei Cristas do arrendamento veio facilitar o aumento e despejo das pessoas. Curiosamente, uma Lei que todos na oposição criticavam quando foi aprovada mas que depois de chegar ao Poder, não a alteram. Há muitos anos que não é construída qualquer habitação social!
E são aqueles que estão mais perto do poder, ou que têm melhores condições de vida, revelando uma inveja absurda, vêm criticar algumas pessoas com menos posses que veem no café, negando-lhes o direito a uma vida pobre mas com alguma dignidade, como se isso fosse sinonimo de abastança. Quando vêm invejar a pobreza deviam passar pelo mesmo para perceber como nos dias de hoje, o convivio social faz parte da vida das pessoas. Já o Mexia, aquele que ganha milhões, dizia que gostava de experimentar viver com o salário minimo nacional.
Trabalho e salário digno!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

OLHÃO: AGENDA ELEITORAL EM EXECUÇÃO NO ANO QUE TERMINA

 As eleições autárquicas realizam-se em Outubro do novo ano, mas tudo foi maximizado para a continuação no Poder daqueles que muito mal têm gerido os destinos do concelho.
Quando se condiciona a politica autárquica à agenda eleitoral, é o mesmo que dizer que as populações durante o mandato são relegadas para plano secundário e só no seu final se procura ir de encontro aos desejos do eleitor.
Os mandatos autárquicos têm a duração de quatro anos no entanto e só no ultimo semestre, o Município de Olhão de acordo com as publicações no portal Base do governo, entre ajustes directos, consultas prévias ou concursos públicos, assinou contratos de obras num valor superior a sete milhões de euros que claro não serão pagos no ano em curso mas no decorrer do próximo. Porque as obras são uma forma de conquistar votos e os eleitores tenham conhecimento delas então torna-se necessário publicita-las e a autarquia gastou, no mesmo período de tempo, em meios publicitários qualquer coisa como perto de trezentos mil euros.
Quando se fala em igualdade de condições perante as diversas candidaturas e assistimos à utilização de dinheiros públicos para auto promoção de uma lista concorrente, ainda que indirectamente, então estamos perante uma tremenda desigualdade.  
Os apoiantes do Pina e do falso partido socialista batem palmas esquecendo que um dia poderão vir a provar do mesmo veneno!
Na ultima assembleia municipal, o presidente da câmara, com o apoio de toda a bancada de vermes, usou e abusou do achincalhamento de publico e opositores sem que da parte da mesa da assembleia se sentisse qualquer reprimenda ou aconselhamento à utilização de melhores modos.
Por diversas vezes chamámos a atenção para a necessidade de exibição das gravações das assembleias para que as pessoas percebam as atitudes do pequeno ditador, até porque podem estar do lado dele enquanto tiverem alguma forma de beneficio mas se um dia deixar de terem essa benesse, poderão virar-se contra.
Os partidos têm alguma "alergia" a pedir o acesso ás gravações e publicita-las, mas depois queixam-se do tratamento dado aos seus representantes na assembleia. Mais do que lamentar-se, devem agir.
E se não querem pedir o acesso para não serem denunciados pela publicitação, então munam-se de câmeras ocultas e filmem. De seguida, passam para um computador de alguem que não esteja relacionado e dele para uma pen. A seguir já podem publicar, porque encontraram uma pen na caixa do correio e entenderam que o direito a informar se sobrepõe à ditadura do Pina.
Não podem ou não devem deixar que o pequeno ditador continue maltratando o publico e os eleitos. Divulguem as suas atitudes manhosas.
ABAIXO A DITADURA! 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

RIA FORMOSA: CRISE E CRIME AMBIENTAL

 A Ria Formosa já viveu melhores dias tanto do ponto de vista económico como social e ambiental. É o resultado de politicas que se mostraram destruidoras de um património invejável.
No passado, em que eram utilizadas toda a espécie de artes, havia riqueza de tudo. Já haviam arrastos de varas, tapasteiros, redinhas, covos, merjonas e outras, mas sempre houve com fartura desde a ameijoa boa, à ameijoa de cão, ameijoa macha, carcanhol, longueirão, douradas, robalos, chocos e polvos, mas também o cavalo marinho e a seba, entre outras; hoje com tanta proibição não há nada.
Há dez anos atrás, a Polis descobriu uma mancha de caulerpa, uma espécie exótica, infestante e invasora, que apesar de ser proibida pelo Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, nenhuma entidade fez o quer que fosse para acabar com ela. A caulerpa vem ocupando o espaço que era da seba, entretanto transposta para o Portinho da Arrábida por uns senhores que vivem à pala de subsídios governamentais e bolsas, mas que apontam  dedo a quem trabalha e vive da Ria. Esta alga não serve de abrigo a nenhuma espécie que via na seba o refugio contra os predadores. Hoje temos predadores diferentes e muito piores, engravatados que nunca puseram os pés na lama!
Antes de aparecer a caulerpa, já a Ria vivia dias de amargura com a poluição provocada pelas descargas das ETAR e dos esgotos directos que matam a ameijoa, que degradam os fundos, que não asseguram a qualidade ecológica que as aguas da Ria deviam ter e que estão na origem do desaparecimento da seba e do cavalo marinho. Bem inventam, atribuindo culpas a terceiros, apontando soluções como a criação de santuários como se fosse possível desenvolver uma espécie sem lhe oferecer um habitat próprio.
Porque uma peste nunca vem só, temos a ostra giga, uma espécie exótica, que consta da lista de espécies proibidas pela Comunidade Europeia e que não podia ser produzida em todo o território português. A matéria orgânica segregada pela ostra degrada os fundos apodrecendo-os sendo motivo de forte preocupação sem se falar que sem ser feito o estudo para a capacidade de carga para a sua produção nem sequer devia ser autorizada, sem falar no consumo de oxigénio e de alimento que depois falta às outras espécies. Mas outros valores, interesses mais elevados, se sobrepõem. Que se produza a ostra e mate-se a ameijoa!
Quando temos um presidente de câmara, que utiliza todo o seu poder de influenciar, capaz de ocupar ilegalmente terrenos do Domínio Publico Marítimo, que se transforma num dos maiores produtores de ostras exóticas, não é de admirar que não queira acabar com a poluição na Ria. O mesmo presidente que em 2013 afirmava ir transformar a Ilha da Armona na Quinta do Lago de Olhão, ou que mais recentemente dizia que a Ria era a Auto Europa do Algarve, é aquele que mais contribui directa e indirectamente para a degradação ambiental da Ria.
A Ria Formosa vive uma crise, provocada por crimes ambientais! Essa é a verdade!

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

ALGARVE: APOSTA TURISTICA CONDENA POPULAÇÃO ALGARVIA

 Ao longo dos anos tem sido prosseguida uma politica quase que em exclusividade no sector turistico, condenando quase todas as outras actividades e população a bolsas de miséria. Mas nem por isso estamos contra o turismo mas entendemos que os dinheiros publicos devem diversificar mais e melhor actividades como a pesca, a agricultura, a extracção mineira e a industria, sectores que geram mais empregabilidade e menos sazonais.
Para que se perceba melhor as implicações da politica de exclusividade turistica vamos fornecer alguns numeros que podem ser confirmados em https://www.portalmunicipal.gov.pt/municipio?locale=pt .
Castro Marim - 15,75%  -  38,04%
Faro                - 13,24%  -  44,14%
Lagoa             - 17,07%  -  39,51%
Lagos             - 15,75%  -  38,04%
Loulé             - 15,07%  -  26,7%
Portimão       - 17,23%  -  66,04%
Vila Real      -  19,86%  -  52,09%
Para efeitos estatisticos, a população é dividida entre população activa e população não activa, em função da idade, já que como não activos se encontram os jovens até à idade de entrar no mercado de trabalho e também os pensionistas ou reformados, o que representa cerca de 40% da população total.
As percentagens expostas incidem sobre a população em idade activa, pelo que será necessário multiplicar as percentagens pelos 60% da população total.
Porque já escrevemos sobre a situação em Olhão, que vem apostando todas as cartas no turismo, escolhemos mais sete concelhos, também eles com forte aposta no turismo e que perfazem 50% da totalidade dos concelhos, mas que pela sua localização geográfica são mais apeteciveis para este tipo de apostas.
Vila de Sº António e Portimão são os dois exemplos mais negativos do que vem sendo a aposta politica embora Faro se aproxime muito deles. A situação no interior da região melhora, mas é no litoral que se concentra a maioria da população algarvia.
Sempre defendemos o principio de quem não trabalha não come mas ao mesmo tempo também dizemos que é preciso criar condições de trabalho e de vida apara que as pessoas tenham vergonha de estar sem trabalho. E quando se trabalha deve-se ser remunerado.
A classe politica não quer resolver este problema porque assim tem um exercito de pessoas que a qualquer momento podem ser chamadas a trabalhar por salários de miséria.
Nos concelhos de forte pendor turistico, esta reserva de mão de obra barata é a forma de maximizar o lucro, mantendo os trabalhadores na miséria, mesmo trabalhando.
Mostra também a falta de estofo empresarial da maioria dos nossos empregadores. Mas não só. porque também se percebe um desconhecimento generalizado a respeito do que é a gestão empresarial.
O lucro que é a riqueza crida pela conjugação do investimento e da força de trabalho é pessimamente repartido. Do lado do investidor ele recupera o investimento através do mecanismo das depreciações ou amortizações fiscais, como lhe queiram chamar, não porque recebam qualquer dinheiro mas porque o fazem reflectir no valor do produto acabado. Mas em regra e por falta de conhecimentos, o empresario limita-se a fixar o preço em função da concorrência sem ter em conta os reais custos de funcionamento e investimento.
Assim, quando as coisas correm menos bem e porque não há uma previsão, o mais prático é deixar o trabalhador sem salário ou pagar-lhe o menos possivel para manter o lucro, a riqueza criada, em alta de tal forma que quem a cria, o trabalhador, não pode consumir aquilo que produz.
Se não for alterado este paradigma, o Povo algarvio, na sua maioria está condenado à fome e miséria por força da aposta exclusiva no turismo.
TRABALHO COM SALÁRIO JUSTO! NÃO À ESCRAVATURA!   

domingo, 27 de dezembro de 2020

OLHÃO: QUE FUTURO PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS?

 Na sequência do texto de ontem, vamos tentar fazer uma pequena radiografia da situação da população residente que como se viu é de 45216 pessoas.
Daquele numero, já se percebeu que pouco menos de trinta por cento, 13245, integram a força de trabalho, faltando saber onde a utilizam, sendo que metade delas trabalham fora do concelho. A outra metade, se analisarmos bem, a empregabilidade no concelho depende muito do estado, o que é muito mau, porque condiciona a alternância no Poder, criando-se sindicatos de voto.
Autarquias e empresas municipais, forças de segurança, autoridade tributaria, segurança social e centro de emprego, centros de saúde e extensões, tribunal e cartórios, agrupamentos escolares e as IPSS como centros de dia, lares, ocupação de tempos livres, com a ACASO com o maior numero de trabalhadores, as Misericórdias ou a Cruz Vermelha, todas elas a viverem dos dinheiros do Estado, conseguem absorver metade dos seis mil e seiscentos trabalhadores restantes, ou seja, três mil e trezentos.
A outra metade são comerciantes e alguns trabalhadores, profissões liberais, prestadores de serviços, duas fabricas de transformação de pescado e duas de sal e o maior "empregador" é, sem sobra de duvidas, a Ria Formosa com produtores de ameijoa, da apanha do berbigão ou da pequena pesca artesanal e alguns, não tanto quanto apregoam, andam de avental a servir copos de aguardente.
Qualquer fabrica tem tantos trabalhadores quanto todos os que trabalham na 5 de Outubro, o que nos dá a ideia que a opção turística não tem sido a melhor para o desenvolvimento social da população olhanense e que apenas serve determinados interesses.
Obviamente que a autarquia não vai instalar fabricas, porque não tem dinheiro nem vocação para tal. Mas pode contribuir e muito para reverter a situação. Como?
Os dinheiros gastos na promoção turística, no arranjo paisagístico a pensar nos forasteiros, poderiam servir para criar um loteamento industrial, cedendo o espaço de forma gratuita ou por um preço simbólico, com a obrigatoriedade de funcionar pelo menos durante dez anos, atraindo investimento para a criação de trabalho. Quanto custam as obras na 5 de Outubro com o arranjo da estrada, dos passeios e dos jardins?
Se a autarquia tivesse preocupações com a condição de vida dos residentes, podia criar um gabinete de apoio a pequenos industriais para transformação de produtos da Ria, como uma pequena unidade para desmiolar berbigão e recolher as cascas para deitar nos viveiros, a titulo de exemplo; como poderia ajudar a criar uma unidade de tratamento da casca das ostras mortas, triturando-as para as jogar na Ria; ajudando na instalação de uma unidade de congelação para o polvo ou uma unidade de desidratação para secagem de peixe. Valorizar o produto do mar e aumentar o ganho de quem dele vive.
Claro que o presidente da câmara não tem qualquer preocupação com a população residente e essa população acaba por não se rever nas opções politicas dos detentores do Poder autárquico, abstendo-se da sua participação no acto de votar, o que ajuda a explicar a elevada taxa de abstenção de 58%.
São as opções de quem exerce o Poder e está no seu direito. Mas e as opções do cidadão eleitor será a mesma? Cabe aos eleitores olhanenses dizerem de sua justiça nas próximas eleições autárquicas. Se mantiverem o mesmo sentido de voto, hipotecam o futuro de filos e netos, ou mudam e exigem também a mudança de opções.
Para isso será necessário uma votação maciça capaz de esmagar a pequena ditadura de quarenta anos!

sábado, 26 de dezembro de 2020

OLHÃO: NATAL DE MISÉRIA E FOME

 Os nossos autarcas, e particularmente o presidente da câmara, gostam muito de exibir as suas habilidades politicas, através das redes socias e da imprensa regional, socorrendo-se de especialistas de comunicação, de publicidade e marketing, transformando a dura realidade da população olhanense, dourando-a! Mas os numeros estão aí para os desmentir, como poderão ver a seguir.
A imagem acima foi retirada, hoje do Portal da Transparência Municipal, apresentada num site do governo de António Costa e revela-nos alguns indicadores muito interessantes e sobre os quais todos deveriam reflectir e perceber a triste realidade do concelho.
Porque na imagem não dá para visualizar convenientemente os numeros, fizemos um extracto do quadro exposto no lado direito e que apresentamos de seguida.

 Temos então uma população total de 45.216, a qual se divide entre população em idade activa e não activa: os primeiros integram desde os jovens à procura do primeiro emprego até aos que têm idade para se reformar e que representam cerca de 60% e os segundos, os jovens em idade escolar e os reformados ou pensionistas que representam cerca de 40%.
Por exclusão de partes, os não activos totalizam cerca de 18086 enquanto os que estão em condições de trabalhar representam cerca de 27130.
Do lado dos activos, temos uma taxa de desempregados de 17,27 e 33,91 de beneficiários do RSI da Segurança Social, perfazendo um total de 51,18 da população activa, ou seja cerca de 13885 pessoas sem trabalho, que juntando aos 18086, perfaz um total de 31971 pessoas sem produzir, pelo que restam cerca de 13245 pessoas no mercado inseridas no mercado de trabalho, cerca de 30% da população total.
De grupo que está efectivamente activo, a trabalhar, a maioria deles trabalham fora do concelho, nomeadamente no Hospital de Faro, na UALG, no aeroporto ou na administração publica e forças de segurança e ainda na prestação de serviços ou comercio.
Olhão passou a ser um dormitório e um mau dormitório quando no seu passado era um grande centro produtivo, com a pesca e a industria que lhe estava associada a terem um papel determinante, ocupando uma parte substantiva da população que hoje só terá direito a trabalho se se sujeitar a um salário de miséria. 
Até mesmo o indicador do salário médio apresentado na infogravura de 905,00 euros mensais, bem abaixo da média nacional, diz bem o que são os salários praticados no concelho.
Curioso é verificar que a renda de casa está nos 310,26 euros e as despesas com o ambiente em cerca de 22,50 euros. a que falta acrescentar as despesas com electricidade e gaz.
As perspectivas de desenvolvimento delineadas são uma fraude, destinando-se a promover o crescimento de algumas actividades sem que tal seja acompanhado do desejado desenvolvimento social.
A visão de que o turismo em Olhão vai resolver estes problemas é completamente errada, não só pela sua sazonalidade como pelos gastos dos recursos na sua promoção que deveriam ser canalizados para o desenvolvimento da população residente.
Muito alcatrão, muito betão, muito passeio, mas criação de riqueza muito pouca, valendo-nos ainda a Ria cada vez menos Formosa.
E ainda há quem defenda este tipo de desenvolvimento, os calhaus com olhos do costume! 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

OLHÃO: MENSAGEM DE NATAL OU CAMPANHA PUBLICITÁRIA?

 O presidente da câmara municipal de Olhão esconde-se atrás da empresa municipal, à qual também preside, para de forma encapotada de mensagem de natal fazer mais um pouco de publicidade barata.
Desta vez apresenta um video, suposto ser a tal mensagem natalicia, para falar dos investimentos que a empresa fez em agua e esgotos, sem nunca referir a continuação da poluição da Ria.
É verdade que gastou três milhões de euros em infraestruturas de agua e saneamento, que beneficiaram algumas zonas mas também pessoas que teriam de gastar uma boa dose de dinheiro caso suportassem os custos associados ao urbanismo que lhes era devido, como o foram os esgotos de Olhão Nascente.
Apesar do investimento feito em esgotos novos, mas deixando os antigos na mesma e por isso não corrigindo o quer que seja, e mesmo assim de forma duvidosa como foi a situação na Rua Diogo Mendonça Corte Real em que a empresa municipal, após aturada investigação, dizia ter detectado cinco ligações de esgotos à rede de aguas pluviais, que não tinham caixas de superficie, mas só resolveram o problema de três. Então e as demais?
Certo é que os as descargas de aguas residuais continuam a ser descarregadas na Ria Formosa e Olhão é o unico concelho de toda a Ria que tem uma zona proíbida o que impede o normal trabalho dos produtores de ameijoa naquela zona, contando ainda com duas zonas classificadas em classe C, e já foram quatro.
Se houvesse uma fiscalização séria, como seriam vendidas as toneladas de ameijoa de zonas de classe C se elas têm de ser transpostas para zona de classe A e ali se manter durante o tempo suficiente para passarem a classe B?
O Pina vive de e para a imagem, tendo contratado empresas e pessoas especializadas em publicidade e marketing para dourar as asneiras que faz.
De facto criou algumas redes de esgotos em Moncarapacho, e já teve que as alterar porque depois de criadas acabaram por estar na origem das inundações naquela Vila, como fez noutras zonas. Agora corrigir os que apresentam defeitos, nada.
Utilizar a mensagem de natal para publicitar obras, num contexto de pré-campanha eleitoral. Nada mau. É burro mas sabe-a toda!