quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

OLHÃO: MAIS UMA PEDRADA NOS MERCADOS

 A pouco mais de nove meses das eleições autárquicas, o presidente da câmara e o seu séquito desdobram-se no anuncio de obras e mais obras, algumas muito duvidosas.
Depois da descaracterização da 5 de Outubro, com o alargar dos passeios para dar mais espaço às esplanadas e os peões a passarem de largo, segue-se a destruição dos jardins, do qual correram com o mercado de rua que ali se fazia sem ter arranjado uma alternativa a quem ali desenvolvia a sua actividade, como se os mercados de rua não fossem, em qualquer parte do mundo, uma fonte de atracção turistica. Mas não se ficam por aqui as intervenções ou invenções autárquicas que hão de acabar com a actividade tradicional dos Mercados.
Seguem-se agora, mais umas obras no lado sul dos Mercados, razão pela qual o, também ele tradicional, mercado de rua horto-fruticola vai ser suspenso, mal se sabendo se voltará a funcionar. Este Mercado, que ao longo dos anos trazia muita gente para apreciar a qualidade dos produtos ali vendidos e que era uma fonte de rendimento para os pequenos produtores, está em vias de acabar. Para já. é a suspensão.
Desconhece-se que obras vão ser feitas, que nesse aspecto a autarquia presidida por António Pina é muita avessa em dar a conhecer à população as reais vontades, acabar com os Mercados! Mas que vão ser feitas, vão!
Como é de esperar, o que irá sair dali, é mais uma requalificação ao serviço das esplanadas  e menos para as actividades tradicionais que lhe são caracteristicas. Aos poucos a venda de peixe e horto-fruticolas vai esmorecendo até chegar o momento em que já não vale a pena levantar de madrugada para satisfazer o pouco fornecimento aos utentes dos Mercados. Diminui a oferta, diminui a procura, repetindo-se vezes sem conta até à completa extinção!
Acho bem, cada Povo tem aquilo que merece. Apenas se preocupam com a sua própria barriga e desde que não lhes bata à porta, e que se fique pela porta do vizinho, está tudo certo! Mas um dia, vai mesmo bater-lhes à porta e aí já se esqueceram que levaram anos a bater palmas a um pequeno grupo de canalhas que não vê mais nada que é o turismo, condenando todas as actividades que puseram Olhão no mapa.
Ninguem está contra o turismo, mas a pandemia veio mostrar a necessidade da diversificação das actividades económicas, particularmente as de indole produtiva, como o são a pesca, a agricultura e a industria. Que o Pina venha a criar as condições para promover o turismo, tudo bem mas quando condiciona aquelas actividades ao desmantelamento, tudo mal!
Daqui a nove meses e meio votem nesse crápula, outra vez! 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

OLHÃO: HASTA POUCO PUBLICA!

 

Não é a primeira nem será a ultima vez que assistimos a este filme mas a culpa também é nossa por andarmos distraídos e às vezes não darmos a importância devida a algumas situações.
Vem este arrazoado a propósito da alienação das antigas instalações da Bela Olhão através de uma hasta pouco publica e se assim a rotulamos é porque ela é de facto pouco conhecida.
Porque temos uma autarquia muito poupadinha, já não dizemos para colocar um outdoor em frente às instalações, bastando uma faixa chamando a atenção para a intenção de alienar o imovel, estimulando assim o dialogo concorrencial. Mais, se a ideia era valorizar, depois da contratação de tantos especialistas em marketing e publicidade, a ganharem uma pipa de massa, porque não foi feita uma grande campanha de promoção da alienação, restringindo-a apenas à publicitação de um edital? Claro que isso não agrada ao Pina que vê neste processo uma forma de proceder a uma alienação que mais parece uma negociação directa.
É que nem sequer é do conhecimento publico o valor base fixado para a hasta publica e quem o quiser saber teria de ir à câmara consultar no serviço de contratação publica, numa altura em que só atendiam por marcação.
Para isto, o Covid já não representa qualquer perigo!
Quase que arriscaríamos a dizer quem vai ser o futuro proprietário, o tal Parente, que aterrou em Olhão, onde viu uma oportunidade de ganhar milhões. Fica-nos a duvida se não haverá mais alguém a ganhar um bom dinheiro com este negocio, quem sabe algum facilitador de negócios.
Não bastava já a forma como foi adquirido o edificio como até a venda está envolta num manto de escuridão, o que também não admira se tivermos em conta a opacidade da gestão autárquica.
Será que os munícipes que pagam as suas taxas e impostos não têm o direito de saber qual o valor base para a alienação? Porque se esconde isto do povo? E como vai ser se a hasta ficar deserta? Será negociada directamente?
Cada Povo tem a governação que merece, e o Povo de Olhão tem feito por merecer aquilo que este traste vem fazendo, batendo palmas, bajulando o pequeno ditador, sem qualquer sentido critico.
Continuem a votar nele e depois queixem-se! 
  

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

OLHÃO: CONCESSÃO DA ARMONA PENDURADA COM ARAMES!

 Uma das questões pendentes no mandato do Pina, um chico esperto, é a concessão da Ilha da Armona da qual nunca mais falou, mas nós estamos atentos e continuaremos a acompanhar este processo.
A concessão foi atribuída em Fevereiro de 1983, com direito a publicação do Decreto-Lei 92/83 no Diário da Republica e que pode ser lido em https://dre.tretas.org/dre/142417/decreto-lei-92-83-de-16-de-fevereiro.
No numero 2 da Base IX, que é parte integrante do Decreto, fixa-se o prazo da concessão por trinta anos, sendo renovavel automaticamente por períodos de dez anos e o cessa se for denunciada dois anos antes do termo do prazo ou um ano antes do fim do prazo em caso de prorrogação.
O Pina tem vindo a fazer um braço de ferro com o ministério do ambiente porque quer quer a continuidade da concessão antes de fazer os esgotos, condição indispensável, de acordo com o decreto, para a sua prorrogação ou renovação. 
Entretanto e no âmbito da Sociedade Polis, no ano de 2017, foi elaborado e aprovado o Plano de Intervenção e Requalificação da Ilha da Armona, onde constava a construção da rede de esgotos, entre outras coisas e mais alguma que o Pina inventou como se pode ver em https://www.sulinformacao.pt/2017/08/ministro-garante-pir-e-renovacao-da-concessao-da-armona-ate-final-de-2017/.
Em 2019, o Pina lançou o concurso publico para a construção da rede de esgotos por um valor tão baixo que acabou por ficar deserto e nunca mais voltou a falar no assunto. Mas agora estamos a um ano de eleições autárquicas e perante a campanha eleitoral, sente a necessidade de vir levantar a bandeira do esgotos da Ilha da Armona, para mais uma vez enganar as pessoas.
Ao fechar as portas de 2020 mas a abrir as de 2021, cada vez mais próximo do fim do prazo, procurará lançar um novo concurso, provavelmente por um valor baixo de forma a que fique deserto novamente, e desculpando-se junto do ministério com isso, se a coisa der para o torto.
Como vem sendo hábito vai empurrando, com a barriga, os problemas para a frente obedecendo a estratégia politica sem ter em conta a situação das pessoas que lá têm casa e que passa pelo seguinte: lança um concurso que fixa deserto; diz que se compromete a fazer os esgotos depois da renovação; ganha tempo e o ministro concede-lhe o beneficio da duvida, "esquecendo" do termo do prazo; prorrogação da concessão por mais dez anos garantida.
E se o ministro se apoiar na versão do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente e não renovar a concessão antes dos esgotos feitos? Acaba a concessão!  
Cabe à associações representativa dos proprietários de casas questionar e tornar públicas as declarações que o Pina venha a produzir. Só assim as pessoas perceberão a chique espertice do artista e em consciência votar. Querem mais do mesmo ou mudar de rumo?

domingo, 20 de dezembro de 2020

OLHÃO: OPACIDADE MUNICIPAL

 A falta de cultura politica e de democracia leva a que muitas pessoas apreciem os actos de gestão do executivo, que de socialista só tem o nome, sem ter em conta que o que se esconde é sintomatico da produção de decisões um bocado escuras.
Uma autarquia a serio, que pauta a sua actuação pela transparência de processos não está quase quatorze meses sem publicitar uma acta de sessões de câmara como se pode ver na imagem seguinte

 O que esconde Pina e companhia? O que dizem a este respeito os habituais lambe cus, sempre prontos a defender o dono sem ter em conta que vivemos numa democracia e num chamado dito de direito democrático?
Em quatorze meses muita coisa foi aprovada, sendo que muitas delas são decididas ao arrepio da vontade do cidadão eleitor.
Será que esta atitude do executivo presidido pelo Pina tem protecção legal? Vejamos o que nos diz o Regime Juridico das Autarquias Locais na imagem seguinte

Pois bem, as deliberações dos órgãos das autarquias locais ou decisões destinadas a ter eficácia externa devem ser publicadas em edital e publicadas no sitio da internet, no boletim da autarquia local e nos jornais regionais editados na area da autarquia, nos trinta dias subsequentes à sua prática. É assim que resumidamente estipula o artigo 56º, nº 1 e 2 do RJAL.
Como se vê, a prática do Pina é bem diferente, mas também sabemos que é aconselhado nesse sentido por alguns artistas de um direito retorcido. Habilidades!
Mas o artigo 158ª do Codigo de Procedimento Administrativo diz o seguinte:
  Artigo 158.º
Publicação obrigatória
1 - A publicação dos atos administrativos só é obrigatória quando exigida por lei.
2 - A falta de publicação do ato, quando legalmente exigida, implica a sua ineficácia.

  Artigo 159.º
Termos da publicação obrigatória
Quando a lei impuser a publicação do ato, mas não regular os respetivos termos, deve a mesma ser feita no Diário da República ou na publicação oficial da entidade pública, e na Internet, no sítio institucional da entidade em causa, no prazo de 30 dias, e conter todos os elementos referidos no n.º 1 do artigo 151.º

Parece assim, que as deliberações e ou decisões (despachos) destinadas a ter eficácia externa, como o são os processos de obras, têm de ser publicadas não só em edital como no site da autarquia, o que esta não faz, pelo que estão feridas de falta de eficácia.
Dia 28, vai realizar-se mais uma assembleia municipal e os assuntos que vão ser submetidos são precedidos de deliberação camarária pelo que podem estar feridos de falta de eficácia, ou seja não existirem oficialmente.
Do mesmo modo, todas as assembleias municipais efectuadas depois de 7 de Outubro de 2019, data da ultima acta da câmara publicada, podem ser impugnadas por falta de eficácia dos assuntos que lhe foram submetidos.
A Câmara Municipal de Olhão é um coito de parasitas politicos que viola a Lei a todo o tempo mas sabe exigir do cidadão o seu cumprimento. E se fossem todos à bardamerda!

sábado, 19 de dezembro de 2020

OLHÃO: DIA SOMBRIO COMO AS OBRAS DA AMBIOLHÃO

 É verdade, hoje temos um dia tão sombrio quanto as obras da Ambiolhão, e porque é fim de semana o texto vai ser um pouco maior para entreter os nossos leitores.
Comecemos então pela imagem do comunicado da Ambiolhão

Diz o comunicado que foram cinco os ramais de esgotos domésticos ligados à rede de esgotos pluviais, apesar de apresentar a imagem de um só.
Na imagem acima estão dois sem caixa à superfície faltando encontrar os restantes três;

No outro lado da rua, estão mais dois, totalizando quatro. Não sabemos onde foram descobrir o restante mas são tantos naquela zona na mesma situação que só a miopia de quem fez este levantamento não viu, ou melhor dizendo não quis ver!
Para que as pessoas percebam o tipo de canalizações que se faziam antigamente deixamos aqui uma amostra

Nem sequer eram feitas com manilhas, tal a antiguidade, mas quando a câmara fez a rede de esgotos não os substituiu. Manteve-os e se há alguma ligação mal feita a responsabilidade é da responsabilidade da autarquia, já que naquele tempo, tudo funcionava e não haviam empresas municipais, o asilo empregador do partido no poder.
Mas como se pode na imagem antecedente, primeiro puseram a conduta da agua e por cima, as condutas para aguas pluviais e para esgotos domesticos. Mas perguntamos para quê as condutas de aguas pluviais se não há sumidores? Engenharia ou pressão politica? E piuor ainda quando tem de ser encarada a possibilidade de uma rotura na conduta da agua, porque aí vão ter de partir o cano das pluviais e o da merda. Na intervenção a seguir, ao partir a conduta da caca poderão contaminar a conduta da agua. Bem apostado.
Mas temos mais:




Na sequência das imagens acima pode ver-se que a conduta da merda foi ligada ao colector de esgotos domésticos, ficando pelo meio mais uma caixa que se vê ao canto da rua.
Então e aonde vão ligar a conduta das aguas pluviais? Vão ligar ao mesmo colector ou vão ter de partir mais alcatrão? É que se fizerem uma caixa de derivação junto à dos esgotos domesticos terão de a encaminhar para a conduta de aguas pluviais. Ou será que aqui é tudo a mesma porcaria?
Regressemos agora à primeira imagem e vejamos a situação das ligações chamadas de ilegais. Vão manter-se ou vai a Ambiolhão corrigir? É que se pensa em corrigir, quer dizer que vamos ter o novo tapete de alcatrão a levar mais uma ratada, remendo quer eu dizer, que não sou engenheiro nem presidente da Ambiolhão.
Para explicar a miopia dos pesquisadores da Ambiolhão vamos mostrar mais uma imagem de algo cuja grandeza obriga ao uso de oculos especiais.

 Esta imagem mostra um edificio construído antes da construção da rede separativa de esgotos domésticos do de aguas pluviais e à semelhança dos outros não tem qualquer caixa à superficie. De quem é a responsabilidade? Das pessoas ou da autarquia? Será que vão partir o passeio, o estacionamento e o novo tapete de alcatrão? É que se sim, e devem fazê-lo, os remendos são mais que muitos. 
Antes das obras de levantamento do que restava do alcatrão, foi feita a inspecção ao local mas pelos vistos não detectaram nada, nem a ausência das caixas à superficie. Ou será que já sabiam disso, assim como sabem que os esgotos vão desaguar todos na Ria, mas as instruções que tinham iam apensa no sentido de proteger os colectores que estavam á vista?
A responsabilidade não pode nem deve ser imputada a quem executa o trabalha mas às cabecinhas pensadoras que gerem os destinos da nossa cidade, até porque eles dizem que o pessoal é para trabalhar que para pensar estão lá eles.
A partir daqui voltamos à questão de saber se não deveriam antes ter pesquisado com olhos de ver, munidos da tal cartografia que têm, e verificar a realidade dos esgotos, sejam domésticos ou pluviais e só depois, tomar a decisão sobre a obra a fazer, começando por corrigir o que está mal e depois sim tapar com um tapete novo.   
Proceder como procedem, é um acto de gestão danosa dos dinheiros extorquidos aos municípes sob a forma de taxas e impostos, para não falar já no crime ambiental que a câmara e a sua empresa cometem todos os dias.
Na sociedade encontramos muitos vigaristas, individuos bem falantes, bem aperaltados e melhor montados para terem credibilidade. Qualquer semelhança com certos politicos é simples coincidência, ou será que são mesmo vigaristas politicos?
O diabo sabe muito não por ser quem é mas por ser tão velho! Cuidem-se com esta canalha!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

OLHÃO: AMBIOLHÃO, UM COITO DE ALDRABÕES E CANALHAS!

 1 - Hoje é dia de assembleia municipal, uma boa oportunidade para os partidos da oposição confrontarem o presidente da câmara e da Ambiolhão com o problema das redes de saneamento. Para alem do confronto podem e devem exigir o acesso às gravações e torna-las publicas para que todos os munícipes vejam como reage o energúmeno presidente.
Creio que já todos se aperceberam que o presidente utiliza as redes sociais e a imprensa regional para criar uma imagem que não corresponde à realidade. Utiliza os dinheiros públicos para meios publicitários mas evita gasta-los naquilo que é essencial. Sendo estes meios publicos, nada mais natural que os deputados municipais peçam o acesso e os divulguem.
Entre eles está o célebre cadastro das redes de aguas e saneamento.
2 - Nos últimos dias têm surgido imensas criticas quanto à actuação do município, e particularmente da sua empresa para o ambiente a Ambiolhão, em torno das redes de saneamento, por ocasião das cheias mas também pelo problema que arranjaram com a repavimentação da Rua Diogo Mendonça Corte Real.
Autarquia e empresa municipal não agem mas reagem, mal, às criticas que lhes são dirigidas, de que são exemplo os comunicados em que procuram descartar as responsabilidades que lhes cabem para culpar as pessoas pelos erros cometidos no passado pela autarquia.
Veja-se o comunicado de ontem da Ambiolhão

    Uma parte significativa das casas na Rua Diogo Mendonça Corte Real tem mais de setenta anos, numa altura em que havia uma carroça para recolher os baldes da merda; noutros casos haviam fossas. Quando foi construída a primeira rede de esgotos, não haviam redes separativas. Eram tudo esgotos! Pois bem parte dessas casas, viram ser feitas as ligações à tal rede de esgotos e assim se têm mantido até aos dias de hoje.
Entre 1984 e 1992, foram construídas as redes separativas de aguas residuais domesticas das aguas pluviais, mas naquela rua tudo vai desaguar na Ria Formosa, sejam pluviais os esgotos domésticos.
Durante a operação de repavimentação, destruíram um desses esgotos e como quem parte velho, paga novo, deveria ser a empresa destruidora a custear o arranjo.
É pois, falso que tivesse havido qualquer pesquisa, a não ser que a merda que vai na cabeça de certas pessoas também sirva de pesquisa, como dia o comunicado. E pior ainda quando vêm dizer que descobriram cinco casos de ligações de esgotos domésticos à rede de aguas pluviais, sem caixas de ramal á superficie apenas visiveis com trabalho de inspecção.
Esta cambada não se enxerga ou sofrem de miopia, porque o que não falta naquela rua são casas que não têm caixas de ramal à superficie, por um lado pela antiguidade das casas mas também porque competia à câmara, aquando da construção das redes separativas, ter feito as tais caixas. Portanto se não as têm a responsabilidade é da autarquia e não das pessoas como se pretende fazer crer!
Como diz, a Ambiolhão, que vai aproveitar a necessidade de abrir valas, leia-se partir o novo tapete, para proceder á remodelação da rede de agua, perguntamos nós que somos que disto nada percebemos, porque razão se havia essa necessidade e de corrigir as tais ligações ilegais de esgotos, porque não o fez antes de repavimentar a rua? Obviamente porque essa não era a sua intenção!
Na verdade a repavimentação obedece unica e exclusivamente ao calendário eleitoral, vestindo roupa nova mas com o cu cagado! 
Se a intenção fosse a que agora vêm anunciar, obviamente teriam adquirido a tempo e horas os materiais necessarios para poder executar a obra, mas tal como diz o comunicado, só agora estão a tratar do aprovisionamento de materiais e força de trabalho.
Em lugar de tentar culpar as pessoas não era melhor que fossem todos à bardamerda?
Que os deputados municipais questionem o presidente e exijam o acesso ás gravações e tornem-nas publicas!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

OLHÃO: QUALIDADE DA AGUA PARA CONSUMO DOMÉSTICO POSTA EM CAUSA

 Não somos nós mas sim a ERSAR, a entidade reguladora da agua e saneamento quem o diz no seu relatório e apresenta uma imagem muito interessante em http://www.ersar.pt/pt/consumidor/qualidade-da-agua, e que nós reproduzimos a seguir

Como se pode ver, só dois concelhos em Portugal, apresentam uma qualidade da agua segura insatisfatória e um deles é Olhão. A denuncia inicial foi prontamente criticada pelos lambe cus do Pina que vieram dizer que tal desiderato se devia à falta de análises, que por desconhecimento não as fizeram. 
Sendo factual que não fizeram as analises fica-nos a duvida face aos antecedentes da qualidade da agua, já que no ido ano de 2012 foi detectada a presença de bromatos na rede publica, segundo o Relatório da Aguas do Algarve, tal como demos a conhecer em http://olhaolivre.blogspot.com/2013/10/olhao-agua-da-rede-cancerigena.html.
Perante isto, a população de Olhão tem toda a legitimidade para questionar a qualidade da agua que nos estão vendendo, até porque da mesma forma que o consumidor está obrigado a cumprir com a empresa municipal Ambiolhão, também esta tem a obrigação de cumprir com as orientações da ERSAR, não servindo de desculpa a alegação de desconhecimento, já que tem avençados quanto baste para acompanhar aquelas orientações.
Falta saber se a dita falta de analises se deve ao desconhecimento ou se elas foram efectuadas e surgiu algum parâmetro que punha em causa a qualidade. De uma forma ou de outra, e pelo preço que pagamos a agua e o saneamento, temos o direito a exigir o minimo de qualidade da agua no respeito pela legislação em vigor. 
A agua da barragem depois de tratada na ETA de Tavira é canalisada para os diversos concelhos e só Olhão apresenta a classificação de insatisfatório. 
  

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

OLHÃO: MAIS DEPRESSA SE APANHA UM MENTIROSO QUE UM COXO!

 Sabemos que é chato a continua chamada de atenção para as obras de S.ª Engrácia na Rua Diogo Mendonça Corte Real, mas não podemos deixar de o fazer porque a cada cavadela sai minhoca.
Bem cedo, um amigo nosso que fez de repórter fotográfico captou as imagens a seguir


  Os nossos decisores, encartados ou não, decidiram que em lugar de procurar o esgoto domestico daquela rua, seria preferível encaminhar os esgotos domésticos da lado direito da rua, no sentido nascente/poente para a rua seguinte.
Para tal, traçaram no novo tapete alcatroado, com dois dias de utilização, as marcas onde deve ser aberta a vala que vai receber as novas ligações, como se pode ver na imagem de baixo. Acontece que na imagem de cima, pode ver-se que há uma caixa que fica de fora daquele traçado, o que significa que aquela caixa está ligada a uma rede qualquer, nem que seja no Cerro da Cabeça.
Esta nova versão coloca uma outra questão que é a de saber para onde vão os esgotos domésticos do lado esquerdo da rua, uma vez que só os da direita são encaminhados para o outro lado.
Se existe uma rede de esgotos domésticos naquela rua, porque lhe são ligados uns e outros não? A mentira tem perna curta, sendo mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo! É que os restantes esgotos se juntam numa só rede com os das aguas pluviais para desaguar directamente na Ria Formosa.
Como vivemos num regime que vive de e para a imagem, a Ambiolhão vai dizer que eliminou a descarga de mais uns quantos esgotos na Ria, o que não corresponde á verdade. Mas mesmo que assim fosse, sabendo que ali existem esgotos directos para a Ria, porque não acabam com eles? Aliás, antes de deitarem o alcatrão deviam tê-lo feito logo.
Se fosse um particular a fazer uma urbanização, a câmara exigiria logo, a construção de todas as infraestruturas, como agua, rede separativa de aguas residuais, electricidade, gaz e telecomunicações, mas como é dona da obra, lava a cara das ruas, dando-lhes uma outra apresentação com vista à conquista de votos.
Como o dinheiro é dos otários, munícipes pagantes de taxas e impostos municipais, não lhes custa a sua péssima utilização. Não só não resolvem, ainda que parcialmente a eliminação dos esgotos directos para a Ria como ainda fica um tapete novo todo remendado.
Já agora referir que ontem à tarde, foram retirados baldes de lixo que estava no colector, que as inspecções e manutenção não detectaram, quando ainda antes da época das chuvas todos os colectores deviam ser limpos. 
Por outro lado, a nova obra está a ser realizada por uma empresa privada, contratada à pressa, mas ainda não publicaram o respectivo contrato. Falta de tempo!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

OLHÃO: DE MENTIRA EM MENTIRA SE ENGANAM AS PESSOAS

 Desde há muito tempo que percebemos que os nossos autarcas vivem da mentira, fazendo crer às pessoas que estão a fazer um trabalho sério quando na realidade estão a empurrar para a frente com a barriga, os problemas que envolvem a cidade.




As imagens acima, retiradas do site da Ambiolhão, mostram que o cadastro das infraestruturas de aguas e saneamento foi concluído em 2017, tendo custado, com IVA, cerca de cem mil euros.
Com este cadastro, a Ambiolhão e a Câmara Municipal de Olhão, estão na posse de uma ferramenta que lhes diz onde, para alem da rede de agua, as redes de esgotos e de aguas pluviais, não podendo por isso invocar desconhecimento da inexistência de redes separativas de aguas residuais e que vão desaguar na Ria Formosa, sem qualquer tratamento.
Da mesma forma, o cadastro deveria funcionar como uma excelente ferramenta para identificar e caracterizar as infraestruturas, função que é assumida no documento, para dotar a cidade de uma rede separativa de saneamento que permita acabar com as cheias e a poluição da Ria.
Não basta ter um documento, sendo necessário executa-lo, porque monitorizações desde há muito que vêm sendo feitas para limpar o cu.
Como consequência das cheias, e tentando limpar-se da má imagem, a Ambiolhão recolheu às redes sociais para vir dizer que havia feito algumas intervenções e ou inspecções em diversas artérias, como se pode ver na imagem seguinte

Tendo em conta as anunciadas intervenções consultámos o portal Base do Governo onde são publicados os contratos e não encontrámos nenhum que se relacionasse com as intervenções mencionadas, pelo que quando muito, teriam sido feitas pelos trabalhadores da Ambiolhão.
Significa isto, que para além de alguns desentupimentos e a visita a algumas caixas pouco mais foi feito, adiando como de costume, a resolução do problema.
O cadastro foi concluído em 2017, antes das eleições autárquicas que deram a maioria absoluta ao actual executivo que com essa maioria tinha carta branca para ultrapassar alguns obstaculos, se é que os haviam, mas preferiu nada fazer.
Diz o presidente da câmara que a Ria Formosa é a Auto Europa da região mas o que faz é degrada-la, poluindo-a com consequências como a desclassificação das zonas de produção de ameijoa, impedindo a sua comercialização, a qual tem um impacto económico e social muito elevado, para não falar na questão ambiental.
Posta a questão, entendemos que está na altura de os partidos da oposição, se é que querem alterar alguma coisa, pedirem o acesso ao cadastro das infraestruturas  e dar a conhecê-las publicamente para que todos os municipes saibam o que se passa e possam identificar para lutar pelo fim dos esgotos directos.
Não o fazer, não dar a conhecer aos municipes, é um acto de cumplicidade imperdoavel com o executivo socialista. Como querem que os produtores de ameijoa, e familias, votem de forma diferente se não fazem nada por eles? Será que vão continuar a cumplicidade com mentiras do Pina?


domingo, 13 de dezembro de 2020

FUZETA TAMBÉM FAZ PARTE DO CONCELHO DE OLHÃO

 Por aquilo a que vamos assistindo, os nossos autarcas têm uma grande preocupação com as chamadas zonas nobres, votando ao esquecimento as populações que vivem nos guetos periféricos para onde são encaminhadas. Guetos onde não há iluminação de natal, onde não há alcatrão para repavimentar, onde se faz uma recolha de lixo deficiente, onde não se cuida das infraestruturas de saneamento, sejam de esgotos domesticos ou pluviais. Mas são pessoas a quem resta uma pequena arma, o direito a votar, não que tal resolva o essencial da questão mas que pode ser uma ajudinha.
Assim resolvemos dar a conhecer a situação do sistema de aguas pluviais junto da escola da Fuzeta, que há meses que está a precisar de uma intervenção e nada fazem, ou pelo menos parece não fazerem, como se pode ver nas imagens seguintes

Nem sequer seria necessario encaminhar para a pagina de A Minha Rua, dar conhecimento à Ambiolhão ou à Câmara, porque há meses que lá estão os sinais para decorar, enfeitar a rua, porque não houve dinheiro para a iluminação de natal naquela zona.
Para os anti-criticos que acham que a critica é um simples acto de maldizer, devemos lembrar que existem varios modelos de sociedade e que aquele em que mergulhámos é um bocado pantanoso. Numa sociedade onde predomina a corrupção e os crimes que lhe são conexos, onde os interesses economicos estão acima dos das pessoas, é natural que alguns que estão de barriga cheia esqueçam os que estão de barriga vazia, sendo que os de barriga cheia vão para as zonas nobres, onde tudo é mantido nas devidas condições, e os "miseraveis" para os guetos, votados ao abandono.
Tanto faz que tenham recolha de lixo ou não; não incomoda o facto das infraestruturas estarem degradadas.
A Fuzeta também faz parte do concelho de Olhão e os seus habitantes são eleitores qua ainda não aprenderam a usar um direito conquistado com a Revolução de Abril, o Voto.
No dia em que fizerem sentir que podem ser os autores da mudança, impondo uma alteração no Poder Local desde o inicio da era democratica, os nossos autarcas passarão a ter mais cuidado, atenção e respeito pelas pessoas.
O capital mais precioso é sem duvida alguma o capital humano, mas os nossos autarcas apenas pensam no dinheiro, como ganhar mais e mais, extorquindo-o às pessoas; a ganância tomou conta do poder autarquico. Valorizar o capital financeiro em detrimento do capital humano, é a politica de quem partilha o Poder. É preciso uma mudança de mentalidades para a construção de uma sociedade mais justa, mais cuidada e que distribua melhor a riqueza criada para que os nossos sucessores tenham algum futuro.  

sábado, 12 de dezembro de 2020

OLHÃO: DESCOBERTOS OS ESGOTOS!

 Tal como haviamos dito ontem e na impossibilidade de fazer estar presente o inspetor Varatojo, fomos visitados pelo inspector Varejeira que nos acompanhou numa vistoria à rota da caca na Rua Diogo Mendonça Corte Real para descobrir onde estavam os esgotos/aguas pluviais da rua.
Foi dificil mas com o auxilio de uma lupa descortinámos a tampa do coletor e também uma da torneira da agua, debaixo do novo tapete de alcatrão, razão pela qual o pessoal da Ambiolhão não sabia do seu paradeiro, apesar dos engenheiros da autarquia terem estado presentes, munidos das respectivas plantas. 
Depois da vala aberta, no sentido nascente, uma baia protegida com a sinalização da Ambiolhão, como se pode ver na imagem
o inspector Varejenta descobriu que por debaixo do sinal estava uma tampa de colector tapada com o alcatrão, talvez para não enferrujar. Na imagem seguinte, é possivel ver o vinco da dita tampa

A partir da localização desta tampa e traçando uma linha no sentido poente até à tampa mais proxima, constatamos que o colector passa mais perto do passeio do lado esquerdo, no sentido nascente/poente, o que quer dizer que vão ter de partir mais um bocado de alcatrão.
Mas será conveniente que não se esqueçam de destapar a tampa da torneira da agua, não vá haver um rotura e depois ninguem saber onde ela está. Embora não esteja muito nitida na imagem seguinte, com um pouco de boa vontade, descobrem-na.

Assim e des já queremos agradecer ao inspector a sua preciosa colaboração sem a qual não seria descoberto a localização do colector. Um serviço publico e gratuito!
Não podemos nem devemos, no entanto, chamar a atenção para a falta ou deficiência no acompanhamento e fiscalização da obra, que sendo publica e feita à custa do sacrificio dos municipes merecia ser mais cuidada.
Não significa isto atirar as responsabilidades para cima dos tecnicos que estiveram lá. A dona da obra é a Câmara Municipal de Olhão e não a Ambiolhão pelo que o tal acompanhamento e fiscalização compete à autarquia. Até porque estamos em crer que os tecnicos da Ambiolhão preferiam ver uma obra mais profunda, que contemplasse a criação das redes separativas de esgotos domesticos e de aguas pluviais, porque aquilo que ali está, é para alimentar os peixinhos, contaminar com ecoli e desclassificar as zonas de produção de bivalves.
Vá lá amigo Pina, não desvalorize os seus tecnicos, deixe-os trabalhar não lhes impondo politicas de merda! Ganhe votos sem prejuizo para os municipes!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

OLHÃO: AGENDA ELEITORAL SOBREPÕE-SE ÀS NECESSIDADES!

 Como já o dissemos por diversas vezes, os titulares de cargos politicos ou de altos cargos publicos têm a tendência, sempre que se aproximam actos eleitorais, a desvalorizarem as reais necessidades das populações sobrepondo a elas a agenda eleitoral. O que importa para todos eles é ganhar sem olhar a meios, como bons bandidos que se prezam!
Assim voltamos ao assunto do alcatrão que o  presidente da câmara e o seu séquito têm na cabeça. 
A Rua Diogo Mendonça Corte Real, antiga Rua dos Murraceiros porque no seu lugar havia um esteiro que ia do Porto de Pesca até às traseiras do antigo hotel Ria Sol pelo qual eram transportados os botes com a murraça. Na altura a murraça que estava na câmara era outra mas em tudo semelhante à de hoje.
Quando fizeram os esgotos naquela rua, fizeram o dois em um, ou seja, os colectores de aguas residuais domésticas são os mesmos que o das aguas pluviais, embora não hajam sumidores para estas. Assim, quando as maquinas partiram o esgoto de uma casa, ficaram sem saber ao certo onde passa o colector, razão pela qual enviámos um pedido ao inspector Varatojo para nos ajudar a localizar os colectores, já que os serviços da Ambiolhão não conseguem, apesar dos bons oficios de quem nela trabalha. E daí o estado da obra, como se pode ver na imagem a seguir.

Um tapete novo, com menos de uma semana de uso e já está a ser preparado para um remendo. Um dinheiro mal gasto, até porque um  passarinho chegado ao Pina me segredou que os técnicos o aconselharam a tratar da rede de aguas e esgotos, para não falar noutras coisas, mas que ele recusou. Afinal o alcatrão dá mais no olho que os canos da caca. É a agenda eleitoral em curso!
Enquanto fiscais das maravilhosas obras do Pina vamos acompanhar os novos desenvolvimentos, deixando uma palavra de apreço pelos trabalhadores da Ambiolhão que mais não podem fazer.
Mas este episodio não é unico, já que na rua que vai da Caixa Geral de Depositos para nascente também estão repavimentando, e mais uma bronca. É que ao deitar o tapete de alcatrão, começou a criar uma bolha até rebentar. Uma rotura de agua e como essa não chegasse, outra logo a seguir, como se pode ver nas imagens seguintes.


Escusado será dizer que as infraestruturas de aguas e de saneamento são antigas, corroídas pelo tempo de uso e a precisarem ser substituídas, mas o Pina teima em não o fazer.
No local da imagem de baixo, não há muito tempo houve uma rotura e remendaram e agora novo remendo. A cidade que no seculo XXI aposta nos remendos!
Com o estado de apodrecimento das infraestruturas, elas não suportam o peso e a vibração das maquinas e vão rebentando. Bem podem tentar enjeitar responsabilidades mas são factos inegaveis.
Tão inegaveis como a dupla condição de dois em um, colectores de esgotos e de aguas pluviais ao mesmo tempo, conduzir toda a merda para a Ria Formosa sem qualquer tratamento.
O Pina sabe-o mas insiste até matar a galinha dos ovos de ouro. Lamentavelmente a oposição pouco ou nada diz sobre isto. 
Por isso continuem a bater palmas e a votar no novo cacique! 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

RIA FORMOSA: QUEM ACREDITA NISTO?

 Como habitualmente fomos dar uma vista de olhos ao comunicado do IPMA, datad de ontem dia 9,  onde faz o ponto da situação dos bivalves, o que pode ser visto em https://api.ipma.pt/public-data/snmb_bulletins/1612020-ci_snmb-09_12_2020.pdf. Quanto às zonas na area da Capitania de Olhão, os resultados estão na pagina 6.
Da observação dos resultados, mantêm-se em Classe C as quatro zonas de produção já assim classificadas pelo comunicado anterior.
Continuam por publicar os resultados relativos ao mês de Novembro, talvez por causa do Covid, que esse não sabe o que é teletrabalho.
Mas porque achamos estas coisas um bocado esquisitas, entendemos que deviamos aprofundar mais a questão das analises e das suas consequências. Assim fomos ver os resultados dos ultimos seis meses no que às biotoxinas diz respeito, até porque foi a falta de analises que levou à interdição da apanha de bivalves em toda a Ria Formosa, em Novembro de 2013.
É verdade que fizeram  diversas analises à ameijoa, ao mexilhão, ao berbigão e ao longueirão. Já quanto à ostra, quase que não as fizeram, pelo menos no que diz respeito às biotoxinas amnesicas e paralizantes, pelo menos nos mapas aparecem como NR (não realizadas). SE alguem tiver duvidas pode consultar o historial das analises em https://www.ipma.pt/pt/bivalves/biotox/index.jsp .
Há muito que questionavamos o facto de serem interditas pela presença de biotoxinas quase todas as especies menos a ostra. Pudera, se não há analises, não podem ser interditas. Será que isso acontece por acaso?
Não é de agora que dizemos que há controlo politico das instituições supostamente independentes e a falta de analises levam-nos a cimentar a nossa ideia, porque através deste mecanismo, as analises, apenas são penalizadas as especies que mantêm as pessoas na Ria, algo que é considerado indesejavel em termos turisticos.
Mas a ostra, tem no presidente da câmara, entre outros (poucos), grandes interesses a proteger, daí que não seja conveniente que surjam interdições da ostra. Mas se um dia houver problemas com a UE são os mais debeis, economicamente, que vão sentir na pele os inconvenientes de um grande desclassificação, até porque ela pode determinar a desclassificação para todas as especies. Com estas brincadeiras, estão a repetir a situação de 2013.
Na altura foi o berbigão. Quem diz que a ostra não vai trazer o mesmo problema? Cuidem-se! 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

OLHÃO: QUE BANCO É ESTE QUE NÃO TEM DINHEIRO?

 Esta manhã dizia-me um amigo que devia ficar calado com os assuntos em que as pessoas interessadas não mostrassem interesse em resolvê-las. Discordei e por isso hoje tenho outra novidade.
Quando me deslocava para casa encontrei um outro amigo, reformado, que se tinha deslocado aos CTT para receber a reforma, mas voltou para casa de mãos a abanar porque não havia dinheiro.
Acontece que os CTT não só têm o serviço postal, pagamento de reformas como também é um banco que por sinal partilha o espaço com os outros serviços. Por outras palavras, os CTT são um banco mas não tem dinheiro para pagar a quem acede aos seus serviços. Lindo trabalho!
Não bastava os constantes atrasos na distribuição do correio como até o pagamento das reformas fica atrasado. Uma empresa atrasada cujo unico objectivo é o lucro dos acionistas. Mas antes era uma empresa publica e funcionava bem melhor só que não tinha autorização para funcionar como banco.
No fundo, a empresa que obteve a concessão de exploração dos CTT, não tinha qualquer interesse no serviço postal ou pagamento de reformas, mas apenas na licença para funcionar como banco. E os governos fizeram a vontade dos acionistas! Maravilhas! Ganham eles, perde o Povo, como de costume!
As reformas pagas através dos CTT têm como denominador comum, serem quase sempre as mesmas pessoas, havendo poucas oscilações, excepto em duas situações que são o pagamento do decimo terceiro e decimo quarto mês, que são pagas a dobrar. Logo os CTT, com seu banco, devia ter disponivel a quanita necessaria para pagar as reformas aos desgraçados, já que quem não tem conta bancaria propria para receber as reformas, é porque as suas reformas são tão grandes que não dá para pagar uma renda de casa.
Mas ainda assim e tendo em conta a actividade do banco, os balcões dos CTT deviam facilitar e incentivar os seus utentes a abrirem conta no dito banco.
A generalidade da nossa classe politica, não toda, tem destas coisas, vender tudo, privatizando sem ter o cuidado de assegurar o regular funcionamento de um serviço que continua a ser publico. Importante mesmo é assegurar o lucro dos acionistas. E digam lá que este é um governo de esquerda, que dá aos ricos e tira aos pobres!
Onde já se viu um banco sem dinheiro? Em Olhão há de tudo um pouco!

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

RIA FORMOSA OU O REINO DOS TRAPALHÕES

 Enquanto as nossas entidades publicas se preocupam em varrer o lixo para debaixo do tapete, gastando o dinheiro em obras mais de dar no olho do que na sua utilidade, numa época em que as pessoas querem ter algum dinheiro para gastar e não o têm por culpa daquelas entidades.
Tem sido uma preocupação permanente o que se passa com a degradação da qualidade das aguas na Ria Formosa e por isso entendemos que nunca será demais trazer o assunto para a luz do dia, recuperando tempos passados mas com reflexos no presente e que mostra bem como os trapalhões nos têm governado. Atenção que são de todos os quadrantes!
Como é do conhecimento dos produtores de bivalves, a Ria Formosa foi totalmente desclassificada em Novembro de 2013, porque depois de uma queixa apresentada por nuestros hermanos deslocou-se à Ria um Comité Veterinario da UE que detectou a falta de analises.
Mas antes disso e porque nós haviamos apresentado uma queixa junto da UE por causa da poluição na Ria Formosa, os trapalhões do costume trataram de inventar algumas desculpas para livrarem a pele. A maior parte das trapalhadas foram concebidas no âmbito da Polis, durante o ano de 2013, ainda antes da desclassificação e contou com a participação de entidades como o parque Natural da Ria Formosa, do IPMA, da APA e da caca que certos cientistas têm na cabeça.

 Como se pode ver na imagem, os trapalhões do sumo de laranja da época, apresentaram e fizeram publicar em Diario da Republica de Fevereiro de 2013 um Despacho onde se indicavam um conjunto de medidas designada de Programa de Acção e Medidas para a Melhoria e Controlo da Qualidade da Agua na Ria Formosa.
Nesta altura ainda o Pina não era presidente da câmara nem o Costa primeiro ministro, mas já se estimava que a construção da nova ETAR estivesse pronta em finais de 2016, o que vem desmentir ou diminuir as declarações do Pina em torno da paternidade da nova ETAR.
Daqui a dois meses perfazem oito anos desde a publicação do chamado programa e não só a merda se manteve como se agravou com quatro em cinco zonas de produção desclassificadas. De notar que a zona que apresenta o maior grau de contaminação fecal fica exactamente em frente ao Cais T onde está aquele esgoto que muito tem sido apreciado pelos turistas que nos visitam e onde podem observar os cagalhões a passear pelas aguas da nossa Ria.
Nessa altura, também já se previa um programa de vigilância na rede de aguas pluviais e um programa de interdições da apanha de bivalves, ficando a primeira debaixo da alçada da APA, da Aguas do Algarve e das Câmaras e  a segunda do IPMA.
Pode dizer-se que oito anos depois, os governos do PSD e CDS mais os do Costa cagaram mais que a conta e arruinaram a Ria Formosa.
Se os viveiristas não se unirem, organizarem para dar luta aos trapalhões, acabam por ser corridos da Ria Formosa.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

OLHÃO: QUE RICAS OBRAS!

 A Rua Diogo Mendonça Corte Real foi objecto de uma intervenção de repavimentação, mas teve alguns contratempos, como as fortes chuvadas e as cheias na zona.
A meio da obra, surgiu um rotura na conduta de agua devido ao envelhecimento da mesma, prontamente resolvida, mas foi preciso e natural abrir uma vala para proceder à reparação da conduta. Os funcionários da Ambiolhão fizeram e no final taparam.
Já aqui chamámos a atenção para a necessidade de uma intervenção mais profunda que permita renovar, dimensionado a propósito, as condutas de agua, da rede de esgotos domésticos e de aguas pluviais. as redes de electricidade, telecomunicações e gaz, e sempre defendemos que essas obras não são obras para um ano ou um mandato, mas que se torna urgente tomar uma decisão, dividir a cidade em zonas, tantas quantas as necessárias, para fasear as intervenções.
A fazer jus àquilo que temos defendido, aconteceu mais um acidente de percurso, como vamos ver de seguida.

Depois da Ambiolhão ter resolvido o problema da rotura, tapou a vala com terra e quando a empresa que tem a seu cargo a tarefa de repavimentar a rua, teve de tirar parte dessa terra, e enchê-la com gravilha para depois deitar o tapete.
Durante a repavimentação, as maquinas destruiram o passeio e a ligação do esgoto doméstico da casa, como se pode ver na imagem.
No passado, as ligações de esgotos eram feitas directamente sem qualquer caixa e por isso não se vê sinal de qualquer coisa que se pareça com isso, pelo que o arranjo passa pela instalação de uma caixa, para o caso de um entupimento, e reparação do cano partido. Só que agora, ninguem assume a responsabilidade dessa intervenção.
O curioso nisto, é que vão ter de partir o tapete numa altura em que o trânsito na rua ainda está condicionado. Obra inacabada e já com problemas porque o objectivo é fazer obras que deem na   vista. E tanto assim é que a amostra de passeio existente, é um ninho de ratos. Se tivessem feito uma intervenção de fundo, como desejavel, não só resolviam os problemas dos esgotos como também dos ratos. Teriam de haver eleições todos os anos para vermos a cidade ser arranjada e mesmo assim não se sabe.
E porque falamos em obras para que a cidade se apresente melhor, há que ter em conta as redes de gaz, electricidade e telecomunicações para não termos  o impacto visual negativo que dão os rolos de fios pendurados nas paredes, destiando na qualidade das casas.
Veja-se a imagem seguinte:

Por muito que digam são mesmo obras para inglês ver, o que não quer dizer que eles gostem. Uma imagem propria de uma cidade terceiro mundista!

domingo, 6 de dezembro de 2020

RIA FORMOSA: DESASTRE E CRIME AMBIENTAL

 Ontem diziamos, com base no ultimo comunicado do IPMA, que das cinco zonas de produção de bivalves, quatro estavam desclassificadas em Classe C, estando impedida a sua comercialização, embora que tendo em conta o histórico das analises não haja razões que justifiquem tais desclassificações.
Só falta mesmo a desclassificação da zona Olhão 5, Culatra, mas se o fizerem então haverá uma autentica revolução. Então não será credivel que o façam por piores que sejam as analises.
Se a poluição, contaminação microbiológica, encontra nas ETAR e nos esgotos directos os seus prinicipais agentes, temos de procurar os responsáveis políticos que respondem pela entidades e de entre eles, está António Pina, presidente da câmara municipal de Olhão.
Mas nem só a poluição ameaça a Ria Formosa, havendo ainda outras grandes ameaças que contam com o aval das criminosas entidades publicas que gerem os destinos da Ria Formosa, sejam as autarquias, o Parque Natural da Ria Formosa, o IPMA, a APA e a CCDR.
A legislação ambiental e o próprio regulamento do Plano de Ordenamento do Parque da Ria Formosa, proíbe a introdução de espécies exoticas na natureza, mas omitem-no. Assim não tomam medidas contra a produção da ostra giga, uma espécie exótica, uma praga porque é em nome dela que se tudo o que vem acontecendo na Ria tem por como pano de fundo induzir ao cansaço e abandono dos viveiristas, deixando assim livre po espaço para a produção de ostras.
Como cabeça de cartaz, temos o nosso amigo Pina, cuja ganância o leva a estar cagando para os viveiristas e para o ambiente desde que possa carregar de dinheiro. Em primeiro lugar está a riqueza dele e só depois a riqueza colectiva. A parte a subjugar o todo!
Por outro lado temos uma outra espécie exótica invasora e infestante a Caulerpa que vem conquistando todo os espaços dentro da Ria Formosa. A Caulerpa não serve de protecção a nenhuma espécie, bem pelo contrario e ainda degrada os sedimentos. Onde se instala não há bivalve que resista. Apesar disso, as entidades estão caladas, um silencio cumplice e criminoso que serve os objectivos politicos de correr com aqueles que têm uma vida de trabalho e luta dura na agua e leito da Ria Formosa.
E aqui se nota bem a diferença de posturas. O bom vigarista, é um individuo bem falante, bem vestido e bem montado, tudo para que tenham credibilidade e convencer as pessoas das suas patranhas; no caso da Ria Formosa basta que um individuo bem falante, bem vestido e com um bom carro, exercendo um cargo politico ou alto cargo publico, para convencer aqueles que vivem de e na Ria Formosa; é o vigarista politico.
Enquanto os viveiristas e pescadores da Ria Formosa fizerem questão de acreditar no vigarista politico, à semelhança daqueles que são burlados pelos normais vigaristas, correm o risco de perder todo o investimento e anos de trabalho.
Os pescadores e viveiristas da Ria Formosa, precisam com urgência de se unir, organizar e lutar contra esta cambada sob pena de perderem toda a sua riqueza!
LUTEM!

sábado, 5 de dezembro de 2020

RIA FORMOSA: ACABE-SE COM A AMEIJOA! DIZEM ELES

 

Segundo o comunicado do IPMA datado de ontem e que pode ser consultado na pagina seis  do link https://api.ipma.pt/public-data/snmb_bulletins/1602020-ci_snmb-04_12_2020.pdf a zona de produção de bivalves Olhão 2 para a produção de ameijoa, foi desclassificada para Classe C, restando apenas a zona Olhão 5, talvez a mais pequena delas todas.
A nova desclassificação levou-nos a fazer um resumo ou historial, como lhe queiram chamar, das analises ao longo do ano, sendo que as ultimas publicadas são relativas ao mês de Outubro. Este historial mostra-nos alguma curiosidades e só vem comprovar que querem mesmo acabar com a produção de ameijoa.
Assim em todo o ano, a zona Olhão 1 não apresenta uma unica analise que justifique a classificação de Classe C, e mais, o facto de em dez meses terem feito apenas quatro analises mostra a má vontade de lhe dar aquela classificação.
A zona Olhão 2, pelos resultados apresentados e constantes da imagem acima, não apresenta uma unica analise que determine a desclassificação para Classe C. É só mais uma a acrescentar ao rol das desclassificações!
Olhão 3 de facto apresenta no mês de Fevereiro um resultado superior a 46000 ecoli mas em Outubro passado apresentava um resultado que daria para ser classificado como sendo de Classe B. Dos dez meses apenas dois foram analisados, pelo que vai ter de esperar três anos para ser reavaliado.
Olhão 4 apresenta um resultado superior a 4600 ecoli mas nem assim se justifica a recente desclassificação já que a legislação prevê que no caso de 90% dos resultados estarem contidos dentro daqueles limites e nenhum exceder os 46.000. Só a ditadura do IPMA, politica diga-se, justificam tal desclassificação.
Olhão 5 também apresenta um resultado superior aos 4600 ecoli, com 16.000 no mês de Agosto mas não sofreu qualquer desclassificação nem tinha que sofrer, mas vem mostrar a dualidade de critérios das decisões, mais politicas do que técnicas, do IPMA.
O grande problema é que os viveiristas estão muito divididos e assim não conseguem lutar e muito menos vencer as determinações, e que ninguem tenha duvidas de que são politicas. Os interesses instalados têm mais poder que os viveiristas.
Recordo aqui, a manifestação de Novembro de 2013 quando toda a Ria Formosa foi desclassificada, pelo IPMA, por falta de analises que eram da sua responsabilidade. Nessa altura o presidente da câmara dizia ter quinhentos mil euros para resolver o problema dos esgotos directos, enquanto agora diz serem milhões. Lembro-me do presidente dizer que estava ao lado dos viveiristas mas agora está calado quando o maior foco de poluição, no momento, são os esgotos directos, uma responsabilidade da autarquia.
O presidente da câmara deve andar a comer muito queijo do camarada Coelhone. Agora que tem quase toda a area de produção de Olhão classificada como Classe C fica calado. Diga lá outra vez que a Ria Formosa é a Auto Europa da região?
Com esta canalha no Poder jamais os viveiristas terão paz, paz que só obterão se se unirem, organizarem e lutar contra tirania e prepotência de um Poder podre.
Ousar lutar para ousar vencer. Organizem-se e lutem! 
  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

OLHÃO: ESTÃO MEXENDO NO MEU BOLSO!

 

Como se pode ver pela imagem acima, o município de Olhão comprou dois camiões no final do ano passado, para os colocar ao serviço dos bombeiros, uma compra com retoma de outras duas viaturas.
A retoma ficou-se pelos dois mil euros e o custo dos camiões foi de 74.900,00 euros acrescidos de IVA.
Passado pouco mais de um ano, a câmara municipal de Olhão, presidida pelo nosso amigo Pina, opta por proceder ao aluguer de uma retroescavadora e de um camião de caixa aberta, pela quantia de 52.845,53 mais IVA, com o contrato a terminar no final do ano, portanto um mês, sem operador ou motorista, para proceder à requalificação de espaços públicos, como se pode ver no contrato seguinte.
A requalificação dos espaços públicos corresponde a uma necessidade praticamente permanente ao longo dos anos, pelo que a autarquia deveria ter um parque de maquinas capazes de proceder a essa intervenções.
Pior ainda, quando comparados os dois contratos verificamos que por um lado se compram dois camiões e o aluguer agora publicitado custa quase tanto quanto aquele, o que não nos surpreende porque a empresa contratada tem antecedentes semelhantes com a autarquia. Entre os alugueres celebrados entre as duas partes, dava à vontade para a compra da retroescavadora e do camião. Já estavam pagos a esta hora.
Aliás diga-se que os sócios da empresa contratada, são os mesmos de uma outra que também tem contratos com a autarquia, um acto susceptivel de configurar a prática de crime, por violação do Código da Contratação Publica.
Certo é que os munícipes de Olhão vão pagando e também aparando toda a espécie de golpes do nosso amigo em presidente. Até quando?
Mais palavras para quê?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

OLHÃO: ESGOTOS E ATERROS, AS FALHAS DE SEMPRE!

 
Mais vale tarde do que nunca, parece ser o significado do contrato acima, publicitado hoje, em que se pretende reformular o projecto de troços da rede de Colectores associadas ao Sistema de Intercepção de Aguas residuais no Concelho de Olhão - Sistema Nascente.
Primeiro, os municipes não sabem ao certo o que vem a ser isto de Sistema Nascente, isto é, onde começa e acaba. Será a zona dos Pinheiros de Marim até ao Porto de Pesca? Será a zona do Aldeamento de Marim? Seja lá onde for, se pretendem reformular, é porque chegaram à conclusão que o projecto inicial não estava em conformidade com os objectivos pretendidos.
Tal facto coloca a questão de saber se foi ou não um erro de concepção, porque se sim o autor deveria ser responsabilizado. O municipio não pode ou não deve estar constantemente a pagar os erros de terceiros. Receberam o dinheiro e os municipes que paguem, como de costume, a factura.
De qualquer das forma trata-se de uma correcção o que pode ser bem vindo embora se desconheçam os objectivos, originais e os actuais.
Vem isto a propósito dos continuos erros da autarquia com graves responsabilidades dos nossos autarcas. 
Na verdade os esgotos, sejam eles de aguas residuais ou de pluviais, não deixam de estar associados às cheias que temos verificado, uma vez que a autarquia promove ou autoriza aterros onde não deve, sem ter o cuidado de aplicar mediadas compensatorias. É bom que fique claro que ninguem está contra a edificação em zonas onde não devia ser permitido mas que sê-lo, obrigatoriamente têm de acompanhadas de outras medidas que evitem a possibilidade de futuras cheias.
Por exemplo, e apesar de há muito se falar no aterro de linhas de agua e leitos de cheia como causa das inundações sempre que chove, é a autarquia quem está a proceder a mais um aterro de um leito de cheia, situado entre o Macdonalds e as Piscinas Municipais.
Depois do leito aterrado, um dia que caiam mais uns milimetros de agua, a urbanização em frente às Piscinas, vai ser mais uma "piscina"! Como de costume, também ninguem é responsavel quando o mal acontece, mas fica desde já o alerta.
A PISCINA OLHÃO, vai continuar a crescer no Inverno!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

OLHÃO: A CAMPANHA ELEITORAL (CAMUFLADA) EM MARCHA!

 Na sequência das criticas feitas sobre as inundações no túnel, o consultor da Ambiolhão e ex-deputado municipal, com um novo perfil para não ser identificado nas redes sociais, veio tentar atirar as responsabilidades do que se passa no túnel para cima do presidente da câmara à data em que foi construído. 
O consultor em causa, engenheiro de construção civil de formação, esquece que foi a maior obra de engenharia que se fez na cidade. O problemas das inundações do túnel não têm que ver com defeitos de concepção ou de construção mas antes na falta de medidas compensatórias para o aterro dos leitos de cheia e linhas de agua que desaguam no túnel. Esse é o problema. Claro que não nos cabe vir aqui defender nem fomos mandatados para tal, o ex-presidente da câmara. Mas trata-se de querelas internas do próprio partido dito socialista.
Mas não será de bom tom que o engenheiro em causa venha apontar o dedo quando ele na qualidade de consultor, pago por todos nós, não tenha uma solução para o problema das cheias que todos os anos invadem a cidade. O tempo que passa nas redes sociais a criticar quem se oponha ao regime dito socialista, devia concentrar-se num projecto de solução. Essa é a sua função.
Mas para o próximo ano vamos ter eleições autárquicas e se houvesse uma alteração substantiva nos resultados, muita gente poderia ver o fim do seu reinado. Então para evitar isso, há que começar a usar a publicidade, muita publicidade, apresentando a obra feita!
Quais as grandes obras da Ambiolhão?
Bom, fizeram o saneamento do Aldeamento de Marim é verdade mas de tal forma que na segunda feira passada até a praia dos cavacos inundou; em Moncarapacho também fizeram uma "excelente" obra de saneamento de tal forma que a agua entrou nas casas pelos esgotos.
Vem isto a propósito da recente contratação de uma empresa para fornecimento de outdoors para publicidade, no montante de 17.820,00 euros mais IVA, para durar um ano, ou seja até à tomada de posse do executivo que sair das eleições!
Mas queremos deixar mais uma nota marginal ao exposto, mas nos últimos tempos verificamos que só têm direito a manifestar-se os "sábios " técnicos das diversas áreas; obras para engenheiros e arquitectos; a justiça para os homens da bata negra; saúde para os profissionais de saúde e por aí fora.  Com essa visão, os "sábios" têm metido o País, a região e a cidade no fundo em termos de desenvolvimento das pessoas. Acontece que tudo deve ser encarado da utilidade para as pessoas, que seja um contributo para o desenvolvimento das pessoas seja no plano económico ou social no respeito pelo ambiente. Pensar apenas no ponto de vista dos técnicos, sem ter em conta as pessoas, é o mesmo que estar a alimentar apenas aqueles que vivem da riqueza criada pela "formiga" trabalhadora.  A ganância destruidora desta sociedade!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

OLHÃO: CHUVA, ATERROS E CHEIAS!

 A madrugada de ontem trouxe, mais uma vez, uma quantidade apreciável de chuva. Ainda que não tenha provocado cheias na malha urbana da cidade, provocou-a noutros pontos do concelho que merecem tanta atenção como se fosse à nossa porta.
É evidente que quando o aumento da pluviosidade é maior há sempre o risco de cheias mas se for acompanhado da falta de limpeza ou de aterro das linhas de agua e dos leitos de cheia, a situação agrava-se. Tal não é um exclusivo da malha urbana da cidade, senão vejamos:
Ao longo da Nacional 125 foram aterrados alguns leitos de cheia como por exemplo junto à antiga discoteca Joy, ou lá mais para a frente perto de Alfandanga. E na Alfandanga, o dono do sitio, um tal de Madeira faz o que quer e entende com construções de mui duvidosa legalidade.
O Madeira construiu um armazém e aterrou o leito de cheia por detrás dos armazéns que já tinha na Alfandanga, da mesma forma que construiu uns armazéns, sem projecto, junto à Ribeira do Tronco sem manter a distancia a que estava obrigado.
Ora pela Ribeira do Tronco, corre muita agua que se for estrangulada ou não tiver onde seja retida, acaba por inundar a estrada. Assim não é de admirar que em Alfandanga e a estrada de ligação a Moncarapacho tivessem sido inundadas.
Os aterros destes leitos de cheia foram feitos aos olhos de todos, com a cumplicidade dos nossos autarcas, o que não admira tendo em conta as ligações ou apoios do Madeira ao candidato Pina.
Se alguém tiver duvidas das ligações perigosas do Madeira ao Pina, lembro que um dos armazéns ainda estava em construção quando foi denunciado; os serviços de fiscalização omitiram; mais tarde eu próprio tentei aceder ao processo que não existia; lá foi o serviço de fiscalização branquear a situação; depois disso ainda foi construído outro armazém sem projecto e este mais perto da Ribeira do Tronco.
Num País onde os crimes conexos à corrupção são por demais evidentes, quem tem o poder de decidir, arranja uns expedientes legislativos para ultrapassar estes inconvenientes. Por um lado, arranja-se uma declaração de interesse publico municipal e quando isso não chega, avança-se para o regime especial de regularização de actividades económicas.
Um País a viver na podridão, com políticos podres., com leis podres, tudo á maneira para alimentar a ganância. Continuem a votar neste lixo!