Chegou hoje a Portugal o F.M.I., ou seja os modernos Vampiros que vem sugar o sangue a quem trabalha, e dar dinheiro às paletes, a quem foi culpado da crise, ou seja, o governo de Sócrates e o sistema bancário.
Sócrates há um Mês atrás dizia, que nunca ia governar com o FMI em Portugal, mais uma mentira de um politico que confunde a verdade com a mentira já não havendo diferença entre as duas.Pois bastou os banqueiros exigirem a entrada do FMI e logo Sócrates obedeceu caninamente,e recandidatou-se ao cargo de 1º ministro, contrariamente ao que já anuciou, seu homologo Zapatero, sabendo de antemão, que a Espanha é o país que se segue, e que os Vampiros do FMI, vão lá entrar.
Como sempre vai ser quem trabalha que vai ser novamente sacrificado a não ser que o povo faça o que estão a fazer as pessoas na Islândia,que me referendo se recusam a pagar a quem foi responsável pela crise na Islândia(como podem ver carregando aqui).
Em Portugal o FMI vai fazer a mesma coisa que faz nos outros paises mal governados, carregar ainda mais, em cima de quem trabalha, salvando o sistema bancário capitalista, e os governantes culpados pela crise, pois o governo de Sócrates em 6 anos duplicou a divida externa e em 2012 vai ser o único país no mundo em recessão.
A única saída para quem trabalha é sair para a rua,para exigir referendos,para ver quem tem de pagar a crise, e exigir a responsabilização criminal, de toda a classe politica que nos governou até aqui.
“A retoma económica já está a começar”, assinalou o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Francisco Leal, durante a apresentação da iniciativa, realizada na passada sexta-feira.
Palavras do actual presidente da CMO o ano passado ao Região Sul on line.
Afinal parece que não houve retoma nenhuma,Sócrates a mando dos bancos pediu ontem a entrada do FMI em Portugal, e em Olhão, a crise nas pescas,e na aquacultura em Olhão agudiza-se de dia para dia.
Vejamos algumas situações gritantes:
- No sector das pescas durante o último ano abateram-se mais 2 traineiras, continua a redução nas quotas de pescas, o leilão do peixe na lota, continua como dantes, o peixe vale pouco para depois atingir preços exorbitantes no comercio.
- No porto de pesca de Olhão, os esgotos tóxicos continuam a ser descarregados pela C.M.Olhão para a doca de pesca. As águas onde esses esgotos descarregam servem também para a descarga do peixe. Essa água é obrigatoriamente fornecida pelo I.P.T.M., mas esta entidade não faz a sua monitorização, como é sua responsabilidade.
Depois da denúncia, neste blog, da falta de monitorização por parte do IPTM, as bombas do IPTM "avariaram" e o IPTM deixou de fornecer água para a descarga do pescado. Como o peixe não pode ser descarregado sem água, a alternativa foi o recurso ao “Burrinho” (motor auxiliar das traineiras) que bombeia a água da doca para a descarga, sem se saber a sua qualidade.
Pensamos que é um caso de saúde pública. Mas as entidades oficiais, como a C.M.Olhão, a ARH, o I.P.T.M. a C.C.D.R. o INCB e a Direcção Regional de Saúde assim não o entendem. A ASAE nesses casos não tem ordens de actuar?
- Nas instalações da Docapesca não funcionam as infra-estruturas obrigatórias: os guinchos estão avariados, o piso está cheio de crateras, não existem meios de salvação, as luzes públicas, na maioria, não acendem, não existem W.C. nem balneários. No entanto os armadores, os pescadores e os comerciantes de peixe pagam as taxas cada vez mais caras, por cada m2 que ocupam com as artes de pesca ou com os camiões.
- Na Ria Formosa, a produção de bivalves a cada ano que passa é menor. Há mais de 15 anos o IPIMAR, dizia que a morte das amêijoas era provocado pelo vírus, Perkinsus Atlanticus. Deixaram de falar desse vírus, não sabemos se o IPIMAR arranjou soluções como era sua obrigação. O que sabemos é que a poluição, na Ria é cada vez maior assim como maior é a mortandade das amêijoas nos viveiros e nos terrenos selvagens.
As descargas de esgotos tóxicos continuam, além do esgoto da Doca, existe o esgoto do Cais de embarque para as ilhas (conhecido por T, situado a 20 metros da sede do IPIMAR), existe outro esgoto que corre para dentro da Marina e que está mesmo no local da EXPOMAR (ao lado da entrada do meio para os pontões), existe o esgoto da horta da C.M.Olhão provenientes das oficinas da CMO. Todos eles são despejados para a Ria Formosa com o consentimento e conhecimento da ARH, organismo, que já devia ter feito um plano para a erradicação desses esgotos na Ria Formosa até 2009 e monitorizar a qualidade da água na Ria Formosa, mas que não o fez. Preocupou-se a ARH em aumentar as taxas dos viveiros para mais do dobro e ainda por cima quer agora cobrar taxas com 10 anos de atraso.
Também os pescadores da ganchorra não governam vida há 15 dias por mais uma paragem obrigatória devido às toxinas e sem que o Estado os compense.
- Também as ETAR das Águas do Algarve continuam a não cumprir a lei do Quadro de Água (normativo comunitário) e continuam a descarregar efluentes para zona de produção conquícola.
A ETAR Poente de Olhão descarrega veneno para cima dos viveiros de bivalves da Ilha da Lebre situados a 50 m do seu local de descarga. Aí foi colocado um ambientador com odor a lima, para os turistas do Real Marina Hotel (situado a menos de 400 metros) não serem incomodados com o cheiro.
- As dragagens na Ria Formosa fazem-se de 10 em 10 anos e não quando é necessário, por isso a Ria Formosa em Olhão, está cada vez mais assoreada.
Foi hoje inaugurada a 8ª edição da Expomar, com pompa e circunstância no Real Marina Hotel, com a presença do Secretário Adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Medeiros.
Segue-se um seminário “O Desenvolvimento Sustentável das Zonas Costeira”que tem Costa Monteiro do IPIMAR como moderador.
Será que o desenvolvimento sustentável desses senhores passa por construírem mais, prédios, hotéis e campos de golfe nas margens da Ria Formosa?
Ou irão discutir porque motivo os pescadores da Fuzeta estão desde Novembro sem uma barra, onde possam governar a vida?
Os intervenientes dessa palhaçada no Hotel, deviam era de ter vergonha porque todos os anos dizem o mesmo e fazem muitas palestras mas a poluição na Ria é cada vez maior.
A fome e a miséria é cada vez maior em Olhão em todos os sectores ligados à Ria, mas os governantes e as entidades responsáveis teimam em não reconhecer que existe poluição na Ria Formosa e que é preciso acabar com ela. Podem fazer muitas edições da Expomar mas não é assim que as coisas vão melhorar.
Pode haver muita fome em Olhão mas saliente-se que as palestras da Expomar este ano são todas feitas no Real Marina Hotel, em vez de serem efectuados no auditório do IPIMAR, com era costume, ou no auditório da CMOlhão.
Será promoção do Real Marina Hotel, por parte da CMOlhão?
Ou a CMOlhão tem muito dinheiro e está a pagar balúrdios pelas instalações do Hotel ou há uma grande promiscuidade entre a CMOlhão e o Hotel privado (nomeadamente a venda do terreno em zona privilegiada frente de mar 100 €/m2, quando os terrenos na zona ribeirinha andam na ordem do 1000 €/m2).























