quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

RIA FORMOSA: INTERDIÇÃO DA APANHA DE BIVALVES

No mesmo dia em que a Ministra do Ambiente e do Mar, Assunção Cristas, anunciava a nova Estrategia para o Mar, foi declarada a interdição da apanha de toda a especie de bivalves no litoral das areas de intervenção das capitanias de V.R.Sº.Antonio e Tavira.
Um primeiro comentario para alertar para o facto dos periodos de interdição este ano começarem mais cedo, pois não é normal ser declarado em Fevereiro.
Por outro lado chamar a atenção para o facto dos profissionais do sector estarem mais uma vez impedidos de ganhar o seu sustento, sem que as autoridades tomem a unica decisão correcta, que é a de pagarem, a tempo e horas, todas as paragens forçadas da actividade, deixando desde logo um alerta às associações socio-profissionais de que não podem ou não devem ficar à espera das interdições para lutar pela compensação devida e merecida por quem está impedido do ganha-pão, tanto mais que é previsivel que, a cada ano que passe, se agrave a situação.
A nova estrategia para o Mar, agora anunciada, nada tem a ver com o sector das pescas. A verdade é que a possibilidade do alargamento da zona maritima, visa a exploração mineira dos recursos marinhos, com a qual não podemos deixar de concordar, mas que não pode ser à custa do sacrificio de um sector tão importante como a pesca, fonte de alimento.
O secretario de estado do Mar, foi o tecnico responsavel pelo estudo que está na origem do alargamento da placa, não sendo merito deste governo trapalhão como se pretende anunciar. Mas foi este academico tambem quem em visita ao Porto de Pesca de Olhão, anunciou que o mesmo não tinha viabilidade e que por isso não se faziam as obras necessarias, preferindo deixar degradar uma infra-estrutura de milhões e com isso degradar ainda mais as condições dos pescadores e de toda a actividade economica ligada à pesca. Mas para esse senhor, e porque vivemos no País do faz de conta, já à dinheiro para fazer, não uma, mas duas plataformas semelhantes às do petroleo, para colocar ao largo da costa portuguesa.
Grão a grão vão matando a pesca.
Anunciou ainda a Ministra, que o novo Plano de Acção para o Litoral (novo Polis) tinha 400 milhões para arrebentar em obras de cosmetica muito ao estilo do moribundo Polis, e que para o Sotavento Algarvio apenas prevê uma intervenção. Os mouros deste pedaço não merecem que o (des)governo português gaste um centimo com eles, votando-os a uma morte lenta, em nome da sustentabilidade da segurança social.
Mas a Ministra esquece que para alem das questões ambientais associadas ao projecto em aposta, que as interdições da apanha de bivalves são sobretudo devidas à poluição do meio marinho que tutela, pelo que deveria ser a Ministra da Poluição.
Obviamente que estando em causa a saude publica se deve inetrditar a apanha dos bivalves, mas porque o Estado portugues nada faz para prevenir, reduzir os blooms de toxinas, deveria tambem por razões de bom senso salvaguardar o direito ao trabalho e ao sustento das familias que dependem desta actividade.
Quando se fala na necessidade de exportar e sabendo que a grande maioria destes produtos se destinam ao mercado externo e não se tomam medidas apenas podemos dizer que este governo deve ser despedido por indecente e má figura, até porque sabemos que apoiou, patrocionou, subsidiou com onze milhões um projecto para ovos estrelados congelados. Devem estar a gozar com os portugueses.
Este, é mais um motivo para estar presente nas MANIFESTAÇÕES de SABADO, 2 de MARÇO, no LARGO do CARMO em FARO.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

QUE SE LIXEM AS TROIKAS

Sábado, 2 de Março de 2013, no Largo do Carmo e pelas 16 horas, vai realizar-se mais uma manifestação de indignação e revolta contra o estado a que as politicas da classe dominante, conduziram o País.
Depois de nos terem enfiado o barrete da CEE para o qual muito "democraticamente" não fizeram qualquer referendo; depois de nas costas do Povo terem destruído todo o sector produtivo; depois de terem manipulado convenientemente e a seu bel prazer, os números do PIB; depois de terem gasto os dinheiros públicos de forma a beneficiarem sempre os mesmos, os "amigalhaços" do costume; depois de terem prometido o céu e a terra para obviamente enganarem o Povo, depois de nos roubarem nos ordenados, nas reformas, nos subsídios de desemprego ou de doença; depois de nos tirarem os mais elementares direitos e obrigarem-nos ao pagamento de bens essenciais como se de ouro se tratasse; o País encontra-se à beira do colapso económico e financeiro, para gáudio de uma certa classe politica mundial, europeia e nacional que nos prepara para sermos os escravos dos tempos modernos.
O silencio cúmplice de quem assistiu ao longo dos anos à destruição do País, não isenta de responsabilidades aqueles que por via das agendas partidárias, permitiram e permitem que naveguemos sem rumo.
Durante anos se planeou, não a economia, mas a sua destruição como forma de, chegado o momento, terem argumentos para escravizar o Povo, fazendo passar a mensagem de que foram aqueles que produzem, que geram riqueza os culpados da situação, quando na realidade, todos sabemos como foram delapidados os recursos do País.
Uma das maiores zonas marítima do planeta, completamente abandonada para dar de mão beijada aos interesses de grandes potencias das pescas; o abandono da agricultura subsidiado depois de terem promovido a criação de produções excedentarias para satisfação dos "mercados"; a destruição da industria transformadora associada ao sector primário. Mas como contra partida a "generosa" oferta de alcatrão e betão para que os grandes grupos de distribuição chegassem até nós mais rapidamente e com menos custos;  e o desenvolvimento de projectos turísticos-imobiliários para nos porem a limpar a merda dos outros.
Estamos a assistir ao maior ataque de sempre do capital contra o trabalho e aos trabalhadores não resta alternativa que não seja a de mandar embora o Governo e as Troikas, sob pena de aceitarmos a escravatura.
Por tudo isso, devemos participar nas Manifestações de 2 de Março e mostrarmos que o Poder reside no Povo.
INDIGNEM-SE; REVOLTEM-SE.
EU ESTOU REVOLTADO. E TU?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FUZETA: PELO BOICOTE ÀS ELEIÇÕES!



Quem quiser ver as imagens traduzidas em português, clik no botão cc na barra de baixo do video.

Desde o inicio que a Fuzeta se viu confrontada com o Poder deste país. Quando da criação do Caminho de Ferro, o seu traçado previa a destruição dos "Olheiros" junto à estação, onde as mulheres lavavam a roupa. A esse tempo, não havia agua canalizada e muito menos maquinas de lavar roupa, bem se podendo imaginar das dificuldades por que passavam. Então, os homens da aldeia, destruíam durante a noite, aquilo que o pessoal do Caminho de Ferro construía durante o dia, até que se viram obrigados a alterar o traçado, provocando aquela enorme curva até quase ao Livramento.
Nunca pensaram, até pela sua formação, nas consequencias do espartilho que significava a delimitação da freguesia pelo Caminho de Ferro, o que se veio e vem verificar que tal foi o principal facto inibidor do desenvolvimento da Fuzeta, condicionando o crescimento urbano, demográfico, económico e social, nem interessava ao regime deposto em 25 de Abril da mesma forma que não interessa aos aldrabões de hoje.
O regime anterior tinha na Fuzeta uma reserva de pescadores para a pesca do bacalhau nos longínquos mares da Terra Nova, para a qual eram obrigados, forçados a ir sob pena de serem presos, e era de tal forma, que quando alguns (muitos) se recusavam a GNR cercava a aldeia para levar os seus filhos, que não se sabia se voltariam ou não.


É óbvio que as durissimas condições de vida e trabalho a bordo dos lugres, aliada à forma de pagamento, levava a que os pescadores evitassem aquele tipo de vida. As mulheres trabalhavam na industria conserveira, em Olhão, por uns míseros trocados. Explorados, humilhados, forçados e votados às piores condições de vida, que não têm paralelo com os dias de hoje.


E foi pelos pescadores que foi construída uma unidade de saúde, com maternidade, junto do seu bairro, hoje entaipado por construções que o descaracterizam apesar de ter sido proposto para classificação como de interesse municipal. Só um calhau como o actual presidente da Câmara podia permitir tais construções, de forma ilegal e que tresandam a corrupção.
Na situação actual, um governo tão fascista quanto o do regime anterior, decidiu a régua e esquadro, destruir, acabar com uma freguesia, que até em termos económicos, é auto-suficiente, mal se percebendo a miserável decisão.
Ontem houve uma Assembleia Municipal e um grupo tentou manter viva a discussão em torno da questão, ainda que de uma forma errada ao que o partido que tem gerido os destinos do concelho desde o 25 de Abril logo respondeu que não estava disponível para discutir o assunto.


Que pode a população da Fuzeta fazer?
Em primeiro lugar, boicotar todos os actos eleitorais até que seja restaurada a freguesia, começando desde logo por recusar integrar as listas a sufragar, apontando a dedo como traidores todos os que colocarem a agenda partidária acima dos interesses da população.
Em segundo devem organizar-se, elegendo uma Comissão de Moradores, sem tutelas partidárias, constituída por elementos que não verguem, não vacilem perante as autoridades até que sejam satisfeitas as suas reivindicações, muito particularmente a restauração da freguesia com nova delimitação.
Se o Povo da Fuzeta deixar cair hoje a sua freguesia, amanhã perderá o centro de saúde, a escola e tantas outras coisas, tal como já perdeu a barra.
E tal como diz a ultima legenda do primeiro video "QUE OS SEUS FILHOS SE LEMBREM DELES". Honrai o passado de luta e historia dos vossos antepassados.
LUTEM! BOICOTEM AS ELEIÇÕES! REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

OLHÃO: PORQUE HOJE, HÁ ASSEMBLEIA MUNICIPAL

A Câmara Municipal de Olhão é uma autentica especialista na arte de enganar as pessoas. Durante o fim de semana, promoveu junto dos órgãos de comunicação social da região, um "espectacular" intervenção, apresentando-a como ideia sua, quando a realidade é bem diferente, mas que não podem dizer não fossem as pessoas julgar que naquelas cabecinhas pensadoras, reina o vazio.
Segundo a comunicação, nomeadamente em http://www.diarionline.pt/noticia.php?refnoticia=134327, o vereador António Camacho vem anunciar o ordenamento de estacionamento nalgumas artérias da cidade, mas esconde que foi necessário a promoção de dois abaixo-assinados para que resolvessem o problema.
Ainda assim, esclareça-se que o desordenamento verificado foi provocado pela tacanha visão de quem tem gerido os destinos autárquicos, particularmente no domínio do urbanismo. Para quem conhece a cidade, sabe que as ruas a sul do caminho de ferro, não comportam o crescimento do parque habitacional e demográfico, criando problemas à circulação e ao estacionamento. Onde existiam casas térreas, foram edificados no seu lugar, prédios com quatro ou cinco pisos, multiplicando as necessidades de infra-estruturas, ao mesmo tempo que descaracterizava o edificado caracteristico da cidade.
A Câmara Municipal de Olhão tresanda como a merda que sai da ETAR e a corrupção. Se a edilidade tivesse avançado para planos de urbanização ou de planos de pormenor apontando para uma correcta utilização dos solos, teria previsto também o impacto da construção descontrolada. Mas será que a CMO estava realmente interessada nisso? Não! É do conhecimento publico as verbas movimentadas pelo sector imobiliário, e que quando há dinheiro, toda a gente quer comer da gamela. Ou seja, quanto mais imóveis, mais hipóteses de enriquecer à conta dos otarios. "Vê lá se tens uma lembrança, ou isto não passa".
Assim, anos a fio, funcionou a autarquia olhanense, que o digam os construtores e foi de tal forma que alguns, por condição da autarquia ligaram os esgotos domésticos às redes de águas pluviais, com as consequencias para o ambiente, para as actividades económicas tradicionais  e sociais da Ria Formosa,que temos denunciado.
Hoje há mais uma Assembleia Municipal e já deu para perceber a continuidade de algumas "apostas". O novo PAEL, ou seja a proposta de alteração dos pagamentos em atraso, revelam desde logo que entretanto foram pagos a alguns credores parte da divida, como a de um conhecido restaurante. Afinal a CMO tinha dinheiro para pagar mas não o queria fazer, só que do outro lado veio a ameaça de cortar nos morfes da cambada.
Apesar de terem decorrido apenas dois meses sobre a aprovação do orçamento, eis que surge a primeira revisão, como se o Gaspar também tivesse a chefia do departamento financeiro da autarquia, mais parecendo que a incompetência não é exclusiva do Governo.
Mas haverá mais surpresas? Se estão muito interessados compareçam! A presença de todos é necessária!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

RIA FORMOSA EM CAMPANHA ELEITORAL

Página Inicial  ⁄  Feeds  ⁄  Última Hora Lusa  ⁄  Geral  ⁄  Associação realiza protesto em dia de cerimónia de consignação de obra do Polis Ria Formosa

Associação realiza protesto em dia de cerimónia de consignação de obra do Polis Ria Formosa

Lusa
 
Faro, 22 fev (Lusa) -- A associação dos mariscadores e viveiristas da Ria Formosa Vivmar realiza hoje um protesto contra o atraso nas dragagens desta área protegida, por ocasião da cerimónia de assinatura da consignação do parque ribeirinho da cidade.
A Vivmar pretende alertar os responsáveis do Programa Polis da Ria Formosa (de valorização ambiental) e da Câmara de Faro para o caráter prioritário das dragagens dos canais, cujo atraso está "a ameaçar o ecossistema" desta zona húmida e "a sobrevivência de milhares de pessoas" que dela retiram o seu sustento, disse à Lusa o presidente da associação, Américo Custódio.
"A falta de dragagem é a destruição da ria e é o que está a acontecer neste momento nos canais principais e secundários. Há um grande desequilíbrio nas correntes, não há estabilidade nenhuma e, quando há marés grandes, a força da água destrói os esteiros e impede que o marisco e o peixe cresçam, além de provocar a degradação dos terrenos dos viveiros",


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/associacao-realiza-protesto-em-dia-de-cerimonia-de-consignacao-de-obra-do-polis-ria-formosa=f788974#ixzz2Lo9lL69S

COMENTÁRIO DO OLHÃO LIVRE:
O texto acima, reproduzido na integra a partir do jornal Expresso, dá-nos conta do avanço das obras relativas ao Parque Ribeirinho de Faro e a opção politica que está por detrás de obras de fachada com vista ao período eleitoral, que pelos vistos, já começou.
A Ria Formosa é uma zona de elevada sensibilidade ambiental, económica e social que as entidades envolvidas parecem pouco interessadas em resolver.
Na verdade, nada temos a opor às obras do Parque Ribeirinho de Faro, mas sim nas opções tomadas e na forma pouco produtiva como se aplicam os dinheiros públicos, que deviam estar ao serviço das populações e não para servir de campanha eleitoral como acontece neste caso.
Macário Correia, antes de ser presidente da Câmara de Faro, foi presidente da Câmara Municipal de Tavira e tem contas pendentes na Justiça, não por dar milho aos pombos, mas porque no exercício das suas funções cometeu irregularidades e alguns crimes, crimes esses que não são apenas no âmbito da Justiça mas por ter permitido, habilitado ou promovido atentados contra o património cultural, histórico e paisagistico. Não será demais lembrar, o assassinato que foi a edificação de construções com a consequente destruição de parte da Cidade de Balsa, um dos mais importantes legados do período romano na Península.
Voltando à Ria Formosa e às obras anunciadas, seria bom que as pessoas se lembrassem que o Programa Polis Litoral da Ria Formosa, é um programa de valorização e requalificação, e sendo verdade que a recuperação do Parque Ribeirinho se insere nessa requalificação, mas não será a grande prioridade da Ria Formosa.
Lembramos aqui e agora, que há cerca de dois anos atrás foram gastos seis milhões pela Sociedade Polis para encher de areia as praias de Loulé, que estão quase como antes da intervenção; anunciaram-se gastos na ordem de doze milhões para realojamento dos pescadores da Praia de Faro que viessem a ser despojados das suas casas e agora gastam-se mais três milhões e meio para as obras anunciadas, quando a Ria Formosa e as Praias de Loulé bem precisavam de um outro tipo de intervenção.
A utilização de recifes multi-funcionais em geo-têxteis, não só permitiam a recuperação semi-natural do cordão dunar como eliminaria o risco para o edificado na Praia de Faro, com custos muito inferiores ao que projectam. Num momento de crise económica e financeira como aquela que o País atravessa a opção por obras de cosmética e marketing eleitoral, constituem um crime contra o Povo.
As associações sócio-profissionais do pessoal ligado ao mar tem toda a razão de ser. As dragagens dos canais da Ria Formosa e muito particularmente das barras naturais, permitiriam uma maior renovação e oxigenação das águas da Ria, fonte de alimento e sustento de largos milhares de pessoas.
A estratégia de quem nos governa, não é a de cuidar do Povo mas de liquidá-lo. Está mais que provado que não são razões ambientais ou de dominialidade que estão por detrás das decisões (criminosas) tomadas, já que por razões ambientais não ficaria uma só casa em cima das ilhas, mas o que está programado é a demolição daquelas que pela diminuta volumetria são as que causam um impacto menor, ao mesmo tempo que e em termos de dominialidade o POOC de má memoria, criou as condições para a transformação e uso de solos em Domínio Publico Marítimo para fins diferentes daquele para os quais foi criado.
Deste modo não restam duvidas que gastar dinheiro naquilo que é essencial para as populações ribeirinhas, que vivem na sua maioria da Ria Formosa, não está nos horizontes da governança e muito menos na cabeça de Macário Correia.
Bem podem esperar os pescadores pelas dragagens e outras intervenções, essas sim urgentes, a não ser que se revoltem contra aqueles que querem acabar com as actividades económicas tradicionais da Ria.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

BRIGADA DO AMBIENTE DA GNR BRANQUEIA CRIME

No passado dia 20, pelas12 horas captámos estas imagens no topo norte do porto de pesca de Olhão. Na altura estávamos acompanhados por uma equipa de televisão que registou também imagens no local. Ao mesmo tempo foi contactada a Brigada do Ambiente da GNR, que não compareceu no local, tendo estabelecido contacto telefónico cerca das 13.30 horas, dizendo que fora chamada para outro local, mas que voltaria a contactar.
E efectivamente contactaram, ao fim da tarde do dia 22, cerca das 20 horas, para dizer que afinal era a ponta final da descarga, que a cor não significava nada e até poderia ser proveniente de uma outra situação qualquer, e que a Ambiolhão e a ARH já haviam informado de que não tinham conhecimento de ligações de águas residuais urbanas à rede de saneamento básico.
Face às respostas do verdoso de serviço, e não façam confusão porque se trata da brigada verde, foi retorquido que se de facto quisessem apurar da origem dos esgotos, que o denunciante se prestava a dizer a sua origem e que a responsabilidade era da Ambiolhão e da própria Câmara Municipal, uma vez que esta ultima tem a responsabilidade de estabelecer a ligação entre as novas edificações e o colector que as serve.  Perante isto a opção, e na falta de argumentos, acabou a comunicação. A Câmara Municipal de Olhão ligou `por engano os esgotos de alguns prédios, e não foram assim tão poucos, à rede de águas pluviais.
Mais uma vez, uma denuncia que cai em saco roto, perante o espartilho que representam as entidades publicas que vão ficando impunes, e o SEPNA da GNR dá cobertura, branqueia um crime ambiental, económico e social.
É óbvio que outra coisa não esperávamos, uma vez que a GNR faz parte do aparelho repressivo de um Estado fascista, braço armado para proteger os criminosos de colarinho branco e carregar sobre o Povo indefeso, aceitando a subserviencia ao poder politico, tal como o Ministério Publico.
Como se pode ver, a opacidade da agua não permite a fotosintese e com isso impede a produção de oxigénio indispensável ao meio aquático. Vê-se também a "boa" e "excelente" qualidade da agua do porto, no dizer da ARH, e que é utilizada na descarga do pescado, pondo em risco a saúde publica.
Quando as autoridades publicas têm comportamentos destes, outra coisa não será de esperar que um dia destes, os lesados pela poluição, ponham mãos à obra e entaipem as saídas dos esgotos directos e das ETAR.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ETAR Poente de Olhão envenena ZPE da Ria Formosa, conspurca o ar que respiramos e contamina lençóis freáticos!!









Hoje as novas imagens obtidas na ETAR de Poente de Olhão, na 4ª feira desta semana dia 20 de Março de 2013 falam por si.
Como é possível uma coisa que chamam ETAR,na segunda, década do Século XXI, num país que pertence há União Europeia, numa Zona que é ZPE da Ria Formosa, que pertence à Rede Natura 2000, ter na dita ETAR com 2 Noras, sem serem seladas, no meio das laguna de decantação dessa dita  ETAR Poente de Olhão,pertença da empresa publica Aguas do Algarve?
Essas duas Noras, estão a cometer um crime de contaminação dos lençóis freáticos desde a sua construção.
Como podem ver nas fotos as telas, dessa dita ETAR estão ou a boiar ou não existem, há mais de 4 anos,o que demonstra o desleixo com que as Aguas do Algarve tratam o ambiente na Ria Formosa.
Outra das coisas que podem ver nas fotos são 2 compressores gigantes que foram lá colocados, depois do Hotel Real Marina, ter aberto e os clientes desse Hotel terem reclamado do cheira a esgoto.
Os bidons na foto são do perfume com odor a lima que as Aguas do Algarve começaram a usar para disfarçar o cheiro do Gás metano altamente prejudicial à saude de quem o respira.,o caricato do disfarce,é que existe um computador que só dispara e acciona esse odor a Lima na atmosfera,quando o vento sopra na direcção do Hotel.sempre que o vento sopra na direcção do Hotel Real Marina.
Será que é por causa deste gás Metano emitido pelas porcas e obsoletas ETARs, na Ria Formosa, que a CCDR do Algarve há anos que não cumpre a lei que obriga à publicação publica da qualidade do ar na região do Algarve?
Nessas lagoas de decantação que não tratam os esgotos e que enviam escorrências assassinas para a ZPE da Ria Formosa,que destroem a fauna e a flora,e contribuem para que  todos os anos morram centenas de aves que deviam estar protegidas na Ria Formosa, e são assassinadas pelas bactérias que existem nessas lagoas de decantação.
Será que quem governa,em Olhão e em Portugal não sabem desses crimes?
Não cabe ao Ministério do Ambiente a fiscalização dos crimes ambientais na Ria Formosa?
O Movimento de Cidadania  Activa "Somos Olhão",apresentou queixa à União Europeia por causa do mau funcionamento,desta e de outras ETARs na Ria Formosa,a União Europeia em Junho do ano passado deu 2 meses ao Estado Português para colocar as ETAR em Ordem. O estado Português parece que limpou o Cu com essa recomendação,pois continua TUDO na mesma!
 Em Olhão há cidadãos que apresentam queixas por poluição por causa das descargas dessa ETAR Poente de Olhão o IGMAOT até reconheceu que a ETAR Poente de Olhão estava em INCUMPRIMENTO,mas mandou arquivar a queixa.
Ou seja a ETAR não cumpre as normas de descarga, mas quem manda é o IGAMAOT e arquive-se o caso.
Será Portugal,  um Estado de direito quando uma  instituição estatal ,como é o IGAMAOT,reconhece um crime de uma queixa apresentada por um cidadão no seu pleno direito de cidadania, e tem a coragem de mandar arquivara queixa?
A quem mais podem os cidadão recorrer, para não usarem outras formas mais radicais de luta, pois se a justiça não funciona, alguma coisa tem de ser feita para salvar a Ria Formosa e o ambiente em que vivemos!

OLHÃO: CRIME AMBIENTAL, ECONOMICO E SOCIAL

O documento apresentado em cima foi elaborado pelo IPIMAR em 2001 para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), inserido num programa que visava o impacto negativo causado pelas descargas das ETAR, nas águas da Ria Formosa.
Nele se pode constatar que se produziam mais de 7.000 toneladas ano, com uma densidade de 1,5 Kg por metro quadrado. E daquilo que vimos, hoje não se consegue mais de 0,250 Kg/m2.
Ontem, numa visita guiada a um viveiro, podemos constatar a elevada mortandade das ameijoas que até o próprio produtor foi apanhado desprevenido tal a dimensão do estrago. O viveiro situa-se junto ao canal principal, a cerca de trinta metros da boia vermelha e portanto com maior circulação de águas, que se apresentavam turvas.
As ameijoas ainda não haviam tomado o tamanho adulto e estamos em pleno Inverno, com temperaturas baixas, o que exige menos consumo de oxigénio. Porem e perante a turvação das águas, sabemos também que as plantas de fundo, a seba, não produzem oxigénio porque não realizam a fotosintese. Aliás até as plantas de fundo desapareceram, sucumbiram e pelas mesmas razões.
Infelizmente e porque a blogger não está nos melhores dias, não conseguimos reproduzir os vídeos captados no local, o que daria outra expressão, à tragédia que vitima os produtores de ameijoas, mas que oportunamente publicaremos.
A indignação e revolta do proprietario da concessão, que investiu o fruto de anos a fio passados na pesca, que investiu o dinheiro realizado com os barcos que vendeu, na produção de ameijoas pensando que iria ter uma vida melhor, vê-se agora confrontado com a ruína, levando para casa quinze euros de um dia de trabalho, e que não sabe como vai pagar a substituição das areias, da semente de ameijoa, do seguro do barco e até mesmo as licenças da ARH, a mesma entidade que habilita e promove a destruição da Ria Formosa.
Para os cépticos, para os académicos que dizem que a Ria Formosa está melhor depois das ETAR do que antigamente, lembramos que outros estudos mais antigos, patenteavam níveis de produção bastante superiores e que a Ria Formosa está atravessando a sua mais grave crise económica, social e ambiental de que há memoria.
As entidades publicas com responsabilidades na matéria, que vão desde as autarquias até à própria Ministra do Ambiente e passando pelo Ministerio Publico, devem ser apontadas as culpas da situação de fome, miséria e desespero de quem trabalha na Ria e dela procura tirar o sustento.
Todos os adjectivos são poucos para aplicar a esta canalha, bando de pulhas, que condenam o Povo ao desespero de forma criminosa e deixo já de aqui um alerta que a paciência deste Povo tem limites e um dia podem acordar com todos os esgotos directos e sem tratamento e as próprias ETAR tapadas com betão.
A revolta do Povo começa a tomar forma. Cuidem-se que não vai demorar.
MORTE AO SISTEMA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pombos Morrem afogados,em Olhão no Jardim Patrão Joaquim Lopes!

Em 2010 o Movimento de Cidadania Activa "Somos OLhão" denunciou o gasto desmesurado de agua que a C.M.Olhão fazia no tanquinho dos patinhos, situado no  Jardim Patrão Joaquim Lopes na zona ribeirinha de Olhão entre os Mercados de OLhão e o T local de embarque para as ilhas da Armona  Culatra e Farol.
Pode ver aqui neste video do "Somos OLhão"o que a C.M.Olhão durante anos andou a gastar  dinheiro e a desperdiçar agua.

Devido a esta denuncia publica, do Movimento de Cidadania Activa"Somos OLhão" numa conferência da celebração do Dia Mundial da agua realizada pelo "Somos Olhão",no Auditório Municipal da Junta de freguesia de Olhão,onde esteve presente o Arq. Paisagista, Fernando Cabeleira, da CCDR,na segunda feira seguinte a CMO, encetou obras nesse local, para acabar com o gasto desmesurado de agua que era pago por todos nós.
O que aconteceu é que as obras demoram semanas, mas,devido à incompetência, mais uma vez as obras  foram mal feitas.,e a agua continua a ser gasta só que não vai parar directamente à Ria, mas  sim para a rede de aguas fluviais ,que depois vai ter há Ria,além disso quem arquitectou a obra, não  deu conta do recado,  por isso a maior parte das vezes o tanque está meio,ou meio vazio,como queiram, e de mês a mês, lá vão os empregados da ambiOLhão vão vazar o recinto ( invadindo o passeio com a viatura da ambiOlhão),para vazar as aguas sujas e pestilentas desse taque, e limpar as algas e os detritos que ali se acumulam levados, pelo vento que ali se acumulam.Até aqui nada de muito grave, além da incompetência e da despesa, que já estamos habituados há quase 40 anos, pela parte da CMO, no que toca à coisa pública, o pior é que devido ao tanque estar meio cheio(ou meio vazio), os pombos e outras aves que lá vão beber agua, de vez enquanto morrem , por não conseguirem levantar voo ao caírem na agua suja e pestilenta, desse tanque que antes era uma alegria para as crianças darem de comer aos Patinhos,Patinhos esses ,que desapareceram  para se fazer as obras e que não mais voltarem,é caso para perguntar quem comeu os Patos?Pois em vez de patos estão lá cágado que são protegidos por lei ,e lá não deviam estar,e tartarugas exóticas  Trachemys scripta que nunca deviam ser lá colocadas.
Entretanto as crianças passam pelo local e perguntam aos pais porque está  não voa o pombo morto? Os turistas passam e tiram fotos e indignam-se por esta situação vergonhosa ao pé de esgoto Tóxico do T, que a CMOlhão teima em dizer que não existe(para os vereador do PS, quem estão  no poder em Olhão, há quase 40 anos,deve ser perfume o que sai daquele esgoto).
Onde param os vereadores da CMO???? que não sabem desta vergonha? Estarão já  a contar as espingardas,e apoios financeiros  para a campanha eleitoral que  já se avizinha?
Tenham dó,  senhores do poder instituído em Olhão há quase 40 anos,e devolvam o Tanque original, às crianças com os patinhos lá dentro como já em tempos aqui denunciamos a revolta  dos cidadãos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

OLHÃO: A CANALHICE DAS ENTIDADES PUBLICAS




Embora com algum atraso provocado pela espera da notificação que o Ministério Publico deveria ter mandado e não o fez, voltamos hoje à liça, com os elementos disponíveis a partir da notificação da Ambiolhão, empresa gestora do saneamento básico, em baixa, e desde logo se constata a mentira de País em que vivemos.
Diz o Ministério Publico que enviou o processo para a Policia Judiciaria para investigação, entidade competente para a investigação, mas não refere qualquer conclusão daquela policia, pelo menos é o que se infere,dos poucos elementos deste despacho, que alias está incompleto.
Estranhamento ou não, o denunciante não foi ouvido por qualquer entidade judicial, a não ser para esclarecer se as obras do porto estavam ou não concluídas.
A Administração da Região Hidrográfica do Algarve sobre as águas residuais do porto de pesca, informou que essas águas não estão ligadas à rede publica de saneamento coisa que ninguém afirmou. O que foi denunciado era de que o IPTM, mantinha, mantém e manterá a ligação à rede de águas pluviais.
A sublinhado pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão, mas ainda da responsabilidade da ARH, pode ler-se que por fim, afirmaram que, periodicamente, realizam monitorizações em quatro pontos, sendo que os resultados variam entre o bom e o excelente. Obviamente que a ARH está a brincar, mentindo, quando profere tais atoardas. Primeiro porque não explica a que fim se destinam as águas do porto e dos restantes pontos citados e isso é determinante, pois a Lei que regula a Qualidade das Águas Tendo em Vista o Fim a que se Destinam, estabelece a diferenciação e os parâmetros variam consoante se trate de águas piscicolas, conquicolas, balneares ou para consumo humano.
Em Olhão, todo o mundo sabe que as águas do porto são utilizadas na descarga do peixe, havendo forte probalidade de contaminação por agentes microbiologicos, apesar da desinfecção com cloro mas praticada a olho nu.
Mas no mesmo paragrafo, e antecedendo esta balela, a ARH afirmaram desconhecer a existência de de programa de monitorização sistemática para determinação de parâmetros que diagnostiquem a qualidade da agua do Porto de Olhão. Quer dizer, primeiro dizem desconhecer a existência de qualquer plano de monitorização e depois já sabem dizer que a qualidade é excelente! Aldrabão sou eu e não minto tanto!
Mas o Ministério Publico vai mais longe quando escreve Porem, não obstante as diligencias encetadas, não se logrou apurar a identidade do(s) agente(s) que desobedeceram a eventuais prescrições ou limitações impostas pela autoridade competente... Bom, se o Ministério Publico quisesse e tivesse ouvido o denunciante saberia de onde provinham aquelas águas e saberia quem era(m) o(s) crimonoso(s) e talvez chegasse à conclusão que eram os próprios autarcas.
Diz ainda o Ministério Publico, Acresce, por seu turno, que inexistem elementos probatorios que indiquem que a Câmara Municipal de Olhão, a firma Ambiolhão e/ou o Instituto Portuário, deliberada ou negligentemente, ou, por omissão, mantêm as descargas dessas águas residuais poluentes nos mencionados locais, sem actuarem de forma a evitar essas descargas. Esclarecedor a prosa do Ministério Publico, faltando-lhe apenas acusar o denunciante. Então, a Câmara Municipal de Olhão mantém a céu aberto a drenagem das águas residuais  da sua horta e do canil e não sabe de nada, e tudo tem feito para evitar a poluição da Ria Formosa. Que belas trapadas, particularmente no vice- presidente que exultou com este despacho de arquivamento.
E para concluir o Ministério Publico chegou à brilhante conclusão que ...também não se logrou demonstrar, por elementos probatorios adequados, que essas descargas, efectivamente provocaram consequencias substanciais para o meio ambiente.
Não se provou nada porque o Ministério Publico não quis, ver e ouvir. Se o Procurador que elaborou este despacho se atirasse ao mar, junto ao T, na Doca, na Marina e ficasse atascado na merda que por ali abunda, certamente obteria todas as provas, quando mais não fosse pela camada de urticaria que apanharia.
Com um Ministério Publico destes quem pode acreditar que se faça Justiça? Os políticos, regra geral, não prestam nem merecem qualquer credibilidade; a Justiça está podre. A corrupção grassa no País. O Povo é roubado todos os dias por um Governo fantoche. A única hipótese de sobrevivencia é uma Revolução a serio, já que com eleições apenas mudam as figuras.
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Doca de Pesca de Olhão. Crimes e Vandalismo continuam!

Terça-feira, 16 de Março de 2010

Porto de pesca em Olhão é uma Vergonha!

Miguel Freitas líder da distrital do P.S. no Algarve há vários anos, e deputado eleito pelo Algarve à Assembleia da Republica, visitou ontem O porto de Olhão e disse isso:
""O porto de Olhão é o principal porto pesqueiro do Algarve e tem que sofrer uma intervenção o mais urgente possível porque o que nós vimos não corresponde à qualidade que é necessária nos nossos portos, que devem ser uma das nossas sala de visita a nível regional"
Palavras bonitas, mas e a responsabilidade do estado lastimável do porto de Olhão,( já denunciadas por mim neste blog) não pertence ao P.S.? E Miguel Freitas não é o lider dos Socialistas Algarvios?
O presidente da C.M.Olhão não informou Miguel Freitas o que os" más linguas" do Olhão Livre denunciaram esta situação várias vezes?
Os actuais vereadores Antonio Pina e Carlos Martins, ambos socios de uma sociedade de producção de ostras, usuários desse espaço, com armazéns cedidos pelo IPTM, dentro do Porto de Olhão, já há varios anos, nunca lhe informaram as condições deploráveis desse Porto?
Mas será que mostraram tudo o que se passa nesse porto a Miguel Freitas?
Nesse porto de pesca há dois esgotos que correm para dentro do mesmo sem qualquer tipo de tratamento, um desses esgotos corre para dentro da Docapesca, por uma linha de agua,que passa antes pela estação elevatória de esgotos da responsabilidade da C.M.O. do Bairro 11 de Março e de vez enquanto é despejado(como fizeram ontem de manhã) para a Docapesca. O actual vereador das aguas e saneamento da C.M.Olhão,Carlos Martins sabe bem dessa situação, mas até hoje nada fez para acabar com ela, embora sendo usuário do Porto e das aguas da Ria Formosa, pois é na Ria Formosa que Carlos Martins e António Pina tem a sua produção de ostras financiada pela União Europeia.
Mas o Porto de Olhão tem outros problemas, além dos buracos no asfalto e dos esgotos, os recipientes para recolha e tratamento de óleos usados, estão cheios transbordando por fora e indo esses óleos parar dentro do porto, e consequentemente à Ria formosa.
Outro grave problema para quem opera nesse porto são as altas taxas que o IPTM cobra aos armadores que operam nesse porto.
Dizem os armadores que é incompatível o preço das taxas de ocupação pelas artes de pesca, que aumentam cada vez mais, enquanto que o preço do pescado é cada vez menor.
Quem coloca termo à vergonha do sistema da vendagem na Docapesca em Olhão?
Os armadores e pescadores, dizem que há concertação de preços por parte de alguns compradores, e quando aparecem compradores espanhóis a darem valor ao pescado , depressa são enxovalhados e corridos.
Sobre estes graves problemas Miguel Freitas nada disse ou não os conhece, ou não os quer resolver, mas os armadores e pescadores sentem esse problema cada vez mais.
Não é só prometer obras e dizer que o Porto de Olhão é o mais importante do Algarve, pois a importância do Porto depende dos armadores continuarem a persistir na sua actividade, e em sobreviver, pois é que actualmente fazem..
Têm de fazer as obras, mas também acabar com os esgotos para dentro da Docapesca, ao mesmo tempo que têm de se monitorizar a qualidade da Agua do Porto, porque assim obrigam as normas comunitárias, mas que no Porto de Olhão nunca foram cumpridas.
E acima de tudo dar valor aos produtos do Mar, de modo que a riqueza não vá só para quem comercializa esse producto, mas que seja também distribuída pelos armadores e pescadores, pois são esses que arriscam o capital e a vida
A sala de visitas(porto de pesca de Olhão) deve ser limpa, mas o lixo não pode ser escondido debaixo do tapete, que é o que se faz em Olhão.
 Nota do Olhão Livre:
Passados 3 anos depois deste post denunciando as  vergonhas que existiam no Porto de Pesca de Olhão,tudo continua na mesma agora com  o grave problema dos roubos que os armadores são vitimas de roubos de vão desde combustível apetrechos de pesca aparelhos electrónicos,etc etc.conforme se pode ler nesta denuncia de Antonio da Branca ao Região Sul on line.
Brandão Pires o ainda presidente do defunto  IPTM diz o seguinte:

Instituto Portuário diz que nada pode fazer para resolver assaltos no porto de Olhãohttp://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3056230

Publicado a 15 FEV 13 às 21:17



O diretor da delegação algarvia do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos sublinhou que nada pode fazer contra a vaga de assaltos no porto de pesca de Olhão.
Em declarações à agência Lusa, Brandão Pires lembrou que o instituto não tem orçamento e por isso não é possível resolver problemas como a falta de iluminação e de segurança no local.
Nós no Olhão Livreafirmamos que dinheiro ,é coisa que o IPTM não gastou no Porto de pesca de OLhão a não ser em obras de fachada, e de  faz  de conta, pois disseram que iam acabar com os esgotos na Doca de Pesca de Olhão,mas o dinheiro foi gasto ,e os esgotos Tóxicos continuam a envenenar as aguas da Doca de Pesca de Olhão, agua essa que é usada na descarga do peixe e na lavagem das embarcações de pesca.
Os armadores e os comerciantes de pescado devem-se organizar e não pagar qualquer taxa,ao IPTM , enquanto a Doca não tiver condições pois o piso da Doca parece que foi bombardeado ,as escadas ou não existem, ou estão cheias de gordura ,há candeeiros de iluminação na Doca de Pesca de Olhão,que já não acendem e outros, que NUNCA acenderam, há redes de pescas espalhadas, nos pontões, que já deram origem à morte de pescadores há oleões que transbordam, e poluem as aguas da doca,há contentores de lixo que há meses que não são despejados.
Todas essas situações ,já existem desde o mandatado de Sócrates,e que continuam no mandato deste governo anti-popular de Passos Coelho que, diz apostar no mar,masque  nada fazem para alterar as condições de segurança do Porto de Olhão..
Por outro lado a autarquia de Olhão,continua a poluir as aguas do Porto de Pesca de Olhão e a Ria Formosa,com esgotos Tóxicos sem qualquer tratamento, o que é crime ambiental e de saúde publica..


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

OLHÃO: ACAMPAMENTO AZUL SEM AGUA

A ACASO e a Câmara Municipal de Olhão, desde a criação do projecto Acampamento Azul, mais um sindicato de voto, que têm vindo a enaltecer os méritos da iniciativa, o mesmo não acontecendo quando surgem os problemas.
O Acampamento Azul é ocupado por famílias de etnia cigana e era do interesse da edilidade mantêm-los concentrados num local, minimamente infra-estruturado, e longe do olhar das pessoas, não a pensar no voto dos ocupantes, mas daqueles preconceituosos que se querem ver livres de "más" companhias.
Contou o Município com a adesão da ACASO, o que era de esperar, pois a gestão de ambas está nas mãos da mesma família politica, o partido socialista e uma não consegue sobreviver sem a outra, tal o nível de cumplicidade que estabeleceram ao longo dos anos.
Mas eis que tanto uma como a outra entesaram e começam a aparecer buracos por todos os cantos, não havendo dinheiro para acudir a todas as capelas. O Acampamento Azul fornecia agua aos seus ocupantes a partir de um furo e porque a bomba se avariou, decidiram acabar com o abastecimento de agua, até que encontrem o "carcanhol" para pagar a sua reparação.
Mas levanta-se a questão de saber como vão agora assegurar que aquela gente, por eles "organizada" e manipulada, tem acesso a um elemento essencial e indispensável à vida das pessoas. Depois de criarem hábitos diversos dos que estavam habituados, com acesso a agua para a alimentação e higiene, obrigam-nos agora a retomarem a vida de antigamente, o que está a revoltar a comunidade cigana do Acampamento Azul.
A autarquia que sempre levantou aquela bandeira como um trunfo seu, está obrigada a garantir a qualidade de vida então prometida. Ou será que estas bandeiras apenas servem para as campanhas eleitorais?
António Pina, pai, presidente da ACASO, especialista na área dos sindicatos de voto e mentor, estratega da ascensão politica do outro António Pina, filho, vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão, empenhados que estão na eleição do traquina, não podem ou não devem fugir ás responsabilidades que lhes cabem neste processo, mandando reparar a bomba em questão o mais rápido possível. Aliás nem deviam ter criado as condições para a presente denuncia, até porque se tivessem alguma sensibilidade, saberiam bem das dificuldades que eles próprios teriam se estivessem na situação das famílias privadas da agua.
Não assegurar o abastecimento de agua à comunidade cigana do Acampamento Azul, é um acto de politica criminosa, o que também não espanta se tivermos em conta os antecedentes de ambos, pai e filho.
À comunidade cigana cabe-lhes o manifestar a sua indignação e revolta e obrigar à reposição à situação anterior à avaria da bomba.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

OLHÃO: A BAGUNÇA ORÇAMENTAL DA CM OLHÃO


Que as contas da Câmara Municipal de Olhão são uma bagunça pegada já nós sabíamos, mas que perdessem a noção do bom senso, é demais.
O Orçamento Municipal foi aprovado no final do ano findo e ainda não são decorridos dois meses e já a Câmara propõe a primeira rectificação, o que diz bem da obra de ficção que são os orçamentos, em que as receitas do ano anterior são acrescidas de +60%, num golpe que visa dar margem para todos os cambalachos.
Nos editais acima pode constatar-se desde logo a Alteração do Plano de Liquidação dos Pagamentos em Atraso, mas a informação fornecida é, como habitualmente escassa, de molde a não permitir um juízo mais aprofundado. Lembramos de qualquer das formas o celebre PAEL, o nome dado ao resgate da divida camarária, em que se previa a sua liquidação. Embora com algum atraso na sua aplicação não se vislumbra a necessidade da presente proposta de alteração, a não ser para a satisfação de um certo clientelismo, que este é um ano de eleições.
Constatamos também a celebração de um protocolo de cedência de um terreno municipal para a construção de um Lar de Idosos, com uma associação vocacionada para a tóxico-dependência. Nada teríamos a opor, não fosse dar-se o caso de este tipo de instituições funcionarem como um sindicato de voto, à semelhança do que acontece com a ACASO, o Centro da Fuzeta ou a Cruz Vermelha. A questão coloca-se uma vez que a Câmara Municipal já deveria ter elaborado um regulamento municipal onde sejam definidas regras clara e transparentes de, onde, quando e como devem ser concedidos estes apoios. É que ainda me lembro daquela senhora vitima de violência domestica que foi mandada do Porto para o Algarve ao abrigo da APAVE e à qual a CM Olhão recusou dar o apoio à renda ou a fornecer uma casa de habitação social, argumentando que não tinha ainda o regulamento aprovado, mas que passados cinco anos continua na mesma.
Estranho também, que no dia 30/01/2013 não tenha sido aprovado o Pedido de Aumento Temporário de Fundos Disponíveis, e seja necessário agendar uma reunião extraordinaria do executivo para o dia seguinte. Será que a reunião extraordinaria serviu para mamar mais o habitual almoço que segue as reuniões? Será que a reunião visava manter alguém desinformado?
Que a bagunça na Câmara Municipal de Olhão soma e segue, é um facto, tal como é um facto que cada vez que se juntam estes bandidos políticos, o Povo está a pagar! Até quando o Povo de Olhão vai suportar isto?
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

OLHÃO: QUE POLITICA DE AGUA?




Se por acaso os nossos leitores não conseguirem ver as legendas em português, clikem no botão do vídeo onde está cc.

A presente peça ajuda-nos a perceber aquilo que nos estão preparando, seja a governança socialista ou social-democrata, famílias politicas que dominam as instituições europeias e a generalidade dos países da Europa comunitária.
Como se perceberá, levaram alguns anos a preparar o golpe de mestre. Embora discordemos por completo do procedimento por toda a Europa, e nisso devemos estar solidários com todos os Povos vitimas deste processo, vamos cingir-nos ao que se passa no nosso País e muito concretamente a Olhão.
Primeiro criaram a Águas de Portugal; a seguir criaram as Águas das diversas regiões, no nosso caso a Águas do Algarve, montando um monopólio estatal do qual agora nada benificiamos. Criaram a ERSAR, entidade reguladora dos serviços de águas e resíduos, de utilidade apenas para albergar uns boys. A ERSAR, à semelhança das outras congéneres limita-se a, no plano inclinado em que se move, a dar cobertura, acautelar os interesses da empresa mãe, tecendo recomendações para as as entidades exploradoras em baixa, as autarquias, que visam sobretudo o encarecimento do serviço prestado independentemente dos  seus custos.
É ao abrigo dessa "recomendação" que a Ambiolhão, ou seja a Câmara Municipal de Olhão, decide cobrar as taxas que são o equivalente a mais do dobro se não mesmo o triplo daquilo que a autarquia paga ou antes devia pagar (caloteira) à Águas do Algarve. E isto é pratica corrente pelo País fora, já que são os dois bandos de criminosos políticos que gerem a quase totalidade das autarquias.
A agua é um bem essencial que deve estar disponível para a população mesmo que essa não tenha capacidade económica e lá diz o Povo, que a agua não se nega a ninguém. Obviamente que os "investidores" não fazem parte da segurança social e como tal não estão preocupados com a situação de fome e miséria do Povo, visando apenas o lucro. Assim, a exploração de um elemento vital e essencial à vida, acaba por se tornar numa excelente oportunidade de negocio, com lucros milionários para a corja de oportunistas que nos vai explorar.
E por mais que digam que a CEE nesta matéria não manda, mas habilita, promove e recomenda a privatização da agua, para que os grandes grupos empresariais franceses e alemães do sector, tomem conta de um legado que é só nosso e utilizam os nossos governos fantoches para legitimarem a operação, à semelhança do que tem acontecido em toda a matéria ambiental.
Está mais que provado que a "crise" foi deliberadamente provocada, fabricada, para que os países periféricos fossem completamente subjugados por uma Alemanha, que desta vez sem dar um tiro, conseguiu pela via financeira o que não conseguiu pela via das armas. É a Alemanha o principal beneficiario da nossa crise com juros pornográficos, com uma reserva de mão de obra barata para a qual impõem reduções drásticas nos rendimentos da generalidade da população. E agora como se isso não bastasse, são os principais interessados em matar-nos à sede.
Se o Povo não se levantar contra estas medidas, ainda vai ter que pagar pelo ar poluído que respiramos.
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

OLHÃO: CÂMARA NA CEE PELOS PIORES MOTIVOS


A Câmara Municipal de Olhão através do seu vice-presidente e candidato à sucessão, já veio anunciar a continuação da sua actividade criminosa, nomeadamente em matéria de ambiente, através da manifestação de vitoria pelo facto do Ministério Publico ter procedido ao arquivamento de uma queixa. Esqueceu ou talvez não perceba, por falta de inteligencia, que um arquivamento não significa a isenção da culpa, ficando essa apenas por provar, o que será feito se o tempo o permitir.
Se pensavam que o processo ou a luta por um ambiente melhor chegava ao fim com aquele arquivamento desenganem-se porque há muitas formas de matar pulgas e até mesmo no campo da péssima justiça que temos.
Se o Ministério Publico reconhece o crime, que não os criminosos, só tem que desenvolver uma investigação seria e isenta, até à descoberta dos criminosos. O procedimento do Ministério Publico é inqualificavel, porque ao proceder ao arquivamento sem apurar responsabilidades, está a validar e habilitar à pratica de crimes contra o ambiente, particularmente os praticados pelas entidades publicas, que quanto aos privados e com menos capacidade económica outro galo cantaria.
Diga-se ainda que o denunciante não foi ouvido, não prestou quaisquer esclarecimentos e que o Ministério Publico se limitou a ouvir as mentiras, as aldrabices das entidades publicas, numa atitude muito conveniente para o Poder Politico.
Ao Povo, que vai tendo a percepção do modo de funcionamento da Justiça portuguesa, onde os larápios de colarinho branco, que roubam milhões e ficam impunes, que recebem "luvas" numa qualquer off-shore e nada se apura apesar da delapidação da riqueza nacional, aos políticos que fazem do parlamento a catedral da corrupção, aos autarcas que enriquecem sem justificação, não resta outra alternativa que levar a cabo uma REVOLUÇÃO a serio, porque esta democracia está demasiado bolorenta.
Quando um autarca tem conhecimento de que está cometendo um crime contra o seu Povo, poluindo as águas da Ria Formosa, e com isso negando-lhe o direito a uma vida de trabalho melhor, condenando-o à fome e miséria, obviamente que não merece ser eleito, pelo contrario merece sim ser alvo do desprezo de quem nele confiou.
As imagens acima dão conta de uma nova queixa para a Comissão Europeia, desta feita pelos efeitos perniciosos das descargas ilegais efectuadas pela Ambiolhão, empresa do grupo Câmara Municipal de Olhão. A esta juntar-se-ão outras junto de algumas entidades por agora não reveladas e pode o candidato socialista, previsível vencedor das próximas eleições, que se sentará no banco dos réus.
De qualquer das formas todos aqueles que vivem da Ria Formosa devem mostrar a sua indignação e revolta pelos crimes cometidos por quem tinha a obrigação de os evitar.
REVOLTEM-SE, PORRA!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

FUZETA, MADRASTA PARA OS FILHOS, MÃE PARA OS DE FORA



De um leitor atento do Olhão Livre recebemos a seguinte mensagem:


Estas fotografias foram tiradas hoje as 17h na ilha da Fuzeta,
 
Mais um deixa andar nas praias algarvias...onde estão as  entidades competentes, nomeadamente o Parque Natural da Ria Formosa, Administração Regional Hidrográfica do Algarve e Capitania do Porto de Olhão  a razão dos apoios de praia existentes na ilha da Fuzeta não terem sido totalmente removidos pelos concessionários após a época balnear,estando escrito no POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira),que estruturas sazonais obedecem a montagem e desmontagem do equipamento após epoca balnear, não deixando vestigios nitidos de algo existente para não afetar a  migração dos ditos passarinhos e a barra artificial que mais parece um cemitério?será que não ha sensibilidade e olhos nitidos para que se apercebam do perigo existente para os pescadores que por ali se aventuram todos os dias arriscando as suas próprias vidas para ganhar o pão,as fotos falam por si.


COMENTÁRIO do OLHÃO LIVRE:
Quer as imagens, quer o texto foram obtidas ontem e mostram-nos bem da discriminação a que são votados os pescadores e todos aqueles que não fazem parte do clube dos caciques daquela povoação.
A primeira apreciação vai para os apoios de praia , que como diz e bem o leitor, o POOC prevê a retirada  total de todos os componentes daqueles apoios. Como se vê, uns são obrigados a retirar e outros não, ainda que aquilo que restou não tenha impacto significativo. Mas a questão prende-se com a atitude que permite a uns e retira a outros, numa clara intenção discriminatoria sempre reprovável para quem detém o poder de decidir.
A questão da Barra da Fuzeta, já por muitas vezes aqui retratada, mostra também a índole criminosa como Francisco Leal orientou as operações de intervenção que mudaram a barra.
Na verdade, antes do mar abrir a barra naturalmente, foi emitido pela ARH um relatório técnico que recomendava a sua abertura artificial, precisamente no local onde o mar a viria a abrir. Confrontados com a situação e depois de diversos exercícios de contorcionismo, foi solicitado à então Ministra do Ambiente que autorizasse as dragagens do fundo da barra aberta pelo mar, Como toda a gente sabe, não foi isso que aconteceu e a barra foi deslocalizada. Porquê?
Bem, a barra aberta pelo mar e seu ponto de origem, ficava situada em frente do edificado nas margens de mar e portanto em Domínio Publico Marítimo, em zona de risco de cheia e por isso Leal mexeu todos os cordelinhos para evitar que isso acontecesse.
Para que tal fosse possível, foi inventada uma situação de emergência, para a qual nem a própria Ministra tinha poder, poder esse que é única e exclusivamente da responsabilidade do primeiro-ministro, o Troscate. A declaração de emergência visava o uso balnear que não os perigos para a navegabilidade das embarcações de pesca. Ou seja, o uso balnear para os de fora, está acima do interesse dos residentes, na sua maioria pescadores, o que faz da Fuzeta uma boa madrasta mas uma ruim mãe.
Depois de gastos milhões na nova barra, é visível o estado em que se encontra, com os deltas de vazante a dominarem, formando um labirinto que obriga a dar o lado das embarcações às ondas, situação que se pode tornar extramente perigosa e a criar um autentico cemitério para quem precisa de a utilizar.
E tudo por causa dos proveitos da especulação de gente alheia à terra, mas cujas ligações ao ditador Leal, lhes permite tudo, a troco do que não se sabe mas que não tenha de significar que haja corrupção, pois ninguém tem  conhecimento de um enriquecimento ilícito ou desproporcionado do ainda presidente de Câmara.
Ainda assim, há motivos de sobra para que a população da Fuzeta se sinta revoltada pela forma como é tratada pelo poder politico, cada vez mais desacreditado.
FUZETENSES, REVOLTEM-SE PORRA!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

OLHÃO: PINA POLUIDOR, CENSOR

António Miguel Pina, presidente da concelhia socialista, vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão e candidato à presidência, numa atitude herdada do progenitor com pensamentos social-fascistas, bloqueou-me nas redes sociais, impedindo-me de ver a diarreia cerebral de que padece.
Soube que publicou naquelas redes um despacho de arquivamento do Ministério Publico relacionado com a poluição da Ria Formosa da responsabilidade da Ambiolhão de que fui autor da denuncia, mas que, por razões que desconheço, ainda não fui notificado.
Sobre o conteúdo do despacho não me posso, pois, pronunciar mas fá-lo-ei mal receba a notificação. Quero no entanto deixar claro que a luta não morre por isso e Antonio Miguel Pina pode ficar ciente de que persegui-lo-ei até o ver sentado no banco dos réus, a este propósito. Há muitas maneiras de matar pulgas.
Mas porque António Miguel Pina é candidato à sucessão de um outro ditador vou apreciar o seu gesto de publicar o despacho em causa.
A Ria Formosa está classificada como Zona Sensível, de águas piscicolas, conquicolas e balneares, e  o sistema de colectores de todas os aglomerados habitacionais na sua área, deveriam, já, estar ligados a ETAR.
Acontece que em Olhão, por falta de fiscalização, por negligência e por outras razões, alguns esgotos domésticos, e são muitos, estão ligados á rede de águas pluviais, drenando directamente para a Ria sem qualquer tratamento, situação que qualquer um pode constatar junto as Cais T de embarque para as Ilhas, no topo norte do porto de pesca, na chamada Marina ou na Horta da Câmara.
As águas residuais urbanas são portadoras de um conjunto de vírus, bactérias e outros agentes patogénicos que podem constituir perigo para a saúde publica, razão mais que suficiente para que a Câmara Municipal de Olhão pusesse termo à situação. Para alem disso, as águas residuais são ricas em nutrientes como fosforo que põem em causa o equilíbrio ecológico da Ria, promovendo o aparecimento descontrolado de fitoplancton e o crescimento de macro-algas oportunistas que consomem o oxigénio da agua, diminuindo as condições de vida de outras formas de vida. As plantas de fundo como a "seba" e a "sebarrinha" morrem porque a luz solar não consegue atravessar a densa camada de sólidos suspensos totais, matéria orgânica em suspensão, o que qualquer pode constatar comparando a transparencia da agua junto às barras com a opacidade na restante Ria.
Em Olhão, a actividade económica está muito dependente do mar, pertencendo maior quinhão à moliscicultura, um sector completamente abandonado pela autarquia bastando, para o constatar, consultar o site da Câmara onde, na secção de desenvolvimento económico, apenas se faz referencia ao produto da pesca, que regista uma facturação de cerca de 25 milhões de euros/ano. Sabe no entanto o António Miguel Pina, feito produtor/poluidor, que se estima que a produção de ostras na região atinja as duas mil toneladas/ano; sabe ou deveria saber que a produção de ameijoa-boa está estimada em cerca de cinco mil toneladas, menos trinta por cento que em 2001; sabe que as águas residuais urbanas são a causa directa e indirecta da morte dos bivalves, dos peixes e das plantas aquáticas.
Sabe, pois o asno candidato, que ao se regozijar com este despacho de arquivamento, está a dizer que vai continuar a poluir a Ria Formosa, indiferente à situação económica, social e ambiental das pessoas que exercem a sua actividade na Ria. Sabe também que está a pôr em risco a saúde dos banhistas. Age conscientemente, contra o seu Povo, merecendo o tratamento que deve ser dispensado a qualquer canalha que elege a fome e miséria como prioridade da sua governança.
Merece este monte de esterco, o voto do Povo de Olhão?
Vai ter de enfrentar muita luta, este Tóninho!
REVOLTEM-SE, PORRA!