sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

OLHÃO: O ESGOTO AUTARQUICO

Ontem, a Câmara Municipal de Olhão foi visitada por dois deputados da assembleia nacional, com direito a motorista.
Tanto quanto sabemos, os vereadores da oposição não foram avisados de tal visita, da mesma forma que a comissão concelhia socialista terá ficado à margem do encontro, e isso levanta-nos muitas duvidas e interrogações, desde logo se se tratou de uma visita oficial e previamente marcada, o que obrigava o presidente a comunicar à restante vereação.
Se a visita era de índole particular, partidária, mal se compreende que a concelhia socialista não tivesse sido tido nem achada, o que faz avolumar os indícios de que o aprendiz de presidente vê nos seus camaradas, adversários e não apoiantes.
Terá sido apenas uma falha de comunicação ou erro de casting? Ou será que o que se está preparando, é a recuperação do defunto Leal, com quem a concelhia não conta?
Por outro lado, realiza-se hoje no auditório do Hotel, uma reunião sobre a nova legislação do domínio publico hídrico, com a participação de outro demente, o deputado Miguel Freitas, não se sabendo quem convoca a reunião, se a Câmara Municipal de Olhão ou o PS local, e era importante saber quem está por detrás da cena.
Em primeiro lugar, porque a Câmara Municipal tem ao seu dispor dois auditórios públicos, o grande e o da Biblioteca, com melhores condições que o do hotel; em segundo porque não percebemos da necessidade de gastos desnecessários, isto claro no caso da convocatoria ser da responsabilidade da autarquia.
Também não vemos que  este encontro a ser promovido pela concelhia socialista não tenha a divulgação indispensável à participação do publico em geral, razão pela qual acreditamos tratar-se de mais uma cena da edilidade.
Mas também neste aspecto, achamos muito estranho que estando o hotel referenciado como um dos principais devedores de agua e saneamento à Ambiolhão, a Câmara faça contratos destes, a não ser que queira trocar a factura da Ambiolhão pelo aluguer da sala. Trata-se de mais uma jogada à moda de um pouco Leal presidente.
Quanto ao motivo da reunião achamos sórdido que estes políticos de merda esqueçam que os recursos hídricos são de toda a população e não apenas de um sector. Para quem faz da boca cu, como o actual presidente da Câmara Municipal de Olhão, que para a campanha eleitoral adoptou o slogan de "politicas com pessoas", não admira que não queira a presença de possíveis contestatarios. Bem haja este moleque!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

OLHÃO: VARIANTE NORTE BERROU


Há uns meses atrás, os autarcas de Olhão ameaçavam impedir a circulação de pesados na Estrada Nacional 125, caso não avançasse a construção da Variante Norte à 125. E agora que vão fazer?
O traçado da Variante estava definido na Planta do Plano Director Municipal e o regulamento daquele plano apontava uma faixa de 400 metros como non edificandi, o que não impediu que fossem autorizadas algumas construções.
Aliás, e tal como se pode ver no despacho de arquivamento proferido pelo Ministério Publico, quatro dessas construções "aparentam" violar o Plano Director Municipal, mas porque ficavam sujeitas a acções de expropriação, dá-se como não havendo intenção de beneficiar alguém.
Em relação a esta matéria, que ainda está sob a alçada de um processo administrativo, temos a dizer que os terrenos assim edificados estavam sujeitos a parcelamento que não se sabe, um dia se saberá, como foi feito se é que foi feito, e com autorização de quem.
Já o dissemos muitas vezes e continuaremos a bater nesta tecla quantas forem necessárias, que os antigos proprietarios nada conseguiam fazer, vendo-se obrigados a desfazer-se do seu património por valores irrisórios, para que terceiros, com conhecimentos na autarquia, enriquecessem de forma ilícita e rápida.
Também constatamos que a justiça tem dois pesos e duas medidas, porque o Ministério Publico ao ser confrontado com diversas construções em violação dos planos de gestão territorial, não pode excluir a intenção dos benefícios decorrentes de uma tal autorização dada a automática valorização dos solos, o que se traduz de imediato num beneficio.
Para se apurar mais e melhor, seria necessário saber quem foram os gabinetes de arquitectura que assinaram os termos de responsabilidade e as suas ligações ao departamento de urbanismo da Câmara Municipal de Olhão.
Também neste caso, houve situações dos técnicos camarários a pronunciarem-se de forma desfavorável, mal se percebendo como é que a justiça esteve bem no processo Macário Correia e depois está tão mal aqui. Dois pesos e duas medidas de uma justiça à portuguesa.
O traçado da Variante desde muito cedo que ficou enguiçado, com a Câmara Municipal de Olhão a autorizar construções onde não devia nem podia, mas porque tinha a plena consciência de que a Variante não era para levar a serio, apesar da falta que fazia e faz.
Como resultado dos embroglios arranjados, o traçado da Variante foi submetido a processo de Avaliação de Impacto Ambiental que culminou com a DECISÃO DESFAVORÁVEL, datada de 8 de Agosto de 2013, como se vê na imagem de baixo, mas que os nossos ex e actuais autarcas sempre esconderam do Povo de Olhão porque estávamos em vésperas de um acto eleitoral.
Sabe-se agora que não há Variante e o mentiroso presidente está calado como uma múmia, quando a cidade fica a perder, com o transito caótico na Avenida D. João VI.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

OLHÃO: CÂMARA SEM RUMO

Teve inicio perto das 09:30 de hoje a agendada sessão de Câmara publica e pelo que vimos e ouvimos, fica-nos a sensação de não haver uma linha de rumo para o futuro.
Um cidadão, no uso de seu direito de intervenção, questionou o presidente da Câmara sobre as fossas da ilha da Armona, nomeadamente quando se pensava pôr termo àquilo, ao que o presidente respondeu dizendo que talvez durante este mandato.
Apesar do cidadão fundamentar a sua pergunta porque um documento do IPIMAR apontava para as fossas como uma das causas da contaminação microbiologica das águas da Ria Formosa, o presidente, que até há pouco parecia um grande defensor da Ria, dá assim o dito por não dito, escudando-se na penúria, em que o partido pelo qual foi eleito lhe transmitiu.
A questão não é assim tão simples como diz o presidente, nem como certos sectores da oposição apontam. É uma questão de opção de classe, de falta de transparencia e da continuidade de uma certa promiscuidade que urge pôr cobro.
Quando o cretino presidente o dedo acusador à oposição, recorrendo a cartas enviadas a instituições, pelos cortes efectuados, esquece que a autarquia não tem cheta e que os subsídios ou futuros compromissos passam exactamente pela disponibilidade da tesouraria. Não se trata propriamente de cortes, mas de falta de dinheiro, dinheiro esse que deve ser aplicado prioritariamente em infra-estruturas que sirvam a maioria da população. Quando o presidente insiste na subsidio-dependência de instituições criadas para satisfação de clientelas, mais não faz do que criar sindicatos de voto para se perpetuar no Poder, mas é preciso que a oposição compreenda, e queira, uma autarquia ao serviço da população e não apenas de determinados sectores que até não serão dos mais necessitados de apoios. Basta lembar que os fundos disponibilizados para o combate à poluição são inferiores aos que se pretendem atribuir em subsidios.
Uma associação desportiva criada para dar pontapés na bola e receber subsídios camarários, enquanto roubam os munícipes na factura da agua e do IMI, muitos deles votados a uma vida de fome e miséria, porque a Câmara Municipal polui a principal fonte de receitas, degradando as perspectivas económicas e sociais da população. Claro que o presidente não gosta que se fale no subsidio atribuído ao colégio Bernardete Romeira, e a outros similares, quando todo o mundo sabe que os pais dos alunos pagam e bem pago as aulas de educação desportiva, estando a autarquia a alimentar os lucros das instituições em causa.
A ambiguidade das opções é descarada e mostra bem que este covil, não está ao serviço de uma população carenciada, mas antes de quem já tem poder de compra acima da media. E isto define, por si, o perfil da alcateia.
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

OLHÃO: PRESIDENTE DITADOR

Apesar de não passar de um aprendiz, o novo presidente da Câmara Municipal de Olhão, já mostrou a sua vocação par uma governação em ditadura, herança não só do antecessor mas também familiar.
A Comissão Concelhia do PS tem promovido uma serie de reuniões com interlocutores cujas opiniões podem contribuir para o desenvolvimento sustentado do concelho, algo que não é visto com bons olhos pelo actual presidente da Câmara.
Se a concelhia ouviu as queixas dos operadores dos mercados e lhes reconheceu algumas razões, entende o Pina que tal reunião não se deveria ter efectuado porque põe em causa a autoridade da autarquia. A  autentica prepotência que são os novos contratos, leoninos diga-se de passagem, em que os operadores apenas têm obrigações e direitos nenhuns, sem qualquer dialogo entre as partes, são o exemplo acabado da forma como é encarada a gestão autárquica, no quero, posso e mando, sem o mínimo respeito pelos  direitos dos munícipes.
Mas não se ficam por aqui os tiques de ditador de António Pina. É que o presidente entende que os membros da concelhia não devem falar com todos aqueles que se lhe opõem, mesmo que haja relações de amizade que remontam aos tempos em que ainda fazia ginástica na bolsa de escroto do progenitor. De tal forma que o presidente da concelhia encontrando-se com alguns olhanenses com os quais perdeu, ou ganhou, alguns minutos numa conversa em plena avenida serviu de mote para critica, sem saber do que fora falado.
Sabe o António Pina que não costumamos, por principio, divulgar o conteúdo de conversas pessoais, fazendo melhor figura se calasse a boca de certas aventesmas que se pavoneiam pelo seu gabinete e que nas suas costas dão a conhecer algumas das asneiras que por ali abundam. Felizmente não fazemos parte do rol de amizades de gabinetes, nem delas precisamos para a obtenção de informação ou não tivéssemos relações de pervilegio com os trabalhadores descontentes com a gestão autárquica.
Fique o António Pina ciente de que adoramos o seu estilo de governação porque nos dá cada vez mais força para continuarmos a desancar na opacidade das decisões, opacidade que anda de mãos dadas com os crimes conexos aos de corrupção. Que António Pina não vai dormir descansado, não vai!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

OLHÃO: MAIS UMA CHATICE PARA A CÂMARA MUNICIPAL

Andava eu entretido a dar milho aos pombos quando fui recebedor desta convocatoria, pela qual fiquei muito satisfeito por ficar a saber os três algarismos que compõem o resto do Código Postal.
Não se podendo falar em concreto de um processo por estar em segredo de justiça, há no entanto coisas que podem ser ditas. Afinal este é só mais um dos muitos processos com que os nossos ex e actuais autarcas têm de ser confrontados, pelos usos e abusos que cometeram ao longo de anos de gestão criminosa na Câmara Municipal de Olhão.
No caso em apreciação trata-se de mais uma construção autorizada onde não podia nem devia, mas que dava muitos milhões a ganhar ao camarada construtor. Não se pense contudo que tivesse sido entregue algum "envelope" do correio verde, pelo menos não vi passar nenhum carteiro.
A edificação em zonas de uso restrito ou proibido dos solos, tem destas coisas, consoante o grau de amizade, de parentesco, de camaradagem ou do tamanho da carteira, permitindo que apenas alguns consigam o que a generalidade das pessoas não consegue.
Em regra, quando há restrições ao uso dos solos, o antigo proprietario é confrontado com um monte de dificuldades que lhe desvalorizam os terrenos, vendo-se na necessidade de o vender ao preço da uva mijona para depois, quem vier a seguir, obter um enriquecimento rápido e ilícito, muito superior ao que se pode obter com o trafico de droga e muito menos arriscado.
No concelho de Olhão foram demasiadas as vezes que estes esquemas foram utilizados para satisfação de clientelismos e de algumas carteiras. Será que já acabou a mama? Não creio, até pela simples razão de se falar na secreta revisão do Plano Director Municipal, instrumento de gestão territorial, cujo conhecimento prévio pode determinar a aquisição de terrenos cuja edificabilidade hoje é restrita, mas que amanhã poderá ter índices de construção muito vantajosos.
A revisão dos planos de gestão territorial pode e devem ser do domínio e acesso publico para que todos, sem excepção, saibam onde a Câmara pensa permitir a construção no futuro. O secretismo que rodeia o processo de revisão, a existir, deixa muito a desejar e não abona nada a favor dos nossos autarcas, a contas com processos e mais processos.
Esperem pela pancada para ver como isto vai acabar.

sábado, 25 de janeiro de 2014

OLHÃO: PRESIDENTE DA CÂMARA CHATEIA

Neste fim-se-semana aparecem duas pequenas noticias mas pela sua importância merecem os nossos comentários.
A Bela Olhão foi definitivamente vendida, tudo levando a crer que não será desmantelada mas sim voltará a laborar, esperando nós que não se repitam os erros do passado porque da sua actividade podem depender muitas famílias.
A outra, prende-se com a convocação da Assembleia Municipal para o dia 6 de Fevereiro, por enquanto sem ordem de trabalho.
O Orçamento da Câmara ainda não foi aprovado em sessão de Câmara, mas o aprendiz de presidente não desiste de chatear, pressionar para que seja aprovado mesmo que nele estejam contidos opções muito duvidosa aplicação. Assim faz coincidir para a sessão de Câmara da véspera da Assembleia a aprovação do Orçamento, evitando mandar aos deputados municipais todos os documentos que o devem acompanhar como é o caso dos Orçamentos das empresas municipais.
E por falarmos em empresas municipais, recorde-se que a nomeação dos órgãos sociais das empresas são da responsabilidade do presidente da Câmara por decisão errada da oposição, cabendo-lhe a ele para em nome do accionista único, obrigar à elaboração, aprovação e publicação dos respectivos Orçamentos. Não o faz porque não tem o mínimo interesse e nem os betinhos da oposição, bem comportada, o obrigam a fazer, retirando-lhe os poderes dados de mão beijada.
A merda continua apesar do Povo de Olhão ter votado numa mudança, embora pontualmente se vejam algumas correcções, manifestamente insuficientes.
O presidente da Câmara continua a brincar, a fazer jogadas, não percebendo que houve uma alteração significativa nas relações do Poder, não podendo por isso apostar na confrontação com a oposição, crente de que as pressões que utilizar se podem e devem virar contra ele.
No fundo o que este aprendiz quer, é que a oposição diga onde aplicar os "cortes" a que ele próprio está obrigado pela falta de dinheiro, mas quer serviria de arma de arremesso contra os adversários políticos. Assim o sindicato de voto criado e alimentado durante anos com o dinheiro roubado aos munícipes através de taxas e impostos, sairia a terreiro em defesa do presidente, que não hesita em virar pessoas contra pessoas.
Durante anos criaram associações de toda a natureza, a quem garantiam os fundos necessários à sua actividade, ofereceram-lhes terrenos que eram de todos nós, mas em contrapartida deixaram de adquirir os jornais para a Biblioteca, por exemplo.
Este presidente não é um chato, é pior que os chatos!
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O ALGARVE É PROVINCIA MARROQUINA!

O governo fascista de Pedro Passos Coelho, atendendo á historia do Algarve, resolveu remetê-lo à condição de província marroquina. Basta olhar para as condições das infra-estruturas portuárias, com os arruamentos com crateras próprias da guerra do Iraque, para perceber que algo não vai bem neste domínio.
Vai daí, resolveram retirar os portos de Faro e Portimão da alçada do IPTM e passá-lo para a da administração do Porto de Sines.
Desde logo, a mudança de um Instituto para uma empresa SA, como a da Administração do Porto de Sines, significa que o que está na forja é a privatização dos portos algarvios, sem qualquer consulta à população indígena, sendo muito provável que a manter-se em funções, o actual desgoverno, acabe por vender as infra-estruturas portuárias algarvias, a algum chinês. E de nada servem as explicações adiantadas, porque seja um Instituto ou uma SA, os portos precisam de investimentos, premeditadamente adiados, com dezenas de anos de espera, tal como se pode ver em http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/portos_de_faro_e_portimao_passam_para_a_administracao_de_sines.html.
E se isto se passa com os Portos de Faro e Portimão, o governo parece desconhecer a falta de investimentos nos portos de Olhão, Fuzeta, Tavira ou Vila Real de Santo António, o que também não acontece por acaso. É porque, como se pode ver na noticia, as prioridades há muito definidas passam pela liquidação das infra-estruturas ligadas à pesca, apostando tudo no sector turístico, como se houvesse alguma incompatibilidade na existência dos dois sectores.
Não estando, de forma alguma, contra o sector turístico, não será demais lembrar que este por muito dinheiro que deixe aos cofres do País, é essencialmente consumidor enquanto que a pesca integra o sector produtivo. É evidente que ninguém está a apontar uma pistola para obrigar os armadores a abandonarem a actividade, mas também é evidente que a degradação das condições do trabalho portuário a isso conduzirão.
O Povo português é um potencial consumidor de peixe, ocupando um posição de destaque no ranking do consumo de pescado, sendo da mais elementar justiça, que um governo preocupado com o seu Povo, promovesse a auto-suficiência alimentar, no respeito pelas condições sociais e económicas de quem sempre exerceu a nobre arte da pesca.
Pelos vistos, com um governo destes, estamos condenados a viver como os mouros de Marrocos e a comer as sobras deles.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Poluição na Ria Formosa: A Quercus esteve hibernada, sofreu de cegueira ou sofreu de amnésia???

Poluição na Ria Formosa: coliformes fecais e bivalves não são a combinação perfeita!

ria formosaNa sequência dos sucessivos alertas da população local, movimentos cívicos, mariscadores e viveiristas, e com a recorrente interdição de apanha de bivalves em pleno Parque Natural da Ria Formosa, a Quercus vem demonstrar a sua indignação face a uma situação que afeta o ecossistema lagunar, as atividades económicas da região e as populações, e exigir urgência na tomada de medidas.

Cientes de que esta interdição é provocada pela poluição oriunda das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) Faro-Nascente e Olhão-Poente, que não cumprem pontualmente os parâmetros legais, nomeadamente quanto à quantidade de coliformes fecais presentes na água deste ecossistema, ultrapassando em mais do dobro os parâmetros considerados aceitáveis, de acordo com as análises realizadas pela empresa Águas do Algarve. Mais, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) atualizou, em Novembro de 2013, as zonas de interdição de captura de bivalves, tendo por base a realização de análises, as quais detetaram presença de números elevados da bactéria Escherichia coli, situação que, compreensivelmente, veio a gerar uma enorme revolta por parte dos mariscadores e viveiristas que dependem da boa qualidade da água da Ria Formosa para exercerem a sua atividade.

A Quercus sabe que está previsto que a nova ETAR Intermunicipal Faro-Olhão, que agregará diversas redes e substituirá as ETAR's Poente de Olhão e Nascente de Faro, entre em funcionamento em 2016. Esta obra, cujo processo de Avaliação de Impacte Ambiental estará já em andamento junto da Agência Portuguesa do Ambiente, tem um investimento estimado de 14 milhões de Euros, a suportar integramente pela empresa Águas do Algarve, devendo o concurso público internacional ser lançado até ao final deste ano.

Perante estes factos, a Quercus vem exigir que seja atribuído carácter de urgência à execução dos investimentos previstos para que a ETAR entre em funcionamento o mais rápido possível, pois é inadmissível que, volvidos três quadros comunitários de apoio a Portugal e à região do Algarve, ainda subsistam redes de esgotos degradadas e estações de tratamento obsoletas. A Quercus considera também inaceitável que se possa vir a exigir um eventual esforço adicional de custos à população servida pela empresa Águas do Algarve quando se sabe que os Municípios da região continuam sem regularizar as suas dívidas à referida empresa.

Por último, é de referir que, sendo este problema de poluição da Ria Formosa causado por incumprimentos legais por parte dos Municípios de Faro e o Olhão, devem ser estes a indemnizar os mariscadores e viveiristas pelos danos sofridos, em geral cidadãos de fracos recursos económicos, dado que estes estão impedidos de exercer a sua atividade económica, aplicando-se assim o princípio do poluidor-pagador e as regras mais elementares de responsabilidade social e ambiental.

Faro, 22 de Janeiro de 2014

A Direção Nacional e a Direção do Núcleo Regional do Algarve da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Noticia integral retirado do site da Quercus 


 Nota do Olhão Livre:
Porque razão só agora a Quercus vem tomar posição sobre a Poluição na Ria Formosa?
Será que a Quercus esteve hibernmada?
Será que os seus dirigentes enquanto andavam a dar Bandeiras Douradas a praias, na Ria Formosa não sabiam da má qualidade das aguas, provocadas pelos esgotos Tóxicos,  emitidos directos para  as Aguas de Produção de Bivalves  e para as Aguas Balneares ?
Como podem ver nestas fotos de esgotos e saidas de ETARS das Aguas de Producção de Bivalves que servem também para uso balnear das prais de Bandeira Dourada que a Quercus atribui na Ria Formosa.
Começamos por este colector de esgotos implantado no leito da Ria Formosa a menos de de 100 metros de viveirosde bivalves e a 200mt da Praia da Fuzeta Ria,a que foi retirada a Bandeira Azul por contaminação microbiológica.
Para ver o video do colector de esgotos a envenar as Aguas da Ria Formosa na Fuzeta, carregue aqui:
A quercus atribui há vários anos a Bandeira Douro à Ilha da Armona Ria,esquecendo-se que a Ilha da Armona tem 900 casas com  de fossas  velhas e obsoltas que contaminam as aguas da Ria Formosa, pois a CMO não fez o saneamneto da Ilha da Armona,como era sua obrigação:Numca a Quercus disse uma só palavra sobre a contaminação das 900 fossas exiostentes na Ilha da Armona como nada disse sobre uma estrumeira clandestina que a CMO teve na Ilha da Armona e que só acabou devido às denuncias populares,como se pode ver neste  post e video por nós denuciado: carregue aqui para ver.
Será que a Quercus não sabia da existência desse esgoto Tóxico que descarrega diariamente no T local de embarque para as ILhas da Armona Culatra e Farol?
No dia mundial das Zonas Humidas em 2011,  fizemos este post a denuciar, como a CMOlhão tratou e trata,  as zonas Humidas do Concelho, será que a Quercus desconhecia esses crimes todos? Carregue aqui para ver.
A C.M.Olhão mantêm um esgoto Tóxico a descarregar na Docapesca em Olhão,o esgoto corre através de uma linha de agua que é descarregada nas agias da Doca,agua essa que vai dar à Ria Formosa e é usada na lavagem das embarcações e nos apetrechos de pesca. do porto de Olhão.
Já em 2006 o movimento de Cidadania Avisar Toda a Gente denuciava essa situação,passados 8 anos a unica coisa que mudou  na foto foi o barco pois o veneno continua a sair dessa linha fluvial que continuamente envenena as aguas da Docapesca,e posteriormente as Aguas da Ria Formosa.Carregue aqui para ver.

 A C.MFaro por sua vez, também não está isenta de culpas ,pois também tem esgotos Tóxicos directos para a Ria Formosa: 
Este esgoto fica situado  Moinho de maré em ruinas, na Horta da Areia, é bem o exemplo de como as autarquias ao longo dos anos tem poluido as Aguas de Producção de Bivalves que é a Ria Formosa,foi por nós  denunciado aqui, e só a moto lá não está,pois a poluição essa continua, pode ler aqui a nossa denuncia
 
 O actual presidente da C.MFaro Rogério Bacalhau diz em conversas no face book, que essas aguas são aguas Saponárias,basta ver a cor da agua e as lamas negras envolventes para saber que o que sai desse cano de esgoto ,através de uma linha de agua, é esgoto mais que tóxico,só não vê e só não admite que há esgotos Tóxicos directos em Faro é quem não quer resolver o problema.


Outra entidade envolvida na Poluição das Aguas de Producção de Bivalves e na Poluição das Aguas Balneares são as Aguas do Algarve.pois como podem ver nas fotos da ETAR Poente de OLhão,e na ETAR Nascente de Faro.
por nós denuciadas nest post.Carregue para ver.

Bom depois dessa exaustão de fotos para perguntar à Quercus onde tem andado esses anos todos que só agora acordou para esses crimes cometidos dos quais  o Movimento de Cidadania Activa "Somos Olhão"
Fez queixa à união Europeia,em 2009 e até hoje continuou tudo na mesma.
Para a Quercus saber aqui fica a recpção da União Europeia à queixa do Somos Olhão em 2009.Carregue aqui para ver
Será que a Quercus sente remorsos, e um certo peso na consiência de nada ter feito para defender o ambiente, da qual são subsidiodepentes?
Será que vem aí subsidios para esta questão, e que a Quercus já se começa a fazer a eles?
Só agora é que vem exigir a questão do poluidor pagador,quando as pessoas,e os movimentos de cidadania andaram a apresentar queixas ao PNRF à Capitania do Porto de OLhão(alguns cidadãos chegaram a pagar  à Capitnia de OLhão para apresentar queixa do cano de esgot da Doca) à brigada do ambinete da GNR.
Será  a Quercus, uma associação de defesa do ambiente ou de defesa dos subsidios?
Não é tempo de acabar de vez, com as mentiras e com a poluição da Ria Formosa seja ela proveniente dos esgots Tóxicos directos de Olhão e de Faro seja pelas descargas poluentes das ETARs obsoletas?
O  ambiente e o frágil ecosistema da Ria Formosa está cada vez mais em perigo, e as pessoas que dependem de uma Ria Limpa, para exercerem a sua actividade profissional  também!


OLHÃO: O DESPERTAR DA RIA FORMOSA

A Ria Formosa nos últimos tempos tem sido objecto de muitas intervenções politicas e publicas, pelas piores razões, algumas assumindo foros de hilariantes.
A associação ambientalista Quercus também veio a terreiro como se pode ver em http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=142972, esquecendo-se que durante anos andou a proteger o aparelho de estado, atribuindo bandeiras azuis para praias banhadas pelas águas que agora vem dizer estarem contaminadas.
Depois dos remorsos, qual defensora dos produtores de bivalves, diz que estes têm direito a serem indemnizados pelos crimes a que deram cobertura durante muitos anos. E mais, como grandes guardiões da Ria Formosa, apelam à construção urgente da nova ETAR, como se o problema se resolvesse apenas pela sua construção sem ter em conta a localização e o destino final das águas residuais. Para uma associação ambiental, fundamentalista, é no mínimo estranho que a mesma não se preocupe com a reutilização das águas para a rega, até pela defesa do principio do ciclo da agua. São assim estes ambientalistas.
Por outro lado, Olhão vai receber a visita de um euro-deputado eleito pela CDU, como se pode ver em http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=142935#.UuAREwLcOGo.gmail. Ainda que possamos estar satisfeitos por mais uma iniciativa em defesa da Ria Formosa, não podemos deixar de registar a atitude sectária de quem promove a iniciativa, uma vez que apesar de estarmos abertos à discussão de fundo dos problemas da Ria, de ao longo dos anos termos promovido petições dirigidas aos Parlamento Europeu e Nacional, de termos apresentados queixas nas diversas instâncias nacionais e comunitárias, não somos convidados para dizer das nossas razões.
Já o afirmámos por varias vezes que venham as iniciativas de onde vierem desde que apontem para a defesa dos valores presentes na Ria Formosa, estaremos sempre disponíveis e sem qualquer constrangimento. As lutas desta natureza só poderão ter sucesso se houver a maior unidade possível em torno de uma causa, que nos é comum. Pelos vistos, há quem não pense assim.
Lembramos que já colaborámos, nesta matéria, em acções com o PS local, com o PSD, com o BE, faltando apenas a CDU, que parece não querer discutir o assunto connosco, e depois não nos venham acusar de sectarismo, como o têm feito de forma despropositada.
De qualquer das formas, a Ria Formosa no seu conjunto começa a despertar para uma nova realidade que é preciso não deixar adormecer, porque o caminho apontado parece estar deveras armadilhado.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

ALGARVE: SAUDE E MORTE DE MÃOS DADAS

A imagem acima mostra-nos uma nota de debito emitida pelo Centro Hospitalar do Algarve e relativa a uma taxa moderadora de uma transfusão de sangue, que ao que nos asseguram não foi efectuada, mal se percebendo como se cobram serviços que não são fornecidos, mas que deste centro hospitalar já se espera tudo.
Um familiar de outro utente queixava-se de que lhe teriam sido pedidas almofadas e gel de banho entre outras coisas, para dar assistencia ao doente internado a contas com escaras de decubito. Com o tempo ainda vão pedir para levar os medicamentos, os medicos e enfermeiros e tudo mais que for necessario para o hospital funcionar.
E como se isso não bastasse assistimos ao episodio dos medicos e enfermeiros reclamar, e bem,  da falta de condições para execerem um serviço com o minimo de qualidade, atitude que o presidente do conselho de administração deplorou.
O mesmo presidente de um conselho de administração de um serviço publico que não se coibe de exercer a sua profissão numa clinica privada como se pode ver em http://noticiasalbufeira.com/images/stories/jornal_pdf_2011/Noticias_de_Albufeira_284.pdf. A 2 de Abril de 2011 era apresentado como o novo colaborador da Albuclinica e sabendo nós quais os resultados da promiscuidade das ligações tenebrosas entre o sector publico e privado, É claro que não podemos dizer que o dito senhor esteja metido nalgum esquema, nem teriamos como prová-lo, mas que é esquisito, é. Se houvesse uma verdadeira justiça neste País, se estes casos fossem devidamente investigados para se apurar se alguns doentes do serviço publico foram ou não encaminhados para aquela clinica. Tambem já se percebeu, que daquela promiscuidade, normalmente resulta o aumento da lista de espera, com a necessidade de recurso aos serviços privados.
Em http://www.noticiasaominuto.com/pais/161762/autarcas-do-algarve-pedem-reuniao-ao-ministro-da-saude#.Ut-2Q9Kp0y4 podemos ver, segundo os autarcas da região, as graves limitações com que o Serviço Nacional de Saude se depara, que afinal não se limita à falta de medicamentos mas tambem à falta de meios humanos, nomeadamente de medicos e enfermeiros.
Os nossos autarcas omitem, e tal não acontece por acaso. o papel do presidente do conselho de administração, na presente crise. É que as autarquias estão, e sempre estiveram, representadas naquele orgão, e tambem sempre pactuaram com os cortes que já de há muito vêm fazendo naquela instituição. No fundo, autarcas social democratas e socialistas, os mesmos que se alternam no Poder, e que têm como objectivo comum, empobrecer o Povo, sugar-lhe o sangue e suor até à morte, seja pela fome ou por falta de assitencia.
REVOLTEM-SE, PORRA!



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

As vacinas da Gripe não são falsas; São é de contrabando, tudo isso só acontece, por o governo ter esgotado a quota das vacinas!




De acordo com os indícios disponíveis, esclareceu esta tarde o ministro da Saúde, o caso das vacinas contra a gripe importadas de Espanha tratar-se-á "não de uma falsificação, mas de uma compra feita fora do circuito legal, sem cumprir as regras de notificação obrigatórias".
Segundo Paulo Macedo, que lembrou que o processo está a ser investigado pelo Infarmed e em segredo de juustiça, "ao que tudo indica a compra foi efetuada por um conjunto de farmácias da mesma entidade, tratando-se de um produto incluído no circuito legal" espanhol. Daí não se estar perante uma contrafação.
Ainda que o caso esteja a ser investigado, o ministro adiantou que não estará em causa um problema de saúde pública mas sim uma ilegalidade.
Também o presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves,  garantiu estarem a ser desenvolvidas "todas as diligências para o caso ser esclarecido rapidamente".
Quanto à eventual falta de vacinas contra a gripe, Paulo Macedo reconhece que o número de vacinas disponíveis é sempre inferior ao total da população, mas elogia o plano de vacinaçãodeste ano: "De acordo com a nossa quota, estabelecida para cada país em função da população de risco, foi possível vacinar mais pessoas, mais cedo do que em anos anteriores e quase sem desperdício".
Retirado do Expresso on line 

 Nota do OLhão Livre: já tinhamos a quota para o peixe, a quota para o leite a quota para os productos,e um sem Nº de quotas, agora ficamos  saber que até para as vacinas Portugal tem quotas.Triste país, que tem ministros e governantes que mentem e nos roubam nos ordenados e nas reformas e até nos tiram a saude.
Quando se fizer as estatisticas das pessoas que vão morrer com gripe,não vai ser por falta de vacinas, e  essa questão  da quota vai ficar esquecida, e só o Nº  dos mortos vai aparecer.







OLHÃO: O ARTISTA PINA

António Miguel Pina, aprendiz de presidente da Câmara Municipal de Olhão, depois de ver chumbada a mentira do Orçamento, vai agora iniciar uma ronda com os partidos com representação na Câmara para discutir a nova proposta de Orçamento.
O que António Pina na realidade pretende, é de alguma forma comprometer os partidos da oposição, com os seus projectos megalómanos, na sequência daquilo que vinha sendo o modelo de gestão autárquica.
Nesta fase do campeonato, com a autarquia obrigada à gestão por dudodecimos, não há qualquer pressa na aprovação do novo orçamento, havendo, sim, todo o interesse que seja um Orçamento de rigor, de transparencia e que não penalize, ainda mais os munícipes.
Se Antonio Pina puser os chefes de secção a fazerem os orçamentos de cada secção, com a justificação e responsabilização das despesas apresentadas e a isso juntar a amortização das dividas e os respectivos serviços, então passaremos a saber o que "sobra".
Relativamente ao que sobra, a oposição, maioritária, tem uma palavra a dizer quanto às prioridades, às opções politicas quanto à repartição do bolo.
Não será demais lembrar, que quando se fala nas dividas, incluem-se, para alem das bancarias e a fornecedores, também as respeitantes ao capital social subscrito de empresas como a Polis ou a Águas do Algarve, que há muito devia estar realizado, mas que a própria maquina judicial tem feito um compasso de espera de molde a permitir a sua regularização, quando as empresas, até por isso e particularmente a Polis já deviam estar extintas.
Se a Câmara Municipal de Olhão, onde António Pina foi vereador sem pelouro durante quatro anos, mais quatro como vice-presidente e agora presidente, não realizou o capital subscrito, transmitindo a divida para a geração seguinte, apenas tem de se queixar do seu passado recente e com muitas culpas no cartório.
Durante o ano anterior, foi recorrente a falta de dinheiro para pagar os salários a tempo e horas aos trabalhadores da CMO, quando estavam orçamentadas, o que significa que estes políticos, aprendizes manhosos, gastaram o que não deviam para apresentar obras que lhes permitissem ganhar as eleições.
Se o dinheiro para os trabalhadores estava orçamentado, ele tem de ser religiosamente respeitado, aliás como todos os compromissos que a autarquia assume, não podendo ou não devendo apresentar orçamentos fictícios, com sucessivas alterações, para depois encostar os deputados municipais á parede com o argumento da falta de dinheiro para pagar a quem já trabalhou. Isso é que não pode acontecer!
Os partidos da oposição têm de ser isso mesmo, oposição, sem pôr em causa o regular funcionamento do município, sem que tal signifique cedências às pretensões de quem efectivamente manda.
Depois dos erros cometidos na delegação de poderes e da autorização para que António Pina nomeasse os conselhos de administração das empresas municipais, tudo é de esperar. E quando falamos em erros, lembramos que foi pedida a listagem das empresas devedoras à Ambiolhão, EM, onde parece incluírem-se dividas de 20.000 euros da ACASO e também do hotel.
O Povo de Olhão não tem de suportar as vaidades e a arrogância do Poder autárquico.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

OLHÃO: FUTURO SOMBRIO PARA A RIA FORMOSA

Aquilo que se sabe e ouve suscita muitas apreensões quanto ao futuro da Ria Formosa, enquanto eco-sistema mas também como meio de subsistencia de milhares de famílias. É verdade que nem tudo que se diz se confirma mas cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a alguém.
As entidades com responsabilidades na Ria Formosa congeminam a hipótese de roubar os viveiros aos concessionarios se estes não apresentarem rendimentos da actividade durante um determinado período, o que até seria razoável mas que tendo em conta que há uma enorme quantidade de salinas concessionadas e desactivadas, como é o caso da pisccicultura do marido de Valentina Calixto. sem apresentar qualquer produção, então somos obrigados a desconfiar das boas intenções que entendem regularizar a produção de bivalves. A falta de apresentação de resultados, na maior parte dos viveiros de ameijoa, prende-se com o facto de não facturarem os bivalves vendidos, embora sejam depois penalizados na venda uma vez que o comprador lhes dá muito menos dinheiro do que o preço de mercado.
Por outro lado, as concessões  de terrenos para viveiros deixam de ser transmissiveis, de pais para filhos, Mas então o que têm feito ao longo de mais de cem anos com os terrenos do domínio publico marítimo, que permitem que sejam vendidos para a especulação turística ou imobiliária, como se aqueles terrenos também não fossem do Estado. Quanto envolve dinheiro e tubarões quem se lixa é o mexilhão, ou seja o pequeno produtor de ameijoa, e neste sector também há tubarões, aplicando-se dois pesos e duas medidas.
Diz-se e fala-se que existem poderosos interesses que procuram vastas áreas para a produção intensiva de ostras e não serão apenas franceses, havendo já quem, sem ter qualquer depuradora, emite selos e comercializa bivalves ao arrepio da Lei, matéria que por agora não vem ao caso.
O que acontece, é que a ostra consome tanto ou mais oxigénio e alimento que trinta ameijoas. As entidades com responsabilidades na matéria, definiram uma densidade que poderá ir até às 150 ameijoas por metro quadrado, e as ostras são concentradas em sacos mais ou menos com o mesmo numero de indivíduos. Feitas as contas, quinze mil metros quadrados para a produção de ostras, consomem o alimento e oxigénio que uma área de produção de ameijoas com 675.000 mil metros quadrados.
Para alem das questões ligadas à introdução de espécies exóticas,  proibida pelo Plano de Ordenamento do Parque, e da possibilidade de contaminação patológica à semelhança do que aconteceu com a ameijoa, existe o perigo real de se avolumarem os níveis de eutrofização da Ria, pondo em causa todo o eco-sistema.
A imagem acima reporta a provável reclassificação das zonas de produção de bivalves mas se tivermos em conta os resultados analíticos, ontem publicados nesta pagina, estamos em crer que grande golpada se prepara para a Ria.
Nunca fez tanto sentido lutar por uma Ria ambientalmente sustentável, que seja factor de coesão económica e social, como agora.
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 19 de janeiro de 2014

OLHÃO: ANALISES DO IPMA. O QUE NOS RESERVAM?


As imagens acima, reportam as analises efectuadas pelo IPMA durante o mês de Dezembro e mostram-nos de forma clara, a escuridão que envolve o processo de desclassificação das zonas de produção de bivalves.
Apenas no molhe da Fuzeta se registou uma analise, no caso para o mexilhão de classe B, o que significa que aquele molusco teria de ser submetido a depuração.
Para a ameijoa-boa, apenas duas analises estão na fronteira de classes, atingindo os 230 ecoli por 100mg carne, motivo que ainda assim não implica a sua mudança para classe B.
Todas as outras analises na Ria Formosa dão-nos a indicação de os moluscos integrarem a classe A.
O primeiro comentário a fazer para quem não segue estas coisas, é de que 300 coliformes correspondem ao NMP de 230 ecoli, havendo pessoas que não compreendem os resultados quando apresentados em unidades colformes e ecoli.
Em segundo lugar para dizer que este é pior período para se fazerem analises porque pelas suas caracteristicas climáticas, o numero de coliformes aumenta de forma significativa. E se é certo que os bivalves padecem do efeito acumulador de coliformes, não seria nesta altura do ano que apresentariam os resultados agora publicados, se comparados com os da época estival.
Então como perceber esta contradição de na pior altura do ano, os bivalves apresentarem condições para serem classificados como A, quando ainda recentemente foram relegados para a classe C? Foram os coliformes que desapareceram ou outra monstruosidade deste governo para acabar com esta importante actividade na Ria?
Curiosamente, não são apresentados resultados analíticos em ostras, quando a ostra é um bivalve com uma capacidade de filtração e acumulação muito superior à da ameijoa-boa. A que se deve tal lapso?
Tudo se conjuga para acabarem com a produção de ameijoas na Ria Formosa e em seu ligar substitui-la por outra, obedecendo a grandes interesses ocultos, mas que poderão pôr em causa o eco-sistema da Ria.
Certo, certíssimo, é que os resultados analíticos apontam para que os bivalves da Ria Formosa sejam classificados em A, não necessitando de depuração, permitindo a venda directa. Será esta a razão?
Os novos poligonos apresentados pelo IPMA para a reclassificação das áreas de produção de bivalves não têm qualquer cabimento face aos resultados apresentados. Andam a brincar com o trabalho e vida das pessoas.
E por isso subscrevo integralmente a Petição das organizações também disponível no link http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=DefesadaRiaFormosa.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sábado, 18 de janeiro de 2014

OLHÃO: EMPRESA MUNICIPAL SEM CONTAS?

As empresas municipais estão obrigadas, por força da Lei, a ter um site próprio, onde devem ser publicados todos os documentos de interesse publico, nomeadamente o plano de actividades, os orçamentos e a prestação de contas.
A Câmara Municipal de Olhão presidida por um aprendiz desde há muito que se mostra avessa à transparencia nos seus actos e muito particularmente no que respeita à prestação de contas, contagiando as empresas que estão sob seu controlo.
E nem o facto de a oposição estar em maioria nos principais órgãos da autarquia, demove quem detém a presidência, situação para a qual a própria maioria oposicionista tem culpas, ao deixar nas mãos do aprendiz a nomeação dos conselhos de administração das empresas municipais.
A Mercados de Olhão, presidida pelo ex-vereador agora chefe de gabinete, um tacho à medida da comida, consegue fazer pior que a casa mãe, que esta embora apresente contas marteladas as apresenta, mas a empresa municipal apesar de já estarmos em 2014 ainda não apresentou as contas relativas ao ano de 2012, ano em que a Câmara lhe atribui um subsidio de 200.000 euros, conforme se pode ler na acta datada de 29/02/2012.
Como somos bastante curiosos, procurámos encontrar o site da empresa e nada e por isso socorremos-nos do site da autarquia, onde de facto estão publicadas as contas da Mercados de Olhão, mas de 2011.
O aprendiz de presidente, António Pina, apesar de toda a sua experiência ou talvez mesmo por isso, copia as pisadas do antecessor, um ditadorzeco com telhados de vidro, fugindo à prestação de contas de tudo quanto o rodeia.
E como a falta de transparencia é mais que muita, a maldita curiosidade conduziu-nos ao site da Ambiolhão, esta presidida pelo aprendiz de presidente, e verificamos que não está publicado o Orçamento para 2014, também ele importante para se perceber onde, quando e como foi o aprendiz arranjar os 500.000 euros para acabar com alguns dos esgotos directos.
Mau aprendiz, embora tenha um canudo de titulação, o presidente devia saber ou no mínimo consultar os serviços jurídicos da autarquia no sentido de saber se sim ou não está obrigado à publicação deste tipo de documentos.
Certo é que não temos as contas da Mercados e também não sabemos do paradeiro dos 200.000 euros e queremos à viva força o que fizeram ao dinheiro que nos foi roubado com o IMI e as taxas de Agua e Resíduos.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

RIA FORMOSA: A LUTA NÃO ACABA AQUI

Apesar do esforço que faz para limpar a imagem, o aprendiz de presidente da Câmara Municipal de Olhão bem pode dar como certo de que a luta por uma Ria Formosa limpa vai continuar.
Na verdade as propostas apresentadas não passam de promessas e falta alguma consistencia nas afirmações feitas pelo edil no plenário de mariscadores, ontem realizado. Muito demagogicamente, o farsante apresentou-se como o salvador da Ria quando se regozijou do arquivamento do processo movido contra a Câmara Municipal de Olhão por causa dos esgotos directos. Esqueceu-se que, pelo meio, a sua Câmara dizia que se tratava de ligações clandestinas, quando foram os próprios serviços da autarquia a autorizar as ditas ligações. Esqueceu-se que tem ainda muitos esgotos a céu aberto e que vai levar com eles, ainda e por tanto tempo  quanto o necessário até acabar com eles.
Quanto à Águas do Algarve, na qual ocupa o lugar de vogal do conselho de administração, tanto diz que foi aprovada a construção da nova ETAR, com que ainda não se sabe da sua localização, que até pode ser ligada à de Faro Noroeste, nem se sabe ainda quando a obra será adjudicada. 
Ou seja, o aprendiz de presidente camarário, tem mais jeito para bombeiro do que para presidente, acabou por jogar, mais uma vez, agua na fogueira da Ria Formosa.
O chico esperto aprendiz, esquece que a Ria Formosa é um eco-sistema muito vulnerável, muito sensível e que não será por um conjunto de medidas avulsas que recuperará todo o seu potencial ambiental. social e económico. 
Aqueles que pensam que as dragagens vão resolver qualquer problema desenganem-se, pois quando muito poderá amenizar a situação. Em 2001, também foram feitas dragagens, bem mais profundas que as previstas, e não foi por isso que a Ria e a produção de ameijoas melhorou.
A Barra da Armona tinha no seu inicio 3.500 metros de largura e está reduzida a cerca de 500 no preia-mar, destinando-se as dragagens previstas mais de molde a permitir a navegabilidade, o que é justo, do que para a renovação das águas. Uma coluna de agua de 5 metros, que possa ir de uma cota de fundo de 2 metros abaixo do zero hidrográfico até ao nível de preia.mar pela largura inicial da barra, isso sim, permitia a renovação de águas. Ora isso não está nos horizontes dos nossos responsáveis políticos, dos quais se destaca o nosso aprendiz de presidente, que não se pronunciou sobre o plano de dragagens, quando é certo e sabido que as areias retiradas da Barra da Armona são deitar na Praia de Faro, pondo em causa o cordão dunar na Ilha da Culatra. E aí, o aprendiz, cala-se
Câmaras; Governo e Águas do Algarve, só fazem e farão alguma coisa se os produtores de ameijoa mantiverem a pressão que sobre eles têm exercido, pressão essa que é a verdadeira razão das cedências que vêm fazendo.
Manter o espírito de luta e continuar até à erradicação da poluição na Ria Formosa, que não apenas da contaminação por coliformes fecais, é o único caminho se quiserem ter futuro.
SEM LUTA, NÃO HÁ VITORIA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Poluição na Ria Formosa,depois de colocado em causa a saude publica, por causa dos coliformes fecais nos bivalves,as Aguas do Algarve prometem uma nova ETAR!

Uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) intermunicipal, que sirva Faro e Olhão, construída antes do que estava previsto e 500 mil euros para atacar o problema das descargas ilegais no sistema de águas pluviais em Olhão. Estas foram «as duas boas notícias» que o presidente da Câmara de Olhão levou esta quinta-feira a um plenário de viveiristas e mariscadores da Ria Formosa, que decorreu em Olhão.
Segundo António Pina, que é o representante da Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL no Conselho de Administração da Águas do Algarve, na reunião deste órgão da passada terça-feira, foi decidido «começar o processo de construção de uma nova ETAR», que substitua as designadas por Olhão Poente e Faro Nascente, muito antiquadas.
À margem do plenário, onde fez este anúncio, o edil olhanense especificou ao Sul Informação que, para já, foi lançada a Avaliação Impacto Ambiental da localização da futura ETAR. «O primeiro passo é a aprovação do Estudo de Impacte Ambiental. O segundo, já depois de aprovada a localização, é a preparação do caderno de encargos e lançamento do concurso», revelou.
«Se não houver problemas na fase do impacte ambiental, é a expetativa do Conselho de Administração da Águas do Algarve, e foi isso que me foi transmitido, que até ao final de 2014 o concurso esteja adjudicado», disse o presidente da Câmara de Olhão.
A Águas do Algarve confirma, através da sua porta-voz Teresa Fernandes, que já está «em fase de apreciação o Estudo de Impacte Ambiental de uma futura ETAR Multimunicipal de Faro Nascente, que irá receber e tratar parte dos esgotos de Olhão, parte dos de Faro e os de São Brás de Alportel» e adianta que este esteve hoje «a ser apresentado na Agência Portuguesa de Ambiente APA, em Lisboa».
Já quanto a uma calendarização, não se compromete com um prazo para o lançamento do concurso e eventual adjudicação da obra. Esta «fase de análise do EIA é um primeiro passo para uma eventual decisão futura», disse.
A construção desta nova ETAR vem sendo falada há muito, já que a falta de capacidade das duas ETAR a ser substituídas, principalmente a situada em Faro, para tratar convenientemente as águas residuais para lá encaminhadas é há muito assumida. A sua construção estaria originalmente apontada para 2015 ou 2016.
Mas, segundo apurou o Sul Informação, esta  não é a única solução em cima da mesa. Uma possibilidade que ainda não estará colocada de parte é desviar os esgotos que agora vão para a ETAR Nascente de Faro para a sua congénere situada junto ao Aeroporto de Faro, bem mais moderna e também para Olhão.
Esta seria uma solução para melhorar a situação no curto prazo, além de potencialmente mais barata, já que uma nova ETAR obrigaria a um investimento na ordem dos 6 milhões de euros.
Noticia retirada do Sul informação on line
Nota do Olhão Livre: Depois de anos e anos a andarmos a denuciar esses crimes ambientais, depois de queixa à união Europeia porparte do Movimento de Cidadania Activa "Somos Olhão",só quando é colocada,  a saude publica em causa por excesso de coliformes fecais na carne dos bivalves; Coliformes fecais esses que provem das escorrências assasinas das ETARs Poente de Olhão e de Faro Nascente, é que as Aguas do Algarve vem anunciar uma nova ETAR, para breve quando há mais de 4 anos,que andam a enganar as pessoas,e a União Europeia,  com promessas falsas de estudos de impacte ambiental e de nova ETAR.
Agora que sentem o  cu a arder vem todos admitir os crimes, que durante anos andaram a cometer, e a esconder, e assim destruiram o frágil ecosistema da Ria Formosa,do qual a mais notória é o fim de mais de 80% da maior colónia de cavalos marinhos da Europa situada na Ria Formosa,  ao mesmo tempo quearruinaram centenas de mariscadores e viveiristas, ao  contaminarem  as terras,da principal Zona de Producção de Bivalves em Portugal pois a Ria Formosa,pois essa era responsavél pela producção de mais de 80% da producção de bivalves e hoje, a apanha de bivalves foi reduzida. mais de 60%.
Será que ninguém vai responder por esses crimes cometidos?
Será que  essas afirmações, não são mais que promessas para acalmarem a revolta, que grassa em Olhão e na Ilha da Culatra, motivada pela  nova classificação dos viveiros de Bivalves?
Nós no Olhão Livre, fartosde promessas vãs, e de ser apelidados de terroristas pelo poder local por denunciarmos esses crimes, vamos estar atentos se as promessashoje divulgadas, vão ser cumpridas, mas vamos também exigir, que os culpados sejam responsabilizados por esses crimes cometidos e sempre ocultados, pois os crimes são de tal ordem tanto ambientalmente como económicamente, que a culpa não pode morrer solteira!

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OLHÃO: CONTAS DUVIDOSAS NO CCD da CMO

A Câmara Municipal de Olhão celebrou com o Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da CMO, contratos,por ajuste directo, no valor de 65.934,12 euros e outro no valor de 74.500,00 em 16/07/2010 e 02/02/2012 respectivamente, sendo que no primeiro caso o final do contrato e o valor foram reduzidos a um terço.
Mas. porque a Câmara Municipal de Olhão sempre se mostrou avessa à transparencia nas suas contas, resolveu celebrar o segundo contrato, pensando iludir a vigilância que vinha sendo feita nas contratações.
O Código dos Contratos Públicos não permite mais que um total de 75 mil euros para aquisição de bens e serviços com a mesma entidade adjudicante num período de três anos, pelo que o segundo contrato viola os limiares fixados, sendo a situação susceptível de configurar um crime.
Que a direcção do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da CMO receba o dinheiro ainda vá que não vá, mas que se torne cúmplice dos gestores autárquicos, já é outra coisa, tanto mais que nem todos gozam dos benefícios concedidos.
O segundo contrato mantém-se em vigor, só termina a 02/02/2015, não tendo sofrido qualquer alteração, pelo menos até à presenta data.
Consultadas as contas do Centro de Cultura e Desporto, verificamos que no ano de 2012, ano da celebração do contrato, teve de receitas de exploração do bar e restaurante 54 mil euros, valor bastante inferior ao do contrato. E sendo certo que a fracção do contrato, com a duração de três anos, era de mais de 24 mil euros, então podemos dizer que o contrato suporta 45% das receitas do bar e refeitório.
Mas o Centro de Cultura e Desporto tem também a exploração dos bares do Auditório e da Biblioteca e por muito pequenas que sejam as respectivas receitas, parecem pouco claras as contas apresentadas.
Se atendermos a que quem está na direcção do Centro de Cultura e Desporto, são as mesmas pessoas que andavam de mãos dadas com o ex-presidente e disso tiraram grandes benefícios, começamos a pensar que algo não vai bem naquele antro. Se uma foi secretaria do presidente, outra gozava da fama de ser a dona da Câmara, numa teia de cumplicidades que ajudam a perceber o esquema.
É que para alem deste contrato, naquele ano, o Centro de Cultura e Desporto recebeu da Câmara, só mais 120 mil euros de subsídios, muita fruta para quem está falido. No total de receitas do Centro de Cultura e Desporto apura-se mais ou menos o mesmo que a soma dos subsídios com o contrato.
Já vai sendo tempo de a Câmara Municipal de Olhão reflectir na aplicação dos dinheiros públicos, roubados ao Povo das mais diversas maneiras.
O Centro de Cultura e Desporto não tem de dar lucro, sendo o seu objecto a promoção social e desportiva dos trabalhadores, mas aquilo a que assistimos, e de acordo com as contas apresentadas, no capitulo desportivo tem apenas duas vertentes: pesca e natação, esta nas piscinas do município, muito pouco para quem recebe tanto.
Os trabalhadores da Câmara Municipal,  sócios do Centro de Cultura e Desporto devem revoltar-se contra a direcção e tomar em mãos o Centro de Cultura e Desporto e colocá-lo ao serviço de todos os trabalhadores, sem discriminações.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

OLHÃO: CÂMARA INCUMPRIDORA, ALIMENTA CLIENTELISMO

António Pina, o actual presidente da Câmara Municipal de Olhão, não só mente como engana o Povo de Olhão.
No período que antecedeu a campanha eleitoral, a Câmara Municipal deu-se ao luxo de distribuir subsídios a eito, sabendo que não podia ultrapassar os limites previstos na Lei dos Compromissos, pelo menos foi essa a razão invocada para matar a Feira de Olhão. Houve dinheiro para os subsídios mas não houve para a feira, porque os subsídios se destinavam a alimentar a clientela partidária.
Como consequencia, no mês de Novembro foi detectada pela Direcção-Geral das Autarquias Locais o incumprimento da Lei dos Compromissos pelo que remeteu para a Direcção-Geral do Orçamento o respectivo processo, conforme imagem acima, com data de 3 de Janeiro de 2014.
O incumprimento registado tem como fundamento o assumir de compromissos acima dos fundos disponíveis, ou seja a Câmara Municipal de António Pina, gastou acima daquilo que podia com a agravante de não resolver nenhum dos problemas que mais afectam o concelho.
Vem agora o aprendiz de presidente queixar-se de que a oposição não está nos restantes partidos com representação nos órgãos autárquicos, mas sim nas fileiras do partido que o apoiou e elegeu.
Em tempos não muito longínquos, o defunto antecessor de António Pina dizia exactamente o mesmo quando questionado pelos pares, havendo uma grande similitude de comportamentos entre ambos, apenas com a diferença de que o outro tinha maiorias confortáveis e este está em minoria. Se por acaso este estivesse confortavelmente sentado na cadeira do Poder, estaríamos perante um novo ditador pior que o anterior.
Qualquer cidadão compreenderá que as estratégias e decisões politicas sejam colectivas e o mais consensuais possíveis, mas António Pina, sente-se no direito de definir as regras e decisões a seu bel prazer sem contar com os demais, da mesma forma que deve prestar contas da sua actividade politica sob pena de poder ser-lhe retirada a confiança politica.
A bagunça na Câmara Municipal de Olhão continua, o concelho estagna em todos os parâmetros de desenvolvimento e o Povo, esse continua à espera da mudança prometida durante o acto eleitoral. 
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

OLHÃO: ASSALTO A ALGUNS MUNICÍPES

A Câmara Municipal de Olhão não trata todos os munícipes de igual forma, algo que não nos espanta mas que revolta.
Na imagem acima, damos conta de uma situação caricata e que pese embora o facto de indirectamente denunciar a vitima por se tratar da única frutaria a cumprir regas, não podemos ocultar tudo. De qualquer forma a pessoa em causa, não está a cometer qualquer crime nem sequer sabe que estamos na posse de uma copia de um documento seu, sendo que nós estamos a aproveitar para denunciar a forma como a autarquia trata o Povo.
Como se pode ver, a frutaria paga pela ocupação de 3m2 de espaço publico, mais de 1.000 euros anuais. Sabemos que a Câmara Municipal de Olhão cobrou de taxas de ocupação de espaços públicos, durante o ano de 2013, 28.000 euros, ou seja acaba por ser um dos muitos poucos munícipes assaltados pela Câmara Municipal de Olhão.
O concelho tem cerca de 280 locais com o espaço publico ocupado, sendo que só na Avenida 5 de Outubro, são mais de 500m2. Como perceber então, que a Câmara Municipal apenas tenha recebido 28.000 euros num ano? Terá sido por se tratar de um ano de eleições?
Ao preço que a Câmara Municipal cobra a ocupação do espaço publico, bem se pode dizer que a autarquia, por razões meramente eleitoralistas, deixou de cobrar cerca de um milhão de euros, não se podendo agora queixar da falta de dinheiro, que só não tem porque não cobrou o que estava por cobrar.
No inicio do ano passado, alguns comerciantes fizeram questão de pagar, mas logo em Março, a Câmara punha a circular a informação de durante o resto do ano estariam isentos, não tendo devolvido o dinheiro cobrado a mais.
Para alem do eleitoralismo patenteado com a dita isenção e sempre condenável, achamos também absurdo uma tabela de taxas com estes valores, porque está bom de ver que os pequenos negócios mal dão para pagar as rendas, quanto mais para pagamentos exorbitantes a roçarem o assalto.
Cada Povo tem a governação que merece, costuma dizer-se, mas o Povo de Olhão já mostrou que não precisa destes montes de lixo politico, que mais não sabem do que promover autênticos sindicatos de apoios à custa dos otarios, roubando-lhes o direito a uma vida decente.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

OLHÃO: SECRETARIO DE ESTADO ALDRABÃO

No link a seguir http://media.parlamento.pt/videos-canal/XII/SL3/02_com/07_cam/20140107cam.wmv, poderão ver a audição parlamentar do secretario de estado do mar sobre a situação na Ria Formosa.

Ali se pode ouvir que a nova ETAR, afinal não se sabe quando será construída, quando no despacho nº 2227/2013 apontava para que estivesse concluída em 2016. Aliás, depois de ter dito que já estava em fase de Avaliação de Impacto Ambiental, o que se veio a verificar ser outra mentira.
E de trapaça em trapaça, mantém o discurso da contaminação difusa que nem o presidente do IPMA foi capaz de sustentar, porque sabem ser outra mentira. Estes gajos não têm qualquer pejo em mentir porque sabem que vivemos numa republica de merda como aquela que sai das ETAR.
E na sua merdice vão tão longe que negam à maioria dos mariscadores, o direito ao subsidio de compensação salarial, ou sejam condenam à fome, miséria e a uma morte lenta, aqueles que já vivem com imensas dificuldades criadas pela poluição provocada pelas entidades publicas, quando na verdade eles teriam direito a receber elevadas indemnizações pela prejuízos causados.
Mas não se ficam por aqui os pulhas, uma vez que para o mês que vem, vão confrontar os viveiristas com o pagamento da taxa de recursos hídricos, os tais que lhes matam os bivalves.
Entretanto o aprendiz de presidente da Câmara Municipal de Olhão, outro que tal, em http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Sociedade/Esgotos-de-Olhao-ameacam-ria-Formosa.aspx diz que assume as responsabilidades, as mesmas que enjeitou no plenário de mariscadores, jogando agua na imensa fogueira em que se ameaçava transformar a desclassificação das zonas de produção.
Este chico-esperto, que agora gere uma autarquia falida, está a gastar quase um milhão de euros no embelezamento dos largos históricos e depois vem dizer que não tem dinheiro para eliminar os esgotos directos para a Ria ou para estabelecer a rede de saneamento na Ilha da Armona.
A produção de bivalves é, de longe, a actividade económica que cria mais riqueza local, que abrange mais pessoal, e são estes sabujos que a estão matando.
Quem diria, agora, que esta é a 7ª Maravilha Natural?
Na próxima Quinta-Feira, haverá mais um plenário de mariscadores onde a situação vai ser discutida e muito provavelmente serão decididas acções, nomeadamente formas de pressão sobre as entidades publicas para se ultrapassar o impasse agora criado.
POR UMA RIA SEM ÁGUAS RESIDUAIS!
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 12 de janeiro de 2014

RIA FORMOSA: AUDIÇÃO INTEGRAL DO PRESIDENTE DO IPMA

Carregando no link acima poderão aceder à audição integral da audição parlamentar ao presidente do IPMA e fazer os juízos que entenderem por bem, chamando desde já para a duração do vídeo de cerca de 01:08.
Quanto a nós, da audição, resulta claro uma incompatibilidade entre zonas de produção de bivalves e águas residuais, clandestinas ou não, costeiras, estuarinas ou lagunares, algo que há muito defendemos.
Desta vez, o presidente do IPMA não enveredou pelo desculpa fácil e aberrante das escorrências superficiais como principal foco da contaminação microbiologica e não só e foi directo ao apontar o dedo às ETAR e aos esgotos sem qualquer tratamento como factor determinante da contaminação.
Porem não podemos concordar com ele num aspecto que é o acabar com algumas zonas de produção de bivalves por causa dos pontos de descarga pontuais ou difusas, porque a Ria Formosa e a produção de bivalves já existia antes dos esgotos e mais ainda das ETAR. E ainda mais discordamos quando sabemos que a produção ou apanha de bivalves gera uma riqueza anual muito superior aos custos de uma ETAR, por mais sofisticada que seja. Sendo assim o que tem de mudar de localização são as ETAR e não as zonas de produção de bivalves, como se depreende das suas palavras.
Na parte final e procurando fugir à questão sobre o passado recente das classificações das zonas de produção, acaba admitindo que nem sempre os critérios foram técnicos mas sim políticos.
Achamos também ser oportuno questionar como se gastaram dinheiros públicos numa farsa chamada Quasus, que apenas serviu para desculpabilizar as entidades publicas envolvidas na poluição da Ria Formosa.
Registamos ainda, que a culpa mais uma vez morre solteira não se apurando responsabilidades pelos crimes cometidos contra a Ria Formosa:
O IGAMAOT de mãos dadas com a Agência Portuguesa do Ambiente arquivaram uma queixa apesar de reconhecerem o incumprimento dos normativos de descarga;
A administração da Águas do Algarve reconheceu ao jornal Publico não cumprir com os normativos de descarga e nada acontece;
as Câmara Municipais de faro e especialmente a de Olhão não são penalizadas por manterem esgotos directos sem qualquer tratamento;
o secretario de estado do mar por mentir no despacho de 7 de Fevereiro
Há muito que defendemos a reutilização para fins agrícolas das águas residuais urbanas com vantagens para os produtores e protegendo as massas de agua, doce ou salgadas, interiores ou costeiras. A construção de emissários teria custos muito mais elevados para alem de as águas residuais irem contaminar a zona costeira.
NEM MAIS UMA GOTA DE ÁGUAS RESIDUAIS PARA A RIA FORMOSA!
REVOLTEM-SE, PORRA!



OLHÃO: SESSÃO PUBLICA DESMONTA FARSA DO IPMA

Realizou-se ontem, nas instalações do IPMA uma sessão publica com o deputado Cristóvão Norte a dar conta da audição ao presidente do IPMA, mas também para ouvir da boca dos presentes mais algumas reclamações sobre a situação vivida na Ria Formosa.
O presidente do IPMA, e as palavras são nossas, reconheceu que nos últimos vinte anos a instituição a que preside, mais não fez do que um frete ao Poder politico, ao proceder a classificações das zonas de produção de bivalves, por critérios que não resultavam das analises efectuadas, mas sim da necessidade de encobrir os danos causados à Ria Formosa e particularmente aos produtores de bivalves.
Obviamente que os tempos são outros, que a Comissão Europeia promoveu uma auditoria da qual resultou a recente desclassificação. Desclassificação que as entidades publicas, o secretario de estado do mar, pretende rever, à luz do impacto económico e social que a desclassificação comporta.
Embora aceitemos que assim se proceda porque os produtores de bivalves precisam de viver, e nesse sentido nos pronunciámos, entendemos que é manifestamente insuficiente, quando o que está em causa é o futuro económico, social e ambiental da Ria Formosa.
Na audição ao secretario de estado, este comprometeu-se a avançar com o Programa de Acção e Medidas para a Melhoria e Controlo da Qualidade da Agua da Ria Formosa, uma treta logo denunciada, porque baseada nos Projectos Quasus e Forward, que já vimos tratar-se de um mais um frete politico com vista a evitar eventuais pedidos de indemnizações por parte dos produtores, mas também porque dá à Águas do Algarve, a principal poluidora, a monitorização das descargas, que já era sua obrigação, mas que está com um atraso de sete meses na publicação dos resultados analíticos das descargas que as ETAR fazem na Ria, porque dá às câmaras municipais a fiscalização das ligações clandestinas que são da responsabilidade delas e porque a construção da nova ETAR não está para Avaliação de Impacto Ambiental, como fez constar do despacho.
Durante a sessão de ontem foi aflorada a questão do acesso ao Fundo de Compensação Salarial, uma esmola que só abrange alguns e que fica muito aquém das responsabilidades das entidades na quebra de produção de bivalves. Um Estado serio e de boa fé teria de reembolsar os produtores pela elevada taxa de mortandade dos bivalves causada pela poluição que no seu conjunto são muito superiores aos da construção de uma ETAR de ultima geração, e não dar esmolas.
Foi ainda abordada por alguns presentes a insatisfação com a produção ostricula e as suas consequencias. Aqui devemos dizer em primeiro lugar que o ressurgimento da ostricultura está directamente relacionada com a quebra de produção de ameijoas, induzindo alguns produtores à mudança de produto ou a uma produção mista. Por outro lado, verifica-se a ausência da definição de uma politica para a produção de bivalves, separando territorialmente as zonas de produção de ameijoas das de ostras, e isto porque a ostra tem uma capacidade de filtração muito superior à da ameijoa e como tal consumindo o oxigénio da agua, podendo causar a morte da ameijoa por anoxia. Temos ainda que dizer que o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa proíbe a introdução de espécies exóticas, como a ostra gigga, e que, há semelhança do que foi feito no Rio Sado, o IPMA deve promover a produção da ostra portuguesa. Cabe ainda chamar a atenção para o facto de em França, origem das ostras introduzidas na Ria, há taxas de mortandade de 100% e essa é a razão porque se querem servir da costa portuguesa, ao que os produtores nacionais devem responder com a produção da nossa ostra, porque os franceses se quiserem ostras não terão outro remédio que as comprar, assegurando a actividade.
Entretanto temos também conhecimento de uma intervenção dos deputados da CDU no parlamento europeu para eventuais apoios à despoluição da Ria Formosa, o que registamos com agrado.
Contamos ainda hoje dar conhecimento dos vídeos das audições do secretario de estado e do presidente do IPMA gentilmente cedidos pelo BE.
Uma palavra para condenar a actuação do partido socialista que ao se ver confrontado com as declarações de fretes políticos nesta matéria, se decidiu por não querer fazer mais audições, até porque o presidente da Câmara Municipal de Olhão ficaria em muito maus lençóis.
Aos produtores devemos também dirigir uma palavra porque o momento é de luta e estamos perante uma oportunidade de ouro que pode obrigar as entidades publicas a corrigirem os efeitos dos crimes ambientais. sociais e económicos cometidos contra a Ria Formosa.
SEM LUTA, NÃO HÁ VITORIA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Poluição na Ria Formosa em debate amanhã às 17 h ,Auditório do IPMA em OLhão.

Cristóvão Norte,diz o seguinte, sobre a poluição na Ria  Formosa, que nós no Olhão Livre há anos que andamos a denunciar e alertar,,e que todas as entidades oficiais sempre quiseram esconder:

 “ não se pode empurrar a questão da poluição para debaixo do tapete e qualquer solução meritória jamais poderá ignorar a perda de eficiência das ETARS e menos ainda as descargas ilegais a que muitos fazem vista grossa”, reconhecendo que “ a saúde pública é um valor essencial em que não se pode transigir e que o mesmo é vital para que a reputação de elevada qualidade dos produtos da Ria Formosa não seja ferida, mas que importa agir para minimizar os danos que resultam para comunidades que estão muito dependentes da Ria para a sua sobrevivência ”.
 Por esse motivo o  criminoso ex presidente da CMO Francisco Leal, apelidadava alguns membros do Olhão Livre, de terroristas, como se o criminoso e o terroristas não fosse, ele Xico Leal e todos os vereadores que se calaram oa longo desses anos todos,  incluindo o aprendiz de presidente da CMOlhão, Antonio Miguel Pina e o vereador Carlos Martins, pois durante anos a CMOlhão, andou  a  poluir as Aguas de Produção de Bivalves,com esgotos Tóxicos, conforme se pode ver aqui nestas fotos por nós publicadas:
 Colector de esgoto implantado no leito da Ria na Fuzeta.
 
  Ou nesta foto que carregando aqui pode ver o nosso artigo do esgoto Tóxico que desagua no Porto de Recreio que a CMOlhão ponposamente chama Marina.
 
 Este é o esgoto  Tóxico do T, cais de embarque para as ilhas da Armona Culatra e Farol,  a menos de 50 metros da sede do IPMA em OLhão,local onde se vai realizar o debate com Cristóvão Norte que foi denunciado por nós neste artigo
 
 Podem ver aqui neste video do Biosfera a denuncia que há anos é feita em Olhão por populares e movimentos de cidadania,da poluição existente nas aguas de produção de bivalves nas aguas da Ria Formosa.
 

A C.MFaro por sua vez, também não está isenta de culpas ,pois também tem esgotos Tóxicos directos para a Ria Formosa: 
Este esgoto fica situado  Moinho de maré em ruinas, na Horta da Areia, é bem o exemplo de como as autraquias ao longo dos anos tem poluido as Aguas de Producção de Bivalves que é a Ria Formosa,foi por nós  denunciado aqui, e só a moto lá não está,pois a poluição essa continua, pode ler aqui a nossa denuncia


Por sua vez a empressa Publica Aguas do Algarve também tem muitas responsabilidades nos crimes cometidos,pois as escorrência que lança em Agua de Producção de Bivalves não cumprem os normativos de descarga no que diz respeito aos coliformes fecais que deu origem à nova classificação dos viveiros,como se pode ver por esta imagem a qualidade das escorrências da ETAR de Poente de Olhão é bem explicativa,conforme se pode ver neste artigo

RIA FORMOSA: PLANO DE DRAGAGENS APROVADO

A Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto entidade que profere a Declaração de Impacto Ambiental (DIA), aprovou de forma favorável-condicionada, o plano de dragagens da Ria Formosa, como se pode ver em http://sniamb.apambiente.pt/diadigital/2013/DIA2658.pdf.
Como em quase tudo que mete o bedelho, esta agência da poluição não cumpre com as regras pré estabelecidas de que é exemplo a participação reportada pela imagem e com o carimbo acusando a recepção, omitida na Declaração de Impacto Ambiental.
Tal não acontece por acaso, uma vez que aquilo a que se propõe a Sociedade Polis da Ria Formosa, acaba por se traduzir em mais uma alarvidade contra as ilhas barreira na zona de Olhão. Na verdade, a proposta visa retirar as areias do delta de vazante da Barra da Armona e canal da Culatra e levá-las para a Praia de Faro, e mesmo assim, não para proteger o edificado na zona central mas a zona mais a este da Península do Ancão.
É do conhecimento publico que as areias se movem tendencialmente no sentido oeste-este pelo que as areias da Barra da Armona e canal da Culatra, em principio serão da Ilha do Farol e para li deviam ser repulsadas. Ou seja, o que se pretende fazer, vai no curto prazo, fragilizar ainda mais o cordão dunar da Ilha do Farol, em particular na Culatra, onde pode ocorrer o risco de galgamentos oceânicos.
No Relatório Final da Comissão Parlamentar de Ambiente sobre a Petição nº 123/XII/1ª apontava-se para a utilização de mangas de geo-têxteis, admitidas como exequíveis e a ponderar no futuro pela ARH, para reduzir o risco de galgamento e até para fixação das barras naturais.
A recente DIA contem no entanto alguns aspectos positivos, nomeadamente por apresentar um recuo em relação às Barras de Cacela, mas também porque as dragagens vão permitir uma melhoria na circulação das águas da Ria Formosa, insuficiente é certo, mas uma melhoria que no curto prazo terá de ser repetida. As dragagens efectuadas pelo ICN no inicio da década vieram mostrar isso mesmo, mas porque quem gere os dinheiros públicos, normalmente os gere mal, e por forma a obrigar a obras constantes para alimentar o clientelismo, não se criam condições para que no futuro não sejam necessárias este tipo de intervenções.
E para que Agência Portuguesa da Poluição não se sinta num pedestal, vai levar com mais uma reclamação por não cumprir com o que está legislado.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

OLHÃO. SABADO NO IPMA, SESSÃO PUBLICA SOBRE A RIA FORMOSA

http://videos.sapo.pt/3M73GuATTsOH0Z20zlFA

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No passado dia 7, o presidente do IPMA (ex-IPIMAR) foi ouvido na Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas sobre a situação da classificação das zonas de produção de bivalves na Ria Formosa. 
O primeiro link, reporta o vídeo da intervenção do deputado Cristóvão Norte e lamentamos não ter os vídeos dos restantes membros que compõem aquela comissão, para que todos pudessemos saber o que andam a fazer os nossos deputados.
O vídeo do Biosfera é mais uma repetição, sempre actualizada.
SÁBADO, no AUDITÓRIO do IPIMAR, pelas 17:00 horas, haverá uma sessão publica onde o deputado dará conta daquilo que se passou e que não cabe aqui antecipar, pelo que desde já apelamos à presença de todos os interessados para debater o problema.
No entanto temos algumas questões, nas quais todos devem ponderar, e que gostaríamos de ver esclarecidas, uma vez que nesta republica das bananas se instalou a cultura da irresponsabilização.
No vídeo do BIOSFERA aparece o representante da Agência Portuguesa do Ambiente que foi confrontado com um despacho de arquivamento da instituição que lidera, apesar de reconhecer que as descargas das ETAR estavam em incumprimento mesmo omitindo resultados sobre os quais nem se pronunciou, de tal forma que entrou em contradição com a gestora da Águas do Algarve que reconheceu os incumprimentos como se pode ver no jornal Publico em http://www.publico.pt/local/noticia/coliformes-fecais-invadem-ria-formosa-e-colocam-em-perigo-consumidores-de-bivalves-1617803.
Ao mandar arquivar um incumprimento, este palhaço devia ter sido automaticamente demitido, do mesmo modo que tomando conhecimento das palavras da gestora da Águas do Algarve, estava obrigado à aplicação de coimas pelos crimes ambientais. Nada! Tão criminoso é quem pratica como aquele que encobre.
No vídeo do BIOSFERA vemos também, uma técnica do IPMA e subscritora do projecto QUASUS, a branquear a situação da poluição da Ria Formosa. Aliás, esta técnica quando confrontada sobre a qualidade das águas numa sessão promovida pela Câmara Municipal de Olhão, enalteceu mesmo a qualidade das águas da Ria. Também os responsáveis do IPMA não são responsabilizados pelas omissões, pelas invenções e pelo deturpação dos resultados das analises.

Também o secretario de estado do mar, ao publicar o despacho nº 2227/2013, despacho esse a que se refere o deputado Cristóvão Norte se envolve na operação de branqueamento da poluição, mentindo ao dizer que a nova ETAR estaria em fase de Avaliação de Impacto Ambiental quando tal não corresponde à verdade; aceitando o QUASUS que já se viu tratar-se de uma enorme aldrabice; dando às Câmaras, particularmente à de Olhão, a fiscalização das ligações ditas clandestinas, outra aldrabice. Também este cavalheiro devia ser demitido.
E é pela inacção da justiça, da teia de cumplicidades entre o Poder politico e Judicial que esta cambada vai gozando com o Povo. Está na altura de pedir responsabilidades, porque tudo o que foi feito, foi no sentido de impedir que os produtores de bivalves exigissem uma indemnização pelas elevadas taxas de mortandade dos bivalves.
Estas são algumas das razões porque que devem comparecer todos os interessados na Ria Formosa e sem medos mostrar a sua revolta pelo garrote que lhe põem ao pescoço com a desclassificação das zonas de produção de bivalves.
REVOLTEM-SE, PORRA!