terça-feira, 30 de junho de 2020

OLHÃO: ARMONA PREPARA-SE PARA A LUTA!

Julga o presidente da câmara municipal de Olhão, António Pina, que consegue manipular eternamente as pessoas sem sofrer as consequências dos seus actos. Porem pode dar-se muito mal num futuro próximo apesar do aberrante secretario de estado o achar com perfil de ministeriável.
O imbróglio criado na Ilha da Armona onde estavam previstas a demolição de cerca de duzentas casas cuja construção foi autorizada pela autarquia e novos investidores que entretanto juntaram algumas economias e percebem agora que foram enganados com as promessas de autorização de novas construções, promete vir apara a luta e é já no próximo mês de Agosto.
Sabemos que o ministro do ambiente disse ao Pina que não quer a repetição das manifestações organizadas pelos três núcleos da Culatra, mas parece que se prepara exactamente o contrario do que ele pediu sem que o Pina consiga desmobilizar as pessoas.
Na verdade, está na forja, fazer manifestações à porta da câmara, da agencia portuguesa do ambiente e do próprio ministério, onde serão colocadas piscinas e outros acessórios de praia. Para que não passe de um simples gesto, sabemos também que as televisões de sete países se preparam para fazer a respectiva cobertura, já que estão em causa investimentos de cidadãos oriundos dos países presentes. São as televisões estrangeiras a defender os interesses dos seus cidadãos!
Numa altura em que tanto se promove a Armona no estrangeiro a concretizar-se o plano, é como jogar um balde agua fria nas pretensões do Pina Certamente que serão desaconselhados investimentos na Ilha porque as autoridades nacionais não são confiáveis. Lindo Trabalho!
E que dizer do almoço, na Deserta, com a herdeira da fortuna Amorim e Isabel dos Santos que ponderaram conseguir a concessão da Armona? Para que isso acontecesse, a concessão deixaria de estar na posse da câmara e passaria então para os privados. Não será demais lembrar que a mesma termina em 2023, tendo de ser renovada ou denunciada um a dois anos antes.
Pelo meio fica o braço de ferro entre o Pina e a APA, com o primeiro a querer que a segunda aprove o Plano antes da construção dos esgotos e a segunda a dizer que primeiro os esgotos e depois a aprovação do Plano.
E se os donos dos estabelecimentos resolverem que em determinado fim de semana os encerram, deixando os veraneantes sem acesso a agua ou alimentos? Esta é uma situação que pode vir a acontecer e o Pina devia falar com as pessoas e dizer a verdade. Tem de parar de mentir!
Sabemos também que o projecto de arquitectura para o novo Tolinhas está pronto e segundo nos dizem, está belo. Mas tem um senão. É que não se sabe quem o vai custear porque a fazer fé naquilo que é apresentado custa uma nota preta. Será a autarquia que depois o concessionará aos privados? E por quanto? Não acha o Pina que já devia ter falado com os empresários e dizer-lhes quanto vai ser a renda da concessão? Mais, é que sendo concessionários, falta saber como fica assegurado o direito de transmissão, porque as pessoas deixam de ter direito a propriedade do estabelecimento.
Para terminar por hoje, dizer que vai ser feito um enrocamento em frente ao actual Tolinhas, acabando-se a praia nessa zona. Para onde vais Armona?
Daqui a mais uns dias voltaremos ao assunto, deixando que os borregos subservientes ao Poder venham desmentir. É que podem ser pagos para mentir mas como sempre a mentira tem perna curta. Veremos então se as manifestações vão ou não acontecer.  

segunda-feira, 29 de junho de 2020

ALGARVE: NA FORJA A CRIAÇÃO DE NOVOS TACHOS

O presidente da câmara municipal de Olhão, também presidente da AMAL e nessa qualidade falando, aponta para a regionalização e o regresso do governador civil, que curiosamente o ultimo foi o papá do artista.
Tudo isto na sequencia a propósito ou não da continuidade dos controladores regionais para a pandemia.
A pandemia é um problema essencialmente técnico e devem ser os técnicos de saúde a pronunciar-se sobre o assunto, fornecendo as orientações que os titulares de cargos políticos devem subscrever e não o contrario. Substituir o papel dos técnicos por agentes políticos não será a melhor solução e está à vista o resultado com o aumento do numero de casos, fruto de uma decisão politica de desconfinamento.
Para o lugar de coordenador regional de combate à pandemia, logicamente deveria recair no responsável regional de saúde publica! Mas foi escolhido, José Apolinário que nem para secretario de estado das pescas serve quanto mais para tratar de problemas de saúde. Basta ver as intervenções do artista para se perceber a inutilidade deste coordenador. Obviamente que os elogios por parte dos camaradas não podiam deixar de aparecer e se tivermos em conta que a maioria das câmaras algarvias estão em mãos socialistas melhor se compreende. Apolinário tem muito peso no ps algarvio.
Aproveitar a onda pandémica para se promover o retorno do papel do governador civil é completamente despropositado já que este depende do ministério da administração interna e não do da saúde. Para alguns crentes ainda no modelo governativo e que possam defender a necessidade de um elo de ligação entre a região e o poder central é bom que se lembrem que também, e como é recorrente, que as autarquias que tivessem de passar pelo crivo de um tal governador poderiam esbarrar nas dificuldades por ele criadas, como já aconteceu no passado.
É que o cargo de governador civil estava equiparado ao de um director geral e se os autarcas fossem obrigados a uma primeira abordagem junto dele antes de chegarem ao governo, podiam ver muitos dos seu projectos serem chumbados à partida.
O presidente da AMAL deve é estar com saudades dos tempos em que o papá exercia o cargo!
De tempos a tempos levanta-se o problema da regionalização sem se explicitar seriamente quais os objectivos. A regionalização seria a melhor maneira de aceder ao pote dos fundos comunitários que fossem destinados à região e quem dominasse o poder regional tinha a faca e o queijo na mão para proceder à sua distribuição de forma desequilibrada, procurando desviar os fundos para as autarquias por si controladas.
O modelo de governação, o sistema politico, com o nepotismo familiar em força, aliada à corrupção, ao compadrio e ao favorecimento, a regionalização era um autentico euromilhões para os políticos do grande centrão. 
Quem acredita nesta gente? E como não querem depois a ascensão do populismo? 
Governador civil e regionalização representam a criação de novos tachos e de redistribuição de cargos políticos aumentando o numero de oportunistas que veem na politica a forma de subir na vida quando o objectivo era o de servir as populações e não o servirem-se a si próprios.
Que mais tem feito o Pina senão isso mesmo?   

domingo, 28 de junho de 2020

OLHÃO: CÂMARA IRRESPONSAVEL!

Com a eleição de António Pina para presidente da Câmara Municipal de Olhão assistimos à montagem de uma estratégia que visa silenciar as criticas à actuação da autarquia. De avençados a simples funcionários ou a patrocinados, é comum a todos eles dizerem às pessoas para deixarem de utilizar as redes sociais e comunicarem directamente à autarquia, sendo certo que esta nada faz perante as reclamações que diariamente lhe chegam. Vejamos o seguinte caso:

As imagens de cima, captadas esta manhã pelas 07:00 horas, reportam uma situação existente à vários meses, comunicada à Câmara, que no seu entender é da responsabilidade do condomínio. E até tem razão, mas…
Porque as nossas ilustres vedetas não andam pelas ruas de Olhão, já que se deslocam em drones, a zona em causa é na Rua Bartolomeu Constantino, e mostram a traseira de construções a custos controlados. Fica a indicação para que o consultor saiba onde se situa.
À hoar a que foram captadas as imagens, a maioria dos moradores dormia e o volume de agua residuais era por isso, reduzido. Os vizinhos bem reclamam, já que aquelas aguas atraem mosquitos e podem representar um risco de saúde publica.
Porque a autarquia, como Pilatos, lava as mãos da responsabilidade que tem no caso, recorremos ao 
Decreto-Lei 555/99, actualizado, e que consagra o Regime Juridico da Urbanização e Edificação, conforme se pode ver em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=625&tabela=leis&ficha=1&pagina=1&so_miolo=. Pois bem, no capitulo sobre a Utilização e Conservação do Edificado, artigo 89º, pode ler-se que:
1 - As edificações devem ser objeto de obras de conservação pelo menos uma vez em cada período de oito anos, devendo o proprietário, independentemente desse prazo, realizar todas as obras necessárias à manutenção da sua segurança, salubridade e arranjo estético.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, a câmara municipal pode a todo o tempo, oficiosamente ou a requerimento de qualquer interessado, determinar a execução das obras necessárias à correção de más condições de segurança ou de salubridade ou das obras de conservação necessárias à melhoria do arranjo estético 
De acordo com o articulado, "a Câmara Municipal pode a todo o tempo,..., determinar a e execução das obras necessárias à correcção de más condições de segurança ou de salubridade e arranjo estético".
Não sabemos se o prédio tem ou não condomínio mas de uma coisa sabemos, é que os vizinhos reclamam, com toda a razão, cabendo à autarquia determinar a execução de obras. Se não houver condomínio terá depois que emitir a factura aos moradores do prédio. Continuar assim é que não pode, mesmo que os avençados venham dizer que não sabem, não querem ou que não podem.
E já agora, aproveitem e apanhem as ervas. A rua agradece!

sábado, 27 de junho de 2020

CACELA VELHA: UMA VILA HISTÓRICA A ABATER!

Durante muitos anos, os dois núcleos de Cacela Velha, Igreja e Fabrica, eram habitados por pequenas comunidades piscatórias que desenvolviam as suas actividades na Ria Formosa na apanha de peixe e marisco e em alternativa na agricultura. Recordo esses tempos numa altura em que ainda não havia chegado a luz electrica e a agua canalizada.
A partir da década de sessenta do seculo passado, com o advento do turismo tudo mudou. Os habitantes dos dois núcleos foram, aos poucos, sendo corridos do seu habitat por condições económicas. Após o 25 de Abril, os novos ricos que tomaram conta do País, com o poder económico que detinham, acabaram por oferecer dinheiro ás pessoas para se irem embora e descaracterizaram por completo  a arquitectura da Fabrica, na altura em tudo semelhante à da Igreja para construírem  no seu lugar modernas casas para utilização sazonal de veraneio.  
Cacela Velha nos dias de hoje terá cerca de dez habitantes permanentes pelo que deixa de ter qualquer peso politico seja a nível concelhio, regional ou nacional. Não deixa no entanto de ser uma aldeia histórica que o turismo acabará por destruir, descaracterizando-a. Cacela Velha tem um centro de arqueologia, tem a maior jazida fossilífera da Peninsula Iberica e uma das maiores do mundo.
No sitio da Igreja, tem a igreja que lhe dá o nome e tem também o Forte, uma antiga guarnição militar de defesa da costa. Tudo implantado no cimo de uma arriba de arenito, com a fragilidade que estas arribam apresentam.
Como aldeia histórica, o transito devia estar condicionado à utilização exclusiva dos residentes mas o que vi ontem foram motas e carros de veraneantes que se passeiam livremente apesar da interdição. A Câmara Municipal de Vila Real de S.º António ainda pôs um pino recolhivel mas não o aciona por falta de dinheiro, esquecendo que o largo fronteiro da Igreja e do Forte são, ou deveriam ser um espaço de liberdade onde os peões e particularmente as crianças deviam circular em segurança.
Neste sitio, as casas construídas para fins habitacionais vão dando lugar a uma utilização muito diferente daquela a que se destinavam, algo a que a autarquia devia estar atenta no momento do licenciamento, impedindo-o!
Por outro lado, a riqueza da aldeia está na sua ligação com a Ria Formosa, a quem quer dar uma nova função, destruindo tudo aquilo que era a actividade que levou à sua criação, a pesca e o marisqueio.
Mas a Ria Formosa neste ponto foi infectada com um vírus pior que o Covid. Em 2010 e por encomenda foi aberta artificialmente uma barra que fragilizou o cordão dunar da Peninsula de Cacela e que está na origem da degradação da margem terrestre, a tal arriba onde estão a Igreja e o Forte.
Só que na aldeia há uma associação de defesa do património, a ADRIP, que ao longo dos anos tudo tem feito para defender a arquitectura do edificado, da paisagem natural, dos recursos naturais. Uma luta que tem alguns frutos mas que ficam aquém dos desejados porque o Poder politico não sente o peso eleitoral de tão poucos votantes.
Como para o Poder politico as perspectivas de desenvolvimento passam única e exclusivamente pelo sector turístico, em seu nome tudo pode ser destruído, rasgando a historia e todo o património presente.
É isso que se constata na diversa correspondência trocada com as entidades publicas nacionais e europeias, como se pode ver a seguir:


E porque  nunca será demais denunciar a promiscuidade dos titulares de cargos políticos com as decisões que pendem sobre a Ria Formosa, chamamos a atenção que o concessionário da Praia da Fabrica e apenas a mulher do ex-vice presidente da Câmara Municipal de Vila Real de S.º António e agora deputado no grande circo em que transformaram o parlamento nacional, José Carlos Barros.
Como é que eles se vão preocupar com a porcaria que fazem na Ria? Ou como podem eles defender o património histórico, cultural, natural, ambiental desta aldeia?
E se fossem todos dar banho ao cão não fariam melhor figura? 

sexta-feira, 26 de junho de 2020

OLHÃO: PARA QUE QUER A CÂMARA O DINHEIRO DOS IMPOSTOS?

Parece já não ser novidade a forma como a Câmara Municipal de Olhão, enquanto órgão e o seu presidente António Pina gastam o dinheiro extorquido aos munícipes através da cobrança de taxas e impostos municipais. Mas mesmo assim, uma parte importante da população continua a aplaudir o esbanjamento até que lhes falte o prato de sopa à frente. A ver, vamos se não vão ser confrontados com uma crise económica/financeira maior que a de 2011.
Na altura tivemos a oportunidade de apresentar o contrato de uma empresa/associação para fazer o diagnostico social do concelho, a qual  já celebrou depois disso um outro com a AMAL, presidente por António Pina. Quem mais poderia ser? Ou ele ou o presidente da Câmara de Lagos. A escola é a mesma!
Porque nunca é demais recordar, deixamos aqui o link para o contrato dessa associação/empresa bastando clicar no link para a ele aceder: http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/792488. Este contrato, no valor de 19.895,00 euros acrescidos de IVA tinha a duração de 300 dias.
Agora somos brindados com mais um contrato, com outra empresa e que também podem ler o contrato em http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/822939, Este tem como objecto a aquisição de serviços para realizar estudo de opinião qualitativa e quantitativa alusivo às realidades sociais, culturais e económicas do concelho de Olhão. Tem o custo de 34.300,00 euros , mais IVA com a duração de 49 dias, cerca de setecentos euros por dia.
Parece que os óculos do presidente não estão a funcionar bem ou a miopia politica não o deixa enxergar as realidades, quando ainda não há muito tempo foram revelados os números relativos ao concelho de Olhão e que espelham bem essa realidade.
O concelho não atinge os 45.000 habitantes, sendo que cada agregado familiar tem em media três pessoas, pelo que para satisfazer as necessidades habitacionais são precisas 15.000 casas. Acontece que existem 26.000 pelo que cerca de 40% do total se destinam a segunda habitação ou para fins não habitacionais. Mas apesar de haver casas a mais do que a necessidade, os residentes não conseguem suportar o elevado custo das rendas porque a politica urbanística da autarquia passa pela construção de habitações de luxo, adquirindo espaços destinados à especulação imobiliária. Será preciso fazer mais algum diagnostico?
 O desenvolvimento social faz-se através do trabalho, com uma remuneração que permita ás pessoas saírem da bolsa de miséria mas aquilo que vemos é pessoas a trabalharem e continuarem na miséria para engordar a ganancia de meia dúzia de papalvos. Aos poucos vão escravizando os trabalhadores!
Os números apresentados apresentavam mais de cinco mil empresas, na sua maioria, empresas familiares ou pequenas empresas que vivem a balões de oxigénio. É preciso outro diagnostico ou outras politicas?
Embora um borrego tenha deturpado aquilo foi escrito sobre a cultura e desporto que teve um aumento de mais de cem por cento, a verdade é que a maioria da verba gasta se destinou a subsidiar associações criadas a partir de colégios privados ou centros de explicações, alguns com ligações à autarquia, com o fito de se candidatarem a apoios da autarquia, apesar dos pais dos miúdos pagarem as inscrições e mensalidades. É esta a politica cultural? É preciso mais diagnósticos?
Ou todos estes estudos escondem apenas a distribuição dos dinheiros de taxas e impostos por camaradas e amigos? Até quando?

quinta-feira, 25 de junho de 2020

OLHÃO: BELA OLHÃO, UM NEGOCIO MUITO ESCURO

Segundo nos informa o Sulinformação em https://www.sulinformacao.pt/2020/06/camara-quer-hotel-e-comercio-nos-terrenos-da-belaolhao-psd-desaprova/?fbclid=IwAR3ldgYMQadj6PTW27-E-6XtCyqhlINSDuLflVpnNxcGMapNcGfQ-YN83RY, a Câmara Municipal de Olhão vai vender os terrenos da Bela Olhão, num processo inquinado desde o principio.
Com a insolvência daquela unidade industrial, um grupo de cidadãos comunitários pretendia adquirir aquele espaço para ali construir um empreendimento habitacional ou hoteleiro. Nesse sentido deslocaram-se à Câmara e falaram com o presidente da autarquia António Pina que lhes terá respondido que não podia ser.
Nessa altura, o espaço estava à venda num site de uma imobiliária do Norte por um valor bastante inferior àquele que a Câmara pagou, conforme documento entregue na PJ.
Depois disso, António Pina levou o assunto à Assembleia Municipal e alegou que a autarquia pretendia realizar mais valias com a operação de compra e revenda do dito espaço, o que foi desde logo contestado, já que a vocação da autarquia não é o ramo imobiliário e menos ainda fazer dessa actividade, operações de especulação.
Mais tarde e já depois de adquirido, veio justificar a aquisição com a instalação de serviços da autarquia e da empresa municipal Ambiolhão, o que como se vê agora, não passou de mais uma trapalhada.
Para valorizar o espaço, havia a necessidade de alterar os regulamentos por forma a permitir a edificabilidade como se de um terreno urbanizável se tratasse. Note-se que no Regulamento do Plano Director Municipal não existe proposta alguma para a realização de um Plano de Pormenor para aquela zona, classificada como industrial.
Estamos pois, perante uma artimanha do Pina, que usando e abusando do Poder delegado nas autárquicas de 2017, para proceder a negócios especulativos.
Acontece que entretanto num site de uma imobiliária inglesa, surgiu o dito espaço à venda por um valor inferior ao de aquisição, já com a indicação de que estava ser tratada a alteração ao uso do terreno, permitindo assim a edificabilidade. Desta publicação foi dado, mais uma vez, conhecimento à PJ. Isto é participação económica em negocio!
Também soubemos que o provável comprador é um grupo de Leiria, apesar da venda ter de ser feita por meio de hasta publica. Se o Pina pensa vender o terreno por nove milhões, então deve lançar a hasta publica com esse preço base e publicitar tanto quanto possível a hasta por forma a fazer crescer as mais valias.
Também sabemos como são feitas as hastas publicas, o destino dado aos editais nestas situações, a exigência de uma qualidade garantida (pouco) como forma de proceder à entrega ao interessado e afastando os demais concorrentes.
Mas mesmo com a aprovação de um Plano de Pormenor, há outros regulamentos que têm de ser observados, nomeadamente relativamente aos recursos hídricos. Com um governo liberal e uma autarquia neoliberal não é de esperar que prevaleça a transparência.
Quanto mais escuro for o negocio, maior será o rendimento! Quem lucra com isto?
Os proveitos do trafico de droga, de armas ou de combustíveis no nosso País ainda consegue ser inferior ao da corrupção!
BATAM PALMAS!

quarta-feira, 24 de junho de 2020

RIA FORMOSA: A MORTE ESPREITA DEPOIS DE CRIME AMBIENTAL

 1 -  O ano de 2010 marcou definitivamente o rumo que o Poder politico definiu para a Ria Formosa. Estávamos então na era de José Sócrates, o 1º ministro que deu posse à Sociedade Polis que viria a cometer os maiores crimes contra a Ria. 
Em Março de 2010, o mar galgou a Ilha da Armona, na Fuzeta, tendo aberto uma barra naturalmente, com os técnicos a apresentarem um relatório técnico em que se dizia que se o mar não consolidasse a barra assim aberta, que a mesma deveria ser, no local, aberta artificialmente. Assim não aconteceu por escuros interesses políticos e a cumplicidade da Câmara Municipal de Olhão.
Na mesma altura, deu-se a transposição de seba da Ria Formosa para o Portinho da Arrábida que durou dez anos, e em seu lugar foram plantados quatro metros quadrados de uma erva invasora e infestante que não serve de habitat a nenhuma espécie marinha, que degrada os fundos apodrecendo tudo à sua volta, um verdadeiro crime que os autores negam porque sabem a gravidade do problema. Já a classe politica está calada porque a presença da erva cumpre o objectivo de correr com aqueles que têm procurado o sustento das famílias para no seu lugar impor a presença de estranhos.
Um crime ambiental, mas também social e económico de que ninguém quer falar!
2 - No ano de 2010, a Sociedade Polis, presidida por Valentina Calisto, resolveram satisfazer um pedido privado, abrindo uma barra no "fundo de saco" da Ria Formosa, com a colaboração da Câmara Municipal de Vila Real de Sº António que disponibilizou as maquinas. 
Na sequencia, ao primeiro vendaval, a barra aberta artificial e criminosamente pelas entidades publicas, fragilizada que estava, abriu as portas para o galgamento que destruiu a Peninsula de Cacela, destruição essa que não foi nem será colmatada por quem a originou.
Na altura alertámos para o risco daquela barra, localizada em frente ao Forte e Igreja, já que o risco da agua chegar à barreira de arenito onde estão implantadas aquelas duas estruturas, poderia determinar a derrocada dos mesmos.
Passados dez anos, o cenário piorou e infelizmente estamos mais próximos do fim de importante património histórico edificado mas também do património natural e paisagístico do que resta do Algarve virgem.
A imagem de cima é de Dezembro de 2019 e permite ver a proximidade da agua à barreira, com a maré baixa. Imaginem os nossos leitores o que poderá acontecer durante os equinócios, com as grandes marés vivas se houver uma conjugação com vendava. 
Nas restantes imagens pode ver-se a erosão provocada pelas marés e as consequências que dali virão se esta tendência não for invertida. É que a margem, se isso se pode chamar, vai afundando a estreitando a ponto de a continua erosão poder provocar a derrocada do património, nada que preocupe a Direcção Regional de Cultura, da Agencia Portuguesa do Ambiente, da CCDR, da Câmara Municipal de Vila Real de S.º António.
 
3 - Normalmente as pessoas, imbuídas de um certo egoísmo, só se preocupam quando o problema lhes bate à porta, não se preocupando com a situação do vizinho do lado. Estão nesse caso, todos aqueles que dizem defender a Ria Formosa e o Algarve, assistindo impavidamente à destruição do que de melhor temos.
Cacela Velha faz parte da Ria Formosa, sendo uma obrigação nossa e de todos os algarvios a defendermos, ajudando a única associação representativa de defesa do património existente naquele sitio, a ADRIP, fazendo repassar a situação tantas vezes quantas as necessárias para levar os coveiros do País a repor na situação original aquilo que destruíram. Não são apenas os particulares que têm de ser punidos, o próprio Estado através das suas instituições deve ser punido pela irresponsabilidade e negligencia criminosa.
Os crimes cometidos nesta zona da Ria Formosa podem ditar a morte de importante património histórico, cultural e ambiental.
4 - Pela parte que nos toca, tentaremos manter a chama da luta por uma Ria Formosa para as comunidades da Ria onde os visitantes se sintam bem e queiram voltar, não para degradar os descaracterizar o que ainda se mantem virgem.
Voltaremos ao assunto nos próximos dias e apelamos a todos para divulgarem o que ali se passa. Cacela Velha merece-o!

terça-feira, 23 de junho de 2020

OLHÃO: DEMOLIÇÕES NA ARMONA?

Fechado a sete chaves está o novo PIR da Armona embora já esteja aprovado, o que não acontece por acaso. Na verdade o novo PIR cumpre o objectivo de reduzir a área concessionada à Câmara Municipal de Olhão, alterando as linhas previstas pelo Plano delineado pela Polis.
Assim, casa que eram para ser demolidas por estarem fora da área concessionada, poderão vir a manter-se, mas outras, cuja demolição não estava prevista, poderão vir a conhecer o espectro da demolição.
O presidente da câmara, António Pina dirá, que para salvar umas terá de mandar demolir outras. Não diz é que as alterações introduzidas visão essencialmente salvar a pele do bicho. É que, as casas do recovo vão ficar de pé, uma forma simpática de tentar legalizar a casa do casal inglês que pedia uma boa indemnização porque a obra foi autorizada pela autarquia e que por via disso está obrigada às indemnizações previstas na Lei.
O PIR está fechado a sete chaves para não haver fugas de informação que possam provocar algum burburinho, numa altura em que a ilha está cheia de pessoas. Mas lá para Setembro/Outubro será apresentado com o discurso da necessidade de demolir umas para salvar outras, tal como fizeram no Farol e nos Hangares. 
A concessão da Armona à Câmara Municipal de Olhão termina em 2023 e deve ser renovada ou anunciada a cessação, um ano antes, ou seja em 2022, daí a urgência em resolver este problema. Acontece que a rede de esgotos da Ilha da Armona não está feito, nem se fala nisso, e era condição indispensável para a sua renovação.
A promiscuidade politica do presidente da autarquia e do ministro do ambiente, aquele que tutela a área, permitem toda a espécie de artimanhas, quando se trata de salvar a pele dos camaradas de partido, mesmo que com isso prejudiquem as pessoas.
Também não deve ser esquecido que na campanha eleitoral de 2013, António Pina dizia pretender transformar a Armona na Quinta do Lago de Olhão. E é bem possível que, caso a concessão não seja renovada, ela possa ser concessionada a uma entidade privada, e não tenham duvidas que haverá interessados.
Enquanto todos estão preocupados com a pandemia, e essa também serve de desculpa para a não divulgação do novo PIR, a Câmara Municipal de Olhão prepara-se para dar mais uma facada nas costas de quem tem uma casa na Ilha da Armona.
Acordem antes que a vossa casa seja demolida!

segunda-feira, 22 de junho de 2020

OLHÃO: CONTAS EM DIA, MÃO NO MEL!


Na pagina do Municipio de Olhão no Facebook foi publicado o vídeo acima, que não é mais do que uma acção de pré-campanha eleitoral.
Sendo verdade que destas obras, algumas estão ainda a decorrer muitas delas estão concluídas, e quase todas elas foram anunciadas na campanha eleitoral autárquica de 2017. O presidente da cãmara vive de e para a imagem, que promove e bem, à custa do erário publico sem que os partidos da oposição consigam retirar quaisquer ilações.
A totalidade das obras concluídas e a concluir orçaram em 13.026.100,00 euros, o que dá uma media de cerca de 5 milhões por ano, já que elas tiveram inicio logo em 2017, como foi o caso da Escola Nº 5, no Bairro Marechal Carmona.
A maioria da população esquece ou não sabe que um dos princípios básicos da democracia é precisamente a participação no processo de definição de prioridades e de decisão, algo a que a classe politica no Poder, incluindo o nosso presidente, é avessa.
Veja-se por exemplo o anuncio que é feito em torno das obras nos esgotos,  onde foram gastos 2.397.110,00 euros, a fazer fé nos números da autarquia.
Desde 2005 que foi definido como primeira prioridade o fim dos esgotos directos mas eles continuam a descarregar directamente na Ria. Esta questão deve ser sempre colocada porque em quinze anos, a Câmara Municipal de Olhão teve tempo mais que suficiente para aos poucos ir resolvendo o problema, estabelecendo fases e disponibilizando as verbas necessárias ano após ano.
Claro que muito serão os olhanenses, na maioria dos casos por razões clubísticas, dizem que acabar com os esgotos directos custam uma pipa de massa, mas esquecem que há candidaturas a fundos comunitários que poderiam ajudar se houvesse vontade politica.
Basta olhar para o milhão de euros disponibilizado pelo fundo ambiental para a dita requalificação dos jardins, o qual teria melhor utilizado se corrigissem o problema dos esgotos pelo impacto económico, social e ambiental que tem para a cidade e para os olhanenses.
Na maioria dos casos das obras apresentadas no vídeo tratam-se de operações de cosmética de zonas de certa forma degradadas ou abandonadas. Ainda que corretas estas intervenções não podemos deixar de dizer que não se trataria de uma verdadeira prioridade, porque não está em causa a forma de viver da maioria da população. Mas que podiam ser feitas na mesma.
Registamos também o cerca de um milhão que vão gastar no parque de estacionamento do Porto de Recreio para servir o turismo. Se faz falta? Faz! Mas faz falta porque acabaram com muitos lugares de estacionamento na 5 de Outubro e outros tantos para acabar na 16 de Junho. Já aquilo que seria indispensável para conferir mais qualidade ecológica às aguas da Ria Formosa fica sistematicamente abandonado.
Claro que percebemos a necessidade de tantas obras. É quanto mais se fizerem mais dinheiro circula o que é mesmo que dizer que há muito mel a correr. Quem beneficia disso?

domingo, 21 de junho de 2020

OLHÃO: AI QUEREM ALCATRÃO? TOMEM LÁ

Estamos a pouco mais de um ano para as eleições autárquicas e a campanha eleitoral já começou, apesar da confortável maioria que o falso partido socialista tem.
Muitas são as criticas que têm surgido nas redes sociais em torno de alguns aspectos que os munícipes entendem dar a importância devida. E fazem-no bem, embora sejam muitos apoiantes do Pina, alguns com ligações à autarquia, a sugerirem que a critica deve ser feita na pagina da autarquia e não nas redes sociais. Azar! Parece que afinal, a critica nas redes sociais tem algum efeito.
Foi assim com as ervas, não porque o consultor avençado da Ambiolhão mais preocupado com o alcatrão das ruas do que com as ervas ou os esgotos entupidos ou as roturas, tenha mandado o seu pessoal faze-lo, mas porque contratou uma empresa para os substituir sem que o respectivo contrato seja tornado publico.
Na semana que findou, surgiram algumas queixas pelo péssimo estado do pavimento, cheio de buracos, mas os donos da autarquia não viram nem veem, apesar dos novos óculos. Não são muitas as ruas em mau estado, são quase todas, salvando-se as que são mais frequentadas, como a Avenida 5 de Outubro ou a D. João VI.
Porque falamos na D. João VI, lembramos-nos que muito recentemente a Câmara Municipal de Olhão, celebrou mais um contrato para "Beneficiação da Rede Viaria - Repavimentação do Troço entre a Rotunda da Cepsa (Zona Industrial) e a Rotunda do Cubo", contrato esse que pode ser visto em http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/821354.
Ainda não percebi bem o que andam a fazer os nossos autarcas nas Rotundas, se a fazer algum biscate ou no recrutamento de trabalhadores, mas uma coisa é certa, viram aquilo que os outros não viram nem criticaram, que é como quem diz: Ai queriam alcatrão, aí o têm!

sábado, 20 de junho de 2020

OLHÃO: QUE GESTÃO AMBIENTAL DO CONCELHO?

Hoje trazemos um tema que de há muito tem andado arredado da discussão politica na generalidade das autarquias portuguesas mas que assume particular importância para as populações. Trata-se da Agenda 21 Local!
A Agenda 21 Local visa essencialmente a participação das populações no processo de definição das prioridades de cada concelho ou região. Nesse sentido, o governo de então através do seu apêndice a APA elaborou um documento que pode ser lido em https://apambiente.pt/_zdata/Instrumentos/GestaoAmbiental/A21L/Guia%20Agenda%2021%20Local.pdf, o qual fornece as linhas orientadoras para a elaboração da Agenda.
No caso de Olhão, em 2004 foi promovida uma Agenda 21 Local, com reuniões de diversos grupos e a envolvência de uma Universidade, que não a do Algarve, durante as quais foram abordados os principais problemas que afectavam a comunidade do concelho.
O vector mais votado foram os esgotos e o mau funcionamento das ETARs e por isso a câmara de Olhão rasgou a Agenda 21 Local e aflita com aquilo que a população vinha reclamando, lavou as mãos como Pilatos, entregando as ETAR à Aguas do Algarve.
Mas não só de esgotos se tratava já que haviam sido submetidos muitos outros itens que ao Poder Local não interessava resolver.
Aliás, tudo aquilo que tenha a ver com a participação das populações é repudiado por uma classe politica, podre, caduca e especialmente corrupta.
Se no processo de definição de prioridades é assim, no processo de decisão ainda é pior, porque é através dele que os autarcas em geral, celebram contratos e concursos, onde os beneficiários são em regra amigos, camaradas ou companheiros, titulares de cartão partidário. em que muitas, demasiadas vezes, há troca de favores.
A Agenda 21 Local poderia ser uma lufada de ar fresco, numa democracia que tresanda a podridão, já que seriam as pessoas a definir o futuro das suas cidades e regiões de forma sustentável, do ponto de vista económico, social no respeito pelo ambiente.
Mas todos nós já percebemos que os autarcas querem ter todo o poder de decisão em matéria de ordenamento, passando por cima de regimes de protecção dos solos e das espécies, à revelia das regras, jogando com o beneficio de uma Justiça à qual não chegou o 25 de Abril.
Tudo isto com a agravante do Poder politico ser muito forte com os fracos que terão de ir ao beija mão se quiserem aprovar algum projecto mas que acaba por ir ao beija mão dos todos poderosos do sector económico/financeiro.
Foi assim que encaramos os almoços com o Berardo ou com o dono da Altice, cujo projecto tarda em se concretizar.
Onde ficam as pessoas de Olhão?  

sexta-feira, 19 de junho de 2020

ALGARVE: ALARMISMO OU REALISMO?

Desconfinar é sinonimo de responsabilidade! Diz o presidente da câmara municipal de Olhão e AMAL, para de seguida se atirar, indirectamente, ao bastonário da ordem dos médicos.
Não há muito tempo que os profissionais de saúde eram elevados à condição de heróis mas agora que começam a lutar por melhores condições de trabalho e de vida, regressam à condição de vilões.
Afinal que disse de tão mal o bastonário da ordem dos médicos? Que se o numero de casos de infectados pelo Covid 19 no Algarve excedesse os cem que seria de ponderar uma cerca sanitária ao Algarve.
Porque razão, o bastonário proferiu tais palavras? O Hospital de Portimão está enviando os casos de Covid para o Hospital de Faro e se o numero de casos continuar a aumentar, este não terá condições para acudir a toda a gente.
Os profissionais de saúde, ao longo dos meses têm vindo a alertar para a falta de meios técnicos, humanos e financeiros para fazer o seu trabalho, que vêm fazendo apesar de tudo de forma muito meritória, razão pela qual foram promovidos a heróis.
Obviamente que o recente caso de uma festa em Lagos onde foram detectados umas dezenas de infectados veio chamar a atenção para o problema, o que levou o bastonário da ordem dos médicos a tomar uma posição.
Claro que o presidente da câmara e da AMAL, não podendo dizer directamente o que pretendia se refugia numa possível luta de uma classe profissional, neste caso dos médicos que ainda não reivindicaram nada, quando já o deviam ter feito. O que o Pina queria dizer é que o bastonário será de um partido diferente do seu, que exerce o Poder, e como tal deve estar calado.
Quando a democracia cai no caixote do lixo do Pina, tudo é de esperar!
Quando ele pede a responsabilização dos organizadores da festa, esquece que ele próprio promoveu uma festa, um roadshow, onde se viram vários aglomerados de pessoas maiores dos que participaram na festa de Lagos. A diferença está no facto de haver ou não infectados, mas o risco de contaminação esteve sempre presente, já que as pessoas não mantiveram o distanciamento necessário e muitos não usavam as mascaras, porque o município ainda não as distribuiu como prometido.
É este o conceito de responsabilidade do Pina? 
Porque não diz o presidente que o seu partido, no exercício do Poder, através das cativações orçamentais, degradou o Serviço Nacional de Saude e a saúde publica não fazendo os testes necessários? Porque não diz o presidente que alguns dos profissionais de saúde do IPO, um centro de elevado risco para os doentes já demasiado fragilizados, não fizeram os testes? Porque razão médicos e enfermeiros só fazem testes se apresentarem sintomas? Não será isso uma irresponsabilidade grave de quem tem o poder de decisão?
Já agora, porque razão vários países europeus fecham as portas a portugueses? Querem lá ver que foi por causa do alarmismo do bastonário?

quinta-feira, 18 de junho de 2020

OLHÃO: OBRAS A QUANTO OBRIGAS? OU DÃO MUITO JEITO?

Como todos sabem, o Parque de Estacionamento construído na Rua Gonçalo Velho tem cerca de um ano e já está em obras! Por isso tivemos a curiosidade de tentar perceber o que ali se passava e constatamos o que se vê nas imagens.
Não há valas para a colocação de novos esgotos, mas tão somente subiram o colector, ficando desnivelado em relação ao tapete que se pode dizer novo.   


Levanta-se aqui uma questão que é a de perceber como foi feito o projecto de forma a não contemplar a alteração agora encetada, ou saber se está em conformidade com o projecto o porquê da alteração que não se vislumbra.
Claro que na autarquia temos um conjunto de iluminados que melhor que ninguém sabem que é nas obras que se ganha dinheiro, mas inventar justificações, como parece o caso é ir longe demais.
No dito parque de estacionamento, podiam ver-se papeis como o que a imagem seguinte reporta, sem qualquer identificação de quem o manda encerrar, apenas referindo tratar-se de trabalhos no pavimento, trabalhos esses que parecem resumir-se à subida da cota dos colectores. 
Fazer, desfazer, gastar e tornar a gastar sem critério parece ser o desígnio de uma autarquia que ainda não percebeu que já estamos em época de vacas magras e que o dinheiro extorquido aos munícipes deve ser gasto com alguma moderação.
Será que esta obra era absolutamente necessária ou prioritária?

quarta-feira, 17 de junho de 2020

OLHÃO: DO MARKETING À REALIDADE DOS NUMEROS

Ontem comemorou-se mais um dia da cidade com o presidente a tecer algumas considerações que nos parecem desajustadas da realidade ou de uma analise enviesada dos números, dos quais se faz eco o Sulinformação, como se pode ver em https://www.sulinformacao.pt/2020/06/a-nova-olhao-e-dos-cavalos-marinhos-e-das-operarias-fabris-mas-tambem-dos-estrangeiros/.
A verdade é que o concelho perdeu habitantes no período compreendido entre 2010 e 2018, já que na primeira data tinha 45.162 residentes e no ano de 2018 registava 44.728. Sobre esta realidade ninguém se pronuncia quando corresponde ao período do resgate financeiro e da austeridade que levou milhares de jovens a emigrar por falta de condições de vida.
Também a população jovem, com menos de quinze anos, regista uma quebra enquanto aumenta o numero de idosos passando de 17,2% para os 19,9%.
Apesar de ser confrontado com os números, o presidente conseguiu ver um crescimento da população em idade activa quando na verdade ela diminuiu passando de 66,1% para 64,4%. Será que o presidente já não consegue descortinar os números ou trata-se de marketing politico?
A população estrangeira cresceu bastante fruto da campanha publicitaria com a participação em eventos internacionais como a Feira do Imobiliario passando de 3051 para 4058. A maioria deles reformados nos países de origem, com mais poder de compra que os nacionais, que embora gastem dinheiro no concelho acabam por contribuir para o aumento do custo de vida, acima do crescimento dos rendimentos dos residentes nacionais.
No campo da habitação, descrito na infografia como alojamentos familiares clássicos, verifica-se que no período em causa apenas foram construídas 461 casas, passando de 26.124 para 26.585, na maioria dos casos para segunda habitação ou destinada a pessoas de rendimentos superiores, havendo um défice muito grande de habitação para a população jovem e para pessoas carenciadas, o que é revelador da politica liberal da autarquia.
Regista-se um crescimento de empresas não financeiras mas nem por isso no sector produtivo, sendo a maior parte delas ligadas ao turismo ou restauração. Se em 2010 existiam 5143 em 2018 haviam 5569. No entanto a taxa de desemprego, o trabalho precario e ou sazonal continuou imparável, mal contribuindo para o desenvolvimento social no medio prazo.
Já naquilo que respeita ao rendimento das pessoas, o salario medio embora registando um crescimento, ficou aquém da subida geral de preços no consumidor, o que veio aumentar os índices de pobreza. Assim dos 881 euros em 2010, passou para 913 euros, um crescimento de 32 euros em dez anos, uma media de 4 euros por ano, que só na factura da agua foram absorvidos. Um crescimento que enche de orgulho um presidente que prefere ver o seu Povo na pobreza desde que a cidade esteja cheia de estrangeiros. Se este é o desenvolvimento pretendido, aqueles que agora lhe batem palmas daqui a uns anos derramarão lagrimas de crocodilo.
Por fim chegamos às despesas da autarquia em matéria de ambiente e cultura e desporto. No ambiente, área em que o presidente tem vindo a fazer uma enorme campanha verifica-se que as despesas reduziram de 17% para 12% o que ajuda a explicar em certa medida a deficiente recolha de lixo, a falta de limpeza, a ausência de lavagem de ruas, infraestruturas degradadas, os esgotos directos. É verdade que há falta de civismo nalguns casos mas uma autarquia que reduz os gastos de forma significativa não está certamente a fazer o melhor pelo ambiente.
Já na cultura e desporto, os gastos aumentaram mais de 100%, passando de 3,2 para 7,7. Será uma forte aposta na cultura e desporto ou antes uma operação de marketing bem urdida no sentido de captar votos?
Se formos olhar às contratações da autarquia e das suas empresas municipais, encontramos N pessoas na área da comunicação, da publicidade e do marketing, o que diz bem de um presidente que vive mais de e para a imagem do que para resolver os problemas daqueles que o elegem.
Batam mais palmas e depois chorem!

terça-feira, 16 de junho de 2020

OLHÃO: DIA DE INAUGURAÇÕES!

Comemora-se hoje o dia da cidade, aproveitado para se fazerem algumas inaugurações, uma forma de publicitar a "grandiosidade" do grande "líder" em que se transformou António Pina.
A verdade é que as pessoas, pelo menos a geração seguinte à minha, acreditam que sempre foi e deve ser assim, batem palmas a todos os actos do poder politico como se ele não fosse a causa principal do mal estar da maioria do Povo. Festas, inaugurações, futebol e outras formas de alienação, evitando falar sobre os grandes problemas das pessoas, particularmente na componente social do estado, como habitação, saúde, educação e trabalho.
Os políticos são eleitos para servirem o Povo, que lhes confere um mandato de representação, não para fazerem o que querem, mas para servir os interesses da maioria da população. A realidade mostra-nos, porem, quanto errado é pensar-se assim, já que eles estão lá para enriquecer de forma ilegítima, com a cumplicidade da maquina da Justiça à qual não chegou o 25 de Abril.
Enquanto o presidente da autarquia tem um orgasmo inaugurativo, nós vimos denunciar mais um contrato, daqueles que deixam a sensação de que o exercício do poder é mesmo para favorecer os amigos, os titulares do cartão partidário.
A câmara municipal de Olhão celebrou um contrato no valor de 18.000,00 euros, acrescidos de IVA, para a prestação de serviços de desenvolvimento e implementação de framework para a gestão de ocorrências, como se pode ver em http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/820681
O adjudicatário já havia celebrado um anterior contrato em 2019, como se pode ver em http://www.base.gov.pt/Base/pt/ResultadosPesquisa?type=contratos&query=adjudicatariaid%3D3213790 sendo esse para a "modernização administrativa". 
Tem sido assim a gestão autárquica, celebrando contratos e mais contratos, assegurando um determinado rendimento a "clientes" certos sem que se vislumbre os resultados, sendo que os contratados, em regra, e desde que executem as pretensões do presidente, se repetem ano após anos.
Para alem de empresas especializadas, temos também a Universidade, para a realização deste tipo de trabalhos ou estudos, talvez por valores muito inferiores aos praticados. Mas há que assegurar o tal rendimento a estes "trabalhadores", tipo chapa 18.000,00 euros anuais.
Quem não quererá ser amigo ou camarada do presidente? É preciso bater palmas? E porque não se me dá o pilim com pouco trabalho?

segunda-feira, 15 de junho de 2020

RIA FORMOSA: QUEM ENCOBERTA O CRIME?


A imagem acima foi retirada do site da Aguas do Algarve, e serve para ilustrar o que temos a dizer no momento, como se pode ver em https://www.aguasdoalgarve.pt/content/etar-de-faroolhao.
Basicamente, as descargas da nova ETAR são feitas na zona de produção de bivalves Olhão 4, e tal como vimos dizendo há algum tempo ela não está funcionando como apregoaram, continuando a poluir a Ria Formosa.
No momento assiste-se a uma elevada mortandade de ameijoa boa naquela zona, mas como não podia deixar de ser, tiveram de arranjar uma boa desculpa para não pôr em causa o investimento feito.
Durante muitos anos, os produtores de bivalves foram confrontados com a elevada mortandade provocada pela descarga das ETARs, mas agora passaram a ser as biotoxinas a causa da morte. Já ninguém fala no Perkinsus Atlanticus.
Em tanto ano, e todo o mundo sabe das constantes interdições por causa da presença de biotoxinas e estas nunca foram apontadas como causa provável da morte do marisco. Parece que a raleira também chegou aos bivalves!
Quando a ciência se coloca na subserviência ao Poder politico, não se resolvem os problemas, antes se branqueiam, contornam, com cientistas a engolirem sapos e elefantes, incapazes de dizer NÃO. Tanto se baixam que um dia o cu lhes fica à mostra.
Entretanto, em quase toda a costa algarvia está interdita a captura de bivalves por contaminação por biotoxinas, mas só os da zona Olhão 4, dentro da Ria, é que morrem por isso.
As aguas da Ria estão sujeitas às oscilações das marés, vazando e enchendo com aguas contaminadas mal se percebendo como pode haver zonas livres de biotoxinas e outras não.
Com tantos estudiosos, com tanto cientista na área não se compreende como nenhum ainda foi capaz de explicar o aumento do numero e de intensidade dos ciclos de biotoxinas. Sabemos que elas existem no meio natural mas não em quantidade suficiente para estas constantes interdições. Tal deve-se à poluição marinha provocada pelas descargas das ETAR e de esgotos directos, com destaque para as cianobactérias e diatomáceas presentes nas descargas.
Cada espécie de bivalve tem a sua capacidade filtradora, uns mais que outros, sendo curioso verificar que a ostra e o mexilhão, os bivalves com maior capacidade filtradora, e bem assim de bioacumulação de contaminantes, raramente sejam interditados. Porque será? Ai as minhas ostrinhas!
Não seria melhor fecharem todas estas entidades publicas já que só servem para gastar o dinheiro sem qualquer proveito para as actividades que dizem pretender servir?
E se fossem todos à bardamerda?

domingo, 14 de junho de 2020

ALGARVE: QUAL A REALIDADE DO COVID NA REGIÃO?

Ontem, dia 13 de Junho fomos confrontados com noticias diferentes sobre o mesmo assunto e que nos levam a pensar que nos querem comer por parvos.
Comecemos por ver a que vem publicada em https://www.algarveprimeiro.com/d/dgsalgarve-sem-novos-casos-/32711-1. Aqui está tudo bem, felizmente. Mas será assim? É que em https://postal.pt/saude/2020-06-07-Subida-drastica-de-novos-casos-no-Algarve.-Portugal-com-mais-342-infetados-e-5-mortos, registam mais sete novos casos na região.
Desde que foi declarada a pandemia que assistimos a  um discurso de manhã, outro à tarde e outro ainda à noite; conforme o objectivo politico delineado, assim o discurso dá as boas ou más novas sobre a evolução da pandemia.
Olhando para trás, fica-nos a sensação de que não foram as medidas tomadas que ajudaram a combater o vírus, mas antes o medo a que induziram as pessoas. Ao mais velhos eram apontados como os maus da fita por não ficarem em casa, feitos prisioneiros, mas foram os "prisioneiros" que foram mais fustigados pela pandemia, estivessem "presos" em casa ou num lar.
De forma semelhante são vistos agora os mais novos, com a abertura às actividades económicas, a poderem frequentar os cafés, esplanadas, bares, restaurantes e algumas festas, algo próprio da irreverencia da juventude. São uns "irresponsáveis" quando tomam uma iniciativa, mas o Poder politico nunca é irresponsável quando promove as suas festas.
Voltando aos textos ontem publicados na imprensa regional, chamamos a particular atenção para o do Postal, porque sem querer nele se mostra como se manipulam os números da pandemia.  A pretexto de uma certa "confidencialidade" não se divulgam alguns números. Ora a única confidencialidade admissível diz respeito à identificação dos doentes e não ao numero de casos.
Também se verifica alguma discrepância entre os números de notificações medicas no sistema Sinave e o numero real de casos por não incluir as notificações laboratoriais, podendo não corresponder à totalidade de casos do concelho. E pior ainda quando se trata de um não residente, ou de um residente mas estrangeiro, sendo reportado o numero ao concelho de origem, como se os infectados não estivessem na zona.
Se a isso acrescentarmos o facto do Sinave ter problemas no seu funcionamento, não permitindo uma correcta avaliação da evolução, é caso para duvidar dos números apresentados. Será que os números da pandemia constituem segredo de estado para tanta "confidencialidade"?
Tudo leva a crer que sim! A necessidade de abrir a economia pode determinar a omissão de números que podiam levar ao alarme social; vamos esperar pelo fim do Verão para ver os estragos causados, tanto à economia que dizem querer salvar, como para a saúde das pessoas. 

sábado, 13 de junho de 2020

OLHÃO: HOMENAGENS COM DEMAGOGIA!

Já lá vão um bom par de anos que a câmara municipal de Olhão tem vindo a assinalar o dia do pescador e este ano mais uma vez, só que o Covid fez com que não houvesse cerimonia alguma, mas antes uma pequena evocação.
Se recuarmos um pouco no passado, o ex-quase tudo, vereador, director regional de educação, governador civil, presidente da RTA e ainda pai e mentor do actual presidente da câmara, dizia que Olhão cheirava mal, cheirava a peixe.
Na altura tivemos a oportunidade de dizer que os cheiros foram substituídos pelos da merda que sai dos esgotos e das ETARs.
Nestas celebrações é costume oferecerem umas medalhas de lata tentando conquistar a simpatia daqueles por quem a autarquia nunca fez nem fará o quer que seja. E até mesmo o Jardim Pescador Olhanense foi deixado ao abandono durante anos, sem qualquer dignidade, indo agora para obras por causa do turismo.
Entretanto, o presidente da câmara que vive de e para a imagem inventou mais uma cerimonia, desta vez de homenagem à operaria conserveira.
Claro que se alguma classe que merece estas homenagens, são estas, afinal aquelas que foram a razão de ser da nossa cidade. Olhão sempre teve uma forte ligação com o mar, fosse através da pesca ou de contrabando, actividades enraizadas. É na pesca que se vai buscar a matéria prima para a industria transformadora que empregou milhares de operarias, muito mal pagas, com trabalho pouco mais do que escravo, fruto de uma brutal exploração. Daquelas situações em que mesmo trabalhando as operarias viviam na miséria, algo que se está a repetir no presente e que merece cuidada apreciação.
Mandar construir uma estatua de homenagem à operaria conserveira, tal como vem anunciado em https://www.barlavento.pt/algarve/olhao-ja-tem-escultura-de-homenagem-a-mulher-operaria-conserveira?fbclid=IwAR2mm1qD_etoJJcfUb_VX21t7bZxn21k2Qxq5LQ27v-GXr3eKsN-Zewlb0M é mais que justo, mas mais justo seria a autarquia preocupar-se com as condições de vida tanto de pescadores como das operarias.
É que não basta fazer homenagens, que uns e outros não vivem delas. Isso serve apenas para a historia, uma historia de que os senhores do Poder não gostam de falar.
Com as politicas seguidas pelo actual elenco autárquico, os preços das casas tornaram-se incomportáveis para as antigas operarias e pescadores que hoje são confrontadas com acções de despejo. O governo de Passos Coelho fez a Lei e o do Costa manteve-a, permitindo e agilizando o processo de despejo, para dar lugar às varias formas de alojamentos locais.
Homenagear pescadores e operarias negando-lhes o direito a uma vida com o mínimo de dignidade, só pode ser considerado um acto de demagogia barata, com vista aos resultados eleitorais.
TENHAM VERGONHA!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

RIA FORMOSA: CIÊNCIA AO SERVIÇO DO PODER OMITE A RESPONSABILIDADE DOS ERROS

1 - Durante a semana que findou, tomámos conhecimento de mais um episodio de combate a quem vive e trabalha na Ria Formosa, por parte de uma entidade que deveria ter vergonha do trabalho que faz.
Como todos nós sabemos a Ria Formosa, sedimentos e aguas, está demasiada poluída por crimes ambientais cometidos por entidades publicas, mas sobre os investigadores não têm uma única palavra.
O CCMAR da UALG é a entidade que se tem dedicado a estudar alguns aspectos da vida na Ria Formosa, pondo especial enfase, diríamos que de forma fundamentalista, nos aspectos ambientais e não revelando a menor preocupação com as actividades económicas tradicionais, das quais dependem milhares de famílias.
Em https://www.maisalgarve.pt/noticias/regionais/21162-novo-relatorio-das-nacoes-unidas-alerta-para-a-necessidade-de-proteger-pradarias-marinhas, é possível verificar que são os esgotos urbanos, domésticos e industriais, e agrícolas, entre outras, as principais causas do péssimo estado em que se encontram as pradarias de ervas marinhas. Também nós defendemos a protecção daquelas pradarias mas de uma forma diferente, combatendo as causas na origem, ou seja eliminando todos os focos de descargas de esgotos directos e da ETARs. Sobre tal matéria, o CCMAR não se pronuncia, preferindo apostar num regime protecionista e conservacionista. Aos poucos, vão reduzindo a pesca, o elo mais fraco da cadeia social e económica da Ria. À pala do sequestro de carbono e das alterações climáticas, preparam-se para restringir algumas actividades. Mais "santuários"!
2 - Também o IPMA deu um ar da sua graça, com o anuncio da monitorização dos bivalves na zona entre os Olhos de Agua e Vila Real de Sº António para estabelecer o regime de quotas por espécie e embarcação para 2020/2021, como nos dá conta o https://www.sulinformacao.pt/2020/06/ipma-esta-a-monitorizar-bancos-de-bivalves/.
A arte da ganchorra tem sido bastante penalizada pelas constantes interdições ditadas pela presença de biotoxinas na carne dos bivalves. Até aqui tudo bem, já que se trata de um problema de saúde publica, mas…
As biotoxinas existem no meio natural mas não em quantidade suficiente que justifiquem o aumento do numero e de dimensão dos ciclos da sua presença. Pergunta-se então porque razão eles se vão multiplicando de ano para ano? E aqui sim, o IPMA devia estudar as verdadeiras causas do fenómeno que prejudica e muito os pescadores. Para nós, o enriquecimento com nutrientes e as microalgas despejadas pelas ETAR no mar são a principal causa, mas isso iria contra o Estado patrão e torna-se inconveniente.
Deste modo, combate-se a captura excessiva e bem, mas não se acautela o trabalho diário de quem vive daquela arte; não se faz um estudo para corrigir o que está errado, antes preferindo penalizar quem menos culpa tem. O costume! E já agora mais um "santuário" que foi o que criaram ao decidir que uma boa parte da zona a monitorizar fosse classificada como de classe B, o que obriga à depuração dos bivalves em depuradora.
A continuar assim, qualquer dia acaba a vida da ganchorra!
3 - Não é noticia que venha na imprensa regional, vendida que está ao Poder politico, mas zona de influência das descargas da nova ETAR, há uma grande mortandade de bivalves. Para quem bateu palmas à sua construção e viu nela a sétima maravilha na arte de enganar os produtores de bivalves, deve sentir-se de parabéns.
Quem vai indemnizar os produtores?

quinta-feira, 11 de junho de 2020

OLHÃO: QUE RICA AÇORDA, A DO COVID

À pala do Covid e do regime especial criado a propósito, é um fartar vilanagem de negócios pouco claros e que deveriam ser muito bem explicados, quando se trata da forma como são gastos os dinheiros extorquidos ao Povo.
Não será demais lembrar que esta espécie de democracia, onde supostamente deveriam prestar um serviço publico, acabam por se servir a eles próprios, enriquecendo muitas das vezes de forma ilegítima quando não ilícita.
É assim que, e sem surpresas, detectamos os contratos que a câmara municipal de Olhão vem celebrando para, dizem eles, adquirir os meios de protecção e combate à Covid. Como se pode ver em  http://www.base.gov.pt/Base/pt/ResultadosPesquisa?type=contratos&query=adjudicanteid%3D610, entre os dias 22 de Maio e 9 de Junho a autarquia gastou qualquer coisa como 230.000,00 euros, acrescidos de IVA, em mascaras reutilizáveis.
Tendo em conta o preço de mercado e as quantidades adquiridas, aquelas mascaras não custarão mais de três euros, pelo que a câmara terá comprado cerca de oitenta mil mascaras, para uma população de 45.000 pessoas. Muitas são as pessoas que se queixam de não ter visto a cor das mascaras e a Agregação de Juntas de Moncarapacho-Fuzeta terá feito a sua distribuição. Será que houve alguma distribuição? Para onde foram tantas mascaras? Que negocio encobrem as mascaras?
Existindo, nos dias que correm, uma multiplicidade de empresas a vender mascaras, despertou-nos a curiosidade de ver com quem anda a trabalhar o nosso presidente, partindo do principio de que se trataria de empresas que se dedicam ao ramo têxtil ou medicinal. Mas não! São empresas ligadas, de uma forma ou de outra, ao ramo automóvel ou de transporte de mercadorias.
Uma delas é a Metromarco, com dois contratos, no valor de 76.500,00 euros cada. Vejamos que empresa é esta:
https://publicacoes.mj.pt/DetalhePublicacao.aspx, e a outra:
https://publicacoes.mj.pt/DetalhePublicacao.aspx
Ambas são do norte. Que o nosso presidente é um admirador confesso do mercado automóvel, já o sabíamos, mas que faça negócios de produtos alheios a tal actividade com empresas daquele ramo é um bocado duvidoso.
Por outro lado, o presidente veio gabar-se das medidas que contiveram, no dizer dele, o Covid na região, omitindo que foi pelo medo do contagio da doença instigado pelo Poder e não pelas medidas tomadas que houve uma redução de casos. Curioso é verificar que quando se diz que a situação está controlada, é precisamente quando o presidente vai comprar as mascaras que ninguém viu. Servirão para o próximo Carnaval?

quarta-feira, 10 de junho de 2020

OLHÃO: COM FESTAS SE ALIENA UM POVO!

1 - Em ralação ao texto que ontem aqui publicámos, a Ambiolhão elaborou um comunicado a tentar desculpar-se da sua responsabilidade na questão das ervas que proliferam pela cidade, tal como se pode ver em http://www.ambiolhao.pt/site/index.php/ambiolhao-inicio/publicacoes/publicacoes-noticias/item/486-ambiolhao-intensifica-desmatações.
Para se perceber o alcance da patranha da empresa municipal, basta ver que vem dizer que começou a desmatação no inicio de Maio passado. Conhecendo a cidade como nós, num mês e com varias brigadas aquela desmatação já devia estar concluída. Quem manda, manda por muito mal que o faça!
A desculpa agora avançada entra em contradição com aquilo que os apoiantes do presidente escreveram na pagina dele na rede social.
Não fossem as reclamações das pessoas e continuaria tudo na mesma, mas como não acompanham as redes sociais, dizem eles, mandaram as brigadas anti-ervas para a rua mesmo num feriado como o de hoje, com os trabalhos a decorrerem na Rua Dâmaso da Encarnação, às Quatro Estradas.
2 - O presidente da câmara gosta muito de dar espectaculos, uma forma subtil de alienação do Zé Povinho, porque enquanto se divertem não pensam na realidade. Vai daí e usando a casa da juventude como capa, avança para mais um roadshow, a realizar entre os dias 12 e 16 de Junho, como se pode ver em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2866-roadshow-regressa-com-as-festas-da-cidade-de-olhao-2020.
Não se pense porem que estamos contra as festas, mas se nos lembrarmos que acusou cinco raparigas de irresponsabilidade por terem frequentado uma festa de onde vieram infectadas, não nos parece que seja muito razoável o tão apregoado roadshow.
É que só o facto de o anunciar, por mais que digam às pessoas que não precisam de sair de casa, é com naturalidade que as mesmas vão querer assistir in loco. No fundo as pessoas precisam de alguma diversão. Se podia ser feito de outra forma, em espaços abertos e mantendo o distanciamento, não vemos porque não. Na forma como se prepara, é bem provável que não se cumpra o desejado distanciamento.
Mas também não admira, já que no roadshow anterior, no final foram todos para os comes e bebes, sem mascara, e sem cumprir o distanciamento. E as moças não deixam de ser irresponsáveis na boca de um presidente mais irresponsável do que aquelas que acusa.
3 - Com papas e bolos, se engam os tolos, pensa o presidente e a verdade é que as pessoas vão atrás disto sem pensar no futuro próximo.
Estas festas e comesainas têm custos e a pandemia vai provocar uma quebra acentuada de receitas, à semelhança do que já vem acontecendo com o Orçamento Geral do Estado; manter o nível da despesas, senão aumentando-as e com menos receita, é previsível que daqui a uns meses vamos assistir ao agravamento de taxas e impostos municipais, ou ao incumprimento da prometida devolução de taxas cobradas pela utilização do espaço publico, conforme carta enviada aos comerciantes.
Não deveria o presidente prosseguir uma politica de contenção de despesas, protegendo-se do descalabro orçamental?
É por demais obvio que a situação económica do presidente é bem superior à da grande maioria da população e por isso ele não sentirá tanto como a crise está afectando as pessoas com menores recursos. Mas devia lembrar-se que são os munícipes que lhe pagam um chorudo ordenado para servir a população que não se servir a ele próprio.
Batam-lhe mais palmas e depois logo verão o que está para vir!
ALIENAÇÃO PRECISA-SE!

terça-feira, 9 de junho de 2020

OLHÃO: CONFINAMENTO COMO CAUSA DAS ERVAS NA CIDADE

O texto acima foi retirado da pagina de António Miguel Pina, presidente da câmara municipal de Olhão, que reage assim às imensas criticas que têm surgido nas redes sociais a propósito das ervas que proliferam pela cidade.
E como não podia deixar de ser. logo um servil colaborador da Casa da Juventude sai em defesa do patrão, com um comentário próprio de alguém sem espinha dorsal.
Os serviços de recolha de resíduos não pararam tal como outros também não. Embora durante o Estado de Emergência restringisse a prestação de serviços ao essencial, lembramos que as equipas de apanha de ervas são constituídas por dois elementos, um roçador que corta e outro com um compressor para juntar e apanhar a erva cortada, nada que impedisse de manter as distancias. Não custa, no entanto que durante a Emergência não trabalhassem.
Mas depois da Emergencia, veio o Estado de Calamidade e alguma abertura que permitia o funcionamento destes serviços e como vimos nalguns casos começaram mesmo a apanhar as ervas. Não se trata pois de apontar o dedo a quem faz o trabalho mas a quem dirige.



O prestimoso colaborador e comentador esqueceu porem que para alem dos motivos invocados existem outros que levam à presente situação, pelo que a sua sugestão de colocar os moradores a apanhar as ervas é absurda.
É nas ruas mais antigas onde se encontram mais ervas e isso tem que ver também com a politica prosseguida pela autarquia. É que onde antes havia uma casa, passaram a haver quatro ou cinco fogos, mal se sabendo a que vizinho caberia a tarefa de apanhar as ervas em causa. Mas não só, já que muitas destas casas passaram a ser de segunda habitação, estando ausentes os seus proprietários.
Antigamente, uns e outros não pagavam as elevadas taxas com que hoje brindam os munícipes e se as pagam, quem recebe tem a obrigação de prestar o serviço que cobra. Essa é a questão!
Esquece o comentador e o presidente que antigamente, as pessoas juntavam-se à porta de casa, comendo e conversando, fazendo disso o convívio social que hoje é feito nos cafés ou nas redes sociais. Ou seja, o rumo que deram à sociedade olhanense e não só, veio descaracterizar por completo a vivência do passado.
O que nem o presidente nem o seu servil seguidor dizem é que no passado as ruas eram lavadas e agora não, quem diz agora diz há muitos anos. Convém lembrar que a agua da rede contem cloro e como tal não será a melhor para as plantas (ervas).
A desertificação de muitas ruas, fruto da segunda habitação promovida pelo presidente, está associado a este tema até porque o pisoteio das ervas é muito menor, verificando-se que nas zonas mais pisadas quase não existe erva.
Em suma, Olhão é uma cidade abandonada, encontrando, os eleitos locais, na pandemia a desculpa para o estado de abandono. Os munícipes têm uma pesada factura, com taxas e mais taxas pelo que a responsabilidade de apanhar as ervas é única e exclusiva da autarquia e todos aqueles que acham que a sua rua está mal podem e devem protestar, seja nos sites da câmara, da empresa municipal ou nas redes sociais. Todos querem um cidade melhor, mais limpa. Apenas slogans não chegam!   

segunda-feira, 8 de junho de 2020

OLHÃO: PROMESSA E NEGOCIO POUCO CLARO!

A 12 de Setembro de 2017, António Pina presidente da câmara municipal de Olhão, usando e abusando do Poder, devido á impunidade que a falta de justiça tudo permite a estes senhores, veio apresentar mais uma promessa de campanha eleitoral, embora estivesse proibido de o fazer pela Lei eleitoral.
Recuperámos o vídeo porque a chamada requalificação não avançou, apesar de terem decorrido cerca de três anos, havendo uma situação que está apalavrada mas que devido ao contexto da pandemia não se deve concretizar tão cedo.
Segundo informação de fontes muito próximas do presidente, o espaço das oficinas da câmara estará apalavrado para um alemão que já beneficiou da concessão de espaços públicos. É evidente que a alienação do espaço em causa terá de ser submetido a uma hasta, pouco, publica como convem para a realização de certas negociatas.
Sendo necessárias, como se diz no vídeo, as verbas da alienação dos estaleiros da autarquia para poder levar por diante o apresentado projecto de requalificação da zona poente de Olhão, é bem possível que venhamos a ser confrontados com a mesma em nova campanha eleitoral.
Aliás, a requalificação em curso nos jardins insere-se mais uma vez na campanha eleitoral para as autárquicas de Outubro de 2021, porque o rapazinho tem de apresentar obra de dar no olho em vez de tratar daquilo que é essencial, os esgotos directos. 
Mais, a zona onde se pretende no futuro realizar o festival de marisco, não é pertença da autarquia mas sim da Docapesca, embora agora e fruto da delegação de competências tenha passado para a gestão autárquica.
Não se pense porem que a chamada requalificação da frente ribeirinha de Olhão se fica por aí, já que está prevista também a requalificação da Avenida 16 de Junho.
Obras e mais obras até que liquidem os Mercados, o sector que mais sofre com todas estas intervenções. Não bastava a pandemia senão um vírus de nome Pina para destruir o que de melhor Olhão tem.

domingo, 7 de junho de 2020

OLHÃO: "REQUALIFICAÇÃO" DOS JARDINS E A MORTE ANUNCIADA DOS MERCADOS

1 - Começaram as obras de requalificação dos jardins, com os constrangimentos que elas sempre trazem para aquela zona, numa altura de maior movimento.
Não bastavam as restrições impostas à pala do Covid 19 senão também umas obras, depois de outras no ano passado mais as que se seguirão no próximo, acompanhadas da segunda vaga da pandemia. Tudo em ordem para que os Mercados vão definhando semana após semana.
Tudo em nome do desenvolvimento da cidade que não da população, para satisfação de veraneantes que não dos residentes, cada vez mais, empurrados para a periferia.
E qual a utilidade/necessidade destas obras?
Aquando da outra requalificação, a da 5 de Outubro, bem que podiam ter aproveitado e desviado as condutas de aguas pluviais para destino diferente daquele que tem sido o habitual, mas não o fizeram. Agora, a nova requalificação, feita com um milhão de euros do fundo ambiental de combate às alterações climáticas, apenas vai mudar a apresentação da paisagem mas não da qualidade de vida dos olhanenses, que essa é sempre a piorar.
2 - Apesar do muito que já se disse sobre o problema da poluição na Ria Formosa, parece que algumas pessoas ainda têm receio de apontar o dedo aos responsáveis políticos. Já todos perceberam, pelo menos parece, que o mau funcionamento das ETAr e os esgotos directos são a causa da poluição.
Muito antes da construção da nova ETAR, mais propriamente em 2015, num evento levado a efeito no auditório da CCDR, foi debatida a reutilização das aguas residuais tratadas para fins agrícolas. Na altura, foram apontadas essencialmente duas situações que o dificultavam; uma era o elevado custo do tratamento como se os munícipes não o pagassem na factura da agua e o outro a distancia em relação às zonas de produção.
Sempre defendemos uma nova ETAR, cujo técnica de tratamento podia ser à que já vinha sendo praticada na antiga ETAR, mas junto das zonas de produção. Por isso nunca concordámos com a construção da nova, tanto pela localização como o elevado custo dela e duvidando da sua real eficácia, como se tem vindo a provar, desastrosa.
Outra questão, são as ligações ditas clandestinas, à rede de aguas pluviais. Na verdade, as novas construções apenas estão obrigadas a trazer os esgotos até meio metro da porta, sendo a ligação à rede da responsabilidade dos serviços camarários. Por razões economicistas, a autarquia delegou nos construtores as ligações à rede, e estes ligaram-nos à rede mais próxima, a de aguas pluviais. Ainda que assim fosse, tais ligações deviam ser acompanhadas e fiscalizadas por técnicos da autarquia, pelo que a responsabilidade é única e exclusiva de quem se demitiu de fazer o que estava obrigado por Lei, a autarquia!
3 - Durante a semana que terminou uma noticia que passou despercebida foi a da eleição da presidência da CCDR por parte dos autarcas. O falso partido socialista, detentor da maioria das autarquias vê nesta eleição, a oportunidade de ter o controlo da maior parte das CCDR do País, sendo que é nesta entidade que está sediado o pote dos fundos comunitários. Uma jogada de mestre com o falso partido socialista a fazer-se ao pote de forma descarada.
Entretanto, acumulando cargos e mais cargos, o presidente da câmara municipal de Olhão, presidente da AMAL, presidente da protecção civil distrital, passa também a vogal não executivo do Programa Operacional do Algarve, o tal pote!
4 - Voltando ao tema de inicio, a cada semana que passa, o movimento nos Mercados vai definhando, com o mercado do terrado, ao sábado, a ter cada vez menos operadores e logicamente a diminuir a procura, ate à completa falência de todo ele, no exterior mas também no interior. 
A conjugação da pandemia, com as obras e a excelsa gestão politica dos Mercados estão a induzi-los em coma, numa morte que se antevê, anunciada!

sábado, 6 de junho de 2020

OLHÃO: OS IRRESPONSAVEIS!

1 - Ainda subsistem muitas duvidas quanto ao Covid 19, com grupos de cientistas a dizerem uma coisa e outros a dizerem coisas completamente diferentes, com publicações ditas cientificas muito controversas.
Depois da utilidade ou inutilidade do uso de mascaras, de luvas e de outros artefactos de protecção; depois da instalação de hospitais de campanha que felizmente não chegaram a ser utilizados; depois do confinamento obrigatório dos "velhos", os maus da fita, chegou a vez dos mais jovens ser agora os "irresponsáveis" que querem estragar tudo.
Quando se sabe que o armazém de um conhecida empresa de produtos alimentares tinha cerca de cento e cinquenta infectados e que ninguém o mandou encerrar, apesar do risco de contaminação dos seus produtos e que deveria ser obrigado ao encerramento por um período mínimo que fosse para que o vírus morresse naturalmente. Quando se sabe que em muitas fabricas ou outros locais de trabalho bastante movimentados não foram cumpridas regras mínimas de protecção, é caso para dizer que a protecção da economia está acima da saúde de quem trabalha.
Para os bairros pobres mandam-se as forças de segurança para forçar o confinamento das pessoas, mas medidas de confinamento do vírus foram muito poucas, salvo honrosas excepções.
2 - Depois de um confinamento forçado, é natural que os mais jovens, e também os menos jovens, saiam á rua para dar lugar à alegria e organizem algumas festas.
Obviamente que devem observar alguns cuidados para não serem infectados. Devem ser sensibilizados sem serem rotulados como se estivéssemos falando de malfeitores.
A abertura das fronteiras é, no contexto de pandemia, um acto de irresponsabilidade, a não ser que sejam tomadas medidas de verificação, monitorização dos visitantes para se saber se estão ou não infectados. Não podem é apelidar os residentes de irresponsáveis e depois permitirem que os visitantes tenham comportamentos de risco superiores aos dos que cá estão.
3 - Foi noticia a conferencia de imprensa dos irresponsáveis-mor cá da zona, como se pode ler em  https://www.barlavento.pt/destaque/antonio-miguel-pina-irresponsaveis-nao-podem-estragar-tudo, onde entre outras coisas, sobressai o tema da irresponsabilidade, mormente por um individuo a quem o Poder lhe subiu à cabeça.
Não diz este cavalheiro que ele é o grande irresponsável cá do sitio, já que no fim-de-semana passado, depois do cortejo musical da Move-te Jovem, foram jantar cerca de trinta pessoas num restaurante junto à estação do caminho-de-ferro. E as distancias?
É evidente que não podemos meter todos no mesmo saco, mas os responsáveis pela organização do jantar, sessão de pastagem à custa do dinheiro do erário publico, são de facto os culpados desta situação.
Apelidar cinco jovens que se deslocaram a uma festa de desconfinamento de irresponsáveis quando quem os rotula faz o mesmo ou pior, é ridículo.
Claro que os senhores ligados ao Poder podem tudo, seja em Fatima, seja no Campo Pequeno seja num jantar dos presidentes da câmara ou da Junta.
E se os mandasse a todos à bardamerda eram mal mandados?

sexta-feira, 5 de junho de 2020

RIA FORMOSA: QUE ANALISES SÃO ESTAS?

Ontem foi publicado o mais recente estado da situação dos bivalves em território português, como podem ver em https://api.ipma.pt/public-data/snmb_bulletins/0762020-ci_snmb-04_06_2020.pdf.
Porque integramos a zona da Ria Formosa, centrámos a nossa atenção à situação na sua costa e encontramos algumas contradições. É que parecem haver barreiras à transmissão das biotoxinas consoante mudam de lugar, apesar dos bivalves não usarem qualquer mascara para se protegerem, como nós fazemos contra o Covid 19.
Assim as zonas L7 c2 e L9 está fechada a captura de qualquer espécie de bivalves por contaminação por biotoxinas mas em L8 apenas está interdita a apanha da conquilha. Significa que a ameijoa branca ou o pé de burrinho só pode ser apanhado entre Quarteira e a Torre de Aires, estando o resto da costa interdita. É verdade que os bivalves têm capacidades filtradoras diferenciadas consoante a espécie, mas se no resto da costa está tudo contaminado como é que nesta zona L8 deixaram aberta a apanha de ameijoa branca e pé de burrinho? Curioso!
Mas a presente publicação mostra-nos outra contradição. Na Ria Formosa, as marés enchem e vazam, havendo um movimento de entrada e saída de aguas oceânicas, pelo menos é o que nos parece, apesar dos resultados nos fazerem crer que elas só vazam e não enchem. É que se nas aguas costeiras se regista a presença de biotoxinas, como evitar que elas entrem na Ria? Já percebemos! As marés não entram na Barrinha em Faro, mas entram na barra da Fuzeta, razão pela qual os bivalves podem ser apanhados em Faro mas não podem ser apanhados na Fuzeta; já na zona Olhão 1 está aberta para a apanha da ostra e ficamos sem saber por onde entram estas aguas, porque se entra pela barra da Fuzeta deveria estar tão contaminada quanto aquelas e se entra pela barra da Armona, deveria acusar os mesmos resultados que Olhão 2 e isso não acontece. Temos assim que as aguas da zona Olhão 1 são transportadas de hidroavião. As zonas Olhão 4 e 5 beneficiam da entrada de aguas pela Barra Faro/Olhão, passando pelo filtro ali colocado para que as toxinas não passem.
Digam lá que as nossas entidades não fazem um excelente trabalho em prol de alguns (poucos)?