terça-feira, 16 de agosto de 2022

OLHÃO: O IMPÉRIO DA ALFARROBA

 1 - Nos ultimos tempos, muitas são as pessoas que têm vindo a falar no furto de alfarrobas, vendo o acto como se estivessem a ver a copa esquecendo a raiz do problema.

É demasiado fácil ou mesmo moda apontar o dedo a quem pratica o furto esquecendo que o problema está no receptador sem o qual não se justificaria o furto. Omite-se que alguns produtores também têm responsabilidades na forma como actuam, não emitindo facturas do produto vendido, o que facilita a vida do receptador.

2 - O receptador, em principio tem algumas alfarrobeiras com as quais justifica uma produção própria, e mesmo que alguns lhe passem factura do produto vendido, ficaria muito longe daquilo que depois vende.

Se a produção própria, mais o produto comprado com factura não justifica as vendas então onde vai arranjar tanta alfarroba?

3 - Não será quem rouba quem enriquece mas sim quem compra tanta alfarroba sem factura. Mas atenção que ao comprar sem factura, o receptador se declarar a totalidade das vendas teria a pagar uma enormidade em sede de IRC, a não ser que também venda sem factura.

De uma forma ou de outra, por esta situação é susceptivel de configurar o crime de fuga ao fisco. E se praticada durante anos, num clima de impunidade, é possivel construir um autêntico império.

4 - Claro que muito dificilmente se provará a receptação; ele não há flagrante e muito provavelmente não haverá quem vá depor contra o receptador, impedindo a acusação pela prática do crime, restando apenas a fuga ao fisco.

Já a fuga ao fisco, permite a sua regularização, pagamento em atraso, até à hora do julgamento, porque o que interessa ao Estado é receber o dinheiro, esquecendo que com isso está a prejudicar ou empobrecer o produtor.

5 - O dono de Alfandanga viu serem apreendidos duas viaturas carregadas de alfarroba sem ter o necessário comprovativo da proveniência do produto. Estando obrigado a apresentar uma qualquer declaração justificativa com vista á regularização perante o fisco.

6 - O dono de Alfandanga, com o fechar de olhos de algumas entidades publicas senão mesmo com o seu aval, deu-se ao luxo de proceder a aterros de lito de cheia e a construir armazens em terrenos da Reserva Agricola sem apresentar qualquer projecto de obras. E aí, eu próprio pedi o acesso ao processo e pude constatar que não existia. Qual o resultado? Foi legalizado quando devia ter sido demolido!

7 - Com estas práticas o dono de Alfandanga tem montado um verdadeiro império. Mas pergunta-se se a riqueza assim criada, fruto de práticas susceptiveis de serem consideradas crime, não deveria ser toda ela confiscada pela autoridades? É que se não for penalizado pelo crime nem nos resultados deles para que serve esta justiça?

8 - Roubar não é feio, feio é ser apanhado a roubar!

Mas se formos ver quem são as amizades e a quem dá apoio, então encontramos o dono da Alfandanga com uma figura publica de relevo em Olhão.

Tenham vergonha!  

domingo, 14 de agosto de 2022

OLHÃO: PARA ONDE NOS LEVA ESTE TIPO DE DESENVOLVIMENTO?

 Em 1982, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou o programa Agenda 21 com o qual pretendia promover o desenvolvimento sustentavel. Portugal foi um dos países que aderiu, ainda que com algum atraso, lançando a Agenda 21 Local. E a Câmara Municipal de Olhão, primeiro concordou e depois rasgou!

Como se sabe, cada região, cada concelho, tem caracteristicas próprias, sejam elas de origem geográfica ou climatológicas; os solos são de diversa categoria, uns com mais e outros menos aptidão agricola; a qualidade da agua também é diversificada; por tudo isso, apontava-se para uma Agenda de pendor local.

Em concertação com equipas multi-disciplinares, as populações eram chamadas a darem o seu contributo na definição das prioridades nas areas de residência ou de trabalho, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado.

O que aconteceu em Olhão foi que na Agenda 21 Local apontava para prioridades que não estavam nos objectivos da autarquia, razão pela qual a rasgou. A prioridade mais votada foi a poluição na Ria Formosa, enquanto a câmara apostava no sector turistico.

Rasgada a Agenda 21 Local, a democracia no concelho resumiu-se ao acto de votar para mais um mandato de quem nos iria explorar a seguir, sem ter em conta as reais necessidades das populações. Mais, para os senhores que exercem o Poder, a democracia deles foi confinada às quatro paredes do salão nobre da câmara ou de uma assembleia municipal, afastando pelas mais diversas maneiras, as pessoas da participação na vida do concelho.

Hoje que as novas tecnologias o permitem, é possivel transmitir pela internet o que se passa nas reuniões, e que não constitui nenhum segredo, nem isso é permitido!

Claro que para os nossos pequenos ditadores interessa que esta situação se mantenha inalteravel. A ausência de participação das pessoas nos processos de decisão, permite-lhes a alteração do uso dos solos a seu belo prazer, destruindo as Reservas Agricola e Ecológica, para permitir a impermeabilização dos solos com a construção, esquecendo que é através da agricultura que se faz o ciclo da agua e ainda a biodiversidade existente na reserva ecológica. Mas tudo isso é uma chatice para eles!

Ninguem está contra o turismo mas o que é demais não presta; as cidades devem desenvolver-se a pensar nos residentes, nacionais ou estrangeiros, de tal forma que quem nos visite sinta vontade de cá voltar. O pensamento dominante dos nossos politicos locais vai unica e exclusivamente para o desenvolvimento turistico, com os locais, verdadeiros "turistas" a terem de suportar os custos da massificação turistica que tem vindo a ser promovida.

Eles é que deviam passar a usar um avental diferente daquele que a maçonaria utiliza e servirem à mesa, com os salários que são pagos. É este o desenvolvimento que querem? 


quinta-feira, 11 de agosto de 2022

OLHÃO: QUE ESQUEMAS SÃO ESTES?

 Qualquer sociedade vive com base em regras, goste-se ou não delas. Quando não gostamos devemos lutar pela sua alteração apesar de ser quase impossivel conseguir que o Poder politico altere o quer que seja. Mas enquanto não forem alteradas temos que aceita-las como validas.

É evidente que as regras devem ser aplicadas por igual por todos incluindo, e principalmente pelas entidades publicas. Mas tal não acontece!

A câmara municipal de Olhão criou uma empresa para a promoção e gestão de eventos, que durante muitos anos não senão essa função. Porque as empresas, se não apresentarem resultados positivos durante três anos consecutivos, estão sujeitas à sua extinção, a autarquia decidiu integrar outros serviços para lhes proporcionar mais receitas, a unica forma de alimentar o elefante branco que a empresa representava.

Desde logo e tendo em conta o objecto da empresa, ela deveria estar na alçada do pelouro da cultura, que é aquele que na autarquia promove os eventos. Mas também neste campo as coisas não funcionam assim.

É deste modo que a autarquia, celebra um contrato para aquisição de locação de estruturas para apoio à animação de verão, com data de 08/08/2022, no valor de 16.000,00 euros e válido por cinco dias, com uma determinada empresa, contrato esse que pode ser visto em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=9403219.

Acontece que a Fesnima, a tal empresa municipal de eventos, celebra um contrato com a mesma empresa em data anterior, 19/07/2022, no valor de 19.900,00 euros, válido por 1096 dias (quem acredita nisto?) no âmbito da animação de verão, como se pode ver em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/resultados/?type=doc_documentos&id=1876041&ext=.pdf.

Temos deste modo, a autarquia a celebrar contratos para os eventos de animação de verão e a empresa municipal a celebrar outros para a mesma animação. Isto é que vai uma animação pegada!

É curioso verificar como as pessoas que reclamam da elevada taxa fiscal entre as quais as taxas e impostos municipais batem palmas à forma como a autarquia e a empresa municipal se entretêm a gastar , o dinheiro que nos é extorquido sem qualquer transparência nas contas.

Mandaria o bom senso e a prudência que fosse apenas uma entidade a celebrar estes contratos já que se inserem no mesmo âmbito.

As empresas municipais servem apenas para iludir os municipes e garantir  a distribuição de empregos por amigos e camaradas. Todas elas deviam ser extintas e municipalizar os serviços. São esquemas atrás de esquemas, a especialidade destes politicos de treta!

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

OLHÃO: DIVISÃO DE TRANSITO OU DE ARTISTAS?

 A Rua Manuel Tomé Viegas Vaz começa no entroncamento com a rua da Fabrica da Loiça e vai até às traseiras das antigas instalações da Conserveira.

A circulação automovel nesta Rua parece uma das muitas habilidades artisticas de uma divisão de transito que não se enxerga, tal o somatório de asneiras.

Assim, quem sai da Rua da Fabrica da Loiça não tem qualquer impedimento em circular nos dois sentidos embora seja a zona mais estreita de toda a Rua. Não tem qualquer sinal de sentido proibido nem de obrigatoriedade de ir por algum.

Mais adiante, há o cruzamento com a Rua José Feliciano Pereira Leonardo. Nesta há uma sinal de proibir virar à direita mas na Rua Manuel Tomé Viegas Vaz deveria estar um sinal de sentido proibido, mas não está.

Mais á frente, a partir do cruzamento que dá acesso ao Largo do Grémio, o sentido de transito é Norte-Sul.

Compreendemos que a intenção seja a de dotar aquela Rua apenas de um sentido, o Sul-Norte, mantendo no entanto o acesso  ao Pingo Doce tal como está. O crescimento demografico e do parque automovel obrigam a uma nova orientação.

Mas também não se achará senão justo que a alteração do sentido de transito comece pela ponta e não pelo meio, como fizeram. Ou seja, no entroncamento com a Rua da Fabrica da Loiça seria proibido virar à direita e a partir daí seriam colocados sinais em todos os cruzamentos ou entroncamentos proibindo o sentido Norte-Sul.

Permitir que a zona mais estreita da Rua Manuel Tomé Viegas Vaz tenha os dois sentidos só na cabeça de vereadores, engenheiros e consultores bem pagos para o miseravel trabalho que fazem.

Plantaram tantos sinais de transito na zona envolvente que se esqueceram de os colocar onde deviam. Ou será que não tinham sinais armazenados em quantidade suficiente?

Sinais e espelhos que toda a zona, devido à dimensão das ruas e à pouca visibilidade dão origem a acidentes. Mas enfim são os lindos trabalhos da nossa autarquia. Outra musica tocaria se fosse na Avenida 5 de Outubro!

Devemos dizer que devido á escassez e tempo também não foi possivel verificar se a sinalética tem em conta a regra da prioridade à direita, mas vamos verificar e quem sabe se nã voltaremos ao assunto se não for corrigida a situação em breve.

Grandes artistas estes mandantes! 

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

OLHÃO: NOVA MODA!

 Com o crescimento demografico e do parque automovel, agravados pelo aumento do numero de visitantes é normal a dificuldade em encontrar estacionamento, mas não pode deixar de haver bom senso e civismo na forma como se faz.

Anteontem de manhã, na Rua Gago Coutinho estava estacionada uma viatura em cima do passeio, não por falta de estacionamento mas sim pela sombra.

Ontem à tarde, na Rua 18 de Junho, estava estacionada outra viatura completamente em cima do passeio e pude apreciar como uma pessoa com mobilidade reduzida, andava de andarilho, teve de se mudar para o alcatrão porque não conseguia passar no passeio. Neste caso e naquela rua havia estacionamento quanto baste mas naquele local ficava à sombra.

Mais á frente, com frequência se vê mais do mesmo, com os proprietários das viaturas, apenas preocupados consigo, se esquecem que os passeios são para as pessoas, especialmente para aquela que têm mobilidade reduzida.

Compreendo que nalguns casos ocupem parcialmente os passeios, desde que deixem uma margem para os peões, mas o procedimento aqui denunciado vai muito para alem disso.

Se lembrar que a Policia Municipal foi a espaço privado para rebocar uma viatura e tentar fazer o mesmo a outra para depois fingir que desconhece a situação presente, é um absurdo, a não ser que estejam demasiado ocupados com a frente ribeirinha.

Vou acrescentar que todas as madrugadas passo por aquelas ruas, tendo que me mudar para o alcatrão por não ter lugar no passeio, mas tal facto nunca me incomodou, porque durante a noite a movimentação de pessoas e de viaturas é quase nula. Durante o dia, o caso muda de figura e havendo lugar para estacionar é inaceitavel que o façam apenas pelo sombreamento, uma situação que parece estar a tornar-se moda na cidade.

Por onde anda a Policia Municipal que não vê isto? Peões de mobilidade reduzida no alcatrão e viaturas no passeio!

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

OLHÃO: EVENTOS COM ENGENHARIA FINANCEIRA

 Não é de agora que somos contra as empresas municipais, defendendo a sua extinção com municipalização dos serviços. O actual modelo, para além de pouco transparente, contem contornos de engenharia financeira.

A câmara de Olhão criou uma empresa para promover os eventos mas tal actividade redundava sistematicamente em saldos negativos o que levaria ao seu encerramento senão lhe fossem atribuidas outras funções que gerassem receitas capazes de equilibrar as contas.

Foi assim que entregaram a exploração dos parquimetros à Fesnima, a tal empresa de eventos, e mais tarde a habitação social, tudo para alimentar o funcionamento de um elefante branco com o nome de auditório e mais o Festival de Marisco.

Apesar da pandemia o auditório ainda tem funcionado mas o Festival parece ter encerrado a actividade, sendo substituido pela chamada Animação de Verão, onde se confunde o conceito de animação com a apresentação de artistas de craveira pagos a peso de ouro para o bolso dos municipes.

Mas curiosamente, a tal animação de verão que vai custar cerca de cem mil euros à câmara, enquanto o Festival de Piratas, para juntar aos outros que estão no poleiro, corre por uns trocados comparativamente, isto é por dez mil euros, só que a cargo da Fesnima, a empresa de eventos.

Com tanta banda musical que existe na região, e algumas delas com bastante qualidade, a animação, que é disso que se trata, podia ser feita com parta da casa.

Será que é preferivel trazer nomes consagrados quando se podia promover o que de bom existe na região, quando se trata de uma simples animação? É que para alem de uma redução de custos, numa época em que as pessoas passam por dificuldades, dar alguma alegria não faria mal, desde que haja alguma contenção nos gastos.

O Festival Pirata não é da região mas tem custos relativamente baixos e não deixa de constituir uma boa animação. Mais caros são os piratas que existem na autarquia!

domingo, 31 de julho de 2022

OLHÃO: OLHA O FESTIVAL DE MARISCO 2020

 Para os mais esquecidos, relembramos que o inicio oficial da pandemia do Covid em Portugal reporta aos primeiros de Março de 2020. A partir daí foram-nos impostas algumas restrições sociais como ajuntamentos, confinamentos e a suspensão de um conjunto de eventos entre outros.

A suspensão dos eventos, por força das decisões governativas como o decretar do estado de emergência, em principio obrigaria o Estado a assumir a responsabilidade ou a anular a celebração de todos os contratos entretanto celebrados.

Da mesma forma que os trabalhadores viram suspensa a contratação colectiva, também os outros o deveriam ser. Mas há contratos e contratos, com algumas pessoas a verem apenas o adiamento dos seus, mantendo o direito a receber mais tarde o pagamento.

Vem isto a propósito de alguns artistas que vão actuar nos próximos dias, em concertos à borla como se pode ver na imagem que se segue


Dois dos artistas foram contemplados com um aditamento aos contratos celebrados para o Festival de Marisco de 2020, transferindo-os para agora.

O Festival de Marisco tinha a duração de cinco dias e supostamente seriam cinco os artistas a actuar pelo que nos fica a duvida sobre a situação dos restantes. Ou será que ainda vamos ter mais "musica"?

Pelos vistos a pandemia foi declarada como erradicada pelo que os ajuntamentos podem fazer-se e a crer que os concertos sejam à borla, então o ajuntamento vai ser enorme. O Agosto aponta para o final do Verão e depois logo se verá.

Numa altura em que as condições de vida das populações se degrada pelo aumento de preços, com lucros especulativos dos sectores energético, banca ou a grande distribuição alimentar  e que estão na origem da inflação, gastar cerca de cem mil euros para enganar a mente das pessoas que não a barriga, é próprio de alguem que apenas vive de e para a imagem sem ter em conta o mal estar dos olhanenses.

Por mais palmas que batam à realização destes concertos, de certeza que não faz parte das prioridades do Povo de Olhão, mas é antes do mais o projecto pessoal de um presidente de uma pequena parte dos residentes.

Daqui a uns meses, poucos, veremos como as pessoas vão reagir às opções presidenciais.

Um Festival de Marisco de 2020, a realizar-se em 2022 sem marisco! Cada vez mais um Festival de Cantorias!

sábado, 30 de julho de 2022

OLHÃO: QUE INSTITUIÇÕES SÃO ESTAS?

 

Ontem fomos brindados com o email que reproduzimos na imagem acima e que demonstra bem do péssimo funcionamento das instituições deste País quando se trata de questionar entidades cujas responsabilidades são aligeiradas para não dizer ignoradas.
Em texto da nossa responsabilidade publicado em Maio de 2020, faziamos a denuncia publica de um aterro e dragagem de lamas junto ao Cais T, tanto mais que aquelas lamas estavam, segundo documentos com contaminação vetigiarias. Ver texto em http://olhaolivre.blogspot.com/2020/05/toneladas-de-entulho-em-aterro-ilegal.html.
Depois de terem procedido ao aterro das lamas no local onde hoje está construído a nova area comercial do Porto de Recreio, foi apresentada uma queixa na Inspecção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território que a endossou, com data de 03/07/2020 para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
Por razões, as invocadas, da pandemia, não fosse o virus transmitir-se por oficio ou email, só agora foi possivel remeter a denuncia ao SEPNA, a brigada do ambiente da GNR. Instruções dadas pelo vice-presidente da CCDR que à época era presidente da ARH serviços desconcentrados da APA.
É evidente que já sabemos qual vai ser o resultado da queixa apresentada e que será remetida para o artigo cesto dos papeis! Quem vai acreditar que mais de dois anos depois e depois de construído um edificio em cima da vala aberta para guardar as lamas, que seja encontrada alguma coisa.
As nossas entidades estavam tão preocupadas com o Covid que servia, e serve, para justificar a ausência de funcionamento das instituições.
As lamas com contaminação vestigiaria teriam de ser largadas a pelo menos seis milhas da costa, mas isso representaria um encargo adicional para quem tinha de fazer o trabalho.
Claro que era do interesse de todas as instituições que teriam de intervir no momento, já que individualidades com responsabilidades governativas, em apoio ao Pina, tinham dado o aval para a transformação do porto de abrigo para a pequena pesca artesanal na nova marina.
Quem não se lembra da presença da Ana Paula Vitorino ou do Apolinário no acto de assinatura do contrato de concessão do Porto de Recreio? Quem não se lembra da presença da Vitorino na inauguração do novo espaço comercial?
Mas está tudo bem! É a modernização a qualquer custo nem que seja feita à margem das regras. Depois quando alguem se quiser queixar das entidades publicas não se admire que as queixas vaiam em saco roto!
Quer merda de instituições temos?

sexta-feira, 29 de julho de 2022

OLHÃO: FAZ E DESFAZ PARA FICAR TUDO NA MESMA!

 Como é do conhecimento geral, até pela força da publicidade da autarquia, as transversais entre as ruas 18 de Junho e Almirante Reis, foram todas repavimentadas há pouco mais de seis meses, sendo que a Joaquim Ribeiro, por deficiência na cola do alcatrão, acabou por ser objecto de nova repavimentação há cerca de dois meses.

Como vem sendo habitual, a autarquia nega o estado de degradação das infraestruturas de agua e saneamento na zona, algumas delas com mais de setenta anos, mas o tempo encarrega-se de contrariar a tentativa de negação.

Já depois da segunda repavimentação, a empresa municipal viu-se obrigada a rasgar o tapete para proceder a uma ligação. Mas nos ultimos dias, foi pior, já que um colector de esgoto deu o berro e teve que ser renovado, razão pela qual foi aberto um enorme buraco em pleno cruzamento o que obriga à interrupção do trânsito em pelo menos duas artérias.

É esta a planificação com que somos brindados pela autarquia. Sabendo do estado das infraestruturas de agua e saneamento, não se prepara em devido tempo a sua substituição, preferindo gastar dinheiro vezes sem conta, seja na repavimentação ou na substituição de condutas.

Quando a presidência vem falar na eficiência hidrica, não está certamente a falar nos cerca de 40% de perdas na rede e cujos custos são reflectidos na factura da agua que os municipes têm de pagar todos os meses.

Quando dizemos que se torna necessário fazer uma intervenção de fundo nas infraestruturas de agua e saneamento, não estamos a falar em que tudo seja feito de uma vez só, até porque imaginamos os custos de uma tal intervenção.

Mas que é necessária uma decisão é, calendarizando as diversas fases que se podem estender até por mais de um mandato.

Apresentar uma parte da cidade, a baixa de Olhão, como se só ali fossem necessários investimentos, esquecendo ou abandonando toda a restante com infraestruturas degradadas. Modernizar a cidade é também dota-la de outras condições e não apenas as infraestruturas de agua e saneamento, porque em muitas das nossas ruas vemos vemos cabos de electricidade ou de comunicações pendurados em cachos, mesmo em fachadas de edificios antigos recuperadas que depois parecem integrar uma favela.

Mas será que fora da baixa, Olhão é uma qualquer favela?

quinta-feira, 28 de julho de 2022

INFLAÇÃO ESPECULATIVA COM INTRUJICE POLITICA

 1 - São já conhecidos alguns resultados das empresas cotadas na bolsa. Curiosamente e apesar de o consumo ter diminuido, os lucros aumentaram, como foi o caso da GALP com um aumento de 153% em comparação com igual periodo do ano anterior, da EDP Renovaveis com mais 87%, da REPSOL também com um aumento superior aos 100% ou no sector alimentar onde o Pingo Doce com mais 40%.

Está bom de ver que a subida de preços dos bens de consumo tira capacidade de consumo às pessoas, diminuindo a procura, razão pela qual os preços deveriam ter caído. Alegam com o aumento do preço das matérias primas, já compradas no ano anterior. 

2 - As guerras têm como principal causa os bens materiais, embora nalguns casos, disputas fronteiriças ou numa forma de pensar a sociedade de forma diferente do pensamento dominante, neste caso o dos USA.

Aliás, foram já varios os responsaveis americanos que o disseram abertamente, confirmando que se achavam no direito de intervir em qualquer lugar onde não lhes fosse prestada vassalagem.

Alguns países tentam formar um bloco para a instituição de uma moeda com garantia ouro para as transacções internacionais, o que ditaria o fim da supremacia do dolar norte americano.

E como é sabido, é com dinheiro que se compram os melões no mercado, da mesma forma que é com dinheiro que se fabrica ou compra o armamento militar, razão pela qual os USA não querem ver aquela moeda. Sadam Hussein foi o primeiro lider de um país a levantar a lebre, e essa era a tal "arma de destruição maciça" que determinou a invasão do Iraque.

3 - Por mais que digam que é a guerra que nos está a oprimir e criar tanta pressão e empobrecimento dos povos, é completamente errado.

A verdade é que as sanções impostas pelo ocidente, em obediência cega aos americanos, não têm qualquer eficácia na guerra e não ajudam a encontrar a paz.

É natural que a parte sancionada reaja e faça aplicar as suas contra-medidas que têm mais efeitos na Europa Ocidental que as desta na Russia.

Os Povos da Europa são empobrecidos escandalosamente, com recurso a uma retórica de intrujice, fazendo crer que é por causa da guerra e não como consequência das sanções. Já o Povo ucraniano é um Povo martir, vendido pelo seu governo aos interesses americanos.

4 - A China é já a maior potência económica mundial que nem a guerra biológica lançada com o SARCOV 2, conseguiu destronar apesar de o seu crescimento ter baixado. Tal como dissemos acima, o enriquecimento da China permite-lhes a produção de armas de dissuassão  e em ultima analise a compra de tal material. Essa é a razão pela qual a China é agora declarada a principal ameaça. Poder económico, poder militar e muitos combatentes, leia-se carne para canhão.

5 - Como se vê a crise da "guerra" é uma forma de enriquecer ainda mais as grandes fortunas, à conta do empobrecimento generalizado dos Povos.

Não será de estranhar que a manter-se esta participação indirecta na guerra, leve os Povos europeus a levantarem-se contra os seus governos porque ninguem lhes deu um mandato para tomarem este tipo de decisões. A Europa comunitária não tem qualquer guerra mas entende imiscuir-se nos assuntos de outros Países. Porque não o fez na ocupação dos Montes Golan na Siria, na Palestina, na Somalia ou noutros pontos do planeta?

Temos um Europa de cócoras perante um dos imperialismos, supostamente combatendo  outro. Até quando? 

quarta-feira, 27 de julho de 2022

OLHÃO: INTERDIÇÃO DE BANHOS NA PRAIA

 Ontem foi hasteada a bandeira vermelha na Armona devido á interdição da praia motivada pela presença de uma bactéria, segundo nos diz o Correio da Manhã em https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/praia-de-olhao-interdita-a-banhos-por-presenca-de-bacteria-na-agua-do-mar#:~:text=A%20praia%20da%20Armona%2C%20em%20Olh%C3%A3o%2C%20foi%20ao,at%C3%A9%20que%20nova%20an%C3%A1lise%20revele%20valores%20microbiol%C3%B3gicos%20normalizados.

Não se diz que bactéria nem a sua proveniência porque tal iria incomodar os senhores do poder politico, seja  a nivel local, regional ou nacional, já que todos eles têm culpas no cartório.

Até aqui apenas tem sido apontado os esgotos directos na frente ribeirinha de Olhão, omitindo-se o que vai pelo resto do concelho, sem que as generalidade das pessoas se apercebam do que realmente se passa.

A Aguas do Algarve, que faz parte do grupo Aguas de Portugal, uma empresa exclusivamente publica, é quem tem a responsabilidade da rede de saneamento em alta. É por demais óbvio que a empresa aposta na redução de custos sem ter em conta as avarias e menos ainda as suas consequências.

Se as pessoas se derem ao trabalho, vão verificar que as estações elevatórias foram instaladas nas linhas de agua porque é mais facil de "resolver" o problema em caso de colapso de uma delas. As ditas estações deviam estar preparadas para em caso de avaria de uma bomba haver um mecanismo que colocasse em funcionamento umas outra bomba, mas não! É mais facil descarregar na linha de agua e manda-la para a Ria. E só em casos pontuais é que as pessoas, algumas, se apercebem disso.

Claro que a noticia revela a preocupação com o uso balnear mas não revela tanta preocupação com a produção de bivalves. Importante mesmo é apenas o turismo que isso do modo de vida de uma parte significativa da população não incomoda.

Depois das Etar, depois dos esgotos directos sem qualquer tratamento, temos ainda as estações elevatórias. 

Ou será que a dita bactéria é de geração expontânea? Não tem ela proveniência certa?

Sendo através dos esgotos quem poderá ser responsavel senão quem manda nesta merda? Afinal para que servem instituições como a CCDR, a APA, as autarquias e em ultima analise o governo, não será para fazer o que é correcto?

Um País cheio de "parasitas e bactérias"!

segunda-feira, 25 de julho de 2022

OLHÃO: MODERNIDADE PARA QUÊ E PARA QUEM?

 Felizmente a democracia ainda nos permite fazer o contraditório daquilo que tem sido a postura do poder politico local e não só, no que à cidade diz respeito.

Para nós que entendemos que as cidades devem desenvolver-se a pensar nos residentes de tal forma que quem nos visite queira aqui voltar, não vemos com bons olhos as politicas seguidas pelo executivo camarário.

Tem sido uma constante das politicas do actual edil, a degradação ou descaracterização da Baixa de Olhão, muitas das vezes em violação da legislação. Basta ver que o Regulamento Geral da Edificação Urbana manda que nas novas construções, seja observada uma linha de 45º contados a partir do lado oposto da rua, o que determinaria que a sul do caminho de ferro, com algumas pouca excepções, os novos edificos não pudessem exceder em altura a largura da rua, permitindo no entanto os recuados. Se tal medida tivesse sido aplicada, manter-se-ia no essencial as caracteristicas do edificado.

Quanto às pessoas, as politicas seguidas têm levado ao abandono da area de residência, mandando nas pessoas para a periferia fruto da falta de condições económicas para manter as suas casas. É o fenomeno da gentrificação, cada vez mais latente, mas que em contrapartida leva a que aqueles que apostaram em viver na cidade pelo seu património arquitectónico, humano, cultural e gastronómico, mudem de ares.

Do património gastronómico também não se vê grandes melhorias. Os bivalves na costa estão constantemente interditados por causa da toxinas e os da Ria já tiveram melhores dias com varias de produção proibidas. Ainda que se vaja algum marisco oriundo da Ria, a maior parte dele já nada tem a ver com ela.

Olhão, que chegou a ser o maior centro piscatório do País, pelo menos em volume de vendas, hoje definha com os barcos a preferirem deslocalizar-se para Quarteira.

Em contrapartida cresce a olhos vistos a expansão do mercado de segunda habitação fruto da publicidade que a autarquia tem levado a cabo, pressionando proprietários e residentes a abandonar casas e armazens na frente de mar para dar lugar a condominios de luxo, onde só os ricos podem viver. Neste aspecto, a autarquia tem funcionado como uma agência imobiliária, adquirindo ou comprando terrenos para os vender para a construção de tais empreendimentos, como aquele que há poucos dias foi anunciado.

A baixa de Olhão, não pode deixar de estar acessivel aos olhanenses mas as condições económicas fazem com que não possam aceder a muitos dos locais.

Se olharmos para trás, vemos que a perda de postos de trabalho na pesca e nos sucedaneos. como as conserveiras, não foram compensados com a criação de emprego, o que aliado às reformas de miséria, faz com que as condições de vida das pessoas se vá degradando. Até quando?

Se acidade está melhor aos olhos de alguns, outros há que pensam que o capital humano é o mais precioso e a autarquia nunca desenvolveu qualquer politica para a promoção da empregabilidade.

Neste contexto, a modernidade da cidade serve interesses alheios que não os dos olhanenses. Alguns vêm ganhar muito dinheiro enquanto a maioria das pessoas vivem uma miséria envergonhada. Essa é a modernidade social vigente!

domingo, 24 de julho de 2022

OLHÃO: RIA LIMPA OU POLUIDA?

 Sabemos que numa reunião que envolveu uma associação de produtores de bivalves com entidades publicas, foi por estas afirmado a excelência da qualidade das aguas na zona Olhão3.

Questionado o responsavel pela razão da continuação da interdição da apanha de ameijoa naquela, foi respondido que se não era pela qualidade da agua, seria pelo sedimento, ao que os produtores responderam que sendo assim deviam permitir o levantamento do sedimento e troca por sedimento novo.

Nada feito!

Aqui há uns tempos atrás dávamos conta da encomenda de um estudo sobre a qualidade da agua nesta zona e tal como previmos, apesar das continuas descargas de aguas residuais através da rede de aguas pluviais, o resultado seria este, agua de qualidade.

Se as entidades publicas, e em particular a presidência da câmara municipal de Olhão, estivessem de boa fé neste processo, uma vez que foram elas que poluiram e degradaram o sedimento, deveriam elas subsidiar a remoção do sedimento contaminado e a sua substituição.

Durante anos consecutivos, e que continuam, a decantação dos chamados "sólidos suspensos", leia-se caca, não espanta o grau de contaminação do sedimento. O que espanta, e talvez não, é a não permissão da remoção do sedimento o que pode querer significar que existem outros planos para a zona, nomeadamente o fim dos viveiros de ameijoa e por arrastamento o afastamento dos produtores desta parte da Ria.

Claro que a apresentação da qualidade da agua abre portas para a criação das praias urbanas do Pina como se quem conhece a zona não soubesse que da declaração à realidade vai uma grande distancia. Mas mesmo que aquelas praias viessem a ter alguma utilização por parte de quem desconhece a situação, é previsivel que os mesmos utilizadores atravessem o estreito canal que os separa do Ilhote Negro e se passeiem nele, não sabendo o que lhes pode acontecer uma vez que não estão habituados nem preparados para resistir à contaminação fecal. 

Quem acredita na excelência da qualidade da agua nesta zona da Ria? O Pina!

quarta-feira, 20 de julho de 2022

OLHÃO: COM FESTAS ME ENGANAM

 A câmara municipal de Olhão fez publicar na sua página nas redes sociais que vão decorrer quatro dias de festas gratuita, que coincidem com a data do festival de Marisco, como se pode ver em https://www.facebook.com/cmolhao/posts/pfbid02DkE21dC3FK3jYhHa3U6aXaSqN3cW2cLNLDwwxhRgEcDeQsQiP3KPVLV3uk4Dw9gBl.

Curiosamente, e uma vez que os artistas já foram contratados, não surge no portal Base do Governo qualquer publicação dos contratos, sejam eles feitos em nome da autarquia ou da sua empresa municipal, a Fesnima. Claro que gostávamos de saber quanto vai custar esta brincadeira.

Também não deixa de ser curioso a localização e data do evento por decorrer na Jardim Pescador Olhanense e nos dias em que realizaria o Festival de Marisco, que não se realiza por causa da pandemia.

Pandemia que escolhe quais os eventos em que se pode ser contagiado ou não, porque é muito provavel que, pelo menos o primeiro concerto, esteja a abarrotar de pessoal, pelo preço, borla, como pelas caracteristicas do artista, que normalmente é patrocinado por uma grande superficie.

Porque se trata de uma festa, é normal haver muita gente a aplaudir, como se uma tal festa lhes desse de comer, esquecendo os momentos dificieis que vivemos, sejam provocados pela pandemia, pela guerra ou pela seca.

Com papas e bolos se enganam os tolos, um proverbio que se aplica bem ao caso.

É que, para alem da guerra, para a qual não fomos tidos nem achados, e como sua consequência, o euro, outra decisão para que não fomos convidados a pronunciar-nos, está perdendo valor face ao dolar pelo que mesmo que o preço do crude em dolares venha a baixar, continuamos a perder porque o euro vai desvalorizando, beneficiando os USA, os grandes beneficiarios desta guerra.

Os produtos de primeira necessidade sobrem de preço enquanto salários e reformas não acompanham aquele aumento, aumento esse que gera uma inflacção demasiado elevada. E face a isto, a solução proposta, como sempre, é o de subir a taxa de juros, que vai criar dificuldades adicionais a quem  já está mal. Para não falar nas restrições no acesso ao crédito para a habitação e ao consumo.

Se pensarmos que a seguir ao Verão, vem um periodo que pelas suas caracteristicas é mais propicio ao desnenvolvimento da pandemia, que o frio obriga a mais custos energéticos e com a incerteza do resultado final da guerra, vir organizar festas como se os próximos tempos não fossem de grandes dificuldades, é estar a viver, a criar uma imagem, pouco compativel com a realidade.

Batam palmas que quando vierem os aumentos logo choram!

terça-feira, 19 de julho de 2022

OLHÃO: QUE GRANDE SECA, A DESTES GAJOS!

 O presidente da câmara municipal de Olhão e da AMAL concedeu uma entrevista ao jornal SOL, e que pode ser lida em https://sol.sapo.pt/artigo/776467/o-algarve-vive-do-turismo-e-vai-continuar-a-viver-e-como-se-tivessemos-petroleo-e-nao-o-utilizassemos?fbclid=IwAR370Ekdpj664bWa49NE_ZPUBmZ7xaIjp9Zoa6NStftTrHvhcW4zbZ90sEc, na qual disserta entre outras coisas, sobre a seca na região, como se não bastasse a seca que ele nos dá todos os dias.

Ignorando, ou fingindo ignorar, que a seca não é apenas não é apenas um problema conjuntural mas também estrutural em que o seu partido, enquanto poder, nada tem feito neste campo, talvez com o complexo da ideia para ajudar a resolver o problema ter saído de Carmona Rodrigues e que foi muito consensual.

Curiosamente, aquando da inauguração da nove ETAR Faro/Olhão, o nosso estimado presidente afirmava ir reutilizar as aguas residuais tratadas para a rega dos jardins, jardins que foram construídos com recurso ao fundo ambiental. Como não podia deixar de ser, em lugar da relva e de flores, mandou plantar umas moitas que descaracterizam por completo os jardins.

Aproveita a boleia para atacar a agricultura como sendo o sector que mais agua consome, o que até é verdade, mas também é aquele que nos fornece a alimentação. Outra coisa não era de esperar de alguem que ataca todo o sector produtivo como se de uma praga se tratasse, que o digam os produtores de ameijoa ou da pesca.

Não tem a mais pequena critica em relação ao consumo do turismo, o sector de eleição para o rapaz que o compara à produção petrolifera. É o nosso petroleo! Diz ele.

Não fala porém nas consequências do turismo, ou do excesso dele, no aumento do custo de vida das populações. Esqueceu-se de dizer que é que a industria petrolifera não paga os miseros salários que os industriais do turismo, sendo que serão eles os grandes beneficiários e para quem lhes enche os bolsos, só tem que apertar o cinto.

Quem nos leia, poderá ficar a pensar que estamos contra o turismo, mas não. Estamos contra sim, pela aposta quase exclusiva nesse sector., deixando os demais para um plano que ninguem vislumbra.

Mais, é de tal forma que não se vê na entrevista do rapaz uma unica palavra para os sectores primário e secundario da economia. Talvez que assim seja mais facil recrutar "escravos" para a hotelaria.



domingo, 17 de julho de 2022

ALGARVE: SOBRE A FALTA DE TRABALHADORES

 Nos ultimos tempos temos vindo a assistir, da parte de alguns empresários, a queixas sobra a falta de trabalhadores para os diversos sectores, quando na verdade são eles os primeiros culpados. Agora estão colhendo o que semearam?

Por diversas vezes chamámos a atenção para a tentação de eliminar as ideologias. As ideologias são filosofias de vida em sociedade e não obriga ninguem a segui-las mas sobra as quais se devem reflectir.

A ausência de debate ideológico reduz a politica a numeros com maior ou menor pendor social, tendo como objectivo maximizar o lucro mas não as condições de vida das populações, cada vez mais degradadas.

Um exemplo flagrante disso é visivel na forma como é tratado o salário minimo nacional. O salário minimo nacional, tal como o nome indica, deve ser o minimo e não a regra como tem vindo a ser institucionalizado, com a treta de que as empresas não teriam condições para pagar mais.

A questão é que se todos praticarem um salário mais elevado, não há concorrência desleal, não sendo então pela via do aumento salarial que perdem competitividade. Quando muito poderiam alegar que empresas com maior facturação poderiam pagar acima de outras com menor receitas. 

Nos dias que correm, quase toda a produção tem métricas para a respectiva produtividade, sendo por isso possivel saber em quantos cêntimos teriam de aumentar o valor da mercadoria para acompanhar o aumento salarial. Além do mais, a questão está na repartição da riqueza criada que no fundo é o resultado da conjugação do investimento, que tem mecanismos para o recuperar, e da mão de obra, paga com salários de miséria.

Quando é preciso levar a concertação social o aumento do salário minimo nacional, que é uma competência do governo, é este a ajoelhar perante o patronato, para assegurar o lucro, mesmo que isso implique o empobrecimento dos trabalhadores.

Não é de estranhar que com os miseraveis salários pagos alguem queira trabalhar mesmo que esteja desempregado, a receber subsidio ou não, e atenção que nunca referem aqueles que não recebem qualquer apoio.

Esta é uma questão profundamente ideologica, fruto das ideias neoliberais, que se pretende instalar como forma de pensamento unico, e que representa a escravatura dos tempos modernos.

Para estes empresários o ideal seria que os trabalhadores tivessem de pagar para aumentar-lhes o lucro. A ganância não tem medidas e depois queixam-se da falta de trabalhadores (escravos)!

sábado, 16 de julho de 2022

OLHÃO: SERÃO ELES OS DONOS DISTO TUDO?

 Certos comportamentos de titulares de cargos politicos, de funcionários com responsabilidades e outros que tais, fazem transparecer a ideia de são os verdadeiros donos disto tudo. Mas não são.

As antigas instalações da Bela Olhão, propriedade da câmara municipal de Olhão, funcionaram nos anos anteriores como parque de estacionamento durante a época estival por causa das pessoas que se deslocavam às praias.

Este ano, tal não acontece, como regra, mas há quem beneficie!

Seja um titular de cargo publico, um chefe de serviço, seja ele quem for não pode utilizar as instalações da autarquia em proveito próprio, porque isso era o mesmo que dizer que, enquanto estiverem à frente de um serviço, é o mesmo que ser deles. Esta é a mentalidade de algumas personagens.

A Bela Olhão tem vindo a servir de recolha de viaturas dos bombeiros municipais, não havendo nada a apontar quanto a isso. Mas que dizer do facto da chefe da policia municipal a utilizar para guardar uma viatura sua?

Sim, a chefe da policia municipal guarda na Bela Olhão uma autocaravana de sua propriedade, e mesmo que não fosse, só o poderia fazer se estivesse à guarda da policia; sendo sua, quanto paga pela ocupação do espaço que é publico? Ou será que a população tem a obrigação de pagar o parqueamento e a chefe está dispensada de o fazer? 

Mas admitindo que a senhora paga, questiona-se porque não podem os veraneantes e população de Olhão utilizar aqueles instalações, mediante um pagamento, enquanto passam uns dias nas ilhas?

Será que isto é deles? Ou será que eles são mesmo os donos disto tudo?

Isto só é possivel porque a máquina da justiça não funciona quanto se trata de gente ligada ao poder politico, salvo escassas excepções, quando ela deveria ser o pilar de um verdadeiro estado de direito democrático. A democracia está moribunda e o estado de direito democrático só existe para quem tem o poder de legislar.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

OLHÃO: PARA QUANDO A CONCLUSÃO DAS OBRAS DO CANIL?

Os sem vergonha da câmara municipal de Olhão, e neste caso o vereador Ricardo Calé, detentor do pelouro da saúde publica, vieram desculpar-se com a guerra para justificar o atraso na conclusão da obra, como se pode ler em https://www.algarveprimeiro.com/d/crise-provocada-pela-guerra-na-ucrania-atrasa-obras-do-centro-de-recolha-oficial-de-animais-de-olhao/45220-1?fbclid=IwAR3E2UkmlfPkeoezfxtiTqURoTIzv7QxknZUu37HQwTqYSs50HNaYeODnxY.

As declarações do vereador são pouco claras, havendo pessoas a confundir o aumento da capacidade para a recolha de animais em cerca de 300% com o aumento de custos da obra, que neste momento ninguem sabe em quanto ficará.
A obra foi posta a concurso publico e depois do visto do Tribunal de Contas, foi assinado um contrato a 16 de Abril de 2021. Claro que esse contrato só entraria em vigor a partir do momento da consignação da obra. Apesar de já ter o projecto pronto, a consignação veio a fazer-se muito mais tarde, numa altura em que ninguem sonhava que estávamos a caminho de uma guerra. 
Bem podiamos aceitar a explicação do vereador que na altura ainda não o era, uma vez que só foi eleito em Setembro daquele ano.
Alegou o empreiteiro o aumento do preço do ferro para justificar o atraso na obra, mas não disse até que ponto ela estava associada ao aumento da capacidade, uma alteração ao projecto que vai determinar o alargamento do prazo e permitir uma "derrapagem" nas contas.
Alteração essa que dispensou o visto do Tribunal de Contas, apesar do aumento significativo da capacidade de acolhimento. Da mesma forma que não foi objecto de concurso, e esta é uma forma inteligente de entregar a obra a alguem em concreto por um valor baixo, mas que com as alterações vai permitir ganhos extraordinários e a dilatação dos prazos.
Mas mesmo que tudo isto esteja certo, a verdade é que o contrato ainda não foi alterado, mantendo-se tal como foi celebrado em Abril de 2021.
E se a conclusão das obras é importante, não menos importante é saber quais os custos previstos para os finais da obra, porque somos todos nós a pagar a fatura!
















quarta-feira, 13 de julho de 2022

OLHÃO: PODE SER BOM PARA ALGUNS E MAU PARA MUITOS

 De há uns anos a esta parte que se tem vindo a registar um acentuado emagrecimento das condições de vida das populações, fruto de politicas neoliberais que impõem baixos salários para encher os bolsos de investidores.

Olhão sempre viveu da pesca e actividades a ela associadas como a transformação do pescado. O encerramento de fábricas e o abate de barcos, decretados ou promovidos pelas autoridades nacionais e europeias, fizeram com que aquelas actividades definhassem.

Em contra ciclo, zonas de Espanha sem tradição nestas areas, promoveram-nas, criando empregos e riqueza, apesar de os salários serem mais elevados do que cá.

Aquando das negociações para a adesão à então CEE, tendo em conta o clima e localização, foi alinhavado que o nosso País deveria dedicar-se da exploração turistica e abandonar o sector produtivo. Por outras palavras, os nossos governantes venderam-nos!

No passado, os trabalhadores organizados, faziam da negociação da contratação colectiva de trabalho a forma de terem um salário mais justo e que lhes permitisse melhores condições de vida. Entretanto, os governos mercadores, optaram pela chamada concertação social como forma de combaterem aquela negociação, jogando com a representatividade desequilibrada das partes, onde o patronato se apresenta com mais peso que os trabalhadores apesar de serem em muito menor numero. O dinheiro fala mais alto!

Fabrica-se a ideia de que mais vale pouco do que nada para levar os trabalhadores a aceitar salários de miséria, ao mesmo tempo que promovem investimentos que tem como objectivo, fruto de uma exploração desenfreada e sem a minima preocupação com as condições de vida de quem trabalha, encher os bolsos de patrões sem escrupulos.

Muito recentemente vimos altos responsaveis pelo sector turistico a pretenderem contratar pessoal sem o minimo de formação, quando a escola de hotelaria e turismo todos os anos forma pessoal para esse fim.

Então porque os empresários não têm pessoa para trabalhar? Paguem o justo valor!

Mais o sector turistico tem ainda outro inconveniente, que o facto de em muitos casos, ser uma actividade sazonal que, chegada o final de época despede os trabalhadores e a segurança social a pagar subsidios desemprego. Ou seja, para estes investidores, enquanto corre o mel enchem os bolsos e quando baixa o movimento, despedem pessoal práticamente sem custos.

Turismo sim, mas a tempo inteiro, com um salário justo. De outra forma, pode ser muito bom para a alguns mas muito mau para muitos!

terça-feira, 12 de julho de 2022

OLHÃO: QUE TURISMO?

 1 - A primeira questão que queremos colocar prende-se com a liberdade de opinião. Cada um é livre de exprimir aquilo que lhe vai no pensamento, mesmo que isso vá contra o pensamento de terceiros. E no caso de hoje, estamos perante uma dessas situações.

2 - O Centro Comercial Ria Shoping foi um flop e por isso necessita de ser reconvertido. É a lógica dos investidores, trocando aquilo que não rende por algo rentavel, o que aliás é reconhecido pela própria empresa em https://www.sulinformacao.pt/2022/07/ria-shopping-vai-ter-hotel-para-ser-mais-do-que-um-centro-comercial/.

3 - Acabar com um zona comercial para a substituir por uma de serviços. Do ponto de vista do investidor até compreendemos que assim seja. Mas já temos alguma dificuldade em perceber que as autoridades locais embarquem na substituição anunciada, com direito à presença dos autarcas para o lançamento da 1º pedra da revisão.

4 - Recordamos aqui que o presidente defendia a promoção de um turismo de qualidade, pouco compativel com o projecto anunciado. É que o pagamento de uma noite com uma nota de 50 euros está acessivel a qualquer "piolho" dessa Europa.

5 - Segundo a imprensa regional e nacional, que pode ser revista em https://www.jn.pt/local/noticias/faro/albufeira/turistas-nus-e-bebados-causam-revolta-em-albufeira-8597141.html, há cinco anos atrás eram milhares de "arruaceiros" que arranjavam problemas em Albufeira.

6 - Será este o turismo que defendemos para o futuro de Olhão?

Será possivel fazer uma triagem prévia dos clientes? Vamos trazer os "arruaceiros" e bebados de outras paragens para a cidade?

Com um preço acessivel á bolsa de qualquer cidadão estrangeiro que podemos esperar senão a invasão de um turismo indesejavel?

Quem quer ver as ruas de Olhão cheias de arruaceiros e bebados a provocar desacatos? E as autoridades policiais estarão em condições de travar os energumenos?

7 - Atenção ao futuro!

segunda-feira, 11 de julho de 2022

OLHÃO: COMO SE AGRADECE CERTOS ACERTOS!

 A moda em Olhão são a disseminação de estátuas por tudo quando é sitio. Ainda que algumas delas sejam relativas a pessoas ou actividades que fizeram de Olhão a cidade que é hoje, outras parecem ser de uma feira de agradecimentos.

Veja-se a imagem seguinte para se perceber onde queremos chegar. É que depois de dar o nome de ruas a si próprio ou a familiares, os administradores do porto de recreio vieram agora homenagear o presidente da câmara, e de que maneira.


Qualquer leitor atento, face à imagem roubada ao meu amigo Nuno Miguel, percebe a quem se dirige. O que os leitores não perceberão, são as razões que levaram a tal atitude.

Sem os esforços do presidente da autarquia, muito provavelmente a concessão do porto de recreio não teria sido aprovada nos moldes em que foi. A conjugação de esforços da então ministra Vitorino, do actual presidente da CCDR e outros, o concurso para a exploração de toda aquela zona, que inclui o porto da pequena pesca artesanal.

Mas mais, o que está na forja, pelo que convem manter as melhores relações com o poder politico, bajulando-o até mais não. Daí promover-se a estátua de alguem que descaracterizou a baixa da cidade e de toda a zona histórica e vem destruindo as reservas agricola e ecológica.

É por demais evidente que são os interesses  a dominar e agradece-se em forma de perpetuação, tanto mais que vêm de alguém que não é da terra!.

Bem podem dizer que a estátua não representa nada disso mas sim alguma figura tipica de Olhão como o Manuel Meia-à-Hora, o Zé Estilo ou outros, mas que as semelhanças são muitas, são!

domingo, 10 de julho de 2022

OLHÃO: SUBIDA DO IMI?

 Se durante o programa de assistência financeira de 2011, o Fundo Monetário Internacional (FMI) impunha as condições, agora vem proceder a recomendações que se aplicada vão ter quase o mesmo efeito que as medidas da Troika.

Com a desculpa de querer Portugal a crescer, as recomendações do FMI vão afectar de alguma forma as já péssimas condições de vida das pessoas, como se pode ver em https://www.msn.com/pt-pt/financas/casas/subir-imi-e-limitar-cr%C3%A9dito-habita%C3%A7%C3%A3o-fmi-quer-por-portugal-a-crescer/ar-AAZl9CA#:~:text=No%20que%20diz%20respeito%20ao%20mercado%20imobili%C3%A1rio%2C%20o,forma%20a%20limitar%20%28ainda%20mais%29%20os%20cr%C3%A9ditos%20habita%C3%A7%C3%A3o..

A subida do IMI, um imposto autárquico sobre os imoveis, que não destrinça entre os imoveis de 1º ou de 2ª habitação, ou aqueles que não se destinam ao uso residencial permanente ou a actividades económicas.

A limitação no acesso ao credito há habitação, já dificultada e que vai criar dificuldades acrescidas a quem procura um buraco para meter as orelhas.

O corte no IVA reduzido, um imposto que afecta mais quem menos recursos tem, já que ele incide sobre alguns bens essenciais e indispensaveis à vida das pessoas.

Por outro lado, aliviar os custos dos contratos de trabalho de tipo permanente, obviamente que vai mexer com o presente e futuro daqueles que não sabem fazer mais nada que não seja trabalhar. Nesse sentido vão a redução de impostos, taxas  ou contribuições que incidam sobre os rendimentos de trabalho por parte do patrão, de que é exemplo a redução da taxa social unica, que a concretizar-se porá em causa o factor de sustentabilidade da segurança social.

Mesmo depois de acabado o programa de assistencia financeira, o FMI continua a "mandar" no governo português, uma forma de impor o imperialismo americano, que é a dominação económica/financeira.

Porque estes são os "valores ocidentais" com que nos brindam todos os dias!