sábado, 20 de abril de 2019

OLHÃO: NOVO CONTRATO, NOVO EMBUSTE!

A Câmara Municipal de Olhão procedeu a mais um contrato por ajuste directo para a elaboração do Plano Estratégico Municipal para a habitação de Olhão, como se pode ver em  http://www.base.gov.pt/Base/pt/Pesquisa/Contrato?a=5494036 . Mais 56.875,00 euros acrescidos de IVA, arredondando 70.000,00 euros, para dar aos porcos!
A Lei de Bases da Habitação ainda não foi aprovada e sem ela, elaborar qualquer plano estratégico é brincar com o dinheiro dos munícipes.
98% das casas são de privados e apenas 2% pertencem ao sector publico, num mercado regulado no sentido de alimentar a especulação tanto nas rendas como no valor da compra, tornando o acesso à habitação incomportável para a maioria das famílias. A reabilitação urbana tem sido promovida por estrangeiros, com outro poder de compra, usufruindo de benefícios fiscais concedidos e do crescimento do turismo. 
A alteração dos fins a que se destinam e para os quais foram licenciados os fogos, passando para fins não habitacionais como hostels, hotéis, alojamentos locais, a facilidade na denuncia dos contratos ou da sua renovação e o facilitismo nos despejos fez disparar os rendas para valores incomportáveis.
A tudo isto assistimos em Olhão, embora esteja presente em todo o País. 
É certo que o governo anterior, pela mão da dirigente do CDS, Assunção Cristas, elaborou uma lei que permitiu correr com os inquilinos para alimentar a ganancia especulativa dos senhorios, mas já vai sendo tempo do actual governo alterar este estado de coisas. Enquanto não o fizer, Costa não será melhor que a Cristas!
A habitação enquanto direito fundamental, consagrado na Constituição, não pode ou não deve ser encarada apenas do ponto de vista da especulação, e tem que ser vista como uma necessidade social. Rendas de acordo com os rendimentos, assente numa política de benefícios fiscais para os senhorios que coloquem no mercado de arrendamento a preços acessíveis.
A continuação da política habitacional, para a aquisição de casa própria para alimentar o crescimento dos lucros da banca, sem ter em conta os baixos rendimentos das famílias, ou da promoção da venda para segunda habitação, representarão dentro de poucos anos o despejo de milhares de famílias.
É lamentável que depois da política seguida pela autarquia de Olhão, com milhares de fogos licenciados para fins habitacionais mas aos quais foi um uso diferente, da degradação, proibida diga-se, de imóveis devolutos e a aposta desmesurada no turismo de habitação, promover um plano chamado de estratégico para a habitação do concelho, soa a mofo. Ou será que o tal estudo tem objectivos ocultos? Caso contrário, aguardavam pela aprovação da Lei de Bases da Habitação!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

OLHÃO: NOVAS NEGOCIATAS A CAMINHO?

O presidente da câmara municipal de Olhão, deslocou-se ao Brasil, particularmente à sua capital política Brazilia, fazendo-se acompanhar de uma comitiva muito interessante. Claro que quando é a autarquia a pagar é tudo à farta, que se lixem os munícipes que alimentam estas vaidades!
Entre os membros da comitiva constam o chefe da divisão de turismo e o consultor jurídico na área do planeamento urbanístico.
Não nos parece que o Brasil represente um potencial fornecedor turístico não só pela distancia como pelas suas características, mal se percebendo o porquê da visita. Também não nos parece que os brasileiros estejam especialmente interessados na compra de casas, já que os valores neste momento são proibitivos.
Curioso é constatar que nem os vereadores foram informados da deslocação de suas excelências, ainda que à custa do erário publico. Curioso também é o facto de desta vez não mandarem nenhum comunicado para a imprensa regional.
Mas se o presidente foi lá tratar de qualquer negocio ou acordo de compromisso para o município obviamente que o mesmo devia ter sido publicitado porque vai precisar do aval da Assembleia Municipal. Sendo assim, mandariam as regras da transparência, que a deslocação fosse pelo menos comunicada aos restantes membros de todos os órgãos autárquicos.
Não o fez, o presidente da câmara, porque está protegido por uma maioria absoluta nos diversos órgãos. Claro que no interior do partido sabem mas não divulgam! 
Os munícipes devem tentar perceber que a chamada "estabilidade política", suportada em maiorias absolutas, normalmente degeneram, tornando-se no melhor meio para trazer pela trela o rebanho de cordeiros.
É assim que se mantêm em alta as taxas e impostos municipais, apesar de o seu volume ser cada vez maior, havendo margem para a descida. 
Cada Povo tem a governação que merece e enquanto não perceberem o que está acontecendo vão continuar a votar nos mesmos que os têm explorado até à medula. Continuem que vão bem!
Nós estaremos eternamente no contra.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

OLHÃO: PREPOTÊNCIA, ABUSO DE PODER E PERSEGUIÇÃO POLITICA!

Se alguém tivesse duvidas quanto ao carácter do presidente da câmara municipal de Olhão, o texto de hoje mostra bem até onde vai este democrata de meia tigela, o que não admira já que filho de peixe sabe nadar.
Um ex-funcionário da autarquia tem um terreno no Sitio das Fonte Santas, em área abrangida pelo Parque Natural da Ria Formosa e em determinado momento pretendeu fazer um projecto de obras, o que foi recusado porque não poderia proceder à separação das parcelas. Como o terreno estivesse algum tempo sem utilização, os populares começaram a fazer passagem por ele, mas os serviços da CMO entenderam que o caminho não existia oficialmente, razão pela qual não aceitaram a separação das parcelas.
Como o presidente da câmara não ficasse satisfeito, o ódio que nutre pelo proprietário do terreno faz com que o persiga e prejudique. E é nesses contexto que se realiza uma reunião no edifício sede da autarquia, entre o proprietário do terreno, o chefe do departamento de urbanismo e o funcionário político de nome Sérgio Viana, autênticos lacaios do Pina, na qual lhe é pedido que fizesse uma escritura de doação de uma parcela do terreno em causa para ali abrir um caminho.
Significa isto que para  proceder á separação das parcelas não há caminho mas se o terreno for doado já há caminho! E digam la que isto não é uma perseguição pessoal! 
Acontece porem que, uma vez que o terreno se situa em zona do Parque Natural da Ria Formosa e o seu Regulamento não permite a abertura de novos caminhos, o caminho só será aberto se houver alguma cumplicidade por parte da direção do Parque, o que também não nos espantaria. Para a máfia política, tudo é possível, nomeadamente violar todas as leis porque a Justiça não funciona ou quando funcional fá-lo mal.
Mas quem é afinal o misterioso proprietário a quem tanto ódio o Pina tem? Trata-se nem mais nem menos de alguém que durante muitos anos foi funcionário da autarquia, funcionário da Federação Socialista do Algarve, membro da Comissão Política do partido dito socialista e nas ultimas eleições autárquicas ousou apoiar uma outra candidatura.
Mas antes disso, e enquanto funcionário da autarquia, em serviço nos Mercados, transformaram um processo contra um operador num processo disciplinar contra ele, ainda que tenha sido a administração da Mercados, num acto de fidelidade canina a decidir. A perseguição e o ódio destilado pelo Pina levou a que o funcionário em causa, acabasse por negociar a sua saída.
Claro que os defensores do Pina virão a terreiro defender o menino esquecendo que um dia se for necessário chegará a vez deles. Mas não podemos aceitar que alguém seja perseguido pelo Poder político por razões de ódio pessoal, usando e abusando do poder de forma prepotente, despropositada e desproporcionada. 
É por estas e outras que para mim, encaro os politicos que exercem o Poder, não como adversários mas sim como inimigos! Estas merdas só merecem ser maltratados!    

terça-feira, 16 de abril de 2019

OLHÃO: UM PARAÍSO DE PODER!

Ontem foi noticia a perda de mandato de autarcas por terem feito aprovar que a Câmara Municipal para onde foram eleitos, assumisse as dividas de uma empresa municipal falida, dividas essa que eram da responsabilidade dos administradores.
Diga-se de passagem que os autarcas em causa eram de um partido agora na oposição ao governo central.
Entretanto a Câmara Municipal de Olhão faz toda a espécie de habilidades mas os partidos ditos da oposição nada fazem para acabar com a impunidade instalada, com alguns eleitos a fazerem de autenticas muletas, apesar do Poder autárquico delas não precisar.
O Município de Olhão tem três empresas municipais, a Ambiolhão, a Fesnima e a Mercados de Olhão.
Curiosamente a Mercados de Olhão, desde 2016 que não apresenta um único ajuste directo, o que significa que nada comprou durante estes três anos. Pelo menos nada consta no portal da contratação publica.
A Ambiolhão tem apresentado os seus contratos e a Fesnima também o faça, deixa perceber que nem tudo vai bem no reino presidido pelo Pina.
Em http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/627459, pode ver-se que o Município de Olhão assumiu a compra de material electrico para o Auditório Municipal, no montante de 10.443,79 euros mais IVA.
O Auditório está na alçada da Fesnima e caberia a esta empresa municipal arcar com a compra efectuada, mas é a empresa mãe, a fazê-lo, o que nos parece de muita duvidosa legalidade.
A prática mostra que estamos perante uma situação em que se procura retirar despesas à empresa municipal para que esta possa cumprir com determinados rácios, sob pena de poder vir a ficar em risco de falência. E não se pense que seria a primeira vez que isto acontecia com as empresas municipais cá do burgo. Aquando da candidatura para director financeiro da Ambiolhão, foi um dos candidatos quem o denunciou e talvez por isso tenha sido marginalizado, mas serviu para que corrigissem as contas por forma a dar a necessária sustentabilidade à empresa.
Nós, sempre nos pronunciámos pela extinção das empresas municipais e assim continuamos. As empresas municipais não representam nenhuma mais valia e no caso da Fesnima, o que os manda-chuva cá do sitio diziam era que assim conseguiam recuperar o IVA. Agora essa preocupação desapareceu! Porquê?
E se olharmos para os quadros do pessoal o que verificamos é que as empresas servem para a satisfação clientelar, distribuindo empregos por camaradas e amigos, porque o dinheiro, esse, é fruto do espólio extorquido aos munícipes através de taxas e impostos municipais.
Até que um dia, os pagantes do costume acordem e corram com esta cambada!
Quando é que estes gajos perdem o mandato?

domingo, 14 de abril de 2019

OLHÃO: OS NOVOS DONOS DISTO TUDO!

Como é do conhecimento da população de Olhão, o porto de recreio foi concessionado a uma empresa de nome Verbos do Cais, que nos seus órgãos sociais tem algumas figuras com curiosas ligações ao poder político.
A Verbos do Cais conseguiu também que lhe fosse atribuída a  concessão da área de estaleiro junto ao porto de pesca, para o que apresentou uma proposta, desde logo aceite pela Docapesca, condicionada a que se houvesse alguma reclamação, seguir para concurso mas assegurando o direito de preferência.
Tudo isto sem qualquer espécie de trafico de influências! Limpinho, Limpinho!
Mas não se ficam por aí os benefícios da Verbos do Cais. É que como se pode ver em http://portorecreioolhao.com/, a capacidade do Porto de Recreio foi ampliada para 400 lugares que incluem embarcações até 15 metros.
Acontece que a legislação sobre Avaliação de Impacto Ambiental obriga a que infraestruturas deste género com capacidade superior a 325 embarcações sejam submetidas a tal avaliação. Pelo menos é o que consta do Anexo II.
A Avaliação de Impacto Ambiental teria de ser feita logo que ultrapassasse os limiares fixados mas como se continham dentro desses limiares, estava tudo bem. Ao ampliar a capacidade de amarração de acordo com as regras teria de se submeter previamente a tal avaliação. Não o fizeram, mas quem tinha o poder e dever de o impedir, fechou os olhos.
E fecham os olhos porque os órgãos sociais da Verbos do Cais reflectem a central de interesses de partidos clientelares como PS e PSD a que se associam o poder autárquico, que acede aos corredores mais altos do Poder político, para influenciar decisões favoráveis em questões que violam a Lei.
Limpinho, Limpinho!
E como a Verbos do Cais precisa de ganhar uns patacos, a Câmara Municipal de Olhão, "entregou-lhe" a manutenção do Caíque Bom Sucesso a troco de um determinado valor. E não há promiscuidade alguma. Tudo Limpinho!
Mas não se ficam por aqui. É que na forja, está a concessão da gestão do Porto de Abrigo e isso vai mexer com a pequena pesca artesanal. Nessa altura, vamos assistir ao acordar da dormência em que caíram todos aqueles que utilizam o Porto de Abrigo. Tudo Limpinho!
E não há trafico de influências, favorecimentos ou outra coisa qualquer menos transparente! Vamos aguardar os próximos capítulos da telenovela da Frente Ribeirinha de Olhão! 

sexta-feira, 12 de abril de 2019

MAIS DEMOLIÇÕES NA RIA FORMOSA?

Apesar do silêncio das associações, deram-nos a conhecer que se preparam novas demolições na Ria Formosa, incluindo no núcleo da Culatra.
Sob os mais variados pretextos, a verdade é que a saga das demolições não acabou; apenas fez um intervalo para não ter custos eleitorais e trazer um pouco de paz, não aos moradores, mas aos senhores que detêm o Poder.
Quando já devia estar extinta, a Polis continua a fazer das suas, visitando as ilhas e pela socapa, inventariando o que é para jogar abaixo. 
Aos poucos vão levando a agua ao seu moinho, isto é, o processo de "renaturalização" continua de pé, que essa historia de "palavra dada, palavra honrada" é própria de um certo tipo de políticos. habituados à promessa fácil para enganar quem neles acredita.
É óbvio que este ano não haverá mais demolições que isso poderia ter custos eleitorais mas poderão surgir no próximo Inverno, seja pela Polis ou pela ARH, presidida pelo mesmo pau mandado.
Sempre fomos contra qualquer demolição nas ilhas, sem que se procedesse de forma igual a outras construções na margem terrestre e nas mesmas condições que as casas das ilhas, isto é, sem o reconhecimento da propriedade privada ou titulo de utilização e situadas em Domínio Publico Marítimo, e assim continuamos.
Está na altura, precisamente por estarmos em vésperas de um acto eleitoral, de questionar os fazedores de promessas sobre o futuro das casas  nas ilhas.
Há ou não demolições programadas? Que responda quem puder!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

OLHÃO: TRANSPARÊNCIA, PRECISA-SE!

A falta de transparência na gestão da câmara municipal de Olhão, não só é velha como tresanda a golpes de oportunismo da pior espécie, para não falar noutras coisas bem piores.
Levou tempo, mas lá se resolveram a publicar as actas das sessões de câmara o que não impede a continuação de três meses de atraso. E isso não acontece por acaso. Nada melhor do que manter na ignorância quem se interesse pelos problemas do município.
Em Outubro de 107, o Povo de Olhão, manipulado ou não, entendeu dar a maioria absoluta á cambada que gere os destinos da autarquia. Se têm toda a legitimidade para o fazer, ninguém põe em causa. Mas quanto aos procedimentos deixam muito a desejar.
Num passado recente todas as semanas haviam sessões de câmara mas no ano que passou, 2018, das cinquenta e duas semanas, só se realizaram 30 sessões de câmara, porque no essencial. tudo o que lhes interessa é aprovado por despacho, uma habilidosa maneira de maneira o Povo na ignorância, que só vai dar pelas coisas quando elas acontecerem.
Se ontem dávamos a conhecer o subsidio à Verdades Escondidas, hoje trazemos a novidade do conjunto de concursos para lugares de chefia, lugares que como de costume, já têm dono prévio. É quem em regra, estes concursos preveem duas componentes, a parte técnica e a da entrevista. Mas para que os nossos leitores, particularmente aqueles que nos acompanham à menos tempo, possam perceber o que vem a ser estes procedimentos e como se fazem as golpadas, recuperamos um texto nosso feito há bastante tempo e que exemplifica bem das tramoias.
E vale a pena ler porque continua tão actual. Vejam em https://olhaolivre.blogspot.com/2014/03/olhao-que-merda-de-concurso-publico-foi.html, clicando em cima do link.
Até hoje nunca se percebeu como é feito o ordenamento dos candidatos, se por ordem alfabética, se por ordem de inscrição. se por ordem de pontuação. A verdade é que naquele concurso, e não houve intenção de favorecer ninguém a fazer fé no despacho de arquivamento do Ministério Publico, a candidata que estava em segundo lugar, foi ultrapassada numa curva por um ferrari Pinto, que por acaso era o cunhado do Pina. LIMPINHO, LIMPINHO, CLARO COMO A AGUA BENTA!
Cabe aos nossos leitores, lendo a acta numero dois para perceberem quem vai ficar com os lugares, porque e disso estou certo, já têm dono. Limpem o cu com esses concursos!
Numa altura em que se fala dos lugares ocupados por familiares de titulares de cargos políticos, uns nomeados e outros sabe-se lá como, encontramos este belo exemplo de como se  mantêm no Poder todos os trapalhões da política, com o apoio incondicional de um Povo estupidificado, anestesiado, embrutecido pelas telenovelas, futebois e outras merdas que nos desviam dos problemas que se refletem nas nossas vidas, com custos muito elevados.
Quando é que as pessoas se resolvem a pedir que haja mais transparência na gestão do bem publico?

terça-feira, 9 de abril de 2019

OLHÃO: VERDADES OCULTAS!

Olhão tem a Câmara que merece! Estamos a 9 de Abril e só estão publicadas as duas primeiras actas das sessões de câmara do ano. Isto é que vai uma transparência!
Como se pode ver pela imagem acima, a associação Verdades Escondidas foi contemplada com um subsidio de 2500,00 euros mensais durante o ano de 2019, a pretexto de que está à espera de uma decisão ministerial para um programa que apresentou. Mais do mesmo por que já no anterior aconteceu a mesma coisa. Mas não espanta! 
Depois da cedência do terreno, depois de ter custeado as obras, também custeia o funcionamento. Assim é fácil montar associações ditas de solidariedade social. Têm sempre retorno garantido! E o que lhes dá essa garantia?
Bom a associação Verdades Escondidas ou ocultas, tem na sua presidência a anafada membro do gabinete de apoio à presidência. É só pedir e já está!
Mas porque razão o ministério não resolve o problema? Será que os números de utentes apresentados não correspondem de alguma forma à verdade? O que se oculta por detrás das necessidades da Verdades Escondidas?
Uma Pulga atrás da orelha diz-me que há algo de errado nisto!
Dizer que se presta apoio (que espécie de apoio?), a cinquenta e duas crianças de lares desfavorecidos e seis famílias abrangidas pelo Banco Alimentar , é muito redutor, a roçar a caça ao voto.
Desde quando as tais seis famílias estão dependentes do apoio do Banco Alimentar e quando termina esse apoio? Com o poder que a presidente tem, bem que podia arranjar um trabalhinho para as famílias na câmara ou nas empresas municipais, para que as pessoas se tornassem autónomas. Com tantas contratações que têm feito para pessoal indiferenciado, não teriam dificuldade em resolver o problema destas famílias.
O Pina e a sua corte, no fundo  que estão a promover com este tipo de soluções, é a habituação a não fazer nada e receber comida e um subsidio em troca. Não são as pessoas as culpadas mas de quem promove este tipo de vida, mantendo a miséria,
Porque não promovem o trabalho, como forma de retirar as pessoas da situação de miséria em que vivem?
Cobrar taxas e impostos em alta para depois os gastar desta forma. Vão roubar para outro lado!

domingo, 7 de abril de 2019

CANDIDATO SOCIALISTA PROMETEU E NÃO CUMPRIU!

Pedro Marques, ex-ministro do Planeamento e Infraestruturas e cabeça de lista socialista ao Parlamento Europeu esteve ontem no Algarve a tentar enganar mais uma vez os algarvios.
O candidato socialista para o Parlamento Europeu, em Julho de 2018, veio a Olhão prometer aquilo que sabia não ir cumprir. Trata-se de mais um trapalhão!
Veja-se em https://www.municipiosefreguesias.pt/noticia/29363/ministro-do-planeamento-anteve-em-olhao-futuro-da-mobilidade-algarvia, a conversa do então Ministro Pedro Marques, ao anunciar o calendário para a construção da Variante Norte de Olhão, que já devia estar na fase de obras.
Segundo o então ministro e agora candidato o estudo prévio estaria concluído em Agosto/Setembro do ano passado, a que se seguiria o processo de Declaração de Impacto Ambiental e no inicio desta ano, o projecto de execução e a obra.
O processo de Declaração de Impacto Ambiental é moroso e está sujeito a discussão publica. Consultado o portal, http://www.participa.pt/, a plataforma onde se realizam as discussões publicas, ainda não foi dado o inicio da consulta publica.
Por tudo aquilo que tem rodeado a polémica Variante, sempre dissemos e continuamos a acreditar que a mesma jamais será feita e ninguém melhor que o presidente da câmara municipal de Olhão para o dizer.
Habituados a mentir, prometendo o que não têm intenções de fazer com o objectivo eleitoral sempre presente, ministro e presidente de câmara não passam de uns trastes.
Não foi pela boa vontade ou pela pressão exercida pelos comerciantes da 5 de Outubro que esta ficou com os dois sentidos de transito, mas sim pelo facto de saber que a Variante não seria construída e que o transito na ex-Nacional 125, agora Avenida D. João VI, se tornaria caótico, melhor dizendo, está um caos circular ali.
Nos períodos de pré e de campanha eleitoral, os partidos são useiros e vezeiros em dizer aquilo que as pessoas querem ouvir para lhes caçar o voto; mas a seguir às eleições estão-se borrifando para as pessoas que neles acreditaram. Veja-se as promessas feitas pelos partidos do arco do Poder, PS, PSD e CDS. Qual deles o pior! 
Quando este trastes vierem a Olhão devem confrontar o candidato e o presidente da câmara pela construção da Variante. Tudo uma cambada de mentirosos!

sábado, 6 de abril de 2019

IMI AGRAVADO PARA OS REFORMADOS?

Ontem fui confrontado com uma noticia que pode e deve ser lida em https://www.jn.pt/economia/interior/imi-agravado-12-vezes-para-casas-com-baixos-consumos-10570689.html, e que a confirmar a sua veracidade, vai ter consequências muito gravosas mas os mais desprotegidos da nossa sociedade.
Ao longo dos anos, as pessoas têm vindo a comprar casa para habitação própria até que chegue o dia da sua reforma, mas agora podem vir a sofrer um amargo de boca.
O consumo médio por pessoa situa-se nos 100 litros de agua, a gastar bem mas sem esbanjar. Um reformado só, gastará cerca de três metros cúbicos e um casal andará pelo seis.
De acordo com a noticia, os reformados vivendo em habitação própria, que tiverem um consumo inferior a sete metros poderão ser penalizados em sede de IMI até DOZE VEZES!
Com a miséria de reformas que são pagas neste País, e quando se apela à moderação nos consumos energéticos, que até devia ser premiado, a medida que o governo pretende aplicar  obriga precisamente ao contrário.
Claro quer os presidentes de câmara batem palmas, porque afinal são eles os primeiros beneficiados, arranjando mais verbas para gastarem à tripa forra, sem qualquer escrutínio popular. Mais, no momento, é o partido do governo o que detém a maioria das autarquias e como tal será o mais beneficiado, que as dota de mais verbas para fazerem as campanhas eleitorais encapotadas com recurso a dinheiros públicos.
Se o anterior governo não prestava, este não lhe fica atrás, no saque permanente ao bolso dos mais desfavorecidos. Mantém os impostos indirectos em alta, impostos que afectam mais aqueles cujo rendimento é mais fraco e agora prepara-se para lhes roubar mais uma boa parte dele.
Mas não só. Depois de anos a promoverem as energias alternativas como a solar, o aproveitamento dos painéis fotovoltaicos e outros, agravar o IMI por causa da redução do consumo energético, é obra!
As pessoas fazem tudo e mais alguma coisa para baixar a factura de bens essenciais como a agua ou a electricidade e depois são penalizados por porem em prática a propaganda governamental.
Claro que de fora, vão ficar os abastados, cujos orçamentos lhes permite gastar quanta agua e electricidade quiserem, A esses pouco afectará. Mas e aos desgraçados dos reformados?
É isto um governo de esquerda? Uma MERDA!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

RIA FORMOSA: QUE MERDA VEM A SER ESTA?

Na passada segunda feira, a GNR aprendeu sete toneladas de berbigão imaturo, segundo noticia da RTP e que pode ser lida em https://www.rtp.pt/noticias/economia/gnr-apreende-7000-kg-de-berbigao-na-ria-formosa_n1138914.
Não é a primeira vez que nos pronunciamos sobre o assunto e insistiremos até que este estado de coisas seja alterado.
Na verdade a aberrante figura de secretário de estado das pescas, Apolinário, em meados de Março do ano passado, assinou um despacho pelo qual fixava o tamanho de captura do berbigão em 2,5 cm, em nome da sustentabilidade dos recursos naturais; mas passados alguns, poucos, meses, em Agosto viria a  promover novo despacho em que baixava o tamanho da captura do berbigão se este se destinasse à industria, abandonado a questão da sustentabilidade.
Se o secretario de estado estivesse de boa fé em matéria de sustentabilidade dos recursos jamais autorizaria a apanha abaixo de uma determinada medida, destinasse-se o berbigão ao consumo ou à industria. Logo não se trata de salvaguardar qualquer sustentabilidade, mas o de servir, objectivamente os interesses da industria que até nem é nacional.
Mas mais, na Ria Formosa não há uma única zona de produção com a classificação de A, a não ser a milagreira Olhão 1 para as ostras, o que implicaria, caso o berbigão se destinasse ao consumo, a ser submetido à depuração, o que levantaria outra questão que é a de saber se a(s) depuradora(s) teriam capacidade para depurar tanto berbigão.
Quando se diz que foi apanhado um barco com sete toneladas de berbigão, é preciso ter em conta que ou esse berbigão vai ao preço da uva mijona (para a industria) ou os mariscadores estão podres de ricos. Parece que já os estou a ver a comprar apartamentos de luxo na 5 de Outubro. 
Devemos também realçar o facto destes mariscadores já terem gasto o dinheiro para poder fazer o trabalho e terem-no perdido e ainda estarem sujeitas a pesadas coimas, porque não tinham um bocado de papel higiénico onde se dissesse que o dito cujo se destinava à industria.
Os mariscadores quando vão para a maré, apanhar aquelas quantidades vão porque têm uma encomenda, em principio feita por uma depuradora, a quem basta receber a respectiva comissão para ir enchendo os bolsos, enquanto os mariscadores vão empobrecendo.
Ou seja, em ultima analise, o secretário de estado Apolinário, está apenas a proteger os interesses das depuradoras quando devia olhar para todo o sector, desde a apanha até à comercialização. Quem terá feito a "encomenda" ao secretário de estado para ele fazer estes despachos? Porque não fixa apenas um tamanho mínimo, seja ele para consumo ou para a industria?
E já agora perguntamos o que andam a fazer os partidos ditos da oposição que estão calados que nem ratos? É que a GNR obedece a ordens e se estes despachos não forem rectificados vamos continuar a assistir à perseguição de quem apenas quer trabalhar.
Será melhor ir roubar?

quinta-feira, 4 de abril de 2019

OLHÃO: DEPUTADO AZIADO!

Pelos vistos temos um novo inimigo, um deputado municipal eleito pelo Bloco de Esquerda. Pelo menos está carregado de azia contra o Olhão Livre. Lá terá as suas razões, mas não retiramos nem uma letra ao que já dissemos e vamos até acrescentar.
Biólogo de formação, perante a nossa afirmação de que seria possível dobrar a produção de bivalves se a qualidade ecológica das aguas fosse capaz, entendeu que devíamos apresentar documentação que o suportasse. E para que tão ilustre iluminária perceba o problema, dispensando a documentação exigida, lembramos que os bivalves crescem em comprimento, largura e altura, de forma uniforme, bastando por isso que cresça 25% num daqueles parâmetros para que o volume aumente para quase o dobro, e seis meses seriam o tempo suficiente para obter aquele tamanho.
Sendo biólogo, competia-lhe a ele ir para o terreno e verificar se tal era possível, mas deve perceber tanto de biologia como eu de chinês.
Num evento promovido pelo BE, no qual participei como convidado na defesa do ambiente da Ria Formosa, o dito cujo apresentou como solução para o futuro dos produtores de bivalves, dobrarem-se sobre a lama, fingindo estar a apanhar ameijoa, para que os turistas pudessem tirar fotografias. Assim obteriam o seu rendimento.
Para este deputado, não lhe choca a destruição das actividades económicas tradicionais da Ria Formosa, substituindo-as pelo turismo, a grande defesa dele. Se a cretinice pagasse impostos, este deputado, provavelmente, estaria preso por fuga ao fisco sem meios para os pagar.
Em que cabeça cabe defender que devemos transformar os produtores de bivalves em "macacos" para a fotografia? Só na de um mentecapto!
Bastariam essas razões para estarmos no lado oposto do deputado, mas não se ficam por aqui as bacoradas do homem.
Há bem pouco tempo, deslocou-se à Câmara Municipal de Olhão para pedir o acesso à lista das viaturas da autarquia e de um processo de obras.
Os bens moveis e imóveis devem estar devidamente inventariados. Não se tratando de documentos nominais, de saúde, de defesa ou de segurança, são do foro publico pelo que a autarquia estava obrigado a cedê-los, bastando para isso invocar a Lei de Acesso Aos Documentos Públicos Administrativos, e caso a autarquia não os cedesse, podia e devia apresentar queixa na respectiva Comissão. Tinha ainda como alternativa o recurso ao provedor de Justiça ou ao Tribunal Administrativo. 
Em todo o caso, recomendamos ao dito cujo que consulte a coleção de Pareceres da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativo ou aos Pareceres do Conselho Consultivo da PGR. Claro que isso dá trabalho, mas o deputado quer a papa feita e pronta a deglutir. 
Ao invés disso, o deputado sentiu-se na necessidade de pedir desculpa ao presidente da câmara, mesmo depois de ter sido comido por parvo! No fundo tomou a mesma atitude que todos os outros lambe cus cá do burgo!
Quanto ao processo de obras, talvez mal identificado, foi-lhe dito que não existia, razão pela qual voltou a pedir desculpa. Mas existe!


Esta construção está fora de zona urbana ou urbanizável, em terrenos agrícolas e careciam do parecer prévio da Comissão da Reserva Agrícola.
Claro que aprovado por despacho para que ninguém saiba do que se passa, e pertencendo a obra a um administrador do Hospital de Faro, mais um camarada. bastaria ao deputado  deslocar-se ao local par posteriormente pedir uma planta de localização na câmara e identificar a obra.
Preferiu pedir desculpa ao presidente e fez bem, pois assim ficámos a saber a sua maneira de trabalhar e de fazer política. Nestas condições, o deputado municipal parece um pearcing para pendurar na bolsa de escroto do Pina.
E porque pediu desculpa, o alvo da sua ira passou a ser o Olhão Livre. E nós gostamos da promoção!
É que o deputado, na sua ânsia exibicionista não dá uma para a caixa mas quer ser cabeça de lista à Assembleia Municipal, à Câmara ou mesmo integrar a lista ao parlamento nacional, mal percebendo que a nossa política já doentes mentais suficientes para eleger mais um.
Quem deu alta a este gajo? 

quarta-feira, 3 de abril de 2019

RIA FORMOSA: SIMPLESMENTE, CRIME!

Tavira foi um dos municípios que aderiram à quarta semana da Ria Formosa, ao mesmo tempo que é palco de um crime cometido por entidades publicas, mas nem assim a Câmara Municipal de Tavira se pronuncia. Criticar o quê? Os crimes dos camaradas?
Nas redes sociais, e na imprensa regional, o assunto tem merecido os mais variados comentários para quem tem responsabilidades no assunto, desde logo a DOCAPESCA como entidade promotora, da Agência Portuguesa do Ambiente (será?), do Parque Natural da Ria Formosa, da Capitania do Porto e até da autarquia, mas todo o mundo arranja desculpas e ninguém assume a sua quota de culpa no que vem acontecendo.
Em Novembro do ano anterior e em Fevereiro deste, foram feitas dragagens no Ria Gilão; vários foram os alertas sobre o que se encontrava nos fundos, mas de nada serviram. As dragagens foram feitas e depositadas na praia da Ilha Deserta de Tavira.
Um surfista local desencadeou uma acção de limpeza da praia mas não podia, nem tinha condições para levantar os dragados depositados na costa, como se pode ver em https://www.postal.pt/2019/04/lixo-das-dragagens-do-rio-gilao-esta-a-dar-a-costa-fotogaleria/.
Agora, o lixo voltou à praia e ninguém sabe quem tem a obrigação de limpar.
Não podemos deixar de lançar mais uma farpa já que aquela é uma zona de apanha de bivalves e condiciona a actividade. Não se trata apenas do uso balnear, indo bem alem disso.
Também não podemos deixar de lembrar que todas as entidades envolvidas são dirigidas por pessoas de confiança política de quem domina o aparelho de Estado, razão pela qual nenhuma delas se atreve a apontar o dedo à outra, antes mantêm um pacto de silêncio, preferindo refugiar-se na velha ideia de que o que é preciso é resolver e não apurar culpados. Tudo, um monte de esterco!
Comemorar-se a Quarta Semana da Ria Formosa, perante um crime destes, é o mesmo que estar a validar todos os crimes ambientais cometidos por esta gentinha.
Recordamos que para o cordão dunar da Ilha do Farol foram repulsados dragados, contaminados, numa obra da Polis de má memória; que Faro, Olhão e Tavira mantêm esgotos directos, sem qualquer tratamento. 
Até quando? 

terça-feira, 2 de abril de 2019

RIA FORMOSA: PROIBIDA A APANHA DE CONQUILHA!

Segundo o comunicado do PIMA de ontem, dia 1/4, na zona litoral 8, Faro/Olhão, está proibida a apanha de conquilha, ameijoa branca e pé de burrinho por amostra indisponível.
Esta história de amostras indisponíveis tem muito que se lhe diga, com culpas repartidas pelo IPMA mas também pelas associações representativas do sector.
Quem deveria proceder à apanha dos bivalves para analise era o IPMA e é para isso que tem dois navios estacionados em Olhão, o Diplodus e o Tellina como se pode  ver em https://www.ipma.pt/pt/navios/diplodus/index.jsp e https://www.ipma.pt/pt/navios/tellina/index.jsp. Ambos têm capacidade para cinco tripulantes, mas infelizmente estão atados ao cais à espera de melhores dias.
A inactividade destas embarcações e a falta de manutenção podem levar a danos nos navios, mas como não se trata do dinheiro deles, até pode ir ao fundo. Estão cá os otários para pagar!
Quando nos lembramos que o IPMA tem um navio para apoiar um conhecido grupo empresarial que pretende instalar uma aquacultura a norte, mas não tem um navio para fazer o que lhe compete por força de Lei, algo vai mal neste reino.
Mas as associações também têm culpas no cartório ao aceitar serem os pescadores a fornecerem as amostras para analise, um pouco à semelhança do que se passa no interior da Ria. Isto porque cada vez que faltam amostras, o IPMA logo assinala a falta delas, decretando uma interdição. Sendo assim, são as próprias associações, indirectamente, a decretar aquelas interdições ao não fazerem chegar as respectivas amostras. Todo o processo está inquinado!
As amostras devem ser recolhidas de forma alienatória, geo-referenciadas e transportadas em conformidade com a lei. Quem tem meios para tal é o IPMA. Não faltaria que os pescadores andassem de GPS para referenciar o local da colheita. Isto é só mais uma cativação encapotada. Há dinheiro para navios mas não há dinheiro para os pôr a trabalhar! Lindo serviço.
Acontece que a presente proibição, tem origem na falta de colheita de amostras, porque o estado do mar não o permitiu as pequenas embarcações. Os pescadores foram penalizados pelo mau tempo e agora são penalizados por terem sido penalizados, ou seja uma dupla penalização.
Quem acode a quem quer trabalhar?
E se fossem todos os manda chuvas disto à bardamerda não seria melhor?

segunda-feira, 1 de abril de 2019

RIA FORMOSA: A QUARTA SEMANA

Não se trata de campanha eleitoral encapotada mas parece, já que as entidades publicas estariam impedidas de fazer publicidade institucional desde o dia da marcação das eleições. Dirão que não são as autarquias, mas todos sabemos como são controladas essas instituições publicas pelo poder político. Assim é ver a quantidade de eventos promovidos para este período.
Secaram a Comissão Nacional de Eleições, retiraram-lhe os fundamentos que lhe deviam presidir, passando a constituir mais uma entidade ao serviço do Poder. Neutralidade, imparcialidade, isenção, só na cabeça de quem acredita nas instituições.
Surge agora a comemoração da 4ª semana da Ria Formosa, devidamente publicitada peça corte da imprensa regional e também pelo site da Câmara Municipal de Olhão, como se pode ver em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2642-4-semana-da-ria-formosa-traz-muitas-atividades-a-olhao. Tudo limpinho, sem espinhas! Não, não é publicidade.
Vem os senhores do poder político comemorar o quê? Os valores naturais da Ria Formosa, depois de décadas de artificialização continuada, das quais o ultimo episódio é a recente aprovação da invasão da zona húmida para uma ciclovia quando tinham alternativas sem agredir as áreas e espécies protegidas, com a falácia do "relevante interesse publico".
Depois de silenciarem entidades que tinham por obrigação defender as áreas protegidas, como é o caso da Ria Formosa, vamos continuar a assistir ao ataque de poderosos interesses às suas margens, sejam as terrestres como a oceânica.
O presidente da câmara municipal de Olhão, um individuo sem qualquer pejo em destruir o que de melhor temos, e veja-se que são varias as zonas sob a alçada do Parque Natural da Ria Formosa e como tal protegidas, que ele pretende desafectar da Reserva Ecológica Nacional para as integrar no Plano Director Municipal como sendo urbanizáveis.
Claro que meia dúzia de privilegiados, financeiramente, continuarão a poder desfrutar da paisagem natural mas para isso terão de correr antes com o resto da população que ainda vive naquelas zonas, essencialmente pescadores e famílias.
Comemorar a 4ª semana da Ria Formosa, neste contexto, é o mesmo que estar a dizer que se preparem para a despedida breve.  

sábado, 30 de março de 2019

OLHÃO E AS NOVAS CONTRATAÇÕES DO UNIVERSO CMO!

Nos passados dias 26, 27 e 28 o universo empresarial Câmara Municipal de Olhão, todo ele presidido pelo António Miguel Pina, foi palco de mais uma série de contratações que nos merecem alguns comentários.
Começamos pela do dia 26, com a contratação de uma funcionaria administrativa para o Projecto Cuidar pela quantia de dezasseis mil e cento e setenta e seis euros,acrescidos de IVA, valido pelo período de um ano. Não importa tanto quem é a funcionária, mas tão só o montante pago, já que o vencimento de um técnico superior da autarquia não vai muito além disso. Temos pois um funcionário administrativo remunerado como técnico superior. O que dirão os outros funcionários administrativos da autarquia e do grupo empresarial local? O presidente, melhor que qualquer outra pessoas poderá dizer que política de contratação vem a ser esta. Algum bónus de fidelidade ao poder autárquico?
No dia 27, foi a vez da contratação de um solicitador para a Fesnima, presidida pelo Pina, pelo valor de 19.999,00 euros, acrescidos de IVA, pelo prazo de trinta e seis meses.
O contrato está completamente barrado, não permitindo a identificação do adjudicante, mas como também já vendo sendo prática da autarquia, tanto puxou pela manta que destapou os pés. O dito solicitador é um tal Rui, e mais não dizemos para não prejudicar a opção pela transparente omissão da identificação fundamentada na protecção de dados. Que esconde o Pina com esta aquisição?
No dia 28, tocou a contratação do actual presidente da Assembleia Municipal para a prestação de serviços jurídicos, no regime de avença, para a Ambiolhão, também ela presidida pelo Pina.
Nada temos contra a contratação deste serviço, até porque não há qualquer impedimento ou incompatibilidade, mas não deixamos de dizer que, não nos parece de muito bom tom que o presidente da Assembleia, que é para todos os efeitos um deputado municipal, que vai ter de tomar decisões como a do aumento dos tarifários, esteja depois do outro lado da barricada se os mesmos forem ilegais, como já aconteceu no passado e que apenas por recurso da Ambiolhão se mantém em Tribunal a aguardar uma decisão.
Enfim, é a "democracia" do Pina a funcionar!

quinta-feira, 28 de março de 2019

OLHÃO: TUBARÃO CALOTEIRO PARA O MATADOURO?

Olhão está na moda e de que maneira! Enquanto os operadores dos Mercados são multados por não utilizarem o avental, outro há que o utilizam para promover a imagem, como o Pina a dar uma de cozinheiro a fazer litão ou o xarem, e ainda há os que usam outros tipos de avental como forma de proporcionar negócios e que ricos negócios!
Deixando os aventais para trás, na semana passada, o tubarão Joe Berardo deslocou-se a Olhão para almoçar com o presidente Pina na baixa da cidade. Berardo, segundo a comunicação social está referenciado como um dos grandes devedores à banca, divida essa que todos os cidadãos são chamados a contribuir para o seu pagamento. Sendo assim bem se pode dizer que estamos perante um tubarão-caloteiro!
Mas o que veio fazer a Olhão, o tubarão caloteiro? Só o Pina poderá responder!
De qualquer das formas, fonte próxima dele, confidenciou a possibilidade da recuperação das antigas instalações do Matadouro Municipal, para ali instalar um Museu. Obviamente que aplaudimos essa recuperação, se ela vier a ser feita, o que já deveria ter acontecido há muito tempo. Aliás nunca deveriam ter ter deixado chegar ao ponto de degradação a que chegou. 
Dois mais dois são quatro, é a lógica da matemática! E pela lógica, o Pina só apostará na recuperação do Matadouro, se tiver na retaguarda, um tubarão disposto a alimentar, não a recuperação, mas o conteúdo.
Ora o tubarão, como é do conhecimento publico, recebe dois milhões anuais pela exposição que mantem no CC Belém. A confirmar-se o cenário, com o tubarão a trazer para Olhão alguns dos seus quadros, certamente quererá ser ressarcido, e bem ressarcido, por uma exposição a apresentar com toda a pompa e circunstância, provavelmente com a presença de algum ministro do avental.
Para os nossos leitores, e à margem do que atrás dizemos, lembramos que este tipo de actividade, a exposição de quadros, é a melhor maneira de os valorizar e branquear alguns capitais. A exposição de quadros que podem valer cinquenta euros em meia dúzia de galerias, depois de algum marketing, pode passar a valer quantias astronómicas que não têm qualquer correspondência com o valor real da obra. Mas deixemos isso, até porque não percebemos patavina disso e voltemos ao assunto, a eventualidade da presença do tubarão em Olhão.
Está em curso a disponibilidade de um fundo comunitário, destinado à arte e cultura, dotado de cerca de vinte e sete milhões, a aplicar no Alentejo, Algarve e Andaluzia. A Câmara Municipal de Olhão apresentou uma candidatura para o Chalé João Lúcio, outro local onde o tubarão poderá navegar.
Ainda assim, e fazendo fé na fonte, o tubarão-caloteiro irá mesmo para o Matadouro!

quarta-feira, 27 de março de 2019

OLHÃO: ISENÇÃO,IMPARCIALIDADE OU MANIPULAÇÃO DAS REGRAS DEMOCRÁTICAS?

O cartaz exposto fez parte da campanha eleitoral autárquica de 2017 e porque violava a lei da imparcialidade, a Comissão Nacional de Eleições abriu um processo. O cartaz foi coberto para não ficar visivel mas regressou aos olhos da população de Olhão logo a seguir ao acto eleitoral.
Desde a data da marcação das eleições para o Parlamento Europeu que está proibida a publicidade institucional. Será? Nada de mais ilusório!
Depois do Costa e da Ministra da Justiça terem procedido a algumas inaugurações, à revelia do entendimento da CNE expresso na sua nota informativa, tudo mudou, passando a permitir-se tudo e mais alguma coisa.
Consciente de que o cartaz exposto configurava uma violação da Lei, foi apresentada nova queixa junto da CNE. Vejam na imagem que segue a resposta.
"A mensagem divulgada responde a uma necessidade urgente" é a razão invocada para arquivar a queixa. Ora nem a obra é urgente, a não ser para os falsos socialistas de Olhão, e muito menos o é o cartaz de 2017. Penso que qualquer pessoa de bom senso perceberá isso. Quando muito, poderiam alegar que o cartaz era anterior à marcação das eleições europeias.
Este pequeno episódio vem demonstrar o que é a "independência, a imparcialidade e isenção" das instituições, muito especialmente num periodo em que a igualdade de oportunidades para todas as candidaturas, deveria estar presente numa comissão que tinha por obrigação zelar por ela. Mas não, a CNE ajoelhou perante o Poder de Costa  e familias do governo.
A verdade é que com actos como estes as instituições vão amordaçando a democracia, moldando-a de acordo com as suas conveniências.
Costa estava na oposição quando aprovou a Lei e agora entende que a mesma não deve ser aplicada, pelo menos enquanto o seu partido estiver no Poder.
Isto kostra tambèm que jamais será a través de eleições (antidemocráticas) que se resolverão os grandes e graves problemas do Povo português. 
Se o governo anterior de má memória não prestava, este não é melhor; o anterior assumia este dissimula, enquanto o Povo continua a apertar o cinto por mais que digam o contrário.

terça-feira, 26 de março de 2019

OLHÃO: TRAFICO DE INFLUÊNCIAS E CUMPLICIDADE DO PODER POLITICO?

A Ria Formosa está cada vez menos formosa, ou não estivesse ela cheia de esgotos e sujeita ao mau funcionamento das ETARs. Há caca  a mais aos olhos de quem nos visita; há cheiro que tresanda para turista inalar, mas tudo isso não incomoda o Poder político. O que incomoda são as oportunidades de negócio bem ao jeito dos partidos clientelares! 
Há umas semanas atrás, o presidente da câmara municipal de Olhão, fez deslocar um técnico de topografia para proceder à cartografia de um viveiro que ele supunha abandonado. Obviamente que estava interessado nele!
Os terrenos do Domínio Publico Hídrico são pela sua natureza sujeitos a concursos públicos, onde supostamente todos terão igualdade de oportunidades. Neste caso, os políticos ardilosos arranjaram maneira de contornar essa dificuldade, apresentando uma proposta à entidade que concede a licença de utilização do espaço, a ARH Algarve, que aprova de forma condicionada; isto é, se aparecerem mais candidatos ou alguma contestação á proposta, a mesma segue para concurso publico, mas fica assegurado o direito de preferência.
O presidente da ARH é amigo e camarada do Pina, homem de confiança do actual governo que como sabemos sabe satisfazer ou salvaguardar os interesses dos camaradas. E quando assim não for, ainda há o recurso aos homens do avental secreto. Tudo boa gente!
No caso do viveiro em questão, o concessionário quer manter o viveiro mas com a desclassificação da zona em que se insere, Olhão 3, até ao passado dia 1 em classe C e daí para cá interdita. Claro que o Pina não quer saber disso, mas foi obrigado a recuar perante os protestos do concessionário.
Houvesse justiça neste País, e a Ostra Formosa de Pina e do seu vice na câmara, já teriam pago uma multa de 250.000,00 euros pela ocupação ilegal de terrenos e a devolução dos mesmos ao estado inicial. Não acontece porque o trafico de influências e o compadrio político são mais que muito.
Entretanto sabe-se que o Ministério do Ambiente, onde tem assento uma aberrante figura de ministro, faz saber que a ostra produzida nas rias do País, poderá ser classificada como de exótica e invasora.
A Ria Formosa é um Parque Natural pelo que as espécies exóticas estão proibidas, constando mesmo do seu Regulamento, mas fecham os olhos. Nada temos contra a produção de ostras, desde que sejam as portuguesas, espécie que sempre existiu na nossa Ria. Importar ostras de França quando temos a nossa, tão boa ou melhor que aquela, para satisfazer os produtores franceses, é próprio de alguém que está cagando para o ambiente. Bem pode a direcção do Parque dizer que não tem problema algum, mas então peguem no Regulamento e limpem o cu com ele.
Cumpram com os regulamentos que produzem e deixem-se de tráficos de influência e de trafulhices. É mesmo um governo de merda!

domingo, 24 de março de 2019

RIA FORMOSA E A CONFRARIA DOS PIRATAS!

No passado dia 15, na sede da confraria dos piratas de Olhão, vulgo PS, no Largo Patrão Joaquim Lopes, realizou-se a reunião dos aventais algarvios. Todos juntos tomaram por compromisso a destruição do que resta da Ria Formosa, embora as suas propostas estejam enroladas num bom celofane.
Mas vejamos os seis pontos da proposta dita socialista:
1- A elaboração de um Plano de protecção do cavalo marinho e... o reforço da fiscalização como elemento dissuasor, face à sua preocupante captura ilegal.
Qualquer plano passa pela recuperação do habitat do cavalo marinho, a seba, que tem sido arrancada e transferida para outras paragens, para alem dos estragos causados por algumas dragagens que dizimaram boa parte das colónias, mas das quais ninguém quer falar.
É óbvio que a captura ilegal deve ser combatida mas não será assim tão grande quanto o que se diz. Por detrás do aumento da fiscalização, está o crescente aumento da repressão que se abate sobre quem vive da Ria, e esse é o objectivo final desta canalha. Criar as condições para dar suporte à actuação do aparelho repressivo! É disso que se trata.
2 - Execução do plano de ordenamento da orla costeira, envolvendo os municipios e as comissões de moradores.
Bom, esta gente quer enganar quem? Desde quando os planos de ordenamento da orla costeira não têm a participação dos municípios? Não foi através do POOC, por proposta da CMO, que se retirou uma parte da área de intervenção do Parque Natural da Ria Formosa para o dar ao Plano Director Municipal? 
E desde quando os planos de ordenamento devem ser decididos dentro de gabinetes à porta fechada, sem serem discutidos com todas as populações das áreas abrangidas? Ou será que o POOC que querem propor só abrange as ilhas? Mentecaptos da política! Procedam a audições onde as populações, sejam as das ilhas como todas as abrangidas, possam dizer sobre o seu futuro. Mas que bando de atrasados mentais!
3- Elaboração de um programa de dragagens plurianual que garanta a navegabilidade dos canais, a renovação e oxigenação das aguas interiores e o reforço do cordão dunar.
Claro que estamos em campanha eleitoral e apenas por isso se fazem tais propostas, amplamente difundidas pela comunicação social regional. Parece ser do conhecimento publico que o Cristiano Ronaldo das finanças, tem vindo a proceder a cativações dos dinheiros, razão pela qual falta o pilim para resolver os graves problemas da saúde e educação. Quem de bom senso pode acreditar que o Ronaldo ia gastar o dinheiro com algo de proveitoso. Primeiro tem de injectar na banca!
Mas mesmo que se dispusesse a tal, que canais, os secundários? É que nesse só podem navegar barcos a motor até nove metros. Ou será que estão a criar as condições para que os grandes iates possam ir estacionar para a Fortaleza?
Porque não falam do assoreamento das barras naturais? E já agora, quando mandam tirar a draga que afundou há mais de um ano?
4- No ponto cinco, propõe-se apoios financeiros para os municípios (leia-se o de Olhão) para a manutenção e renovação dos sistemas de saneamento em baixa por forma a garantir o total encaminhamento dos esgotos domésticos para a nova ETAR Faro/Olhão.
Será com estes dinheiros que o Pina se propõe fazer os esgotos da Armona?
Pelo menos desta vez reconhecem que só têm feito merda ao longo dos anos. Os esgotos directos continuam e continuarão enquanto a câmara permitir as ligações de esgotos à rede de aguas pluviais, como têm feito até agora.
5- No ponto sexto,  procura promover-se o apoio aos viveiristas e mariscadores, que não disponham outra espécie de rendimentos.
Bom, o Apolinário já veio dar o mote para acabar com os viveiros e não mostrou qualquer disponibilidade para dar um cêntimo que seja. Aliás, se a DGRM proceder à cassação das licenças, será com muita naturalidade que, pelos conhecimentos privilegiados que tem, que o Pina faça uma proposta para arrebanhar áreas enormes de terrenos naquela zona e por duas boas razões. É que quanto maior for a área, menos paga e por outro lado, embora para a ameijoa seja de classe C, sempre poderá argumentar que as ostras estão em cima das bancadas e por isso passarem a classe A, como em Marim.
Mas é assim, a confraria dos piratas, está em campanha eleitoral; o resto é fumaça!

sábado, 23 de março de 2019

RIA FORMOSA E A MAFIA POLITICA

Na Ria Formosa está-se a assistir à maior onda de repressão sobre quem dela viva, com base em leis criadas por uma certa máfia política no sentido de a libertar para fins completamente diferentes daqueles que estiveram na génese da criação de Olhão.
O jornal Publico de hoje, traz na sua edição em papel e on-line, um texto da autoria de Idalio Revez que merece ser lido e filtrado para se pereceber o que está por detrás disto. O texto pode ser lido em https://www.publico.pt/2019/03/22/local/noticia/proibida-apanha-ameijoas-ostras-frente-ribeirinha-olhao-1866403.
Há muitos anos que os produtores de bivalves apontam o dedo à poluição das ETAR e dos esgotos directos, em particular os que existem em Olhão, como a imagem tirada ontem de manhã documenta. Não é leite, são esgotos domésticos não tratados!

 Este esgoto está situado junto ao Cais T, de acesso para o embarque para as ilhas barreira e um excelente cartaz turístico, que tanto vale pela imagem como pelo odor. Só o presidente da câmara não vê! Mas para alem do interesse turístico, ele tem também interesse para a contaminação da zona de produção Olhão 3, desclassificada para classe C em Novembro de 2013 e encerrada em 1 de Março de 2019.
A degradação ambiental das aguas da Ria Formosa está a induzir à degradação social de quem viva da Ria uma vez que estão impedidos de trabalhar e tirar dela sustento como vêm fazendo há décadas.
O pior secretario de estado das pescas, que cada vez que abre a boca entra mosca ou sai merda, mais uma vez vem mostrar a forma de funcionamento da máfia política no que diz respeito ao mar e muito especialmente, nesta zona da Ria Formosa.
Em declarações ao Publico (ver imagem acima), diz "que dos 107 produtores de bivalves que aí existem, cerca de 40 têm viveiros noutros locais e a maioria não apresentou declaração de ameijoas em 2016 e 2017!. A zona Olhão 3 é composta por viveiros mas também por terrenos baldios onde era apanhada a ameijoa de semente, e sobre estes últimos o Apolinário não tem uma única palavra, é como se não existissem, apesar de saber que sem ameijoa de semente, também não há adultos. Ou vai inventar uma nova forma de repovoar os viveiros?
Quanto aos quarenta que têm outros viveiros, pelo que se depreende das suas declarações não vão ter direito a nada. Ora estes pagam taxas e licenças das quais deviam estar isentas de pagamento já que estão impedidos pelo Estado poluidor; quanto aos restantes, do vomitado, depreende-se que como não apresentaram declarações de ameijoas em 2016 e 2017 se deve proceder á cassação das licenças, isto é, acabar em definitivo com os viveiros existentes naquela zona.
Acontece que se as ameijoas daquela zona estão classificadas como sendo de classe C apenas podem ter como destinatário a industria que nem o secretário de estado conhece por ser inexistente. Quem faz conserva de ameijoa boa? Só de Apolinário!
Mas vejamos o que se passa após a entrada em funcionamento da excelente nova ETAR :  em Novembro eram detectados 2300 ecoli; em Dezembro 1330; em Janeiro 2300, números segundo os quais a zona poderia ser reclassificada em classe B; mas em Fevereiro a musica mudou e são detectados 7000 o que voltaria à classe C caso as classificações fossem automáticas. Ou seja a estação da caca, é mesmo uma merda, já que continua tudo na mesma!
Batam mais palmas que daqui a uns tempos vão verter muitas lágrimas se não lutarem!  

sexta-feira, 22 de março de 2019

OLHÃO: MERCADOS DE OLHÃO, E.M. PREPARA AUMENTOS?

Na imagem acima reproduz-se uma carta da Mercados de Olhão, enviada aos operadores, convidando-os para uma visita aos Mercados de Setúbal a pretexto de uma valorização.
Como a Mercados de Olhão nada em dinheiro, aproveitou o dinheiro das multas aplicadas aos operadores para "reinvestir" nesta acção que envolve desde operadores a funcionários.
Desde logo verificamos que há operadores cuja solidariedade com aqueles que estiveram na linha da frente  do combate à prepotência da administração, foi colocarem-se ao lado de quem os vai a seguir lixar. Uma situação comparável às eleições, que é a de escolher quem a seguir os vai esfolar. Os operadores devem ter o bom senso de virar as costas nas futuras visitas programadas aos Mercados de Portimão e Lisboa porque o que está escondido é a preparação de aumentos futuros das taxas que pagam.
Quem devia ser formado e não seria necessário nenhuma formação especial, eram os membros do conselho de administração, porque no Mercado do Peixe existe uma câmara frigorífica em condições deficientes e que não dá garantias de conservação do pescado. Aliás diga-se, os operadores pagam para lá colocar o peixe e quando se estraga ou é roubado não são ressarcidos pelos prejuízos.
Dizer que vão instalar uma câmara frigorífica no Mercado da Verdura é para rir, já que a quantidade de produtos a armazenar exige uma volumetria de tal ordem que não se vê a disponibilidade de espaço para o fazer.
Na visita aos Mercados de Setúbal nem tudo foi mau, embora os mais distraídos não se tivessem apercebido de um pequeno pormenor que é contrário ao pensamento reinante em Olhão. O solo dos Mercados de Setúbal é de calçada à portuguesa, algo que em Olhão se procura destruir.
Não foi por caso que foram escolhidos os Mercados com visita programada. Na verdade em todos eles o pagamento das taxas é superior ao que se passa em Olhão, mas esquecem de dizer que são cidades com muito mais habitantes do que a nossa e que as oportunidades de negócio são maiores.
E esta é a verdadeira razão das visitas! Ai gostam, mas para termos o mesmo, terão de pagar o mesmo! É assim que pensa a administração da Mercados de Olhão.
Mas a Mercados de Olhão tem vindo a fazer o elogio da qualidade dos produtos e dos operadores, enaltecendo-os, para depois vir dizer que nos outros lados é que é bom, No que ficamos? Vamos melhorar, ou o que queremos dizer é que vamos aumentar?
Isto porque na transmissão das toldas, os contratos não podem ir além do que está na primeira concessão e que terminado esse período, queiram ou não, serão reavaliadas as taxas até aqui pagas!
Quem muito se baixa o cu lhe aparece e os operadores se persistirem nesse caminho poderão a vir uma grande amargo de boca dentro de alguns tempos.