sábado, 20 de Setembro de 2014

OLHÃO: A CÂMARA DA HIPOCRISIA

No site da Câmara Municipal de Olhão pode ler-se, em http://www.cm-olhao.pt/es/destaques2/1183-municipio-de-olhao-colabora-com-o-projeto-europa-sustentavel, que a autarquia colabora com o Projecto Europa Sustentável.
Esta sustentabilidade alardeada pela UE não passa de pura retórica e Olhão é um exemplo disso, não espantando pois, que o ainda presidente António Pina e capangas, se associem a um evento que a concretizar os seus objectivos, mereceria o apoio de todos nós.
No ultimo paragrafo da publicação no site da Câmara pode ler-se
"O principal objetivo deste projeto é munir o cidadão de informação essencial para que se torne um EU ativo e atuante, bem como relevar a sua importância como agente/EU individual, EU local, e EU EUROPEU, e também como uma entidade influenciadora de boas práticas e atitudes corretas face ao ambiente, sua sustentabilidade e uso eficiente de recursos"

Há anos que procuramos da parte da Câmara a informação necessária para a defesa das boas praticas ambientais, informação desde sempre recusada, o que compreendemos, dado que, conjuntamente com a Águas do Algarve, serem as entidades responsáveis pelos maiores crimes ambientais cometidos contra a Ria Formosa, poluindo-a, a ponto de pôr em causa a sua sustentabilidade.
Claro que não podemos isentar a própria UE das culpas que lhe cabem neste processo porque apesar das diversas queixas apresentadas e fundamentadas, outros valores mais altos se levantam e a hipócrita UE finge nada se passar.
Desde as analises com os parâmetros das descargas das ETAR de Faro e Olhão, em regra a excederem os limiares definidos para zonas sensíveis e sujeitas a eutrofização, até aos esgotos directos como os que estão na Avenida 5 de Outubro ou no interior do porto de pesca, como causa indirecta da elevada mortalidade dos bivalves. a tudo isso a UE, tal como a Câmara Municipal de Olhão vez ouvidos de mercador.
O ainda presidente de câmara, sempre aldrabão, numa tentativa de enganar o pessoal que vive da Ria Formosa contratou uma empresa para fazer a monitorização da rede de águas pluviais, não nas zonas que são postas em causa, mas sim em zonas de reduzido ou nulo impacto nas descargas directas. No entanto fica na posse de imagens e relatórios que lhe permitem dizer que afinal não há ligação de esgotos à rede de águas pluviais, embora saiba que tal não corresponde à verdade.
E nesta mentira alinham também os vereadores e partidos de uma certa oposição que mais não são do que autenticas muletas do executivo socialista.
Com tanta prosa, porque não questionam os vereadores da oposição as razões da falta de monitorização da rede de águas pluviais nas Avenidas da Republica e Bernardino da Silva ou na Rua da Majuca? Esta´bom de ver que uns e outros não querem resolver o problema da poluição na Ria Formosa.
Então como podem vir a falar de um projecto de sustentabilidade dos recursos, se são eles que promovem a degradação desses mesmos recurso?
PALHAÇOS!

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

OLHÃO: NOVA TRAPALHADA DA CÂMARA MUNICIPAL

A Câmara Municipal de Olhão, em reunião de 10 de Setembro aprovou a alteração das taxas e fez anunciar na sua pagina na Internet, como se pode ver em http://www.cm-olhao.pt/es/destaques/1185-reducao-das-taxas-urbanisticas-em-olhao-aprovadas-por-unanimidade, e também nos órgãos de comunicação social regional,que entrava em vigor a partir de 22 de Setembro, já na próxima segunda-feira.
Da anunciada redução, à pala do pequeno comercio, a Câmara Municipal onde António Pina e Eduardo Cruz funcionam como autênticos testas-de-ferro do sector imobiliário, os grandes beneficiados são mais uma vez os patos-bravos.
Alega António Pina que se trata de uma benesse para ajudar o sector como se as pessoas fossem agora comprar o quer que fosse, tesas que nem um carapau, fruto das politicas de PS e PSD, os mesmos que gerem a Câmara de mãos dadas.
Mas ainda assim, a anunciada redução fica aquém das expectativas, uma vez que a portaria 370/2013 fixa o preço médio de construção em 482,40 euros por m2, enquanto a nova tabela apresenta como preço mínimo 500,00 euros, acima da media defendida pelo governo.
Tal medida, hipócrita como de costume, tem um senão; é que ainda tem de ser aprovada em Assembleia Municipal depois de Apreciação Publica, tal como se pode ler no ultimo paragrafo da imagem.
Ora a discussão publica tem de ser, em primeiro lugar, anunciada em Diário da Republica, depois na comunicação social regional, e através de editais a afixar nos sítios do costume, sendo que nada disso foi feito, ou seja na mais completa clandestinidade tão a gosto dos dois capangas que não gostam de ver estas situações denunciadas publicamente, preferindo a opacidade à transparencia.
Que António Pina era burro, já nós sabíamos, mas que chegasse ao desplante de passar por cima do que ele próprio determina, é burrice ao quadrado.
A talho de foice, cabe aqui lembrar que as receitas de IMI nunca deixaram de crescer e que este ano termina a clausula de salvaguarda, prevendo-se que no próximo as pessoas venham a ser seriamente penalizadas com o aumento exponencial daquele imposto municipal, razão mais que suficiente para reduzir o IMI à taxa mínima.
Temos assim, os capangas a determinar um beneficio para a parte, os patos-bravos, em prejuízo do todo, a maioria do Povo, já assaltado de toda a maneira e feitio.
Portanto todos nós podemos e devemos exigir seja realizada a discussão publica em torno desta matéria, como devemos exigir a descida da taxa do IMI para o mínimo.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

OLHÃO: ALDRABICES E ALDRABÕES NA POLITICA LOCAL

No link que se segue, https://www.facebook.com/baixaatelier?hc_location=timeline pode verificar-se que a proposta de Plano de Pormenor da Zona Histórica de Olhão, foi entregue pelo Baixa Atelier, pelo menos a 26 de Agosto de 2013, com a indicação de que seguiria para discussão publica. Percebe-se claramente porque assim não aconteceu, uma vez que à data estávamos em vésperas das eleições autárquicas e submeter a discussão publica um projecto desta natureza, muito provavelmente, determinaria a derrota do partido socialista naquelas eleições.
Passado mais de um ano e depois da denuncia publica por nós efectuada das intenções consignadas na proposta do Plano, vem a Câmara Municipal de Olhão, agendar reuniões da vereação, a quem foram pedidas sugestões. com os representantes do respectivo atelier, numa clara tentativa de comprometer uma certa oposição desalinhada com os meandros do Poder.
António Miguel Pina, aprendeu bem e depressa a arte da aldrabice, dando urgência ao processo na intenção de o aprovar o mais rapidamente possível mas não diz as verdadeiras razões dessa urgência; é que no final do ano, acabam os Quadros Comunitários de Apoio e a autarquia ainda tem de pagar ao gabinete de arquitectura parte do montante que lhe cabe por ter ganho o concurso publico para a elaboração deste PP. Mas falta ainda a aprovação sem a qual a Câmara não pode sacar os fundos comunitários, vendo-se na contingencia de o ter que pagar por inteiro.
Como já vimos, a proposta de PP teria melhor utilidade em qualquer casa de banho onde não abunde papel do que apresentá-lo tal como está ao Povo de Olhão, destruindo a maioria da calçada portuguesa existente na Zona Histórica, descaracterizando-a também pelo nivelamento das cérceas que lhe permite acabar com os mirantes, para alem da onda de demolições e o levantamento de um edifício em forma de falo no novo Largo Dr. Pádua.
Mais, dada as circunstancias de estar em inicio de processo de revisão do PDM seria recomendável jogar esta proposta às urtigas e proceder ao alargamento da Zona Histórica muito para alem do desenho inicial. Basta lembrar que a imagem de marca do edificado carcateristico de Olhão fica precisamente na Rua do Caminho de Ferro, a poente da ponte da Rua 18 de Junho.
Como não podia deixar de ser, não podíamos deixar passar em claro a postura dos representantes do PSD no órgão Câmara pela forma como encaram a democracia.
Num texto publicado numa pagina do facebook, diz Eduardo Cruz:
4. Ao longo do processo a Lei fixa a fase de participação pública e a intervenção dos interessados no acesso aos documentos que fazem parte do mesmo;

Esqueceu o vereador Eduardo Cruz que todos estes documentos são públicos e de acesso apenas condicionado a requerimento. Embora se esteja a referir ao Relatório de Avaliação de Execução do PDM, a lógica mandaria que o mesmo fosse aplicado ao PP da Zona Histórica, mas não é assim. E se tem duvidas peça esclarecimentos à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos. Pelos vistos, no entendimento do Eduardo Cruz, que dantes só percebia de pirolitos, agora já a sabe toda, como o burro.
Mas vejamos o que diz o Eduardo Cruz a propósito do Relatório que aprovou:
Em suma, apesar da discordância em alguns itens na elaboração do Relatório de Avaliação da Execução do PDM, atendendo à urgência deste processo em termos legais, bem como o facto de que este instrumento de planeamento para a intervenção do território deve merecer uma atenção especial por parte do actual Executivo, no sentido de dotar o Município dos meios administrativos adequados para promover o desenvolvimento económico e social do concelho, entenderam os signatários que votar favoravelmente faria todo o sentido e melhor servia os interesses da comunidade Olhanense.
Isto é, não concorda mas aprova! Boa!
Ora bem, o vereador pirolito que vê uma urgência tão grande na revisão deste PDM, esqueceu-se que de facto, há já dez anos que ele está improprio para consumo, quer por ter expirado a sua duração, 2005, quer pelos crime urbanísticos e contra o ordenamento cometidos e sobre os quais o Relatório nada diz. 
É óbvio que percebo a angustia do Pirolito, uma vez que ele próprio aprovou algumas deliberações em violação dos planos de gestão territorial, das quais a Urbanização da Quinta João de Ourem e a casa de Mendes Segundo. E por isso mesmo aceita este Relatório!
O que mais temos na politica local são aldrabices e aldrabões.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: AS "CONTAS" DA EXECUÇÃO do PP da ZONA HISTORICA

A estimativa do financiamento da execução do Plano de Pormenor da Zona Histórica permite-nos aquilatar das reais intenções do executivo camarário, particularmente no que diz respeito aos olhanenses ali residentes e que tipo de intervenção.
E começamos logo por destacar o facto de em cerca de doze milhões, o total previsto, apenas serem alocados 100.000 euros para a reabilitação do edificado existente, ou seja não é intenção da Câmara Municipal de Olhão procurar reabilitar até o seu próprio património ou outro do qual possa vir a tomar a posse administrativa face ao desconhecimento ou impossibilidade de contactar os proprietarios dos imóveis.
Mas em contrapartida tem 2.024.000 euros para correr com os olhanenses residentes procedendo ao seu realojamento na periferia, porque para os eleitos locais, não todos, os olhanenes são feios, porcos e maus e devem ser afastados dos turistas.
O conceito de reabilitação urbana dos nossos queridos autarcas praticamente cinge-se à substituição da calçada portuguesa, que até nem tantos anos assim, das ruas da Zona Histórica, pelo menos nos Bairros do Levante e dos Sete Cotovelos, por uma calçada de escarapão, a mesma que o atelier Baixa tem recomendado noutras cidades a que faz alusão. Para este atentado, a Câmara Municipal de Olhão, reserva a quantia de 7.513.444 euros.
O tipo de intervenções delineado é o prosseguimento da aplicação das mesmas opções politicas com que um tal Sócrates de má memoria utilizou, recorrendo a investimentos sem qualquer tipo de retorno mas que servirá mais tarde para justificar o aumento dos impostos e taxas municipais.
Se ao invés disso a autarquia investisse no edificado, em colaboração com os proprietarios, tinha a oportunidade de recuperar o dinheiro investido e estaria a promover a recuperação de um edificado que se degradou a partir do momento em que a Câmara se demitiu da sua função de fiscalizar e exigir a sua conservação como manda a Lei.
A verdade é que parece ser cada vez mais evidente que a aposta dos nossos eleitos passa por correr com o património mais valioso que é o seu Povo, sem querer desvalorizar a importância do edificado, par no seu lugar introduzir o elemento estranho, quando afinal uma das vertentes do turismo de habitação é precisamente a mistura de culturas, de hábitos, de dizeres e da gastronomia. Quem melhor que os olhanenses para fazerem uma rica caldeirada ou uma boa sardinhada assada nas ruas e vielas da Zona Histórica. Porque são os estrangeiros que procuram esta mistura impedidos de conviver e coabitar com os residentes da Zona Histórica.
Muito mal vai um Povo quando os seus governantes têm vergonha de quem lhes permite viver às suas custas, como qualquer chulo.
Sã os chulos da politica.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

FUZETA: PESCADORES IMPEDIDOS DE EXERCER A SUA ACTIVIDADE!


A Ria Formosa é, sem sombra de duvida, uma das maravilhas deste País à beira-mar plantado mas, porque mal tratada, pode tornar-se um perigo para quem dela vive.
Os aldrabões da politica, em vésperas de campanha eleitoral tudo prometem e depois nada fazem mesmo que com a sua leviandade ponham em risco a vida dos pescadores.
Em Março de 2010, fruto do vendaval que fustigou a costa algarvia, o mar abriu uma nova barra que nunca deveria ter sido fechada, mas porque poderia pôr em causa os prédios construídos em Domínio Publico Marítimo, Francisco Leal e Valentina Calixto, entenderam-se e mandaram fechar a barra aberta naturalmente e mandaram abrir uma outra que desde o inicio, os pescadores da Fuzeta, contestaram.
E mesmo depois de aberta a nova barra, os pescadores da Fuzeta voltaram a contestar porque em meia duzia de dias ficou impropria para a navegabilidade, como se pode ver em http://olhaolivre.blogspot.pt/2010/12/barra-da-fuzeta-so-funciona-com-mare.html.
No vídeo que hoje editamos, é possível ver os botes à espera que a maré subisse para poderem entrar a barra, porque está, novamente, assoreada. Alguns dos pescadores saltaram para dentro de agua e foi de empurrão que atravessaram a malfada barra, Mas isto são botes, porque se fosse uma barco com um pouco maior de calado, tal era impossível, obrigando-os a deslocar-se para Olhão.
Mas mesmo em relação aos botes se por acaso se levantasse um pouco de vendaval, e uma qualquer onda traiçoeira apanhasse um destes barquinhos de lado, virava-o, podendo originar a morte de quem estivesse a bordo.
Tal como em 2010, a barra não oferece condições de navegabilidade e põe em risco a vida dos pescadores da Fuzeta.
No entanto as entidades publicas com poder na Ria Formosa, particularmente a Agência Portuguesa de Ambiente através dos seus serviços desconcentrados a ARH e a DGRM, a herdeira do extinto IPTM, nada fazem para diminuir o risco de quem, por força das circunstancias não conhece outra vida que não seja o mar.
Dinheiro, esse só abunda para as zonas turísticas, mas para resolver os problemas deste eco-sistema único, não há.
Em 2011, numa acção de puro charme politico, porque o governo de Sócrates já tinha sido mandado às urtigas e as eleições estavam a chegar, o PSD apresentou-se na Fuzeta como se fosse resolver  situação, ficando-se pelo afastamento da Valentina Calixto, como se isso resolvesse o problema dos pescadores.
Daqui a um ano teremos eleições novamente e, porque sabemos que o governo de Passos Coelho não gastar um chavo na barra da Fuzeta, os pescadores podem e devem ir ponderando acções a desenvolver para chamar a atenção do problema nem que para isso seja necessário outro boicote.
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

OLHÃO: PEROLAS DO PP DA ZONA HISTORICA


A proposta de Plano de Pormenor da Zona Histórica de Olhão brinda-nos com cada pérola que até dá gosto pelas excentricidades de um gabinete de arquitectura que desconhece em absoluto a realidade da cidade.
Na planta de implantação pode constatar-se que o Quarteirão 33 se situa no Largo João da Carma, estando para ali programado um Espaço Cultural, contra o qual nada teríamos a opor, não fosse dar-se o caso de...
Na planta com o nº de ordem 2.07.3 - Intervenção no Edificado- Espaço Cultural/ Cinema ao ar livre/ Largo João da Carma, pode verificar-se que o Espaço em questão se situa na parte frontal e lateral do prédio na imagem, cercando-o e tapando o acesso ao prédio. Não bastava já terem tapado o acesso à garagem ali existente com os pitons, senão tapá-lo mesmo com mais um mamarracho de betão.
Ao ler-se Cinema ao ar livre fica-se com a ideia errada de que aquele espaço seria ocupado com cadeiras e ou um ecrã onde fossem projectadas as imagens, mas essa ideia é desde logo desmentida pela proposta do Plano.
Na imagem de baixo, pode ler-se no ultimo paragrafo e emoldurado por nós "construção de novo edifício como cine-teatro, ou seja a ideia é mesmo construir ali um edifício que vai entaipar o prédio existente.
HILARIANTE!
Porque muitas das vezes somos acusados pelas criticas contundentes que fazemos, abstemos-nos de comentar, deixando ao critério dos nossos leitores pronunciar-se sobre esta aberração.
Quanto ao dono do prédio, que já está penalizado pelo facto de terem colado à casa um posto de alta tensão e sujeito às respectivas radiações e que não se sabe se estiveram na origem da doença cancerigena do inquilino do restaurante pegado, é óbvio que lhe assiste todo o direito de se pronunciar e contestar a proposta do Plano, lamentando-se de qualquer das formas que o mesmo não tivesse sido e achado numa matéria que lhe diz, directamente, respeito.
Com a vontade de rir que me assalta e me impede escrever mais, apelo aos nossos leitores a gentileza de dizerem de sua justiça.
A proposta de Plano não teria melhor utilidade pendurada numa casa de banho para limpar o às de copas? Como se gasta dinheiro publico nestas fezes?
E a oposição vai aprovar esta mixordice?
VAMOS LÁ SOLTAR A LÍNGUA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 14 de Setembro de 2014

OLHÃO: BANDALHEIRA DA CÂMARA E AMBIOLHÃO

A imagem acima reporta a situação que já dura há oito dias sem que alguém da Câmara Municipal de Olhão ou da Ambiolhão tenha o mínimo de responsabilidade para corrigir.
Uma simples tampa do colector de águas pluviais, que está partida e precisa ser substituída, Uma troca de tampas, trabalho que pode demorar cinco minutos mas que já dura há tanto tempo.
Esta linda imagem pode ver-se ao vivo na rua que vai da Rotunda do Novo Estádio, junto à Galp, para norte, mesmo no centro do cruzamento.
É verdade que está sinalizada mas não deixa de ser curioso a forma abandalhada como os nossos autarcas e responsáveis da Ambiolhão, não conseguem a simples substituição de uma tampa partida.
De miopia não se trata porque foi detectada e sinalizada, Será que a Ambiolhão não tem stocks de tampas e ainda a vai mandar fazer. Tenham dó! Não batam mais no ceguinho!
Se os nossos autarcas, que até ao fim-se-semana utilizam as viaturas da autarquia, se dignassem a andar um bocado a pé para falar com as pessoas e verificarem do estado lastimoso das nossas ruas, com buracos no alcatrão, nos pavimento, esgotos entupidos ou tampas partidas, faziam melhor figura, mas também sabemos que não se podem misturar com a populaça, pelo menos, fora das campanhas eleitorais.

OLHÃO: O ESTACIONAMENTO NA ZONA HISTORICA

Depois de uma apreciação muito resumida sobre as propostas que o Plano de pormenor para a Zona Histórica de Olhão contem a respeito do pavimento e do aumento da volumetria do edificado, debruçamos-nos hoje sobre o estacionamento, dando à estampa a imagem acima.
Diz a proposta que no interior da zona, existem cerca de 530 lugares de estacionamento, dos quais, com a aprovação do Plano, se perdem automaticamente cerca de cem lugares, a acrescer mais 144 que se vão perder na Avenida 5 de Outubro para alargamento do passeio do lado norte. à partida perdem-se mais de 240 lugares.
Nada é dito se os lugares de estacionamento que existiam nos Largos Históricos e agora perdidos estão contabilizados, sendo certo que a presente proposta tem data de Julho de 2013 e os ditos Largos ainda existiam.
No entanto, a proposta de Plano considera como não preocupante esta perda de estacionamento porque na zona adjacente existem cerca de 1000 lugares, parte deles pagos e mais 372, subterrâneos e pagos, como não podia deixar de ser.
Se tivermos em linha de conta que o Parque de S. Francisco em Faro tem uma capacidade para 900 viaturas, gostaríamos que a Câmara ou os autores da proposta de Plano dissessem onde fica essa zona adjacente e onde estão os tais mil lugares. Nas Avenidas Bernardino da Silva, da Republica ou das Forças Armadas? No antigo Largo da Feira, onde está previsto a urbanização de todo aquele espaço?
Mas a proposta, em matéria de estacionamento, não contempla o crescimento da densidade demográfico preconizado para a Zona Histórica e o provável aumento de viaturas.E se até podíamos concordar, e concordamos, com condicionamentos ao estacionamento a residentes, não podemos deixar de estar contra a obrigatoriedade dos residentes na Zona Histórica pagarem para poder estacionar, sem que sejam criadas bolsas de estacionamento suficiente para a satisfação da necessidade dos residentes.
Ao longo dos anos, a Câmara Municipal de Olhão, permitiu o aumento da volumetria a sul do caminho-de-ferro mesmo sabendo que as ruas não comportavam o crescimento viário e de estacionamento. E isso é notório no edificado nos últimos anos na Avenida 5 de Outubro, com um muro de betão que tapou a paisagem, a vista aos moradores da Zona Histórica e que com isso destruiu uma das utilidades a que obedecera o património edificado da malha interior da Zona Histórica.
Por outro lado, os passeios são para uso prioritário dos peões e não para utilização do comercio e por isso mesmo foi criado o Regulamento de Utilização do Espaço Publico, que só permitia a ocupação de parte dos passeios. Foi a autarquia que ao longo dos anos se demitiu da sua acção fiscalizadora e permitiu a ocupação quase total dos passeios, correndo com os peões para o alcatrão. De nada servirá o alargamento do passeio norte da 5 de Outubro se continuar a ser ocupado como tem sido.
Também não podemos deixar de reflectir no impacto que a falta de estacionamento na 5 de Outubro provocará, logo que o aprovem, nos Mercados e até mesmo na restauração, uma vez que quem  a eles pretenda aceder, terá de deixar a viatura a alguma distancia do lugar a aceder e os transtornos que isso comporta.
Apesar das estimativas da proposta nos darem valores relativos à época baixa e mesmo com esses já se anteverem dificuldades no estacionamento, o que será no verão. Terão de estacionar no Cerro da Cabeça.
Bem podem apontar para a possibilidade de estacionar no Largo da Feira mas tal será sempre uma solução temporária até à sua edificabilidade.
Até pela falta de estacionamento, estamos contra a proposta do Plano.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sábado, 13 de Setembro de 2014

OLHÃO: ZONA HISTORICA - ALTERAÇÃO DO EDIFICADO

Por mais que pretendam dourar a pílula, a proposta do Plano de Pormenor aponta para a completa descaracterização do edificado da Zona Histórica. As encenações apresentadas servem apenas para justificar os atentados contra a Zona Histórica, contra os moradores e pequenos proprietarios.
O Plano que inicialmente era encarado como de Salvaguarda depressa mudou para de Reabilitação, embora aqui e ali se introduzam normas que desde sempre deviam ter sido cumpridas mas às quais a Câmara Municipal de Olhão sempre vez vista grossa.
Basta olhar-se para a Avenida 5 de Outubro para perceber que algo não vai bem no reino socialista. O Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação definia regras para as cores a que devia obedecer o edificado, mas a Câmara permitiu que transformassem aquela Avenida num verdadeiro arco-íris.
Mas vamos ao que importa e vejamos o que nos diz a proposta de Plano:
!...nas restantes zonas assistimos a uma desertificação do centro e a substituição das actividades outrora aí existentes por outras do foro de uma economia paralela menos licita.
Até dá a impressão que a Câmara não promoveu essa desertificação, denunciada há anos, como consequencia da sua politica habitcional. Vir denunciar nesta proposta de Plano que existem actividades económicas paralelas ilícitas, é um acto da mais completa estupidez, visto que se existem e a autarquia delas tem conhecimento, está obrigada a tomar pedidas impeditivas que tal aconteça. Ou será que a proposta do Plano se refere à actividade dos ciganos na 5 de Outubro? 
...e considerando ainda a absoluta necessidade de atrair a este centro mais residentes, sejam permanentes ou temporários, julgamos absolutamente necessário permitir a possibilidade desse crescimento ou densificação do edificado...
Esqueceram-se os estudiosos desta proposta de Plano do que disseram antes, uma vez que se o centro histórico está desertificado, estão criadas já as condições para aumentar o crescimento de residentes, bastando para isso a recuperação do património edificado, não sendo necessário a dita densificação do edificado. A propalada densificação, não é mais do que abrir a porta aos interesses do sector imobiliário, dos quais os nosso autarcas são fieis testas-de-ferro.
Em síntese e abstraindo por afora dos conceitos legalmente definidos para as diversas operações urbanísticas a implementar, o Plano preconizará uma modificação substancial de parte do edificado tendente a uma alteração volumétrica, com a intenção de densificar a ocupação da parcela em questão... (pág. 26).
E aqui foge a boca para a verdade, ao admitir que este Plano tem como objectivo aumentar a capacidade construtiva para satisfação do sector imobiliário sem o mínimo respeito pelas caracteristicas históricas do edificado, indepentemente das suas influencias serem algarvias, alentejanas, galegas ou mouras.
O aumento da volumetria obviamente que vai alterar as caracteristicas do património edificado apesar de, naquilo que vier a ser construído, introduzir elementos que fazem parte das caracteristicas dominantes na malha urbana do centro histórico para alem de que, a ser aprovado este Plano, habilita à demolição do edificado existente para o substituir por outro de maior volume. Na pratica é o aumento do índice de construção, tão a gosto dos interesses imobiliários.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

OLHÃO: ZONA HISTORICA - DESTRUIÇÃO DA CALÇADA PORTUGUESA

Quando se levantou a polémica da substituição da calçada portuguesa pelas famosas placas de chocar, no dizer dos nossos autarcas, nos Largos Históricos, estávamos muito longe de poder imaginar até onde se pretendia levar tal choque.
Pois bem, proposta do Plano de Pormenor da Zona Histórica, a paginas 9, dá-nos a real dimensão do problema, que extravasa e muito os largos da polémica.
Na realidade, a calçada portuguesa vai ser substituída pelas celebres placas em todo o Bairro da Barreta, nos termos dos extractos que a seguir reproduzimos:
" Finalmente temos de referir a definição de um pavimento que cobrirá toda a área de intervenção...
Esse pavimento (...) constituir-se-à como uma entidade comum que une...a Praça da Restauração, a Praça da Igreja Matriz e Museu, o Largo Sebastião Martins Mestre, o novo Largo Dr. Pádua bem como a Praça Patrão Joaquim Lopes, contaminando zonas mais interiorizadas da malha urbana, indo recuperar os pequenos Largos ou praças que já existem ou se criam dentro dessa malha urbana...Esse pavimento deverá ser entendido como um elemento funcional, como uma infra-estrutura alargada a todo o Centro..."
Depois de termos ouvido da boca dos aldrabões que gerem os nossos destinos que a substituição da calçada portuguesa nos Largos Históricos era apenas para chocar, verificamos agora que a onda de choque é bem maior do que aquilo que se dizia.
A destruição da calçada portuguesa é apenas um de entre outros passos que a proposta de Plano nos reserva no que concerne à completa descaracterização da Zona Histórica.
O Povo de Olhão deve pronunciar-se sobre mais este atentado contra a Zona Histórica que os testas -de- ferro dos interesses imobiliários, preparam e chumbar esta aberrante proposta.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: ZONA HISTORICA I


Damos, hoje, inicio a uma serie de publicações sobre a Zona Histórica, depois de termos "roubado" os documentos que a Câmara Municipal de Olhão forneceu, e isto porque está incompleto. Na verdade, apresenta-se o Anexo ao Relatório Ambiental mas não se apresenta o dito Relatório, uma caracteristica desta autarquia, a de esconder documentos. Mas não será pela falta de documentos que deixaremos de nos pronunciar, embora este Plano mereça, da nossa parte, ser chumbado.
E começamos desde logo, pelo facto do processo ter sido iniciado em 2009, altura em que se avançaram os pressupostos metodológicos e  propositivos.
Nessa altura, estávamos no inicio da crise, em que o mesmo tipo de políticos e de politicas emanadas pela Câmara Municipal de Olhão, e as perspectivas e estratégias de desenvolvimento são, hoje completamente diversas das daquela época. Manter o mesmo desenho, é um erro crasso e o futuro o dirá, se este Plano vier a ser aprovado.
Como se isso não bastasse, António Pina, convoca a restante vereação, que acusa de não estudar os documentos, que não forneceu e continua a não fornecer na integra. Porque razão, António Pina promove esta reunião?
Apesar de haver a mãozinha de Leal, no Plano, Pina encara-o como obra sua, mas perante as diversas manifestações de desagrado e a pressão da comunicação social, na tentativa de o ver aprovado, ensaia uma manobra que visa pôr os restantes vereadores a reboque das suas politicas ao pedir-lhes sugestões. Se os vereadores o fizerem, obviamente que se sentirão na obrigação de aprovar o Plano.
Aquando da inauguração dos Largos Históricos, António Pina disse nada poder fazer porque o Projecto não podia ser alterado, a não ser que o respectivo autor o permitisse. Ora aplicando o mesmo principio, o Plano só poderá ser alterado se obtiver o consentimento de quem o elaborou, algo difícil, tendo em conta a quantidade de alterações que certamente serão propostas, e que desvirtuam por completo a essência do Projecto.
De seguida, declinando qualquer responsabilidade, dirá muito cândidamente, que foram os responsáveis técnicos que não permitiram as alterações, ficando a restante vereação com o menino nas mãos, na pratica, compelidos a aprovar a contra gosto esta aberração em forma de Plano.
Para que todos os que nos seguem, estamos em condições de denunciar tudo quanto se prepara para a Zona Histórica, seja ele relativo a estacionamentos, a continuação da substituição da calçada portuguesa na maior parte da Barreta  pelas placas utilizadas nos largos históricos, quer no que respeita às alteração das cérceas, e certamente os olhanenses que vivem e sentem a sua cidade, vão dizer um rotundo não a este Plano de Pormenor da Zona Histórica.
A Zona Histórica é assim designada por ter sido o centro fundador da cidade, onde os primeiros habitantes construíram as suas casas, obedecendo a critérios de utilidade, como a observação do mar, e que deu origem a caracteristicas únicas, ainda que inspiradas noutros modelos. E são precisamente essas caracteristcas que estão a ser postas em causa no projecto do Plano, e consequentemente a completa descaracterização de toda a Zona Histórica.
INDIGNEM-SE, REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Como pode um Bacalhau, querer privatizar a Praia de Faro?

Nova ponte para ilha de Faro empurra o estacionamento automóvel para fora da praia

A obra custará mais de três milhões, mas poderia custar um terço do valor e debitar mais fluxos de tráfego. O projecto escolhido foi aquele que dá prioridade à mobilidade alternativa: bicicletas e peões.
Nova ponte só vai ter uma via para automóveis
Os visitantes ocasionais da ilha de Faro, durante a época balnear, ficam proibidos de lá entrar de automóvel. O acesso só vai ser permitido a “utentes credenciados”, o mesmo será dizer que só poderão chegar à praia em transporte particular os residentes e proprietários de casas de veraneio. A restrição chegará daqui por cerca de um ano e meio, altura em que deverá já estar aberta a nova ponte, que custará mais de três milhões de euros, que manterá apenas uma via de circulação, à semelhança da estrutura actual.
Os visitantes ocasionais da ilha de Faro, durante a época balnear, ficam proibidos de lá entrar de automóvel. O acesso só vai ser permitido a “utentes credenciados”, o mesmo será dizer que só poderão chegar à praia em transporte particular os residentes e proprietários de casas de veraneio. A restrição chegará daqui por cerca de um ano e meio, altura em que deverá já estar aberta a nova ponte, que custará mais de três milhões de euros, e que manterá apenas uma via de circulação, à semelhança da estrutura actual.
O prazo da consulta pública para apresentação de eventuais opiniões e sugestões sobre o projecto, lançado pela Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa, terminou nesta quarta-feira. O Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) pode ser consultado na Agência Portuguesa do Ambiente, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Algarve e Câmara Municipal de Faro.
A alternativa ao uso do automóvel particular é o transporte público. Junto ao aeroporto de Faro está prevista a construção de um parque de estacionamento com capacidade para 920 lugares destinados a veículos ligeiros. A travessia da ponte é assegurada por autocarro que fará a ligação entre as duas bandas, durante o Verão. O projecto apresenta-se como promotor de “formas alternativas de mobilidade”, dando prioridade aos peões e bicicletas.
O arranque das obras, estimadas em 3,3 milhões de euros (a que acresce o IVA), está previsto para Fevereiro do próximo ano. O prazo de execução dos trabalhos é de um ano, o que inclui a demolição da ponte existente, requalificação do acesso rodoviário e construção do parque do estacionamento. O investimento beneficia de uma comparticipação de 70% de fundos comunitários, provenientes de uma candidatura ao Plano Operacional de Valorização do Território, cabendo os 30% da comparticipação nacional à autarquia.
Opção criticada
O professor no Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (Ualg), Carlos Martins, discorda da opção tomada por considerar que era possível construir uma ponte “por um terço do valor desta e com mais funcionalidade”. Defende que a nova estrutura deveria ter duas vias para circulação rodoviária, em vez de uma como previsto, sem restrições aos visitantes.
O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, defende-se das críticas do professor da Ualg, especialista em estruturas, afirmando: “A ponte vai ter duas vias, só que uma destina-se a ciclovia e peões, podendo em caso de necessidade funcionar como faixa de emergência”.
Carlos Martins considera que o caótico trânsito que se verifica na época balnear seria “minimizado” com a proposta que sugeriu, e não foi considerada. Por seu lado, o autarca contrapõe: “A circulação em automóvel em duas vias, equivaleria a transferir o caos do trânsito para dentro da ilha”. O docente, de opinião contrária, contrapõe: “Não há confusão de trânsito à entrada” da ilha.
Durante a fase de avaliação do anteprojecto, há cerca de uma ano, Carlos Martins apresentou uma proposta de construção com menos “pormenores artísticos, do ponto de vista do projecto”. Em contrapartida, assegurou, o investimento descia para cerca de um terço, ficando reduzido a 1,3 milhões de euros. A opção que foi tomada, e esteve agora em consulta pública, “sofreu alguns ajustes, mas não resolveu a questão essencial — a necessidade da construção de duas vias”, sublinha. Por outro lado, lembra o preço a pagar com a manutenção, não mencionado nos estudos tornados públicos. “Não nos esqueçamos que estamos em ambiente marinho, a corrosão ataca por todos os lados”.
A ponte de acesso à praia de Faro, com mais de 60 anos, apesar de bastante degradada, funcionará até à conclusão da nova estrutura. A seguir, será demolida. O custo dessa operação está orçado em 110 mil euros.
Noticia do Publico On line
Nota do Olhão Livre: Como pode um Bacalhau querer privatizar a Praia de Faro pois além de querer correr com os pescadores da Praia de Faro,que foi quem deu origem ao povoamento da Praia de Faro,  agora também quer condicionar  o trânsito aos amigos poderosos,  que ficarão com as casas de pé.

Frota da Sardinha do Algarve, continua em luta contra as medidas da DGRM.

Por exigências da DGRM,  e não do IPMA como ontem erradamente anuciamos, a frota de pesca do cerco no Algarve continua parada.
Podem ver aqui a reportagem efectuada ontem pela SIC
A foto abaixo foi retirada do blog Portimão Sempre ,e dá para ver como é feita a apanha do peixe do mar para os contentores.
Por essa razão é que a qualidade da sardinha, e de outras espécies, é cada vez melhor, pois evita uma série de voltas aos peixes sensiveis, como a sardinha e a cavala.
Será que os inspectores da DGRM, alguma vez foram ao mar para ver o que é escolher  e separar  todas as espécie,de várias toneladas de peixe, em embarcações onde o espaço é diminuito?


quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Frota da Sardinha no Algarve, parada por revolta dos armadores e pescadores,contra medidas do IPMA!

 
Hoje toda a frota da pesca da sardinha no Algarve está parada, porque  o IPMA,  exige  aos pescadores que o peixe descarregado nas lotas em contentores, que  todas as espécies sejam separadas.
No resto das lotas de  Portugal essa medida não é levada à prática, pois não é exequivél devido às horas que os pescadores perdiam na sua escolha, perdendo o peixe qualidade com as voltas que leva, ao ser escolhido,e manuseado várias vezes.

O IPMA diz que essas medidas, é para a preservação dos stoques da sardinha, mas o curioso é que durante anos e anos o IPMA então IPMAR, permitiu que o defeso da sardinha no Algarve fosse feito à 2ª feira,em vez de se  feito quando a sardinha está na altura de desovar.

Mas se é para fins estatisticos porque não fazem uma amostragem aos contentores,como sempre fizeram com a venda em lota, do pescado das traineiras?

Também sabemos, por informação preveligiada,  que vários  cruzeiros do IPMA feitos o ano passado foram detectados cardumes ,que revelaram  abundância de sardinha  na zona de Vila Real de Stº Antonio e Tavira.
Porque não divulga o IPMA o resultado desses cruzeiros?

Os  mestres das traineiras os armadores e as suas  associações de armadores,devem exgir ao IPMA o resultado da investigação cientifica que o IPMA faz ao fim e ao cabo quem paga essa investigação somos todos nós,da mesma maneira devem exigir que a venda se proceda em contentores,sempre que o mestre assim decida,  como há anos que é feita.
Ao fim e ao cabo a investigação,cientifica quando é feita, é guardada, em calhamaços e arquivados em bibliotecas,  em vez de ser divulgada,nas comunidades piscatórias.

Na foto pode-se ver a ultima traineira histórica de Olhão, a  Nova Senhora da Piedade,carregada de peixe,  que não resistiu às politicas da União Europeia, sendo partida por uma retroescavadora e a lenha queimada num forno de padaria.imaginem o que é  hoje, escolher uma traineira com uma carga dessas,quando todo o peixe pode vir em contentores isotérmicos.

OLHÃO: CÂMARA MUNICIPAL PREPARA DESPEJOS!

Fazer Politica com Pessoas, slogan de campanha da António Pina à Câmara Municipal de Olhão.
A VOZ DA MUDANÇA, dizia então Eduardo Cruz.
Uma só moeda com duas faces, qual delas a pior. Dois mentirosos compulsivos que rasgaram, como é habito de certos políticos, as promessas eleitorais e depressa começaram a fazer o oposto.
Antonio Pina, com a cumplicidade de Eduardo Cruz, fizeram aprovar o Regulamento para a habitação social, "brindando" os moradores com o Regime de Renda Apoiada, sabendo de antemão que muitos deles não vão poder suportar as rendas estipuladas.
E porque sabem ambos o que vão provocar, preparam a contratação de um advogado para desencadear as acções de despejo.
Ainda rodeado do habitual secretismo, que envolve o casamento (politico, entenda-se) de Antonio Pina e Eduardo Cruz, encetam os primeiros passos na cruzada contra o Povo dos Bairros sociais, que deve organizar-se em Comissões de Moradores, para dar luta a esta cambada. Uma vigília à porta destes senhores não fazia mal algum e talvez lhes tirasse o sono.
A habitação social sempre esteve regulamentada, fosse para a atribuição ou para estabelecer as rendas, não havendo por isso necessidade de alterações ao regulamento até então existente. O que houve, foi uma autentica bandalheira por parte da autarquia, quer na atribuição dos fogos, quer na fixação das rendas e até mesmo quanto ao seu pagamento, razões que devem imputadas única e exclusivamente ao município.
Depois do relaxe da gestão autárquica, também neste domínio, vir agora agravar as condições de vida dos moradores dos bairros é próprio de pulhas políticos, sem o mínimo de sensibilidade.
Os moradores dos bairros vão levantar-se contra estas decisões.
REVOLTEM-SE, PORRA!


terça-feira, 9 de Setembro de 2014

OLHÃO: CÂMARA COM REUNIÕES E DECISÕES ULTRA-SECRETAS!

Reuniram, esta manhã, na ETAR do Largo Sebastião Martins Mestre, os dejectos camarários coma comissão encarregada da elaboração do Relatorio de Avaliação da Execução do PDM.
Curiosamente soubemos-lo no sábado por intermédio de um Pirolito, mas houve vereadores que foram avisados da reunião, por telefone, e pode dizer-se em cima da hora, não fosse ela divulgada no blog blasfemico.
 Entretanto, na sessão de câmara da passada quarta-feira, Antonio Pina e Eduardo Cruz, mostraram-se chocados pelo facto da informação ter passado para o domínio publico, nomeadamente através das denuncias aqui efectuadas.
Mas foi o próprio Pirolito que, em sessão publica realizada na Recreativa Rica ( agora pobre). informou que afinal o Muro da Vergonha na Ilha da Armona já não se fazia e anunciou a realização da reunião de hoje. Ou seja, secretismo para uns, oposição, tudo à farta para as suas hostes, da grande coligação contra o Povo.
Ou seja, para os cabecilhas do PS e PSD, na Câmara Municipal de Olhão, a informação deveria ficar no secretismo dos gabinetes para que pudessem, à vontade, sacanear o Povo de Olhão. Esqueceram-se de que se de documentos públicos e de livre acesso, ou pelo menos deveriam ser, numa autarquia que se diz, e apenas isso, aberta e transparente.
Decidiam como queriam e entendiam e quando chegasse a hora, limitavam-se a comunicar às pessoas que as suas casas eram para demolir. E de tal forma o pensaram, que a reunião de hoje era para encontrar alternativas àquelas demolições.
Significa isto que apesar do mal estar provocado pela denuncia atempada e que pôs de sobreaviso as pessoas, com a imprensa de diversos quadrantes a fazer pressão, os nossos "queridos" autarcas persistem na onda demolidora, a não ser que seja encontrada uma alternativa.
Deixamos desde já uma boa sugestão, utilizem os doze milhões que pretendem gastar numa obra sem retorno, na recuperação do património edificado degradado, chamando os proprietarios, separando os que têm condições financeiras dos que não têm para a recuperação das casas, estabeleçam um protocolo com aqueles que têm dificuldades e falam as obras, dando trabalho às pequenas empresas locais.
Mostra o episodio tambem a ingenuidade com que certos politicos acreditaram nas declarações de Pina e Cruz ao dizerem que aquelas intervenções não se faziam porque eram inexequiveis. No que ficamos?
Não podemos deixar passar em claro a atitude fascista e reacionaria de António Pina e Eduardo Cruz de tentar esconder os crimes que se preparavam para cometer contra o Povo de Olhão, zurzindo na pele daqueles que deram a conhecer as malfadadas intenções.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: CADÊ A SINDICANCIA?

Foi bandeira eleitoral de todos os partidos da chamada "oposição" a promoção do pedido de uma sindicancia à Câmara Municipal de Olhão, pois foram detectados muitos factos que violavam a Lei.
Passada a euforia das eleições, foi com alguma relutância que a dita "oposição" avançou com o pedido de auditoria e mesmo assim, Eduardo Cruz em representação do PSD fez questão de retirar do pedido temas como a Verdades Escondidas, fazendo deste modo o jeito, o favor a Francisco Leal e António Pina. Belas comadres!
Passados meses sobre a aprovação, em sessão de câmara, do pedido de sindicancia, continua tudo na mesma, com o partido no Poder confortavelmente instalado e a oposição esquecida da deliberação aprovada, não mais se falando do assunto. Será que afinal naquele reino estaria tudo dentro das normas?
Não! António Pina, o mentiroso presidente, esqueceu-se também de dar seguimento à deliberação aprovada mas vai fazê-lo quando a dita oposição... o mandar a Tribunal para cumprir com o que foi deliberado.
É por demais óbvio que o casamento politico dos dois principais partidos, o do Poder e o da Oposição, impede o avanço do pedido de sindicancia e tudo farão para o bloquear. embora este mês se complete um ano sobre as eleições autárquicas.
O Povo, esse sempre mantido à margem destas palhaçadas, espera e desespera por ver que seja feita justiça, justiça essa que parece viver no plano inclinado dos poderosos, dos titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos, sempre protegidos por leis feitas por eles e para eles, mas que servem para manietar os fracos, os desprotegidos, a maioria dos eleitores.
Convém também dizer que o que foi prometido em campanha eleitoral, foi uma auditoria e não uma sindicancia, mas devido aos custos, o Eduardo Cruz com pena de que o Município gastasse o dinheiro nessas bagatelas politicas, levantou desde o inicio, obstáculos. Dado que a Lei da Tutela Administrativa o permitia, a dita oposição, optou então pelo pedido de sindicancia e este foi aprovado. Pode o António Pina apresentar o recibo do envio do documento e acabar com a suspeição levantada? Não, não pode, porque o não tem!
São episódios como este, aliados a fortes indícios de corrupção que fazem crescer, proliferar, as suspeições. Até quando, a Câmara Municipal de Olhão, vai manter as duvidas, quase certezas, do muito que vai mal na gestão autárquica?
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

RIA FORMOSA SOFRE NOVO ATENTADO






As imagens acima foram-nos enviadas, sob a forma de comentário e diz ser aquele tipo de formação rochosa que se forma nos esgotos.
Não vimos mas também não temos qualquer razão para duvidar desta denuncia. Infelizmente também não se sabe quem poderia ter feito esta descarga, que tanto pode ser de uma entidade publica como de um privado, sendo certo que foi deliberadamente ali jogada.
Registamos mais este crime e apelamos a uma maior vigilância por parte do Povo para evitar actos desta natureza, agradecendo desde logo que nos façam chegar imagens e relatos dos casos de que tenham conhecimento.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: HIPOCRISIA SOCIALISTA

Na noite da passada quinta-feira reuniu o estado-maior socialista numa reunião alargada e que visava sobretudo debater a situação do Plano de Pormenor da Zona Histórica, particularmente das "grandes obras" que pretendem ali efectuar.
Marcaram presença, o presidente da câmara e os vereadores eleitos pelos socialistas, que chamados a pronunciarem-se sobre o Relatorio de Avaliação da Execução do PDM e do PP da Zona Histórica, mentiram e omitiram, e os presentes engoliram as desculpas apresentadas como se fossem verdadeiras.
O presidente aldrabão disso não saber o nome das ruas como se alguém acreditasse que não tivesse feito uma visita guiada aos sítios onde se pretende proceder às alterações; o vereador Carlos Martins disse desconhecer o Relatório e tudo o mais, quando todos eles estiveram presentes na sessão de Câmara onde o professor Pardal deu a conhecer as suas ideias, luminosas.
Desculpou-se o presidente, dizendo que apesar de constarem dos documentos, aquelas ideias não eram para pôr em pratica porque inexequiveis.
Bom, algumas delas, são de facto inexequiveis mas outras não.
Os planos de gestão territorial estão hierarquizados com subordinação dos de nível inferior ao de nível superior e o PDM é de nível inferior, tendo que se conformar com o que está estipulado nos planos especiais como o POOC ou o POPNRF, razão pela qual não pode incluir o Muro da Vergonha  e a Auto-estrada na Ilha da Armona. Esta aberrante ideia é de facto inexequível.
O aterro do sapal na Fuzeta, para alem de se necessitar da aprovação da entidade que gere o Domínio Publico Marítimo está também contemplada no POOC, no POPNRF e no Plano Sectorial da Rede Natura 2000 e sujeito a estudo de impacto ambiental, pelo que se entende como inexequível.
Já o Plano de Pormenor da Zona Histórica pia de outra maneira; ele só não é exequível por razões financeiras, mas essas, estamos em crer, mais dia menos dia, serão contornadas e aí, se este Plano for aprovado, é bem possível que assistamos às demolições previstas.
Aceitar como valida, a falta de exequibilidade de um Plano mas aprová-lo é mais um acto de hipocrisia politica que assenta que nem uma luva aos socialistas, mas também aos social-democratas. Se os Planos não têm exequibilidade não podem ou não devem ser aprovados, mas os eleitos locais apostam em mantê-los, porque têm a manifesta intenção de os aplicar logo que estejam reunidas as condições para a sua execução, pelo que o Povo de Olhão deve estar atento e participar na discussão que terá lugar.
Contra as demolições e contra quem as aprova,
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 7 de Setembro de 2014

OLHÃO: GUERRA OU MURO DE VERGONHA?


A CP desde a criação do caminho de ferro que se tem comportado como um estado dentro de outro estado, impondo as suas regras às populações e em muitos casos, funcionando como factor impeditivo do desenvolvimento bem patente na Fuzeta, condicionando a acessibilidade ao povoado.
O acesso ao lado sul do caminho de ferro, na área onde feito o pequeno vídeo, faz-se ou pela Avenida Bernardino da Silva ou pelo viaduto do Siroco, obrigando os peões a dar uma volta enorme desde o Bairro das Panteras até ao Intermarchê, a menos de cem metros.
A opção pelo viaduto do Siroco, devido à sua configuração, cria ainda dificuldades a pessoas de mobilidade reduzida, enquanto que na Avenida Bernardino da Silva, que tinha o mesmo tipo de problemas, pela pressão e constante destruição da vedação, a CP foi obrigada a criar uma passagem à superfície, com algum declive é certo mas que ainda assim serve os interesses dos peões.
Compreende-se que não promovam a acessibilidade a cada cem metros, mas também não é aceitável que face aos transtornos causados pela falta dela, não se crie as condições para que os moradores do lado norte desta área que envolve não só o Bairro das Panteras mas também os Bairros da Cavalinha, dos Pescadores ou o Siroco, possam atravessar a fronteira que é o caminho-de-ferro com um mínimo de segurança.
Tanto do lado norte como do sul há espaço mais que suficiente para fazer rampas de acesso mais compridas para eliminar ou reduzir as dificuldades de pessoas com mobilidade reduzida e criar uma passagem pedonal, à semelhança da que fizeram em cima do túnel da Avenida Bernardino da Silva.
É óbvio que a CP, ou a empresa dela resultante criada para a gestão das infra-estruturas, só o fará se for pressionada a fazer, particularmente pela Câmara Municipal de Olhão, mas para isso precisávamos de ter um presidente, que em lugar de andar a promover negócios se preocupasse com os interesses da população, a tal causa publica que diz exercer de forma "altruísta" mas paga por todos nós. E o mesmo é aplicável ao pavão em líder da "oposição", que faz questão de frisar a utilização da sua viatura para se dar conta de casos como este. Eu fui a pé e bastou-me!
Não foi por acaso ou por qualquer acto de vandalismo que os moradores da zona, cortaram a vedação inicial, mas pela necessidade. Com a demora que lhe é reconhecida e a falta de sensibilidade que sempre tem pautado a gestão, a CP ou a sua derivada, veio "reparar" aquilo que os moradores, e bem, jogaram abaixo, mas desta recorrendo a arame farpado numa extensão de cerca de cem metros, mais parecendo uma daquelas barreiras que os militares utilizam para demarcar teatros de guerra.
A resposta dos moradores não se fez esperar e mais uma vez destruíram a barreira de arame farpado, enquanto a Câmara Municipal de Olhão finge ignorar o problema, não procurando uma solução consensual que sirva os interesses da população mas também os da CP.
É a tacanhez de António Pina e Eduardo Cruz no seu melhor!
REVOLTEM-SE, PORRA!

sábado, 6 de Setembro de 2014

OLHÃO: ASNEIRAS, BIRRA E PREPOTENCIA PRESIDENCIAL

Na semana passada, uma senhora, talvez encantada pela beleza da Floripes ou talvez pela excelência do pavimento do Largo Patrão Joaquim Lopes, tropeçou e aleijou-se num braço, sendo necessário chamar o INEM, que prontamente acorreu ao sinistro.
Acontece que para prestar assitencia, a ambulância teve que ficar parada, causando uma bicha que ia até à Avenida da Republica. Vai daí, apareceu o presidente da Câmara, António Pina, não para se inteirar do estado da vitima, mas por causa da bicha que entretanto se formara e logo encontrou um culpado.
O Largo Patrão Joaquim Lopes não está dotado com bocas de incêndio, ilhas ecológicas ou uma escapatória para situações de emergência, tal como a maioria dos largos históricos, recentemente inaugurados. Pior ainda, colocaram uns pitons que impede o acesso de veículos, sejam eles de emergência ou não, aos passeios, E no caso de incêndio não se sabe se os bombeiros vão chegar de helicóptero, mas o presidente, conhecedor das ruas de Olhão, saberá como resolver o problema.
E de tal forma resolve que para alem de encontrar um culpado, ameaçou e cumpriu o que havia dito, mas sem qualquer resultado.
O culpado da ambulância não poder estacionar no passeio não eram os pitons ali colocados mas sim um placard amovível de um restaurante e que qualquer pessoa se necessário fosse, podia desviar. O dono do placard, presente contestou a culpa apontada, está bom de ver, mas o presidente fez uma birra e vai daí mandou retirar o placard. Só que o dono tinha pago a taxa de ocupação do espaço publico que lhe permitia ter ali o placard.
O prepotente presidente, não querendo admitir a asneira na concepção do Largo mas responsabilizando terceiros pela asneira, não esteve com meias demasias e mandou um fiscal para multar o dono do placard, que muito justamente recusou, tal como recusou assinar o auto levantado.
Este presidente, em tudo faz lembrar o defunto que o antecedeu, embora seja ainda um juvenil, com um invejável somatório de asneiras, birras e prepotência.
Que irá fazer o presidente, uma vez que o dono do placard está capaz de limpar o às de copas com a papelada do auto? Vai manter a prepotência e mandar para tribunal? Vai engolir em seco e reconhecer que até esse gesto é mais uma asneira? Ou vai calar-se, pura e simplesmente?
O episódio mostra bem a caricatura que temos à frente dos destinos da autarquia.

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

OLHÃO, A QUARTEIRA DO SECULO XXI?

Há já alguns anos que a Câmara Municipal de Olhão vem programando a transformação da cidade na nova Quarteira do Século XXI, sem que o Povo disso se aperceba, tal o grau de opacidade das decisões autárquicas.
Na imagem acima, pode ver-se o desenho que se pretendia para a zona da UOP 1, para a qual deveria ter sido elaborado um Plano de Pormenor e não foi. Esta zona ia da Avenida 5 de Outubro até ao Caminho de Ferro e implicava desde logo a demolição do Bairro 16 de Junho, lado sul e mais conhecido por Barrequinhas.
Ainda não fora feito o Caminho de Ferro, que dividiu a propriedade ao meio, e já o seu dono doara os terrenos para que os pescadores montassem ali as suas barracas, feitas à base de lata e pedaços de madeira.
Decorria o ano de 2009 e surgiu um grupo espanhol que tentou adquirir o lado norte do Bairro 16 de Junho para dar continuidade ao projecto que se adivinhava para a UOP1, mas veio a crise e tudo o vento levou.
Passados estes anos, a Câmara Municipal de Olhão fez aprovar o Relatório de Avaliação da Execução do PDM onde se considera o Bairro 16 de Junho como ilegal, o que não acontece por acaso porque, enquanto testas-de-ferro dos interesses turístico-imobiliários, António Pina e Eduardo Cruz, tratam de criar as condições para correr com os últimos resquícios do Povo de Olhão que vive naquela zona.
Os projectos que se adivinham para toda a área, destinam-se à promoção de segunda habitação, quando já temos cerca de 9.000 fogos entregues aos ratos.
Este tipo de projectos, à semelhança do que acontece em Quarteira, provoca a desertificação de toda a área, criando como que uma mini cidade-fantasma na época baixa com a agravante de empurrar os olhanenses para autênticos guetos.
Os moradores do Bairro 16 de Junho devem organizar-se para dar luta a este pulhas políticos, cuja insensibilidade social, está bem patente na aprovação do Regime de Renda Apoiada para a habitação social.
Os moradores, que até aqui se apresentavam como proprietarios das suas casas, a serem desalojados, passarão à condição de inquilinos e sujeitos àquele Regime com rendas ainda mais caras do que no mercado do arrendamento. A favor dos moradores do Bairro 16 de Junho joga o facto de poderem exercer o direito de usocapião, o que lhes permitia manter a posse e propriedade das suas casas.
Com palavrinhas doces o que se vem anunciando, por agora, é apenas a demolição do algumas casas por razões de acessibilidade e de mobilidade, com o propósito de ir dividindo os moradores que aos poucos serão forçados a abandonar as casas em que sempre viveram e que são suas. De demolição em demolição a Câmara Municipal prepara-se para correr com os olhanenses das Barrequinhas.
REVOLTEM-SE, PORRA!