segunda-feira, 30 de março de 2015

Olhão, devemos lutar!



“A manifestação é agora de manhã! Vão até à praia de Faro. Agora que são as casas dos ricos é só manifestações. Quando foram os pobres, ninguém se mexeu. Os pobres não têm dinheiro pra gasolina.” 

Estavam atrás de mim e não me voltei para ver quem falava assim.
Quem agora se manifesta não são os rico, esses têm as suas casas e os seus bens salvaguardado.
O poder ataca sempre em primeiro lugar as minorias e os mais fracos. Divide para alcançar os seus objectivos e, o pior, é que o povo alinha nesses esquemas!
Esta contradição dentro do povo, entre os que estão no mesmo barco, obriga-nos a pensar e a distinguir uma linha muito nítida entre o que é correcto e aceitável e o que é errado e intolerável. É contra isto que temos que lutar!

É certo que aqueles que agora lutam pelas suas casas já o deviam ter feito quando foram demolidas as casas dos ilhéus e da ilha de Faro, mas a “guerra” não é só esta! É bom que todos abram os olhos e deixem de ver apenas o seu umbigo.
Esta luta ganhará mais força se todos se mobilizarem contra as demolições, sim senhora! Mas também e principalmente contra a poluição e degradação da ria, contra a má gestão das actividades económicas que dela dependem, contra a corrupção, favorecimento, compadrio e roubo que reinam na CMOlhão, nas empresas municipais, no POLIS e afins.

A luta dos moradores das ilhas deverá ser a luta de todos nós. Deverá ser uma luta contra o governo e contra as medidas que causam a fome e pobeza, que destroem a saúde pública, a educação, o património cultural e económico.

RIA FORMOSA: CÂMARA CORRUPTA, BENS DE REGRESSO AO ESTADO!

Porque a denuncia publica dos crimes praticados pela administração publica contra as pessoas é insuficiente, foi apresentado, esta manhã, a denuncia junto dos Serviços do Ministério Publico, conforme imagem, do incumprimento por parte da Câmara Municipal de Faro no que concerne ao decreto que desafectou a Praia de Faro do Domínio Publico Marítimo.
Outras acções se seguirão a pedir a demolição das construções daqueles, e familiares, que por influencia politica-partidária conseguiram a manutenção das suas edificações, na maior parte dos casos de segunda habitação, enquanto aplaudem a veia demolidora dos seus comparsas de partido.
As negociatas feitas por autarcas socialistas e social-democratas, dois bandos de corruptos, que se servem dos cargos políticos e públicos para enriquecerem à custa do Povo ou dar de mão beijada aquilo que é pertença do estado e do Povo.
Com um País à beira de novo resgate, com a divida publica a aumentar todos os dias, a administração publica directa ou indirecta do estado, entretém-se a gastar o dinheiro roubado aos cidadãos, sob a forma de impostos, para o gastar a destruir em lugar de construir.
É neste contexto que assistimos a um Bacalhau podre, vendido por cêntimos, sem ter uma palavra na defesa dos seus munícipes, permitindo que a prepotência da administração central, determine das condições de vida das pessoas que confiaram neste excremento politico quando lhe deram o voto.
E para que não digam que são apenas as casas, o Bacalhau quer correr também com os moradores do Parque de Campismo, que lá estão por opção ou por não terem outro lugar mas que sempre cumpriram as suas obrigações com a autarquia, a única culpada da situação que ali se vive.
Assim, tudo  que resta na posse da Câmara Municipal de Faro deve regressar ao Estado, que deve concessionar o Parque a quem lá vive, já que autarquia não se apresenta em condições morais e politicas para gerir o espaço que lhe foi concedido gratuitamente.
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 29 de março de 2015

RIA FORMOSA: DEMOLIÇÕES E CORRUPÇÃO DE QUEM AS DEFENDE!


As imagens acima reportam o Decreto- Lei 40718, que desafectava do Domínio Publico Marítimo uma parte da Praia de Faro, mas que impõe algumas condições que importa agora analisar e que de alguma forma estão associadas ao processo de demolições nas ilhas barreira da Ria Formosa.
Em primeiro lugar para dizer que a entidade que representava então os interesses do Estado era a Direcção-Geral da Fazenda Publica e que viria a ser posteriormente chamar-se de Direcção-Geral do Tesouro.
Diz o artigo 6º que a "Cessão a que se refere  artigo 2º ficará sem efeito em qualquer tempo se a Câmara Municipal não cumprir as condições impostas pelo presente decreto-lei, revertendo para o Estado todos os terrenos que ainda se encontrem na propriedade da Câmara e sem que lhes seja devida qualquer indemnização pelas benfeitorias realizadas."
Por força deste decreto, a Câmara Municipal de Faro estava obrigada a fazer um Plano de Urbanização que nunca fez, o que viola desde logo as condições impostas.
O artigo 4º, alínea b) permite à Câmara Municipal alienar os talhões não ocupados e destinados a construção, conforme o Plano aprovado, que seriam vendidos em hasta publica, acto que a Câmara também não praticou.
A hasta publica é precedida de edital e permite a qualquer cidadão competir em igualdade de circunstancias mas a Câmara Municipal nunca publicou qualquer edital, destinando aqueles talhões aos amigalhaços, a quem abriu a carteira e se disponibilizou para pagar algum de modo pouco claro e transparente a indiciar a pratica de favorecimentos e de corrupção.
Por outro lado, o numero 1 do artigo 2º impõe que a área desafectada fique sujeita à jurisdição das autoridades marítima e aduaneira, à época representadas pela Direcção_Geral dos Serviços Hidráulicos, cujo regulamento impunha a emissão de uma licença (artigo 261º) para os fins em vista a dar a cada um dos talhões. O que a Câmara Municipal fez, foi conceder autorizações para a edificabilidade sem a apresentação daquela licença, pelo que as construções ali existentes estão tão ilegais quanto as outras.
Em 1971, a legislação sobre o Domínio Publico Hídrico foi condensada no decreto-lei nº 468/71, que embora reconhecendo as zonas desafectadas como de propriedade privada, mantinha ainda assim, pelo artigo 12º, nº 2, a obrigatoriedade da emissão de uma licença emitida pela Direcção-Geral dos Serviços Hidráulicos. 
Ora o decreto-lei 468/71 manter-se-ia em vigor até 2005 e foi durante esse período a que a se assistiu à grande onda imobiliária que atacou a Praia de Faro.
Durante este período, que atravessa desde o regime deposto com o 25 de Abril até aos dias de hoje foram os mentores e executores do plano de demolições nas ilhas barreira da Ria Formosa quem permitiu, e ao permitir ganhou dinheiro, com as ilegalidades cometidas na Praia de Faro, não tendo pois moral para vir falar em construções ilegais e muito menos o direito de as demolir.
Todos aqueles que vêem ser roubada a sua casa têm o direito à resistência contra a arbitrariedade de um estado terrorista que trata os seus cidadãos como lixo.
REVOLTEM-SE, PORRA!

RIA FORMOSA: A LUTA CONTINUA!

A marcha-protesto contra as demolições  na Ria Formosa chegou à Praia de Faro, tendo uma elevada participação das pessoas indignadas e revoltadas pela destruição das suas casas.
Curiosamente não era visível a presença dos responsáveis políticos algarvios dos partidos que se alternam na governação, sejam eles a nível local ou regional.
Do PSD/CDS, os actuais mandantes das demolições não podiam comparecer por razões mais que óbvias mas o mesmo já não acontece com os do PS, que vêm fingindo estar do lado dos moradores.
Há cerca de um mês atrás, António Costa desceu a terras do sotavento algarvio para ver do estado das suas hostes e desde logo foi informado do que se passava por aqueles que lhe são mais chegados.
José Apolinário, ex-presidente de câmara de má memoria, ex-deputado nacional e europeu, ex-director-geral, ex-secretario de estado, no fundo um chulo da politica, tem pois grande influencia junto da direcção nacional do partido e terá informado o seu camarada de partido sobre o andamento dos trabalhos da Polis na Ria Formosa. 
António Costa ouviu e não gostou do que lhe chegou aos ouvidos sobre a postura de António Pina presidente da câmara de Olhão, o que condiciona a postura do moço pequeno.
Na ultima reunião da federação regional socialista, José Apolinário e Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira atiraram-se ao Pina, como gato a peixe, porque este ultimo defendia a ilegalidade da sociedade Polis, o que colidia com os interesses daqueles dois marmanjos que querem fazer as obras de dragagem na barra de Tavira e da estrada que vai até às Quatro Águas, sobrepondo os interesses nas obras aos interesses das populações, pese embora o facto de, no caso da barra ser do interesse dos pescadores tavirenses e como tal muito justa. E como as obras do estado valem aquilo que nós sabemos, é já a segunda intervenção que pretendem para a zona porque a primeira foi um desastre.
O POOC e a Polis são criações socialistas ao jeito dos social-democratas e quem, dentro do partido a elas se opuser pode dar a carreira politica como finda. Ou seja, a direcção do PS envia deste modo um recado ao Pina, mandando-o calar se quiser continuar como presidente da câmara.
O mesmo se poderia dizer em relação a Daniel Santana, que se vê agora, a sua ascensão politica ameaçada com a candidatura de Alberto Almeida a presidência da concelhia e futuro candidato à presidência da autarquia.
Serve isto para explicar a existência de algumas forças de bloqueio ligadas ao PS e PSD/CDS, que não querem discutir a fundo os problemas da Ria Formosa porque esses partidos fazem parte deles, e tentam evitar que os moradores das ilhas barreira não desencadeiem acções mais musculadas.
O momento é de indignação e revolta crescente, adivinhando-se a breve prazo o aumento da contestação. Amanhã mesmo, os moradores que ainda não foram notificados da tomada de posse das suas casas, receberão as malditas cartas de amor. já enviadas pela Polis.
Os moradores devem organizar a resistência às demolições e desviar da liderança desse movimento aqueles que porventura se oponham. Só com muita e árdua luta poderão alcançar a vitoria.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sábado, 28 de março de 2015

Máquinas de destruição maciça destroem duna primaria na Ilha do Farol?

Leitor atento mandou-me um e-mail para consultar a página do f.b. de José Sabino para ver o video realizado por José Sabino, na Ilha do Farol onde  já se vê máquinas pesadas suponho que do Polis Ria Formosa,  a entrarem por cima da já fragilissima duna primária  da Praia Leste da Ilha do Farol, pode ver o video na página de José Sabino carregando aqui

A nós  nada disso nos espanta, nem sequer nos choca, pois sabemos há muito, e por isso  há anos que alertamos as pessoas, que as demolições na Ria Formosa eram demolições politicas e não de defesa do ambiente ,que para essa gente o ambiente na Ria Formosa vale ZERO!
O que constactamos neste video, é que chegaram as máquinas de destruição massiça à Ilha do Farol, será que  chegou a vez do Farol,  depois de terem feito a demolição nos Ilhotes da Ratas e depois do Coco, conforme podem ver na foto a devastação que fizeram não deixando nem resto de vegetação à vista, mas sabemos, que por baixo da areia,  ficaram as ruinas de dezenas de fossas de poços e cisternas, que um dia irão voltar ao de cima como aconteceu na Ilha da Deserta!
Podemos ver nas fotos o que era o ILhote do Coco e como ficou,depois da destruição do Polis!





Chegou agora a vez da Ilha do Farol?
Sabemos que na próxima 2ª feira irão chegar à Ilha do Farol e à Ilha dos Hangares o resto que falta das cartas de ódio da Polis, a anunciar para que as pessoas entregarem as casas, limpas de mobilia e prontas a serem demolidas.

Deixamos aqui mais um relato de um morador indignado da Praia de Faro Nuno Baptista, que podemos  ler na sua página do f.b. a contar o que se passou com a sua casa:

"Meus amigos, obrigado pelas V/ mensagens de parabéns!
Apesar de ter sido uma data marcante, este último mês de Março foi de acontecimentos muito tristes, a começar pela morte do N/ cão Sebastião (minha foto de apresentação) com apenas 7 anos, que muita saudade irá deixar! Adeus Sebastião!
Outro acontecimento foi a demolição da minha casa da praia de Faro, quando ainda estávamos à espera da resposta do recurso do tribunal! Só prova a má fé do Sr Sebastião Teixeira da Pólis Faro, que não teve a decência e a humanidade de aguardar a resposta definitiva e foi demolir a minha casa no dia do pai como que uma afronta e desrespeito para com os meus pais e avós que tanto batalharam e se esforçaram para construir a manter aquela casa.
Aquela casa que alegadamente estava a obstruir a duna e que estava em zona de risco com o mar, que o presidente da Câmara disse na assembleia municipal que até achava que a praia do lado Nascente ( minha incluída ) não estava em risco, ou seja, foi o mesmo que dizer: vocês até são inocentes mas vou-vos matar na mesma!
Ainda bem que isto só aconteceu após a morte dos meus avós! Que vergonha e desilusão eles iriam ter!
Ao estado em que chegámos! Nem o Salazar teve a coragem para fazer o que um traste como esse Sebastião Teixeira fez!
Deus é grande!
A Eng Elsa que o diga...
Abraços e beijos!"

Ao Nuno Baptista a demolição foi feita no dia do Pai, aos moradores da ILha do Farol a entrega das casas ao Polis é para ser feita no dai 24 de Abril, uma boa data para as pessoas darem a resposta certa no dia certo! 

Por tudo isso moradores da Ilha do Farol e Hangares,  deixem de acreditar no pai natal, e previnam-se para lutar pelo que é vosso,  pois  essa gente tem ordens superiores para jogar tudo abaixo!
Só com luta podem defender os vossos  direitos, pois não pode haver cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª.
A Luta continua, em defesa da Ria Formosa! 

P.S. Fomos alertados  através de telemovél, por um leitor do Olhão Livre, que as máquinas pesadas,  do video  de José Sabino, são na realidade máquinas pesadas, que passaram por cima da duna primária,  mas que vieram buscar o gerador que estava colocado na Ilha do Farol por mais uma avaria na rede de distribuiçao de enrgia.
Aqui fica a correcção,e o agradeciemento a um dos nossos inumeros leitores da Ilha do Farol!

S.O.S. Ria Formosa marcha lenta avança em direcção à Praia de Faro!

Começou a marcha lenta com partida de Olhão em direcção à Praia de Faro.
O Olhão Livre irá dando noticia e publicando fotos retiradas das páginas do f.b. do S.O.S. Ria Formosa:
 

 A marcha começou em Olhão.
 
 Lézinhe que não sabe fazer mais nada do que viver da ria, é  neto dos primeiros moradores da Ilha dos Hangares, com autorização da Direcção da Hidraulica do Sul, explica a  Portugal o motivo da marcha lenta.
 

  UM dos cartazes questiona o Polis sobre o que faz mal ao ambiente
 

 UM dos cartazes questiona o Polis sobre o que faz mal ao ambiente
Passando por um dos locais mais frequentados de Olhão.



Em direcção a Faro na foto de Almerinda Morgado

 

8 klm de fila liga a caravana de Olhão a Faro, foto do S.O.S Ria Formosa.
https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xaf1/v/t1.0-9/1975195_1556093624659225_4634304730705823305_n.jpg?oh=4f233c52e78abbe8ed89fc586f049e01&oe=55744E08&__gda__=1438493625_6c50e7eddf16410bc241da8d267e6b53



sexta-feira, 27 de março de 2015

Baleia apodrece há uma semana na Praia de Faro!

Baleia veio morrer em cima da Praia de Faro nas maiores marés do Século, e está já  em adiantado estado de decomposição.
As autoridades já sabem do perigo que é para a saude publica,  mas não a retiram com o argumento que não tem máquinas pesadas para o fazerem.
A foto é da página do f.b de Arménio da Conceição Cavaco.

 Ao mesmo tempo no Ilhote do Coco,em frente a Olhão, os operadores das máquinas de destruição massiça tem ordens do ministro do ambiente, para que  nem uma unica  casa e uma unica arvore fique de pé, para tal trabalham de noite e de dia.
 



Saberá o ministro do ambiente que nessas arvores existem colónias de camaleões uma espécie em risco de extinção?
Saberá o ministro que está a contribuir para a morte de centenas de camaleões protegidos por lei?Ou a lei para o ministro só existe para demolir as casas que diz serem ilegais?

Aqui fica a foto de Almerinda Morgado,onde se pode ver um dos muitos camaleões que existe nas arvores plantadas pelas pessoas nos seus quintais da casas na Ilha do Farol.

 Mas que raio de ambiente, defende o ministro do ambiente para a Ria Formosa?

RIA FORMOSA: DOS CRIMES AMBIENTAIS À LIQUIDAÇÃO DAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS


Começamos por dizer que sobre as ultimas intervenções na Ria Formosa já se passaram quinze anos,  que por si só diz bem do estado de abandono a que tem sido votada, e tem-no sido de forma premeditada. Infelizmente há algumas pessoas que vêem nestes alertas uma cabala, não tendo a percepção que tudo não passa de um plano para correr com as populações indígenas da Ria Formosa, na medida em que à degradação ambiental da Ria está associada a degradação económica e social, razão pela qual os indígenas desta vasta área querem vê-la melhor tratada.
Para alem da produção de bivalves, que representa 80% do total nacional, a Ria Formosa funcionava como maternidade de espécies piscicolas de elevado valor. Tudo tem vindo a ser destruído, por efeito da poluição mas também do estado em que se encontram as barras naturais, completamente assoreadas e que não permitem a desejável renovação de águas no enorme lago que é a Ria.
As entidades publicas envolvidas e com jurisdição na Ria Formosa, desdobram-se na apresentação de estudos encomendados para branquear todos os crimes aqui cometidos. Foi assim com a poluição mas é assim também com a situação das barras.
Decorria  ano de 2009, e porque a empresa contratada para fazer a ligação de agua e saneamento à Ilha da Culatra abandonou a obra, José Apolinário à época presidente da Câmara Municipal de Faro, esforçou-se no sentido de que a ligação fosse feita com recurso a uma intervenção, apelidada de provisória, e já lá vão seis anos. Quantos mais, vai ficar assim?
Mas se isso foi em 2009 porque só em 2010, a Águas do Algarve emite o documento que se apresenta nas imagens? Bom, constatando o rápido assoreamento da barra fruto da deposição dos tubos no fundo, havia a necessidade de inventar uma desculpa. Daí que, como se pode ver na imagem de cima, se diga "embora esta barra se encontre totalmente assoreada só permitindo a sua demanda em situações de de preia-mar de marés vivas por embarcações de pequeno porte..."
Isto é uma mentira grosseira que visa criar a ideia de que a barra não é navegável, ignorando por completo as consequencias do assoreamento em causa.
Esta barra tinha uma largura de cerca de 3500 metros estando, agora, reduzida a 500 e apenas no preia-mar de marés vivas.
Qualquer pessoa compreenderá que, com uma coluna de agua de 2 metros vezes os três mil metros, a uma velocidade de 5 metros por minuto vezes os 360 minutos de uma maré, permitia uma renovação de cerca de mais de dez milhões de metros cúbicos de agua na bacia da Ria, o que seria de extrema importância para a produção de bivalves, para alem de diminuir o impacto da poluição.
Por outro lado o assoreamento da barra leva a que os barcos com maior dimensão tenham de ir à barra de Faro/Olhão com a consequente perda de tempo e dinheiro gasto em combustível.
Ou seja a falta de uma intervenção adequada não só põe em causa a qualidade ecológica da agua como contribui para a degradação das actividades económicas tradicionais desta zona da Ria Formosa.
Percebendo os sentimentos de quem vive da e na Ria, os aldrabões da Sociedade Polis e os governos, inventaram um programa de dragagens, com a desculpa da melhoria hidrodinamica,  no interior da Ria e do delta de vazante da barra em causa, mas não da barra, o que pode significar o fim definitivo desta barra, cm todas as suas consequencias. Mas então porque se gasta dinheiro numa obra destas?
Parece ser do conhecimento geral, que em todos os actos da governação, a palavra que mais se destaca é o Turismo e a náutica de recreio a ele associado. Como sabem os veleiros calam mais agua que a maioria dos barcos de pesca porque têm um patilhão e então é necessário dragar os canais dentro da Ria para permitir a navegabilidade deles. Ou seja, a aposta mais uma vez na degradação das actividades económicas tradicionais da Ria e substitui-las por outras, mais de acordo com s grandes interesses ecnomico-financeiros.
E é nesses planos que se inserem as demolições do edificado das ilhas barreira. Por isso o Povo da Ria Formosa deve dar um combate acérrimo às propostas dos partidos que se têm alternado no Poder.
REVOLTEM-SE, PORRA!


quinta-feira, 26 de março de 2015

S.O.S. Ria Formosa! Marcha Lenta Sabado a partir de Olhão. A Luta Continua!



De nosso leitor, recebemos o cartaz que publicamos com o apelo à participação em mais uma acção de luta pela defesa do partimonio edificado nas ilhas barreira, e o texto que se segue:
Vamos para a rua:

28 de Março – 10h00- Marcha Lenta de Olhão à Praia de Faro - Pretendemos com esta medida alertar, e sensibilizar para a atuação da Pólis Litoral, pelo desrespeito demonstrado pela população das ilhas Barreira- Ria Formosa, levado a cabo através das demolições já em curso assim como a inoperância em resolver assuntos prementes da Ria Formosa, como são as dragagens, tratamento de esgotos, impacto ambiental, socioeconómico, entre outros.
A concentração será feita no largo do Minipreço, na zona Industrial, e daí, às 10h00 saímos em direção à praia de Faro em marcha lenta. Já na praia de Faro e sem sairmos dos carros irá haver uma homenagem simbólica a todos que perderam os seus bens graças à atuação de uma sociedade que tudo tem destruído apenas e só com intuito de acabar com as comunidades barreiras implantadas à centenas de anos nas ilhas.
Irá ser depositada uma coroa de flores junto à rotunda do lado nascente da Praia de Faro, pelo que à sua passagem devem manter o silêncio, como forma de respeito. 
Após a passagem pela dita rotunda, todos devem seguir caminho para que o trânsito não fique preso nessa zona.
Participem!
Divulguem!
A LUTA CONTINUA!!


A luta dos moradores das ilhas barreira começa a ganhar músculo e só assim poderão demover este governo que ao mesmo tempo que lhes quer roubar as casas, rouba-lhes também o sustento, a reforma, a saúde, a educação. Contra os pulhas, MARCHAR.
SEM LUTA, NÃO HÁ VITORIA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

REVOLTANTE: O PAIS ONDE NÃO HÁ CRIMES DOS POLITICOS!

Como é que os portugueses se deixam comer desta maneira? Votando em corruptos! Que moral têm estes gajos para querer roubar as casas aos moradores das ilhas barreira?
REVOLTEM-SE, PORRA!

RIA FORMOSA EM LUTA!


 De nosso leitor, recebemos o cartaz que publicamos com o apelo à participação em mais uma acção de luta pela defesa do partimonio edificado nas ilhas barreira, e o texto que se segue:
Vamos para a rua:
28 de Março – 10h00- Marcha Lenta de Olhão à Praia de Faro - Pretendemos com esta medida alertar, e sensibilizar para a atuação da Pólis Litoral, pelo desrespeito demonstrado pela população das ilhas Barreira- Ria Formosa, levado a cabo através das demolições já em curso assim como a inoperância em resolver assuntos prementes da Ria Formosa, como são as dragagens, tratamento de esgotos, impacto ambiental, socioeconómico, entre outros.
A concentração será feita no largo do Minipreço, na zona Industrial, e daí, às 10h00 saímos em direção à praia de Faro em marcha lenta. Já na praia de Faro e sem sairmos dos carros irá haver uma homenagem simbólica a todos que perderam os seus bens graças à atuação de uma sociedade que tudo tem destruído apenas e só com intuito de acabar com as comunidades barreiras implantadas à centenas de anos nas ilhas.
Irá ser depositada uma coroa de flores junto à rotunda do lado nascente da Praia de Faro, pelo que à sua passagem devem manter o silêncio, como forma de respeito. 
Após a passagem pela dita rotunda, todos devem seguir caminho para que o trânsito não fique preso nessa zona.
Participem!
Divulguem!
A LUTA CONTINUA!!

A luta dos moradores das ilhas barreira começa a ganhar músculo e só assim poderão demover este governo que ao mesmo tempo que lhes quer roubar as casas, rouba-lhes também o sustento, a reforma, a saúde, a educação. Contra os pulhas, MARCHAR.
SEM LUTA, NÃO HÁ VITORIA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 25 de março de 2015

OLHÃO: ISTO É ROUBO!

Na imagem acima, reproduzimos o essencial de uma factura de agua que nos fizeram chegar às mãos. Numa determinada zona de Olhão, os munícipes foram todos brindados com semelhantes facturas.
Alguns consumidores apresentaram-se na Ambiolhão a reclamar dos elevados consumos cobrados e a disparidade de desculpas leva à desconfiança de matrosga.
Na verdade, ao emitir uma factura com uma cobrança, não uma leitura, por estimativa, onde se lê leitura actual deveria estar indicado a estimativa de consumo adicionada à leitura anterior. Ao não fazê-lo, estão obrigados a que na próxima factura seja descontado o consumo agora debitado, dividindo o consumo apurado por dois, o numero de meses de consumo, e rectificar os escalões. Ninguém diz que assim não procederão, mas...
Não se trata de nenhum erro informático mas sim de uma opção mas mais uma opção errada, na medida em que o consumo assim estimado, para ser incluído na factura tem de passar pelo crivo humano, que vai fornecer ao sistema a informação. A estimativa de consumo não é automática.
Os munícipes têm direitos, e porque se trata de dinheiros públicos, que nesses direitos estivesse incluídos a transparencia naquilo para que são chamados a pagar. A transparencia e uma correcta informação não fazem mal a ninguém. A facturação, tal como se apresenta, é a porta aberta para o assalto à carteira dos munícipes, que quase precisam de um contabilista para verificar se a sua factura está correcta ou errada, mas muitos deles não terão quem os acuda.
Por exemplo, a um consumidor reclamante, disseram que poderia ser uma avaria no contador e pediram para ficar com a factura que iriam fazer uma segunda leitura e verificar  que se passava, quase dando a entender que a culpa era do reclamante. Ora, se a diferença de leituras é ZERO, qualquer consumo só pode ser debitado com recurso a uma estimativa. Sendo assim, assumam o erro, corrijam e não inventem desculpas, deixem de fazer as pessoas parvas, porque já não enganam ninguém.
Obviamente que a opção por este modelo de facturação obedece a ordens superiores, particularmente do director financeiro admitido de forma escura mas que se trata do cunhado do moço pequeno em presidente da Câmara de Olhão.
Por isso deixamos aqui  o alerta para que todos os consumidores verifiquem as suas facturas antes de as pagar e reclamem e se já a pagaram, comparem-na com a do mês seguinte e verifiquem se foram feitas as necessárias correcções.
VÃO ROUBAR PARA OUTRO LADO!

RIA FORMOSA: BARRA ONDE ESPREITA A MORTE!

Depois da Sociedade Polis ter gasto quase três milhões de euros, no total, com a intervenção na Fuzeta, a pedido do anterior presidente da Câmara Municipal de Olhão, para proteger construções ilegais em Domínio Publico Marítimo, a situação da Barra, é hoje pior do que na altura.
As imagens, colhidas na segunda-feira passada, mostram bem do estado em que se encontra a Barra da Fuzeta e fácil é imaginar o que pode acontecer.
Tal situação só é possível porque os nossos governantes, actuais e anteriores, encetaram um processo de liquidação da pesca mesmo que à custa da morte de alguns pescadores, que se vêem obrigados a arriscar a vida cada vez que têm de fazer esta travessia.
Na imagem de cima, pode ver-se a boiá verde, completamente em seco, quando era suposto estar dentro de agua o que diz bem do grau de assoreamento que a barra atravessa. Infelizmente acabou-se a bateria de telélé e o vídeo em baixo acabou antes do tempo, já que o barco que seguia à frente deu em seco.
Mesmo sendo barcos pequenos as dificuldades são tremendas para fazer esta travessia são tremendas, de tal forma que quando a maré está baixa, apenas se pode entrar com a enchente e sair com a vazante.
Quando a Sociedade Polis tem milhões para destruir o edificado sem apresentar uma justificação plausível e não tem tostões para dar condições de navegabilidade e de vida a quem, diariamente, tem de usar esta via.
Os moradores das ilhas barreira não podem deixar de estar solidários com os pescadores da Fuzeta, como os pescadores da Fuzeta não devem deixar de estar solidários com os moradores. 
Tudo, mas de tudo, têm utilizado a cambada de gatunos que tem governado este País, para correr com a população indígena da Ria Formosa, apenas alinhando em discussões parciais sobre a situação que se vive na Ria, como forma de manter as pessoas divididas.
A luta pela Ria Formosa deve ser apenas uma e abranger todos os que vivem na e da Ria Formosa. Está mais do que na hora de todos ganharem a consciência de que estão a ser corridos, roubando-lhes desde as casas a trabalho.
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 24 de março de 2015

RIA FORMOSA: ILHÉUS INDIGNADOS E REVOLTADOS!

O texto que se segue é da autoria de um nosso leitor e não merce qualquer outro comentario que não seja:

                                   A LUTA CONTINUA!
Hoje mais uma vez, e num curto espaço de tempo, senti vergonha deste Portugal, deste desgoverno. Hoje os ilhéus mostraram o sangue que lhes corre nas veias! Hoje as pessoas quiseram mostrar o seu descontentamento, quiseram apelar por ajuda e quem melhor para nos ajudar que o nosso presidente de câmara?! Afinal a ilha da Culatra e os respectivos núcleos pertencem a Faro e temos que tirar satisfações com quem nos governa... 
As pessoas reuniram-se todas à porta da Câmara Municipal, sentaram-se em modo de protesto e por volta da hora do almoço sacaram de marmitas e toalhas de mesa e toca de transformar o largo da Câmara num autentico quintal de ilha, isto tudo na esperança que alguém ouvisse a voz do povo e se dignasse a falar connosco e qual não é o espanto quando os “habitantes" do edifício camarário que nem ratos e copiando a atitude do nosso 1°ministro, na semana passada, começaram a abandonar o edifício pelas traseiras e lá no fundo iam-se ouvindo vozes que o Sr.Presidente não estava... Ora perante esta atitude,  cansados que ninguém dê a cara e a paciência a esgotar-se à medida que a data da sentença se aproxima, os animos exaltaram-se e o protesto passou a ser feito dentro do edifício... É de salientar que a maioria das pessoas presentes eram mulheres, no entanto o resultado foram 2 carrinhas de intervenção e três carros de Policia com 5 agentes cada um, também eles invadiram a escadaria do edifício e toca de empurrar homens, mulheres e idosos. À base da força e da intimidação colocaram todos na rua e isolaram um ilhéu, talvez por ser o mais conhecido, apanharam o Lezinho e durante cerca de 30 minutos fizeram-lhe um inquérito como se de um verdadeiro criminoso se tratasse! Cúmulo foi o posto transmitir a ordem para os agentes de Faro não pararem durante a hora do almoço e isto mesmo depois das pessoas estarem fora do edifício, portanto no meio de tanto policia fardado e à civil tínhamos ali uma media de 1 agente para cada dois ilhéus... Conclusão os criminosos de Faro hoje estiveram em grande! Conseguiram fazer todos os assaltos porque hoje os criminosos eram os ilhéus que apenas e só foram gritar por ajuda! 
O presidente acabou por aparecer por volta das 14:30 e recebeu um membro de cada núcleo (hangares, farol e culatra) dissemos-lhe que o que hoje se tinha passado ali seria uma ínfima parte do que poderá vir a acontecer se as maquinas chegarem à ilha, pois ninguém está a conseguir controlar ninguém e as pessoas estão em risco de perder as suas casas. Comprometeu-se connosco que irá fazer algo na tentativa de ajudar, ficámos todos reticentes e caso não o faça cobraremos cada palavra que nos disse, a ver vamos se foi só mais uma promessa no meio de muitas que já nos foram feitas desde que este processo começou...
Finalizo dizendo que hoje mostramos a nossa indignação, mostramos que temos o direito de ser ouvidos, mas todo este aparato policial foi desnecessário!! Não roubámos! Não Matámos! Apenas lutamos com as armas que temos na tentativa de salvar aquilo que é nosso e que os nossos país construíram com as próprias mãos!!! Hoje os ilhéus revoltaram-se e passaram a ser criminosos perante a lei, no entanto vos digo, começo a ter vergonha de ser portuguesa mas nunca terei vergonha de ser ilhéu!!! A luta continua!!!!
REVOLTEM-SE, PORRA!


SOS RIA FORMOSA

De um nosso leitor, reproduzimos o texto que nos enviou, sem mais comentarios, porque fala por si e pelo momento que se vive na Ria Formosa:
TESTEMUNHO SINGULAR EM DEFESA DAS ILHAS BARREIRA DA RIA FORMOSA (Culatra, Angares, Farol) e Praia de Faro

 A TODOS os "Zé Povinho e Zé Ninguém":

A VIDA DO ZÉ CORRE PERIGO!

O ZÉ CONSTRUIU A SUA CASA.
OS TIJOLOS QUE ELE PRÓPRIO MOLDOU TRAZIA-OS NOS BRAÇOS COM CARINHO HUMANO.
COM LAÇOS DE AMOR ELEVAVA- OS DO CHÃO COMO SE FAZ COM UM FILHO QUE SE VAI BEIJAR.
COM DESVELO E ALEGRIA ...

COMO PODERÁ ENTÃO O ZÉ ABANDONAR A SUA CASA?
COMO PODERÁ ENTREGA-LA AOS DEMOLIDORES?

O ZÉ ANDA TRISTE, MUITO TRISTE...ESTREMECE-LHE O CORAÇÃO. REDOBRA A SUA AFLIÇÃO.

A VIDA DO ZÉ CORRE PERIGO. SALVEMOS O ZÉ . TODOS À LUTA!

RIA FORMOSA NA JUSTIÇA!


Embora a responsabilidade das demolições e da degradação ambiental da Ria Formosa seja da responsabilidade dos governos ditos de socialistas e social democratas, a verdade é que pelo meio, há um conjunto de lacaios, invertebrados rastejantes, que se prestam a fazer toda a espécie de fretes mesmo em violação da lei, julgando-se protegidos e acima dela.
É certo que a postura do Ministerio Publico também contribui, e muito, para o clima de impunidade que esta cambada de vigaristas, ladrões  e corruptos que tomaram conta do poder, se sinta como peixe na agua, cometendo toda a sorte de crimes sem o respectivo castigo. No entanto e apesar de ter consciência disso, não deixarei de os tentar levar ao banco dos réus sempre que o entenda necessário.
Um desses lacaios, de subserviencia canina ao poder politico, é sem sombra de duvida Sebastião Braz Teixeira, cumulativamente presidente da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH) e da Sociedade Polis da Ria Formosa.
É nessa dupla condição que o Sebastianito ordena as demolições do edificado na Ria Formosa, insensível à dor e ao sofrimento de quem ali e dali vive, da mesma forma que sempre mentiu a respeito da poluição, e defendendo as ETAR e o péssimo serviço prestado pelas Águas do Algarve.
Só que quer a Constituição da Republica Portuguesa, quer o Código de Procedimento Administrativo, asseguram a igualdade de procedimentos da administração publica para com o cidadão, o que não vem acontecendo com as demolições na Ria Formosa.
Na verdade, as demolições encontram o suporte legal na legislação sobre o Domínio Publico Hídrico, que vem sendo aplicado de acordo com os interesses da classe que tomou conta do poder. É que há situações de regularização de empreendimentos ditos turísticos, mas que na realidade não passam de projectos imobiliários, amplamente inflacionados pela localização e também pelas comissões a pagar a quem aprova o que não podia nem devia.
A regularização através de títulos de utilização ou de contra-ordenações é o expediente utilizado, mas também o edificado nas ilhas barreira poderia ser regularizado pelo mesmo processo, assim fosse essa a vontade da canalha que nos governa.
Mas como não estão interessados nisso e o que querem é correr com a população indígena da Ria Formosa, dividem-nos em classes dando-lhes um tratamento diverso consoante a condição económica, social, politica ou outros interesses, nos quais avultam os indícios de corrupção.
Assim e sentindo-me mais que indignado, revoltado mesmo pelo que vêm fazendo ao Povo da Ria Formosa, entendi apresentar queixa contra o microcéfalo Sebastião, conforme recibo do Ministério Publico que se reproduz nas imagens acima.
Mas porque não interesses materiais na Ria Formosa e como tal não sou lesado, entendo que devem ser aqueles que mais sentem na pele os ataques do Poder à Ria Formosa, que se devem revoltar e denunciar junto de quem gere a Justiça, os crimes cometidos por esta cambada.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 23 de março de 2015

OLHÃO: UMA CIDADE DEGRADADA E ABANDONADA!

A nossa cidade de Olhão está tão decadente quanto os seus responsáveis políticos, a começar pelo presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Pina.
Mão amiga fez-me chegar este documento emitido pela Ambiolhão, à qual preside  António Pina. Se repararem na data , vai fazer um ano e o problema da calçada continua por resolver, apesar das reclamações que já duram há vários anos.
As ruas da cidade, seja no alcatrão ou na calçada dos passeios, encontra-se toda esburacada, mas nem todas se encontram assim, porque algumas são mais importantes do ponto de vista da imagem da cidade aos olhos de quem nos visita, enquanto esta está escondida por detrás do pôr do sol. Mais de dez anos têm os buracos na Rua António Henrique Cabrita mas a autarquia ainda não teve tempo para reparar. Com uma autarquia destas não vamos muito longe.
O que faz isto é o péssimo funcionamento da Ambiolhão, a tal empresa que até mandou colocar cartazes a propósito de uma certificação de treta e o facto de os nossos autarcas não saberem andar a pé pela cidade para se inteirarem dos problemas reais, resumindo a gestão autárquica a negociatas.
Deixem-se lá de lerias e dêem uma satisfação aos moradores da zona que também são eleitores e contribuintes, ou será que também os nossos autarcas dividem os munícipes em classes segundo os seus interesses?

Aterro ilegal, impede a subida das aguas na Ria Formosa para proteger construções em Dominio Publico Maritimo! Senhores do governo será esse aterro legal?

No Sabado passado aconteceu uma das maiores marés do século, e alguém sabedor dessa maré  na zona ribeirinha da Fuzeta, onde se está a construir em Dominio Publico Maritimo, como é o caso dos 12 apartamentos de luxo do empreendimento "Viver a Ria", sabendo que a maré no local  iria subir a niveis superiores aos normais que tem servido de referência,  colocou um monte de brita de modo a impedir a subida da agua a novos niveis, tentando assim ganhar uns metrosde terreno ao D.P.M. .Tiveram azar pois alguém nos alertou da jogada mafiosa, e nós fomos ao local,  e registamos o monte de brita, que impedia a agua de subir livremente, conforme  se pode ver na foto acima.
Na foto de baixo podemos ver parte dos 92 apartamentos do empreendimento Delmar Village, começados a construir em Dominio Publico Maritimo  em 2009 conforme denunciamos aqui,  nessa foto podemos ver que a agua da Ria Formosa,  só não bate na maior parte dos blocos de apartamentos devido ao muro, em betão executado por dentro do antigo muro da Horta que ali existia, o aterro esse, foi  feito com entulho da construção desse empreendimento, o que é ilegal,  e assim aumentaram a quota do terreno, para construir uma piscina e jardins privados, em Dominio Publico Maritimo,  pois que o acesso foi vedado  aos cidadãos,  e assim impedindo o acesso ao mar, o que constitui mais um crime, mas tudo isso foi feito, com a licença da CMOLhão,  à vista de todas as entidades responsaveis por fiscalizar as obras em Dominio Publico Maritimo, a então ARH presidida então pela odiosa Valentina Calixto,que foi corrida da ARH pela quantidade de ilegalidades a que fechou os olhos.
Valentina essa hoje reentegrada,  na CCDR do Algarve, que já prepara a revisão do novo Plano de Ordenamento  do Costa do Algarve, sendo de esperar que nesse novo plano estja já incluindo as tais construções na Ria Formosa para o tal turismo sustentavél, turismo esse, que não é mais nem menos a construção de resorts de luxo onde hoje se está a proceder ilegalmente a demolição  das casas dos mais fracos, deixando de pé as casas dos poderosos,como acontece na Praia de Faro.
Para já sabe-se que está já preparado para entrar um projecto, para uma construção num dos ilhotes da Ria Formosa em frente a Olhão, é só demolir o que falta demolir, pois de casa em casa o Polis tem indo arranzando as casas dos mais fracos, pois sabe que tirando as demolições das 113 casas da Ilha da Culatra a resitência às demolições iria por agua abaixo como se está a verificar
Dividir para reinar, que depois a Culatra e a Armona logo vão.


Na foto de baixo podemos ver o colector de esgotos implantado no leito da Ria, com o intuito de um futuro aterro, que daria muito jeito para legalizar as construçõe ilegais, sendo o que é expressamente proibido, implantar colectores de esgotos no leito da Ria Formosa perguntamos,  o que estão as autoridades com responsabilidades  na matéria à espera de multar o infrator?
Hoje esse colector de esgotos está ligado à Estação Elevatória, situada ao lado do Delamar Village, e serve para descarga de esgotos directos para a Ria Formosa, sempre que há avarias na estação elevatória e não são assim tão poucas,  pois até a tampa do colector já tiraram para o veneno correr melhor, e não fazer o repucho como já aqui foi divulgado(para ver carregue aqui)

A Ria Formosa está a saque por parte dos poderosos, que protegidos pelas autoridades cometem toda a espécie de ilegalidades, como mais esta de aterrar a ria para impedir que a agua chegue aos seu caminho.
Enquanto isso na Praia de Faro os terroristas do Polis vão demolindo casa atrás de casas,  mesmo havendo processos a decorrer em tribunal, para evitar as demolições ilegais, pois os cidadãos não podem ser discriminados, e num estado de direito não pode haver cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª.

domingo, 22 de março de 2015

RIA FORMOSA: O ANTES E DEPOIS DE...

O marketing, enquanto ciência que visa criar necessidades, dava os seus primeiros passos e já era utilizado para convencer as pessoas da utilidade de certas mudanças de atitudes, de comportamentos e de politicas.
Alguns ambientalistas utilizaram o marketing para justificarem uma defesa fundamentalista da natureza, perdendo por completo a noção do equilíbrio entre as necessidades do Homem e a própria natureza.
No vídeo, de 1985, constante do link que a seguir deixamos, é patente o que se preparava para a criação do Parque Natural da Ria Formosa, criado pelo decreto-lei 373/87. Cliquem e vejam em http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=153&tm=28&visual=4 alertando para a duração do vídeo de 27 minutos.
Antes da criação do Parque as pessoas que viviam da Ria, utilizavam toda a espécie de artes para a apanha do seu sustento. Com a criação do Parque, todas essas artes foram proibidas e quando era suposto que por força dessas restrições, aumentasse em quantidade e qualidade as diversas espécies existentes na Ria, a realidade é inversa, todas elas diminuíram.
A culpa, então invocada, era das redinhas, dos tapa-esteiros, dos arrastos, dos chalrões e de tantas outras artes como se pode ver no vídeo. Tudo foi proibido, e agora?
Diziam que a apanha de bivalves, então estimada em quatro mil toneladas por ano, era excessiva, mas hoje com as restrições impostas não vai alem das 1.200 toneladas, com uma densidade muito inferior à da época. Então a que se deve a redução da apanha de bivalves, depois das restrições?
No vídeo é visível a quantidade de seba, plantas de fundo produtoras do oxigénio presente na agua do mar e de protecção contra os predadores aquando da desova das diversas espécies, que hoje está completamente desaparecida, apesar da proibição de tudo aquilo que apontavam como causa da degradação ambiental da Ria.
Pretendia-se a proibição dos esgotos dispersos para a Ria mas passaram a concentrá-los nas ETAR e a emenda foi pior que o soneto.
A protecção das aves também não passa de outra desculpa. É que quando se alega o stress das aves  ou a apanha dos ovos provocado pela presença humana, mais não se está a fazer do que pretender correr com a população indígena da Ria Formosa. Os movimentos de quem trabalha na Ria são lentos e as aves até  os acompanham por porem à vista o alimento que procuram. Pior, bem pior do que isso, são as pessoas a correr, com movimentos rápidos, esses sim capazes de assustar as aves. Quanto aos ovos apanham-nos os curiosos e não a população indígena.
De qualquer das formas, a protecção das aves não pode colidir com o ganha pão das pessoas e basta ver que os patos consomem mais peixe que a população inteira de Olhão.
Quanto ao cordão dunar das ilhas barreira, atribui-se a sua degradação ao edificado, embora se reconheça minimamente o impacto negativo da alteração hridodinamica das areias provocada pelos molhes de Vilamoura e esporões de Quarteira.
Desde a construção dos molhes e dos esporões aliada a uma ausência de defesa e combate à erosão costeira, que o cordão dunar, particularmente a primeira linha de dunas, tem vindo a degradar-se. Se o mar leva a areia do cordão dunar, é óbvio que a duna desaparece e aquilo que ontem era a duna primaria passou a zona de uso balnear. 
Com a treta da duna primaria, uma autentica treta, porque o que hoje é primário, amanhã deixa de o ser, encontram a justificação para as demolições.
A criação do Parque veio criar restrições à produção da Ria, degradando o desenvolvimento económico e social sem qualquer contra-partida ambiental de protecção da natureza, pelo contrario, só trouxe degradação.
Isto não significa que estejamos contra o Parque mas sim contra a forma como são tratados os diversos problemas da Ria que deveria ser realmente protegida e não para a pôr ao dispor dos enormes interesses ocultos. 
O Parque Natural da Ria Formosa tresanda a corrupção, essa é que é a verdade!

sábado, 21 de março de 2015

RIA FORMOSA E A MENTIRA DO GOVERNO

Desmentindo alguns jagunços ligados ao Poder politico, não é de agora que se pede a suspensão e revisão dos planos que abrangem a Ria Formosa, como se pode ver na imagem acima.
E porque uma das desculpas é a situação de risco que alguns segmentos da Ria Formosa, foi apresentada como solução a instalação de recifes artificiais multi-funcionais ao longo da costa da Ria Formosa, algo que as entidades publicas e este governo, que vai ficar na memoria dos moradores das ilhas barreira pelas piores razões,  têm ignorado.
No entanto a sociedade Polis da Ria Formosa, não sem que antes tivesse tentado desmentir, acaba por reconhecer que tal técnica era caso a ponderar como solução a adoptar na defesa de salvaguarda de pessoas e bens e da preservação ambiental, como se pode ver na imagem seguinte, na parte por nós emoldurada.
Estes documentos estão datados de Agosto de 2011, era então ministra do ambiente uma tal Cristas que limpou o às de copas aos documentos, para aprovar em Dezembro de 2012 o Plano de Acção e de Protecção do Litoral 2012-2015, como se pode ver em http://www.apambiente.pt/_zdata/DESTAQUES/2012/ProjetoSUSTAIN/Apresentacoes/PAPVL_2012_2015-%20SUSTAIN14dez2012.pdf
O anterior plano era para durar durante os anos de 2007/2013, praticamente o mesmo período do Polis da Ria Formosa, cujo grau de execução, felizmente, deixava muito a desejar. Havia então que criar as condições, os mecanismos que permitissem cumprir os objectivos previamente definidos: as demolições.
Abandonada a desculpa ambiental, passou a defender-se a tese da necessidade das demolições por estarem em zonas de risco para pessoas e bens.
Neste novo plano que se pretende acumular aos Polis, lá vem de forma envergonhada, não falando em demolições, vem colocar condicionamentos à ocupação humana mas não prevê um cêntimo para defesa costeira e zonas de risco na área da Ria Formosa.
Ou seja, os pulhas do actual governo, iguais aos do anterior, não têm a mínima preocupação com a salvaguarda de pessoas e bens, mas servem-se dessa desculpa, ver em http://expresso.sapo.pt/835-casas-vao-ser-demolidas-no-litoral=f860886,  para levar à pratica os crimes contra as pessoas, desalojando-as e recusando-lhes o direito a uma habitação condigna, no caso das primeiras habitações.
Bem se pode desculpar este bando de criminosos e a maioria que o suporta com as asneiras dos socialistas mas afinal não passam de farinha do mesmo saco.
A bandidagem que nos governa e rouba nos salários, nas reformas, na saúde ou na educação é a mesma que quer agora roubar as casas das ilhas barreira.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 20 de março de 2015

RIA FORMOSA: OLHO POR OLHO!

A casa de Liliana Silva foi demolida mas não pode ficar sem a devida resposta. Aliás por cada casa que a Polis vier a demolir nas ilhas barreira, sinto-me no direito e obrigação de pedir a demolição das casas que a corrupção, o favorecimento e compadrio permitiram edificar, contra a mesma lei que agora invocam para demolir as casas dos descamisados.
Daqui apelo a todos para ajudarem na elaboração de uma lista das casas de certos senhores na Praia de Faro, que as fizeram a coberto das influencias dentro dos principais partidos. E Para começar gostaria de ter a identificação do património que naquela ilha tem,David Santos, actual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
Garanto-vos que se me chegar a identificação do património deste jagunço, que de imediato procederei junto do Ministério Publico a pedir a respectiva demolição. Olho por olho!
Depois pode ser a de Eliderico Viegas, o cabeça maior do turismo algarvio.
Um a um, por cada casa demolida, um prédio a abater.
Em nome da luta da Liliana e de todos os que vão ser massacrados por esta cambada de f.d.p., que querem o sol apenas para eles.
A lei ou é cumprida por igual para todos ou regularizam a situação do edificado nas ilhas barreira.
A luta ainda agora vai no inicio e veio para durar uns meses de angustia, mas se os moradores mostrarem uma atitude diferente daquela que tiveram ontem, unindo-se como a lapa se une à rocha, ainda podemos evitar o pior para a maioria.
Sempre que surjam situações com a de ontem, de imediato deve ser activado um alarme para que todos, e não só alguns, compareçam e ajudem a evitar o pior.
Foi o próprio secretario de estado que reconheceu na reunião que manteve com as associações, que este POOC é um erro, mas persiste.
Contra a ilegitimidade e prepotência desta canalha a resposta tem de ser muito dura.
REVOLTEM-SE, PORRA!

Se a lista VIP existe quem é o pai?

Lista VIP na AT: mais um filho sem pai?

Com o incontornável Passos Coelho a negar o que existe, o país segue esta novela da pornografia política onde chafurdamos. O que decidiram, mandou para o lixo dourado mais dois funcionários escolhidos, logo, encolhidos...
Chefe do Governo, ministra e secretário de Estado dormiram descansados, noticiou a imprensa, que não quer incomodar.


Excelente texto de Luis Alexandre do Blog Faro activo