sábado, 14 de janeiro de 2017

Falta de funcionários no Agrupamento Prof. Paula Nogueira levou a encerramento de Escola em Olhão!


Em Olhão, há escolas com falta de funcionários auxiliares. Quatro meses depois de as aulas terem começado, há em Olhão pelo menos um agrupamento de escolas que está a funcionar com muito menos auxiliares do que precisa. Situação semelhante já levou noutras zonas do país ao encerramento total ou parcial das escolas.
Em Olhão, nesta semana que acabou, a Escola Básica Nº 5 situada no  Bairro 28 de Setembro, Freguesia de Quelfes pertencente ao Agrupamento Prof. Paula Nogueira encerrou uma tarde devido à  falta de auxiliares: duas  auxiliares encontram-se com baixa médica e outra que faltou. Perante a falta de 3 funcionários é certo que não havia possibilidades de servir o almoço, fazer a limpeza das salas de aula e garantir a segurança dos alunos.
 

Entretanto um dos pais indignados informou-nos por email que a direcção do Agrupamento Paula Nogueira tem tentado resolver o problema da falta de funcionários junto da CMOlhão, não tendo até aqui conseguido ultrapassar a situação.
A mesma pessoa informou por email o nosso blog que os pais, indignados com esta situação, estão a recolher assinaturas para pressionar junto da Câmara a colocação de auxiliares nesta escola.
Esperamos que a vontade dos pais seja forte e que de uma vez por todas o presidente da CMOlhão tenha a vergonha e coloque funcionários a tempo inteiro e que não recorra como tem recorridos aos POC, para manter esta e outras escolas abertas no concelho de Olhão.
Para que não correr o risco de o presidente da CMOllhão, António Miguel Ventura Pina eleito  pelo PS,  nos acusar mais uma vez boateiros e arruaceiros e de nos ameaçar mais uma vez com a sua vontade de nos expulsar do concelho de Olhão (como já fez publicar numa acta da CMOlhão nº 43, de 19 de Outubro de 2016), temos como testemunho desta triste realidade, todos os encarregados de educação e entre eles o próprio presidente da Assembleia Municipal de Olhão, Daniel Santana, eleito pelo PSD, que também já devia ter dado conhecimento e exigido a colocação de auxiliares nesta escola.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Poluição na Rede Natura 2000 da Ria Formosa foi de 2º grau - Governo e a Marinha não estão preparados!





Depois de ler várias notícias de que a limpeza de 90 toneladas de óleo de palma  foi conseguida na costa das Ilhas Barreira e na Ria Formosa toda ela fazendo parte da Rede Natura 2000 ,sendo leigo na matéria,  deixo aqui algumas questões.
A Marinha portuguesa, em 2016 fez em Portimão a operação Atlantic POLEX.PT 2016  que foi nem mais nem menos do que uma simulação do combate à poluição integrado no Plano Mar Limpo. Nesta simulação que ocorreu em mar alto foram utilizados vários equipamentos e, após a chegada à costa teve também a participação da Proteção Civil local, mas não foram utilizados voluntários.
Entretanto em situação real, temos um caso de poluição  correspondente ao 2º grau do Plano Mar Limpo. Essa descarga detectada ao largo, foi noticiada inicialmente como sendo de 40 toneladas de um produto não identificado. Posteriormente e depois de chegar à costa das ilhas barreira, foi identificado como sendo um derrame de óleo de palma. Afinal para que servem as simulações realizadas?
- A actuação em alto mar não foi feita, apenas se tomaram medidas quando a descarga chegou à costa.
- Os meios utilizados em Portimão na simulação, não foram disponibilizados, nem os materiais, nem os humanos. Como diz a Marinha, a recolha, não de 40 toneladas inicialmente previstas, mas sim de 90 toneladas de óleo de palma, só foi possível graças à participação de 500 pessoas. Como a Marinha só  apresentou 40 elementos da Autoridade Marítima Nacional, os restantes 460 eram voluntários. Não foram chamados
os agentes da Protecção Civil Municipal de Faro e Olhão, como foi simulado em Portimão.





Entretanto querem-nos fazer crer que a poluição derivada por derrame de óleo de palma  foi extinta, mas esta substância espalhou-se pela Ria Formosa, tendo sido detectada em cima de viveiros de bivalves e até na rampa ao pé do Porto de Recreio de Olhão a que alguns chamam Marina.
De referir também, que o nível do 2º grau do Plano Mar Limpo é o segundo mais grave por isso a situação foi pior do que se possa imaginar e não foi assim tão ligeiro como quiseram fazer crer.
O presidente da CMOlhão disse que a ambiOlhão recolheu os sacos de espuma de óleo de palma e iria depositar em aterro, conforme se pode ler neste extrato do texto retirado do Postal on line. Então em que aterro foram depositadas essas 90 toneladas de espuma de óleo de palma? Houve o cuidado de questionar se essa será a solução adequada?
 No que toca a futuros focos de poluição na costa da Ria Formosa e do Algarve há algumas questões que se deve levantar:
- Se for detectada ao largo da costa da Ria Formosa uma mancha de hidrocarbonetos (grude do petróleo), a Marinha Portuguesa vai deixá-la chegar à costa que faz parte da Rede Natura 2000 pondo em risco a fauna e flora dos canais, esteiros e sapais da Ria Formosa?
Qual a grandeza do impacto ambiental se isso vier a acontecer?
Estará a Marinha preparada para evitar que tenhamos que ver imagens desta natureza na Ria Formosa?
 Resultado de imagem para fotos de poluição de derrames de crude
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- E se for no verão a forma de actuação será idêntica à aplicada? Seria interessante ver os órgãos da comunicação social estrangeira a noticiar a interdição das praias do Algarve por poluição de hidrocarbonetos ou, já agora, por óleo de palma.
- E se o governo deixar instalar na costa do Algarve plataformas de exploração de petróleo  e acontecer um acidente do tipo que aconteceu no Golfo do México?
A nossa Ria, a nossa fauna e flora, os esteiros e sapais desapareceriam e os meios de actuação seriam nenhuns, apesar do êxito das simulações!

Resultado de imagem para fotos do derrame de crude no golfo do méxico