domingo, 29 de março de 2020

O ESTADO FALHOU E CONTINUA A FALHAR!

1 - O inicio do falhanço do Estado perante o corona vírus começou com a declaração da Directora Geral de Saúde quando disse que o vírus não chegaria ao nosso País.
Esqueceu a directora que o plante está transformada numa aldeia global e que se as pessoas e mercadorias chegam dos pontos mais remotos em menos de vinte e quatro horas, também os vírus chegam.
Foi com base nessa atitude que o Estado não se preparou nem preveniu para o que tem vindo a acontecer, adquirindo o matéria indispensável para o bom funcionamento das instituições de saúde.
Mais a directora geral tem caído num conjunto de contradições assombrosas. Primeiro era necessário usar as mascaras para depois dizer que não garantiam protecção; as luvas eram indispensáveis mas passaram a ser perigosas se usadas na rua; não há nenhuma utilidade em desinfectar as ruas; tardou a encerrar escolas; tardou a fechar fronteiras.
Tudo aquilo que permitiu a outros países combater a epidemia com resultados é negligenciado aqui! Mas soube declarar o Estado de Emergência e com ele suspender o direito à greve, o que os outros não fizeram!
2 - Quanto aos números da pandemia no nosso País não correspondem à realidade, mas também não se estranha, tal como não se estranha a falta de material nos hospitais, embora o governo diga que não falta nada, quando anteontem uma enfermeira que presta serviço no Hospital de Faro fazia um apelo pedindo á população de meios de protecção que não tinham, como se pode ver nas imagens abaixo:


Porque será que isto não nos espanta? Se olharmos para trás e formos ver quem era a actual Ministra da Saúde, logo percebemos o porquê da escassez dos números. É que a ministra, antes de o ser, foi  presidente do Conselho Directivo da Administração da Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS). E nessa qualidade falseou os dados das listas de cirurgias. Não sou eu quem o disse mas sim o Tribunal de Contas como se pode ver em  https://www.publico.pt/2019/04/18/sociedade/noticia/relatorio-concluiu-1869614.
Diz o Povo que cesteiro que faz um cesto, faz um cento, pelo que os números vertidos pelas autoridades nos merecem as mais sérias duvidas.
3 - Já todos perceberam que os estabelecimentos onde era feito um convívio social foram encerrados por determinação superior. Em regra estes estabelecimentos são empresa de pequena dimensão embora representem uma fatia substancial do tecido económico. Mas outros há que escapam à Lei porque estão protegidos, os estabelecimentos hoteleiros. Então, os portugueses estão obrigados ao recato e distanciamento social e os visitantes não? Ou será pelo peso que a industria hoteleira tem? Mas se é assim, está a pôr-se a economia acima da saúde publica! 
Como estamos numa zona que quase vive exclusivamente do turismo, por opção dos governos diga-se, podemos ser contaminados pelos visitantes desde que venham deixar uns trocados!
Mas até nisso temos visitantes de primeira e de segunda, com os nacionais a não se poderem deslocar até  à região.
4 - A doença não escolhe idades, sexo, cor, raça, religião ou condição social. Isto para dizer que os mais velhos estão a ser discriminados quando são impedidos de saírem à rua.
Os mais velhos são precisamente os pais e avôs de quem os critica, quando nenhum deles está livre de ser contagiado. E se os mais novos, depois de estarem infectados sem o saber, forem para casa e  contaminarem os mais velhos.
Não é pelo facto de serem mais velhos; isso apenas os torna mais frágeis e susceptiveis de perecerem se forem infectados. Não é por aí!
Mandar os mais velhos ficar em casa quando na verdade a melhor protecção é o distanciamento e a lavagem das mãos. Evitem os mais novos ser contagiados e ensinem os pais e avôs a manter as distancias. Eduquem-nos mas não os prendam porque com isso podem estar a criar uma doença mental.
As pessoas até podem andar nas ruas desde que mantenham as distancias e se protejam. Presos, Não!
Que o Estado passe a dar números correctos para não alimentar ainda mais desconfiança em  entidades que já são de si duvidosas.
Lembram-se que as entidades ditas independentes do Estado, são dirigidas por nomeação de políticos duvidosos!

sábado, 28 de março de 2020

OLHÃO: UM PERFEITO CANALHA!

A crise sanitária do Covid 19 tem vindo a mostrar a péssima qualidade da nossa classe politica, em particular do presidente da Câmara Municipal de Olhão e da AMAL.
Há poucos dias atrás, tal como dissemos, o presidente veio anunciar o diferimento do pagamento da fatura da agua para Maio; e porque nas redes sociais foi questionado como seria o pagamento da fatura entretanto enviada, a Ambiolhão esclareceu que ela era referente a um período anterior a Março e como tal teria de ser paga dentro do prazo estipulado.
Acontece que essa fatura foi emitida a 12 de Março com pagamento previsto até 15 de Abril pelo que a próxima terá a data provável de 12 de Abril e com pagamento até 15 de Maio. Se a actual não é diferida e a próxima, em Maio estará dentro do prazo de pagamento, qual vai ser diferida? Talvez a do próximo ano!
Com papas e bolos se enganam os tolos! E alguns munícipes nem deram pelo logro.
Na sequência da reunião da AMAL, o Pina prestou declarações aos órgãos de comunicação social sobre o assunto e não só, estendendo a rede para apanhar o máximo de peixe possível. De entre as publicações destacamos a que vem no Expresso em https://expresso.pt/coronavirus/2020-03-25-Covid-19-Municipios-do-Algarve-acordam-adiar-pagamento-das-faturas-de-agua-ate-maio.
Naquela publicação pode ler-se que a ocupação do espaço publico fica isento do pagamento de taxas, mas o estacionamento não é feito em espaço publico? Ou isto é só para as esplanadas de estabelecimentos que obrigatoriamente têm de estar fechados e que por isso não ocupam o espaço publico?
Mais à frente diz, o canalha em presidente, que "Os apoios ao tecido empresarial estão na base das medidas agora anunciadas….". Tem muita razão, mas esquece um pequeno grande pormenor. A maioria dos estabelecimentos fechados por ordem do governo e da autarquia, não têm consumo de agua, como todos compreenderão. Então porque têm de pagar a tarifa fixa, a tal tarifa de disponibilidade, se não podem utilizar? Que raio de apoio é este à actividade económica?
Claro que quanto ao Turismo, a conversa é outra é aí há a necessidade de fazer ao governos necessidades da região e do sector.
Por outras palavras, resume a actividade económica da região ao sector turístico… e talvez aos abacates.
Por fim, a boca foge-lhe para a verdade. Descobriu que "Estes tempos de crise fazem perceber o quão importante era existir um órgão regional directamente eleito pelos algarvios". Compreende-se que o rapazinho se esteja a fazer a cabeça de lista do tal órgão. Mas não diz qual a forma do órgão nem de quantos parasitas mais iriam viver à custa dos impostos. Daí o protagonismo que tem vindo a assumir enquanto líder da AMAL.
Protagonismo e nada mais.

sexta-feira, 27 de março de 2020

OLHÃO: PAGA OTÁRIO!

Já era previsível e agora é o próprio Cristiano Ronaldo das Finanças a admitir a crise económica e financeira que se seguirá à crise sanitária, como se pode concluir das declarações em https://www.dn.pt/dinheiro/centeno-recessao-e-defice-vao-voltar-e-depois-vai-ser-preciso-novo-esforco-11985297.html.
Depois de anos dos PECs socráticos, depois de anos do massacre de Passos/Portas, a saga continua com as medidas futuras de Costa/Centeno, com os mesmos de sempre a pagar a fatura que outros nos deixam. É a nossa herança!
Em nome da recuperação da economia e em nome da recuperação das contas do Estado, é o Povo português quem vai ser chamado a um novo esforço. 
Quando se fala na recuperação da economia fala-se não só da recuperação das empresas e dos postos de trabalho mas também dos lucros do patronato. Não lhes basta a nova lei do lay off, em que podem pagar até dois terços do ordenado, com o Estado através da Segurança Social, a pagar 70% daquele valor, mas mesmo assim vão querer mais.
A ganancia é insaciável!
Por exemplo, a Padaria Portuguesa, com uma facturação de dezenas de milhões de euros, vem queixar-se que já no próximo mês não terá dinheiro para pagar aos trabalhadores, como se pode ler em https://nit.pt/buzzfood/cafes-e-bares/a-padaria-portuguesa-esta-em-risco-de-fechar-segundo-socio-gerente-da-empresa. Coitado deste patrão, está na miséria e os seus trabalhadores estão ricos! Mas não será ele o grande beneficiário do encerramento de dezenas de pequenas padarias? Se ele está mal, como ficarão os outros?
Muitos outros exemplos poderiam ser citados.
Em qualquer crise há sempre os beneficiários dela, os mesmos do costume e os prejudicados serão sempre mas sempre aqueles que trabalham a criam a riqueza. Sim, porque nisto de criar a riqueza, não basta o investimento com que adquirem os meios de produção, porque é preciso o braço de quem os ponha a trabalhar. Só que chegada a hora de repartir a riqueza criada, o lucro, o patrão esquece que sem os trabalhadores jamais a obteria. E tudo à custa de salários de miséria.
Com tudo isto, os trabalhadores vão ser chamados a contribuir para a recuperação das empresas, dos lucros do patrão e pagar os défices orçamentais, ou seja, mais uma vez vão ver os seus já magros rendimentos serem reduzidos
Com governos destes. o otário português vai continuar a sustentar a chusma de parasitas que infestam o Estado? Vai continuar a votar nesta canalha?
Quem nos salva desta gente?   

quinta-feira, 26 de março de 2020

OLHÃO: OS SACA EUROS!

1 - Depois do texto de ontem, a Ambiolhão veio comunicar, em https://www.facebook.com/ambiolhao/posts/223287539019395 o adiamento do pagamento da factura da agua para Maio e logo apareceram algumas pessoas a baterem palmas como se de uma iniciativa meritória se tratasse.
A situação é de crise sanitária mas também de dificuldades económicas para o Povo de Olhão, agravado pela facto de estarem retidos em casa sem saber como vão pagar as suas contas. Haverá quem o possa fazer mas também se deviam de lembrar daqueles que nada têm ou que as condições de trabalho não lhes permite assegurar qualquer outro rendimento.
Vi o vídeo do meu amigo Carlos Vinha, onde ele dizia que não se via vivalma na Ria Formosa. Como é do conhecimento geral, uma boa parte da população olhanense vive da Ria e se não podem trabalhar, é natural que este pessoal esteja a passar por momentos difíceis.
Quanto à Ambiolhão, numa situação de crise como a presente e dado que deixa de realizar eventos que só tinham custos, bem que podia isentar as pessoas de menores recursos do pagamento da factura da agua. Podia também, em alternativa, isentar do pagamento das taxas de disponibilidade, a chamada tarifa fixa. Isso sim, aliviaria a carteira das pessoas, enquanto o adiar, significa a criação de divida que não se sabe depois como será resolvida, já que quem não tem dinheiro agora, menos o terá depois.
Claro que ficaram ainda de dentro de dias, não se sabe quando, proceder a esclarecimentos, o que não é mais do que andar a ver como reagem as pessoas.
Um presidente ausente mas presente na AMAL. Afinal quem lhe paga?
2 - Em Lisboa, outro trapalhão idêntico, depois de ter despejado alguns moradores em plena crise, acabou por aceitar que os moradores dos bairros sociais suspendam o pagamento das rendas durante a crise. Não sabemos é se depois de passada a crise, não invocará algum incumprimento para despejar o resto porque o que está na moda, é a especulação imobiliária.
3 - Como não podia deixar de ser, o Covid 19 está a abalar os Mercados de Olhão, seja pelo receio do vírus, como pelas medidas de contenção tomadas, o que aceitaríamos se…
Está mais que provado a quebra no volume de negócios dos operadores, razão pela qual a isenção do pagamento das taxas devidas pelas toldas se impunha. Muitos dos operadores não vão poder aguentar e os Mercados vão definhando dia-a-dia.
Chamar de heróis aos operadores, é o mesmo que lhes estar a passar uma mão pelo lombo e a outra pronta a espetar a faca. Menos conversa e mais acção ou seja menos taxas.
As empresas municipais mais a empresa mãe, a câmara municipal de Olhão, não são mais que meros saca euros, abutres.
Todos eles de barriga cheia, esquecendo os que estão de barriga vazia. Às vezes perde-se a oportunidade de uma boa tacada de ovos podres, O que vale é que o carnaval já passou com algumas pessoas a irem a Itália para trazer o vírus.
Dá para ver quantas clientes se estão a abastecer nos Mercados. São mais operadores que clientes!
Taxas? Claro que é para pagar, ou não tivessem dado emprego aos directos da associação de basquetebol?
4 - Enquanto a generalidade das autarquias algarvias suspendia total ou parcialmente, a Câmara Municipal de Olhão. Com a atitude das demais autarquias, o presidente da CMO perdia protagonismo. Basta ver que a CM Portimão, tendo em conta a suspensão da prova de motonáutica, resolveu alocar a verba destinada a tal evento para a compra de ventiladores, o que levou o Pina enquanto presidente da AMAL a anunciar a compra de ventiladores por todas as autarquias.
Perdendo protagonismo e insensível à situação dos mais desfavorecidos, marcou uma reunião da AMAL para anteontem da qual saiu a orientação para o adiamento do pagamento das facturas da agua e taxas e suspensão da taxa turística.
Adiar o pagamento é o mesmo que estrar a endividar as pessoas para pagarem de forma faseada. Não há qualquer benficio para quem já está mal e pior ficará na ressaca da crise sanitária.
Por outro lado, anuncia a suspensão da taxa turística quando ela devia ser agravada e ao mesmo tempo, manifesta-se contra a vinda de um casal para Portimão que estava contaminado, mas que estavam alojados na sua segunda habitação.
Ora o presidente da CMO não tem feito outra coisa que não seja a de promover a segunda habitação e depois. por causa das consequências vem latir contra.
O que está por detrás da atitude do Pina é a questão do protagonismo. Assim, através da AMAL, consegue que os outros presidentes de Câmara da Região não deem mais do que ele e é ele quem vai anunciar as medidas.
Os tempos que correm não são para protagonismos, para vaidades, É necessário olhar para quem tem mais dificuldades.
Todos saca euros! 

quarta-feira, 25 de março de 2020

OLHÃO: A CRISE É DOS RICOS, QUE OS POBRES ESTÃO A NADAR EM DINHEIRO?

Parece que em Olhão, a maioria da população vive bem não necessitando de medidas de impacto social, enquanto aqueles que mais rendimentos têm são afinal os mais atingidos pela crise. Pelo menos na forma como a presidência autárquica encara a situação.
É verdade que o presidente da Câmara Municipal de Olhão se exilou na presidência da AMAL, a parir de onde faz a sua campanha. Aonde quererá chegar? Com uma ambição desmedida, quer voos mais altos e largos!
Entretanto, ao invés dos seus parceiros na AMAL. não anuncia qualquer medida que minimize o impacto da crise para as pessoas com menores rendimentos. Nos outros municípios algarvios, uns anunciam a suspensão da facturação da agua, do estacionamento, outros vão longe sugerindo a suspensão temporária das taxas. Outros, propõem-se a alocar as verbas que gastariam com eventos para ajudar as pessoas mais carenciadas.
Em Olhão, a única coisa que detectamos é o envio atempado da factura da agua, não vão os olhanenses gastar o dinheiro e depois dizer que não têm como pagar.
Os milhares de euros poupados pela empresa municipal com a anulação da feira do ambiente e do bébé não são utilizados para ajudar quem mais precisa, nem mesmo os funcionários da Ambiolhão que andam na rua, a trabalhar sem mascaras, talvez por se considerar um gasto inútil.
Proceder à desinfecção das ruas não está nos planos da autarquia. É verdade que há falta de civismo por parte de algumas pessoas, que jogam as luvas para os passeios, mas até por isso se impunha a desinfecção, à semelhança do que faz noutras zonas, como se pode ver em https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-03-23-Municipios-usam-agua-com-cloro-para-desinfetar-as-ruas.
A única preocupação do homem é a de arrecadar cada vez mais dinheiro, dinheiro que lhe vai fazer falta no próximo ano para a campanha eleitoral.
É o que dá termos um presidente desertor!

terça-feira, 24 de março de 2020

APENAS TEORIA DE CONSPIRAÇÃO OU CRIME?

Felizmente que não somos nós quem o diz, mas a revista Visão traz um artigo onde se diz que um relatório da CIA de 2005 previa uma pandemia como a presente, precisamente para este ano, conforme se pode ler em https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/2020-03-16-relatorio-da-cia-de-2005-previu-pandemia-grave-a-comecar-na-china-em-2020/?fbclid=IwAR1Zlhgu22qDDryeaVtCehaFhlgooxasbynodLu6Z0lW_FKy_LqFT49HmpA.
Será mera coincidência ou trata-se de algo mais tenebroso?
Ali pode ler-se que Um estudo antecipava da CIA " o aparecimento de uma nova doença respiratória humana virulenta, extremamente contagiosa, para a qual não existe tratamento adequado". E fala especificamente no corona vírus.
Mais adiante, As consequências imediatas são também familiares. "Se se declarar uma zona pandémica será sem duvida numa zona de forte densidade populacional, de grande proximidade entre seres humanos e animais, como acontece na China e no Sudeste Asiatico".
E acrescenta O cenário de contagio global já estava previsto. "Apesar de se restrições às deslocações internacionais, viajantes com poucos ou nenhuns sintomas poderiam transportar os vírus para outros continentes".
Neste texto também se diz que "Uma reflexão sobre as forças dominantes e os perigos que rodeavam o mundo, que inclui indicações que deveriam guiar a politica dos Estados Unidos da América nas décadas seguintes.
São demasiadas as coincidências, com a China a posicionar-se na liderança mundial em detrimento do USA, seja em termos económicos, tecnológicos e também militares e o que isso representaria para até agora os donos do mundo.
Se havia a necessidade de definir politicas que repusessem os USA na liderança mundial, nada como desencadear uma guerra suja. atirando as culpas para cima das vitimas.
Nada melhor que arranjar um grupo de cientistas da casa para dizer que o vírus é de origem animal e não laboratorial. O que não se diz, é que um vírus produzido em laboratório pode ser largado no meio animal, em zonas de grande proximidade entre seres humanos e animais.
Será apenas uma teoria de conspiração ou algo tão tenebroso como provocar deliberadamente a morte de milhares de pessoas para alcançar objectivos políticos?
Diga-se ainda que no decurso do Forum Económico Mundial de Davos, Suiça, onde se reuniu a nata da elite mundial, o tema foi abordado, como se pode ver na coleção de vídeos do Youtube com o nome Evente 201 Pandemie Exercise: Highlits Reel.
Apenas coincidências? Não serve de prova para nada, mas que levanta demasiadas suspeitas, levanta! 

segunda-feira, 23 de março de 2020

OLHÃO: O PRESIDENTE DESERTOU!

Após a eleição em 2013, o presidente da câmara, optou por uma estratégia de valorização da imagem, prometendo tudo e pouco ou nada fazendo, deixando para as vésperas das eleições de 2017 o cumprimento de algumas promessas feitas. Depois de 2017, eclipsou-se e as promessa ficaram por cumprir, o que não impedia a publicitação da imagem. Imagem que se tem desgastado porque as pessoas também vão percebendo que o homem vive de e para a imagem.
A anunciada Variante Norte à Estrada Nacional 125, o fim dos esgotos directos, a construção de habitação a custos controlados, a rotunda das Quatro Estradas e muitas mais promessas incumpridas.
Desgastado deixou de enviar noticias para a comunicação social regional em nome da autarquia. Mas porque o seu ego demasiado grande, fá-lo agora em nome da AMAL como se fosse o dono da região.
Num momento tão importante como aquele que se vive por causa do vírus assassino, o presidente parece ter desertado, não tendo outras palavras que não sejam as recomendações da DGS.
Proceder à desinfecção ou lavagem das ruas não é com ele, que na sua deserção se refugia no recato social domiciliário. Mandar distribuir mascaras pelos funcionários que são obrigados a andar na rua, não faz. Desencadear medidas de impacto social como a isenção do pagamento de taxas de estacionamento, não pode que levava a autarquia à falência; de igual modo dispensar do pagamento de outras taxas e impostos municipais não é com a câmara por ele presidida. de tudo o que as outras autarquias do Algarve vêm fazendo, não é capaz de retirar, copiar uma medida de índole social, num momento em que as pessoas se veem condicionadas por rendimentos reduzidos ou por gastos com que não contavam como a aquisição de desinfectantes, mascaras ou luvas e outros meios de protecção.
Apenas em nome da AMAL anunciou, como se fosse uma decisão sua, a doacção de alguns ventiladores, algo que o município de Portimão já havia sinalizado; também a instalação de uma tenda para rastreios sob a alçada da ARS. E por aqui se fica o presidente desertor.
Temos assim um general que em tempo de guerra foge para o bunker.

domingo, 22 de março de 2020

OLHÃO: O PÓS CORONA VIRUS NO CONCELHO

1 - As duas grandes superpotências, USA e China vêm disputando entre si qual delas vai mandar no planeta. Qual das duas a melhor? Enquanto os USA se assumem como os mais acérrimos defensores do capitalismo selvagem, a China tornou-se uma potência social-fascista. Sendo assim, de entre elas venha o diabo e escolha!
No entanto as duas potências usam de estratégias diferentes para o conseguir. Assim os USA apostam na via militar, a guerra, como forma de intimidação e subjugação dos Povos e a China utiliza a diplomacia económica-financeira, em nome da solidariedade, mas com a qual vai adquirindo sectores essenciais à economia dos países que recorrem à sua ajuda.
Na presente crise do corona vírus, vemos os USA a querer para si o exclusivo de medicamentos ou vacinas enquanto os chineses levam a sua ajuda a todos os que precisam.
Com menos palavras, a China está ganhando esta guerra sem dar um tiro. É no contexto dessa guerra que os USA vêm demonstrar a sua capacidade militar, "invadindo" a Europa para a realização de um exercício militar, onde estarão mais de trinta e cinco mil homens, isentos dos procedimentos de protecção ao vírus, ou seja com potencial de contaminação. Pode ser visto em https://www.publico.pt/2019/12/10/mundo/noticia/estados-unidos-preparam-maior-exercicio-militar-europa-25-anos-1896873?fbclid=IwAR1-TZDEjQxBQFztcmPadFDbtMQa6mIUw1_5XK-P1hK36ZTmO7IWPM75cY4.
2 - A primeira grande consequência da crise do corona vírus, será o encerramento de muitas empresas e logicamente a perda de postos de trabalho, originando uma crise social de dimensão nunca vista no nosso país.
A pretexto da debilidade da economia, para alem do aligeiramento da lei dos despedimentos, o que vai surgir, é a redução salarial para recuperação da economia.
Dito de outra forma, depois de os trabalhadores serem obrigados a "salvar" o País da falência; depois dos trabalhadores serem obrigados a salvar o sistema financeiro e os banqueiros; depois dos trabalhadores serem obrigados a pagar uma divida que não criaram nem da qual tiraram qualquer proveito; os trabalhadores mais uma vez vão ser chamados a "salvar" a economia e os lucros dos patrões.
E quem salva os trabalhadores?
3 - Olhão sempre viveu de uma fortíssima ligação ao mar, com a pesca dentro e fora da Ria Formosa, indo ali buscar o sustento para milhares de famílias.
Com uma frota de pesca cada vez mais reduzida mas que ainda não satisfaz as metas do Estado que em alternativa quer impor a aquacultura e a Ria Formosa com os níveis de poluição a aumentar, é natural que as condições de vida dos olhanenses se degrade.
Aliás neste momento, a pretexto do corona vírus e da quebra no consumo de bivalves, os produtores estão já a ser fortemente penalizados ao serem obrigados  a vender o seu produto ao desbarato para satisfazer a ganância de alguns, poucos.
Com a declaração do Estado de Emergência e a maioria dos estabelecimentos encerrados, os olhanenses começam a sofrer os efeitos da crise e pior será quando ela passar.
As crises sucedem-se umas às outras!
4 - Enquanto isso, o presidente da autarquia parece desaparecido, apenas dando a cara como presidente da AMAL, o que não acontece por acaso.
É que enquanto os outros municípios do Algarve vêm apresentando medidas de alivio social, como a isenção do pagamento da factura da agua, do estacionamento e de outras taxas ou impostos municipais, o fugitivo presidente, de barriga cheia, não tem qualquer medida de âmbito social. A única medida tomada é do pagamento de qualquer serviço municipal ser pago por Pay shop ou multibanco.
Claro que compreendemos a fuga. O presidente está em recato e distanciamento social e por isso não pode dar a cara, nem por via digital! 

sábado, 21 de março de 2020

OLHÃO: CONTRA A CENSURA, PELA DEMOCRACIA!

Gostem ou não, vivemos num regime supostamente democrático, onde existe o direito de opinião, mas parece que, à semelhança do regime deposto no 25 de Abril, existem novos censores só que desta vez em maior quantidade.
Podemos não gostar dos textos de alguém e no meu caso recebo dezenas de publicações que vão da extrema direita ao lado oposto. Leio o que quero ler e a mais não sou obrigado, mas o que não faço, é denunciar textos de terceiros por discordar deles. Aí o que há a fazer é usar o contraditório e dizer o que penso sobre o assunto. a obrigatoriedade
Vem esta lengalenga a propósito de uma acção de censura contra as minhas publicações, em que alguém me denunciou junto do Facebook. Não se pense que foram os textos sobre a pandemia, mas muito mais vasto, muito para alem desses, como até o despacho de arquivamento pelo MP ou a situação da zona de produção de bivalves Olhão 4.
Obviamente que não foi de alguém ligado ao poder central mas sim ao poder local. Há que acautelar algumas situações como um tacho ou uma candidatura, já que estamos a pouco mais de um ano de eleições autárquicas. De uma forma ou de outra, quem está em causa, são os senhores que exercem o poder, que no caso de Olhão são da mesma dos que estão no governo.
Claro que tudo acontece por se denunciar a tardia e incipiente reacção à propagação do vírus COVID 19. Como se pode ver no texto de ontem, a Directora-Geral de Saúde, em Janeiro dizia que era quase inexistente a chegada do vírus à Europa, devido à distancia que nos separa da China.
Esqueceu a senhora, que a globalização transformou o planeta numa aldeia global, em que não só as mercadorias estão no outro lado do mundo em menos de 24 horas, do mesmo modo que a deslocação de uma pessoa contaminada leva o mesmo tempo. Nos dias que correm não há distancias que separem os Povos e tudo pode acontecer no espaço de poucas horas.
Como se não bastassem as infelizes declarações da Directora, o Estado tardou a reagir, partindo dos mesmos pressupostos, não acautelando o material indispensável no combate à propagação do vírus como descurou a aquisição de material hospitalar para protecção de doentes e trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde. Pelo contrario, permitiu o açambarcamento de bens essenciais para evitar a propagação do vírus como permitiu a descarada especulação desse produtos.
Foi perante isto, a negligência do Governo, que foi necessário recorrer a uma acção mais musculada e a jeito da direita nacional, como a declaração do Estado de Emergência, que dá ao Governo o poder para obrigar os trabalhadores a trabalharem em condições de risco para a sua saúde, não acautelando a obrigatoriedade por parte do patronato de criar as condições para evitar o contagio dos seus trabalhadores.  
É isso que os nossos censores não querem que denunciemos, a responsabilidade dos nossos governantes, como da generalidade dos governos europeus incluindo a própria UE.
Mas lembrem-se de que a procissão ainda não saiu do adro porque, não só o viris ainda vai durar mais uns tempos, como o que se lhe seguirá não terá menos impacto nas pessoas mais carenciadas com a miséria e fome a crescer.
Obviamente que estamos contra a censura e somos pela democracia e pela liberdade de expressão e não haverá Estado de Emergência que nos calará!

sexta-feira, 20 de março de 2020

NÃO AO ESTADO DE EMERGÊNCIA!

O planeta foi transformado numa pequena aldeia global em que, não só a circulação de bens e serviços se faz em poucas horas, como também a propagação de doenças. Mas os nossos responsáveis ignoraram os riscos e por isso encontramos-nos hoje na situação em que estamos.
Foi essa ignorância e a politica de cativações com que degradaram o Serviço Nacional de Saúde, não adquirindo bens essenciais ao bom funcionamento dos estabelecimentos de saúde, como a simples lexivia, medicamentos, toalhas, pijamas e muitos outros elementos básicos, para não falar das mascaras e luvas.
Muito se tem falado no caso de Ovar, pouco se dizendo que foi numa Unidade de Saúde Familiar que surgiu a contaminação de pessoal em serviço  que não tinham os meios adequados à protecção contra a contaminação e de outros doentes que ali acorreram.
As autoridades portuguesas não cuidaram de se prevenir para a possibilidade de uma epidemia adquirindo equipamentos e meios, digamos, de defesa, como mascaras, luvas desinfectante e outros. 
Ao contrario, permitiram o açambarcamento daqueles produtos e uma subida de preços demasiada grande deles, o que deixou desprotegida a maioria da população.
Embora no País exista um fabricante de mascaras, a verdade é que ele levou a exportar porque as autoridades portuguesas não as requisitaram em devido tempo, razão pela qual ainda hoje temos funcionários do Hospital de Faro a trabalhar sem mascaras.
Entretanto foi decretado o Estado de Emergência, na prática uma suspensão temporária da democracia, tal como o havia sugerido, nos tempos do Passos Coelho, a antiga ministra Ferreira Leite. Tal decisão foi apoiada pela direita nacional, desde a mais democrática até à mais retrograda.
Essa suspensão da democracia dá ao governo o poder de decretar todas as medidas que entenda quanto aos trabalhadores, como a suspensão do direito à greve, mas também de os obrigar a trabalhar nem que para isso tenha de proceder á requisição civil, mas não obriga o patronato a cumprir com as recomendações para protecção dos trabalhadores, disponibilizando as mascaras e luvas com as quais devem trabalhar.
Ainda esta manhã, um negro se queixava disso mesmo, e a quem o patrão respondeu que se abrisse muito a boca ainda lhe faltaria também o salario, ou seja poderia despedi-lo; numa outra situação, uma trabalhadora de um lar se queixava de que o patrão lhe dissera que a mascara era para durar quinze dias.
Como não podia deixar de ser, alguns trabalhadores do grupo Câmara Municipal de Olhão, estão mais ou menos nessa situação apesar das "boas intenções" anunciadas pela presidente da autarquia, como se pode ver em  http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2834-estado-de-emergencia-medidas-municipio-de-olhao. É curioso verificar como a autarquia pretende assegurar a falta de funcionários da recolha de resíduos por doença mas não acautele que os mesmos tenham mascaras para trabalhar.
As sucessivas falhas de comunicação e as omissões não contribuem para o esclarecimento das pessoas, pelo contrario. Com uma comunicação social mórbida e ávida de sangue, mais contribuindo para o alarme social e  fomentando o medo, o poder politico decretou o Estado de Emergência, uma tentativa para silenciar a denuncia das falhas quando deveriam educar as pessoas no bom sentido do recato, distanciamento social e higienização.
Educar, formar sem reprimir, sem condenar as pessoas a prisão domiciliaria. Não será trancando as pessoas em casa que vão combater a praga, mas sim criando as condições que evitem a propagação da doença.
Forneçam mascaras, luvas, e desinfectantes quanto baste, não deixem a população desprotegida, como têm feito até aqui.
Gostem que não gostem, e porque ainda vivemos em democracia, se não concordo, tenho o direito de o manifestar da mesma forma que aqueles que defendem a restrição de direitos, liberdades e garantias. Apenas tenho de observar as recomendações técnicas para evitar contaminar e ser contaminado, até porque fazer parte do grupo de risco.

Onde andam?

Alguém sabe se a Câmara Municipal de Olhão ainda está em funções?

Alguém sabe do presidente?
Não é que eu queira saber do homem, mas não parece que a autarquia esteja preocupada com os munícipes.


quarta-feira, 18 de março de 2020

A GUERRA ÀS PORTAS DA EUROPA?

Os nossos leitores sabiam que:
- Às primeiras descobertas cientificas é dado um uso militar?
- Que na natureza existem milhares de espécies de vírus?
- Que os vírus podem ser manipulados geneticamente com vista à utilização na guerra biológica?

- Que nos USA, um senador perante o Congresso disse que aquando do surto de gripe A, em que morreram cinquenta e duas mil pessoas, já foi causado pelo corona vírus?
- Que os chineses acusam o exercito americano de ter introduzido o vírus na China?
- Que a China é o principal inimigo a abater pelos USA?
- Que os países do medio oriente, alvos da chamada Primavera Arabe, se propunham negociar o petróleo numa outra moeda que não o dólar?
- Que o petróleo é a garantia do petro-dolar?
- Que a China anunciou a intenção de negociar o petróleo em yuan (moeda chines) com garantia ouro?
- Que negociar o petróleo numa moeda diferente do dólar levaria à falência os USA?
- Que perante a capacidade financeira, tecnológica, humana e militar da China apenas através de uma guerra biológica, os USA poderão reagir ao desenvolvimento daquela potencia?
- Que o epicentro do corona virus passou a ser a Europa?
- Que na Europa, o corona vírus afecta os países mais industrializados mas com problemas financeiros, como a Itália, França e Espanha, para não falar no cantinho?
- Que os USA, enquanto testavam em humanos uma vacina contra o COVID 19, tentavam assegurar em exclusividade uma vacina em preparação na Alemanha?
- Que a exclusividade daquela vacina, deixaria os Povos europeus nas mãos americanas?
- Que a Alemanha, e bem, recusou a proposta americana por entender que ela deve estar acessível a todos?
- Que os nossos governantes se têm desmultiplicado em enaltecer a postura do Povo português de recato social?
- Que perante tais evidências não se justifica a declaração de emergência?
- Que a declaração de emergência visa a retirada de direitos, liberdades e garantias do Povo?
- Que a crise do corona vírus vai desencadear uma grave crise económica e social?
- Que no desenvolvimento dessa crise, é possível assistirmos a que falte o prato de sopa a muitos portugueses?
- Que as pessoas poderão começar a sair às ruas e contestar as medidas que vão ser tomadas?
- Que, em nome do corona vírus se decreta um estado de emergência que pode servir para obrigar as pessoas a trabalhar sem a justa retribuição?
- Que os primeiros trabalhadores a sofrerem os efeitos de uma tal medida, são os estivadores do Porto de Lisboa, a contas com uma requisição civil?
- Que o governo não obriga os patrões a cumprir com o CCT mas obriga os trabalhadores a serem escravos das empresa de trabalho portuário?
Que ninguém duvide que estamos perante uma guerra com armas diferentes das tradicionais!
NÃO AO ESTADO DE EMERGÊNCIA!

terça-feira, 17 de março de 2020

OLHÃO: O CORONA VIRUS E OS TRANSPORTES PUBLICOS MARITIMOS

Ainda ontem, o barco que faz a ligação entre Ayamonte e Vila Real de Sº António vinha apinhado de espanhois, quando se sabe que o País vizinho é uma das principais zonas de risco, perante a passividade das autoridades.
Do mesmo modo que os barcos de ligação às ilhas barreira vão e vêm com mais de uma centena de turistas, numa altura em que apela ao recato social.
Pior ainda porque nestes barcos não se cumprem as normas recomendadas pela Direcção Geral de Saúde e que podem ser lidas em https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0112020-de-17032020-pdf.aspx.
Não há mascaras, pelo menos ontem ainda não as havia, não há luvas, não nenhum corredor que separe os tripulantes dos passageiros para alem da ausência de produtos como desinfectantes.
Se por um lado temos de compreender que deve ser assegurado o transporte de ida e volta dos residentes nas ilhas por outro lado mal percebemos como é que se permite a aglomeração de pessoas desta maneira, na sua maioria, turistas.
A PSP, ontem andou a percorrer os estabelecimentos comerciais, tentando pôr ordem no acesso aos estabelecimentos, sejam para abastecimento alimentar, cafés ou restaurantes, nos quais se impõem limites ao numero de pessoas presentes nos estabelecimentos.
Já quanto aos barcos, não se vê a Policia Maritima ter a mesma atitude quanto aos visitantes, que não se sabe de onde vieram, sendo certo que enquanto se fala nos países asiaticos se omite que o maior risco provem de países europeus.
E os trabalhadores dos transportes marítimos como se protegem quanto ao risco de contaminação pelo vírus? Mesmo entre os passageiros não estarão obrigados a manter a distancia mínima de um metro como recomendado? Qual o papel da Policia Maritima nesta matéria? Não deverá ela verificar do cumprimento das recomendações da DGS? Ou será que só servem para perseguir quem anda à procura do sustento na Ria?
Que os trabalhadores da carreiras vejam as recomendações e exijam à entidade patronal que as cumpra!

segunda-feira, 16 de março de 2020

RIA FORMOSA: OLHÃO 4 TEM FUTURO?

Enquanto entidades publicas como a autarquia de Olhão ou a Aguas do Algarve continuam poluindo a Ria Formosa, quem vive dela vai vendo os seus rendimentos minguarem.
Muito se tem falado das zonas de produção e pouco se tem dito sobre o futuro e era importante que quem exerce a sua actividade na produção de ameijoa reflectisse um pouco sobre o assunto. Estamos a falar da zona Olhão 4, por enquanto classificada como sendo de classe B.
E dizemos por enquanto porque dentro de algum tempo, mais curto ou mais longo, estará destinada a levar a mesma classificação que Olhão 3. E porquê?
Como é do conhecimento geral, a matéria orgânica (caca) em suspensão vai sedimentando, ou seja ao depositar-se no fundo, ela acabará por fazer parte do substrato onde se produz a ameijoa. Ameijoa essa que devido ao seu processo de filtração vai fazendo a bioacumulação da contaminação fecal.
Assim quanto mais tempo durarem os esgotos directos, sem qualquer tratamento e o péssimo funcionamento das ETAR, é previsível que dentro de meia dúzia de anos, vejamos a zona Olhão 4 também ela ser desclassificada para classe D, embora antes disso possa ver a passar para C, transitoriamente.
Olhão 4 é a zona que está à bica para uma futura desclassificação, o que não quer dizer que as outras não possam vir a ter o mesmo problema. É tudo uma questão de tempo. E por isso, todos os que vivem ou sentem a Ria e as suas actividades economias tradicionais, devem lutar por uma Ria Formosa cada vez mais formosa.
Para se perceber melhor da importância da produção de ameijoa, atente-se na imagem acima, retirada da Estatistica da Pesca, elaborada pela DGRM.
A produção de moluscos representa 56,7% da produção aquícola total, e daquela, 87,6% são de produção de bivalves, a maioria dos quais na Ria Formosa, com destaque para a ameijoa, de longe a maior contribuinte para estes números. Importa referir que só a dez euros o quilo, o valor da ameijoa atinge cerca de quarenta milhões de euros, que ficam na cidade.
Para alem dos números relativos à produção de ameijoa, importa os números quanto á quantidade de pessoas que directa ou indirectamente vivem desta actividade.
Afinal quem quer acabar com isto? Serão aqueles que defendem uma POLUIÇÃO ZERO ou uma autarquia que continua a poluir? Será o turismo o grande gerador de receitas locais que vai substituir a produção de ameijoa?

sábado, 14 de março de 2020

OLHÃO: PARA QUE SERVE A JUSTIÇA?

Mais uma vez, fomos brindados com um despacho de arquivamento por parte do Ministério Publico, o que não nos surpreende, já que os antecedentes apontavam nesse sentido, mas que nos deixam muitas interrogações.
O projecto urbanístico que deu lugar a esta denuncia junto do MP, situa-se na faixa de cinquenta metros da margem terrestre de aguas flutuáveis e navegáveis, sujeitas às oscilações das marés, e como integrando o Dominio Publico Maritimo.
Assim, no acto de apresentação do projecto de arqitectura, a autarquia deveria ter exigido a prova do reconhecimento da propriedade privada e ainda de um titulo de utilização emitido pela Agência Portuguesa do Ambiente.
O registo da propriedade ainda apareceu mas o titulo de utilização não! Foi dado inicio à construção, tendo a APA deduzido o embargo, mas "esquecendo-se" de notificar o promotor da sua intenção, razão pela qual, uma providência cautelar fez cair o embargo. Mas nem assim o promotor requereu o titulo de utilização.
Apresentada a denuncia, o MP acabou por arquivar, alegando o desconhecimento por parte dos autarcas, o que veio a ser desmentido na contestação ao arquivamento. Reaberto o processo, vem agora o MP, justificar novo arquivamento com a apresentação do titulo de utilização.
No contestação apresentada iam indicados outras violações à Lei que o MP pura e simplesmente ignorou. mas que vai ainda ser objecto de nova contestação. 
A primeira questão que agora se levanta, prende-se com a actuação do MP. Para quem anda atento às noticias, viu recentemente o MP investigar e deduzir acusação, e bem, contra magistrados judiciais, mas pergunta-se quem investiga o MP?
Também foi noticia a questão de um Parecer do Conselho Consultivo da PGR que dava à hierarquia o poder de decidir alguns processos, sem que nada constasse dessa interferência, o que permitiria à tal hierarquia, dizer quem deveria ser perseguido e quem deveria ser "perdoado". 
Diz-se que os magistrados judiciais são pagos pelos tribunais enquanto os do MP são pagos pelo Estado, o que diz logo da sua "independencia" em relação ao Poder politico.
Regressemos então ao projecto urbanístico e ás alterações então surgidas.
O embargo foi deduzido precisamente pela falta do tal titulo de utilização e assim se manteve até à conclusão das obras e até mesmo até ao despacho de arquivamento.
O que entretanto mudou, foi a presidência da APA que passou para as mãos dos socialistas, para um individuo que foi vereador do promotor quando esse foi presidente da Câmara Municipal de Faro. E logo o novo presidente veio dizer que se tivesse sido feito o requerimento que ele teria emitido o tal titulo. Ou seja, primeiro constrói-se e depois regulariza-se, como se tal não constituísse qualquer crime. É evidente que no processo administrativo admitem a sanação administrativa, mas pergunta-se se a mesma absolve o crime? É que se sim, então vale a pena cometer o crime, desde que se tenham bons amigos.
E é assim, que só nos últimos dias do ano 2019, cerca cinco anos após a aprovação do projecto de arquitectura, é requerido e emitido um titulo que deveria ser apresentado no inicio do projecto.
Com as Leis que temos, com um MP sem qualquer escrutínio popular ou outro e de certo modo controlado pelo Estado patrão, nunca sairemos da cepa torta.
O combate à corrupção tem de estar na primeira linha de combate deste País por se tratar de um cancro de grandes dimensões. O Povo é chamado a pagar todos os desmandos da classe politica, dos compadrios, das amizades, dos votos, ao meso tempo que vai ficando na miséria.
E o que faz o MP? Quem combate? Os pilha galinhas!
O enriquecimento ilícito e ou ilegítimo veio para ficar embora esteja debaixo dos olhos de todos.
Isto é justiça?

Mãos ou luvas? Eu sou pelas mãos!


Hoje assisti a vários procedimentos que pensamos ser os mais adequados, mas que poderão ser ainda mais prejudiciais.

Por favor, não utilizem luvas incorrectamente: é preferível não usar luvas e lavar muitas vezes as mãos com água e sabão, do que usar as luvas de protecção de forma incorrecta. Não vale a pena utilizar luvas se não o fizermos bem.

Os cuidados com as luvas são os mesmo que os cuidados com as mãos:
- Lavar as mãos enluvadas com água e sabão
- Enxugar
- Passar as mãos com as luvas por álcool ou gel  antisséptico
- Deixar secar naturalmente
- Retirar pelo punho
- Não partilhar luvas
- Se sentir a mão molhada ao retirar as luvas, é porque já não são seguras

E cuidado onde coloca a mão enluvada!!!!
Não coma nem jogue a mão enluvada à cara!

sexta-feira, 13 de março de 2020

OLHÃO: SOBE, SOBE, BALÃO SOBE

Depois de contratar os dirigentes da associação de basquetebol para funcionários da Mercados de Olhão, agravando os custos de funcionamento da empresa, há a necessidade de actualização de taxas.
Por aquilo que nos é dado apreciar no comunicado da Mercados de Olhão, as taxas foram atualizadas com efeitos a partir de 1 de Janeiro mas anuncia-se que a partir de 1 de Julho virá nova actualização.
Os operadores dos Mercados e todos os que ali têm um estabelecimento devem dar-se por satisfeitos, tal a generosidade com que foram brindados. O negocio corre de vento em popa, cada vez vendem mais, embora nós vejamos cada vez menos pessoas a afluir aos mercados.
Podiamos publicar a nova tabela, mas cabe a todos os que têm ali a sua actividade, denunciar o duplo agravamento das taxas, até porque com a entrada em cena das restrições impostas de isolamento social para os estabelecimentos, certamente que as vendas vão cair, particularmente nas esplanadas.
Parece-nos que uma empresa de capitais exclusivamente municipais, deveria acompanhar as medidas da empresa mãe, abdicando da cobrança de taxas, nem que fosse de forma parcial, enquanto durassem as medidas extraordinárias, até por não se saber quanto tempo vão durar as restrições.
Será que uma autarquia que decide impor medidas que afectem a actividade económica não se deve solidarizar com os comerciantes, abdicando de parte das receitas? Ou devem ser os debilitados comerciantes a sustentar as vaidades empresariais municipais?
E se os estabelecimentos sentirem a necessidade de fechar as portas porque nesta situaç~ºao se torna incomportável trabalhar?

quinta-feira, 12 de março de 2020

OLHÃO: O PLANO DE CONTINGÊNCIA DO CORONAVIRUS

Reuniu ontem o estado maior da Câmara Municipal de Olhão para apresentar o Plano Municipal de Contingência do Coronavírus e que pode ser consultado em http://www.cm-olhao.pt/images/Autarquia/Comunicacao/PDFS/2020/COVID_19%20PLANO%20DE%20CONTIGENCIA.pdf.
Antes de comentarmos o Plano, lembramos que o governo, por omissão, é um dos principais responsáveis pela evolução do vírus no nosso País. É que por efeito das cativações orçamentais, foram descuradas as medidas preventivas, de entre as quais, a monitorização de todos os cidadãos provenientes de zonas de risco.
A ausência de monitorização em aeroportos e fronteiras não permitiu fazer a necessária despistagem, razão porque cidadãos regressados de zonas de risco, que não apresentassem sintomas, fossem trabalhar ou frequentar estabelecimentos onde se juntavam muitas pessoas. Parte dessas pessoas, vieram posteriormente a apresentar sintomas e confirmar serem portadores do vírus.
Em Olhão registou-se o caso de uma professora do Agrupamento Paula Nogueira, regressada de Itália, uma zona potencial de risco, que, num acto cívico e bem, comunicou à escola a sua situação, tendo optado por fazer a quarentena equivalente ao período de incubação da doença. Entretanto consultou a Saude 24 que a mandou trabalhar. Felizmente não se confirmou o pior dos cenários!
Outro tanto, aconteceu com a professora da Amadora, em situação semelhante, cujo resultado viria depois a mostrar que estava contaminada.
A falta de monitorização como medida preventiva, por apresentar custos elevados, caiu por terra, e os custos actuais, económicos, sociais e a possibilidade de uma pandemia, são cada vez maiores, sendo o governo o primeiro responsável pela ausência de tais medidas.
Quanto ao Plano de Contingência da CMO, em algumas particularidades interessantes e que nos merecem os comentários que se seguem.
Diz o Plano:
"O impacto de uma detecção tardia de casos importados, a nível mundial, sem a aplicação imediata de medidas de prevenção e controlo da doença, será elevado, portanto nesse cenário, o risco de transmissões secundarias dentro da comunidade, é estimado em muito elevado."
Afinal a autarquia tem a mesma opinião que nós, já que a detecção se tem mostrado como tardia!
Mas, o Plano não se fica por aí, querendo tapar o sol com a peneira, já que só faz alusão aos casos surgidos na China, como se em Itália os não houvesse.
Será pela dimensão da comunidade italiana residente em Olhão? Será ignorância? E os portugueses que se deslocam a Itália?
Claro que não podemos deixar de recordar que foi neste contexto que o presidente foi de ferias para uma país… asiatico, Mas o virua a ele nunca o atacaria! Está protegido pelo Poder politico!
Para um plano aprovado a 9 de Março, parece muito pouco em termos de prevenção e mais em termos de contingência. Veremos a evolução e resta-nos desejar que tudo corra pelo melhor.