sábado, 31 de janeiro de 2015

Demolições na Ria Formosa: OAuditório Municipal de Olhão foi pequeno para discutir a posição das pessoas em defesa da Ria Formosa e contra as demolições.

 
O encontro, promovido pelas associações de moradores da Culatra, Hangares e Farol, ilhas que integram a Ria Formosa, no Algarve, juntou no auditório municipal em Olhão, moradores, autarcas e os deputados parlamentares eleitos pelo Algarve, Miguel Freitas (PS) e Paulo Sá (PCP).
Os participantes exigiram que o Governo "suspenda imediatamente" o processo de demolição de casas consideradas ilegais, bem como a suspensão do Plano de Ordenamento da Orla Costeira do Algarve (POOC) Vilamoura-Vila Real de Santo António.
Para a presidente da associação de moradores da Culatra, Sílvia Padinha, a suspensão da atividade da Sociedade Polis Ria Formosa, entidade que gere o processo das demolições, "é uma questão de legalidade", alegando que um dos sócios que a compõem - a câmara de Olhão - "já denunciou que a mesma está a funcionar ilegalmente desde 1 de janeiro".
"Se é um dos sócios que integra a sociedade a fazer a denúncia, de que é que o Governo está à espera para suspender a Polis", questionou a represente dos moradores.
As três associações promotoras do encontro asseguraram que vão continuar a lutar "com todos os meios legais, para travar o processo e encontrar uma solução que satisfaça a pretensão dos moradores".
"Levaremos o caso até às últimas consequências, inclusive ao Tribunal Europeu para travar tamanha injustiça que está a ser cometida pelo Estado português", concluiu Sílvia Padinha.
A Sociedade Polis Ria Formosa iniciou em janeiro as demolições na Ria Formosa e esta semana a demolição de mais de uma centena de construções ilegais, na Praia de Faro, menos de um mês depois de ter sinalizado e tomado posse administrativa das mesmas.
Numa primeira fase, estão a ser demolidas as edificações situadas a nascente da Praia de Faro, nomeadamente anexos e casas consideradas como de segunda habitação, ficando por enquanto de fora as habitações cuja posse está suspensa por ainda correrem providências cautelares em tribunal.
De fora ficam, por agora, as construções situadas na zona central da Praia de Faro, concessionada à autarquia, e as casas de primeira habitação, cuja demolição só arrancará quando estiver concluído o processo de realojamento dos habitantes.
Noticia retirada do Jornal de Noticias Online
Nota do Olhão Livre: Sempre dissemos às pessoas que só as pessoas interessadas, podem defender a Ria Formosa contra a Poluição criminosa, derivada dos esgotos Tóxicos, que a CMOlhão e a CMFaro todos os dias descaregam nas Aguas de Producção de Bivalves sem qualquer tratamento, poluição essa que levou há mais de 1 ano, que a maior parte dos viveiros da Ria Formosa,no Concelho de Olhão,  fossem desclassificados da Classe B para a classe C impedindo assim de ganhar a vida os viveiristas que viram os seus viveiros de amêijoas sofrerem essa desclassificação,sem que fossem compensados.

Sempre alertamos as pessoas que se deviam unir em tornos das casas que o POOOC decretou serem para jogar abaixo, os mandantes dos partidos do poder sempre acalmaram as pessoas dizendo que não ia haver dinheiro para tal, foi preciso o camartelo chegar oas ilhotes de São Lourenço para as associações finalmente ouvirem o nosso apelo, de se unirem e lutarem por interesses comuns que não só evitar as demolições mas colocar fim aos crimes de poluição que todos os dias acontecem na Ria Formosa.

Há anos, que andamos a alertar as pessoas que vivem na Ria que há interesses poderosos, que querem correr com as pessoas da Ria, para esses grupos virem então tomar posse da Ria e do cordão dunar com resorts de luxo, sendo que 1º objectivo dos poderosos, é correr com  máximo de pessoas de cimas das Ilhas,o leilão dos viveiros é mais outra machada nos viveiristas ,que durante gerações e gerações exploraram os viveiros e investiram lá o fruto dos seu trabalho, lutando  todos os anos contra a mortandade das amêijoas que morrem devido à poluição, com oriugem nesses esgotos assasinos e nas ETARS assasinas de Olhão Poente e de Faro Nascente.

Hoje as pessoas no Auditório Municpal de Olhão deram uma amostra do que pode ser a força das pessoas, se unirem e lutarem por objectivos comuns.
Sempre afirmamos que sem Luta não há vitórias, mas é preciso ter cuidado com os vendedores de promessas, sempre prontos a espetar uma faca nas costas do povo depois de passadas as eleições e obtido o voto nas eleições que se avizinham, e que vão acontecer este ano.
A Luta continua, vamos exigir o fim das demolições o fim da poluição na Ria Formosa, a revisão do POOC, e a paticipação massiva das pessoas na discussão de um novo POOC.


RIA FORMOSA: DEMOLIÇÕES SÃO ACÇÃO EXCLUSIVAMENTE POLITICA!

Por mais que tentem, com o jogo das palavras, iludir os moradores das ilhas barreira com as tretas da legalidade e ou ambientais, a única verdade é que se trata de uma acção exclusivamente politica.
Não se trata de um questão jurídica como alguns pretendem afirmar e também o não será do ponto de vista ambiental.
O POOC, enquanto plano de gestão territorial, é o mensageiro das demolições e foi através dele que a canalha politica do arco da governação criou as condições para a utilização do camartelo. O POOC, desde o seu inicio até à aprovação, atravessou governos de socialistas como António Guterres e Sócrates e do PSD/CDS como Durão Barroso, Santana Lopes e Passos Coelho. Todos estão ligados às demolições!
Já demonstrámos que a Lei sobre o Domínio Publico Marítimo apenas é para ser cumprida por alguns e de forma bastante diferenciada consoante a capacidade financeira e o grau de conhecimentos dos promotores turístico-imobiliários, sendo exemplo disso as constantes violações na Fuzeta, nas Cabanas de Tavira, Cacela ou no Ancão.
Já se percebeu que não são as casas que afundam as ilhas e que a única coisa que se lhes pode apontar, é o facto de terem sido construídas em cima do cordão dunar, situação logo aproveitada para se dizer que estão a ocupar um espaço que deveria ser de fruição para todos, o que também é falso, uma vez que o cordão dunar, segundo as mesmas vozes renaturalizadoras, é para ser utilizado única e exclusivamente nos passadiços sobreelevados que nunca foram feitos para evitar o pisoteio.
Noutras situações argumenta-se com a defesa de pessoas e bens, mas as demolições fazem precisamente o contrario ao destruir os bens de quem lá tem casa e deixar ao relento muitos dos que lá residem o ano inteiro.
Nunca foi definida uma politica de combate à erosão e de defesa costeira apesar de por variadas vezes ter sido pedida e o exemplo mais flagrante disso, é que o actual plano de dragagens da Ria Formosa permitia com custos reduzidos, resolver um problema de décadas de desleixo e incúria por parte dos mesmo que descobriram, agora, a Ria Formosa.
As Câmaras Municipais participaram na elaboração do POOC tal como, e também pelo que dele emana, fazem parte integrante da Sociedade Polis. Também as Câmaras  Municipais, à semelhança dos governos geridos pela mesma canalha, têm responsabilidades nos planos de demolições e nunca acautelaram os interesses dos seus munícipes.
Agora, que muitas vozes se levantam contra as demolições, diga-se também de passagem só agora o fazem, aparecem alguns actores do teatro politico a tentar limparem-se da merda que fizeram como se não tivessem responsabilidades no que se passa na Ria Formosa.
Basta que os moradores das ilhas reflictam no caso da ligação das condutas de agua e saneamento em 2009 quando já se sabia quer pelo POOC, aprovado em 2005, quer pela Polis aprovado em 2008, mandavam demolir o edificado nas ilhas barreira. Para quê?
Entretanto, no ano passado, foi aprovado, num acordo conjunto PS/PSD/CDS, o Plano de Ordenamento do espaço marítimo e que vai permitir concessões desse espaço por períodos de cinquenta anos. Neste contexto, a "limpeza" das ilhas barreira cria as condições para potenciais investidores virem ocupar e edificar precisamente no mesmo espaço que os actuais moradores. E atenção com a retórica das edificações amigas do ambiente, outra panaceia da sacanice politica. Não há construções amigas do ambiente, quando muito poderão é ter menos impactos negativos mas que não vêm trazer nenhuma mais valia ambiental, apenas servindo para alimentar negocios e mais negocio.
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sábado dia 31 de Janeiro às 15 horas: Manifestação em Olhão, pela Defesa da Ria Formosa

Mão amiga fez-nos chegar às mão esta convocatória de uma manifestação de 3 Associações das ILhas da Culatra, Hangares e Farol, que publicamos.

Como é nosso timbre temos somos da opinião que as pessoas devem lutar pelos seus direitos, e se as organizações desse Estado,como  a APA(ex ARH),  a CCDR o PNRF e  a CMOlhão,a CMTavira, a CMFaro e a CMLoulé,  deixam construir em Dominio Publico Maritimo, exemplo mais flagrante, . é o que  está neste momento a acontecer,  na Zona Ribeirnha da Fuzeta,  onde estão a construir  12 apartamentos autorizados pela CMOlhão, e pelo seu presidente Antonio Miguel Pina,então os moradores das Ilhas da Culatra Hangares e Farol Praia de Faro e ilhotes da Ria Formosa, tem todo o  direito de exigir o mesmo tratamento de quem constroi impunemte nas margens da Ria Formosa,com o unico objectivo de um lucro ganacioso, à conta de favorecimento dessas entidades publicas.

Sobre a construção desses 12 apartamentos um dos autores do Blog Olhão Livre fez queixa à P.J. e sendo inquirido sobre o assunto Sebastião Brás Teixeira este reconheceu que grande parte dos 12 apartamentos estão a ser construidos em Dominio Publico Maritimo,na Zona Ribeirinha da Fuzeta, ou seja em terrenos do Estado, mas que o problema se resolvia com uma contra ordenação e assim acabou o embargo da obra.

O que os proprietários das casas nas Ilhasdevem exigir  é a defesa do Estado de direito, que que Portugal diz ser, e num estado de direito  a sério, não pode haver cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª. A lei tem de ser igual  para TODOS e não pode ser interpetada, de modo a favorecer os poderosos e os autarcas,  que deixam construir em Dominio Publico Maritimo como durante anos fez o defunto do ex presidente da CMOlhão,e  faz  agora Antonio Pina e os seus comparsas.
Não podemos deixar passar em claro o nosso espanto, de as associações de moradores da Praia de Faro não estarem presentes nesta convocatória quando a luta é igual, e  a hora é de união e soleriedade, sendo que as demolições na Praia de Farotambém pertecem  ao Concelho,de Faro.
Será que foram convidadas e não aceitaram?

Quando se fala em defesa da Ria Formosa, não se esqueçam de questionar os deputados,e as fuguras notaveis, dos partidos que fizeram e aprovaram o POOC e o POLIS, que irão aparecer com salvadores da pátria,  qual a  sua posição, quanto às demolições e porque não exigem na assembleia da Repúbluca a suspenção do POOC e de todas as demolições.
Não se esqueçam de pedir a opinião a essas figuras notaveis que já andam em campanha eleitoral, para quando o fim, dos esgotos assasinos , que a CMOlhão e a CMFaro descarregam directamente sem qualquer tratamento, nas Aguas de Producção de Bivalves, esgotos esses que deram origem,  que há mais de 1 anoque acontecesse a desclassificação dos viveiros de amêiojas da Ria Formosa da classe B para a classe C, sendo que o concelho  de Olhão mais de 70% dos viveiros, foram desclassificados.
Antonio Pina prometeu 500 000 € para acabar com os esgotos no concelho de Olhão, mas o que vemos é cada vez esses esgotos, assasinos,  descarregarem mais veneno na Ria Formosa.
 
Quando se fala em defesa da Ria Formosa, perguntem a esses notaveis que vão estar presentes, porque motivo querem correr com os viveiristas da Ria Formosa, com o célebre leilão de viveiros que a APA quer fazer, se as pessoas já estão a receber as taxasdos viveiros  para pagar,até ao fim do m~es de Feverreiro.
Por fim é bom questionarem para quando a revisão do POOC com a discusão publica com todas as pessoas da area do PNRF.
Sem Luta não há vitórias,  mas não se deixem enganar por vendedores de ilusões.


 



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

OLHÃO: PINA AMEAÇA ACABAR COM O CENTRO DE CULTURA E DESPORTO!

Por portas e travessas viemos  a saber que António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão, na sequência da pretensão da direcção do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara de mandar o processo para a Policia Judiciaria, ameaçou acabar com as actividades do Centro.
A festa de Natal já passou e Pina ainda não mandou transferir o respectivo subsidio para o centro, fazendo na pratica, o mesmo que o governo faz em relação às autarquias, e que ele próprio tanto tem criticado.
O Centro de Cultura é dos trabalhadores e embora para o exercício da sua actividade precise dos subsídios da Câmara, não cabe ao presidente da Câmara, numa atitude fascisante, pretender acabar com uma organização que é dos trabalhadores.
Já no que respeita aos subsídios, as coisas piam mais fino. É que na penúltima sessão de câmara, entre outros pedidos, constavam um do Sporting Olhanense outro do Marítimo, que foram retirados da ordem de trabalhos por terem dividas ao fisco.
A lei não permite que sejam concedidos quaisquer tipo de benefícios a quem tenha dividas para com o Estado, sendo até motivo para perda de mandato, o que levou o mentiroso Pina a recuar e retirar as propostas, mas ainda assim transmitindo aos clubes que tal se devia ao indeferimento por parte de um vereador, quando eles tinham a maioria e se quisessem tinham aprovado.
Mas se António Pina fez constar da ordem de trabalhos aqueles pedidos de subsidio perguntamos porque razão não dá aos seus próprios trabalhadores o mesmo direito, até porque no rol de pedidos constava o de um centro de explicações que criou uma associação desportiva para se poder candidatar aos subsídios. Ora o Centro de Cultura e Desporto dos trabalhadores é uma associação e terá tantos ou mais direitos que outras, quanto mais não seja por se tratar dos trabalhadores da casa.
Este episódio mostra o que seria este moleque com uma maioria absoluta e como odeia os trabalhadores no geral e em particular os que lhe fazem frente. 
A alternância partidária das famílias politico-mafiosas tem ao longo dos anos incutido o medo no seio dos trabalhadores, quando deveriam ser os trabalhadores a incutir medo nesta cambada, porque afinal de contas, são os trabalhadores que faz andar este País e não a canalha politica, que qual bando de chulos  vivem à custa da riqueza criada por aqueles.
Os trabalhadores da Câmara Municipal de Olhão devem juntar-se à direcção do Centro de Cultura e Desporto da Câmara e bater o pé a todos aqueles que ao longo dos anos se têm abotoado com um dinheiro que é do conjunto.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Demolições na Ria Formosa:Um morador de uma das casas a demolir pede:Resistência e que Ninguém saia das casas!

"Dari disse...
Deram-nos agora 2 horas para desocupar a casa.

A quem leia isto e esteja nesta situação:

- NÃO saiam da casa - não vos podem demolir a casa convosco lá dentro;

- peçam sempre a identificação deles e tenham a vossa à mão;

- informem-se sobre a Constituição, direitos e deveres, para poderem argumentar (irão testar-vos, se for preciso);

- falem com um advogado sobre o vosso caso, se não tiverem como pagar, falem com a Segurança Social;

- se conseguirem, metam uma providência cautelar;

- mantenham a calma e a razão;

- se estão como nós, sem ter mesmo para onde ir, não desistam!


Outras notas:

Uma das senhoras não só recusou-se a mostrar a identificação como nos virou costas enquanto falávamos com ela, sem querer explicar o que fosse.

Quem fez a maior parte do trabalho e nos informou, falando decentemente, como se fôssemos seres humanos e não baratas incómodas, foi a Polícia Marítima; a Polis limita-se a enxotar-nos e a tentar quebrar a lei para ter o que quer."

Coragem*

28 de janeiro de 2015 às 16:19

Nota do Olhão Livre:
Recebemos este comentário,em forma de apelo,  de um leitor que se autodomina como  Dari,que transcrevemos na integra.
Este cometário é um apelo desesperado de alguém que sabe que não podem correr com as pessoas sem ter umtecto onde ir meter a cabeça.
O que o Polis está a fazer é completamente ilegal pois TODAS as pessoas tem direito a uma habitação.

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ALGARVE: A DESTRUIÇÃO DA ECON0MIA PELA BUROCRACIA!

Economia da Alfarroba

Uma nova oportunidade

Uma empresa familiar com sede na Mesquita (São Brás de Alportel, Algarve), depois de 4 anos de espera, viu recentemente expirar um projecto aprovado com fundos europeus do PRODER devido a questões burocráticas. O plano era construir uma nova unidade industrial de torragem de polpa de alfarroba. Um produto de alto valor acrescentado destinado à exportação e com aplicações na alimentação animal (substituto do soro lácteo) e na alimentação humana. O projecto previa 2,3 milhões de euros de investimento, sendo 35% a fundo perdido.
A alfarroba é a mais sustentável das matérias-primas endógenas do Algarve. Na região, existem cerca de 2,5 milhões de árvores, que produzem em média 50 mil toneladas anuais. Conforme as colheitas, segundo nos diz Nuno Gonçalves, da Nepa Trital, uma indústria de trituração de alfarroba, em pleno barrocal algarvio.
A empresa foi fundada pelo pai, em 1978. Hoje tem uma capacidade para processar 7500 kg/hora de alfarroba, produzida sobretudo no interior dos concelhos vizinhos de São Brás de Alportel.
“O meu avô era comerciante de frutos secos, um comércio tipicamente mediterrânico que existia no passado. O meu pai, José Natalino Gonçalves, vendeu o negócio de cerâmica artesanal que tinha para se dedicar a tempo inteiro à alfarroba. Começou com um pequeno armazém e evoluiu para uma indústria transformadora”, explica Nuno Gonçalves, 31 anos.
“A transformaçãoda alfarroba é um processo bastante simples. Na prática, consiste em triturar por um processo mecânico, através de moinhos de martelos, até ter um tamanho específico. Daqui resultam dois tipos de produtos: a semente (10%) e a polpa (90%). No mesmo processo, faz-se uma triagem mecânica de separação entre ambos. A polpa é dividida em vários calibres”, diz.
Os produtos alimentam duas cadeias de valor completamente distintas: a semente de alfarroba é vendida às grandes empresas multinacionais da indústria alimentar. É transformada em Locust bean gum (E-410), um estabilizante natural, aplicado na conservação de todo o tipo de alimento.
“Na parte da semente de alfarroba, a possibilidade de sermos competitivos à escala internacional é pequena, porque é um mercado que está concentrado em grandes players internacionais”, diz, salientando também que Marrocos se assume cada vez mais como o maior produtor de sementes de alfarroba.
E a polpa? “Tradicionalmente, e sobretudo aqui nos mercados do sul da Europa, sempre foi muito usada como input para a ração animal. No entanto, tem havido uma evolução no sentido de ser usada em produtos de maior valor quer na alimentação animal, quer na alimentação humana”, explica Paulo Gonçalves, 34 anos, economista e responsável pelas vendas internacionais da empresa.
“A polpa de alfarroba tem propriedades fantásticas e que estão muito estudadas. A mais conhecida é a questão da saúde intestinal, que cada vez é um tema mais importante na alimentação animal face ao impacto na produtividade na criação”, considera.
“Por isso, temos ambição de produzir farinha de alfarroba torrada e de produzir um produto de grande qualidade destinado à alimentação animal. Sendo torrada, a farinha tem menos humidade e é um substituto do soro lácteo. Protege a estômago e evita diarreias. Isso ajuda aos animais a crescer de forma mais saudável e célere”, com benefícios para os criadores.
Desilusão e motivação
Com este objectivo em vista, em 2010, os irmãos Gonçalves apresentaram um projecto ao PRODER que foi aprovado, num total de 2,3 Milhões de Euros de investimento. Contudo, e apesar da luz verde para avançar, o financiamento expirou no passado dia 31 de Dezembro.
“Fizemos um investimento estrutural no terreno, contactámos com fornecedores para perceber a tecnologia necessária. Tivemos de encomendar estudos para esta parte do mercado, que é algo em que nós não trabalhamos directamente”, revela Paulo Gonçalves.
“Mas não conseguimos executar o nosso plano, simplesmente, porque o terreno que temos está localizado numa zona em São Brás de Alportel, que ainda não tem o Plano de Pormenor aprovado para a zona industrial. Aliás, este seria o único sítio disponível para o efeito. Por burocracias várias que nos são alheias, não conseguimos avançar”, lamenta.
“Em 2010, candidatamos o projecto com a certeza escrita do então autarca que a situação se iria resolver no máximo, dentro de um ano. A nossa expectativa é que isto estivesse resolvido em 2011. É uma situação que resulta por um lado, de atrasos vários da autarquia no sentido de acelerar a aprovação. Por outro lado, esses atrasos são também devido ao próprio processo de aprovação de um plano de pormenor, que à boa maneira portuguesa, é fruto de imensa burocracia”, envolvendo pareceres de várias diferentes entidades públicas.
“Estamos a falar na criação de 10 a 20 postos de trabalho. Em 2500 m2 de naves industriais, com espaço administrativo, laboratório, armazenamento de matéria-prima (polpa de alfarroba) e zona de processamento industrial onde se faria toda a torragem, ensaque e expedição”, revela.
“Chegámos inclusivamente a considerar colocar esta indústria em Espanha, em Ayamonte. Na altura, davam-nos uma série de vantagens. Apesar desta informação nunca ter sido confirmada, foi-nos dito que, se o projecto tivesse prioridade a nível regional, poderíamos obter até 100 por cento de financiamento a fundo perdido. É claro que para nós, que somos filhos da terra, tentámos fazer aqui”, concordam.
“Quando temos discussões com entidades responsáveis, a narrativa é muito bonita. Dizem que é preciso modernizar o país e que há dinheiro disponível. Mas depois há uma falta de enfoque em questões básicas e que são um entrave ao desenvolvimento”, criticam.
A nova unidade iria também produzir produtos de nicho para a alimentação humana: farinha torrada (um substituto saudável do cacau), extractos para chás e extractos para a indústria tabaqueira.
Perguntamos se a nova unidade tem impacto ambiental? “Não. É semelhante à torragem do café. A aplicação de químicos não existe. Não há desperdícios. O único processo industrial é um forno eléctrico ou a gás”, responde Nuno Gonçalves que é vogal na Associação Internacional de Trituradores de Alfarroba (Mondial Carob Group). Representa associados do Chipre, Turquia, Marrocos, Espanha, Portugal e Itália. Reúnem-se duas vezes por ano com vista a defender o sector a nível mundial e na procura da sustentabilidade.
Próximo passo? “Não queremos desistir. Agora, tudo dependerá do próximo quadro comunitário. Isto era dinheiro que estava destinado a Portugal e foi desaproveitado devido a burocracias”, concluem.
O texto acima foi-nos enviado por um amigo. Devido á importancia do assunto e para que todos percebam como se destroi a economia local, regional e nacional através da burocracia. Assim mais vale exportarmos estes burocratas, primeiro para depois tentar produzir. 
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Jogadores do SCOlhanense sem receber há mais de 3 meses ameaçam,com pré-aviso de rescição colectiva, por falta de pagamento.



O plantel do Olhanense voltou esta terça-feira a reunir com o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, tendo decidido avançar com pré-aviso de rescisão de contrato coletiva na sequência de quatro meses de salários em atraso.

Em termos práticos, se a Direção do clube não pagar até à próxima terça-feira, 3 de fevereiro, todos os jogadores rescindem os respetivos contratos.

Ao mesmo tempo ficou também já definido pré-aviso de greve para o jogo com o Sporting B, no fim de semana de 7/8 de fevereiro.

Noticia do jornal A Bola online
Nota do Olhão Livre: Depois de vendido e hipotecado TODO o valioso património do S.C.Olhanese resta aos sócios  pedir uma auditoria às contas do SCO, desde a subida à 1ª liga e apurar os culpados por esta pré falência do Glorioso S.C.Olhanense. 
De referir que os terrenos do José Arcanjo foram doados, pelos herdeiros de José Arcanjo, para uso exclusivo de actividades desportivas e não podiam  ser alienados, para outros fins a não ser a da prática desportiva, será que a maioria dos socios do S.C.O. sabe disto?

PORQUE TEM DE SER MALTRATADA A RIA FORMOSA?



As imagens acima foram retiradas do jornal Publico e reportam um artigo da responsabilidade do jornalista Idalio Revés.
Parte do que aqui é dito já nós divulgámos mas nunca é demais quando o assunto é tratado por um jornal de dimensão nacional.
E em boa hora damos conta do acontecimento, porque amanhã vai haver um seminário sobre as actividades económicas da Ria Formosa, dividido em dois painéis e com palestrantes de peso dado as instituições que representam das quais destacamos a ARH; IPMA; DOCAPESCA E GAC.
Como é do conhecimento de todos a Ria Formosa está seriamente afectada pela poluição proveniente dos esgotos directos mas também e principalmente pelas descargas das ETAR.
Durante anos as entidades publicas envolvidas na Ria Formosa branquearam a situação da Ria Formosa e nos últimos a única preocupação que revelam é com o edificado nas ilhas barreira como se isso fosse um obstáculo ao desenvolvimento das actividades económicas da Ria.
Estamos perante mais um seminário de branqueamento e por isso mesmo de pouca publicitação para que não surjam os inconvenientes que costumam aparecer nestas ocasiões.
Certo é que a poluição é a principal causa da degradação economica, social e ambiental da Ria, que pode ser revertida se abandonarem de vez a ideia de poluir os mares, reutilizando as águas residuais urbanas para fins agrícolas como se pode ver na peça jornalistica.
A poluição feita em terra, não tem de ser transferida para o mar e menos ainda quando há o conhecimento suficiente para a reutilizar com beneficio, na agricultura. O mar não é um recurso infinito e a contaminação continuada ao longo dos anos põe em causa essa fonte de alimento, e é assim que o mar tem de ser encarado.
Por isso a participação de todos os que defendem uma Ria Formosa saudável e próspera é mais que desejável.
Aparece e trás outro contigo. Juntos, podemos contribuir para mudar a situação na nossa Ria Formosa!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

RIA FORMOSA: ABAIXO O POOC, A POLIS E QUEM OS SUPORTA!

No próximo sábado, 31 de Janeiro, realiza-se no Auditório Municipal de Olhão uma reunião conjunta das associações de moradores das ilhas barreira para uma tomada de posição sobre as demolições e não só.
Em primeiro lugar esclarecer que o Polis é o instrumento financeiro para a execução do POOC, naquilo que interessa às entidades oficiais. É o POOC quem manda demolir as casas e não a POLIS!
O POOC começou a ser elaborado em 1998 embora a sua aprovação date de Junho de 2005, e como tal atravessou vários governos das máfias politicas que têm gerido o País desde aquele longínquo ano de 1998.
À época, os especialistas em erosão costeira admitiam que o edificado na Ilha da Culatra, núcleos da Culatra e dos Hangares.não apresentava sinais de risco por se situarem no lado da Ria, o que não acontecia com os núcleos do Farol e da Praia de Faro.
Foi então apontado o dedo às grandes obras da Barra de Faro/Olhão, aos molhes de Vilamoura e aos esporões de Quarteira e aos molhes da barra de Tavira, como sendo as principais causas da degradação do sistema que é a Ria Formosa.
Porque se levantam algumas vozes favoráveis às demolições e em defesa da renaturalização do cordão dunar como forma de permitir a fruição publica do espaço balnear, devemos esclarecer que o cordão dunar não é nem nunca será para uso balnear, uso esse destinado às zonas de praia. Perante a ameaça de erosão, o cordão dunar não só serve para alimentar a mancha de areal que é a praia como para protecção da Ria.
A estes pseudo-ambientalistas lembramos que as ilhas barreira têm também uma movimento de migração em direcção à terra que é evitado com as dragagens dos canais. Ou seja quando se fala de renaturalizar o cordão dunar, em coerência, deveriam as barras artificiais desaparecer e ao mesmo tempo deixar que a natureza empurrasse as ilhas para terra. Qualquer um, compreenderá que por razões de navegabilidade e das proprias actividades económicas tradicionais da Ria, tal não é possível e menos ainda desejável. Assim, falar-se em renaturalização é completamente despropositado e uma boa forma de esconder outros interesses maiores.
Aliás, quando as entidades oficiais falam no reforço do cordão dunar, mais não fazem do que encher as manchas de areal nas praias com o fito da exploração balnear e dar alguma segurança a bens do Estado, como é o exemplo na Ilha do farol para proteger precisamente o farol, e que levou à construção de um esporão porque o mar ameaçou jogá-lo abaixo.
O POOC foi aprovado em Junho de 2005 e o Polis em Junho de 2008, e portanto desde essa altura que já estava definido o uso do camartelo para a Ria Formosa, mas só em 2009, foram ligadas as condutas de agua e saneamento básico. Só não percebe quem não quer, que interesses ocultos estão por detrás das demolições.
Passados todos estes anos, surgiu uma nova tecnica de defesa costeira, onde os recifes artificiais multi-funcionais têm um papel preponderante. A costa algarvia apresenta caracteristicas adequadas a essa tecnologia, com um mar pouco profundo, o que não permitindo grandes ondas para a pratica do surf permite no entanto aumentar a mancha de areal, evitando o risco para pessoas e bens.
Entretanto, representantes regionais da máfia politica, têm-se pronunciado contra as demolições, alguns apontando eventuais irregularidades da Polis. Mas porque estamos em ano de eleições, seria interessante perceber quem realmente está a favor e contra as demolições. Os moradores das ilhas estão fartos de demagogia e precisam de ser esclarecidos e têm uma boa forma de o saber. Porque não enviam as associações dos diferentes núcleos habitacionais, umas cartinhas a questionar a posição dos grupos parlamentares sobre esta matéria? E se realmente estão contra, porque não pedem a suspensão do POOC e da Polis, uma vez que as perspectivas de desenvolvimento económico, social e ambiental não correspondem à realidade?
LUTEM, CACETE!
SEM LUTA NÃO HÁ VITORIA!
REVOLTEM-SE, PORRA!


sábado, 24 de janeiro de 2015

Hospital de Faro pela 2ª vez deixa doente oncológico sem medicamento.

Doente oncológico deixa Hospital pela 2.ª vez sem tomar medicamento

   

A administração do CHA reconheceu que houve atrasos na recepção do medicamento
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Doente oncológico deixa Hospital pela 2.ª vez sem tomar medicamento
Um doente oncológico em tratamento no Hospital de Faro ficou sem tomar uma injecção para as dores, pela segunda vez em dois meses, porque o medicamento faltou na farmácia da unidade de saúde, disse à Lusa um familiar.
 O doente desloca-se de 15 em 15 dias à principal unidade do Centro Hospitalar do Algarve, percorrendo cerca de 140 quilómetros para receber o tratamento, e na quarta-feira regressou a casa sem lhe ser administrada uma injecção de Octeotride, já depois de ter passado por uma situação idêntica a 26 de Novembro passado.


"Apresentei hoje uma segunda reclamação, porque já é a segunda vez que vimos cá, perdemos horas à espera que peçam o medicamento à farmácia, para depois dizerem-nos que afinal não há o medicamento", reclamou o sobrinho do doente, José Eduardo Paulino, considerando que o atraso na entrega das injecções invocado pelo Hospital "não é justificação nem para a primeira vez que aconteceu, nem para a segunda".
A mesma fonte disse à Lusa que na quarta-feira voltou a acompanhar o tio ao hospital para fazer tratamentos e testemunhou situações idênticas com outros doentes do serviço de oncologia. A Lusa também questionou o CHA sobre o número de doentes que poderia ter sido afectado, mas a administração não prestou esclarecimentos sobre esse ponto.
 Extrato da noticia do Sol online

Nota do Olhão Livre:
 O governo salva a banca,injectando dinheiro publico nos bancos,  mas deixa os portugueses morrer nas urgências dos Hospitais, e nem os doentes oncológicos escapam ao terrorismo que este governo faz contra os doentes do SNS.

RIA FORMOSA: A MINA MALTRATADA!


Estando na berra as demolições na Ria Formosa, depois de ter sido desmontada toda a fundamentação ambiental e de dominialidade, o argumento agora invocado é o da segurança de pessoas e bens, que procuraremos também desmontar.
As imagens, surripiadas da revista INGENIUM da Ordem dos Engenheiros dá-nos uma ajuda preciosa a que poderíamos juntar outras da revista de Gestão Costeira Integrada e acrescentar com excelentes textos dos professores Antunes do Carmo e Alveirinho Dias, dois investigadores ligados à erosão e defesa costeira.
Com a construção excessiva de barragens, por não justificarem o acréscimo de produção hidro-eléctrica, as areias não chegam à costa o que aliada à hidrodinamica das águas provoca um desgaste em toda a costa portuguesa, a que os sucessivos governos não têm dado a importância devida a não ser quando surge alguma situação mais grave como na Costa da Caparica. 
Também já percebemos que é na necessidade de obras permanentes que os vigaristas decisores políticos assentam ideias como forma de ganharem comissões para si e para uma certa máfia politica indiferente às necessidades do Povo, não hesitando em gastar o que não têm nem devem, porque é o Povo que paga tudo.
Como dissemos atrás, a defesa de pessoas e bens na Ria Formosa, assim como em toda a costa portuguesa, faz-se evitando os perigos inerentes ao défice das areias. Os recifes artificiais multi-funcionais alteram a energia das ondas de tal modo que, em lugar de provocar a destruição, as tornam amigas da costa aumentando a mancha de areal em largura e altura.
O custo deste tipo de intervenção é reduzido e talvez por isso os decisores políticos não estejam muito interessados. E é de tal forma que no âmbito da audição publica, a propósito da Petição Salvem a Ria Formosa, essa sugestão foi apresentada e recomendada como intervenção para proteger todo o cordão dunar da Ria.
O governo actual sabe porque o informámos disso quer por carta dirigida à então ministra do ambiente quer através do relatório enviado pela Comissão Parlamentar do Ambiente: Então porque não o fazem?
Do mesmo modo, as mangas de geo-têxteis podem ser utilizadas na fixação das margens das barras naturais, dando-lhes a forma de V para que a corrente de vazante arraste as areias, num processo de "dragagem" natural, bastando par isso olhar para a barra de Faro/Olhão que sem nunca ter sido dragada, vai ficando cada vez mais funda.
Posto isto chega-se á conclusão que se à algum risco para pessoas e bens, tal deriva pela premeditação das entidades publicas que vivem na expectativa de o mar fazer aquilo que de outra forma terão de assumir como é o caso das demolições.
NÃO ÀS DEMOLIÇÕES!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

RIA FORMOSA: CUSTOS SIM E PREJUIZOS, NÃO?

No rescaldo do debate de ontem sobre a reutilização das águas residuais tratadas cabe-nos dar conta daquilo que entendemos serem os aspectos mais significativos.
Todas as entidades palestrantes, Águas do Algarve e Administração da Região Hidrográfica, mais os restantes foram unânimes na conveniencia da reutilização daquelas águas, especialmente para a agricultura, o maior consumidor da região, apontando como entraves os custos, a distancia das ETAR às zonas de produção agrícola e à  falta de esclarecimento junto dos agricultores como se isso não fosse da responsabilidade de entidades como a ARH ou a Direcção Regional de Agricultura.
Para nós, que residimos na área da Ria Formosa, destacamos dois elementos: a distancia e os custos.
A distancia porque ainda não está construída a nova ETAR Faro/Olhão e portanto estarem criadas as condições para a fazerem nas zonas de produção agrícola dos dois concelhos.
Os custos pela simples razão de que o total de investimentos previstos para a rede de saneamento do Algarve, em alta, se situa na ordem dos 317 milhões conforme imagem surripiada do Relatório e Contas da Águas do Algarve 2013.
Números grandes mas que não invalidam em nada a mudança de localização das ETAR e da alteração do meio receptor. Não sendo nós jihadistas do ambiente, a verdade é que a não faz sentido transferir a poluição feita em terra para o mar como se este fosse um recurso infinito e pior ainda quando temos conhecimento dos efeitos nefastos da poluição das descargas de águas residuais urbanas na Ria Formosa em particular e na nossa costa em geral.
Porque a Águas do Algarve, uma empresa publica, tem uma visão empresarial assente nos resultados económicos e a ARH, entidade licenciadora e integrante da Agência Portuguesa do Ambiente valida a poluição dos recursos hídricos desde que tal sirva os objectivos empresariais do Estado, fazendo eco dos custos, perguntamos nós quem se pronuncia pelos prejuízos provocados por esta actividade?
A área de produção de bivalves é de 4,5 milhões de metros quadrados.
Segundo documentos do IPMA, já com alguns anos é possível ter-se uma produção de 2 a 3 Kg/m2, desde que a qualidade ecológica das águas seja boa, o que veio a ser confirmado no Quarto Relatório do FORWARD, em que sem essa qualidade é possível chegar-se ao Kg/m2.
Ou seja, se a qualidade da agua da Ria Formosa não sofresse a poluição das descargas das ETAR e dos esgotos directos era possível ter-se uma produção media anual de 9.000 toneladas, o equivalente a 90 milhões de euros só em ameijoa-boa, quando a realidade é de um oitavo desse valor, 11,250 milhões o que origina um prejuízo de 78,4 milhões.
Sendo assim, o prejuízo acumulado em cinco anos ascende a 392 milhões de euros, superior aos custos de toda a rede de saneamento do Algarve.
Poderíamos ainda acrescentar os prejuízos provocados pelas constantes interdições da apanha de bivalves na costa que têm boa parte a sua origem nas descargas das águas residuais as quais são ricas em fitoplancton potencialmente toxigeno.
Virem as entidades oficiais, a bandidagem do costume, falar em custos quando os prejuízos provocados são bem maiores, é mesmo de quem não quer resolver o problema.
Pela
REUTILIZAÇÃO DAS ÁGUAS RESIDUAIS URBANAS TRATADAS!

OLHÃO: SIMPLESMENTE, GATUNOS!


A Ambiolhão, cujo presidente do conselho de administração é, cumulativamente, António Pina o actual presidente da Câmara Municipal de Olhão, não pára de assaltar a carteira dos munícipes como forma de fazer às habilidades designadas de engenharia financeira com que os eleitos locais de um passado recente, e de entre os quais o próprio Pina, envenenaram e endividaram a autarquia.
Juntamente com a factura da agua, envia uma comunicação aos munícipes onde dá conta do aumento dos tarifários a partir de 1 de Fevereiro. limpando-se, como é seu timbre, com a entidade (des)Reguladora.
A ERSAR emite recomendações e não obrigações, sendo que se aplicar um tarifário mais adequada à situação da realidade do Povo de Olhão, não estará a cometer qualquer ilegalidade, ele que é um artista nessa matéria, mas porque lhe convém, é evidente que manda sacar do bolso dos olhanenses tudo aquilo que puderem.
Convém aqui referir também que a entidade Reguladora faz de caixa de ressonância das pretensões do governo em privatizar a agua, apontando para o aumento generalizado dos tarifários argumentando para tal com a diferenciação dos tarifários praticados pelas entidades gestoras em baixa.
Mais uma vez, o Povo de Olhão vai ser chamado a pagar o gamanço e as vaidades de anos de gestão socialista, mesmo sabendo que já há muita gente sem condições para pagar o tarifário anterior e muito menos o agora anunciado.
Se o governo PSD/CDS, fascista rouba nos salários, nas reformas e em impostos, os ditos socialistas nas autarquias roubam através da factura da agua, do IMI e nas taxas de ocupação do espaço publico. Um diz mata e o outro esfola!
É o gamanço generalizado do Povo com o objectivo determinado de o empobrecer, tudo em nome do crescimento e da competitividade, retirando-lhe qualquer resquício de qualidade de vida.
REVOLTEM-SE, PORRA!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Jogadores do S.C.Olhanese há 3 meses sem verem a cor do dinheiro! A falência adivinha-se, de quem é a culpa?


O plantel do Olhanense tem três meses de salários em atraso e vários jogadores passam por momentos difíceis, face à inexistência de meios para os compromissos do dia-a-dia, o que pode levar à tomada de medidas a muito curto prazo.

A SAD previa a liquidação do mês de outubro a meio da semana passada, mas a promessa não foi cumprida, aumentando o mal-estar no seio do grupo, com vários jogadores a não esconderem a sua revolta, pois contavam resolver situações urgentes.

Sem verem a cor do dinheiro, os futebolistas do Olhanense foram confrontados pela administração com a redefinição do objetivo desportivo (a permanência é agora a meta) e a necessidade imperiosa de reduzir custos, incluindo cortes na massa salarial, considerada pela SAD fora da realidade da 2.ª Liga.

O emagrecimento da despesa passa, ainda, pela negociação de vários jogadores com vencimentos elevados, decorrendo contactos com tal finalidade.

Este quadro é do conhecimento do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e para breve está prevista uma deslocação a Olhão de responsáveis daquela entidade, para se inteirarem “in loco” dos problemas. O fundo de garantia salarial poderá vir a ser acionado, pois alguns jogadores do Olhanense passam por situações insustentáveis.
Noticia retirada do Jornal Record online 

Nota do Olhão Livre:
Onde andam agora os responsáveis por mais esta vergonha do futebol português?

O S.C.O. com a subida de divisão passou de um dos clubes com maior património e sem dividas, a um dos clubes com mais divida e que em breve,  irá ficar sem qualquer património.

Começou por  ficar sem o histórico Estádio Padinha, num  negocio muito, mas muito duvidoso, sem lucros para o SCO, mas à conta da construção do Centro Comercial Ria Shpoing que ia criar 1200 postos de trabalho,  muita gente encheu os bolsos, e a CMOlhão,  incluindo este moço pequeno que se diz presidente,  pois,  legalizaram e promoveram  muita obra ilegal.

Depois da subida à 1ª Liga o SCO hipotecou todos os apartamentos que tinham sido permutados com o  saudoso José Damásio, que infelizemtne faleceu na construção de um edificio com 5 pisos, que estava a construir em terrenos do José Arcanjo,  edificio esse já todo ele  edificado, mas que no dia do acidente mortal,  nem licença de obras tinha.

Por fim com a criação da SAD o SCO, arrisca-se a perder o Estádio José Arcanjo e todo o terreno envolvente.

Os ratos que promoveram essas negociatas e as obras faraónicas,  no José Arcanjo,  ou já abandonaram o barco, ou em breve abandonarão.
É tempo dos socios  do SCO, exigirem  responsabilidades a quem colocou o SCO, neste estado de pré falência, incluindo os autarcas, que gastaram mais de 1 milhão de € do dinheiro publico, com o objectivo de tirar proveitos em eleições autárquicas.

RIA FORMOSA: PROSSEGUE A FARSA DAS ETAR

Desde há muito que vimos chamando a atenção para a reutilização das águas residuais tratadas como alternativa à poluição provocada pelas suas descargas nas massas de agua.
Como se pode ver na imagem, desta vez, são as próprias entidades publicas envolvidas no licenciamento e exploração das águas residuais quem promove um debate sobre o assunto de extrema importância para quem trabalha na Ria Formosa.
Lamentamos que o ainda presidente da Câmara Municipal de Olhão e vogal do conselho de administração da Águas do Algarve não tivesse procedido à divulgação deste debate quanto mais não fosse na pagina da Internet da autarquia. Percebemos que ele não queira conversas sobre este assunto, porque desejando correr com o pessoal da Ria, está ele.
As águas residuais urbanas são a principal causa da morte dos bivalves na Ria Formosa, ainda que de forma indirecta, uma vez que os sólidos em suspensão, massa fecal, é o meio adequado à proliferação do Perkinsus Atlanticus, o parasita que ataca e mata a ameijoa. Sem se eliminar a caca que todos os dias é metida na Ria, jamais se conseguirá erradicar o parasita.
Para alem dessa faceta, a caca turva a agua, não permitindo a realização da foto-síntese das plantas de fundo, as principais produtores do oxigénio. As plantas de fundo são ao mesmo tempo produtoras e consumidoras de oxigénio, pelo que se não contribuírem para a produção acabarão por sucumbir e é ver-se como tem desaparecido a seba e com ela as espécies piscicolas que procuram no seu seio a protecção para a reprodução.
Mas não se trata somente da caca, mas também dos nutrientes como o fosforo e azoto que ajudam, aceleram o crescimento e reprodução do fitoplancton, provocando um desequilíbrio entre as plantas que vivem no meio marinho. Este fitoplancton, em quantidades apreciáveis acaba por consumir o oxigénio da agua, num ciclo em que os bivalves mais frágeis, não resistem, particularmente na época estival.
A maior parte do fitoplancton descarregado pelas ETAR é potencialmente toxigeno e que em determinadas condições ambientais, degenera em biotoxinas, o que contribui para o aumento quantitativo dos episódios de contaminação e consequente interdição da apanha de bivalves (só no ano passado foram cinco meses seguidos).
Este debate surge no momento em que é anunciada a construção da nova ETAR Faro-Olhão pelo que assume particular importância. Vão-se gastar doze milhões de euros na nova ETAR quando as águas poderiam ser reutilizadas e evitar a sua descarga na Ria Formosa.
Por melhor que sejam tratadas as águas residuais, elas conterão sempre um mínimo de 2mg/l, o que no caso da nova ETAR corresponderá a cerca de 40Kg de fosforo por dia, formando uma enorme calda prejudicial ao meio marinho.
E aqui coloca-se a questão porque carga de agua, a poluição feita em terra tem de ser lançada ao mar?
NÓS ESTAREMOS LÁ. E TU? VAIS PARTICIPAR?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

OLHÃO: A DEMÊNCIA DO PRESIDENTE

Numa das suas habituais encenações teatrais, o moço pequeno ainda em presidente da Câmara Municipal de Olhão. mandou para a comunicação social uma nota dando conta de um eventual carta enviada ao Ministro Verde do Ambiente e Ordenamento do Território.
Diz, o miúdo, que a Sociedade Polis está a funcionar de forma ilegal por ter expirado o prazo previsto para a sua duração. Esta afirmação merece-nos alguns comentários, desde logo, e como demos conta ontem, como é que um individuo que prima pela ilegalidade vem pronunciar-se sobre a ilegalidade de uma sociedade da qual é accionista. 
Sabe o moço pequeno que a sociedade verá a sua prorrogação dilatada quantas vezes o Estado, accionista maioritário, assim o entenda, bastando para isso uma assinatura.
O que não diz, é que a Sociedade deveria ter sido extinta à cerca de quatro anos porque os accionistas, autarquias, não realizaram o capital subscrito e que nos termos do Código das Sociedades Comerciais deveria fechar portas. Mas à cerca de dois anos foi apresentado um pedido nos Serviços do Ministério Publico para dissolver a dita Sociedade, pedido que não foi satisfeito mas também não foi rejeitado por o Ministério Publico entender que as entidades accionistas são pessoas de boa fé mas esquecendo que as pessoas que as dirigem podem estar de má fé, como é caso do Pina. Daí ficar a aguardar que as autarquias regularizem a sua situação face á Sociedade.
O Pina vem agora dizer que não sabe quanto deve à Sociedade Polis o que revela do descontrolo da sua contabilidade e departamento financeiro. De acordo com o documento que publicamos, no final de 2013, a Câmara Municipal de Olhão apenas havia entregue 68,8 mil euros por conta dos mais de dois milhões e meio que subscreveu. A fazer fé nas palavras do Pina, a Câmara terá pago mais 800 mil euros, num total de 868,8 mil euros estando em divida cerca de 1,7 milhões.
Vai daí e faz uma birra, como moço pequeno que é, para dizer que não está para financiar os custos da Sociedade, omitindo que só a intervenção na Fuzeta consumiu 3.234.829,55 euros, numa altura em que apenas tinha entregue 68 mil euros. Fora o que foi gasto nos cais do T e da Ilha da Armona.
É verdade que a Fuzeta deixou de ser freguesia mas não deixou de pertencer ao concelho de Olhão.
Levanta depois o problema do Plano de Pormenor da Ilha da Armona, quando já tem um, publicado em Diário da Republica como manda a Lei. Então porque levanta agora este problema. É que com a alteração do Plano de Pormenor, permitia por um lado a regularização da casa 176, integrando-a na área concessionada, como talvez desse para a construção da tal via circular, a auto-estrada da Armona.
A bestialidade do homem vai ao ponto de se atirar contra aqueles que entendem que a Câmara tem a obrigação de proceder ao realojamento das famílias desalojadas que não tenham outra casa como se essa não fosse uma atribuição das autarquias em situações de despejo.
Para o Pina, o maior problema, aquilo que de facto o preocupa não são as demolições, que já defendeu, mas a falta de obras na Zona Ribeirinha por tal representar um prejuízo para o desenvolvimento de Olhão e aí a boca foge-lhe para a verdade. É que para António Pina, o desenvolvimento mede-se pelas negociatas para camaradas, amigos ou, quem sabe, financiadores de campanhas e não pelo qualidade de vida das populações, apesar de Olhão ser o concelho do Algarve com os piores indicadores sociais.
Este episódio faz parte da estratégia politica de um presidente em fim de carreira que decidiu enveredar pelo caminho da confrontação, registando-se conflitos anteriores e semelhantes com o IPTM; DOCAPESCA, REFER e não só.
Quem pôs este gajo em presidente? E ainda vamos aturá-lo mais três anos?

Barra da Fuzeta visitada por traidores aos Pescadores da Fuzeta.

A Barra da Fuzeta foi ontem mais uma vez visitada por traidores que andam há 40 anos a enganar os pescadores da Fuzeta.

Onde andava essa gente,que agora se arma em defensora dos pescadores da Fuzeta,  quando fecharam a barra que a natureza abriu e o Polis fechou a pedido do  PS em Olhão,com o apoio do PSD e o silêncio da CDU?

Gastaram milhões na Fuzeta a fechar e a abrir barras o resultado está bem à vista.

Na altura os autores do Olhão Livre, fomos os unicos a denunicar o crime contra a natureza que o Polis estava a fazer, pois um programa de renaturalização não devia poder  fechar as barras que a natureza abriu, para depois abrir uma nova barra a cerca de 400metros da barra que fecharam, com o argumento que era preciso defender a zona ribeirinha da fuzeta.

De notar que Sebastião Brás Teixeira, então técnico da ARH e que é hoje o executor do Polis Ria Formosa, e quem manda hoje na APA ex ARH, defendia a mesma posição do Olhão Livre ,pode ver carregando aqui 

 

Pode ver mais afirmações do actual director da APA ex ARH,  aqui as afirmações de Sebastião Brás Teixeira à SIC 

 

O que o pencas Xico Leal então presidente da CMOlhão,  e companhia de aldrabões incluindo o então vereador  Pina, então acérrimos defensores do Programa Polis Ria Formosa, o que essas aventesmas queriam na altura,  era defender os edificios de 5 pisos construidos na Zona Ribeirinha da Fuzeta, com medo que  o mar viesse bater nos prédios, construidos ilegalmente em terrenos do Dominio Publico Maritimo,com o consentimento da então ARH, do PNRF da CCDR e da Capitanias do Porto de Olhão.

Deixamos aqui a foto daquilo a que chamam Barra da Fuzeta e foi retirada da página do face book Vila da Fuzeta


Para quem tem a memória curta aqui fica um artigo feito em 2011.

quarta-feira, 25 de maio de 2011


BARRA DA FUZETA OUTRA VEZ

http://www.youtube.com/watch?v=AlO39OHMcOs&feature=player_profilepage
Mais de seis meses após a inauguração com pompa e circunstancia, da nova Barra da Fuzeta, eis que voltamos ao assunto e pelas piores razões.
A sinuosidade e largura da nova barra, que parece ter sido desenhada pelo engenheiro que projectou a estrada da Serra do Caldeirão, não oferece o mínimo de condições de segurança para a sua navegabilidade. A juntar ao delta de vazante, que obriga a contornar o labirinto criado, as embarcações bastas vezes ficam atravessadas na barra e encalhadas em seco, à espera que um golpe de mar tira a vida daqueles que dela precisam para ganhar o dia-a-dia, os pescadores. E, como se fosse pouco, só os barcos de menor dimensão a podem atravessar e a partir de meia maré.
Por outro lado, e as imagens confirmam-no, a margem terrestre da Ria Formosa está completamente areada desde o molhe nascente do porto da Fuzeta até à Torre de Aires, matando toda a biodiversidade ali existente,de entre as quais, os viveiros de ameijoas.
Quando a descabelada Valentina Calixto e o narigudo Francisco Leal, dois criminosos ambientais, vêm falar na defesa dos interesses das populações locais, constatamos que afinal, mais não fizeram do que acabar com um sem numero de viveiros de ameijoas, prejudicaram gravemente os pescadores, degradaram o ambiente e o eco-sistema da Ria Formosa.
Milhões e milhões do erário publico gastos de forma inútil, em época de vacas magras, e que serão os agora prejudicados chamados a pagar, porque estes políticos de merda ainda não perceberam que não há qualquer incompatibilidade entre as actividades económicas tradicionais da Ria Formosa e o Turismo,antes pelo contrario, são um excelente cartaz de promoção turística. Quem nos visita, não tem hipótese de assistir a uma tal actividade nos seus pontos de origem, como a imagem do homem curvado sobre a terra apanhando o marisco.
Procurar eliminar as actividades económicas tradicionais da Ria Formosa em nome de um pseudo desenvolvimento, do qual apenas temos visto o engordar as algibeiras de alguns poucos na mira do lucro fácil e rápido, revela bem da incapacidade e da péssima qualidade dos nossos irresponsáveis políticos.
Perante isto e à beira de um novo acto eleitoral, os pescadores da Fuzeta, vão cruzar os braços e ficar indiferentes, ou vão lutar, e chamar mais uma vez a atenção promovendo novo boicote às eleições?
Nós apoiamos e apoiamos a luta dos pescadores da Fuzeta, solidarizamos.nos com eles e procuraremos dar mais visibilidade às suas justas reivindicações.
E para começar, porque não participar já na próxima Quinta Feira na concentração do Largo da Pontinha em Faro às 20.30 horas?
Mostremos o nosso descontentamento com aqueles que nos conduziram à miséria!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Antonio Miguel Pina o ainda presidente da C.M.OLhão,teve culpa no atraso da sindicância à C.M.OLhão!


Governo confirma culpa de António Pina por atraso no pedido de sindicância

António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão
António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão
O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional confirmou a responsabilidades do presidente da Câmara de Olhão, António Pina, no adiamento do envio do pedido de sindicância à Inspeção-Geral de Finanças (IGF).
O gabinete de Poiares Maduro, em resposta à questão colocada pelo Bloco de Esquerda, confirmou a competência do presidente de câmara para a execução das deliberações da Câmara Municipal e, acrescenta, a existência de mecanismos, incluindo o judicial, à disposição de “qualquer interessado na execução de uma deliberação que não se encontra a ser executada”, como, e também, “de denúncia junto, designadamente, da Inspeção-Geral de Finanças”.
A pergunta sucedeu na sequência do conhecimento do protelamento, por parte do presidente da Câmara Municipal de Olhão, do envio de um pedido de inquérito/sindicância à IGF.
A proposta, discutida em reunião de câmara, no sentido de requerer à IGF um processo de inquérito/sindicância a atos administrativos e deliberações da câmara de Olhão, do conselho de administração e do setor empresarial local, reportados ao anterior mandato, foi apresentada com “carácter de urgência”, tendo sido aprovada por maioria na reunião de câmara de 2 de abril de 2014.
Porém, o pedido apenas foi enviado ao IGF no dia 16 de setembro daquele ano, ou seja, cinco meses decorridos sobre a deliberação da câmara.
Para o BE, o tempo que mediou entre a deliberação e o envio do processo às entidades competentes “é incompreensível” e “favorecedor de um clima de suspeição sobre a sua natureza.”

Noticia retirada do Jornal do Algarve on line
Palavras para quê? Antonio Miguel Pina é  um verdadeiro arista, que faz tudo para que as verdades da C.M.Olhão, continuem escondidas,infelizmente tem tido o apoio de quase toda a oposição , com a exepcção do B.E, que foi quem pediu a sindicância.

OLHÃO: TERRORISMO DE ESTADO!

                              Imagem surripiada ao meu amigo Davis José Martins.
Começou a "matança" das primeiras casas nos ilhotes perante a indiferença geral e sem a solidariedade dos restantes moradores das ilhas barreira que ainda não perceberam que se não houver uma rápida e grande força de unidade que consiga fazer recuar estes matadores ao serviço de interesses escuros.
               COMEÇARAM AS DEMOLIÇÕES!
Àqueles a quem foi assegurado o realojamento, vão ter agora como tecto, se o tempo permitir, o túnel que faz fronteira da cidade.
Um presidente de Câmara, do quilate de António Pina, impávido e sereno como nada se passasse na sua cidade e que deixa alguns cidadãos sem tecto por uma birra, à semelhança de tantas outras, quando está obrigado a não deixar ninguém sem um tecto para albergar as famílias de menores recursos.
Que merda de Estado é este que não assegura o DIREITO À HABITAÇÃO tal como está escrito na Lei fundamental do País, a Constituição?
Não será isto um acto de terrorismo de Estado?
Como querem que as pessoas reajam a este crime contra o Povo?
E se tiverem algumas atitudes menos próprias, face á situação para que são relegados, vão-lhes chamar vândalos?
Cambada de F.d P.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: CONTINUA A SAGA DA PASSAGEM DE NIVEL

Cumpridos dois terços do mês e aproximando-se o final do prazo para apresentação de propostas para o túnel-fronteira que divido a cidade de Olhão, veio a Lusa fazer uma reportagem sobre o assunto, da qual resulta claro que as pessoas querem uma solução, mas uma solução que melhor sirva os seus interesses.
A proposta encarada como virtual vencedora, a fazer fé nas declarações prestadas pelo presidente da Junta de Freguesia, vide em http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=150708 vai no sentido daquilo que a REFER havia apresentado há quatro anos com ligeiras alterações como o alargamento dos passeios e a redução da inclinação.
Do ponto de vista dos custos, é sem sombra de duvida, a opção mais económica, mas não é a melhor solução uma vez que em época de chuva, o túnel manterá na mesma as dificuldades da travessia com prováveis banhos a quem o fizer.
Por outro lado, e a ser esta opção a vencedora, mal se compreenderá o tempo e as discussões que pelo meio surgiram a não ser pela necessidade de permanente campanha eleitoralista em que o partido socialista é especialista.
Empurrar os problemas para a frente com a barriga mas sem procurar resolver o quer que seja.
Há quatorze meses atrás, no Auditório Municipal, que estava repleto e perante as cameras de televisão. António Pina anunciou ter já 500.000 euros para resolver o problema dos esgotos directos e até hoje nada fez, alegando agora não ter dinheiro. Então o que fez ao dinheiro que disse ter? Gastou-o em quê? Talvez a dar subsídios duvidosos mas para resolver o problema é que não foi.
Para uma solução mais eficaz e que melhor serviria os interesses da população como a abertura de um túnel paralelo, de muito menor dimensão, mas sem o inconveniente das cheias e da inclinação, não há dinheiro.
Quer o presidente da Câmara fazer reflectir todos os custos à REFER sem ter de gastar um cêntimo da autarquia, numa solução que não será a mais desejável, a mais eficaz.
Só que amanhã, em sessão de câmara vão ser aprovados, a primeira tranche de contratos programa, uma forma de subsidiar algumas colectividades subsidio-dependentes, no montante de 194.000 euros. No final do processo de subsidiarização vamos ver a quanto monta a brincadeira para um município que depois vem dizer que não tem dinheiro para resolver problemas essenciais e necessários para a população de Olhão.
Deixem-se de tretas e façam algo de positivo pela cidade.

Se o S.C.Olhanese tem dividas ao fisco pode receber subsidios da C.M.Olhão.


«Estou aqui para defender o meu frigorífico» - Carlos Fernandes
Orlando Fernandes

Carlos Fernandes, ex-jogador do Olhanense, esteve presente, esta segunda-feira, na sede do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) com o objetivo de denunciar irregularidades fiscais, que terão ocorrido durante o período em que representou o conjunto algarvio.

Em causa, sobretudo, os recibos de vencimento onde, para além do valor salarial, surgiam ajudas de custo (deslocações, subsídio de alimentação, etc...), uma verba que alegadamente permitia ao clube fugir ao pagamento de impostos, ou seja, IRS e Segurança Social.

Na altura, o plantel confrontou a direção presidida por Isidoro Sousa, que assumiu não ser prejudicial para os jogadores.

No entanto, três anos depois, Carlos Fernandes vê-se confrontado com uma dívida às Finanças superior a cinco mil euros, devido a irregularidades fiscais, fruto da falta de pagamento quando era jogador do Olhanense.

«Tenho de ser responsável pelos meus atos e pelos meus compromissos e não de outras pessoas, por isso esta dívida não tem de ser paga por mim. Estou aqui para defender o meu frigorífico e a minha família. Não posso ficar calado perante uma situação destas, porque é demasiado injusto e daí a minha revolta», revelou.

Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, também marcou presença na conferência de imprensa e apoiou a revolta de Carlos Fernandes, reforçando a ideia que terá de ser o Olhanense a assumir o valor em causa, apelando a Isidoro Sousa no sentido de encontrar uma solução para minimizar o problema.

17:24 - 19-01-2015
Noticia retirada e foto do jornal A Bola on line.
Nota do Olhão Livre: Um clube com dividas ao fisco pode receber subsidios da CMOlhão?
Responda quem souber.
Carlos Fernandes, ex-jogador do Olhanense (foto ASF)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

OLHÃO: CLUSTER DO MAR, SEM PESCA?


Realiza-se amanhã no Anfiteatro Teresa Judice Gamito da Universidade do Algarve, um Seminário subordinado ao tema A Clusterização do Mar e as Actividades no Mar, promovido pela Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar.
A sessão está dividida em dois grandes temas: I- Realidade Internacional versus Realidade Nacional e II-As Actividades do Mar: A investigação e a preservação dos recursos vivos.
Antecedendo o Seminário, a Comissão desloca-se à Fuzeta para se inteirar dos problemas da barra e visita duas empresas.
O facto de o Seminário se realizar em Faro e a própria ordem de trabalhos desde logo indicia que a fileira do pescado, ainda que parte integrante do cluster do mar,  não é tema de grande interesse, constituindo antes um alvo a abater, caso contrario procurariam estar junto daqueles que dedicam a sua vida à pesca e afins.
A situação da pesca da sardinha, a arte da ganchorra ou a captura do polvo e a produção de bivalves são temas que os deputados que compõem a Comissão sabem ser objecto de muitas criticas de cuja discussão fogem como o diabo da cruz.
Com paragem na pesca da sardinha desde Setembro e de durante cinco meses de paragem forçada, pela presença de biotoxinas, dos barcos da ganchorra, aliada à poluição da Ria, e atenção que uma das empresas a visitar está pegada paredes meias com a ETAR Poente de Olhão, era importante para toda a comunidade da Ria Formosa que houvesse uma conversa muito interessante sobre o futuro das actividades tradicionais desta zona.
Lamentavelmente, uma iniciativa dos deputados da nação, sem a divulgação devida, a denotar o distanciamento entre representantes e representados.
Que Seminário vem a ser este?



OLHÃO: "VANDALISMO" DA CÂMARA!


A Câmara Municipal de Olhão é uma autarquia que prima pelo desmazelo, pela negligência, em diversos domínios e em particular no que diz respeito ao estado das nossas ruas.
As imagens reportam a situação que já dura à cerca de uma semana, no cimo da Rua traseira do caminho-de-ferro, rua que como se sabe é a alternativa a quem chega ao túnel e o vê intransitavel quando há uma chuvada mais forte. Estamos em plena época de chuvas e nem é preciso muita coisa para que o túnel fique intransitavel pelo que a reparação deste buraco se tornasse urgente.
Naquela rua passam, durante o dia, um elevado numero de autocarros e a cratera exposta pode vir a alargar ainda mais se não acudirem em breve, visto tratar-se de indícios de ruptura na rede de águas.
Acresce o facto da baia de protecção não ter sinalização luminosa durante a noite quando devia ter, pelo menos um intermitente a assinalar o obstáculo que constitui a protecção.
É certo que a Câmara não está preocupada com o desperdício da agua porque tem os otarios dos cidadãos a pagar a negligência dos nossos eleitos remunerados.
E se a estrada abater e lá ficar um autocarro a entupir o transito?
Bem se podem justificar com os trabalhadores, como é costume, mas a falta de reparação deve-se única e exclusivamente à falta de decisão de quem a responsabilidade, Pina e companhia.
Mais acima, já na Rua 18 de Junho, devido à modernização da rede da Vodafone, o asfalto apresenta o estado que a imagem mostra.
Dirá a Câmara que a autarquia não tem a ver com aquela obra, quando é certo que deveria acompanhar e fiscalizar a reposição à situação anterior, isto é em condições de condução segura.
Temos conhecimento de quem, ao passar ali de noite, não se tendo apercebido da vala, se viu na necessidade de substituir os amortecedores do carro e cujos custos deviam ser reportados à Câmara.
O desmazelo com que a Câmara encara esta e muitas outras situações idênticas espalhadas pela cidade acabam por se transformar num autentico acto de vandalismo contra os condutores que podem, pela inercia da autarquia, ver os seus carros danificados.
Não será, neste contexto, António Pina, um vândalo?

domingo, 18 de janeiro de 2015

OLHÃO: QUE MINISTÉRIO PÚBLICO É ESTE?



Para melhor compreensão da desastrosa intervenção do Ministério Publico neste processo deixamos aqui o link para a base de dados jurídica da Procuradoria Geral da Republica, onde podeis consultar os respectivos decretos e leis, http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_main.php?ficha=101&pagina=&so_miolo= .
Para se analisar as situações decorrentes do Domínio Publico Marítimo é necessário verificar os seguintes documentos:
Decreto-lei 468/71, a antiga Lei do DPM;
Lei 54/2005, sobre a titularidade dos recursos hídricos
Lei 58/2005, a Lei da agua
Decreto-lei 226-A/2007, que estabelece o regime de utilização dos recursos hídricos
O decreto-lei 468/71 foi desdobrado nas leis 54 e 58 de 2005 e a única alteração que sofreu foi na fixação de um prazo de oito anos para que os pretensos proprietarios de terrenos situados em Domínio Publico Marítimo fizessem prova e logicamente fosse reconhecida como propriedade privada.
Pelos vistos oito anos foi pouco e a maioria dos proprietarios e entidades licenciadoras como as Câmaras Municipais fizeram tábua rasa da Lei, alegando entre outras coisas o desconhecimento da Lei apesar de terem juristas ao seu serviço.
Quem representa o Estado e cabe a tarefa da salvaguarda dos respectivos bens, é o Ministério Publico que perante o facto de o "Administrador" da ARH reconhecer que os terrenos deste processo são pertença do Estado por estarem inseridos em Domínio Publico Marítimo e não ter sido reconhecida a propriedade privada, logo deveria ter desencadeado uma acção para a tomada de posse dos terrenos em causa.
E basta olhar para o despacho de arquivamento que nunca passou pela cabeça do Ministério Publico pôr termo a esta ilegalidade ao referir apenas a Lei 54/2005 e omitindo toda a restante sobre o Domínio Publico Marítimo.
Ao não fazer prova da titularidade dos terrenos, nenhuma das entidades envolvidas poderia, em boa verdade, autorizar qualquer construção ou emitir um simples parecer favorável sem acautelar o reconhecimento da titularidade, condição essencial.
Mas o Ministério Publico assim não entendeu, restando saber o porquê.
O Ministério Publico é uma instituição hierarquizada, com subordinação dos procuradores aos de grau superior e na restrita observação das orientações hierárquicas, ou seja se a hierarquia entender que um determinado processo pode ser inconveniente ou fica a aguardar prescrição ou é mandado arquivar, como foi o presente.
Esta situação deriva do facto de os responsáveis máximos da Justiça serem indicados pelos órgãos de Poder politico, verificando-se a subversão do sistema judicial, enquanto órgão de soberania. É que todos os outros órgãos de soberania são eleitos por sufrágio enquanto o Poder judicial é cozinhado entre os partidos que se alternam no Poder.
Sendo assim, é normal que o Ministério Publico tão afoito nas suas decisões quando se trata de criminalizar um simples cidadão, seja tão cobarde na hora de levar a julgamento os decisores políticos, particularmente os do activo dos partidos que se alternam no Poder.
Outra forma de funcionamento  e esta canalha iriam ocupar as celas a partir da 44 em Évora, porque embora não o possamos afirmar, ainda somos livres de pensar que estes fretes contêm favorecimentos com vista à vantagem patrimonial de terceiros. Gratuita ou Paga é crime, crime que só o Ministério Publico não quis ver.
Esperemos que o mesmo Ministério Publico seja capaz de arquivar as queixas que porventura possam surgir de algum acto de resistência às demolições nas ilhas barreira da Ria Formosa por estarem em Domínio Publico Marítimo.
REVOLTEM-SE, PORRA!