sábado, 17 de dezembro de 2016

Mercados de Olhão o principio de uma morte anunciada


Os Mercados de Olhão ou Praças que é como lhes chamam ainda os mais antigos filhos de Olhão, começaram a ser construído em 1912 e foram inaugurado em 1916 e é um dos muitos bons exemplos  da arquitectura em ferro. 
Por ser um símbolo histórico e emblemático de Olhão escolhemos a sua foto de 1936, para a  apresentação do nosso Blog como podem ver ao abrir o Olhão Livre.
A sua construção foi um verdadeiro bico-de-obra para a época, pois foi preciso recorrer a um bate estacas que teve de implantar 88 estacas para a consolidação de cada edifício; Ainda hoje para muitos dos olhanenses mais velhos, a zona entre as duas praças é conhecida por Bate-Estacas.

  Resultado de imagem para fotos dos mercados de OLhão



A foto acima é de 1983 e pode-se ver as suas portas de madeira originais, que eram de duas meias portas pintadas de verde claro. Na construção da fachada foi usado tijolo maciço de barro vermelho a estrutura foi feita em pilares de ferro em I, as asnas de suporte do telhado eram em ferro forjado e suportavam um telhado em telhas de zinco.


 Related image


Os gradeamentos dos portões centrais laterais foram feitos em serralharia artística tipo Arte Nova, um estilo que em Portugal foi de  implantação tardia e de curta duração, de influência francesa, implantada entre 1905 e 1920  O que a torna característica da Arte Nova é a utilização de materiais modernos para a época, como o ferro e o betão, e as formas orgânicas, curvas e dinâmicas.


O seu mercado semanal é hoje ao sábado embora já tenha sido também ao domingo. É desde há muito a fonte de abastecimento semanal de muitas famílias olhanenses, farenses e doutros concelhos vizinhos, e actualmente, também  da comunidade estrangeira sedeada no concelho de Olhão.
Os frutos e produtos hortícolas são da melhor qualidade e de sabor insuperável,  duram perfeitamente uma ou mais semanas e em termos ambientais é do melhor que pode haver, pois a sua pegada ecológica é praticamente inexistente, pois  maior parte dos produtos são do concelho de Olhão ou dos concelhos vizinhos.


O mercado semanal ao ar livre, aos sábados de manhã, é único no Algarve e desde há muito que é a maior atração turística que Olhão tem para oferecer todo o ano.
Esta atração é feita  pelos produtores e com investimento ZERO para a C.M.Olhão, sendo que a  Empresa Municipal Mercados de Olhão  ainda cobra aos intervenientes da atração, as taxas de ocupação do terreno.

 #AlAlgarveconAirNostrum


Visitar esse mercado é sentir, ver, cheirar e saborear,  uma panóplia de cheiros cores  e sabores, que ainda hoje se misturam a regatear e a comprar. Muitos olhanenses e cidadãos das mais variadas línguas, esperam ansiosos que chegue o sábado para se regalar com tão espectacular cenário a custo Zero como actividade turística.




Esta pequena resenha histórica e descritiva serve para questionar os novos donos de Olhão, por que razão querem acabar com o que Olhão tem de melhor. Já muitas tradições de Olhão foram destruídas pela autarquia, como  o Carnaval de Olhão um dos mais antigos do Algarve, as ruas enfeitadas pelos Santos Populares, que era uma das mais concorridas celebrações Populares no Sul de Portugal, a Feira de Maio e a Feira de São Miguel. Não lhes bastou acabar com as tradições populares herdada dos nossos antepassados, agora querem dar cabo do resto que Olhão tem de melhor?


A eliminação da circulação automóvel na Zona Ribeirinha a sul dos Mercados, conforme foi hoje anunciado com Pompa e Circunstância pela CMOlhão, vai ser um golpe de mestre para acabar com o Mercado e com o mercado semanal dos sábados.Acrescente-se a isso as obras anunciadas pela CMOlhão para reduzir a Av.5 de Outubro para uma única faixa  no sentido Faro-Tavira vão impedir ou dificultar a circulação de pessoas, nomeadamente os agricultores locais que aí se deslocam, e produtos para o mercado.
O orçamento participativo esteve em votação e os resultados foram hoje anunciados. Houve várias propostas apresentadas e também houve cidadãos com cargos autárquicos impedidos de apresentar propostas (como é característico da nossa “democracia”). Entre as propostas votadas estava precisamente a eliminação da circulação automóvel na Zona Ribeirinha a sul dos Mercados.
Se a CMOlhão queria fechar o trânsito ao sul das Praças por que razão não colocou uma placa de trânsito proibido? Há muito que o trânsito é proibido a partir das 14h e não foi preciso uma votação de orçamento participativo! Custa assim tão caro uma placa de trânsito que é preciso votar? O que é que está aqui a ser escondido? Que interesses há por detrás desta proposta vencedora?
A Câmara e o seu presidente não quiseram tomar a iniciativa de proibir o trânsito para dizerem que foi o povo de Olhão a escolher essa opção e que a vontade do povo é para cumprir. Mas, tal como o próprio António Pina diz, apenas “5% da população do concelho respondeu à chamada e participou activamente na escolha dos projectos que agora serão concretizados ao longo de 2017”.
Qual é a representatividade da vontade dos olhanenses quando, ainda por cima, se sabe que andaram a angariar votos na zona das Praças, que a votação foi feita por sms e houve vício do processo como se tratasse de um concurso.
Um orçamento participativo pode ser um instrumento de democracia, mas não quando está viciado à partida, quando é feito à medida dos interesses e propostas pessoais, quando só são aceites as propostas que interessam ao presidente e aos novos donos disto tudo, quando não é representativo da população, no fundo, quando serve para enganar uma população menos atenta e fazer crer que foi o povo que votou e decidiu o que vai ser feito.
Em breve saberemos quais os interesses ocultos do fecho do trânsito a Sul das praças.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Ria Formosa a Vergonha continua!

  A Assembleia Geral do Polis Ria  Formosa vai reunir amanhã dia 15 de Dezembro, para confirmar a nova administração da Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa.
 Dos nomes já anunciados para a administração do Polis Ria Formosa pelo Ministério do Ambiente, sabe-se que são José Pacheco que veio da CCDR do Algarve, e Rogério Gomes, vindo da Associação de Municípios Loulé/Faro, fala-se que também se vai juntar a esses dois, António Miguel Ventura Pina  escolhido pelos autarcas.
Como pode António Miguel Ventura Pina fazer parte da administração do Polis, se o que está em causa entre outros assuntos são as demolições de casas ditas ilegais  na Ilha do Farol, será que apresentou uma declaração de interesses visto o pai António Pina ter casa dita ilegal,  nessa área onde o Programa Polis tem previstas demolições?

Mas afinal de contas porque  razão o governo PS, ainda mantêm em vigor o Programa Polis Ria Formosa, programa esse que foi criado pelo governo PS de José Sócrates, para levar à prática o POOC Vilamoura Vila Real de Stº António?
Não foi o PS que aprovou as demolições na Ria Formosa? Então porque não acaba o governo PS, com esse programa  de demolições e não revoga o POOC Vilamoura Vila Real de Stº António?

Ou será que o PS e o Polis, vão decidir que agora só vão uma quantas casinhas abaixo, aquelas que tem mesmo de ir segundo a opinião de António Miguel Ventura Pina (depois de ter feito desaparecer dessa lista umas casinha de amigos que estavam na 1ªlinha de demolições na costa da Ilha do Farol) ,  pareceque para António Miguel Ventura Pina e para o Ministro do Ambiente, que as casas na frente de mar na zona da Ria Formosa é que correm mesmo perigo, pois por obra de milagre ou fruto de amizades as casas de 1ªlinha na costa da Ilha do Farol ficaram de fora dessa lista de demolições.

António Miguel Ventura Pina em 27 de Outubro de 2016 afirmou ao Diário de Noticias o seguinte "António Pina admitiu ser necessário realizar ações de renaturalização nas ilhas, mas avisa que "é tão radical" a posição de querer "deitar tudo abaixo", como a de defender "que nada deve ir abaixo".

Como podem ler, querer impedir as demolições previstas... é ser radical.
Será por isso que até hoje não se vê uma única convocatória das Associações dos Hangares e do Farol.  para as pessoas se manifestarem amanhã em frente ao Chalé João Lúcio nos Pinheiros de Marim em Olhão, onde o Polis costuma reunir?
Será que a luta  vai morrer e que vão deixar o Polis agora comandado também por António Miguel  Ventura Pina, demolir as casas dos descamisados na Baixa Mar entre o Núcleo dos  Hangares e o Núcleo do Farol??
 Entretanto a pouca vergonha no Parque Natural da Ria Formosa no Concelho de Olhão continua!
Onde os cifrões falam  mais alto.
 
 Saberão a pessoas que vão ver as suas casas demolidas nessa zona entre o Farol e os Hangares, e que o Ministro do Ambiente diz que estão em perigo por estarem a 40 metros da Linha do Preia Mar, mas hoje  António Miguel Ventura Pina levou  hoje à sessão da CMOlhão uma proposta, para aprovar  a continuação das obras numa obra em Domínio Publico Marítimo na Fuzeta embargadas  desde 2009 e do qual nós no Olhão Livre fizemos o seguinte post
"A imagem que em cima estas linhas corresponde a um antigo moinho de maré na Fuseta que agora se vê ampliado e sem qualquer parecença com o anterior edificado. Não foi possível identificar o dono da obra, que se situa de acordo com o POOC em Espaço Natural não sendo permitido o que ali se está fazendo, sendo certo que carecia em primeiro lugar do parecer prévio do Parque Natural da Ria Formosa.
A obra viola todo um conjunto de restrições.
Francisco Leal, presidente da Câmara, continua cego pois a obra é visível ao sair da rua onde reside.
À falta de outros elementos fica desde já o alerta com a promessa de voltarmos ao assunto."

Há 7 anos que essas obras foram embargadas pelo Parque Natural da Ria Formosa e pela CMOlhão, ficaram no esquecimento, até que apareceu esse anuncio na Internet e António Miguel Ventura Pina logo a mando de alguém fez reviver as obras do Moinho na Ria Formosa.
Será que as obras foram aprovados pelos vereadores da CMOLhão?
Será que sabem que está à venda por 950 000€ numa agência de imobiliário Imoveis Mitula?
Para que não digam que são boatos deixamos passe a publicidade  o anuncio  na integra.





Projeto moinho da maré na Fuseta | 950.000 € | Ref: PLP16

  • área do lote:0 m2
  • Quartos:4
  • área de construção:300 m2
  • Casas de Banho:3
  • Propriedade: Private
Peças mais informações

Descriçao da Propriedade

"Localizado no coração da reserva natural da Ria Formosa, este é o único estabelecimento no Sotavento Algarvio com amarração privada - amarrar o seu barco à sua porta e navegar diretamente para a lagoa, as ilhas desertas, e o mar!
Construído sobre as fundações do famoso moinho da maré da Fuseta de 1812, este projecto verdadeiramente único transfere o caráter original da herança ancestral aos tempos modernos. Com as instalações do moinho histórico totalmente preservadas, o novo edifício oferece uma arquitectura contemporânea num local distinto.
Em frente ao mar, o edifício está situado num local sereno tipo ilha, situação inigualável no sul de Portugal. Cercado apenas pelos campos lagunares e salinas em três lados; é acessível tanto de carro com de barco.
A pitoresca vila piscatória da Fuseta com seu famoso mercado, restaurantes e uma marina projetada está apenas a 300m de distância de barco.
O edifício está em construção. O seu tamanho total é de aproximadamente 300m², incluindo quatro quartos, quatro casas de banho e dois jardins suspensos.
Inicialmente planeado como uma habitação ou uma casa de férias, esta propriedade de localização exclusivamente também poderia ser transformada num projeto para um restaurante exclusivo ou um pequeno hotel. Devido à licença de escavação concedida, barcos maiores (até 15 m) poderam navegar até aos 80m² de amarração privada da propriedade.
Requer um investimento adicional de € 250.000 para ser concluído.!"

Como podem ler é um regalo ler o anuncio da agência imobiliária.

Senhor Ministro do Ambiente será que essa construção não corre perigo?
Ou só as casas dos descamisados entre os Hangares e o Farol correm perigo?
Que raio de presidente é esse que diz que só os radicais não vêem que é preciso demolir casas nas Ilhas do Hangares e O Farol e depois leva à sessão da autarquia que preside esse projecto para aprovar uma casa com 300 m2 construída sobre a agua?
O antigo presidente da CMOlhão Francisco Leal actual coordenador autárquico do PS Algarve,  neste momento acusado pelo Ministério Publico  por prevaricação em 2 processos de obras,  deixou caiu essa obra do Moinho comprado por um Alemão,  por colidir com o POOC e por estar em espaço da Rede Nacional das áreas Protegidas.
Quem será o novo dono do Moinho?
Em breve saberemos!
Para os que vão ver as casas demolidas nos Hangares e no Farol vale a pena questionar se a lei é executada e levada à prática conforme a conta bancária?
Para os outros que não temas casas na lista de demolições  deixamos mais uma vez este poema do poeta Russo  Maiakovski .


"Na primeira noite, eles se aproximam      e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.  E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz,  e, conhecendo nosso medo,                 arranca-nos a voz da garganta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Presidente da CMOlhão, anuncia aumento de impostos e demolições para os prédios devolutos, na Zona Histórica de Olhão!

 

António Pina o ainda presidente da CMOlhão, depois de hoje ver novo prédio a cair ao bocados na  Rua Gonçalo Velho, anuncia com pompa  e circunstância  à comunicação social, a sua solução para o edificado da Zona Histórica de Olhão.
Aumentar o IMI em 300% e demolir todo o quarteirão que a fotografia acima mostra.
Medidas dessa natureza como de aumentar o IMI em 300% para as casas devolutas e a demolição das que convêm, ao patos bravos, é fácil de tomar,e de certeza que se perguntassem  até a futura lenda olhanense O Verissimo era capaz de a  tomar!

Moss Pina... será que te deste ao trabalho de ler, ou mandares os teus assessores, oficias e privados,  lerem  alguns dos 752 comentários da petição internacional para defesa da Zona Histórica de Olhão comentários da Petição Internacional Contra a Destruição da Zona Histórica de Olhão que tem neste momento 2093 assinaturas entre elas a do curador do Museu de Roterdão?
Se não leste os comentários, é melhor leres, ou mandares ler, para ver a importância que temo nosso património para quem nos visita.
 O nosso  valioso património urbano é a  herança dos nossos antepassados  faz parte da história de Olhão, devia ser estudado, qualificado e  restaurado e não destruído.
Um presidente que não respeita a história das suas gentes, é um presidente a prazo.

Será que depois da demolição vai nascer um novo galinheiro em betão de 8 pisos igual ao do edifício Al-Hain ao lado desse quarteirão na Avenida da Republica?

Depois de todos os prédios históricos demolidos e adulterados, depois de  fazerem  de construírem uma muralha em Betão  na Avenida 5 de Outubro com prédiosde 9.5 de pé direito e de 3 andares no Largo João da Carma, com prédios de 5 andares ao lado da Oficina do José da Horta  nas traseira da GNR,  de correrem com a população olhanense da Barreta e do Levante, o que vem os turistas ver a Olhão???

Será que os turistas virão ver cheirar e fotografar o Esgoto do T a descarregar merda da  máxima qualidade,conforme se pode ver na foto,  ao pé das bilheteiras do Barcos da Carreira para as Ilhas da Armona Culatra e Farol?
Porque será que TODAS as autoridades, continuam a fechar os olhos a esses crimes contra o Património de Olhão,  e contra a Natureza na  Ria Formosa.
De salientar que em 2009 o Movimento de Cidadania Activa  "Somos Olhão" fez queixa contra a Poluição na Ria Formosa, conforme se pode ler nessa noticia do PublicoOnline e até hoje passados mais de 7 anos, o presidente da CMOlhão António Pina continua impunemente, a envenenar diariamente  as aguas super protegidas do Parque Natural da Ria Formosa.
Até quando?

Resultado de imagem para esgoto do T em Olhão

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Olhão ficou mais pobre com derrocada de edificio secular, na Zona Histórica de Olhão!


Olhão hoje acordou mais pobre do ponto de vista cultural e urbanístico, com a derrocada de um edifício com mais de um século situado na Zona Histórica de Olhão.
 A derrocada desse edifício secular,  aconteceu às 12.15 da noite, derrocada essa que há muito se esperava, o dito edifício, situava-se no gaveto da Rua 18 de Junho em Olhão, com a Travessa 18 de Junho.que pode ver neste video de Carlos Almeida colocado no Youtube
Tal derrocada na Zona Histórica, há anos que era mais que prevista,  pois já várias vezes os Bombeiros Municipais tinham lá colocado báias, sempre que caiam cantarias de decoração desse edifício secular e do outro adjacente.
Há pouco mais de um mês tinham caído cantarias de outro edifício desse  quarteirão, que a frente da fachada  fica na Av. da Republica Nº13.

Em 1º Lugar porque não estava classificado por parte da CMOlhão, esse quarteirão de edifícios situados na Zona Histórica de Olhão?
Será que todo esse quarteirão situado no inicio da Rua 18 de Junho até à Travessa 18 de Junho, não deviam estar classificados, no mínimo de Interesse Municipal?
Porque será que esse quarteirão de edifícios situados na Zona Histórica de Olhão, praticamente todos da mesma época, não  foram dignos de atenção para merecerem a atenção da CMOlhão de modo  a serem classificados no mínimo como património Municipal?
Se esse edifício  tivesse classificado de certeza não chegaria ao estado a que chegou.
A derrocada desse edifício,  não causou vitimas, devido à vizinhança ter alertado os Bombeiros, que o prédio em causa estava a abrir rachas e que estavam a cair pedras na Rua 18 de Junho, Bombeiros esses que prontamente se deslocaram ao local e isolaram a Zona, evitando assim danos nas pessoas e trânsito automóvel.
De referir que essa queda, afectou o edifício  do outro lado da Travessa 18 de Junho edifício esse Arte Deco segundo especialistas em arquitectura, de ressalvar que esses edifício está a ser restaurado pelo dono, o que é de louvar, e que à sua custa lá vai preservando um património valioso que pertence a todos os olhanenses, que é o que atrai turistas a Olhão, e a CMOlhão já devia ter procedido à sua classificação.

Sabemos segundo declarações do presidente da CMOlhão, hoje no Canal Televisivo Correio de Manhã,onde disse que  a autarquia, tinha tomado as devidas providências ao aumentar o IMI em 300% por o prédio estar devoluto.
Mas é aumentando o IMI em 300% que se protege o nosso valiosíssimo Património na Zona Histórica de Olhão?
Que raio de politica de protecção é essa?
Será que no Plano de Protecção da Zona Histórica de Olhão,  não devia haver uma lei, que devia visar e responsabilizar os proprietários por situações intencionais ou de abandono do edificado, com vista à obtenção de ordens de demolição, para depois o presidente da CMOlhão aprovar por despacho próprio e não publicado, aprovar a construção de  um novo mamaracho em betão, desenhado e arquitectado pelos amigos do regime em Olhão, alguns deles que são ao mesmo tempo donos de imobiliárias e gabinetes de engenharia e arquitectura ao mesmo tempo?Certos donos de imobiliárias chegam ao desplante de vender edifícios em risco de ruir mas já com garantias do seu projecto, ser aprovado pela CMOlhão para reabilitação, reabilitação essa que é  quase sempre... demolir e acrescentar mais uns pisos.

Será que vamos em breve ver todo esse quarteirão entre a Avenida da Republica a a Travessa 18 de Junho, que mostramos na foto,  demolido e a seguir vamos assistir à construção de um novo um mamaracho de betão de 8 pisos, igual ao Mamaracho que é o Edifício Al Hain aprovado por um ex. presidente da CMOlhão, eleito pelo PS em Olhão e que em conluio com os vereadores do PSD, consentiu que se edificasse esse monstro em betão numa das avenidas mais lindas do Algarve.
Esse presidente da CMOlhão, dizia abertamente em publico, que não era necessário a CMOlhão fazer leis de protecção de Património, pois Olhão não tinha Património!

A queda desse edifício por sua vez é um maná para certos donos de imobiliárias sem escrúpulos, que assim irão assistir, a uma corrida dos donos de prédios não classificados e em risco de ruir, para vender às imobiliárias, tão valioso edificado, que sem protecção,  ao cair nas mão de construtores  sem escrúpulos, logo os demolirão, para dar lugar a mais e mais mamarachos, como o Hal-Hain e os prédios pegados a esse mamaracho, até à Igreja, onde era a antiga casa do Padre no Jardim Drº João Lúcio.
O presidente da CMOlhão que tanto fala em atrair turistas sabe que o que a maior parte dos turistas que procuram Olhão é precisamente para poder ver e retratar esses edifícios seculares únicos no Mundo?
Saberá que como presidente da CMOlhão, e eleito pelos olhanenses, devia ter o dever de  zelar pelo  legado histórico deixado pelos nossos antepassados?
Será que pensa que os turistas depois de arrasados esse valiosos património  de correr com as pessoas da Zona Histórica,os turistas vem a Olhão para verem turistas a observar turistas??





quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Demolições na Ria Formosa vão recomeçar sob a nova direcção do Polis!

Acreditando nas afirmações do Ministro do Ambiente Pedro Matos Fernandes  ao Jornal Publico online. as demolições  nas Ilhas barreira da Ria Formosa vão recomeçar!
Entretanto na Fuzeta o empreendimento Viver a Ria de um camarada de partido do Ministro do Ambiente, continua a construir em Domínio Publico Marítimo, fazendo mesmo aterros ilegais,como o que se vê na foto,  de modo a impedir a agua de subir nas grandes marés vivas.
 
Afinal de contas o Domínio Publico Marítimo é de todos ou só dos poderosos?



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Zona Histórica de OLhão: PSD contra a Torre de 21 metros na Zona Histórica e acusa António Pina de querer enganar a população.

  Noticia integral da Voz do Algarve online
líder do PSD Olhão, Daniel Santana, diz que se impõe esclarecer os olhanenses e repor a verdade sobre a polémica Torre Mirante - uma ideia antiga do PS apresentada em 2012 na Proposta Preliminar do Plano que implicaria a demolição de uma habitação particular para aí implantar uma Torre de 31 metros. Nesta última versão do Plano Pormenor da Zona Histórica de Olhão, ainda em discussão pública, o executivo PS insistiu em fazer passar a Torre, diminuindo a altura para os 21 metros e mudando a sua localização para um edifício público.
Desde 18 de setembro de 2014 que todos os partidos da oposição se manifestaram contra a construção daquele "mamarracho" no Centro Histórico de Olhão, pois iria descaracterizar toda a área envolvente em vez de a valorizar.
No debate do dia 22, proposto pelo vereador da CDU, o PSD decidiu não questionar os arquitetos da Baixa Atelier por considerar que se tratava de uma opção política do PS e não de uma questão técnica. Então o PSD já tinha informado a Assembleia Municipal que iria votar contra o PPZH de Olhão se se mantivesse a Torre no referido Plano, bem como, a retirada da calçada portuguesa.
Quando a população e a Associação de Valorização do Património de Olhão - APOS, se juntaram à contestação, não restava outra opção ao Presidente da Câmara e ao executivo PS senão recuar. A vitória foi das pessoas que no momento certo souberam manifestar-se contra.
O PSD Olhão não alimenta esta forma vergonhosa de fazer política, que o partido há muito estabelecido no poder camarário de Olhão, pratica. Consideramos que o Sr. Presidente da Câmara deve assumir os erros e não andar a enviar recados pelo seu partido, com o intuito de enganar a população.

Pel’ A Comissão Política de Secção do PSD-OLHÃO,

Nota do Olhão Livre e qual a posição do PSD em relação à retirada da calçada para substituir por lajes de pedra de escarapão?
Qual a posição do PSD no que toca a novos planos de loteamento na Zona Histórica de Olhão nomeadamente no Largo João da Carma, onde querem aumentar o pé direito dos edifícios da antiga Estiva do Jacinto Ferrerira para 12 metros, alegando que já existem prédios nesse largo com 12 metros de pé direito?
Que qual a posição do PSD sobre a muralha de betão na 5 de Outubro com 9,5 de pé direito?
O que diz o PSD em relação ao presidente da CMOlhão,  poder decidir sem passar cartão a ninguém, o aumento das cérceas  na Zona Histórica?
Qual a posição do PSD  no que toca às demolições na Zona Histórica previstas nesse Plano?
Qual a posição do PSD em relação às novas iluminarias e o novo mobiliário na Zona Histórica de Olhão?
Qual a posição do PSD em relação a só 100 000€ ser usado na reabilitação do edificado na Zona Histórica?
Qual a posição do PSD em relação ao seu vereador Eduardo Cruz na CMOlhão que insulta as pessoas em sessões publicas, por defenderem  ideias contrárias na defesa da Zona Histórica,  e da frente ribeirinha, chamado-as  mentirosas? De salientar que esse vereador eleito pelo PSD está acusado pelo Ministério Publico, pelo crime de prevaricação e até hoje o PSD de Olhão,  não tomou posição sobre tal assunto.
Ou o PSD só está contra a Torre?Pode ler mais sobre essa acusação  carregandoaqui.http://olhaolivre.blogspot.pt/2016/11/acusados.html
Entretanto a petição internacional contra a destruição da Zona Histórica de Olhão já vai em 1984 assinaturas e 729 comentários a elogiar o nosso património único no Mundo!
Se ainda não assinou essa petição pode ainda assinar carregando aqui


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

F. Leal Coordenador autárquico do PS Algarve, acusado pelo M.P. de lesar a CMOlhão em 7 milhões de €!



A imagem acima reproduz o essencial do despacho de acusação do Ministério Publico, contra Francisco Leal ex presidente da CMOlhão e actual coordenador autárquico do PS Algarve, e Ditza Reis Arquitecta da CMOlhão, por terem lesado o Município em 7 milhões de €.
Tal acusação deve-se a uma queixa  apresentada em  pelo 2009  Movimento de Cidadania Activa "Somos Olhão".
Francisco Leal ex. presidente da CMOlhão durante quase 20 anos é o actual coordenador autárquico do PS Algarve sendo assim constituído arguido pela 2ª vez, pelos crimes de prevaricação, sendo ambos os  julgamentos constituídos por um colectivo de Juízes.
Já a arquitecta Ditza Reis aparece envolvida em quase todos os processos urbanísticos feridos de ilegalidades ou  irregularidades.
Porque o  dito despacho determina o arquivamento de partes do processo que envolvem a CMOlhão e a empresa de construções Lagarça, pediremos a reabertura do processo de modo  a desmontar as justificações apresentadas.
Calculem os nossos leitores que há época Câmara Municipal de Olhão e as construções Lagarça trabalhavam com calculadoras chinesas que originaram um somatório de erros de cálculo.
7 Milhões de € sonegados à CMOlhão,  chegavam e sobravam para resolver o grave problema dos esgotos  tóxicos directos para  as aguas super protegidas da Ria Formosa, crime diário que  a CMOlhão comete diariamente e a que TODAS as entidades  responsáveis fecham os olhos.
7 Milhões também  teria dado para recuperar de parte significativa do edificado de toda a Zona Histórica de Olhão.
À data que ocorreu os factos  que determinam a acusação, já António Miguel Ventura Pina  já era vereador da CMOlhão,e presidente da Concelhia do PS em Olhão e nessa dupla condição, tinha obrigação de saber a forma como funcionava a autarquia,

Apesar da denuncia desses crimes ser pertinente para o conhecimento da população olhanense, não podemos nem devemos deixar de estabelecer algumas comparações, com o que se passa na Zona Histórica.
O Plano de Pormenor da Zona Histórica teve inicio sob a batuta de Francisco Leal e com a colaboração da arquitecta Ditza Reis, curiosamente ambos  agora acusados de prevaricação pelo Ministério Publico.
Na verdade esse Plano dá à CMOlhão ou seja ao seu presidente( pois a oposição embora em maioria na CMOlhão o PSD e da CDU deram a António Pina a delegação de competências),o poder discricionário de em sede da aprovação da informação prévia, decidir dentro da sua permissibilidade, ou seja onde e a quem autorizar o aumento da volumetria.tão ao agrado dos especuladores imobiliários, mas à custa da destruição das principais características do edificado cubista, a imagem de marca da Zona Histórica de Olhão, mais do mesmo!
Por outro lado, sendo consensual o enterro das infraestruturas, mal se compreenderá que ao levantar a calçada,  a mesma não seja recuperada e reutilizada na repavimentação.
Jogar fora empedrado para comprar pedra nova, apenas para ser diferente, não só é um gasto desnecessário, mas antes um duplo negócio, já que  a alguém vai caber uma boa maquia pela alienação da calçada destruída..
A arquitecta Ditza Reis, não é mais a chefe de gabinete de planeamento e gestão urbanística, não se percebendo porque continua ela a ser a defensora das propostas da autarquia, em situação pouco claras como é este Plano de Pormenor. de destruição da Zona Histórica de Olhão.
Apenas para finalizar, para dizer que a proposta do Plano de Pormenor, mereceu e merece a reprovação da maioria da população olhanense, embora percebamos que da parte do Partido dito Socialista haja a preocupação da redução de  possíveis danos eleitorais, deixando  cair por terra a ideia a construçao da Torre de 21 metros de altura obrigando à demolição de um edifício histórico do século XVIII , já conhecido pelo  Pináculo do Pina, mas mantendo a destruição da Zona Histórica que a aprovação do Plano contempla.
Entretanto a Petição Internacional contra a destruição da Zona Histórica de Olhão não pára e já vai em 1864 assinaturas entre elas cerca de 150 arquitectos e o curador do Museu de Amesterdão.