quinta-feira, 16 de abril de 2015

RIA FORMOSA: POLUIÇÃO CONDENA PRODUTORES À FOME E MISÉRIA!

Com inicio a partir de ontem, está interdita a apanha de bivalves na maior parte das zonas de produção da área da capitania de Olhão, seja na costa ou dentro da Ria Formosa, como se pode constatar no edital que reproduzimos na imagem acima.
Há cerca de dezoito meses que a direcção do IPMA decretou a desclassificação das zonas de produção de bivalves, alegando possíveis riscos para a saúde publica, e até aos dias de hoje assim se mantém.
Numa palhaçada toda ela encenada, tanto o presidente do IPMA e o secretario de estado do mar, foram ouvidos na Comissão Parlamentar para se limparem e branquearem os crimes do estado, nos quais têm responsabilidades, e muitas!
As micro algas potencialmente toxigenas existem no meio natural mas não em quantidade suficiente para afectar os bivalves. Como surgem estes episódios de biotoxinas?
As ETAR são autenticas fabricas de produção de fitoplacton potencialmente toxigeno que em determinadas condições climáticas degeneram em biotoxinas. E como se ele mal não bastasse, elas multiplicam-se ainda mais na presença do fosforo e azoto descarregado pelas ETAR, tornando toda a costa portuguesa um perigo para a saúde publica, no entender dos nossos responsáveis políticos.
O que os decisores políticos não assumem é a responsabilidade por estarem a poluir a costa e a Ria Formosa, mas resta ainda saber se o fazem por simples ignorância ou se de um projecto mais vasto que é o de levar a que os produtores de ameijoa ou pescadores da ganchorra abandonem a actividade.
Porque já levamos uns anitos a estudar e discutir este problema, acreditamos na segunda versão com o tempo e as acções a darem-nos razão!
Ele são as demolições na Ria Formosa; ele é o final das concessões dos viveiros; ele é a poluição que mata os bivalves e que obriga a períodos de interdição que no ano passado chegaram aos cinco meses.
Vem o ministro verde e seus apoiantes falar na construção de uma nova ETAR com o mesmo nível de tratamento que as já existentes, ou seja vamos continuar a ter a mesma merda mas menos visível, porque é de crer que no inicio, o efluente tratado surja com melhor apresentação. Trata-se de uma espécie de varrer o lixo para debaixo do tapete!
Resta ainda saber por quanto tempo se vai manter esta interdição, lamentando desde já a postura de algumas associações sócio-profissionais do sector que preferem ver os seus representados prejudicados do que criar melindres com quem capacidade de decisão. Fretes políticos!
Mas porque entendemos que toda a situação da Ria Formosa deve ser discutida, e este é um dos aspectos mais negativos, apelamos à subscrição da petição Salvem a Ria Formosa em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76743
REVOLTEM-SE, PORRA!

11 comentários:

L.Pedra disse...

É esta a grande aposta do mar do governo deixar que as autarquias de Olhão e Faro continuem a envenenar as aguas onde se produzem as amêijoas berbigões conquilhas e langueirões.

Anónimo disse...

É impressionante como na politica tudo serve como arma de arremeço para aproveitamemto politico e para denegrir. A ocorrência de microalgas produtoras de biotoxinas marinhas (dsp, asp...) não está relacionada com a poluição como é referido. Infelizmente elas ocorrem no meio ambiente marinho naturalmente por todo o mundo, aliás, até ocorrem em locais ambientalmente imaculados. Estão presentes no meio natural umas vezes em maior numero outras em menor e devem-se a alteraçoes atmosfericas (luz, correntes, temperatura) e esta é a realidade com que o sector terá de viver.
Os niveis de poluição afectam sim em termos de microbiologia, o que não é o caso. Meus senhores, os esgotos vão ser tratados, as descargas de poluentes vão ser iliminadas, muitas casas das ilhas vão ser demolidas e as principais barras vão ser desaçoreadas, no entanto, continuarão a ocorrer interdições por presença de toxinas marinhas.

Anónimo disse...

Será que uma entidade independente não poderia analisar as águas da Ria Formosa, para vermos se realmente existem essas toxinas e em caso afirmativo qual a sua verdadeira origem?

Anónimo disse...

Clarificar o estatuto jurídico da Culatra!?? Quando o manifesto objectivo estratégico é eliminar tudo o que possa condicionar os interesses da MAFIA, faz sentido a forma indirecta, dissimulada, de estrangular a subsistência, o ganha pão da gente que vive, sempre viveu, da Ria Formosa. Terra queimada, destruição como nunca se viu, feita por quem, com interesse de quem? Como alterar, para o bem de todos, o estado a que este Estado chegou?

nuno moreira disse...

Que saiba as novas ETARs ao fazerem o tratamento de aguas as mesmas já vem limpas para a ria, Se assim não fosse qual o interesse de se gastar dinheiro na construção de novas ETARs? Á muitos anos e noutros governos que se deveria ter construído uma nova ETAR mas nada disso aconteceu por isso é que a Ria Formosa está como está (poluição)

Antônio Sardinha disse...

O IPIMAR é uma entidade independente, reconhecida e com excelentes técnicos. É uma enorme idiotice questionar o resultado das análises.... Enfim tudo para defender sabemos bem o quê!

Anónimo disse...

Ó SARDINHA, TU E O IPIMAR É TUDO A MESMA CORJA, METESTE LÁ A FAMILIA TODA, SO ENTRA SARDINHA. OUTRAS ESPECIES ESTAOS INTERDITAS VIVA A MAMAGEM.

a.terra disse...

Ao comentador do dia 16, 22:40
Pelo tom do comentario parece estarmos perante um palhaço politico que cobardemente se esconde no anominato.
No post tambem se reconhece que as micro algas que degeneram em biotoxinas existem no meio natural embora não em quantidade suficiente para provocar estas interdições.
Acontece que as ETAR funcionam com autenticos centros de produção destas micro algas, fazendo aumentar substancialmente a quantidade presente no meio natural, e isso pode ser comprovado através de estudos cientificos que possuimos.
E como se isso não bastasse temos a acrescentar os efeitos multiplicadores do fosforo e do azoto.
Ou seja, se no meio natural existirem 5 e lhes juntarmos outras 5 das ETAR e multiplicarmos por 4 devido à presença dos nutrientes descarregados pelas ETAR, então teremos 40. Se as cinco não constituem risco as 40 já constituem.
Isto é uma verdade inegavel que podemos suportar com estudos que temos em nosso poder.
A poluição não afecta apenas em termos microbiologicos como diz e podemos comprová-l. O comentador para alem de ser um pessimo politico, revela-se um perfeito ignorante nesta materia, e aldrabão em relação às restantes.
Os esgotos vão ser tratados sim, mas não com o nivel de tratamento adequado a um meio receptor com as caracteristicas da Ria Formosa e por isso as descargas poluentes não vão ser eliminadas mas e apenas reduzidas.
Obviamente que vão continuar as interdições porque a intenção da maioria da classe politica é acabar com as actividades tradicionais da Ria e este é um meio excelente para o conseguirem.
Pode acontecer é que um dia as pessoas que vivem na Ria se revoltem e talvez você seja atirad pela janela como um tal Vasconcelos.

a.terra disse...

Ao palhaço Nuno Moreira:
Está perfeitamente identificado apesar de não saber para que lado há-de cair morto.
Nós já temos ETAR e as aguas não saem limpas. O problema das ETAR tem a ver com o nivel de tratamento utilizado, que no caso da nova ETAR é igual ao das existentes, ou seja, no inicio ela vai funcionar bem mas com o decorrer do tempo perde eficacia e voltamos à mesma. É muito provavel até que, no inicio se assista a uma redução da contaminação microbiologica, o que não significa que acabe a poluição.
O tratamento secundario poderá reduzir os niveis de contaminação por metais pesados e nutrientes, mas jamais os elimina.
Um dos grandes problemas das ETAR são a quantidade de fosforo e azoto, que como se sabe são utilizads como fertilizantes na agricultura para fazer crescer as plantas. Portanto pode imaginar o efeito que a enorme calda que vai ser descarregada na Ria pode ter no futuro. A titulo de exemplo posso garantir-lhe que no minimo serão jogados na Ria Formosa mais de 40 kg de fosforo por dia.
Quanto á construção da nova ETAR, devo dizer-lhe que a entidade responsavel pela Avaliação de Impacto Ambiental não promoveu a publicitação da discussão publica, escondendo-a das pessoas. Tal não acontece por acaso.
Da mesma forma, alei prevê que as obras publicas superiores a 5 milhões de euros sejam submetidas a discussão publica que tambem não houve.
Assim, o seu governo PSD/CDS e olhe que sabemos bem das suas ligações ao deputado Artur Rego, é tanto ou mais opaco que os anteriores, mas tambem ele terá os dias contados!

a.terra disse...

Ao palhaço que dá pelo nome de Antonio Sardinha:
Nenhuma instituição é independente apesar de poder ter um estatuto que a classifique como tal, bastando para isso ver cmo é nomeado o seu presidente; por nomeação politico/partidaria.
O reconhecido merito profissinal dos tecnicos, do IPMA ou de qualquer outra instituição do estado, esvai-se quando são subjugados, castrados pelo poder politico. Se um presidente não acatar as decisões politicas, logo é afastado.
Mas ninguem pôs em causa a qualidade das analises efectuadas pelos tecnicos do IPMA, mas como funcionario dessa instituição sabe que a recolha das amostras não é a mais adequada, sendo mesmo de molde a esconder a realidade.
Como sabe e pode ler no edital, a apanha de bivalves está interdita na costa na zona designada por L8 mas tambem na Ria nas zonas da Fuzeta, Olhão 3, 4 e 5. Olhão 1 e 2 estão fora da interdição. Ora as marés enchem e vazam e se estas duas ultimas zonas estão cercadas por todos os lados com aguas com elevados niveis de biotoxinas então com é possivel que não apresentem o mesmo nivel de contaminação das outras zonas? Existe algum filtro ou barreira para limpar as biotoxinas que entram naquelas zonas ou antes faz parte de uma estrategia que permite a abertura da porta para se vender todo o marisco da Ria alegando pertencer àquelas zonas?
É obvio que isto não tem a ver com o trabalho dos tecnicos, mas antes com a direcção politizada que aceita o sistema de recolha de amostras implementado.
É evidente que percebo que depois de ter arranjado trabalho para a toda a familia na instituição, venha agora sentir-se melindrado com o que dizemos àcerca dela, mas nada nos demove na denuncia do pessimo trabalho, politico que não tecnico do IPMA na Ria Formosa
e mtui mais poderiamos dizer porque sabemos do branqueamento que têm feito ao long dos anos n que concerne à poluição da Ria Formosa.
Passe bem!

Anónimo disse...

Excelente resposta a. terra - muito difícil melhor.