quinta-feira, 1 de setembro de 2016

RIA FORMOSA MAIS FORMOSA PARA UNS E MENOS PARA OUTROS


A imagem acima foi retirada de https://www.facebook.com/futureng/photos/a.1173907309288777.1073741860.123938944285624/1218629484816559/?type=3&theater.

Nada nos move contra a empresa, nem sabemos quem é, porque não é a empresa que está em causa mas sim o que está por detrás da aprovação desta construção na Ilha da Armona.
A concessão da Ilha da Armona foi objecto de um Plano de Pormenor, ainda em vigor, mas está também sujeita às emanações do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa e do Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura - Vila Real de Santo António, pelo que o Parque e a APA estavam obrigados a proferir um Parecer prévio.
DE acordo com o POOC, a área concessionada está considerada como Espaço a Reestruturar, pelo qual está programada um Unidade Operativa de Planeamento (V) prevendo-se algumas demolições. 
Pela sua localização, e a fazer fé nas plantas do POOC (síntese e de condicionamentos), a casa ( pequeno palacete) integra faixa susceptivel a galgamento e faixa com relevo dunar e ainda dunas, estando por isso ao abrigo dos artigos nº 49 e 50 do POOC, que interdita qualquer construção, a não ser apoios de praia.
Obviamente que a autorização para uma tal construção, na situação que esta se encontra, apenas é concedida a alguém com poder ou influência suficiente para conseguir, aquilo que aos outros é negado.
Vermos isto e pensarmos que as mesmas entidades que declararam guerra às casas nas ilhas barreira, de gente sem esse poder e ou influências, aprova uma construção destas é no mínimo escandaloso.
Afinal, as razões ambientais invocadas como destruição das dunas, risco para pessoas e bens e outras apregoadas para levarem pode diante as intenções políticas de correrem com as populações residentes, não passam de um treta para os incautos acreditarem.
Deve dizer-se desde logo que o preparam, é na verdade correr com as populações residentes nas ilhas e em toda a frente de mar para as periferias dos aglomerados habitacionais nas margens da Ria Formosa, para nela introduzir o elemento estranho, subordinando tudo à exploração turística em detrimento daqueles que ao longo dos anos, têm defendido as ilhas.
Casas legais ou ilegais, têm sido o suporte da manutenção das ilhas barreira, bastando olhar para a destruição da Península de Cacela, onde não havia nenhuma casa e por isso não inspirar os cuidados ambientais tão proclamados.
Mas há um pormenor que não deve ser esquecido: é que a concessão da Ilha da Armona está entregue à Câmara Municipal de Olhão, presidida por António Pina, o tal que a quer transformar numa nova Quinta do Lago, mesmo à custa de uma serie de demolições.
Vejam o vídeo que publicámos em artigos anteriores para perceberem a mensagem do Pina quanto à possibilidade de pequenos resorts nas ilhas. E a população indígena vai para onde?
Vastas áreas de areal a serem concessionadas, mandando as populações, com menos recursos económicos  que não terão como pagar para usufruir das praias, para bem longe, ou seja, uma forma sub-repticia de pela condição económica negar o acesso a um recurso natural, de todos nós.
Acordem!


14 comentários:

Anónimo disse...

Como é possível,para construir uma mansão de 200m2, destruir fauna e flora altamente protegidas sem que os responsáveis da Agência Portuguesa do Ambiente e a directora do Parque Natural Valentina Calixto?
O crime anda à solta na Ria Formosa mas a estes crimes a Policia Maritima fecha os olhos porque razão?

Anónimo disse...

Essa obra foi embargada pela Ria Formosa,porque não tinha licenças.

Anónimo disse...

Para os AMIGOS,TUDO; para os OUTROS, as LEIS. Era na ditadura, continua na democracia mafiosa. Moss, se sabem remar ide à m. de barco. PS: Não se esqueçam do colete.

Anónimo disse...

Uma obra sem licenças e chegou a este ponto????
Algo vai muito mal na vereação da CMOLhão.

Anónimo disse...

Ao chão já!
Com conta a cargo do dono da obra!
Mas sendo um habitante das ilhas... Façam o mesmo que ao outros... Deixem estar!!!!

Anónimo disse...

Bem dito.

Anónimo disse...

O que ira acontecer agora? onde estão as licenças da C M O numa área que esta fora do perímetro da C M O e os fiscais onde andaram, a APA, Ria Formosa e a Policia Marítima? Se esta fora do perímetro precisava de mais licenças, tem?

Anónimo disse...

Anónimo da 23h10 Habitantes só na Culatra com alguns Espanhois a mistura, Hangares e Farol, 5 ou 6 no Inverno Ilhéus nem velos.

Anónimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=O9we864sMns

Anónimo disse...

A Ministra da Defesa foi bem clara recentemente:MENOS LEIS E MAIS EFICÁCIA", Está na
altura de se perguntar onde estão as leis que há muito deveriam ser aplicadas com as
grandes ilegalidades cometidas na Ria Formosa ex(implantação de viveiros em zonas ile-
gas da foraleza)

Anónimo disse...

Ao anónimo das 22,53 inveja é dos milhares de € que vão ganhado todos os anos e com luz a borla e os farenses a pagarem o que é gasto a mais.Porra quando chega o dia da demolição de tudo.

Anónimo disse...

Ministra da Defesa!??? Ministra da Justiça.Azar para os militares não terem essa excelsa Senhora como tutela, em vez de faxinóide. Constrangimento para a Mafia enquanto essa Senhora tiver algum poder.Talvez com sorte um dia essa Senhora sucederá a outra excelsa Senhora no Ministério Público.

Anónimo disse...

peço desculpa por dizer ministra da defesa quando é Ministra da Justiça. Deculpem e
agradeço os comentários.

Anónimo disse...

Ao anónimo das 20:50, não se preocupe tanto com as casas das ilhas, que as demolições estão aí à porta! Depois já poderá comemorar com espumante e ostras e colocar a toalha e o guarda-sol no meio da ilha! Ah, e vai ver que a sua conta da luz vai baixar depois das demolições!