quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Olhão - Professores em luta pela Educação

 

Professores em luta pela Educação.

A luta dos professores continua!

Pode ser uma imagem de em pé e no texto que diz "CAPEEAECO CÍRCULO DAS ASSOCIAÇÕES DE PAIS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DOS AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DO CONCELHO DE OLHÃO 2° CORDÃO HUMANO E MARCHA PELA EDUCAÇÃO OLHÃO APELO À PARTICIPAÇÃO DE TODO o ALGARVE LUTAMOS PELA ESCOLA PÚBLICA E PELA EDUCAÇÃO! FEVEREIRO SÁBADO PONTO DE ENCONTRO: ROTUNDA DO CUBO (EN125) ÀS 10:00 INÍCIO DA MARCHA: 10:15 MARCHA ATÉ AOS MERCADOS DE OLHÃO CORDÃO HUMANO NO JARDIM DO PESCADOR OLHANENSE" 

Professores lutam por melhor salário, pela recuperação do tempo trabalhado, contra o sistema de quotas que lhes volta a congelar o tempo de trabalho, contra a municipalização, mas principalmente pelo futuro e pela qualidade da educação para as nossas crianças e jovens.

Muitos apenas frequentam a escolaridade por obrigação, desistem de ser mais, de adquirir saberes que deveriam ser de acesso democrático a todos, trocando-os por cursos sem valor, de formação medíocre, ou por um ensino, dito profissional, que não serve para qualquer profissão.

As condições de trabalho impostas aos professores contribuem para uma medíocre aquisição de conhecimentos e para a degradação óbvia e geral da educação pública, gratuita e de qualidade que devia ser constitucionalmente garantida. Que pagamos, mas que não temos!

É essa a LUTA dos professores!

Juntemo-nos a eles nesta luta!

 

domingo, 15 de janeiro de 2023

RIA FORMOSA: PROIBIDO CONSUMO DE OSTRAS EM FRANÇA!

 Em França foi proibido o consumo de ostras por estas serem portadoras de um norovirus que provoca problemas gastrointestinais. Tal como cá, as entidades publicas não agem mas reagem, já que as causas são em tudo semelhantes às daqui, esgotos directos e aguas residuais mal tratadas, como se pode ver em https://france3-regions.francetvinfo.fr/economie/agriculture/ostreiculture.

Em principio, o norovirus tanto ataca adultos como juvenis sendo que estes ultimos não são para consumo. Mas enquanto portadores do virus, é natural que o tragam para a nossa Ria pelo que seria de se saber qual a origem da morte dos bivalves.

Quem diz que a ostra importada de França não se faz acompanhar de uma patologia que provoca a morte dos bivalves? 

Nas zonas de aguas interiores onde se produzem, ou melhor dizendo se produziam, bivalves, a forte concentração de ostras levou à extinção da ameijoa, que também se produzia para aquelas bandas.

No entanto registamos que numa zona de Parque Natural, de caracteristicas idênticas às do Parque Natural da Ria Formosa, foi ilegalizada a produção desta espécie ostreícola precisamente por não se coadunar com aquilo que deve ser um Parque Natural. Mas a direcção do nosso Parque, talvez porque refem de outros poderosos interesses tudo permite.

Na Ria Formosa, as causas estão devidamente identificadas de há muitos anos a esta parte, sendo a poluição provocada por esgotos directos e aguas residuais mal tratadas a principal; mas a forma de resolverem o problema também é sempre a mesma, pagando uma indemnização aos produtores, para se calarem! Mas nem todos terão direito a essa indemnização. Por exemplo, os da zona de produção Olhão 1 que levaram anos classificados como sendo de classe C e como tal impedidos de comercializarem a ameijoa, ao não apresentarem vendas estão agora impedidos de receber qualquer indemnização.

O aparelho de Estado, de forma negligente mata sem assumir as culpas. De indemnização em indemnização, os custos já davam para cobrir uma intervenção de fundo para acabar com a poluição. O mesmo aparelho que toldado pelos interesses, permite a utilização ilegal de produção de espécies exóticas, sem impor condicionamentos à actividade ostreícola.

É o Estado que está a matar a Ria Formosa! Quem a protege?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

OLHÃO: ARTE ALARGADA?

 Tem vindo a ser divulgada a nomeação do Arte Larga para o Iberian Festival Awards como se tal nomeação tivesse sido fruto do conhecimento do evento. Nada mais enganoso mas também já estamos habituados às matreirices da autarquia.

Um dos principais, senão mesmo o principal organizador, deste festival é a Associação Portuguesa de Festivais de Musica, que convencionou um regulamento para as candidaturas.

Foi a autarquia quem candidatou o evento, inscrevendo-o, pagando a respectiva inscrição, não sendo ao acaso a sua "nomeação" apesar de se submeter a uma analise prévia.

Ao olharmos para a publicitação desta extraordinaria nomeação, desconfiamos que algo se passa.

Tentar transformar o Arte Larga num evento de natureza internacional através de uma tal "nomeação", é uma forma de desvalorizar um outro evento, esse sim, notoriamente de nivel internacional, até pelos participantes, como era o Poesia a Sul. Por outras palavras, o que está na forja é a preparação para "enterrar" o Poesia a Sul.

Claro que tal só acontece com o apoio do presidente, não nos parecendo que o vereador com o pelouro da cultura tivesse poder suficiente para acabar com aquele evento.

Embora não seja um apreciador de poesia não posso deixar de reconhecer o mérito do Poesia a Sul, mas como em tudo o que surge do nada, a autarquia tenta abocanhar para mais tarde deixar cair. Tendo sido essa a prática.

E já agora acrescentarei que tambem não sou apreciador do Arte Larga, não lhe vejo a qualidade que tentam apresentar.

Mas não brinquem com isto, promover um evento para acabar com outro já reconhecido. É que se fizessem a mesma propaganda do Poesia a Sul, tal vez que atingisse outra notariedade tanto a nivel nacional como internacional.

A largada da arte é para pescadores quando se fazem ao mar! 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

ALGARVE, UMA REGIÃO DE POBRES!

 Embora já tenha alguns dias não deixa de ter menos importância a noticia trazida a lume pelo Região Sul online que pode ser lida em https://regiao-sul.pt/sociedade/maiores-indices-de-pobreza-estao-em-tras-os-montes-e-no-algarve-estudo/608788?swcfpc=1.

Vá lá que não somos nós a dizer mas sim o Gabinete de Estudos do Ministério das Finanças que elaborou o relatório sobre os maiores indices de pobreza, e também de riqueza, do País.

De todas as regiões do País é o Algarve e Trás os Montes onde mais se acentuam as desigualdades. Porque estamos no Algarve, é essencialmente sobre ele que nos debruçamos.

O concelho campeão na quebra de rendimentos é o de Albufeira, quem diria, e isto por causa da sazonalidade do turismo e dos baixos salários praticados.

Ainda que o estudo apresente outras actividades económicas associadas ao turismo como contribuindo para essas desigualdades, não refere outras que para alem da sazonalidade tem outros problemas associados.

Estamos a falar da agricultura, intensiva ou super-intensiva, das monoculturas onde a sazonalidade está resumida ao periodo de colheita e com elevado impacto no consumo de agua e erosão dos solos.

Queixam-se os empresários da falta de trabalhadores mas esquecem-se dos baixos salários que pagam, razão pela qual nenhum europeu, com excepção talvez os de Leste, aceitar trabalhar, já que o que recebem não lhes dá direito a uma vida com o minimo de dignidade.

Estando nós num concelho em que o presidente da autarquia aposta todas as fichas neste sector, quando o que resta do sector produtivo está em decadência, com comparticipação das entidades publicas, será facil perspectivar um futuro sombrio para a população residente, com trabalho no Verão e desemprego no resto do ano. 

Miséria em cima de miséria! E ainda há quem defenda este tipo de desenvolvimento, que não tem a minima preocupação social mas somente a ganância do lucro.

Cabe ao Povo de Olhão e de todo o País rejeitar as propostas de desenvolvimento desenhadas pelo poder politico sob pena de condenarem os seus filhos e netos a uma vida de miséria.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

OLHÃO: CAMPEÃO DO AUMENTO DAS RENDAS NO ALGARVE!

 Sendo certo que as rendas de casa aumentaram em todo o País, o concelho de olhão foi aquele onde, em termos percentuais, mais aumentaram durante o ano de 2022, como se pode ver em https://www.algarveprimeiro.com/d/preco-das-casas-para-arrendar-no-algarve-subiu-135-em-2022-olhao-encabeca-lista-das-maiores-subidas/48485-4.

Estes aumentos de renda não resultam do valor das casas mas da artificialidade do sistema ao propagandear o País como destino ideal para fins turisticos ou de segunda habitação. 

A habitação tinha uma função social, dar um tecto às pessoas, mas fruto da legislação aprovada pelo governo de Passos Coelho e mantido pelo de António Costa, passou a ser encarada como um novo negócio muito mais rentavel.

Por todo se veem alojamentos locais, hosteis e casas de veraneio vazias (segunda habitação) o que fez disparar os preços de tal forma que os residentes não têm como se defender do aumento de preços.

A procura de casas por parte de gente com maiores posses, acompanhando as crescentes desigualdades entre as classes, vai determinar aqueles aumentos.

Olhão tem casas suficientes para a satisfação das necessidade da população residente mas o poder de compra ou de consumo da maioria dos residentes ficando muito aquem dos valores pedidos.

É natural que quem investe queira obter o maior rendimento cabendo ao Estado intervir, regulando, já que estamos perante uma função social. Não o faz porque está refem de interesses alheios à maioria da população, mesmo sabendo que a está condenando a não ter um tecto onde se abrigar.

O Estado não pode olhar para o problema da habitação como se se tratasse de uma actividade económica, também ela desregulada. Não intervir ou fazê-lo tardiamente só irá piorar a situação, já que os salários pagos não comportam os aumentos verificados.

No fundo, estamos a criar para um futuro próximo, milhares e milhares de sem abrigo mesmo trabalhando.

Esta é a cultura do chamado mundo livre que nos querem impingir, a aceitação desta (a)normalidade onde quem tem dinheiro tudo pode ter, mas que aos trabalhadores é negado.

Um dia destes, quando menos esperarem, os trabalhadores vão sair às ruas e exigir mudança profundas. Leva tempo mas vai chegar lá.

Cuidem-se!

domingo, 8 de janeiro de 2023

RIA FORMOSA: AINDA SOBRE A MORTE DA AMEIJOA

 

A imagem acima foi roubada ao meu amigo Carlos Vinhas a quem peço desculpa mas não podia deixar passar em claro aquilo que mostra.
Depois de ver atentamente a reportagem e reflectindo sobre a mesma, resolvi tecer novos comentários porque ainda há muita coisa por dizer.
Desde logo o divórcio entre a cidade e a Ria. Na verdade a maioria da população só se preocupa com a Ria para fins balneares esquecendo a importância que a mesma tem termos económicos e sociais, daí que a aposta seja quase que exclusivamente no sector turistico, assunto que abordaremos em breve. É a falta de solidariedade da população para a maior riqueza que temos.
Para aqueles que não sabem, quando a ameijoa aparece, como a imagem documenta, à superficie da terra é sinal que está morta. Bastaria isso para se perceber o impacto que isto tem.
A zona de produção de bivalves é na ordem dos 4,5 milhões de metros quadrados; segundo os estudos do IPMA deve ser observada uma densidade de 120 ameijoas por metros quadrado, o que permitia, se a qualidade ambiental fosse normal, um volume de negócios na ordem dos noventa milhões de euros, coisa que nenhum outro sector consegue alcançar nesta zona.
Ainda que algumas supostas causas tenham sido apontadas a verdade é que não se vai ao fundo da questão, talvez para não melindrar certas figuras com influência politica.
Com a publicação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura-Vila Real de Sº António a Barra do Lavajo ou Armona como queiram deixou de ser considerada como tal, expediente que foi invocado para depositar as condutas de agua e saneamento no seu leito, contribuindo para o assoreamento que se verifica.
Segundo documentos que deviam ser observados, aquela que era a principal barra do sistema lagunar, tinha uma abertura de 3500 metros e com um fundo que permitia que as traineiras, no passado, se pudessem fazer ao mar de pesca. Obviamente que com uma tal largura e fundo, a renovação de aguas dentro da Ria era muito maior, contribuindo para que ela cumprisse a sua natural função de maternidade e berçário de espécies piscicolas de valor e para o desenvolvimento dos bivalves.
Foi a construção da Barra de Faro/Olhão que veio alterar a hidrodinamica da Ria, sendo que as correntes maritimas no seu interior já não são as mesmas, com consequências até mesmo para as ilhas cujas areias são arrastadas pelo interior.
Com uma fraca renovação de aguas, baixar a quantidade de oxigénio e alimento para a vida no interior da Ria. Vir apontar as alterações climáticas ou a falta de chuva quando o maior problema é a falta de renovação de aguas de origem humana, é de bradar aos céus! Não passa de uma forma de branquear os crimes ambientais que são cometidos na Ria.
Fala-se também em patologias sem se avançar com uma pista. Mas devemos lembrar que há uns anos atrás, na Baia de Arcachon, a mortandade da ostra chegou a atingir os 100%. Poderá a ostra exótica importada trazer algum virus? 
Sendo transportada por terra, sem ter necessidade de passar pela Alfandega, quem procede ao controlo fito-sanitário? Até pode vir devidamente documentada mas é necessária a verificação do estado da mesma. Introduzir ostras doentes pode originar uma mortandade muito grande.
Em 2014, a Agência Portuguesa do Ambiente apresentou o Relatório da Ostreicultura, no qual se falava na poluição das mesas de ferro, algumas delas abandonadas, e numa proposta de separação das zonas de produção de ameijoa da das ostras, com areas especificas. Ninguem fez caso porque outros valores se alevantavam.
No meio disso alguem dizia que os franceses vinham ensinar os portugueses a trabalhar na Ria. Era a ganância a tomar voz!
A proibição da ostra francesa chegou a ser ponderada mas o amigo de alguem recuou na medida.
Nunca como hoje, aqueles que vivem da Ria, directa e indirectamente, precisam do apoio de toda a população para que não aconteça o mesmo que aconteceu com a industria conserveira e com a pesca. Aos poucos vamos perdendo tudo o que tinhamos! Cabe aos produtores ligarem-se à cidade e todos juntos exigirem das autoridades o que deviam ter feito há muitos anos, um plano de dragagens regulares.
Lutem!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

RIA FORMOSA: COMO SE TRANSFORMA O COMBATE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NUM NEGÓCIO

Tal como haviamos referido no texto de ontem, trazemos hoje a nossa posição sobre a alga Caulerpa Prolifera.
De acordo com a imagem acima, verificamos que já a Sociedade Polis dava a conhecer a presença da Caulerpa a partir de 2011 na Ria Formosa.
Em posterior acto publico e que contou com a participação de elementos do CCMAR foi levantada a questão e denunciados os efeitos colaterais da presença daquela alga.
Como se sabe, a Ria Formosa, era considerada uma maternidade de espécies piscicolas de elevado valor, onde desovavam nas pradarias marinhas de seba para proteger os recem nascidos dos predadores, A Caulerpa tem vindo a conquistar o espaço das pradarias de seba mas não tem a mesma utilidade, pelo contrário, não serve de abrigo para nenhuma espécie, talvez com a excepção do safio. E de tal forma assim foi que o lingueirão tem vindo a desaparecer como outras espécies.
Na reunião publica em que participámos como convidados, foi defendido que a Caulerpa servia para a descarbonização, tendo em vista as alterações climáticas. Mas não há bela sem senão, e eis que na semana passada, saiu a noticia de uma importante reunião, onde o tema foi abordado, como se pode ler em:
Algarve: crescimento azul ganha forma - Negócios Em Rede - Jornal de Negócios (jornaldenegocios.pt)

Daquele artigo, destacámos a parte em que se fala no novo negócio que é a venda de de créditos de carbono, como podem verificar
"A venda de créditos de carbono azul a grandes investidores que pretendam mitigar a sua pegada carbónica vai ter crescimento exponencial nos próximo anos" Na nossa modesta opinião esta não será a melhor forma de combater as alterações climáticas, já que vender as quotas de descarbonização a grandes "investidores" é o mesmo que lhes permitir manter ou aumentar os niveis de poluição. Dito de outra forma os tais "investidores" pagam para desgraçar a vida daqueles que vivem das actividades tradicionais da Ria.Alguem ganha dinheiro à custa dos desgraçados e outros, beneficiários, vão continuar a degradar ou poluir o meio ambiente.Com isto temos a ciência ao serviço dos grandes interesses capitalistas, poluentes, em lugar de procurarem o melhor rumo para aqueles que execrem uma actividade não poluente.Os mesmos cientistas deveriam era preocupar-se em estudar um plano de erradicação da Caulerpa.Que os mesmos deixem de encarar o ambiente como uma oportunidade de negócio se de facto querem um planeta livre de poluição e de alterações climáticas. Prosseguir nesta via é, essa é a nossa opinião, a continuação da degradação ambiental, que a Ria Formosa dispensa.Vamos lá a ser uteis para o ambiente e defender a essência daquilo que deve ser um Parque Natural como é a Ria.Cabe àqueles que querem uma Ria capaz de dar de comer, como no passado, a milhares de pessoas, lutar por uma Ria Formosa sem estas tretas!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

RIA CADA VEZ MENOS FORMOSA!

 Na noite de ontem. foi emitida uma reportagem numa estação televisiva sobre a Ria Formosa. Disseram-se algumas coisas mas muitas foram, talvez premeditadamente, ocultadas.

Convem pois regressar um pouco ao passado para perceber melhor o que está em causa. Decorria o ano de 2008 quando estava em curso a instalação do sistema de aguas e esgotos entre a lha da Culatra e a da Armona, mas porque a empresa ganhadora do concurso não conseguia atravessa a barra da Armona nas condições propostas e porque se aproximavam as eleições autárquicas, em 2009, entendeu-se assentar no fundo da barra os canos. 

É obvio que a solução encontrada contribuiu para agravar o assoreamento daquela barra e logicamente permitir a renovação das aguas da Ria Formosa, essencial à vida marinha.

Nessa altura, a então ETAR poente de Olhão, despejava na Ria milhares de metros cubicos de aguas maltratadas, juntando-se às descargas dos esgotos directos, situação que durou até 2015.

A degradação do sistema lagunar deu-se a partir do momento em que foram construídos os molhes da Barra Faro/Olhão, razão pela qual a então Junta Autonoma dos Portos do Sotavento Algarvio, tinha em regime de permanência, uma draga e batelões para manter a navegabilidade e também a renovação de aguas nas melhores condições. Ou seja, percebendo o impacto negativo da abertura da Barra Faro/Olhão, eram realizadas acções de mitigação dos danos provocados.

Extinta a JAPSA, aquelas dragagens deixaram de ser feitas com a regularidade necessária para o normal funcionamento da vida na Ria. Foi o próprio Estado o principal  causador da degradação da Ria Formosa.

Mas já em 2008 começavam a desenvolver a ostreicultura de forma intensiva sem haver qualquer preocupação com as suas consequências.

Nesse ano, foi criada a Sociedade Polis da Ria Formosa, e sob a sua batuta, com o apoio de algumas entidades publicas, foi publicado um livro intitulado de Forward, que apara além de branquear a poluição na Ria Formosa, visava estabelecer  a capacidade de carga da produção de bivalves, estimando-a em 120 unidades por metro quadrado, estudo feito apenas e apenas com a ameijoa, como se essa fosse a principal causa da mortandade daquele bivalve. 

A ostra introduzida na Ria é uma espécie exótica que até o anterior ministro do ambiente dizia ponderar a sua proibição, mas outros valores po(n)derosos se alevantavam.

Lançado o Plano para a Aquicultura em Aguas de Transição (PAQAT), no qual participámos mas que nunca nos foi dito como tinham sido incorporadas as nossas observação, apesar de nela termos referido a natureza exótica da espécie, da competitividade entre espécies e da falta de um estudo sobre a capacidade de carga de produção dela, nada disso foi tido em conta.

Na competição entre espécies, normalmente sucumbem as mais frageis. Se tivermos em conta que a ostra consome bastante mais alimento e oxigénio do que a ameijoa, é com naturalidade que a produção mista ou combinada associada ao aumento do numero de viveiros de ostra provoque o desequilibrio, sucumbindo a ameijoa.

Por outro lado, a Ria Formosa tem outros problemas bastante graves como a presença da Caulerpa Prolifera, uma alga infestante e invasora, denunciada publicamente há mais de seis anos mas que quem a plantou imediatamente negou. Ainda assim passado algum tempo, os mesmo responsaveis admitiam que a presença da Caulerpa já estava a levar ao desaparecimento do Lingueirão. 

Passados alguns meses sobre a mortandade de bivalves que afectam a Ria Formosa sem que não haja uma explicação plausivel para a mesma, atribuindo a mesma a outros factores como as alterações climaticas, é no minimo absurdo para quem está atento. É que as alterações climáticas aqui nesta zona estão a ser encaradas como mais uma oportunidade de negócio mas que deixamos para outra ocasião para o denunciar.

Portanto, para nós, a primeira questão prende-se desde logo com a necessidade de voltar ao velho sistema da JAPSA, procedendo a dragagens com regularidade, nos canais de navegação e nas barras naturais, desde o Ludo até Cacela.

A segunda, prende-se pela proibição de produção da ostra giga, permitindo a produção da ostra portuguesa e mesmo assim em obediência ao estudo prévio da capacidade de carga para a sua produção, criando uma zona para a sua produção sem haver misturas com a produção de ameijoa.

Devemos também lembrar que em toda a frente ribeirinha de Olhão está localizada a zona de Produção Olhão 3 que por ora está interdita, mas na qual vão ser criadas três praias. Significa isso que a agua tem qualidade para banho humano mas não tem qualidade para a produção de ameijoa. Mas onde é que isto chegou?

Para quando um plano de erradicação da Caulerpa? Nunca porque isso faz parte do negócio!

Cabe aos produtores de ameijoa lutarem se quiserem ter algum futuro!  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

S.O.S. RIA FORMOSA! MORREM TONELADAS DE OSTRAS EXÓTICAS E DE AMÊIJOAS MAS ESTÁ TUDO CALADO!

  Há meses que estão a morrer toneladas de ostras exóticas e de amêijoas nos viveiros da Ria Formosa em Olhão mas está tudo em silêncio, porquê?
Há anos atrás, assim que havia uma mortandade de amêijoas logo alguns viveiristas, apareciam a dar azo da sua revolta perante a mortandade dos bivalves, porque será que agora estão calados,e alguns quando falam dizem que as toneladas de ostras exótica e de amêijoas boas  estão a morrer por falta de agua doce nas agua da Ria Formosa(vá lá que as alterações climáticas tem as costas largas).
Por sua vez os cientistas quando aparecem a falar sobre a morte das ostras exóticas, e das amêijoas na Ria Formosa, dizem que são as escorrências das Ribeiras que trazem a poluição da agricultura.
 
O que é certo é que parece que a morte das ostras exóticas e das amêijoas boas, nos viveiros da Ria Formosa,  se tornou um negócio para os maiores produtores de ostras exóticas  e de amêijoas.
Curioso é que aqueles que há décadas lutavam contra a poluição da Ria Formosa, devido ao mau funcionamento das ETARS assassinas e das descargas dos esgotos tóxicos  diretos para a Ria Formosa  em Olhão se calaram-se. Será devido aos subsídios da mortandade?Pois já receberam do Mar 2020.Será que agora se preparam-se para receber mais umas bateladas de dinheiro doutro programa da União Europeia.
O que fazem às toneladas de cascas de ostras exóticas que morrem nos viveiros?E qual a verdadeira  a causa da mortandade,quando se sabe que há anos em França as ostras morreram quase todas devido a um vírus e por isso os franceses se viraram para as aguas da Ria Formosa.

O que se sabe é que as Aguas do Algarve não publicam as análises das descargas das ETARs na Ria Formosa no tempo que a lei manda, e que os esgotos assassinos continuam a ser descarregados diretamente nas aguas super protegidas da Ria Formosa, sem qualquer tratamento,na zona Ribeirinha de Olhão como mostra esta foto do esgoto do Cais T.e que a brigada de ambiente da GNR pode confirmar pois já foi várias vezes ao local e constatou essas descarga assassinas.
 
 

 
 Toda essa Zona de Producção de Bivalves foi designada pela DGRM como Olhão 3,e abrange cerca de 160 viveiros de amêijoas numa Zona que vai dos Estaleiros Navais de Olhão até à Ribeira de Belamandil, onde desde 2019 ,é proibido pela DGRM, apanhar amêijoas ostras berbigões langueirões e mexilhões tal é o estado vergonhoso a que chegou devido à poluição dos esgotos, que o presidente da CMOlhão, insiste em envenenar as aguas da Ria Formosa.
 
Pelo jeito o crime compensa, e nada como ser o estado a subsidiar a morte das amêijoas  e das ostras exóticas provenientes das maternidades francesas, para calar a revolta dos crimes ambientais que todas as autoridades fecham os olhos.
 
Até quando é que as pessoas que dependem de uma agua sem estar poluída na Ria Formosa vão estar calados?
 
Até quando as autoridades vão estar caladas e vão continuar a ser coniventes com os crimes ambientais e de saúde publica cometidos diariamente nas aguas da Ria Formosa?
 
Uma coisa é certa a Ria Formosa cada vez está mais poluída mas quase toda a gente a vende como a 7ª Maravilha da Natureza,para encher as algibeiras!

domingo, 4 de dezembro de 2022

DEMOCRACIA EM RISCO!

 Embora a maioria das pessoas desvalorize a importancia dos regimes democraticos, a verdade é que a democracia é essencial para o desenvolvimento das populações. Infelizmente a democracia está regredindo, como nos dá conta o Relatório Internacional sobre o declinio global da democracia e que pode ser visto em https://www.idea.int/democracytracker/publications/ .

Alguns dos problemas focados no relatorio já nos temos pronunciado, tais como as restrições às liberdades civicas, como o da expressão e opinião, a ausencia de transparência ou a corrupção.

Portugal aprece como sendo uma democracia fraca ou de baixo nivel. Não somos apenas nós que o dizemos, é a propria organização quem o diz.

Mas não só Portugal; países como os USA, o Japão, a Australia e Taiwan, os "amigos" do ocidente na Asia; alguns países da Europa Comunitária,e outros que no seu total abrangem a parte maioritária da população mundial, todos eles têm as suas "democracias" em regressão.

A fraca participação da sociedade civil no processo de definição de prioridades, a opacidade das decisões, as limitações à liberdade de expressão, a degradação do estado de direito, o divorcio entre governantes e governados, são factores de degradação da democracia induzindo ao autoritarismo.

A comunicação social, enquanto quarto poder, tem tido um desempenho particularmente importante na degradação da democracia e na ascenção das forças anti-democráticas, dando abrigo ao discurso do ódio e da manipulação de factos.

Ainda que o relatório aponte como sendo de cinco anos o retrocesso democratico, ele já tem muito mais tempo do que isso.

Se atentarmos nas restrições impostas às liberdades no direito à greve com a requisição civil de trabalhadores que foram impedidos de negociar a venda da sua força de trabalho ou a substituição da contratação colectiva pela da concertação social, refem das associações patronais, então veremos que é muito anterior.

A pandemia como desculpa para a imposição de restrições até na liberdade de expressão, impedindo o uso do contraditório à versão oficial e agora a guerra, com a comunicação social a fazer eco apenas de uma versão ou a censura à cultura de autores apenas porque são de um determinado país.

E em Olhão que dizer quando uma autarquia comete todo o tipo de atropelos, publicando as actas das sessões de câmara como vinte e nove meses de atraso? O incumprimento do Regulamento Geral da Edificação Urbana ou do Regime Juridico da Urbanização e da Edificação? A negação das fontes de poluição na Ria Formosa? 

A evolução que nos vem sendo oferecida, a continuar, levará a um modelo autoritário e quem sabe a pequenos oligarcas. 

Será o presidente da câmara um deles?

terça-feira, 22 de novembro de 2022

RIA FORMOSA - OLHÃO: PORQUE MORREM OS BIVALVES?

 Nesta página tivemos a oportunidade de chamar a atenção para a elevada taxa de mortandade dos bivalves nesta zona da Ria, sejam eles a ameijoa ou a ostra.

Se por um lado temos uma instituição publica, o IPIMAR, que tem a responsabilidade de monitorizar as aguas da Ria, por outro temos ima instituição que vive à custa de elevados subsidios do Estado, o CCMAR que parece ter mais preocupações ambientais do que sociais como se elas não devessem estar associadas para que possa haver um desenvolvimento sustentavel. Mas ambas estão caladas sobre a mortandade dos bivalves.

Embora não sejamos parte envolvida, encaramos com muita preocupação tudo o que diga respeito à nossa Ria, gostem ou não da nossa posição.

Sob os auspicios da POLIS, o IPIMAR pronunciou-se sobre a capacidade de carga para a produção de ameijoas, fixando a densidade de 120 ameijoas, cerca de dois quilos, por metro quadrado. Esta entidade estava tão preocupada com os produtores de ameijoa que se esqueceu de analisar a capacidade de carga para a produção de ostras.

A ostra consome o equvalente a100 vezes o alimento e oxigénio da ameijoa mas não parece preocupante.

Numa Ria com, cada vez mais, dificuldade de renovação de aguas e como tal de introdução de oxigénio, aliado a outros factores era e é previsivel que a situação tenda a agravar-se se não forem tomadas medidas sérias para corrigir a situação.

Uma das situação é o assoreamento da Barra da Armona cada vez mais próxima de fechar, quando ela tinha no seu inicio três mil e quinhentos metros de abertura. Existem documentos que mostram o impacto negativo, em termos ambientais, da construção dos molhes da barra Faro-Olhão, uma obra necessária, diga-se.

Mas se tem impactos negativos de forma permanente, então devem ser acompanhados de medidas compensatórias como dragagens das areias e repulsa-las para cima da Ilha da Culatra.

Por outro lado não podemos deixar de chamar a atenção para o facto de a Aguas do Algarve ter deixado de publicar os resultados analiticos, como manda a Lei de quinze em quinze dias, fazendo-o apenas de forma anual e mesmo assim só até ao ano de 2018, ou seja, quatro anos sem publicar os resultados. E o que diz a APA sobre isso? Nada! Quem cala consente ou torna-se cumplice.

Cabe aqui dizer que, sem pôr em caus o funcionamento da nova ETAR Faro/Olhão, o volume de agua tratada é muito elevado, já que recolhe as aguas de saneamento de três concelhos. Fazer-se a analise por metro cubico é muito pouco, porque uma coisa é falar-se cinco mil metros cubicos diários e outra se for o triplo ou quadruplo, concentrando as descargas num só sitio, quando havia o compromisso de mandar as aguas residuais tratadas para a canal de Faro.

Mas devemos também chamar a atenção para a Caulerpa Prolifera, a chamada erva, que vem invadindo a Ria, expandindo-se para zonas onde antes havia seba. A seba servia de abrigo para espécies piscicolas que ali abrigavam os juvenis; a Caulerpa não serve para nada, a não ser para a descarbonização. Ou seja, não se combate o dioxido de carbono na origem, industria e automovel, mas depois combate-se restringindo uma actividade tradicional da Ria.

Enquanto as pessoas se preocuparem com o futebol, telenovelas e a péssima informação que temos nos nossos meios de comunicação e não se preocuparem com este tipo de situação, não vamos a lado nenhum!

O caminho só pode ser o da luta, mas para isso é preciso unirem-se, organizarem-se e entregar a liderança de um tal movimento em quem não hesite lutar. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

OLHÃO: O MAU FUNCIONAMENTO DE UMA IPSS

 Já aqui nos pronunciámos sobre a situação de burnot praticada por responsaveis da ACASO sobre os seus funcionários, mas os utentes também têm muitas razões de queixa.

Tomámos conhecimento que a USO, uma secção daquela instituição, há mais de mês e meio que está sem psicóloga, e que seria uma condição indispensavel para o bom funcionamento daquela unidade.

Na USO estão utentes com problemas com problemas patológicos, alguns do foro da saúde mental, que não têm o devido acompanhamento, e que quando pretendem ser assistidos é-lhes dito para recorrerem aos serviços do hospital.

Por outro lado, também tomámos conhecimento de que naquela unidade os trabalhadores da limpeza foram substituidos com recurso a empresas externas porque não encontram quem lá queira trabalhar, tal o clima que ali se vive.

Por detrás disto está uma responsavel, que tem o director executivo manietado e que faz o que muito bem quer e entende como se fosse ela a "dona" da instituição.

Esquece a senhora que todas as instituições têm regras e a sua função é cumprir e fazer cumprir, mas com modos que não afectem o bom serviço a prestar aos utentes. Deve a senhora ter em conta que a unidade de internamento foi construida com dinheiros publicos e que o seu funcionamento também depende dos dinheiros publicos, embora os utentes, salvo poucas excepções, estejam obrigados a pagar quantias tão elevadas que a generalidade dos reformados não conseguiria fazer.

A senhora em causa parece padecer de maus figados. Em tempos passados chegou mesmo a tratar uma funcionária de cor por preta, numa atitude racista e reveladora da sua verdadeira natureza, pelo que não espanta a forma como lida com trabalhadores e utentes.

Competia à Segurança Social fiscalizar o que ali se passa, mas parece existir uma grande promiscuidade entre as duas instituições, ou melhor dizendo, entre funcionarios delas, branqueando o que ali se passa.

Quem cuida dos nossos idosos? 

domingo, 6 de novembro de 2022

RIA FORMOSA ABANDONADA, POLUIDA E COM GRAVES PROBLEMAS

 Há muito tempo que não dedicávamos umas linhas à nossa Ria Formosa, mas os recentes acontecimentos obrigam-nos a uma tomada de posição.

Soubemos que uma brigada do SEPNA esteve presente junto ao Cais T e teve oportunidade de verificar in locco uma descarga. Falta saber qual o resultado da constatação, mas acreditamos que como de costume nada seja possivel apurar.

Entretanto assiste-se a uma elevada mortandade de bivalves, na ordem dos 70%, sejam de ameijoas ou de ostras, faltando apurar as causas. Será uma questão patologica? Será a presença do virus do herpes da ostra? Será da poluição dos esgotos? Será das escorrências superficiais da agricultura?

A verdade é que as diversas entidades que tinham a responsabilidade de se pronunciar, estão em silencio. O IPMA não diz nada, mas também sabemos por experiencia propria que a pronunciar-se será pelas escorrências superficiais da agricultura, como é costume. A APA desconhece a situação embora estivesse obrigada a saber do destino dado às cascas das ostras mortas. O CCMAR nada diz. 

E os produtores estão calados porquê? Haverá algum outro negocio por detrás da morte dos bivalves?

Uma coisa é certa, a Ria agoniza e nada se faz para a defender. Isso obriga-nos a uma reflexão já antiga.

As areias na costa algarvia movimentam-se tendencialmente de poente para nascente. Com a artificialização da costa como a construção dos molhes das barras, principalmente os da barra Faro/Olhão, os esporões de Quarteira, as areias acumulam-se no lado poente daquela estruturas, impedindo a passagem das areias.

Sabendo dos impactos negativos e permanentes das estruturas, necessárias diga-se em abono da verdade, era necessário introduzir medidas mitigatórias, sendo o exemplo mais flagrante o que se passa na Barra da Armona.

A barra da Armona tinha uma abertura de 3.500 metros, estando nos dias de hoje quase fechada. Qualquer pessoa compreenderá que esta situação não permite a renovação das aguas no interior da Ria. Para alem disso, durante a maré vazante, a pressão da corrente vai levando as areias à medida que se aproxima da saída, a barra Faro/Olhão, pelo que se torna necessario a dragagem da barra da Armona, não só para a afundar como em largura, repulsando as areias dragadas para cima da Ilha à qual pertencem, a da Culatra.

Bem sabemos que, em principio, deveriamos deixar a natureza trabalhar mas também entendemos que foi a artificialização da Barra Faro/Olhão que esteve e está na origem do problema criada na Armona.

Enquanto não houver uma intervenção de fundo, enquanto não houver ma renovação de aguas suficiente, vamos assistir a elevadas mortandades de bivalves.

Porque se cala a Câmara Municipal de Olhão? Será que o seu gabinete para a Ria só serve para pedir subsidios?

Quem cala consente! 

domingo, 30 de outubro de 2022

CONTRA O EMPOBRECIMENTO DOS TRABALHADORES!

 Desde que começou a guerra no leste europeu que assistimos a um aumento generalizado de preços de produtos que levam ao empobrecimento dos Povos Europeus, em especial dos trabalhadores.

A grande burguesia nacional vê os seus representantes no parlamento e nos órgãos de comunicação social apelar aos sacrificios como se eles fossem uma necessidade, o que é falso!

Durante este periodo não houve escassez de produtos nem a procura aumentou, condição que levam ao aumento de preço pelo que os aumentos verificados se devem à artificialidade do sistema e à ganância de especuladores sem escrupulos e que encontram no Poder politico  uma valente e interessada ajuda.

Um produto que, por exemplo, antes custava dois euros e passou a custar quatro, faz com que a receita fiscal, em sede de IVA, duplique; mas também faz aumentar a receita em sede de IRC; nos combustiveis verifica-se que já tivemos o petróleo mais caro e os combustiveis mais baratos e lá vemos o IVA e o ISP a subir.

Mas temos também as rendas de casas tão altas que as pessoas não têm condições para as pagar, mas mais uma vez o Estado engorda, cobrando 28% sobre a renda.

Estas politicas de aumento das receitas fiscais, permitem ao governo reduzir a divida publica e anular o défice orçamental.

Enquanto isso, para que fosse possivel o aumento do salario minimo nacional, o governo deu ao patronato a redução da Taxa Social Unica, que desde a sua criação esteve indexada aos salários. Depois de anos a fio virem justificar a péssima gestão dos dinheiros da segurança social com o factor de sustentabilidade, a redução da TSU já não põe em causa aquele factor, embora ponha em causa as reformas futuras.

Mas não se ficam por aqui os ataques da burguesia nacional e europeia aos trabalhadores. Através do Banco Central Europeu, decidem aumentar a taxa de juros com a justificação da inflação, uma inflação a que eu chamaria antes de especulação.

O aumento de preços dos bens aparece associado à subida artificial dos custos energéticos, mais uma questão falsa. É que agora são as proprias autoridades europeias a dizer que a Europa tem gaz mais que suficiente para os próximos tempos, como se pode ler em https://eco.sapo.pt/2022/03/16/preco-do-gas-natural-cai-quase-10-na-europa-para-um-minimo-de-fevereiro/.

Ora o gaz é a principal fonte da produção de electricidade representando 48% do total. Se não havia razão para o aumento do gaz, não havia também razão para o aumento da energia.



Enquanto isso, o governo e os seus chamados opositores no parlamento, entendem dar às empresas apoios para fazer face aos custos energéticos. Então e aos trabalhadores? 125 euros? Aos reformados, meia pensão?

Os trabalhadores, reformados e pensionistas têm de se organizar e gritar bem alto que a representatividade dada ao Poder politico não pode ou não deve servir para escravizar o Povo enquanto aumenta o fosso entre as classes. Eles têm o Parlamento e o Povo tem as ruas. Acabemos com isto!

domingo, 16 de outubro de 2022

OLHÃO: QUEM VEM VISITAR A CIDADE?

 No portal Base do Governo foi publicado um contrato para alojamento, com o prazo de setenta e nove dias e no montante de 7.980,00 euros, o que pode ser confirmado em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/detalhe/?type=contratos&id=9495285.

Não está em causa o montante que até poderia ser bem maior, mas não se realizando o Poesia a Sul, o evento que poderia necessitar do alojamento de poetas estrangeiros, não se vê que outros ilustres visitantes careçam de tal.

Curiosamente, o presidente da câmara vai casar novamente, no final do mês e não havendo justificação para este alojamento, até poderiamos pensar que se tratava de passar uma lua de mel ao pé da porta.

Não sendo para a lua de mel, quem será o titular de cargo politico, ou ex, que vem passear até Olhão à custa dos otários? Será para a noite da missa do galo?

As condições de vida da população são cada vez piores; a redução do salario real está à vista, ou seja com o mesmo dinheiro cada vez se compra menos, mas a autarquia parece viver acima das suas posses, sacando aos residentes tudo quanto sejam taxas, taxinhas e impostos municipais, para alimentar as excentricidades e vaidades do presidente.

Contratos para refeições, contratos para alojamentos, sem que se saiba quem são os felizardos da "bondade" presidencial. Tudo à farta para eles enquanto o Zé Povinho passa mal, sem poder de compra!

Enquanto o Povo trabalhador não se organizar e sair à rua para lutar contra a carestia de vida, em nome  de uma guerra para a qual não foi tido nem achado mas que o governo e o partido no Poder entenderam dar-lhe o apoio, enquanto não filtrarem a desinformação dos midia, é a miséria que os espreita.

Tudo não passa de uma forma de empobrecimento da população; gastos superfluos do Poder, preços a aumentar sem justificação real. Que mais precisam para lutar?

sábado, 15 de outubro de 2022

OLHÃO: MAIS SETE POLICIAS MUNICIPAIS

 A câmara veio anunciar a abertura de um concurso publico para estagio e admissão de sete policias municipais, como sendo a oferta de propostas de trabalho, como se pode ver em https://cm-olhao.pt/upload_files/1/8/Municipio/Documentos/RH/ProcedimentosConcursais/7-agentes-policia-municipal-bep.pdf.

Começamos por lembrar que oi salrio minimo nacional está nos 705,00 euros e aquilo que a autarquia propõe pagar é precisamente aquele valor durante o estagio que depois de admitido passa a 709,46.

A remuneração da policia municipal tem vindo a ser contestada, não só por não dá condições de vida digna aos agentes, como ainda não paga as chatices e inimizades resultantes da sua acção.

Aquilo que não se diz, é que na assinatura do contrato se prevê que caso os agentes queiram desistir da carreira, estão obrigados a devolver o equivalente ao custo da sua formação, uma forma simples de se verem obrigados a cumprir o tempo minimo exigido. E não se pense que se trata de brincadeira, pois sabemos de que alguns agentes quiseram sair e foram confrontados com o pagamento dos gastos com a formação.

Outra questão é a de saber qual a necessidade de mais policia, porque daqui a pouco teremos policias municipais do que de segurança publica.

A policia municipal é o braço armado do presidente da câmara, para reprimir todos os cidadãos que se oponham aos seus regulamentos, nomeadamente no que concerne ao estacionamento. Os agentes vão ser obrigados a cumprir objectivos, leia-se multas, para garantir que aquele departamento tem mais receitas que despesas.

Uma autarquia que não promove o estacionamento, pelo contrário, com uma visão distorcida do regulamento municipal que manda que nas operações de loteamento sejam criados um lugar de estacionamento por cada 100m2 de construção, mas que a câmara dispensa de os fazer, transformando-os em areas de compensações pelas quais vai receber uma verba avultada.

Se em cada operação de loteamento fossem criados os lugares de estacionamento previstos, não teriamos o caos que é estacionar, caos esse criado e promovido pela autarquia.

É para fazer cumprir isso que servem os agentes da policia municipal, os quais devem ter uma atitude mais consentânea com a situação económica, bastante degradada, da população. São os agentes na rua que mal tratados pelas medidas de um presidente que em tudo vê uma oportunidade de negócio, dinheiro e só dinheiro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

OLHÃO: A CULTURA DA INCULTURA

O evento Poesia a Sul começou por se realizar numa galeria como iniciativa particular, mas cedo a câmara se apercebeu do valor de tal, daí que tenha procurado e conseguiu patrocinar o evento nos anos seguintes.

Por principio, a poesia dirige-se a um publico algo restrito, até por razões de falta de publicidade. Diga-se que não sou um apreciador de poesia, mas isso não significa que não reconheça o valor do evento. Aliás, o Poesia a Sul é o unico evento de nivel internacional, reconhecido, e que conta com a participação de muitos poetas espalhados pelo mundo.

O mentor do Poesia a Sul é o Dr. Fernando Cabrita, cuja poesia tem sido reconhecida a nivel internacional, com publicações em diversos países, pelo que dispensa outros comentários abonatórios. O reconhecimento fala por si!

Mas este ano, as coisas correram mal e a câmara não cuidou atempadamente do calendario da organização, deixando-se dormir sobre o assunto. Ou talvez não!

O vereador da cultura, já tinha visto o seu orçamento de alguma forma reduzido, o que não acontece por acaso. Veja-se por exemplo como acabaram as sessões de cinema.

A questão é politica, uma politica definida por quem manda, o presidente da câmara que, estou em crer não se apercebeu das consequências para o Poesia a Sul. 

Para quê gastar dinheiro com eventos de fraca participação popular, pensa o presidente. A aposta passa pela animação sem qualquer cultura associada, que essa sim, enche de alegria as pessoas. Para ele, mais vale gastar o dinheiro no "cultural" Festival Pirata do que no Poesia a Sul. E quem diz os dias de piratas, dentro e fora da câmara, diria outros eventos de indole semelhante.

Ninguem acredita que o vereador fizesse algo contrário à vontade do presidente, quando a decisão final lhe cabe a ele.

O que sugere a actual situação, é que dois vereadores estão a ser cozinhados em banho maria. Tanto João Evaristo como Ricardo Calé, não veem os seus pelouros desenvolverem-se. Se a um, o dos os eventos culturais, os vê sem dinheiro para a sua realização, ao outro, o das obras publicas, as vê todas paradas sob as mais variadas desculpas, sejam ela por falta de materiais, de vistos de um tribunal, por erros grosseiros anteriores à sua tomada de posse.

Era interessante saber onde são aplicadas verbas orçamentadas, se é que são aplicadas, porque isto sugere uma forma de cativação para alimentar a guerra.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

OLHÃO: VER NA FALTA DE VISÃO DE FUTURO UM PROGRESSO!

 Cada pessoa terá a sua visão e a nós assiste-nos o direito à nossa, razão pela qual discordamos de algumas vozes que veem os avanços do progresso na cidade.

Em primeiro lugar porque entendemos que todo esse progresso teria de trazer bem estar social para todos e não apenas para alguns. A maioria das pessoas sente na pele o agravamento do custo de vida, particularmente nas rendas de casa para além dos bens de primeira necessidade com os custos a subierem por força do aumento de pessoas em determinadas épocas.

Em segundo porque o dito progresso se verifica apenas na frente ribeirinha porque ao mais a cidade parece abandonada, faltando visão para o futuro.

Começamos pelo terminal de autocarros. Para quem passa na zona, chega a ver sete ou oito autocarros estacionados a aguardar hora de saída. Há uns anos atrás a câmara municipal de Olhão teve a oportunidade de encetar contactos com a REFER para instalar no seu espaço aquele terminal. Não o fez mas também hoje estaria desajustado.

É que se os autocarros viessem pela Avenida teriam dificuldade em virar para a estação. Por outro lado, no cruzamento da Rua dos Combatentes com a Rua 18 de Junho, os autocarros para seguirem no sentido norte têm de ir até ao passeio contrário, criando filas de trânsito.

Tanto o edificio do conhecido Peixe e Pão como da antiga Tasca do Tomé estiveram à venda e a câmara podia ou devia ter adquirido aqueles espaços se quer manter o circuito dos autocarros para Faro ou Lisboa. Não o fez como ainda autorizou obras de ampliação na Tasca do Tomé, ou seja se amanhã quiser proceder ao alinhamento definido, vai ter de pagar uma nota preta. Para já afigura-se que nos próximos cinquenta anos a situação será de manter.

Esta é a visão "progressista" da autarquia!

Para o futuro, o terminal terá de ser deslocalizado embora mantendo uma paragem, que é diferente de um terminal, numa zona central onde as pessoas possam embarcar sem os constrangimentos  para a circulação automovel que vemos junto do actual terminal.

Este exemplo é demonstrativo da visão ou da falta dela que a autarquia e o seu presidente têm para a cidade. Se aquilo que se passa ali fosse na frente ribeirinha já teriam tomado uma atitude, mas como são os residentes que se deslocam nos autocarros, é-lhes indiferente. Progresso para o turismo, abandono para quem cá vive!

terça-feira, 11 de outubro de 2022

OLHÃO: A ARTE DE MENTIR EM CERTOS POLITICOS

 Ainda que jovem nas andanças politicas, a arte de mentir parece fazer escola. Aqui na cidade de Olhão também temos disso, como iremos ver mais adiante.

Na pretensa sessão de esclarecimento levada a cabo por causa da substituição do tabuleiro da ponte da Rua 18 de Junho, convocada pela empresa responsavel pela obra, fizeram representar-se a Infraestruturas de Portugal e a câmara municipal de Olhão pelo vereador do trânsito e das obras publicas. 

Por alguma razão não foi anunciada a presença do representante da autarquia, talvez para não serem levantadas questões incomodas, como viria a acontecer.

Um cidadão presente questionando sobre que garantia davam da execução dos prazos para a conclusão das obras, apresentou como exemplo a intervenção desastrosa na Estrada de Quelfes, tendo o vereador Ricardo Calé respondido que as mesmas estavam dentro do calendário, o que não corresponde à verdade.

A requalificação da Estrada de Quelfes, no troço entre a Patinha e o entroncamento para Brancanes, foi objecto de concurso publico, o que levou à celebração do contrato assinado em 3-08-2021 prevendo-se o prazo de 365 dias para a conclusão das obras após a consignação.

Esta intervenção resulta de uma parceria da câmara e da Ambiolhão no valor de 1.329.453, 48 euros acrescidos do IVA.

As obras tiveram inicio em Janeiro deste ano e a sua duração prolongar-se-ia até meados de Dezembro, se não houvessem contratempos, como aconteceu.

É que a câmara "esqueceu-se" de elaborar o plano de expropriações, e como vai sendo habito neste concelho, os donos disto tudo pensando que tudo podem fazer devido à impunidade reinante, mesmo assim avançaram até que alguem tivesse pedido o embargo da obra.

Se ainda não sairam da Patinha, como vão cumprir com os prazos para chegar até ao entroncamento para Brancanes? Pode dizer-se que está dentro do prazo, quando todos nós sabemos que não corresponde à verdade?

Ora o vereador Calé, que já disse sobre as obras do canil estavam paradas por falta de materiais, outra trapalhada e que tem no concelho um conjunto de outras obras publicas paradas e que estão na alçada do seu pelouro, devia ser mais comedido quando presta tais declarações.

Deste modo, o vereador Calé parece ter aprendido bem e depressa a arte da mentira. Quando se tem bons mestres a aprendizagem é rápida!

domingo, 9 de outubro de 2022

OLHÃO/ALGARVE: EM PREPARAÇÃO O AUMENTO DO PREÇO DA AGUA

 Nos ultimos dias, o presidente da câmara municipal de Olhão e da AMAL, veio pronunciar-se sobre o tema da agua. Cada vez que abre a boca sobre esta matéria, é apenas para degradar ainda mais as condições de vida das pessoas.

No verão concedeu uma entrevista ao jornal SOL, onde defendia que até as aguas subterraneas deviam ser consideradas como publicas para obrigar os agricultores a pagar a agua que consomem. Agora vem dizer que é preciso aplicar restrições ao uso da agua na agricultura, numa altura em que anuncia a abertura das piscinas. Afinal uns podem consumir e outros não!

Quanto à reutilização das aguas residuais para fins agricolas, dizia que tal não era possivel por causa da intrusão salina nas ETAR. Mas como se dá essa intrusão? Se a reutilização das aguas residuais fosse encarada a sério, as ETAR seriam construídas junto das zonas de produção agricola, longe das aguas do mar, e com um tratamento adequado para a sua reutilização. Mas a aposta continua a ser a mesma. Lembramos que em 2015, num evento sobre o assunto realizado no auditório da CCDR o que não impediu a construção de uma nova ETAR na Ria Formosa, anos depois. Portanto ninguem está preocupado com a necessidade de se reutilizar as aguas residuais, nem dar-lhes o tratamento adequado.

Mas porque falou da intrusão salina, o presidente deveria saber que as aguas subterrâneas também estão em risco de isso vir a acontecer tornando-as impróprias para a agricultura.

De um modo geral, aquilo que o presidente vem propor é a penalização das pessoas, não porque aumentem os custos do tratamento, mas argumentando com a escassez de agua. Isto já faz lembrar o periodo da troika e de Passos Coelho porque é o mesmo que estar a dizer que as pessoas estão a consumir acima das suas possibilidades, embota todos os consumos de bens essenciais estejam em queda.

Parece que só os mais abastados tem direito à vida, os pobres que morram à fome! Se as pessoas pensassem bem no assunto veriam que a classe dominante, ainda que minoritária, só nos deixa viver porque ainda precisam de nós.

Numa altura em que se dispõem a gastar milhões no processo de dessalinização da agua do mar, não pensar na transferência das ETAR para junto das zonas de produção agricola, um processo mais rápido e menos oneroso, é de quem não quer mesmo resolver o assunto, mas somente empobrecer as populações.

Já a redução de perdas de agua na rede é para fazer a conta-gotas! 

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

OLHÃO: AINDA A PONTE DA RUA 18 DE JUNHO

 

Como dissemos antes, ainda que necessária a obra, o timing escolhido, de grandes dificuldades para as pessoas e os milhões gastos para reduzir em poucos minutos uma deslocação na região, surgem duvidas fundamentadas sobre as consequências da electrificação da linha, pelo que competia à autarquia esclarecer as pessoas.
Mas eis que somos brindados com uma sessão de esclarecimento promovida pela empresa que vai executar a obra, sessão marcada para amanhã, dia 6 de Outubro, pelas 21:00 horas na Junta de Freguesia de Olhão. Ninguem colocou em causa os aspectos técnicos da obra mas sim a falta de informação por parte da câmara sobre o futuro.
De acordo com Regulamento das Passagens de Nivel, desde que haja uma passagem desnivelada a 700 metros, as passagens de nivel podem ser suprimidas, para segurança do atravessamento. Isso pode ser visto a partir da imagem que reproduzimos

É com base neste Regulamento que surgem as preocupações ou duvidas quanto às consequências da eletrificação da linha, o que vai permitir um aumento da velocidade das composições e diminuição do ruido, duvidas essas que devem ser esclarecidas pela autarquia, até porque é muito previsivel que a passagem da Avenida venha a ser suprimida.
Aliás tanto assim é que o encantador de cobras em presidente mandou elaborar um estudo para o atravessamento da linha na Avenida com recurso a elevadores, estudo esse que não saiu da gaveta. Acresce que outras passagens de nivel poderão vir a ser suprimidas.
Não pode nem deve ser a empresa a responder a estas duvidas ou preocupações mas sim a autarquia que sabe de tudo desde o inicio.  
E já se passarem oito anos desde o inicio deste folhetim sem fim à vista!

sábado, 1 de outubro de 2022

OLHÃO/ FUZETA: PONTES A DESTRUIR?

 O alerta foi dado por uma funcionária da companhia que realiza os transportes entre Faro e Olhão Posteriormente ficámos a saber que as obras de demolição da ponte na Rua 18 de Junho começam dia 10 de Outubro.

Ainda que a obra seja necessária e seja da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, a verdade é que a câmara municipal de Olhão sabe de todo o projecto, até porque implica o encerramento de artérias ao transito e pedonal. Porquê o silencio? Talvez se perceba agora a criação da tal comissão municipal de transito.

Se o alerta foi dado a propósito da ponte da Rua 18 de Junho não podemos esquecer que na Fuzeta, que faz parte do concelho, existem outras duas pontes com caracteristicas semelhantes, só que ali não circulam autocarros, mas nem por isso menos importante.

Queremos acreditar que as obras a efectuar sejam temporárias e no lugar das pontes a destruir, irão surgir outras novas, com mais altura. Mas mesmo sendo temporárias elas vão alterar, sabe-se por quanto tempo, a circulação automovel e pedonal, obrigando as pessoas a terem de utilizar, como alternativa a Rua Almirante Reis ou a passagem de nivel da Avenida, o que em qualquer dos casos afectará de forma significativa o comercio da Rua 18 de Junho.

Sem termos a certeza do que se vai passar na Fuzeta, a demolirem as pontes, como é que os residentes na urbanizações a norte do caminho de ferro se deslocam para a Vila? E como vai ser a deslocação dos alunos residentes na Vila para a EB Dr. João Lucio?

Quere-nos parecer que o silêncio da câmara, a qual está por dentro dos meandros do processo, significa que vão surgir alterações que já vêm detrás. É que há a possibilidade de encerramento da passagem de nivel da Rua da Feira (Barraquinhas) e até mesmo o encerramento definitivo da passagem da Avenida.

Toas estas obras vão provocar uma grande alteração na circulação viária mas também pedonal, não se vislumbrando qualquer medida de protecção para as pessoas com mobilidade reduzida, quando o presidente enche a boca a falar de mobilidade porque a unica visão dele sobre esse assunto se resume a bicicletas e trotinetas.

Talvez ele ponha de parte o Mercedes e passe a andar de skate.

Cabe às pessoas questionarem o presidente sobre o futuro do concelho, sem esquecer que a Agregação de Juntas Moncarapacho/Fuzeta também deve ser chamada ao barulho porque parte do seu território vai ser afectado.

Quem pode ficar calado perante isto?