terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pesca do anzol em risco em Olhão!

Como resultado da politica de quotas da U.E., em os pescadores e armadores não são chamados a dar opinião, acontecem coisas como esta!!
A quota da pescada aumentou 15% para Portugal, mas cerca de 25 barcos da pesca do anzol, dos armadores da Fuzeta ficam inexplicavelmente, sem poderem capturar essa espécie. Depois de uma vida no mar a exercerem este tipo de pesca artesanal, que é a menos predatória de todas as que se fazem, são agora penalizados!
Uma comunidade piscatória que desde há decadas, faz da pesca do anzol uma das suas principais actividades, é agora penalizada e fica sem poder pescar uma das espécies mais valorizadas, quando capturada pelo anzol.
Foi criada há anos uma reserva (que fica situada mesmo em frente à Fuzeta) conhecida como reserva da Beirinha, onde só se podia pescar essa espécie pela pesca do anzol! Fica-se agora sem saber porque razão foi criada essa reserva!
Entretanto sabe-se que os barcos do arrasto que eram portugueses e que foram comprados por armadores espanhóis, estão a capturar a famosa marmota (pescadinhas de rabo na boca) que não pode ser vendida nas nossas lotas mas que vão vender à Espanha.
O que fizeram, para evitar isto, o IPIMAR e o Presidente F.Leal? Não devia a CMO já ter criado um Centro de Apoio às Pescas? Não é verdade que os pescadores de Olhão sempre criaram riqueza neste concelho e estão cada vez mais ao abodono por parte de quem nos governa? Aliás o ministro das pescas, Jaime Silva, afirmou à boca cheia que estava satisfeito com o resultado final da negociação das quotas de pescas que a U.E. atribuiu a Portugal !
Pena que ele não seja pescador do anzol na Fuzeta, para ver se estava satisfeito!
Em vez de retirarem as quotas, deviam era certificar a pescada do anzol capturada em Olhão, como peixe de qualidade superior! Mas para certificar um produto de qualidade não temos nós cientistas, investigadores, governantes e autarcas à altura!
A continuar assim, os pescadores de Olhão estão condenados a desaparecerem (se não mudarem de atitude e não se unirem para defenderem a continuidade das pescas em Olhão) e esta é só mais uma medida a confirmar a minha opinião.

24 comentários:

Anónimo disse...

a CMO diz que tem a honra e o orgulho de fazer uma EXPOMAR e que tal evento devia de encher de orgulho todos os olhanenses.
Não concordo pois o orgulho não mata a fome a ninguém,o que nos podia a nós olhaneses encher de orgulho era termos autarcas que soubessem zelar pelos interrese dos pescadores olhanenses,para evitar coisas estranhas como o que vem aqui realtado neste artigo.
tamos em olhão a sede do IPIMAR temos uma carrada de investigadores a levarem todos os meses centenas de milhares de euros para cas em ordenados,e o que fizeram para evitarem situações como esta?
nada nem cientistas nem autarcas nem sequer dirigentes sindicais,nem dirigentes das associassões da pesca artesanal.
temos sim um ministro que ficou contente com as quotas que a U.E.nos atribuiu.
porca miséria fosse isto à 30 anos atrás e quando esse ministro viesse inaugurar a EXPOMAR de 2009 e seria corrido a paulada.pelo mal que tem feito aos pescadores de olhão,e agora da fuzeta.
esperemos para ver o desenvolvimeto do caso,e de mais uma promessa do F. Leal.

Anónimo disse...

moss o leal quer lá saber das pescas,ela quer é caldinhos e luvas .
uma boa ideia é quando for a expomar dar uma tacadas de ovos a ele e ao ministrodas pescas

Anónimo disse...

As pescas em olhão e no algarve são uma completa anarquia! culpas? dos governantes que se submetem ás ordens da U.E..e permitiram o abate de cerca de 50% da frota nacional,quando portugal é o pais da U.E. que mais peixe consome e o 4º a nivel mundial,ou seja cada potuuguês consome em média 60 klg por ano.enquanto a média na U.E. é de 24klg. dai portugal ser obrigado a reduzir as capturas para os tubarões da U.E. exportarem peixe para portugal.
os nossos governantes não nos sabem defender por issso as pescas um dia se os pescadores não se revoltarem vão acabar em olhão.

Maria disse...

O que eu não percebo é como as pessoas que precisam da actividade(pescadores da arte), pessoas que estudam a actividade (cientistas) e os que possam estar ligados à actividade de qualquer modo não se unem e cada um faz as coisas por seu lado.

Tataruga disse...

porque neste portugal ninguém se interressa se o vizinho está a passar mal.desde que ele pense que tudo está bem pelo lado dele.
é com essa mentalidade que os sucessivos governo tem dividido os portuguses.se isto fosse um pais e uma cidade a sério os peacadores da pesca do anzol numca podiam perder o direito de pescar,pois esse tipo de pesca ,é o que menos mal faz aos stoks.já o mesmo não se pode dizer da pesca do arrsto onde só aproveitam 1/3 do que pescam,o resto vai fora,e já morto!
mas os investigadores eos autarcas e os governantes chegam ao fim do mês e levam o ordenado para casa,os pescadores já não podem dizer o mesmo!
a politica do governo português é acabar com as pescas e desde que entramos para a U.E.já perdemos metade da frota.o resto acabará nos próximos anos.
pois os nossos autarcas querem transformar uma cidade de pescadores, numa cidade para turistas.e correr com os naturais para trás do cerro da cabeça.de maneira que nem o mar vejam!

Anónimo disse...

certificação de productos do mar?
isso é a conversa dos cientistas e dos autarcas na expomar!na realidade o que se passa é que ninguém quer saber das pescas em olhão,e estão todos feitos uns com os outros.

Sérgio C. disse...

A pesca assim como a agricultura tiveram a sentença ditada no momento em que a UE começou a ditar as leis que regem essas actividades. Protegeram as grandes frotas, dos países mais fortes em deterimento da pesca artesanal. No meu ponto de visto foi um enorme erro. Isso e a propaganda que levou muitos armadores a abater as embarcações em vez da modernização da frota pesqueira. Lembro-me quando os armadores e pescadores andavam contentes com os dinheiros que receberam para parar com a actividade pesqueira. Os resultados estão à vista, aqueles que continuaram orgulhosamente sós, lá foram trabalhando, mas com perdas significativas anos após ano. Acho sinceramente que está na altura de parar para reflectir se nos interessa pertencer a uma europa que verdadeiramente nunca nos quis. Muitos não tem a noção de como Portugal é visto lá fora. Para os chauvinistas franceses somos uns pedintes que sem eles não somos nada, para os espanhois somos uns patos que nos levam e muitas vezes roubam descaradamente tudo o que podem. O Alqueva é disso exemplo, construido em território nacional vai servir quase exclusivamente a agricultura espanhola. São os rios que nascem em espanha que tem os caudais cortados ao minimo dos minimos, só abrem a torneira quando lhes interessa, espcialmente quando chove de mais! São centrais nucleares junto às nossas fronteiras. Os alemães e os ingleses apesar de tudo são os que mais nos respeitam. Vem tempos difíceis, Portugal sempre foi um país virado para o mar, isso mudou a partir do momento em que a seguir ao 25/4/74 os cabecilhas esquerdistas começaram a impingir-nos a europa. Somos explorados descaradamente, a cada dia que passa o nosso país está mais pobre. Com uma fronteira maritima enorme, está na altura de mandar a UE às urtigas, está na altura de começar a produzir e consumir o que é nacional! Os imigrantes já começaram a fugir de Portugal, já levaram tudo o que conseguiram, só cá fica salvo honrosas excepções aqueles não interessam! Alguns não se recordam mas há duas décadas atrás quem ia à antiga lota e depois à nova lota via o movimento de centenas de homens na descarga do peixe dezenas de camiões que frenéticamente eram carregados com o que melhor existia, actualmente dá dó ir à lota! São os sinais dos tempos!

Anónimo disse...

Aos portugueses proibem as capturas de peixe, invocando razões
que, mais tarde, a outros autorizam
tem sido sempre assim desde que aderimos à UE.
Que País de políticos meseráveis.
Isto só se resolve ao tiro, não vejo outra solução.
E a agricultura, têm brincado com os desgraçados agricultores.
Devolvem milhões e não aplicam no
desenvolvimento do país.
Os politicos têm inveja do bem estar do povo.
Quanto maior fôr a miséria, maior é o sucesso governativo.
Podre sorte viver num pais destes.

Anónimo disse...

peixe há com fartura,barcos e pescadores é que irão desaparecer da nossa cidade.
na fuzeta andaram os socialistas a prometer uma barra uma carrada de anos .agora nem barra nem pesca do anzol .acabou tudo.
vendedores de ilusões é o que foram esses dirigentes socialistas.
para a fuzeta e para olhão.
só vão ganhar as eleições porque vão obrigar os velhotes acaso do lar de velhos da da fuzeta e da stª casa da mesiricórdia a irem votar neles.e os trabalhadores da CMO também irão ser obrigados a irem no mesmo fado.depois vem a atribuição de latas de tinta e de caixas de azuljos ,todos os anos de eleições autárquicas é assim e este não vai fugir à regra.

Miguel Cardoso disse...

Fala-se muito do que não se sabe, a quota Nacional de pescada não sofreu nenhum aumento de 15%, para a campanha de pesca de 2009 é de 2.400 toneladas, o que se passou é que a mesma foi repartida da seguinte forma: 82% é para distribuir por quotas fixas individuais pelas embarcações que durante o triénio de 2004 2005 e 2006 tiveram no minimo uma média de 5 toneladas de capturas de pescada e que por sua vez fazem parte do plano de recuperação da espécie; 15% será para destribuir pelas as outras unidades que apresentaram pequenas capturas de pescada durante 2004 2005 e 2006, os mesmos 15% serão rapartidos por 3 zonas, zona Norte (6%), Zona Ocidental Sul (5%) e zona Sul (4%).
A questão é que as ditas unidades da pesca do anzol da Fuzeta/Olhão há muito tempo que não fainam com aquela arte pelo que não apresentam capturas de pescada naquele periodo, a dita reserva pesqueira denominada "Beirinha" foi criada há cerca de 10 anos pela então Associação de Armadores "Olhamar", hoje Organização de Produtores "Olhãopesca crl", para os barcos da pesca com palangre de fundo (Anzol) e foi abandonada pelos próprios, há muito tempo que não exercem aquela pesca a sério, pois nos dias de hoje é uma pesca pouco atractiva em termos empresariais, as embarcações foram convertidas para a pesca com armadilhas de gaiola (covos) para a captura do polvo, e posso afirmar que por exemplo em 2008 ganharam muito dinheiro, só que, entretanto o polvo "Pufff" foi-se, aqui é que está o ponto da questão.
A quota nacional da pescada imposta por normas comunitárias, está justamente (penso eu)direccionada para as unidades que efectivamente apresentaram capturas daquela espécie.
Nem tudo o que parece é, há muita má informação, e no que se refere a actividade da pesca profissional em geral, muito do que transpira para a opiniam publica não é verdade.

Anónimo disse...

Para que servem as entidades oficiais? não têm a obrigação de informar os utentes que estão mais directamente relacionados. Ou os serviços públicos só servem para
actualizarem as conversas do quatodiano?
O que é que essa câmara tem feito para manter os munícipes informados
?
Só se gasta dinheiro em obras relacionadas com a cultura, mas para além disto, há mais trabalho nas escolas, que ao que parece, tem
mais interesse nos votos do clube
olhanense.
O concelho de Olhão, foi ou está,
com dificuldades económicas?
Ao que me parece a crise económica
ainda por lá não passou.

Floripes disse...

ao srº Miguel Cardoso,pelo seu coment´rio parece ser pessoa ligada ao sector das pescas não sei se será investigador,armador,ou autarca.
mas deixe que lhe coloque a seguinte questão se você fosse armador,e tivesse que pagar as dividas da aquisição de uma embarcação nova,e tivesse a seu cargo,3 pescadores para lhe garantir a sustentabilidade dos seus agregados familiares,e se a pesca do polvo fosse mais rentavél que a pesca do anzol,e se tivesse a embarcação licença para para exercer a actividade da pesca do polvo .o que faria você ,continuava na pesca da pescada ou voltava-se para a pesca do polvo?
E se o governo e a legislação permitite essa situação,quando o polvo entra em colapso,por culpa de quem dirige as pescas,pois não nos podemos esquecer,que o que deu origem a tanta quantidade de polvo foi o defeso que se fez há poucos anos,para essa espécie decretado pela direcção das pescas e que se deixou de fazer. De quem é a responsabilidade de acabar com o defeso.foi dos pescadores?
na galiza existe um defeso para o polvo de 4 meses. existem quotas para as embarcações conforme o nº de pescadores,e existem nº de armadilhas e regras de pesca.Aqui o que existe? nada deixou-se que os covos ganhasem terreno aos tradicionais alcatruzes que era uma arte menos predatória, e durante anos garantiu a substência de muitos pescadores de olhão e fuseta.
mas aqui como um dos responsáveis pelas pescas tinha embarcações para a pesca do polvo , e os ganhos eram bons acabou-se com o defeso do polvo. Não sabia dessa situação srº Miguel Cardoso?
mas voltando á pesca da pescada também lhe pergunto se já se deu ao trabalho de ver a quantidade de pescada juvenil que é capturada pelos arrastos e vendida em espanha? não sabe? pois informe-se
numca se deve é deixar que pescadores da pesca do anzol fiquem sem cotas para a pescada.pois esse tipo de pesca é a menos predadoura só mata aquilo que é capturado e não joga para o mar milhoes de pescadas mortas como os arrstos do marisco são obrigados a jogar pois embora a capturando só podem vender uma parte insignificante a não ser que façam como os armadores espanhois que compraram arrastos portugueses e que a vão vender a espanha.
não sabia pois fica a saber.já agora se sabe assim tanto de pescas ,explique lá qual o motivo que acabaram com o defeso do polvo?
eu simplesmente sei aquilo que os pescadores dizem.mas olhão é a sede do ipimar e um dos maiores portos de pesca de portugal,não devia esse organismo ter uma interacção maior com os pescadores e a CMO não devia á imagem da CM da Nazaré ter um organismo onde a autarquia defendesse os interreses dos pescadores? quem defende os interrese dos pescadores?

Anónimo disse...

a questão principal é que as pescas em olhão estão transformadas numa anarquia sem rei nem roque.senão vejamos: a pesca da ganchora teve anos que ninguém tinha controlo.apanha-se o que se queria,até que os stoks deram o berro! só ai o então inip começou a fazer que estudava pois os estudos a sério numca aconteceram .havendo até cientistas que se meteram em marcar amêijoas e navalhas com tinta da china,para veremo crescimento e a deslocação dos bivalves!depois de um periodo de crise veio um novo periodo bom em que se pôs quotas para as embarcações poderem descarregar em lota ,mas a gânancia dos mestres e armadores logo se encarregaram de dar a volta ás quotas e se houve barcos que as cumprissem ,muitos gozavam com quem cumpria e mandavam enviadas com centenas de marisco para a candonga!
e o inip e ipimar,e as autoridades competentes o que fizeram NADA!
depis veio outra crise e logo a seguir um outro periodo bom onde se deram licenças a torto e a direito o que aumentou brutalmente a frota da ganchora! hoje nova crise.e muitos dos barcos agarrados ao cais! querem melhor incomptência e bandalheira de quem nos governa?

Anónimo disse...

Que país de miseráveis, disse-o à dias e volto a reafirmar:
"Os politicos têm inveja do bem estar do povo. Quanto maior fôr a miséria, maior é o sucesso governa-
tivo" 28/1,pelas 21:29.
Não poderei deixar passar esta afirmação proferida hoje, pelas 00:10:
"e posso afirmar que por exemplo em
2008 ganharam muito dinheiro, só que, entretanto o polvo "puff" foi-
-se aqui é que está o ponto da questão",sic..
De facto, a questão está em que quem trabalha não pode ganhar dinheiro honestamente. Na prespectiva deste senhor seria menos sensurável os pescadores dedicarem-se ao transporte dos fardos que periodicamente dão à costa nas praias do Algarve.
Na idéia daquele senhor, os pescadores, ganharam muito dinheiro o ano passado 2008, este ano podem estar ser trabalhar.
Na mente deste senhor, provavelmente estará em choque com
os "pobrezinhos" dos empreiteiros do concelho de Olhão, e não só...
Este senhor deve ser titular de algum cargo politico, pois só nessa
prespectiva entendo o raciocínio que o levou a proferir tamanha barbaridade.
Este senhor deve ser político, porquanto, estará na mesma linha de pensamento do Ministro da Agri-
cultura, ao ter proferido, esta manhã na Assembleia da República que o sector da agricultura, também em 2008, terá tido o seu apogeu, em termos de investimentos.
Não há vergonha nenhuma neste miserável país.
Que podridão.

Miguel Cardoso disse...

Ao Sr. Floripes que muito considero, relativamente á pesca da pescada com palangre de fundo e á respectica quota nacional, não tenho muito mais a acrescentar, é apenas a minha opinião. Mas lembro que a pesca com palangre de fundo para a captura de pescada no Algarve foi abandonada, quase extinta, há mais de dez anos.
Quanto ao defeso na pesca com armadilhas para captura de Polvo, ocorreu a titulo experimental no decorrer de uma campanha de pesca, no entanto não se deu continuidade ao mesmo porque houve muita controversia entre as comunidades piscatórias do Algarve no que se refere ao periodo mais indicado para a sua implementação, os do Barlavento queriam um determinado mês os dos Sotavento não concordavam queriam outros,etc, e havia quem não queria nem quer defeso,enfim, o processo foi lançado pela então Direcção Regional das Pescas e Aquicultura do Sul que não alcançou um entendimento entre os interveniêntes, enfim. Se esta situação veio a beneficiar alguem não sei... nem vou comentar essa questão. Raltivamente há abundância de Polvo que se verificou, certamente não foi pelo pequeno defeso que se realizou no passado, no entanto, ajuda... A pesca é uma actividade sazonal de e está diractamente relacionada com o relógio biologico da vida marinha, o que se passou foi uma situação excepcional de abundância de Polvo.

a.terra disse...

A questão de fundo tem que ver com a decisão politica de que pescas temos. Na vwedade a tutela mais não tem feito que servir interesses alheios às pescas do nosso país. Os próprios armadores na ânsia dos ganhos rápidos têm contribuído para que isso aconteça. E então quem salvaguarda os interesses dos pquenos armadores e muito especialmente dos pescadores? O facto da pesca do anzol e ou qualquer outra terem suspendido a actividade por falta de rentabilidade não pode ser motivo bastante para a sua extinção. Assim teriamos de condenar as gaiolas que vão pôr na costa por até á data não terem tido qualquer resultado e como tal não se poderiam atribuir cotas de produção. O sr. Miguel deve estar sentado a uma secretária a decidir questões relacionadas com os pescadores; porque não vai até junto deles explicar que o objectivo politico é acabar com as pescas não só na zona mas em todo o país? Desde que entrámos para a CEE que temos vindo a assistir à destruição do sector primario da economia e apresentam-nos a prestação de serviços como alternativa. Bem pode estar desse lado mas olhe que do outro estão muitas familias que dependem das actividades que desenvolvem

Miguel Cardoso disse...

Não sou governante,não sou politico, nem sou funcionário publico, sou alguem que vive da pesca e para a pesca profissional, o meu trabalho está directamente ligado com aquela actividade que muito respeito.
O ponto da situação a que eu me referia na minha primeira intervênção, refere-se há ganância que se verifica naquele sector, existem armadores que, se podessem, traziam a areia toda do mar para a lota, esta é a verdade, no seio das comunidades piscatórias ainda não se pratica uma cultura de preserversão dos seus recursos, "proteger hoje para ter amanhã". Ocorreu uma abundância excepcional de Polvo, apanharam o grande e o pequeno até rapar o tacho, agora existe alguma abundância de pescada e querem fazer a mesma coisa, ainda bem que existem organismos que impõem algumas contingentações senão nem as pedras do fundo do mar escapavam.

Floripes. disse...

Ao srº Miguel Cardoso que por discutir um problema,( que eu penso que afecta todos os olhanenses, directa ,ou indirectamente)sem ofender e insultar,contráriamnete ao que fazem muitos dos nossos politicos locais,que se escondem ou pura e simplesmente partem para o insulto.Só por esse motivo tem o srº Miguel Cardoso o meu respeito.
Mas deixe-me perguntar algumas coisas devia-se ou não continuar com um defeso,para o polvo?
As discórdias entre pescadores e armadores devem ser estudadas e deve-se, chegar a um consenso.
concorda ou não que é necessário defesos honestos e responsáveis?não como se faz com a pesca da sardinha onde se faz uma paragem á 2ª feira como se isso fosse um defeso!para mim um defeso é quando qualquer espécie está no periodo da desova e não à 2ª feira.isso acontece no algarve! quem é o responsavél por isso?
Voltando á pesca do palangre. esse tipo de arte foi quase abandonada,após o abate das embarcações da pesca de marrocos,onde alguns armadores receberam chorudas indeminizações para abaterem barcos,práticamente novos que construiram com subsidios da então CEE.conheço alguns resistentes da fuseta que numca abandonaram essa arte principalmente no periodo de mais acalmia,e alternavam essa arte com os alcatruzes e covos.
mas a mim o que me faz espécie é que neste momento havia um certo nº de pequenos armadores ,que se estavam a virar de novo para essa arte ,e derivado a uma nova crise do polvo, ,e nalguns casos da ganchora,estavam entusiasmados em retornar a essa arte, pois coincidiu também com uma abundância da chaputa, mas ao que parece.não podem.
entretanto como diz o autor deste post e sabendo eu que é verdade, os arrastos que foram comprados por espanhois apanham marmotas e como não podem vender em portugal vão vender em espanha.não será isso mais prejeducial aos stoks da pescada, que a pesca do anzol?
pois se o estado português e as autoridades locais incentivassem essa pesca e criassem uma marca portuguesa de pescado (do palangre ou anzol como se queira)de qualidade onde essas espécies eram valorizadas como já acontece com determinadas espécies que vem de espanha e frança,e que já trazem a denominaçãoe a origem numa etiqueta colocada no rabo do peixe!
não concorda que é tempo de se dar valor ao que de melhor nós temos a nivél de pesca sustentável,ganhavam os pescadores e ganhava portugal.pois a maior parte desse peixe é todo para exportação!
Bom mas já são perguntas a mais e o olhão livre não é só nosso.
só lhe faço um convite se gosta de discutir essa questão honestamente ,porque não vai ao Forum Olhão onde há um tópico iniciado por mim,onde se discute as pescas e outros assuntos relacionados com olhão,mas a nivél de pescas a participação ,de mais um pessoa interresada em esclarecer determinados assuntos é sempre bem vinda.é só procurar em forum olhão e inscrever-se.claro que nesse forum não à direito a ofensas pois os moderadores cortam logo qualquer tipo de ofensa ,e olhe em 2 mese esse forum já tem 70000 visitas,é sinal que os olhanenses começam a estar interresado em discutir Olhão.O que só é bom, para uma verdadeira cidadania.

Miguel Cardoso disse...

Quero ainda salientar que, a pesca com palangre de fundo (anzol) apesar de ser mais selectiva não deixa de ser altamente predadora, a diferença é que preda com mais qualidade.
É de referir também que, a maioria dos armadores que agora reclamam quota da pescada,tem embarcações com licença de Redes de Emalhar e Tresmalho que também é utilizada na captura da pescada, a questão da pesca com palangre de fundo (anzol) na "Beirinha", hoje não passa de uma "bandeira rascada" oportunamente levantada por alguns.

Miguel Cardoso disse...

Os defesos deviam existir em todas as artes de pesca, não só seriam uteis para a preservação das espécies e de alguma forma para a recuperação dos "stoks" como também para a actividade dos armadores, na manutenção das suas embarcações etc..
Este comportamento verifica-se por todo o Norte da Europa, são os próprios armadores através das suas Organizações de Produtores que impõem os periodos de defeso. O problema no nosso pequeno mas grande país é que as nossas comunidades piscatórias ainda não estão mentalizadas para este tipo de comportamento, há que mudar mentalidades, os nossos governantes também não incentivam muito esta responsabilização.
Por exemplo, relativamente aos moluscos bivalves oceanicos e a pesca com ganchorra, a há armadores que relativamente aos defesos e limites de captura dizem: "Há mariscos com fartura, se ele não for apanhado, morre no mar, para quê os defesos" isto é verdade e existe. Como podem ver, o sector da pesca precisa de uma grande mudança, a começar pela consciêncialização e a implementação de uma pesca reponsável por parte dos principais interessados, os armadores, e mentalidades levam muito tempo a mudar.

Anónimo disse...

Mas alguém tem de ser o responsável
par que as mentalidades mudem.Não é só dar subsidios,de acordo com a cor do partido de A B ou C.Os investigadores tem de conversar com os pescadores e armadores,mostrar os seus estudos e pedir ópinião a quem anda no mar.é tempo de parar de culpar a mentalidade dos nossos pescadores ,se é necessário uma mundança que se faça mas não deixemos mais uma vez a nossa frota de pesca levar outra machadada.como já está previsto,pela U.E.
se as pescas em olhão acabarem a fome que já existe ainda se vai agudizar mais ,pois não são dois meses de turismo que vão salvar esta terra.
e sabemos nós como são as crises do turismo.e é para esse caminho que os nossos autarcas nos querem empurar.

Anónimo disse...

os pescadores reunidos com o governo questionaram o porquê ~da frota industrial (arrasto)ter ficado com 78% da quota e os barcos que não fizeram vendas em 2006 e 2007 não terem direito a pescar nem uma grama de pescada ou seja vão começar a por avisos nos anzois "pescadas não mordam o anzol".pois o jaime silva não nos deixa vender pescada.

Anónimo disse...

Neste País só se destói.
O sector das pescas e agricola são
para acabar, quer queiram ou não.
Aquilo que se assiste ao ouvir dizer que se vai pensar ou fazer qualquer coisa por parte dos gover-nantes é ilusão.
Os subsídios que se têm esbanjado neste país,pouco ou nada resolveram
uma vez que, o mal não se encontra
em pontualidades de carências, mas sim, de estruturas de principios e objectivos.
Quem tem lucrado com os subsídios que vieram e continuam a chegar da UE ?
Quantos sangue-sugas se encostaram
aos agricultores e pescadores?
Lembro-me de momento no periodo da república das bananas, o seu presidente ter "ajudado" todo o sistema de construção civil e os banqueiros. E agora ?
E esse presidente da câmara, pensou alguma vez em ajudar ou os
agricultores ou pescadores?
Esse individuo só tem "governado", em função e com o objectivo de se manter no poder. A cultura e ensinamento que recebeu não se coadunam com o cargo que exerce.`É que se tem assistido durante a sua "desgovernação", actuar em função ao que os outros fazem.
Dedicou-se mais à construção civil pois montou a sua rede "tentáculos", criando trios e quartetos.
O homem só tem destruído o concelho, nada tem sido feito a pensar no futuro.
Se fosse em Tavira, alguma vez, os pescadores teriam problemas que não fossem ajudados pelo presidente? e Os agricultores, dentro da suas limitações ajudou na melhoria substancial dos caminhos, indo auxiliá-los com má-quinas em terrenos que se destinavam a arborizar.
Esse individuo que se encontra na câmara de Olhão, a umas pessoas "cria" artigos urbanos deixando construir em locais que não existindo nada, tudo se faz, a outros até quer eliminar artigos urbanos existentes ainda ele não era nascido. Estes são os "desgraçados" da terra que não têm o direito a subir na vida.
A estes não são viáveis os projectos em locais próprios e em
se pode construir sem qualquer violação da Lei, indeferindo-os.
A estes projectos já lê o parecer técnico e despacha em conformidade,a outros não vê os pareceres e despacha consoante a interesse.
A quadrilha recebeu dinheiro, está tudo bem, senhor presidente até um dia.

Emidio disse...

É por isso meus senhores que se a regionalização fosse avante o poder central teria que respeitar mais as vontades de quem vive nas suas terras.
Em vez de mandarem directivas de assassinato das vontades dos locais,
Porque está a ser uma realidade ... pretendem enxotar o povo da costa para implantar feudos de turismo, a seu bel prazer ... vejam só as leis da pesca lúdica !!!!!!! é o sinal mais claro da pouca vergonha dos Xicos espertos de Lisboa eu tenho pena desses Snobs que não têm amor ao seu país, estão a fazer um mau serviço para Portugal e quem tudo quer tudo perde.

O país rústico
(não necessáriamente miserável)é o país que muitos estrangeiros procuram não esse amontoado de betão "estúpido" ... disso fogem eles.

Os próprios turistas estrangeiros criticam o excesso de betão à beira mar no Algarve em certos locais o qual tira a beleza o encanto do nosso Algarve.

Querem acabar com a pesca artesanal mas isso quanto a mim é um erro é precisamente o contrário devem acabar com o arrasto e promover a pesca artesanal pois essa "COLHE" o mar não o destroi.
Com algumas regras e defesos e barcos bem apetrechados e motores económicos poderemos ter uma pesca artesanal com boa saúde dando-nos bom peixe (adulto) e fresco todos os dias ou quase.
O português quanto mais corre atrás do dinheiro fácil mais mata os recursos o que é o mesmo que matar a galinha dos ovos de oiro
... ou seja é manifesta falta de inteligência.

Aos senhores que procuram enxotar o nosso povo da beira mar desejo que os seus filhos ganhem pensamento próprio e se virem contra eles e lhes chamem básicos.