domingo, 24 de fevereiro de 2013

RIA FORMOSA EM CAMPANHA ELEITORAL

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Associação realiza protesto em dia de cerimónia de consignação de obra do Polis Ria Formosa

Lusa
 
Faro, 22 fev (Lusa) -- A associação dos mariscadores e viveiristas da Ria Formosa Vivmar realiza hoje um protesto contra o atraso nas dragagens desta área protegida, por ocasião da cerimónia de assinatura da consignação do parque ribeirinho da cidade.
A Vivmar pretende alertar os responsáveis do Programa Polis da Ria Formosa (de valorização ambiental) e da Câmara de Faro para o caráter prioritário das dragagens dos canais, cujo atraso está "a ameaçar o ecossistema" desta zona húmida e "a sobrevivência de milhares de pessoas" que dela retiram o seu sustento, disse à Lusa o presidente da associação, Américo Custódio.
"A falta de dragagem é a destruição da ria e é o que está a acontecer neste momento nos canais principais e secundários. Há um grande desequilíbrio nas correntes, não há estabilidade nenhuma e, quando há marés grandes, a força da água destrói os esteiros e impede que o marisco e o peixe cresçam, além de provocar a degradação dos terrenos dos viveiros",


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/associacao-realiza-protesto-em-dia-de-cerimonia-de-consignacao-de-obra-do-polis-ria-formosa=f788974#ixzz2Lo9lL69S

COMENTÁRIO DO OLHÃO LIVRE:
O texto acima, reproduzido na integra a partir do jornal Expresso, dá-nos conta do avanço das obras relativas ao Parque Ribeirinho de Faro e a opção politica que está por detrás de obras de fachada com vista ao período eleitoral, que pelos vistos, já começou.
A Ria Formosa é uma zona de elevada sensibilidade ambiental, económica e social que as entidades envolvidas parecem pouco interessadas em resolver.
Na verdade, nada temos a opor às obras do Parque Ribeirinho de Faro, mas sim nas opções tomadas e na forma pouco produtiva como se aplicam os dinheiros públicos, que deviam estar ao serviço das populações e não para servir de campanha eleitoral como acontece neste caso.
Macário Correia, antes de ser presidente da Câmara de Faro, foi presidente da Câmara Municipal de Tavira e tem contas pendentes na Justiça, não por dar milho aos pombos, mas porque no exercício das suas funções cometeu irregularidades e alguns crimes, crimes esses que não são apenas no âmbito da Justiça mas por ter permitido, habilitado ou promovido atentados contra o património cultural, histórico e paisagistico. Não será demais lembrar, o assassinato que foi a edificação de construções com a consequente destruição de parte da Cidade de Balsa, um dos mais importantes legados do período romano na Península.
Voltando à Ria Formosa e às obras anunciadas, seria bom que as pessoas se lembrassem que o Programa Polis Litoral da Ria Formosa, é um programa de valorização e requalificação, e sendo verdade que a recuperação do Parque Ribeirinho se insere nessa requalificação, mas não será a grande prioridade da Ria Formosa.
Lembramos aqui e agora, que há cerca de dois anos atrás foram gastos seis milhões pela Sociedade Polis para encher de areia as praias de Loulé, que estão quase como antes da intervenção; anunciaram-se gastos na ordem de doze milhões para realojamento dos pescadores da Praia de Faro que viessem a ser despojados das suas casas e agora gastam-se mais três milhões e meio para as obras anunciadas, quando a Ria Formosa e as Praias de Loulé bem precisavam de um outro tipo de intervenção.
A utilização de recifes multi-funcionais em geo-têxteis, não só permitiam a recuperação semi-natural do cordão dunar como eliminaria o risco para o edificado na Praia de Faro, com custos muito inferiores ao que projectam. Num momento de crise económica e financeira como aquela que o País atravessa a opção por obras de cosmética e marketing eleitoral, constituem um crime contra o Povo.
As associações sócio-profissionais do pessoal ligado ao mar tem toda a razão de ser. As dragagens dos canais da Ria Formosa e muito particularmente das barras naturais, permitiriam uma maior renovação e oxigenação das águas da Ria, fonte de alimento e sustento de largos milhares de pessoas.
A estratégia de quem nos governa, não é a de cuidar do Povo mas de liquidá-lo. Está mais que provado que não são razões ambientais ou de dominialidade que estão por detrás das decisões (criminosas) tomadas, já que por razões ambientais não ficaria uma só casa em cima das ilhas, mas o que está programado é a demolição daquelas que pela diminuta volumetria são as que causam um impacto menor, ao mesmo tempo que e em termos de dominialidade o POOC de má memoria, criou as condições para a transformação e uso de solos em Domínio Publico Marítimo para fins diferentes daquele para os quais foi criado.
Deste modo não restam duvidas que gastar dinheiro naquilo que é essencial para as populações ribeirinhas, que vivem na sua maioria da Ria Formosa, não está nos horizontes da governança e muito menos na cabeça de Macário Correia.
Bem podem esperar os pescadores pelas dragagens e outras intervenções, essas sim urgentes, a não ser que se revoltem contra aqueles que querem acabar com as actividades económicas tradicionais da Ria.
REVOLTEM-SE, PORRA!

2 comentários:

Luis Pedro disse...

parabéns pelo excelente trabalho em defesa da Ria,mas o titulo deste artigo está incompleto.

António Manuel - Tómanel disse...

Gostei deste seu trabalho cheio de luz e arte, tal como é a nossa ria formosa.
Sua publicação está ótima, parabéns.
Cumprimentos.
http://umraiodeluzefezseluz.blogspot.com