domingo, 19 de julho de 2015

CONTRA A UE QUEREMOS A NOSSA SARDINHA!

Depois de nos últimos dez anos, nos terem obrigado à redução das capturas de sardinha, somos hoje confrontados com a imposição de uma nova cota para 2016 de menos de 2% do que pescávamos.
Se isso representa o fim da pesca de cerca, de mais fome e miséria para quem tem a dolorosa vida do mar, mostra-nos também que algo vai mal, mas muito mal, no IV Reich, em que se transformou esta Europa desunida e das desigualdades.
No nosso País temos instituições que se dedicam, ou pelo menos dizem isso, ao estudo dos stocks dos recursos marinhos. Está, entre eles o IPMA. Estranhamento ou talvez não, o IPMA não faz a divulgação devida do estado dos stocks e vem agora um instituto estrangeiro pronunciar-se sobre o que vai na nossa casa, para nos apontar o dedo, tratando-nos como malfeitores dos mares.
Aponta-se, neste discurso europeu, o dedo à captura intensiva de sardinha como a causa do estado dos stocks, mas não se faz qualquer reflexão sobre as alterações climáticas, da poluição dos mares e suas consequencias, assunto tabu.
E mesmo que fosse verdade aquilo que agora nos vêm dizer, mal se compreende que tenhamos de repartir com os espanhóis, autênticos predadores dos mares, para depois termos de lhes comprar aquilo que é nosso.
Arroga-se, a UE, o direito de gerir as nossas cotas remetendo o nosso governo a condição de lambe-botas, tal a subserviencia e fidelidade caninas ao directório europeu, da imperatriz Merkel.
Isto acontece no preciso momento em que a tal UE quer "criar" o Mar Europeu, para poder decidir onde, quando e como o vai explorar. E este pormenor é extraordinariamente importante, na medida em que a grande maioria do dito Mar Europeu, é, precisamente o nosso mar, que tem uma área superior ao espaço terrestre desta Europa. Ou seja mais um mecanismo, para a ocupação, e é disso que se trata, uma ocupação, não militar, mas ainda assim uma ocupação do nosso território. A invasão "pacifica" de um Estado soberano, tendo como argumento a divida soberana, que nos subjuga.
Ao entrarmos no comboio do Euro e com o fim do escudo, perdemos parte da nossa soberania e poder de decisão. É verdade que nos deram muito dinheiro, não para nosso beneficio, mas sim para eles próprios. É que ao imporem-nos a destruição do nosso sector produtivo, precisavam que tivéssemos estradas e pontes para fazerem chegar mais rapidamente e com menos custos, as suas mercadorias, ao mesmo tempo que criávamos ou aumentávamos a sacrossanta divida com que nos algemaram.
Se o Povo, e particularmente os pescadores, não se opuserem a esta intromissão, ingerência na gestão do nosso mar, em breve seremos corridos, escorraçados, escravizados. Por isso temos o dever de correr com os governos que nos atraiçoam a toda a hora e instante e eleger para o seu lugar um governo Democrático e Patriótico, um governo capaz de nos tirar do Euro e da UE e de dizer NÃO ao pagamento da divida.
REVOLTEM-SE, PORRA!

2 comentários:

Zé do Mar disse...

Caro senhor A. Terramoto!
Continua a espingardar, sem acertar no alvo. o problema com a nossa falta de sardinha, foi motivado pela proibição da caça à baleia. desde que se parou com a caça à baleia e às focas, estas aumentaram para números astronómicos. uma baleia adulta, come em média tonelada e meia de sardinha por dia. O que faz com que os stocks estejam quase dizimados.

Jose Lopes disse...

O zé do mar parece-me andar mais em seco, senão veria as frotas dos espanhóis com aparente pavilhão Português a surripiar à tripa forra a sardinha na maior zona económica exclusiva marítima europeia que é a nossa, mas que aos outros serve perfeitamente até para apanhar enguias juvenis que vendem ao preço do ouro, e talvez o zé do mar nestes casos assobie para o lado provavelmente com interesses inconfessáveis.
O mar Português é nosso corramos com os ocupantes nem que seja a tiro como fizeram os nossos antepassados.E se tiver duvidas dê uma espreitadela no porto de Viana do Castelo e de seguida uma vista de olhos na lota da Figueira para ver quem mete lá sardinha a torto e direito. Os Castelhanos naturalmente sob o ponto de vista dos colaboracionistas.