sábado, 12 de agosto de 2017

QUEREM MATAR A RIA FORMOSA. AJUDEM A SALVA-LA

A Ria Formosa é um complexo ecossistema com uma margem continental e uma outra constituída por um conjunto de ilhas barreira, e no seu interior temos um espaço lagunar onde abundavam toda a espécie de fauna e flora marinhas, que tem vindo a ser seriamente abalada por actividades antrópicas, seja pelo uso que lhe é dado seja fruto da poluição.
A pressão humana tem vindo a aumentar a olhos assustadores, admitindo-se construções onde não deviam, porque os planos de gestão territorial, ditos de preservação da natureza, foram concebidos de molde a correr com as populações nativas, empurrando-as para os guetos da periferia ao mesmo tempo que introduzem o elemento estranho.
Nada temos contra o turismo, porque entendemos que ele pode e deve ser considerado uma mais valia mas nunca em seu nome ou defesa destruir as actividades tradicionais da Ria como temos vindo a assistir.
Conter a edificabilidade não é a mesma coisa que destruir e os planos de ordenamento visam sobretudo destruir as casas da população para construir os chamados eco-resorts, ditos amigos do ambiente, trocando apenas os fruidores de recursos naturais que são da população nativa, aquela que pode respeitar o meio ambiente envolvente, já que os principais interessados na qualidade ecológica da Ria, são os pescadores e mariscadores que ali vão buscar o seu sustento.
Essa é uma das razões para estar contra o projecto demolidor do governo, que tem no actual ministro do ambiente, o mentor do POOC. Mas se essa razão não bastasse, lembramos que o Domínio Publico Marítimo constitui uma Servidão Administrativa, que embora admita a edificabilidade ao proprietário privado, não obriga as instituições estatais a conceder as autorizações necessárias à construção.
Os empreendimentos turísticos, apesar de os terrenos que constituem a frente de mar sejam os mais apetecíveis, bem podem distar dois ou três quilómetros daquela frente desde que hajam boas acessibilidades, permitindo aos seus clientes chegarem aquelas frentes em escassos dois ou três minutos, com a vantagem de estar a pressão sobre as zonas ribeirinhas.
Outro tanto acontece com a febre dos portos de recreio e marinas, sem que a Sociedade Polis da Ria Formosa, tivesse elaborado os estudo prévios da capacidade de carga do tráfego marítimo na Ria Formosa. Essa era uma condição essencial pela qual todos os projectos de concessões que se preveem ficassem suspensos. Qualquer pessoa perceberá os estragos causados pelas hélices às plantas de fundo, pelo resíduos de hidrocarbonetos que as embarcações libertam para não falar pelas correntes  e ferros que destroem os fundos.
É em nome do sacrossanto turismo, e da ganancia de alguns que assistimos à destruição lenta mas progressiva da Ria Formosa.
São as entidades publicas os maiores agentes poluidores da Ria Formosa, assistindo-se ao desaparecimento das plantas de fundo, aquelas que produzem o indispensável oxigénio; assiste-se à elevada mortandade de espécies piscícolas e moluscicolas, de grande valor económico, mas em contrapartida verificamos a introdução de uma espécie exótica como a ostra nipónica, geneticamente modificada para poder resistir a certas formas de poluição, quando deveríamos ser os primeiros a defender a ostra portuguesa, essa sim pertencente ao meio natural. Isto para não falar no facto da ostra do pacifico vir já contaminada de França com o vírus do herpes.
Dragagens feitas apenas de forma a permitir a navegabilidade mas não de molde a melhorar a qualidade ecológica das aguas da Ria Formosa.
São demasiados os riscos que a Ria Formosa enfrenta para o seu futuro se não houver uma ponderação séria com as populações residentes na sua área de influência, razão pela qual subscrevemos a peticão https://secure.avaaz.org/po/petition/Apelo_urgente_a_todas_as_pessoas_do_mundo_e_ao_governo_portuguesAjudem_nos_ALERTA_MUNDIALRIA_FORMOSA_E_A_SUA_POPULACAO_E_1/?tfyNscb. E vocês que se dizem defensores da Ria Formosa não a vão subscrever?
EM DEFESA DA RIA FORMOSA!
ASSINA, DIVULGA PARTILHANDO!



5 comentários:

Anónimo disse...

A luta tem de continuar e as pessoas que estão iludidas acordem antes que seja tarde de mais!

Atento disse...

Como é que o Parque Natural da Ria Formosa e a Agência Portuguesa do Ambinte deixam o presidente da CMOlhão continuar a ocupar espaços da Rede Natura 2000 para cultivar uma espécie exótica como é a ostra importada de França conhecida como ostra do Pacifico de nome Cassostrea Gigas?
No Plano de ordenamento do Parque não é proibido a introdução no Parque Natural da Ria Formosa de espécies exóticas?

Lima Nascimento disse...

Mais uma do gaiato e dos seus amigos do Correio da manhã.
Ontem a CMO lançou mais um concurso público,que visa beneficiar o troço entre a rua Francisco Guerreiro e a escola pré-escolar de Pechão.Prazo de execução 150 dias.
Agora eu pergunto:Como é que é legal lançar um concurso destes a 50 dias das eleiçoēs,sem saber se as ganha,só no intuito de ganhar votos e depois se as perder deixa o berbicacho,para quem se seguir.
Mas não existe modo de fazer queixa ao Ministério Público deste gaiato?É por isto que eu continuo à espera do contacto do Editor em Faro do Correio da Manhã desde o passado Dezembro,no intuito de escrever a minha história com a CMO.Até hoje.O Pina continua a ser o maior e esta cambada está toda comprada por ele.T.N.

Mario Dias disse...

Como é que a cacicagem em Olhão tem perdurado tanto? Olhão, uma das mais significativas cidades de Portugal está na mão de gente que apenas pena nas negociatas. É de ter pena duma cidade que podia florescer e em vez disso está a ser destruída pela especulação imobiliária.

Anónimo disse...

Se houvesse olhanenses como antigamente essa cambada já tinha sido toda varejada. Nunca se preocuparam com as pessoas preocupam-se é com as contas bancárias e com as falcatruas não se importando com quem atropelam no caminho do cifrão ($)