quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

OLHÃO RICO VERSUS OLHÃO POBRE

Foi anunciado que o governo autorizou a câmara municipal de Olhão a instalar 26 câmaras de videovigilância na Rua do Comercio, na Avenida 5 de Outubro e pouco mais.
A pretexto da falta de segurança, a autarquia transforma a baixa de Olhão num Big Brother, sem se saber quem vai ter acesso às imagens mas omite as causas da falta de segurança.
Olhão, desde que o Pina tomou posse, viu a cidade dividida em duas zonas, uma para ricos e outra para pobres. Toda a frente ribeirinha e parte da zona histórica destina-se a ricos, enquanto os pobres que antes ocupavam aquelas áreas são corridos para a periferia.
Com bolsas de miséria, num concelho onde temos mais de onze mil dependentes do subsidio de reinserção ou rendimento minimo e outros tantos reformados com uma pensão de miséria e mais de 17% de desemprego, as condições de vida dos olhanenses deixa muito a desejar. E como se isso não bastasse, os miseráveis salários pagos, que não dão sequer para pagar uma renda de casa. São as condições de vida do Povo que leva a que, quando não haja pão, entrem numa vida marginal.
Para alem da desertificação da zona rica durante a época baixa, é previsível que os famintos da periferia procurem na zona rica, aquilo que mais falta na zona pobre, o miserável dinheiro.
No entanto continua-se a promover empreendimentos de luxo, onde são praticados os tais miseráveis salários quando não recorrem a estagiários para ficar ainda mais barato o custo do trabalho.
Se no passado tínhamos como grandes assimetrias entre o litoral e o interior, a cidade e o campo, essas assimetrias revelam-se agora dentro da própria cidade entre zonas ricas e pobres. E até dentro da Ria Formosa, os homens e mulheres que nela trabalham, porque têm uma tez curtida pelo sol, são "convidados" a abandonar as suas actividades tradicionais para no seu lugar introduzir os "branquinhos" veraneantes, como se fosse incompatível a sã convivência entre uns e outros.
Aliada à instalação das câmara de videovigilância, a autarquia já celebrou contrato para o fornecimento das fardas para a policia municipal, ainda a estagiar na escola de policia. Aí começa a perseguição aso comerciantes infractores, nomeadamente com a ocupação do espaço publico, levando aqueles que bateram palmas a verter algumas lagrimas e proferindo impropérios contra quem aprovou tudo isto.  
Certo é que cada vez mais se vai acentuando a criação de uma cidade para ricos e outra para pobres. Qual vai ser a resposta do Povo de Olhão a isto?

2 comentários:

Anónimo disse...

A resposta do povo de Olhão a isto tudo, não vai ser nenhuma como sempre, porque as pessoas estão todas contentes, pois só dizem que a cidade está muito bonita para turista ver. As pessoas têm alguma relação com a camara pois ou são funcionários e têm medo de falar e precisam do ordenado no final do mês ou têm algum familiar lá dentro a quem devem favores. Portanto a resposta é nula dos olhanenses, falam é nos cafés!!!!

Anónimo disse...


O que está a dar é charrada bastante em Olhão! É à descarada entre a população juvenil, estudantil e dos bairros! E meninos ricos alguns também, pois esses têm uma mesada para gastar na erva! E vá lá que os pais dão dinheiro aos filhos para estes comprarem produto, ou há subsídios, caso contrário não se podia sair à rua, porque aí os roubos, assaltos e violência subiam em flecha! Assim basta "meia-dúzia" de bandidos que vagueiam por Olhão para deixar de sobre-aviso a população. O Mal está controlado, mas se uma pessoa se descuida pode ter um gajo qualquer à perna a infernizar-lhe a vida! Em Olhão é "um olho no burro e outro no cigano"! Basta andar a pé ou sentar-mo-nos sós numa esplanada por Olhão para o verificar. Câmaras para quê? Só para estimular os compradores de casa estrangeiros a se sentirem mais seguros na baixa de Olhão! Negócio! Qual segurança! A toda a hora uma pessoa que vá a um café, se sente numa esplanada, ou mesmo a andar na rua está quase sempre a ser assediada por indivíduos, que só de olhar até metem medo! É "Tem um cigarro?", "Tem uma moeda?", "Quer comprar isto?", etc. O big brother em Olhão é o próprio olhanense dos bairros que toda a gente sabe, sem educação, sem trabalho, sem estudos, que sobrevive dos subsídios, que anda nos cafés e ruas da cidade ao buling, a gatunar, a observar e a importunar de várias maneiras aqueles outros olhanenses que não pertencem a esse clube. Ora aqui está a visão de um rico sobre os "ricos e os pobres" desta cidade no que a este assunto diz respeito.