quarta-feira, 12 de novembro de 2014

OLHÃO: AMBIOLHÃO FALIDA?


As imagens acima reportam uma situação que persiste há dois dias apesar dos telefonemas de cidadãos interessados e de a Ambiolhão ter feito deslocar ao local um funcionário que colocou um triângulo.
Situa-se na Rua das Lavadeiras, já muito perto do cruzamento com a Rua Diogo Mendonça Corte real, numa zona com algum tráfego e estacionamento normalmente repleto.
Desde que foi colocado aquele tijolo e o triângulo, o lugar de estacionamento no outro lado da rua não é utilizado pois fica demasiado estreito.
Mas não é isso que nos traz aqui. Quando a Ambiolhão faz deslocar um funcionário para se inteirar do que se passa e colocar um triângulo devia estar preparada para de imediato reagir e proceder à solução definitiva, ou seja colocar uma tampa nova.
É óbvio que ninguém vai morrer pela demora mas a questão até nem é essa. É a de saber se a Ambiolhão tem ou não tampas daquelas em stock. Porque se as tem, em menos de cinco minutos resolvia o problema e se as não tem, é caso para perguntar porquê? Estará falida?
E se está falida para quê a farsa da contratação de um director financeiro e de um assessor de imagem? Para mamarem da teta dos dinheiros públicos? Os vencimentos desses dois artistas davam para umas quantas tampinhas de esgoto que faziam mais falta.
Quanto tempo mais vai durar esta "empreitada"?

OLHÃO: PRESIDENTE DE FACA NA LIGA

António Pina, ainda presidente da Câmara Municipal de Olhão, revela uma nova forma de estar na politica; a de faca na liga!
Vem isto a propósito de uma denuncia que o gang do presidente pôs a circular em que visava uma destacada figura socialista que de alguma forma se tem oposto às "habilidades" politicas do seu presidente.
Segundo a denuncia, aquele dirigente socialista teria feito uma piscina ilegal no seu quintal. Esqueceu o presidente que a ser verdade o que dizia, estava ele próprio, de acordo com o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, a mandar demolir a obra em causa. Mas não o fez! Nem podia.
Em primeiro lugar a casa onde foi construída a piscina não era do próprio mas de um familiar. Em segundo porque o familiar fez entrega nos serviços camarários de toda a documentação para ter a obra em conformidade com os regulamentos.
O que efectivamente se passou, foi que o vereador responsável pelo urbanismo estaria disponível para dispensar, o dirigente partidário em causa, da documentação, mas não terá passado toda a informação e o gang do presidente precipitou-se ao espalhar o boato de uma possível ilegalidade.
Não somos advogados nem temos qualquer procuração para defender o dirigente visado, mas o caso é elucidativo quanto ao ambiente que grassa nas hostes socialistas, com o presidente a prestar-se para fazer um "favor" ao seu camarada mas depois espetava-lhe uma faca, escondida na liga, nas costas, manchando a sua credibilidade.
Quando um presidente de câmara tem uma atitude destas, é de imaginar a perseguição aos funcionários quando estes ousam pronunciar-se contra o que de errado vai na autarquia. Processos disciplinares, transferencias de serviços ou o encostar numa "prateleira", são praticas correntes no universo do grupo empresarial Câmara Municipal de Olhão.
Claro que a direcção local do partido deve tomar uma posição inequívoca sobre este incidente como não pode permitir a perseguição a funcionários.
E damos só mais um exemplo: um fiscal de uma das empresas municipais elaborou um relatório contra um operador, e não está em causa se com ou sem razão, semelhante a tantos outros que levaram a administração da empresa a agir. Mais, por vezes, a própria administração, mesmo sem qualquer relatório da ocorrência, agiu mal se percebendo porque, com base num relatório de uma ocorrência, acaba por se virar o feitiço contra o feiticeiro, isto é, o autor do relatório é que está sendo alvo de procedimento disciplinar.
Também sabemos que o jurista encarregado do procedimento é nem mais nem menos que um defensor do gang do Pina, de tal forma que enquanto cidadão foi eleito nas listas do partido socialista para uma freguesia cuja Junta gastava parte significativa do seu orçamento, em subsídios à associação de que era dirigente.
Esta alforreca em que se transformou o partido socialista está a implodir! Basta só que uma "faca" afiada a pique!
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

OLHÃO: PINA CONDENA OLHANENSES A VIVER NA RUA!

Há uns dias atrás, denunciávamos a situação dos moradores dos ilhotes, particularmente os do sector poente da Ilha de São Lourenço, habitado desde há muito, não por cidadãos estrangeiros mas por olhanenses genuínos.
A verdade é que a Sociedade Polis deu até ao próximo dia dezassete para retirarem todos os pertences e abandonarem as casas, única habitação que têm, apesar de não oferecerem as melhores condições. Portanto estamos perante uma situação de primeira habitação, das tais que se dizia não serem demolidas.
Com a criação da Sociedade Polis e a adesão ao respectivo programa, sabia-se desde logo que aquelas casas seriam demolidas e a Câmara Municipal de Olhão teria de proceder ao realojamento dos moradores.
Isto foi há mais de seis anos, mas como vem sendo seu habito, a Câmara Municipal negligenciou o realojamento daquelas famílias e vem agora o seu presidente, António Pina, dizer que o realojamento deve ser feito pela Sociedade Polis e que precisa de tempo para encontrar uma solução.
Seis anos é muito tempo, tempo mais que suficiente para resolver este problema e de tal forma assim é que perguntaríamos quantas casas j´a Câmara entregou durante esse tempo? A Câmara Municipal de Olhão nunca teve em mente resolver a situação, essa é que é a verdade!
Sabe o Pina que assim não é mas invoca este argumento como forma de lavar as mãos ou não fosse ele pior do que Pilatos.
A uma semana do fim do prazo, os moradores não sabem onde vão dormir, comer e fazer todas as suas necessidades básicas quando chegar o momento da saída mas António Pina joga com a vida das pessoas, omitindo até que no anterior mandato o seu antecessor se havia comprometido a disponibilizar um terreno para que estas famílias pudessem instalar as suas casas.
Outro que fosse o presidente, há muito que teria providenciado o terreno, os materiais e os técnicos para o realojamento das famílias, mas como em tudo que faz, António Pina empurra para a frente com a barriga, tentando passar por cima da lei, das suas obrigações e revelando uma falta de sensibilidade confrangedora.
Quando aquelas famílias forem desalojadas veremos se António Pina não será confrontado com um acampamento junto ao Hotel, por exemplo, e se tal vier a acontecer se vai ou não chamar a policia para correr com as pessoas.
António Pina não presta como politico!
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÂO: AMBIOLHÃO RESPONDE AO OLHÃO LIVRE!

Oportunamente, denunciámos a disponibilidade da Câmara Municipal de Olhão para entregar a exploração em baixa do fornecimento de aguas à empresa Aguas do Algarve, com todas as implicações que isso traria para o Povo de Olhão.
A Ambiolhão, presidida pelo mesmo trapalhão que preside à Câmara, vem agora, através da comunicação social, tentar dar resposta àquela denuncia sem contudo referir esta pagina, tornada na dor de cabeça do menino.
Por exemplo no Região Sul online http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=149630, e começamos pelo titulo, diz logo que a "Ambiolhão apreensiva com a eventual trabsferência do abastecimento de agua em baixa". Em primeiro lugar cabe aqui dizer que a dar-se uma transferência ela só pode dar-se por vontade própria ou coerciva.
Na denuncia o que se dizia era que, e de acordo com declarações da presidente da Aguas do Algarve, havia a disponibilidade da Câmara de Olhão para entregar a exploração em baixa àquela empresa e como tal presume-se que uma tal transferência a dar-se, seria por vontade própria da autarquia.
O comunicado agora divulgado, nos termos expressos e o temor por uma tal transferência revelam que afinal parece estarmos perante uma transferência coerciva a que não será alheia a falta de pagamento por parte da empresa municipal, que apesar do pagamento efectuado pelos munícipes, nunca pagou à Aguas do Algarve. Trata-se no fundo, não de uma transferência mas antes de uma apropriação que conta com a cumplicidade da autarquia e muito particularmente de António Pina, também vogal do conselho de administração da Aguas do Algarve.
E porque uma asneira nunca vem só, o comunicado diz que "a estratégia da Aguas do Algarve passa pela criação de uma empresa multimunicipal" como se a Aguas do Algarve não fosse já uma empresa com aquele estatuto. Pois pode ser "o principio para a privatização da agua", refere ainda o dito comunicado. Quando todos nós sabemos que o principal accionista da Aguas do Algarve é a Aguas de Portugal, grupo que o governo pretende privatizar, ao entregar a exploração em baixa à Aguas do Algarve, o que António Pina está a fazer é conduzir à privatização, embora diga que está contra ela.
A única forma de garantir que a agua será sempre publica é extinguindo a empresa municipal e municipalizar os serviços de agua e resíduos, mas isso não querem os politicos da nossa praça-
Que António Pina era um demagogo, hipócrita já nós sabiamos mas que chegasse a este ponto é que não. Quem terá sido o seu mentor?
Um dos argumentos avançados pela presidente da Aguas do Algarve foi a fraca qualidade da agua, nalguns casos por haver municípios que utilizam furos para injectar agua na rede, argumento este descartado pela Ambiolhão com o facto de ter merecido um certificado de qualidade. Por mais certificados que a Ambiolhão apresente há uma nota que não pode desmentir, até por ter procedido à lavagem dos depósitos depois da denuncia do Olhão Livre em http://olhaolivre.blogspot.pt/2013/10/olhao-agua-da-rede-cancerigena.html.
O comunicado agora divulgado pela Ambiolhão não é mais do que uma grosseira e ridícula resposta à denuncia do Olhão Livre que só vem confirmar, ainda mais, aquilo que então dissemos.
O Povo de Olhão é que será prejudicado pela ausência de uma resposta eficaz por parte do município por mais este ataque a um sector de enorme impacto e custos sociais pouco compatível com a governança politica deste País, que usa e abusa do roubo dos já depauperados rendimentos das famílias.
REVOLTEM-SE, PORRA!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

OLHÃO: CÂMARA CADA VEZ MAIS OPACA!

Em http://expresso.sapo.pt/users/3590/359063/a_a5032a3266d99c3f8c53ddfcf2a2672f.pdf podemos verificar como a Câmara Municipal de Olhão tem vindo a descer no ranking da transparencia com António Pina a fazer ainda pior do que Francisco Leal.
A opacidade que tem está associada à gestão socialista desde o 25 de Abril está na origem das fundadas suspeitas de irregularidades e ilegalidades praticadas pelo município.
Clicando no link acima podemos ver como a Câmara Municipal de Olhão em 2013 que estava em 101º descendo para 141º no ranking da transparencia mas também no índice da mesma que desceu de 37 para 34, numa escala de 0 a 100. Qualquer um compreenderá que uma notação desta natureza é bastante negativa e reveladora do obscurantismo reinante na autarquia.
Segundo o site da Transparencia Municipal, criado pelo governo, e visível em http://www.portalmunicipal.pt/pentaho/api/repos/:public:PTM:dashboards:indicador:indicador.xcdf/generatedContent?locale=pt&param_indicador=GESTAO_FINANCEIRA|GRAU_ENDIVIDAMENTO Olhão tinha em Dezembro de 2013, 45.216 habitantes com cada um deles a dever já 1.123 euros, ou seja a divida da autarquia ascendia aos 50 milhões de euros e representa cerca de mais de duzentos por cento do Orçamento para 2015.
Os elefantes brancos criados pela Câmara Municipal, as empresas municipais e as péssimas praticas de gestão são a origem de uma divida da qual não resultam benefícios para a maioria da população mas que serviram e servem alguns grupos de interesses e clientelas politicas.
As eleições autárquicas de há um ano atrás não trouxeram quaisquer mudanças à gestão autárquica, apesar de todos os candidatos se arvorarem em prováveis agentes das mudanças necesssarias e como resultado disso, a descida no ranking e no índice de transparencia.
Olhão precisa de uma mudança, radical se possível, sob pena do seu Povo ver a fome e miséria aumentar ainda mais, fruto de politicas ruinosas.
A unanimidade na aprovação das deliberações do executivo entre PS e PSD de que António Pina tanto se gabou em recente entrevista, fazem deste executivo o pior de todos os que já tivemos e merecem o repudio do Povo de Olhão.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: AUSTERIDADE APLICADA NA FACTURA DA AGUA

Entendeu a Câmara, não se sabendo como foi alterado o Regulamento para o fornecimento de agua, que os munícipes sejam penalizados com uma taxa fixa em caso de atraso no pagamento da factura da agua e muito boa gente concordará com a medida, mas...

Consultado o site da Entidade Reguladora de Águas e Resíduos em http://www.ersar.pt/website/ViewContent.aspx?Section=Consumidores&SubFolderPath=&FolderPath=%5CRoot%5CContents%5CSitio%5CConsumidores%5CPerguntasFrequentes%5CConsumidor_Faturacao&GenericContentId=600, verificamos que a Câmara ou a Ambiolhão tinha uma outra alternativa, podendo cobrar juros de mora com uma taxa que oscilaria entre os 4 e os 13% ao ano.
A aplicação da taxa fixa ainda que legal, de cerca de cinco euros, em caso de incumprimento dos prazos de pagamento penaliza mais o pequeno consumidor que o grande, na medida em que mesmo que a opção fosse pela taxa de 13%, uma factura de 20 euros teria de juros de mora 2,60 euros, metade do que agora vão cobrar. Em contrapartida, a Ambiolhão não divulgou quanto vão pagar de mora os consumidores não domésticos como o hotel. Será porque tratando-se de "boas" amizades os consumidores não domésticos irão pagar a taxa fixa de cinco euros?
Olhão é o concelho do Algarve com as maiores taxas de desemprego e de rendimento de inserção social, o que diz logo da situação de fome e miséria envergonhada quando tinha tudo para ser o concelho mais prospero da região pelas seus recursos naturais mas que as entidades publicas a começar pela Câmara Municipal fazem questão de degradar.
A conjugação da disponibilidade da autarquia para entregar de mão beijada a exploração em baixa da rede para permitir o nivelamento do tarifário em alta e a aplicação desta taxa fixa pelo incumprimento no prazo de pagamento da factura, resultam num aumento da austeridade decretada pela troika e pelo governo.
O Povo de Olhão, de boa memoria, está farto desta mediocridade politica e não deixará de penalizar aqueles que usam e abusam do Poder para satisfazer amizades, clientelas.
PS e PSD que se cuidem porque podem vir a colher no momento próprio aquilo que agora semeiam!
REVOLTEM-SE, PORRA!

domingo, 9 de novembro de 2014

OLHÃO: PINA MALABARISTA!

António Pina não dá ponto sem nó, tentando iludir os olhanenses com atitudes próprias de um malabarista!

A propósito do encerramento da passagem de nível e da ultima reunião com a REFER, Pina descobriu, finalmente, a solução para o problema.
Pelo meio desculpou-se com o seu antecessor por ter ocultado o relatório enviado pela REFER em 2010 e conhecendo o dito cujo acreditamos nessa possibilidade. Mas a partir do momento em que lhe foi enviado copia do mesmo relatório, em Fevereiro deste ano, o caso muda de figura. Em primeiro lugar porque o seu procedimento foi igual ao outro birras, escondendo do resto da vereação o documento e em segundo porque teve tempo mais que suficiente para encontrar uma solução e apresentar uma contra-proposta.
Caracterizando-se por seguir uma politica de confrontação em lugar do dialogo e recusando sistematicamente a apresentação de uma solução alternativa, permitiu o encerramento da passagem de nível, tornando-se por via disso no único responsável pela situação.
Encostado à parede a pontos de a empresa estatal o fazer ajoelhar, vem agora apresentar como alternativa uma passagem pedonal desnivelada inferior. Pergunta-se porque não o fez antes de molde a que estava funcionando se mantivesse aberta até à conclusão das obras?
E porque, apesar de ser o único culpado do encerramento da passagem de nível e da falta de uma alternativa valida, ainda assim pretende ganhar louros políticos com a promoção de uma discussão publica, que no final apenas serve para atrasar ainda mais o processo, como se pode ver em http://portocanal.sapo.pt/noticia/42438/ .
António Pina deve julgar que os olhanenses são estúpidos para não perceberem que tal discussão não passa afinal de uma campanha, mais uma, para limpar uma imagem que se vem degradando.
Se aceitamos a discussão publica é apenas porque pode ou devia representar o abrir da porta a outras situações tão ou mais graves que a presente como a poluição da Ria Formosa. Mas certamente que para isso o Pina não está disponível porque sabe que também aí tem graves responsabilidades. 
Bem se pode dizer que temos um presidente de câmara mais dotado para trabalhar no circo como malabarista do que para a politica.

OLHÃO: EM DEFESA DA ZONA HISTORICA

Promovida pela comunidade estrangeira residente em Olhão, realizou-se ontem um encontro de cidadãos na Recreativa Rica para apresentação de um documento que pode e deve servir para participar no processo de revisão do Plano Director Municipal para todos os que estiverem interessados na defesa da Zona Histórica da cidade.
Pela nossa parte, concordando com o conteúdo do documento e com os receios da comunidade estrangeira, pensamos ir mais longe na nossa participação uma vez que o Plano Director Municipal visa todo o concelho e há muito mais para acrescentar quer no que diz respeito à Ria Formosa como à Quinta de Marim e ao que se projecta para a Fuzeta que sofre do mesmo ataque que a Zona Histórica.
O encontro, maioritariamente participado por estrangeiros, reuniu ainda assim um numero apreciável de pessoas, sendo de notar a ausência dos nossos autarcas pouco ou nada interessados na participação das pessoas nestas matérias. E infelizmente a participação dos olhanenses, mais uma vez, foi muito fraca, desvalorizando aquilo que os cidadãos estrangeiros valorizam.
No essencial, a apresentação do documento de forma simples e de linguagem acessível resumiu, e muito bem, a alternativa à destruição programada da Zona Histórica à sua preservação.
Desde sempre que temos defendido que a cidade deve desenvolver-se preservando a sua historia, a sua cultura, o património edificado, humano e gastronómico, as suas caracteristicas, de tal forma que quem nos visite sinta a vontade de voltar ou aqui fixar residência.
A Zona Histórica, só faz sentido de assim ser chamada se mantiver o traçado marcado pelos nossos antepassados, com o seu casario, as suas vielas, as suas tascas e mercearias,e sobretudo o seu Povo. A Zona Histórica deve ser inclusiva, mesclando nacionais e estrangeiros e não exclusiva, ao contrario do que pensam os nossos eleitos, para quem o Povo de Olhão é um empecilho.
Convém aqui recordar, que em sessão de câmara, foi o arquitecto que elaborou o Relatório de Avaliação da Execução do PDM quem deu a conhecer o recurso ao camartelo demolidor para a Zona Histórica assim como a substituição da calçada. Ou seja, a Câmara Municipal de Olhão, embora não tivesse ainda aprovado o Plano de Pormenor para a Zona Histórica, tinha em mente a sua execução, só que a denuncia antecipada nesta pagina provocou uma onda de contestação que obrigou a autarquia a recuar nas suas intenções e pedir a alteração do PP.
Entretanto, avançou para o processo de revisão do PDM, um plano de nível superior ao PP e no qual pretende incluir as indicações deixadas pela proposta do PP da Zona Histórica, tal como se infere do Relatório de Avaliação da Execução do PDM. Por isso a importância da participação dos interessados no processo de revisão do PDM, pelo menos no que respeita à Zona Histórica, podendo obter mais informações em www.algarvedailynews.com, consultando em Latest Features. Podem ainda ser consultadas as paginas do Facebook - I love Olhao, Olhão Livre e Algarve Daily News.
PARTICIPA! 
DE TI DEPENDE O FUTURO DA ZONA HISTÓRICA!

sábado, 8 de novembro de 2014

OLHÃO: PINA, O REI DOS TRAPALHÕES!

Na edição em papel do Jornal do Algarve desta quinta-feira, António Pina diz "esclarecer" situações mas o que faz é adensá-las ainda mais senão mesmo confirmar parte delas.
A primeira questão que lhe é colocada relaciona-se com o facto de envio tardio do pedido de sindicancia para a IGF, limpando.se com os serviços jurídicos.
Ora, as reuniões do executivo camarário não têm de ser secretariadas por um jurista, mas ainda assim e depois de tomada uma deliberação, competia à secretaria ou ao chefe de gabinete do presidente dar-lhe o destino certo. Tal como denunciámos em momento próprio, o chefe dos serviços jurídicos assumiu em sessão de câmara as responsabilidades no atraso do envio, mas posteriormente, e ao aperceber-se da gaffe que cometera, tentou responsabilizar uma funcionaria.
A segunda questão prende-se com eventuais violações do PDM, mas António Pina desculpa-se com o facto de que a haver irregularidades ou ilegalidades, tenham sido cometidas em mandatos anteriores e como tal está de consciência tranquila. Esqueceu-se depressa que antes de ser presidente, durante um mandato foi vereador sem pelouro e cumpriu outro como vice-presidente e em qualquer dos dois foram cometidas diversas irregularidades e ilegalidades. 
Aliás  o somatório de processos a decorrer no Tribunal Administrativo ou Criminal é bastante vasto e não se trata de meras suspeitas, já que pelo menos em duas decisões, o Ministério Publico pediu a nulidade do alvará de loteamento da Quinta João de Ourem e a nulidade da licença de construção e de habitabilidade da casa de Mendes Segundo. Não são suspeitas, são certezas.
Já agora, aproveito para perguntar ao presidente se sabe o que foram fazer ao Tribunal de Olhão, Francisco Leal no dia 5 e Eduardo Cruz no dia 6 desta semana? Será que...?
Mais ainda, Pina, como bom trapalhão, alega com pareceres dos técnicos mas esquece que a casa de Mendes Segundo tinha um parecer desfavorável, vinculativo, do Parque da Ria Formosa. Que a casa 176 na Ilha da Armona mereceu do Parque um parecer do tipo dos da Maya. É que dizia o tal parecer, que a casa 176 estava fora da área concessionada à Câmara Municipal mas que no âmbito do Polis a cartografia daquela área poderia vir a ser alterada para passar a conter a célebre casa 176. 
E como não podia deixar de ser, vem ao de cima a demência do presidente, acusando o BE de ser dominado por militantes do MRPP infiltrados, cujo "radicalismo" está na base do levantamento das suspeitas. E vai mais longe ao dizer:
"...quase cem por cento das votações são por unanimidade entre PS, PSD e CDU. Depois aparecem estas pessoas que não fazem outra coisa a não inventar fantasmas"
O hilariante do discurso do presidente tem a ver com o facto do MRPP, que não tendo qualquer representante nos órgãos autárquicos, tornar-se assim no rosto da verdadeira oposição, fazendo infiltrar militantes seus no BE.
Quem foi o medico que deu alta a este gajo?
Mal se compreende as razões que levaram o presidente António Pina a deslocar-se ao café, na passada terça-feira, precisamente para falar com o rosto visível do MRPP em Olhão, o tal que ele deplora e acusa de radicalismo. Não terá sido para irem a uma sessão do "perdoa-me" mas talvez uma tentativa de silenciar a corrente politica que se lhe opõe.
Quanto ao facto do alinhamento do PSD e da CDU nas votações com o PS, será um problema interno desses partidos que muito provavelmente não se revêem nos seus representantes mas que por razões institucionais, estão obrigados a dar-lhes cobertura. O tempo se encarregará de pôr as coisas no lugar e nas próximas eleições autárquicas, já se antevê que o PSD não apresentará uma candidatura ganhadora, talvez esteja melhor assim, como a CDU corre o risco de repetir a perda de um mandato, fruto da sua postura de comprometimento com o Poder.
PINA É O REI DOS MENTIROSOS!
PINA É O REI DOS TRAPALHÕES!
PINA PARECE UM DOENTE MENTAL!
REVOLTEM-SE, PORRA!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Olhão - reunião pública para discutir o PDM



A comunidade estrangeira em Olhão toma posição e iniciativa quanto à tentativa de destruição do centro histórico por parte da CMO.

Apresenta-se abaixo a tradução do artigo enviado para o facebook do Olhão Livre.

“Quem ama o velho Olhão é convidado a tornar sua, a reunião pública de amanhã

Este é um apelo desesperado para qualquer um "com bom gosto e cultura". 
Olhão tal como o conhecemos, enfrenta "uma ameaça maior do que quando os franceses o invadiram". Os planos da Câmara prometem "destruir" a zona da baixa da cidade velha, substituindo a calçada tradicional que caracteriza as ruas sinuosas por pavimento de lajes e outras coisas muito piores.
Esta é a mensagem do grupo de cidadãos I Love Olhão, lutando para salvar a cidade daquilo que considera ser o flagelo de um plano sem pés nem cabeça.
Uma reunião amanhã à noite (08 de novembro) na Sociedade Recreativa de Olhão vai ser o lugar ideal para as pessoas poderem dar a sua opinião. Estarão expostos os planos da Câmara e haverá uma palestra, dada por um arquiteto que tem uma idéia muito diferente sobre a forma como deve ser gasto o dinheiro do concelho.
Um e-mail enviado esta tarde para todos os apoiantes do grupo I Love Olhão lembra que este arquiteto tentou "aconselhar a Câmara" sobre a melhor forma de remodelar a zona histórica.

Todos são bem vindos. A reunião é às 18:00. Para mais detalhes consulte a página do facebook do grupo I Love Olhão.
Veja mais em:

Nós lá estaremos! Sábado, dia 8 de Novembro às 18h na Recreativa Olhanense.

Pires de Lima a discursar almareado!

Alamareado palavra do dicionário dos filhos DÓlhão, que  pode ter dois significados: Que a cabeça de um sujeito embarcado num barco, deixa de regular, por  esta ser abanada  constatemente, de um lado para o outro, devido à ondulação do mar.
Em Olhão terra de gentes do Mar ,dizer a algum maritimo que está almareado é uma das maiores ofensas, pois é sinal que não serve para a lida do mar, uma pessoa que fique alamareado numca pode  chegar a mestre de um barco, pois nada pior num barco que um mestre que a cabeça pode deixar de regular, por estar almareado,mesmo como camarada um pescador almareado é muito mal visto.
É bem possivél que Pires de Lima, com o discurso de ontem na Assembleia da República, se sentisse almareado, pois o  barco que embarcou a meio da viagem, abana por todo o lado, tal a podridão em que se encontra, sendo assim é lógico que o discurso seja fruto dessa almareação.

 

Outro significado de Almareado em Olhão, é:  O estado em que fique um sujeito, que se meteu nos copos de maneira descontrolada, que a bebida lhe toldou os miolos, e como tal :Não diz coisa com coisa e os gestos ficam descontrolados.
Pelos sinais que vi ontem no discurso de pires de Lima é bem possivél que também  seja essa almareação que Pires de Lima tinha.
Apanhar uma  Alamareação destas,  na Assembleia da República também não é dificil, basta saber que as bebidas  alcólicas, no bar  dessa Assembleia são mais baratas que um   sandes e um galão:

- Meia garrafa de Porca da Murça (2,25 euros)
- Famous Grouse (2,70 euros)
Se apanhar uma Almareação dessas, à conta dos nossos impostos, já de si é grave e um insulto a todos os portugueses, pois é à custa dos nossos impostos que tal gente come e bebe faustosamente, enquanto a maioria do povo que os elegeu  passa cada vez mais fome.
Não sei se foi esse o local, que ele apanhou essa Almareação, mas seja nesse local, ou noutro qualquer, o que tem de ser dito  a Pires de Lima, é,  que faça as malas e peça baixa à Capitania (local onde os pescadores pedem para sair do barco voluntariamente, com vergonha de serem despedidos por alamarearem), por outras palavras, demita-se, pois as declarações e  modoe o local,  em  que as proferiu ontem na Assembleia da República, são uma ofensa, a quem, ainda acredita que aquele local é  a casa da democracia em Portugal.
O povo português tem de uma vez por todas, de escolher bem os seus mestres, pois os mestres que escolheu até aqui, de uma maneira ou de outra sofrem muita de uma ou de outras almareações, por isso o melhor é dar baixa dessa gente inutil, ou jogá-los pela borda fora,  antes que o barco naufrague de uma vez por todas.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

OLHÃO: PINA AJOELHOU!

A reunião entre os representantes da Câmara Municipal de Olhão e a Refer redundou numa mão cheia de nada, ou seja a passagem de nível da estação é mesmo para ficar fechada!
A responsabilidade do fecho da passagem de nível é da exclusiva responsabilidade do,actual presidente da Câmara que bem pode esgrimir com a o facto do seu antecessor ter escondido os relatórios enviados pela Refer, mas que ele é à semelhança do outro, também o fez prosseguindo com as mesmas praticas.
À Câmara Municipal chegou uma repetição do relatório em Fevereiro deste ano; houve reuniões no inicio de Setembro mas António Pina só deu conhecimento aos restantes vereadores após a consumação do encerramento da passagem de nível.
Pelo meio convocou, de parceria com a Junta de Freguesia e o Partido Socialista, uma concentração para junto da passagem de nível onde ainda borrou mais a opa ao proferir declarações pior que inoportunas, assumindo uma postura de confrontação com a REFER quando a Lei estava do lado da empresa e só pela via do dialogo poderia obter resultados diferentes e mais satisfatorios para a população.
É óbvio que também sabemos como funciona o sistema e a distribuição de lugares cimeiros no sector empresarial do estado, muitas das vezes utilizados para o combate politico com vista ao derrube dos antagonistas. Havendo tantas passagens de nível que oferecem perigos maiores que os desta e ainda que a Lei esteja do lado da REFER, não deixa de ser uma atitude prepotente e fundamentalista por parte da empresa. 
António Pina, à ultima da hora ainda tentou esgrimir com a mobilidade e recorreu inclusive ao IMTT mas as suas demarches foram infrutíferas já que a Lei da Mobilidade apenas é apilicavel para projectos posteriores a 2006.
Também podemos dizer que a REFER já pensava na supressão da passagem de nível muito antes de ter enviado o primeiro relatório à Câmara e que começou a efectuar os respectivos estudo em 2008, na era de Sócrates diga-se de passagem, para dar cumprimento à Lei aprovada por outro socialista Guterres.
Durante a campanha eleitoral de 2001 e sabendo-se que a Refer já pensava no assunto, foi apresentada uma proposta que "enterrava" o caminho de ferro entre a zona da ETAR e o apeadeiro de Marim, porque este troço apresentava um desnível de cerca de 5%, mas nem a Câmara nem a Refer estiveram disponíveis para discutir o assunto.
Lesto por conveniencia, António Pina fez publicar no site da Câmara em http://www.cm-olhao.pt/en/destaques/1220-presidente-e-vereadores-reuniram-com-refer-sobre-passagem-de-nivel o resultado da reunião, onde reconhece a legitimidade que assiste à REFER.
O que não diz é até que ponto se ajoelhou, uma vez que a REFER elaborou uma acta conjunta que seria distribuída à comunicação social mas que toda a vereação recusou subscrever.
Entretanto, esta manhã, foram vistos os técnico topógrafos a fazerem o levantamento do túnel, não se sabendo qual o objectivo.
Sabe-se porem que uma das propostas da Câmara passa pela a abertura de uma passagem pedonal desnivelada uns metros mais para nascente mas aí continuariamos a ver a cidade dividida ao meio com aquela fronteira no meio.
Um presidente de câmara que continua a jogar ao gato e rato com a população quando deveria ser muito claro porque afinal foi o Povo que o elegeu supondo que defenderia os interesses da população.
ABAIXO O PINA! CHEGA DE TRAPALHADAS!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Demolições na Ria Formosa! O governo diz que é ilegal construir em D.P.M. mas os poderosos, continuam a construir dentro de agua na Ria Formosa!

Paulo Lemos secretário de Estado do Ambiente, afirmou ontem a necessidade de demolir habitações no Domínio Público Marítimo no âmbito do Pólis da Ria Formosa

  Segundo afirmações de Paulo Lemos as casas a demolir “São segundas habitações, casas de férias, em Domínio Público Marítimo (DPM), ou seja num terreno que é de todos nós, e são ocupações ilegais. Compreendemos a posição da Câmara, mas não concordamos com ela, porque achamos que se impõe repor a legalidade nesta área. Não podemos deixar que o domínio público seja ocupado por quem, por sua própria iniciativa, lhe apetece”.

Lendo as afirmações de Paulo Lemos, que é ilegal construir em DPM( Dominio Publico Maritimo), não posso deixar de perguntar o seguinte: Qual a diferença entre as casas que o Governo quer jogar abaixo, para levar à prática as intenções do governo de Socrates, que foi quem aprovou, o Programa Polis Ria Formosa, e estas casas construidas em Dominio Publico Maritimo nas margens da Ria Formosa?

Começamos hoje  por ilustrar  a construção realizada, ao mesmo tempo que decorria o Programa Polis Ria Formosa, essa  nova construção na   Ilha da Armona  é denominda como a casa nº 176,  que estava fora da área concessionada à Câmara Municipal e não foi permitido à anterior proprietaria a construção de um muro do quintal porque a casa era para demolir,  mas eis que e depois de vendida, o novo proprietario já pode, porque no âmbito do Polis a cartografia da área concessionada poderia ser alargada. E assim sem qualquer titulo de utilização a Câmara licenciou a obra.
O  actual dono aproveitou e colocou a casa na linha do Preia Mar, ou seja com a maré cheia os donos lavam os pézinhos nas aguas da Ria Formosa, querem melhor luxo?


A demolição e reconstrução da casa 176  da ILha da Armona, foi concedida a Keltan,SA, uma imobiliária de Almancil e dizem as vozes de quem ouve,nos gabinetes da CMO e no PNRF,  que houve a ingerência, e influencia de um antigo ministro do ambiente, quem sabe o padrinho da Ria Formosa. Mostra o episódio também que o Polis de má memoria, serviu e serve para alterar os traçados da forma mais conveniente para algumas famílias politicas; assim aconteceu na Praia de Faro; assim aconteceu na Ilha do Farol.
De salientar que  a antiga casa era em madeira foi totalmente demolida e a construção foi em betão é na maior parte em betão e alvenarias  de tijolo e argamassa ,quando o PNRF só autoriza reconstruções de antigas casas se forem restauradas de modo a que sejam desmontáveis sendo assim a sua construção numca poderia ser em Betão mas sim em madeira ou contraplacado.

De  salientar que  o Movimento de Cidadania Activa "Somos Olhão" fez uma queixa sobre essa ilegalidade, à vista de todos aprovada pela CMOlhão, mas como sempre a justiça para os poderosos é lenta, ou então os papeis da queixa ou desapareceram,ou foram colocados no fundo da gaveta, como às vezes acontece.

Se as demolições na Ria Formosa  forem avante como é vontade do Governo, veremos se essa casa vai ficar de pé junto a  muitas outras de outros poderosos e politicos com  influência a nivél dos  partidos do arco da governação.
A foto da casa foi retirada da página do F.B, de Luis Salero Viegas um  militante do PSD, e um dos membros da mesa da  Assembleia Municipal de Olhão

As pessoas não se podem deixar ir na conversa dos partidos traidores!
 Se querem que as sua casas não sejam demolidas tem de LUTAR,
Se querem que as suas casas não sejam demolidas,tem de se  ORGANIZAR!
Se querem uma luta forte tem de ser SOLIDÀRIAS!

Perante isso nada melhor que ser solidários com as pessoas das casas da Ilha da Ratas, em frente a Olhão e a Culatra, onde há cerca de 30 pessoas com casas de 1ª habitação, que o governo quer jogar abaixo,sem arranjar sequer uma solução de realojamento para essas pessoas,mais uma vez o governo mente, pois diz que só vai  abaixo, casas que não sejam 1ª habitação.
Na Ilha da Ratas a maior parte das  casas são de mariscadores de pescadores 30 são de 1ª habitação, e vão abaixo, conforme ontem denunciamos neste blog.

OLHÃO: ATÉ OS CANARIOS SE CORROMPEM!

1- A imagem reporta uma denuncia anónima que me foi colocada debaixo da porta e não é pelo facto do anominato que a deixamos de publicar uma vez que são apontados factos que sabemos corresponderem à verdade.
Mas em primeiro lugar queremos desde logo dizer ao denunciante anónimo e aos nossos leitores que o Olhão Livre não tem nada a ver nem sabe do que se passa com  processo e que nesse aspecto a denuncia falha.
Aberto o concurso para atribuição de uma licença de táxi, de entre outros candidatos, destaca-se o Rui Cristina, proprietario dos Reboques Cristina e que nas ultimas eleições autárquicas, foi candidato pelo Partido Socialista à Junta de Freguesia de Moncarapacho.
Este Rui Cristina é o mesmo que teve um terreno para vender à Câmara Municipal de Olhão e que depois seria concessionado à Sociedade Columbofila Olhanense por trinta anos. Só que nas negociações com a Columbofila o Rui pedia 80.000 euros e à Câmara acabou por pedir o dobro, não se sabendo onde e como pretendia aplicar a diferença.
O concurso enfermava de irregularidades, habituais na Câmara Municipal de Olhão, e por isso foi anulado, estando o processo nas mãos do chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Camacho, o qual por sua vez retarda o processo a ponto de tal como é referido na denuncia, ninguém saber do seu paradeiro.
É assim a família socialista olhanense!
2 - E porque falámos em columbofilos, habituados a dar milho aos pombos, os ornitólogos a nossa praça descobriram a maneira de corromper os canários que os de todas as cores e alguns até a mudam consoante as conveniencias.
Para passar de canário vermelho a rosa não é preciso muita coisa e mais fácil ainda quando está à sua espera uma promissora carreira. Vejam que até o Pina pai, outrora vermelho mudou a penugem para rosa e foi vê-lo singrar a todo o vapor na politica.
Mas há outros que se satisfazem com 5.000 bagos de alpista a troco de uma boa sessão canora, capaz de libertar qualquer licença.
A carreira de "cantor" é curta, então há que amealhar o mais que se possa porque quando chegar a altura pode já não haver subsidio de reintegração.
REVOLTEM-SE, PORRA!

Amanhã contem com o insucesso da reunião do Pina com a REFER e ainda a intenção do governo em matéria de demolições nas ilhas!

OLHÃO: CÂMARA DISPONIVEL PARA DUPLICAR PREÇO DA AGUA!

A Aguas do Algarve mandou, para a comunicação social, uma nota onde refere a disponibilidade de algumas autarquias do Algarve, de entre as quais a Câmara Municipal de Olhão, de passarem a exploração da rede de aguas em baixa para a empresa(para ver carregue aqui).
Mais refere a comunicação de que apesar de vender a agua a todos os municípios, estes praticam tarifários diferenciados, e que os municipios algarvios devem à empresa 60 milhões de euros.
A Aguas do Algarve tem como accionista maioritário a Aguas de Portugal que o (des)governo deste País se prepara para privatizar.
A pratica tem mostrado que a haver uma harmonização de tarifários, eles serão nivelados em alta e todos sabemos que fruto de praticas de gestão ruinosa e de continuo endividamento, levaram alguns município a praticarem tarifários que são um autentico crime, como sejam o de VRS António ou de Albufeira.
Ao nivelarem os tarifários, o preço da agua em Olhão vai subir vertiginosamente a roçar o dobro do que actualmente é praticado, num somatório de austeridade à austeridade decretada pelo governo de traição nacional.
Por outro lado coloca-se a questão de António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão e vogal do conselho de administração da Aguas do Algarve, em nome do Município, assumir a disponibilidade para entregar de mão beijada a exploração da agua em baixa, sem dar cavaco à oposição e preparando-se para apresentar, mais uma vez, como se de um facto consumado se tratasse.
Dentro da oposição e particularmente de alguns cérebros do PSD que se preparavam para, num exercício de vaidade pessoal, assumir a liderança da Ambiolhão, vão agora ser confrontados com a destruição do sonho e do pedantismo de serem administradores de uma empresa publica.
Este é também mais dos muitos episódios protagonizados pelo ainda presidente da câmara, só possível porque a oposição, teimosamente, se recusa a retirar a errada e despropositada delegação de competências.
Certo é que a confirmarem-se as noticias, o Povo de Olhão irá ser confrontado com um brutal aumento do preço da agua e a privatização da mesma, esquecendo, todos os mentecaptos envolvidos, que a agua é um bem essencial á vida e com custos sociais que qualquer privatização não contempla.
O Povo de Olhão pode e deve repudiar as politicas seguidas por PS à frente do município e para o qual conta com o indispensavel apoio do PSD para quem a privatização de toda a componente social do estado é a solução da falência a que conduziram o País.
REVOLTEM-SE, PORRA!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

OLHÃO: DEMOLIÇÕES OU ABAIXO COM A CANALHA QUE NOS GOVERNA?

A imagem reporta a carta enviada pela Sociedade Polis a um dos moradores do Núcleo do Coco, mais conhecido por Ilha das Ratas. Como esta, outras doze foram enviadas e oito ficaram por mandar, num total de cerca de 20 famílias.
Os moradores da Ilha das Ratas são pessoas com graves problemas económicos e por isso optaram, há muitos anos, por viver naquela ilha, sem agua ou esgotos, sem qualquer infra-estrutura, em condições que deixam muito a desejar mas que ainda lhe permite ter um tecto.
A escumalha socialista e social-democrata, indiferente ao sofrimento de seres humanos que vivem em situação de pobreza, decidiu que também aquele ilhote era para renaturalizar, "demolir", sem que tenha sido garantido o realojamento das famílias em questão.
Fartos e refartos de dizer que as intervenções na Ria Formosa não são pautados por razões ambientais nem por razões de direito, porque em ambos os casos teriam de demolir muito mais edificado do que aquilo que se preparam para fazer.
A questão é mesmo correr com todos aqueles que vivem da e na Ria Formosa por forma a possibilitar num futuro, não muito longínquo, a concessão de vastas áreas das ilhas barreira para a industria do turismo. Para os mentores deste projectos de Requalificação e Valorização da Ria Formosa, os portugueses da classe media baixa ou baixa, são para abater.
No caso dos moradores do Núcleo do Coco, a quem a Câmara Municipal de Olhão andou todos estes anos a acenar-lhes com um realojamento que não tinham a intenção de cumprir, foi comunicado a um deles que a solução passava pelo recurso ao Mercado Social de Arrendamento a pagar rendas de 250 euros mensais.
A Sociedade Polis foi criada em 2008 pelo Pinoquio em primeiro ministro à época e desde essa data que a Câmara Municipal de Olhão sabia que mais cedo ou mais tarde iria ter este problema na mão mas sempre o omitiu. Seis anos depois, as famílias vão ser desalojadas e um tecto para se abrigar nem ver.
Infelizmente, a população não revela a mais pequena preocupação com a sorte destes moradores, mas pode ser que, in-extremis eles montem acampamento à porta da Câmara e chamem a atenção de todo o mundo para a forma desumana como estão a ser tratados.
Não se pode ser pobre neste País!
E porque são os mais fragilizados, serão tambem os primeiros a ver as suas casa demolidas.
Porque os planos de ordenamento que criam restrições aos pescadores, mariscadores e moradores e o Polis Da Ria Formosa não serve os interesses da maioria do Povo de Olhão, devem prepara-se para em breve mandar às urtigas a canalha socialista e social-democrata que só tem servido para empobrecer o Povo.
REVOLTEM-SE, PORRA!


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

OLHÃO: GATUNOS, VÃO ROUBAR PRÁ ESTRADA!

A imagem acima, reporta as facturas de agua do mês passado e do actual, de um determinado consumidor, o mesmo, e pela comparação delas, pode ver-se no que dá a "competência" do cunhado do Pina na gestão da Ambiolhão.
Começamos pelo numero de meses da factura de baixo, o primeiro erro, ao dizer que a factura é de dois meses e uma vez que não poder do passado, deve ser do futuro!
Na listagem do roubo, também na factura de baixo, pode ver-se que a leitura regista o consumo de três metros, que são debitados mas dos quais, um é deduzido, talvez para acrescer à próxima factura e provocar uma mudança de escalão, levando o consumidor a pagar mais do que devia.
Ainda na factura de baixo, reparem bem e confiram em casa, é criada mais uma nova taxa a TAXA DE GESTÃO DE RESÍDUOS. Mais um roubo a acrescentar a todo o outro que é esta facturação.
Nesta taxa  de gestão de resíduos não há qualquer dedução, ou seja, na próxima factura, com o acréscimo da dedução feita na leitura deste mês, vai aparecer a mais, a facturação desta taxa.
Comparando as duas facturas, pode verificar-se que o habitual prazo de pagamento que era o dia 29 de cada mês, passa agora para o dia 17. Os consumidores que criaram o habito de pagar a 29, na maioria dos casos, vai ser apanhado de calças nas mãos e deixar passar o prazo, o que vai dar origem a novo roubo se forem um pouco rigorosos com a circular que fizeram chegar.
É que nessa circular se anunciava uma "multa" para os retardatarios de cinco euros, se acaso não pagassem dentro do prazo limite.
Com tanto gamanço às algibeiras do consumidor, é caso para os mandar roubar para a estrada.
A Câmara Municipal de Olhão é o accionista único da empresa Ambiolhão, e no órgão com o mesmo nome, a oposição detém a maioria, mas parece que estes assaltos ao consumidor passam um pouco ao lado da vereação, que prometeu mais transparencia na gestão não só da autarquia mas também do sector empresarial.
Os factos agora denunciados mostram a forma cúmplice como a oposição e o Poder se comportam em relação aos munícipes,
Rua com a Oposição e o Poder, porque estão contra o Povo.
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: POVO CONTRA...


Mais uma vez, a vedação da passagem de nível da estação de Olhão foi destruída por elementos do Povo anónimo que se opões ao encerramento daquela passagem que dificulta o acesso a todos que tenham a mobilidade reduzida.
Já aqui dissemos que a lei que regula as passagens de nível está mal feita e só uma petição a nível nacional poderá alterar esta aberração feita lei. As passagens de nível mistas, para viaturas e peões só fecham metade, deixando a outra metade para livre circulação de velocipedes e peões e nalguns casos, até de carros que ziguezagueiam entre elas, ou seja, a segurança tão propalada pela fundamentalista REFER não está devidamente assegurada.
As passagens de nível, pedonais ou mistas, se fossem dotadas de sinalização luminosa e sonora e ainda de cancelas de correr ligadas a um sistema de sensores, ofereciam mais segurança.
Bem se poderá argumentar com o aumento da velocidade das composições mas também é certo que isso apenas implicaria que os sensores fossem colocados mais distantes das passagens de nível.
O Povo, se destroi aquilo que a REFER constroi, é porque está contra e sabe que é possível ter uma passagem de nível em condições de segurança e essa é a justa exigência que faz.
Mas se o Povo está contra o fundamentalismo da REFER, também está contra o presidente da Câmara Municipal de Olhão que enveredou por um braço de ferro com a empresa, mesmo sabendo que a lei, em vigor, está do lado dela, quando deveria ter utilizado a via do dialogo.
A pressão nas redes sociais, depois de se saber da ausência do presidente na reunião convocada para a semana passada, determinou o agendamento de uma nova reunião para amanhã, sendo que o presidente deverá fazer-se acompanhar pelos vereadores da oposição que já não acreditam nele, pelo menos nesta matéria.
Obviamente que depois do que se passou, a Câmara terá de assumir as responsabilidades inerentes à manutenção da abertura da passagem de nível, caso contrario a REFER poderá mesmo fazer um muro de betão, inestectico e criando um autentico MURO de OLHÃO, com todos os inconvenientes para o Povo que utiliza aquela passagem, não esquecendo a do Intermarchê.
De outro modo continuaremos a assistir ao faz-desfaz da passagem de nível, cada vez mais perigosa!

domingo, 2 de novembro de 2014

Será que a GNR sabe ler? Relato de uma cidadã que foi tratada como terrorista!

Ontem apanhei o susto da minha vida. Foi tão grande que quis esquecer tudo e não falar sobre nada. Tomei uns calmantes que me mantiveram tão calma que decidi desculpar tudo...
Mas hoje, acordei e pensei: “Ganda cena, aconteceu mesmo!”
Não dormi quase nada a pensar e até sonhei com isto.
NÃO POSSO FICAR CALADA!
Eu tinha acabado de me levantar, estava no corredor porque ia a cozinha, ainda meio ensonada, e ouço aquilo que me parece uma explosão, dou um pulo e vejo uma mão cheia de homens encapuçados entrarem me pela casa adentro..
O meu primeiro pensamento foi que eram ladrões. Fugi para a cozinha e com o pânico, aos gritos, amaranhei, ou tentei amaranhar, por uma parede.
Quando me viro de frente só vi luzes que me ofuscavam apontadas a minha cara e canos de metralhadoras.
Pensei "isto não está a acontecer" e gritei : "Isto é alguma partida? É algum treino?"
Eu estava em pânico. Gritaram para que me deitasse no chão. Só depois de me deitar no chão, por não ter as luzes apontadas aos olhos consegui, perceber que aquilo eram fardas e percebi que os senhores encapuçados tinham a sigla GNR na roupa.
Pensei "passa-se qualquer coisa na rua e vieram ajudar-me”.
Deitei me no chão enquanto gritava: “Eu deito-me mas expliquem-me, por favor expliquem- me!”
Continuava apavorada mas mais calma por perceber que eram polícia e não ladrões até que oiço um grito forte e duro "algemem-na"!
Nesse instante parei de gritar.
Gritaram:"mãos atrás das costas!" Meti as mãos atrás das costas e com toda a calma do mundo perguntei: "Algemem-na? Porquê? Deixem-me ir buscar os meus documentos, deixem-me identificar. Eu nem sou a proprietária da casa, é alugada!"
Gritaram de novo: "Calada! Apertem bem as algemas!"
Voltei a entrar em pânico. Retomei os gritos: "Deixem-me ir buscar os meus documentos por favor!"
E eles, sempre a gritar: "Cale-se! Não tem que falar. Já vai falar onde tem de falar!"
Ao que eu respondi: "Mas daqui a nada tenho que ir buscar o meu filho à escola. Deixe-me ligar a alguém!"
A resposta: "CALADA!"
Entrei em pânico. Não sabia o que fazer! Não sabia o que se passava nem o que ia acontecer. O que queriam fazer…
Não sabia porque me estavam a fazer aquilo.
Depois de revistarem a casa ouço o grito: "LEVEM-NA!"
Fiquei ainda pior.
Levantaram-me do chão, pegaram-me pelos braços e arrastaram-me pelo corredor.
Eu esperneei e gritei: “Por favor, não! Eu tenho um filho, isto é uma vergonha. Assim não! Deixem-me vestir! Pelo menos vestir…"
Eu estava descalça, com uns calções e uma t`’shirt de pijama.
Quando estavam prestes a sair comigo a rua naquele estado alguém me puxou de forma abruta para a sala que ficava em frente à porta da rua, puxou uma cadeira e sentou-me.
Um dos mascarados gritou: "COMO É QUE SE CHAMA? "
Eu dei a resposta. Tremia por todos os lados e disse: "Cheila. eu chamo-me Cheila."
Perguntam de seguida: "Onde está..." e dizem o nome de um homem. Na minha casa o único homem é o meu filho...
Eu não respondi logo. Primeiro ri me tanto, por perceber que ia ficar esclarecido, e depois esclareci: “Não é nesta casa! Aqui não vive nenhum homem!"
Eles perceberam que estavam na casa errada e foram para outra.
No entanto continuei naquela cadeira, sentada e algemada, porque, diziam eles "o protocolo deve ser seguido até ao fim!"
Eu pedi por favor para me tirarem as algemas disse que estava demasiado exaltada e que a mão estava dormente mas responderam que não podiam até se esclarecer tudo...
Mantiveram-me algemada naquela cadeira.
Olhei para trás e vi a minha mão roxa e disse: "Estou a ficar com a mão roxa. Não podem alargar as algemas?"
Responderam-me que não. Disseram que iam chamar o "cabo da operação ".
Enquanto permanecia algemada explicaram-me que esta era uma investigação que vinha de há muitos meses e que tinha havido um engano.
Eu disse "Então já me podem tirar as algemas?"
Responderam-me que já tiravam. Era só mais um bocado. Disseram-me que se eu não me mexesse não me aleijavam tanto…
Até que apareceu um senhor e gritou: "DESALGEMEM A RAPARIGA!"
Depois, super-simpáticos perguntaram se precisava de ir a um hospital. Disseram que pagavam os estragos e que estavam preocupados comigo. Perguntaram se me tinham aleijado. Eu só queria sair dali. Disse que estava tudo bem e fui logo para casa da minha irmã que me deu uns calmantes.
Foi a pior experiência porque já passei. E se ontem eu não queria tocar neste assunto, hoje só quero que sejam repreendidos.
É verdade que DEPOIS foram simpáticos mas isto não se faz. Isto não pode acontecer. O meu filho estava na escola mas podia estar em casa. Não pode ser!
Foi por muito pouco que não sai à rua naqueles preparos e algemada.
Só não aconteceu porque não me calei como ordenaram.
ESTAS COISAS NÃO PODEM ACONTECER! NÃO PODEM MESMO!
Para eles foi só uma operação calma em que tiveram uma entrada fácil numa casa onde não foi oferecida resistência. Para mim, para mim foi um filme de terror que nunca mais acabava.
Isto não pode ficar assim!!!
E dou aqui a conhecer porque tem havido mais gente a relatar me casos destes.
Ouvi alguém dizer e é verdade:
"Mas então, dão armas a quem não sabe ler?"
Este relato foi  retirado daqui
Nota do Olhão Livre: Este relato da cidadão Cheila, é demasiado grave para ser verdade,e um autêntico atentado a todos os cdadãos que vivem num estado de direito,fazendo-nos recuar ao tempo em que a PIDE invadia as casas,parta as levar presas, sem qualquer mandato juducial.

RIA FORMOSA: DEMOLIÇÕES SÃO DECISÃO POLITICA!

Ainda que as casas das ilhas barreira se situem em terrenos do Dominio Publico Maritimo, a verdade é que a haver igualdade no tratamento das questões que envolvem aquele Dominio, todo o edificado nele contido deveria ser demolido. No entanto verifica-se que as entidades publicas, a começar pelos governos socialistas ou social-democratas, são elas proprias a promover, a apoiar, a facilitar ou a favorecer interesses que nada têm a ver com a salvaguarda do patrimonio do Estado, isto é de todos nós.
Para proceder ás demolições inventaram um POOC e um POPNRF, em que se um diz mata o outro diz esfola, a pretexto de renaturalizar (demolir) as ilhas barreira. Como se vê na Ilha Deserta, a renaturalização deu lugar a um enorme apoio de praia, ficando o seu proprietario na posse unica e exclusiva da exploração daquela ilha.
O POOC define desde logo os criterios a que devem obedecer os chamados apoios de praia, apontando para uma "privatização" de faixas da praia, em que o uso terá de ser pago em detrimento da livre fruição publica, o que deixa antever o que está na forja.
São estes planos de ordenamento que condicionam as actividades tradicionais da Ria Formosa, criando zonas de interdição absoluta da presença humana para pescadores e mariscadores mas que permite o uso balnear, como se não fossem compatíveis as duas actividades. São estes planos que condicionam com restrições a náutica profissional e ao mesmo tempo apoiam e fomentam a náutica de recreio, como se houvesse qualquer incompatibilidade entre elas.
Sobre o cordão dunar inventam-se os maiores disparates atribuindo-se as culpas aos mesmos de sempre, pescadores e mariscadores, pelo pisoteio quando todos sabem que ele tem origem nos veraneantes.
Quando foram lançadas as petições para a suspensão dos planos de ordenamento que afectam a Ria Formosa, algumas das associações das ilhas barreira depois de se terem mostrado solidarias, roeram a corda, justificando-se com razões de índole politica.
Não é por acaso que o governo tem tanta pressa nas demolições. O POOC foi aprovado em 2005 e com duração prevista para dez anos, ou seja estamos a um ano de uma "providencial" revisão, revisão essa que pode permitir a edificabilidade nas zonas agora objecto de demolições. E certamente que se justificarão com construções em madeira e no sistema de estacas para permitir a livre circulação das areias.
A verdade é que os governos, sejam eles do PS ou do PSD, elevaram o turismo à condição de eixo essencial e prioritário do desenvolvimento e por isso se preparam para entregar todo aquele vasto território à exploração de interesses alheios ao Povo em geral. Essa é a razão principal das demolições e só não foi já levada á pratica porque entretanto veio a crise em que mergulharam o País com este tipo de apostas. Portanto a aposta passa por gastar dinheiro nestas demolições, sem qualquer retorno, em lugar de levarem à pratica medidas de defesa da erosão costeira ou da navegabilidade das barras, bem mais económicas e de maiores benefícios para as populações locais.
Uma correcta politica de defesa da erosão costeira permitia que as manchas de areal crescessem em largura e altura, criaria condições para a pratica do surf e um banco de biodiversidade que só enriqueceria a costa e consequentemente a pesca e o turismo.
Os moradores das ilhas barreira devem unir a sua luta à dos pescadores e mariscadores, criar uma comissão que os represente e dar luta a esta canalha que mais não sabe que oprimir os mais fracos.
REVOLTEM-SE, PORRA!
LUTEM, PORQUE SEM LUTA NÃO HÁ VITORIA! 

sábado, 1 de novembro de 2014

OLHÃO: ILHAS BARREIRA E AS CASAS: QUAL O PROBLEMA?

Para alem da legalidade, uma das questões muitas vezes levantada em torno das casas nas ilhas barreira, são os possíveis impactos ambientais que elas possam ter. 
Os impactos provocados pelas casas são encarados de forma fundamentalista e mais falaciosa e desfasada da realidade, atribuindo-se às casas a culpa de tudo de mau que tem acontecido às praias das ilhas.
A verdade é, que na costa algarvia, as areias movimentam-se tendencialmente no sentido poente-nascente seja por acção eólica ou e muito especialmente pela acção hidrodinamica.
Aquilo que mais veio prejudicar a movimentação hidrodinamica das areias foram a construção dos molhes da barra de Faro/Olhão, depois os molhes da barra de Tavira, os molhes de Vilamoura e os esporões de Quarteira, São esses obstaculos que impedem a normal e natural realimentação das praias.
Na falta daquela realimentação, o cordão dunar vai perdendo altura e largura, ficando cada vez mais vulnerável aos galgamentos oceânicos e esta deveria ser a preocupação maior dos defensores das ilhas barreira, mas verificamos que outros valores, muitos deles, mesquinhos se sobrepõem. 
As povoações da margem terrestre da Ria Formosa estão a uma cota ligeiramente acima do nível das águas de marés equinociais e ameaçadas pelas cheias, caso não existissem as ilhas barreira. A conjugação do preia-mar de águas equinociais com vendaval, levaria a agua até ao caminho-de-ferro e a única coisa que o impede, são precisamente as ilhas barreira, o primeiro e grande obstáculo ao avanço das águas.
Sabedores disto, os crapulas na governação deste País, alteraram o discurso e passaram a dizer que já não era por razões de Dominialidade, nem pelas casas afundarem as ilhas, mas tão somente pelo facto de estarem em risco as pessoas e bens.
Mas até no novo discurso contradizem-se já que as casas que estão em zona de maior risco, são precisamente as que se situam no sector central da Praia de Faro.
Há três anos foi feita uma intervenção nas praias de Loulé, onde se gastaram seis milhões de euros e injectaram milhares de metros cúbicos de areias dragadas, para voltar tudo ao mesmo. Nessa altura alertámos para o erro que se estava cometendo
E para que não digam que apenas criticamos apresentámos soluções já testadas noutras paragens e suportadas até com estudos do Laboratório de Engenharia Civil, como o são a colocação de recifes artificiais multi-funcionais em mangas de geo-têxteis paralelamente à linha de costa e a uma distancia entre os duzentos e trezentos metros. Estes recifes têm como função alterar a energia das ondas de tal forma que as mesmas ondas que hoje roubam as areias às praias, se transformariam em benfeitoras alimentando naturalmente as praias, dando-lhes mais altura e largura.
Aquilo que leva a generalidade das pessoas a estarem contra o edificado encontra explicação na redução da mancha de areal das praias, atribuindo as culpas às casas quando na realidade, é a ausência de uma politica de defesa costeira.
Por outro lado, e a exemplo do que acontece em Cacela, a desertificação das ilhas barreira provocada pela renaturalização induzirá ainda a um maior abandono e degradação das ilhas. Basta que atentem em situações pouco frequentadas por pessoas e vejam como  estão.
Por tudo isso, somos CONTRA AS DEMOLIÇÕES DAS CASAS NAS ILHAS BARREIRA!
REVOLTEM-SE, PORRA!

OLHÃO: CONTRA AS DEMOLIÇÕES NAS ILHAS BARREIRA!

Muito se tem falado e pouco dito sobre as verdadeiras razões das demolições nas ilhas barreira, cingindo-se a discussão quanto à legalidade do edificado.
O Domínio Publico Marítimo compreende as margens de mar até 50 metros da linha de preia-mar de águas equinociais e quando estas atinjam barreira alcantiladas os tais 50 metros contam-se a partir da crista do alcantil.
Nas margens de mar cujos proprietarios se auto-intitulem como proprietarios, deveriam ter desencadeado uma acção especial para que a "sua" propriedade fosse reconhecida como privada, apresentando documentos com data anterior a 31 de Dezembro de 1864.
Sendo assim, todo o edificado construído nas ilhas barreira ou na margem terrestre da Ria Formosa, carecia de um titulo de utilização emitido pela entidade competente e mesmo assim não lhe seria permitido a edificabilidade na crista do alcantil.
Resumindo, quase todo o edificado nas margens de mar da Ria Formosa, estaria ilegal, nuns casos por não terem feito a prova de propriedade privada, noutros por estarem na crista do alcantil e dentro da faixa dos 50 metros e outros ainda por não terem qualquer titulo de utilização.
Faixas do Domínio Publico Marítimo poderão ser desafectadas ou concessionadas, como aconteceu na Praia de Faro, na Ilha do Farol ou da Armona, mas todas elas, ainda assim careciam da autorização da entidade competente.
Quando implicasse obras, mesmo tendo um titulo de utilização, seria necessário apresentar um projecto de construção que seria fiscalizado pela entidade competente.
Com o desenvolvimento do Programa Polis Litoral da Ria Formosa, o Estado criou os mecanismos financeiros da aplicação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) que visava as demolições agora em discussão, dando seguimento á aplicação enviesada da lei do Domínio Publico Marítimo.
Todo o edificado na faixa da margem terrestre da Ria Formosa, em Domínio Publico Marítimo teria, em coerência e igualdade de condições de ser demolido, seja ele na Quinta do Lago, no Ancão, na Fuzeta ou nas Cabanas de Tavira, mas porque esses empreendimentos foram apoiados, apadrinhados pela máfia politica que tem desgovernado o País, vão continuar de pé. Eles pertencem a grandes tubarões do betão e da politica. E tanto assim é que para esse edificado o Polis e o POOC não têm uma palavra sequer, porque era sua intenção, mantêm-lo.
Ao abrigo do Polis completou-se a canalhice politica, ao redesenhar cartografias para satisfação de clientelas politicas, numa acção sem qualquer explicação, procurando legalizar o ilegalizavel. A casa de David Santos, e mais uns quantos sabujos da politica, que estavam foram da área desafectada, mercê da alteração cartográfica, passou a estar na chamada zona legal. Mas estará legal a sua construção?
Na Ilha da Armona a casa nº 176 estava fora da área concessionada à Câmara Municipal e não foi permitido à anterior proprietaria a construção de um muro do quintal porque a casa era para demolir, mas eis que e depois de vendida, o novo proprietario já pode, porque no âmbito do Polis a cartografia da área concessionada poderia ser alargada. E assim sem qualquer titulo de utilização a Câmara licenciou a obra.
Na Ilha do Farol, mercê de uma alteração cartográfica, as casas de Alberto Almeida e de António Pina passam a integrar a zona legal, Mas será que estão legais?
Tanto as casas de David Santos, Alberto Almeida ou António Pina careciam de projectos, de licença de construção que só seriam emitidas se tivessem o respectivo titulo de utilização. Ora se estavam fora da chamada zona legal, jamais poderiam ter o tal titulo, o que significa que todos eles fizeram as suas casinhas de forma ilegal.
Então porque vão as outras abaixo se a destes oportunistas da politica ficam de pé e foram feitas de forma tão ilegal quanto as dos outros?
REVOLTEM-SE, PORRA!