terça-feira, 23 de setembro de 2014

Uma trapalhada muita mal contada! Numa democracia a sério....este Coelho já era!


Exclusividade de Passos envolta em contradições
Continua por esclarecer se Pedro Passos Coelho estava ou não em regime de exclusividade no Parlamento entre 1997 e 1999. Na segunda-feira, a secretaria-geral da Assembleia da República garantia que não à Lusa. Hoje, terça-feira, o Público revela um requerimento no qual Passos invoca a exclusividade para receber um subsídio de reintegração de 60 mil euros.
"Não tenho presente todas as responsabilidades que desempenhei há 15 anos, 17 e 18"
Segundo o Público, está nos arquivos do Parlamento um requerimento datado de 27 de Outubro de 1999, assinado por Passos Coelho, no qual declara ter apenas recebido – além do vencimento de deputado – cerca de 25 mil euros relativos a "colaborações várias com órgãos de comunicação social, escrita e radiofónica".
O agora primeiro-ministro escreve nesse documento que "por cautela" chegou mesmo a pedir um parecer à Comissão de Ética, para assegurar que estes valores não eram incompatíveis com o "regime de exclusividade" em que assume ter estado "durante a VI e VII legislaturas".
É com base nesta argumentação jurídica, aceite pelo então presidente da Assembleia, António Almeida Santos, que Pedro Passos Coelho terá reclamado – e recebido – um subsídio de cerca de 60 mil euros: um mês de salário por cada seis meses de exclusividade como deputado.
Este facto, que o Público escreve poder ser comprovado pela consulta dos arquivos oficiais do Parlamento, contradiz a declaração ontem feita à Agência Lusa pelo secretário-geral da Assembleia da República, segundo a qual Passos nunca terá estado em exclusivo como deputado.
A contradição ainda não foi esclarecida pelo secretário-geral do Parlamento, Albino de Azevedo Soares, que não esteve disponível para fazer comentários ao Público.
Pelo meio, Passos continua a não responder de forma clara a duas questões: se esteve ou não em regime de exclusividade como deputado ou se recebeu cerca de cinco mil euros por mês através de uma organização não governamental do grupo Tecnoforma entre 1997 e 1999.
"Não tenho presente todas as responsabilidades que desempenhei há 15 anos, 17 e 18. É-me difícil estar a detalhar circunstâncias que não me estão, nesta altura, claras, nem mesmo nas supostas denuncias que terão sido feitas", limitou-se a responder Pedro Passos Coelho, quando confrontado pelos jornalistas sobre se tinha ou não recebido dinheiro da Tecnoforma.
Noticia on line do jornal O Sol
Nota do Olhão Livre: Será que o 1º ministro tem a doença do alemão, para não se lembrar do que recebeu da Tecnoforma?
Para ver como anda a democracia em Portugal nada como ler este excelente texto de Fernando Cabrita,que eu roubei,  na sua página do f.b.
https://www.facebook.com/fernando.cabrita.92?fref=nfhttps://www.facebook.com
"Uma ministra concede sem concurso público uma tarefa altamente remunerada a um seu colega de partido. É legal? Talvez seja. Não parece haver norma que o proíba. Mas é ético? Não, não é. É prudente? Não, não é.É transparente? Não, não é.
Um outro ministro faz um curso superior num ano, com 32 equivalências, incluindo folclore, a galope .É legal? É. Parece que nenhuma regra o proíbe. Mas é normal? Não, não é. É ético? Não, claro que não. É decente? Pois não, não é.
Um ex-ministro vive sob suspeita de ter sobrestado nas contas de um banco, com prejuízo incalculável para o país; e um presidente mantem-no meses a fio no Conselho de Estado.É legal? É, pois. Nenhuma norma diz que deva ser posto a andar. Mas é ético? Claro que não é. É decente? Obviamente que não. É ao menos moralmente aceitável? Pois nem isso.
Um outro ex-ministro apanhado em traficância de influências e sucatas continua a manter as suas ligações no aparelho de Estado, a recomendar cargos e decisões, telefonando a uns e a outros. É legal? Parece que sim. Mas é ético? Claro que não. É transparente? Jamais. É decente? Nem pensar.

Um austero Chefe de Governo, quando era deputado, recebia de uma empresa que a Europa alimentava 5.000,00€ mensais e não se sabia. É legal? Parece que sim, à altura. Uma norma dizia que podia ser. Mas era ético? Obviamnete que não? Era decente? Não era nem é. É transparente? Tudo, menos isso.
Ministros e autarcas transitam sem vagar e sem pudor dos ministérios e dos gabinetes para as empresas que tutelavam, para a banca que favoreceram, para os organismos sobre que decidiram. Um mesmo governante diz agora uma coisa com ar seguro; e no dia a seguir diz exactamente o contrario, com mais seguro ar.É legal? Dizem que sim. É ético? Nunca o será. É decente? É o que de mais indecente pode haver. É moralmente aceitável? Não, não é. É transparente, cívico, limpo, fácil de entender? Não, nada disso.
Estas são as pessoas que nos têm governado nas passadas décadas. Quase todos fizeram tudo ou quase tudo legal, dentro das leis que existem ou que fizeram existir.
Mas quase todos feriram a ética, a decência, o bom senso, a moral.
Cumprem a lei ou a norma. Mas incumprem selvaticamente e sem pudor as normas da decência moral, da transparência e da ética. A isto chegámos..."

2 comentários:

Anónimo disse...

pela primeira vez vejo uma publicação com principio, meio e fim.
com isto limpam as cagadas que escrevem diariamente, não
vão continuar a escrever, sim,infelizmente sendo a grande maioria o custome

Salpicos Romã disse...

A isto chegámos e a isto permitimos!