sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

ALGARVE: A MINISTRA A DELIRAR!

Como se pode ler em http://www.avozdoalgarve.pt/detalhe.php?id=35139&fbclid=IwAR1ceubNcEH10M3ooCI1-xe3QeBgGxkJVhLfIPc7D_wK1eTNH4Clhsq4LW4, a pesca do polvo passa a ser proibida ao fim de semana na costa algarvia, o que nos merece alguns comentários menos simpáticos para uma ministra que já devia ter sido demitida há muito tempo.
Em nome da protecção da espécie, a ministra decidiu interditar a captura e venda do polvo, até mesmo para a pesca lúdica, exceptuando o maior predador o arrasto, talvez para proteger os nossos vizinhos espanhóis.
Nem uma só palavra sobre as embarcações que têm milhares de armadilhas dentro de agua, atingindo as vinte mil, essas sim que exploram de forma mais que intensiva um recurso limitado. Na agricultura, semeia-se para mais tarde colher enquanto na pesca, colhe-se aquilo que a natureza nos dá de forma limitada.
O que a ministra vem fazendo é fugir ao pagamento de compensações por uma possível paragem biológica, que respeite o período de desova e permita a abundância de polvo. É evidente que em lugar de multas, sempre o bem dito dinheiro por detrás de tudo, a ministra deveria era mandar as instituições ligadas ao sector ir para o terreno, junto das comunidades piscatórias, explicar porque não se deve pescar mais que uma determinada quantidade e tamanho por forma a manter em bons níveis os stocks e preços.
Pôr no mesmo patamar as pequenas embarcações, que usam em principio isco morto (cavala), com os embarcações que excedem todos os limites em termos de armadilhas e utilizam isco vivo para as manterem vários dias a pescar quantidades enormes, não será a melhor política de pesca, quando muito será mais uma acção para acabar com a pesca.
Toda a gente sabe que apenas uma pequena parte das teias de armadilhas estão sinalizadas, sendo que a maioria é referenciada via GPS, para iludir a vigilância das autoridades. Toda a gente sabe e a ministra também deve saber, mas tem uma agenda oculta.
Depois de proibir que os velhos pescadores reformados, aqueles que no fundo mantêm a actividade, vir agora com uma medida disfarçada de biológica, estão dando mais um golpe na pequena pesca algarvia.
Sem pretender atingir quem quer que seja, a verdade é que já vimos algumas classes profissionais serem convidadas a prolongar as suas actividades profissionais para alem das reformas. E na pesca não se permite porquê?
Perante este delírio quem aconselha a ministra a ficar calada?

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