sexta-feira, 13 de abril de 2018

OLHÃO: DITADOR EM CRIME DE DESOBEDIÊNCIA!

Ainda que não acredite nas instituições, e tenho demasiados motivos para tal, recebo esta novidade que vem colocar alguma ordem no pequeno ditador em presidente da câmara municipal de Olhão.
Durante a campanha eleitoral, foram varias as queixas apresentadas junto da Comissão Nacional de Eleições, que na prática pareciam não resultar devido a alguns arquivamentos. E de tal forma foi o descrédito, que acabei por não mandar as imagens relativas a um evento da candidatura do Pina.
A verdade é que ele usou e abusou dos dinheiros públicos para a sua campanha, promovendo publicidade institucional proibida por Lei, pelo qual foi variadas vezes chamado à atenção pela CNE.
Julgando-se todo poderoso e vegetando no pântano da impunidade, na véspera do encerramento da campanha, dia 28 de Setembro, o Pina mandou publicar no site da câmara a celebração do contrato entre a Fesnima e a empresa que iria proceder ás obras em bairros sociais de Quelfes e Fuzeta. Ele até podia celebrar o contrato, não podia era publicita-lo!
Curiosamente, nunca mais falou desse contrato até ao mês passado para anunciar que tinha uma determinada quantia para gastar naqueles bairros, omitindo o anterior contrato, mas que permite dizer que afinal o primeiro era mesmo um acto de campanha.
Foi a publicidade da assinatura daquele contrato na véspera do encerramento de campanha que motivou a queixa final. Como é normal, a CNE, procurando dar o beneficio do contraditório ao denunciado, notificou o Pina, que recusou responder à CNE, o que na prática significa que afinal sabia que estava em falta e a violar a Lei.
Face à atitude do Pina, e porque já fora admoestado por varias vezes pela CNE para não usar a publicidade institucional proibida, e depois de um Parecer dos serviços jurídicos daquela Comissão, o processo foi enviado para o Plenário da CNE, que entendeu ,mandar todos os processos para o Ministério Publico, por configurar a prática do crime de desobediência e violação dos princípios da imparcialidade e neutralidade.
O crime de desobediência, conforme a Lei eleitoral e o Código Penal, é punível com a pena de prisão de dois anos ou multa de 240 dias.
Desta vez não é o simples patego do cidadão a queixar-se ao MP, mas sim uma entidade com peso. E embora também não acredita na Justiça, estou crente de que o Pina vai mesmo ser condenado, nem que fique com a pena suspensa. Atenção que a pena suspensa é uma faca de dois gumes, na medida em que surgir mais algum berbicacho, o arguido pode vir a ter problemas sérios.
Serve este episódio para todos aqueles que andam na política constatarem que ainda há alguns mecanismos que podem e devem ser usados nas campanhas eleitorais para evitar que os detentores do Poder usem e abusem dos meios públicos para a promoção das suas candidaturas.
E já agora porque o pequeno ditador usa a comunicação social regional para divulgar as suas "boas" acções, pode aproveitar para também enviar a presente notificação da CNE.
Aos acólitos, quero agradecer os "mimos" oferecidos durante e após as eleições de Outubro mas que fiquem cientes de que a luta não vai parar, pelo contrário, ela veio para ficar até à queda do ditador! 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

OLHÃO: CÂMARA CADA VEZ MAIS ESCURA!

Um ano depois do cretino presidente da câmara municipal de Olhão ter vindo gabar-se de uma subida no ranking da transparência municipal, eis mais uma recaída do pequeno ditador.
É uma organização não governamental, a TIAC (Transparência e Integridade, Associação Cívica) que procede, a partir da informação veiculada pelos sites das autarquias, quem elabora a tabela da transparência e o respectivo ranking. 
São sete os parâmetros de avaliação: 1 - Informação sobre a organização, composição social e funcionamento do município; 2 - Planos e relatórios; 3 - Impostos, Taxas, tarifas, preços e regulamentos; 4 - Relação com a sociedade; 5 - Contratação publica; 6 - Transparência Económica-Financeira; 7 - Transparência na área do Urbanismo.
A imagem acima, reporta um extracto da folha excell onde se dá conta do ranking dos dois últimos anos e se pode comparar a situação em relação ao ano anterior.
Em 2016, o Município de Olhão ocupava o 126º lugar com um índice de 53,5714 enquanto que em 2017 descia para o 178º lugar, uma descida de 52 lugares, com um índice de 45,88, ou seja menos de metade do que poderia obter se fosse uma autarquia transparente.
Devemos dizer que são 335 os municípios que compõem a lista e Olhão estando situado em 178º lugar, é a prova de que a Câmara Municipal de Olhão não pauta a sua actuação pela transparência, pelo contrário, ela é demasiado opaca.
Também não é por acaso que se dá aquela descida no ranking, pois as eleições autárquicas e as trapalhadas que ocorreram durante 2017, tiveram um peso significativo, o que não incomoda minimamente o pequeno ditador.
Como vai sendo hábito, esta é uma daquelas noticias que os munícipes desvalorizam porque não tomaram consciência da importância destes dados. A transparência é um acto que visa, pelo menos diminuir a corrupção e o impacto que ela tem nas condições de vida das pessoas. Não basta apontar o dedo depois de conhecidos os actos de corrupção mas lutar para evitar que ela ocorra.
A corrupção é um cancro na nossa sociedade e faz parte do sistema político onde sobressaem os grandes interesses económico-financeiros, que estão presentes, particularmente, nos negócios urbanísticos, tão ao gosto do presidente eleito.
Tudo quanto se possa dizer contra o Poder autárquico socialista de Olhão, é encarado como uma mentira, mas a TIAC, que não tem nenhuma ligação connosco, vem demonstrar aquilo que há anos vimos dizendo.
OLHÃO ESTÁ ÀS ESCURAS, NÃO POR FALTA DE ILUMINAÇÃO, MAS PELA OPACIDADE DO PODER LOCAL!

terça-feira, 10 de abril de 2018

OLHÃO: QUE NEGOCIATA, A DA BELA OLHÃO!

Pina, o presidente da câmara Municipal de Olhão, é um autêntico artista na arte de negociar, desde que hajam boas oportunidades de...
Depois de pretender vender terrenos que não pertencem à autarquia, apontou baterias para a compra das antigas instalações da Bela Olhão, uma negociata envolta num intensa nuvem escura, tão escura quanto todo o processo, algo habitual no nosso "amigo".
Quando há uns meses atrás denunciávamos a possível compra da Bela Olhão e que segundo as declarações do presidente em Assembleia Municipal, dizendo que faria um contrato de arrendamento por dez anos para depois avançar para a compra, o que custaria ao erário publico cerca de oito milhões de euros, mal sabíamos nós que já havia bastante tempo que o mesmo vinha negociando pela calada não fosse isso provocar alguns desequilíbrios em matéria das eleições.
Em boa verdade, em Fevereiro de 2017 dava-se inicio ao processo de avaliação do imóvel, avaliação essa elaborada por um deputado municipal em pleno exercício do cargo, o que diz bem da sua isenção. E se teve inicio naquela data, deu por findo o processo de avaliação em Março de 2018.
Era suposto que o processo de avaliação fosse contratualizado, mas porque o dito deputado e camarada, é também um benemérito, ofereceu o trabalho, isto a fazer fé no portal base do governo, já que não consta nenhum contrato com o dito avaliador ou a sua firma.
Existe sim, um contrato de prestação de serviços com a Ambiolhão para consultoria de gestão que não de avaliação e já celebrado depois das eleições. Tudo claro e transparente como a agua mineral!
O contrato em vigor não é nenhum prémio ou pagamento pela elaboração da tal isenta avaliação, pelo menos não é isso que pensamos. Mas se não é o que será?
Neste momento, a Bela Olhão será comprada a meias pela CMO e pela Ambiolhão, e diz agora o presidente que será para alojar os serviços dispersos da autarquia em casas arrendadas, quando a ideia inicial era, segundo dizia ele, proceder à alteração do uso do solo para permitir a edificabilidade e posterior venda com a qual prometia criar mais valias para o Município. Que benemérito este presidente!
Falta ainda saber onde vai a Ambiolhão arranjar o dinheiro para comprar a sua parte. Vai pedir ao banco? E como paga, com que dinheiro? O tribunal de primeira instância pronunciou-se pela ilegalidade dos tarifários de agua e saneamento, mandando-os regressar ao ano de 2012, decisão recorrida, aguardando pela do Tribunal Central Administrativo, o que a confirmar-se vai provocar um enorme rombo nas contas da empresa municipal que só se mantém à custa de tarifários ilegais. Então e depois como vai pagar, com que receitas?
Que se esconde por detrás disto?
ESCURO QUE NEM BREU!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

OLHÃO: PARTIDARISMO EM ILEGALIDADES!

O jornal Publico deu á estampa mais um interessante artigo sobre terrenos que são pertença do Estado que não acautela os seus interesses, deixando que outros se apropriem indevidamente deles, como se pode ler em https://www.publico.pt/2018/04/08/local/noticia/ambiente-da-parecer-final-desfavoravel-a-construcao-de-hotel-em-monte-gordo-1809436.
Passou-se em Vila Real de Santo António, uma câmara que na altura era presidida pelo especialista em planeamento do território e agora consultor da Câmara Municipal de Olhão, Luís Gomes.
Em Olhão e Fuzeta temos uma situação semelhante, com a autarquia a vender terrenos que não lhe pertencem e integram no caso de Olhão, o DOMÍNIO PRIVADO DO ESTADO!
No antigo Largo da Feira, que em 1951 era zona alagada pelo mar e foi objecto de sucessivos aterros, promovidos pela autarquia, foram vendidos de forma pouco clara ao preço da uva mijona.
A mesma ARH que aprovou a construção do hotel em Vila Real de forma indevida, como se pode ler na peça jornalística, mentiu á justiça dizendo que aqueles terrenos estavam sobre jurisdição da Docapesca, o que não corresponde à verdade. Porquê? Porque tem duas visões diferentes para assuntos semelhantes?
Bem, em 2010, ano em que a ARH deu parecer favorável à construção do hotel em Montegordo, era presidida por Valentina Calixto e era primeiro ministro o engenheiro José Sócrates. Coincidências! Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades, sai governo, entra governo e avolumam-se as trapalhadas até que surge um ponto final.
A câmara de Vila Real continua PSD e por isso é importante vir dizer que não à construção do novo hotel porque isso implica o pagamento de indemnizações para alem da devolução do dinheiro entretanto recebido. Para uma laranja azeda nada melhor que lhe espetar o espinho da rosa!
Mas a rosa, em Olhão, a seguir-se o mesmo principio, teria de devolver o dinheiro da venda dos terrenos do Largo da Feira bem como pagar a indemnização devida pela construção ilegal do Marina Village e do Real Marina Hotel, porque s dois empreendimentos foram construídos em Domínio Privado do Estado.
Claro que a ARH, em obediência ao governo socialista do Costa, não é isso que diz, preferindo "equivocar-se" na localização dos terrenos, para poder dizer que os mesmo estão sob jurisdição da Docapesca. Mas mesmo assim a autarquia não podia aliena-los, só que a empresa, que tem um estatuto próprio, não reclama e neste caso, bem.
Infelizmente em Olhão não existe oposição capaz de questionar as entidades responsáveis sobre a titularidade destes terrenos. É que a ARH depende da Agência Portuguesa do Ambiente, e então porquê perguntar ao sacristão se o pode fazer ao bispo? 
Existem documentos comprovativos do aterro feito no inicio da década de oitenta, bem como do alagamento de toda a zona em 1951, pelo que ao conquista-los ao mar passaram automaticamente para o Domínio Privado do Estado.
QUEM QUER PEGAR NESTA BATATA? 
Ou será que só se persegue as autarquias de cor diferente do governo?

domingo, 8 de abril de 2018

OLHÃO: QUANDO AVANÇAM AS OBRAS DO TUNEL?

A Infraestruturas de Portugal veio a Faro anunciar a electrificação da linha férrea entre Faro e Vila Real de Santo António, uma obra prevista já faz algum tempo. Obra essa que  poderá implicar o encerramento da passagem de nível do túnel que faz a fronteira entre as duas grandes avenidas da cidade.
Nos tempos que correm há meios técnicos que permitiriam a manutenção da passagem de nível, mas para isso seria necessário que o presidente da câmara municipal de Olhão tivesse uma atitude mais dialogante e menos belicista, julgando ser ele o centro do mundo.
Foi a sua atitude de fazer o braço-de-ferro com a ex-REFER que inviabilizou qualquer cenário alternativo.
Depois de um primeiro encerramento, outro se seguiu porque o edil não cumpriu com os prazos a que se comprometera para fazer o passadiço no interior do túnel, e assim continua.
É verdade que a passagem de nível se mantém aberta, enquanto não se fazem as obras. Mas com o anuncio da electrificação desta parte da linha para 2019, ver em http://www.sulinformacao.pt/2018/04/eletrificacao-da-linha-do-algarve-comeca-em-2019-e-custa-57-milhoes-de-euros/ o Pina vai ter de avançar com as obras caso contrario corre o risco de a eletrificação começar antes dele e aí não haverá volta a dar quanto ao encerramento definitivo da passagem de nível.
Se chegarmos a esse ponto, veremos como é que as pessoas com mobilidade reduzida atravessarão o túnel e qual a desculpa que o Pina vai inventar para não ter a obra concluída dentro dos prazos previstos e que não eram curtos à partida.
De qualquer das formas, continuamos a defender que a passagem de nível deve manter-se aberta ainda que noutras condições, tal como a grande maioria das muitas passagens de nível. Como é do conhecimento publico, as actuais passagens de nível permitem que tanto peões como viaturas possam fazer um S e atravessa-las quando na realidade elas deviam impedir por completo o seu atravessamento à aproximação das composições. É para isso que serve a tecnologia!
A simples supressão de passagens de nível pode reduzir a sinistralidade mas também implica o aumento de dificuldades para os utilizadores, não se podendo ver apenas o lado economicista da Infraestruturas de Portugal e esquecer as consequências para as pessoas.
Se o Pina não concorda com o encerramento da passagem de nível, enquanto titular de um cargo político, deve usar a sua influência junto das mais altas instâncias políticas para que alterem a Lei por forma a que as passagens de nível sejam dotadas de meios mais modernos e eficazes que assegurem a segurança dos utilizadores.

sábado, 7 de abril de 2018

ALGARVE: MAIS PROMESSAS OU JÁ EM CAMPANHA ELEITORAL?

A ano de meio de eleições, a agenda eleitoral começa a estar presente nos actos da governação, prometendo obras com inicio para daqui a uns meses e conclusão para vésperas das eleições. Outra coisa não se pode entender das promessas do deputado trapalhão em presidente da federação socialista algarvia. Porque vem ele botar faladura, ver em https://www.algarveprimeiro.com/d/ps-diz-que-governo-tem-10-milhoes-em-obra-para-valorizar-litoral-do-algarve/20922-82 e não o membro do governo com a respectiva pasta?
Todos nós sabemos as consequências dos vendavais, os estragos causados em toda a orla marítima algarvia, com destruição de infraestruturas e praias.
Mais do que intervenções avulsas, obras para alguns enriquecerem à custa do erário publico e pensadas em cima do joelho, importa definir uma política de defesa e combate à erosão costeira, que atenue  os efeitos das intempéries e das grandes obras publicas com impactos ambientais negativos que nunca foram acompanhadas de medidas de compensação.
Vem, o cretino deputado, dizer que não fosse a intervenção na Praia do Barril  e que o Cemitério das Ancoras teria desaparecido; o que não diz o asnento deputado é que as areias foram retiradas da Barra da Armona, e que deveriam ter sido repulsadas no cordão dunar da Ilha da Culatra, já que as areias movem-se tendencialmente de poente para nascente; e mais que, estando a Barra de Tavira assoreada e o molhe oeste daquela barra sobrecarregado de areia que era ali, na barra e junto ao molhe que a deveriam ter tirado para a repulsar ao longo da Ilha de Tavira.
O deputado é um perfeito ignorante nesta matéria, como noutras, mas julga que consegue enganar as pessoas com boas palavras. Intervenções da Polis? Todas elas, excepto as que foram feitas na margem terrestre e mesmo assim algumas delas, saldaram-se por acções negativas. Este senhor conhece o território pelo qual foi eleito?
Vir dizer agora que vai visitar o núcleo histórico de Cacela é de bradar aos céus! Foi a pedido que abriram a Barra do Forte de Cacela, e que está na origem da destruição da Península de Cacela, em 2010. Passaram-se oito anos e só agora é que a aventesma tomou conhecimento do que lá se passa? Ou será que ainda não sabe, e desloca-se para se aperceber da realidade da destruição, concebida durante o consulado de Sócrates à frente do seu partido?
O canalha, que levou tempos sem fim a visitar os três núcleos da Ilha da Culatra em acções propagandística do seu partido, com as quais adormeceu os moradores, desmotivando-os da luta, desconhece o grau de destruição do cordão dunar naquela Ilha?
Deputado ou deputedo? Quem quer enganar?  

quinta-feira, 5 de abril de 2018

ALGARVE: O MINISTRO DO MAU AMBIENTE!

Depois das habilidades que levaram a que a Celtejo a ficar isenta de qualquer penalização pela poluição do Rio, depois de ocupar compulsivamente o terreno de um particular para nele depositar lamas contaminadas, depois de dizer que era mais importante resolver o problema da poluição do que apanhar o criminoso, eis que o nosso ministro do mau ambiente, desce ao reino de Marrocos para vir dizer que só tem 800.000 euros para gastar com as praias.
Destes, duzentos mil ficam para o concelho de Olhão e pouco mais do que isso para Faro e muito menos do que isso para Vila Real de Santo António. Para a Peninsula de Cacela nem um chavo!
As verbas destinam-se essencialmente à recuperação de passadiços e cais, não estando previstas grandes intervenções a nível de repulsão de areias para as praias, a não ser em casos pontuais e configurando mesmo o apoio a autarquias controladas pelo partido do governo.
Os vendavais que se fizeram sentir no inicio da primavera, arrasaram a maioria das praias do Algarve, necessitando de intervenções quase todas elas, que antes do mais devem ser pensadas, discutidas e só depois decididas.
É que se for um ambientalista a pronunciar-se sobre o tema, ele terá a tendência para apresentar a sua visão ambiental, sem ter em conta a relação causa/efeito, não porque não o saiba ou por qualquer intenção malévola, mas antes pelo vicio, tal como qualquer outro profissional em relação à área em que se insere.
A alimentação de areias da costa portuguesa provinha dos rios selvagens, que a construção de barragens impediu a passagem de sedimentos para a costa. Na costa algarvia, a principal fonte de alimentação eram as arribas de arenito, mas para isso era preciso que a agua do mar chegasse às arribas.
Com a construção de molhes e esporões, as areias que tendencialmente se deslocam de poente para nascente, passaram a ficar retidas no lado poente daquelas infraestruturas. Ou seja, as areias que vinham do Barlavento para o Sotavento deixaram de circular, criando um défice no lado nascente do Algarve, ficando as zonas de Cabanas de Tavira e Cacela completamente desprotegidas.
Continuar a repulsar areias não é neste contexto a melhor solução, embora de momento ela seja necessária mas não será com os 800.000 euros anunciados pelo ministro, que isso não dá sequer para começar.
Sem se corrigir os problemas criados pela construção dos molhes e barras, sem a adopção de medidas compensatórias, nunca mais teremos descanso com as nossas praias e com o que elas representam em termos económicos e sociais. E por isso há anos que levamos a defender a colocação de recifes artificiais em mangas geo-texteis, paralelos à linha de costa, a uma distancia de 200 a 300 metros para alterar a energia das ondas e provocar o crescimento, em largura e altura, das manchas de areal nas praias.
Sendo feito com material geo-textil, os recifes artificiais multifuncionais, têm a vantagem de não criarem problemas irreversíveis, podendo ser removidos com a maior das facilidades, mas também criarem um banco de biodiversidade. Estes recifes não criam problemas ambientais.
Este tipo de intervenções sai muito mais económico e eficaz que a continua repulsão de dragados para as praias.
Mas nada neste ministro espanta. Se os nossos leitores forem pesquisar sobre a carreira profissional deste ministro, encontrarão ligações a empresas que se servem do ambiente para grandes negócios ligados ao sector turístico-imobiliário, para quem elaboram estudos com vista à aprovação de projectos que de outra forma não tinham condições para serem aprovados. Mais um ministro que devia ser investigado!
Qual ambiente, qual carapuça! Viva o dinheiro!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

OLHÃO: PÉ ANTE PÉ, MERCADOS RUMAM AO FIM?

Os Mercados de Olhão vivem dias aziagos por força do Poder local, ao querer alterar as suas condições de funcionamento. Mas antes recomendamos a leitura do que a Câmara Municipal de Olhão diz na sua pagina: http://www.cm-olhao.pt/municipio/espacos-municipais/mercados-municipais .
Nos últimos anos, a CMO tem vindo a desenvolver intensa campanha publicitária, com fins turísticos, onde os Mercados são apresentados como a principal fonte de atracção turística a que se junta a presença da Ria Formosa.
Resta saber se nas apresentações promovidas, os Mercados são apresentados pela sua arquitectura, se pelas suas actividades económicas ou pelo conjunto, que deve ser mantido.
Aquando da reconstrução dos Mercados, houve situações que não foram resolvidas porque nessa altura, não se encarava a Avenida 5 de Outubro como sendo a única fonte turística. Nesse caso estão os contadores de agua das toldas ou os contadores de luz dos talhos, pelo que ao longo dos anos os operadores das toldas limitavam-se a pagar as taxas relativas à ocupação daqueles espaços do mesmo modo que os talhantes viam a conta da luz incluída nas rendas, situação que a actual administração quer acabar.
Com a abertura das grandes superfícies na cidade, e daqui a pouco são mais que as mães, a actividade económica dos Mercados tem vindo a perder a sua pujança e se é verdade que há operadores que ainda não sentem dificuldades outros há, e não são tão poucos, os que vivem momentos de algum sufoco.
A cobrança da agua ou luz, e não só, como pretende a nova administração fará disparar os custos nalguns casos incomportáveis para os operadores, duplicando-os.
Se a isso juntarmos as obras ditas de requalificação que o Poder local quer impor para a Avenida, os Mercados, enquanto actividade económica, poderão estar a caminhar para o fim, com a forte possibilidade de os operadores virem a desistir da vida que levam.
Se do mero ponto de vista da gestão, possa assistir razão à administração, porque as contas, sem a subsidiarização da autarquia, apresentariam um saldo negativo, a verdade é que se corre o risco da "cura" gestionária ser pior que a "doença", induzindo o "doente" a um estado de coma profundo.
Antes de qualquer tomada de decisão todos os factores devem ser bem ponderados, já que, na nossa opinião, os Mercados valem pelo seu conjunto, não se limitando à arquitectura. Aqueles que veem única e exclusivamente a actividade turística devem interiorizar que toda a actividade dos Mercados é a maior fonte de atracção turística de cidade.
Ora a autarquia gasta centenas de milhares de euros para custear campanhas publicitárias-turísticas e depois desenvolve políticas que são susceptiveis de amputar a sua principal fonte. Pensar que só para o Festival de Marisco a CMO dá quinhentos mil euros de subsidio e depois não tem dinheiro para subsidiar os Mercados, quando estes têm mais visibilidade e durante mais tempo que aquele.
Os operadores dos Mercados devem organizar-se e discutir as consequências das medidas preparadas pela nova administração e preparar-se para lutar se os seus postos de trabalho forem colocados em risco. Não podem deixar que as medidas sejam tomadas sem antes haver uma discussão séria e profunda sobre o futuro das actividades dos Mercados. 


segunda-feira, 2 de abril de 2018

OLHÃO: PROMESSAS DE ILUSÃO!

O ano que passou foi profícuo, em matéria de promessas politicas, mas os seus resultados ainda estão por se saber, embora nalguns casos já estejam ultrapassados os prazos previstos.
Uma das promessas, foi a da revisão do Plano Director Municipal, que o Pina já admitiu deixar cair, apostando antes em alterações pontuais e de acordo com as conveniências de certos clientes. Para que fosse por diante a dita revisão, foi contratado o tal professor Pardal, que levou um mandato inteiro a receber do erário publico cerca de três mil euros mensais, agora jogados fora. E três mil euros vezes quarenta e oito meses são só cento e quarenta e quatro mil euros.
Se é verdade que o professor Pardal trabalhou e justificou o dinheiro ganho, já o mesmo não podemos dizer de um pilantra em presidente e câmara que brinca e esbanja o dinheiro extorquido aos munícipes, sabendo que não levaria até ao fim a revisão do PDM.
O pior é que algumas das situações, e também promessas eleitorais, estavam pendentes da revisão do PDM, para que pudessem ser regularizadas.
O alvará de loteamento da Quinta João de Ourém foi declarado nulo por violação do PDM, tendo sido apurada a construção de milhares de metros a mais, mas que a nossa justiça acabou por não encontrar nenhum culpado.
Representando um universo de cerca de duas mil pessoas, o presidente da câmara logo viu ali uma boa oportunidade de ganhar votos suficientes para conseguir a sua reeleição, prometendo regularizar a situação. A verdade é que mais uma vez conseguiu enganar as pessoas, avançando com um plano de pormenor para a zona que já sabia não ter condições para ser aprovado por continuar a violar o PDM.
O Plano de Pormenor Noroeste de Olhão, assim se chama o dito cujo, estava previsto ser aprovado até Março, de acordo com o calendário, mas que o presidente da câmara, fez questão de dizer que contava com a sua aprovação para Outubro passado. Já estamos em Abril e nada se sabe como estão as coisas.
A verdade é que os planos de gestão territorial estão hierarquizados, com subordinação dos planos de grau inferior aos de grau superior, tendo por isso de se conter dentro dos limites destes. Ora se não for feita a revisão do PDM, o Plano de Pormenor Noroeste de Olhão (Quinta João de Ourém) continua a violar o PDM, não podendo por isso ser aprovado.
Mais, o presidente da câmara se estivesse de boa fé para com os moradores da Quinta João de Ourém, teria pedido a suspensão do PDM como forma de aprovar o PPNO. Não o fez porque na realidade não pensava resolver o problema.
Cabe agora aos moradores da Quinta João de Ourém perguntar ao presidente da câmara em que situação se encontra o PPNO, até porque como eles dizem, palavra dada, palavra honrada. Será?

sábado, 31 de março de 2018

RIA FORMOSA: NEGLIGÊNCIA CRIMINOSA?


                                (imagens surripiadas da pagina do SOS Ria Formosa)
As imagens expostas, já têm um ano e a situação tem vindo a deteriorar-se, com o cais de embarque no núcleo do Farol da Ilha da Culatra a ameaçar ruir.
A intervenção feito naquela zona, mais um desastre da sociedade Polis, com dragagens e uma acentuada erosão provocada pelo assoreamento da Barra da Armona, poderão estar na origem de um hipotético colapso do cais.
Agora que se aproxima a época balnear, com milhares de pessoas a utilizar aquele cais, a não ser feita qualquer intervenção, bem podemos assistir a uma catástrofe da qual todos sacudirão as responsabilidades como se não tivessem conhecimento do que ali se passa, num verdadeiro acto de negligência criminosa, que outra coisa não se pode chamar a quem sabendo, ignora o perigo que representa.
As preocupações do ministro Matos Fernandes são outras, dando prioridade a demolições sem ter uma explicação razoável, pelo contrário muito contraditória, Das duas uma, ou não foi informado ou não quer saber. Esperemos que alguém tenha feito chegar uma nota ao ministro a alerta-lo para o problema, porque se acontecer um desastre, terão de ser apuradas responsabilidades.
Para quem conhece a Ria Formosa nesta zona, sabe que a Barra da Armona tinha três mil e quinhentos metros de aberta, estando agora reduzida a cerca de quinhentos no preia-.mar e duzentos no baixa-mar. Ora quanto mais fechada a barra estiver maior será a pressão da vazante, o que vai determinar correntes mais fortes à medida que se aproxima da barra do Farol, arrastando as areias que encontrar pelo caminho, neste caso dos Hangares e do Farol.
Se não houver uma intervenção urgente, o risco é real, embora o ministro que tanto fala na segurança das pessoas e bens, omita que o risco aumenta a cada dia que passa. Mais o ministro está desejando que a erosão avance, por forma a que a agua do mar entre pela Ilha adentro, criando uma nova "Zona de Risco" para fundamentar novas demolições.
Este é o mesmo ministro demagogo que se vem lamentar da pequena coima aplicada à Celtejo pela poluição do Rio Tejo, quando compete ao ministro do ambiente, por decreto-lei, estabelecer o regime contraordenacional em matéria de ambiente. Ou seja o responsável pelo tabela de coimas a lamentar-se dos valores quando ele deveria ser o primeiro a alterar aquela tabela. Não o faz, por tem que se prostrar de cócoras perante o poder económico.
No Tejo ou na Ria Formosa tudo é condicionado pelo Poder económico, onde a vida das pessoas não tem valor. Até quando? 

quinta-feira, 29 de março de 2018

OLHÃO: SABUJOS!

1 - Há relativamente pouco tempo, surgiu uma pagina nas redes sociais que pretende ser de informação, quando não faz mais do que beijar os testículos do presidente ou defender o fim do Olhão Livre.
Indignado por apenas o tratar por lacaio quando na realidade não passa de um sabujo lacaio, pago com o dinheiro dos munícipes. Sabujo que estava doente para aturar alunos mas não está doente para se pôr de cócoras perante o pequeno ditador. Mais um réptil, invertebrado, ao serviço do Poder local.
Diz a aventesma ser social-democrata e ter lido bastante sobre o assunto, mas burro como tudo, parece que não aprendeu nada, posto que ao defender o actual Poder local, faz tudo menos defender a social-democracia. Também não espanta!
Para os chamados socialistas, que apagaram todas as referências ao marxismo e passaram a defender um "socialismo democrático" na era de Soares, depois a "terceira via" no tempo de Guterres, do "socialismo moderno" na versão socrática, para eles na actualidade não sabem sequer dizer o que na realidade são, uns autênticos sanguessugas de quem trabalha, inventando despesas para cobrarem mais impostos e taxas com que espoliam o Povo trabalhador. Entre eles e os políticos do Estado Novo não existe qualquer diferença, embora ainda não se vá preso por denunciar os seus crimes.
Não gostam da nossa forma de escrita, mas nós também não gostamos da forma como exercem o Poder, antidemocrática e prepotente, pelo que não são meros adversários mas sim inimigos; e os inimigos não se tratam com mimos, mas sim, chamando-lhes aquilo que merecem os inimigos.
2 - Está a decorrer neste momento uma sessão de câmara, da nova União Nacional em maioria absoluta,  onde vai ser aprovada a compra das antigas instalações da Bela Olhão, um negócio tão escuro como uma noite de inverno, e sobre o qual procuraremos saber mais e levar à justiça. É que aquilo que fede que se farta! E lá vão os mesmos do costume pagar mais esta factura.
3 - E é essa a verdadeira razão pela qual os lambe-cus do Poder autárquico em Olhão tanto se encarniçam contra nós, porque sabem que não ficaremos calados.

Não passam de SABUJOS!  

quarta-feira, 28 de março de 2018

OLHÃO. ROUBAR A UNS PARA DAR AOS AMIGOS!

O nosso presidente de câmara tem decisões muito engraçadas, como a dos alinhamentos de algumas ruas, mas que demonstram bem da sua prepotência e dos tiques de pequeno ditador.
Ainda antes da campanha eleitoral autárquica, e veio até publicado no jornal de campanha do partido dito socialista, António Pina, anunciou a compra dos terrenos da ACASO nas traseiras da Avenida da Republica, para ali instalar um silo automóvel. Com a parede esburacada e a ameaçar ruir, mesmo que o tal silo não fosse para fazer no imediato, mandaria o bom senso a demolição do muro e com ele proceder ao alinhamento com o prédio onde está instalado o Arquivo Municipal. Mas não o fez!
Mas na Avenida D. João VI, ex Nacional 125, também nessa fase, demoliu alguns prédios, num para colocar os seus cartazes e não só.
Mais tarde viria a proceder á demolição parcial de um armazém ali perto, tendo-o isentado do pagamento de IMI.
Entretanto, soubemos que o cretino presidente, contactou os proprietários ou o seu representante, para proceder à demolição parcial de um quarteirão, sito no gaveto da Avenida da Republica com a D. João VI, a pretexto do alinhamento, sendo que ou o proprietário o fazia a suas expensas ou a autarquia substituía-o procedendo á demolição apresentando a factura mais tarde.
Com demolição ou sem demolição, o prédio em causa é propriedade privada e não apresenta sinais de ruir, embora o seu estado de conservação não seja o melhor. Ainda que seja previsível de há muito que um dia o prédio seria obrigado a recuar para cumprir o tal alinhamento, a verdade é que aquilo que o presidente pretende, é o confisco da propriedade privada, sem pagar um cêntimo. Mesmo que se proceda à demolição, o terreno continua a ser propriedade privada e o presidente ou negoceia ou expropria-o. considerando a utilidade publica.
Mais à frente havia um antigo armazém onde se faziam os conhecidos bailes do Medeiros e que a sua demolição implicou ao recuo do prédio que o viria substituir, dando o resto do terreno como área de cedência. Acontece que as áreas de cedência passam a constituir património publico municipal, mal se percebendo como foi possível construir a garagem nessa faixa de terreno.
O sistema de expropriações já é por natureza injusto, mas também com algumas culpas para os proprietários  que não procedem à actualização das cadernetas prediais, para fugir ao pagamento de impostos. As entidades publicas sabendo disso e quando   avançam para uma expropriação tentam pagar apenas os valores constantes das cadernetas. Acontece que para efeitos de IMI, a autoridade tributária procedeu á avaliação dos imóveis pelo que, se o cidadão está obrigado a pagar o imposto sobre os imóveis, também deve ter direito a receber de acordo com a avaliação patrimonial efectuada pelo fisco.
Agora, querer obrigar o proprietário a pagar a demolição para a autarquia se apropriar do terreno, é o mesmo que estar a roubar o património de família, enquanto aos outros, aos amigos e camaradas, dão de mão beijada o dinheiro extorquido através da cobrança de impostos municipais.
Vão roubar para a estrada!  

terça-feira, 27 de março de 2018

OLHÃO: DRAGA PERDIDA, DRAGA ACHADA, DRAGA DESTRUÍDA! E OS DESTROÇOS?

                                         (imagem retirada do Correio da Manhã)
Conforme noticia o jornal Correio da Manhã, a draga que esteve "desaparecida" e mais tarde "encontrada", está agora destruída, conforme se pode ler em https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/temporais-destroem-draga-naufragada.
Convém recordar que a draga estava operando numa intervenção do Estado e como tal, certamente que terá seguro, seguro esse que uma vez accionado tem a obrigação de assumir os custos da intervenção de recuperação, que não é o caso, mas de remoção dos destroços. Ou não há seguro?
Naturalmente que a Autoridade Marítima pressiona o armador e este o seguro, mas a verdade é que os destroços por lá se mantêm até nova intervenção.
Tal como se diz na peça jornalística, os destroços constituem um perigo para a navegação e devem removidos o mais depressa possível, mas, e por muito que digam que o combustível e óleo existentes na draga estão controlados, estamos a assistir a uma situação de risco ambiental, pela qual ninguém responde.
A costa da Ria Formosa já tem problemas que baste, relacionados com a poluição, para agora ter mais este que não se sabe quando vai ser resolvido, se é que não vai cair, como habitualmente, no esquecimento.
Curiosamente, os grandes defensores do ambiente marinho preocupados que estão com os resíduos de plástico, e bem, não abrem a boca para se pronunciar sobre este assunto.
A barra da Armona que antes já tinha um problema bastante grave resultante da deposição no seu leito, a titulo provisório mas com nove anos, dos blocos de betão e dos tubos de agua e esgotos, vê ainda que com alguma distância mais este empecilho.
Também não será demais lembrar que a barra da Armona foi desclassificada como tal com a aprovação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), razão porque as intervenções naquela barra ficam muito a desejar. Aliás, deve dizer-se que todas as intervenções programadas pelo Estado na costa algarvia se saldaram pela negativa, um desperdício de dinheiros públicos, extorquidos ao Povo sob a forma de impostos, mas que serviram momentaneamente certos interesses.
E OS DESTROÇOS, QUANDO SÃO RETIRADOS? 

segunda-feira, 26 de março de 2018

RIA FORMOSA: O QUE PREPARA O PODER POLITICO?

A marcação de algumas casas na Ilha da Armona veio trazer a nova forma de actuação do Poder político em relação ao edificado das ilhas barreira, algo que a maioria dos moradores, residentes ou não, ainda não quis ver.
Nesta primeira fase, são os primeiros andares e tudo o que estiver construído a mais para alem do que estava nas licenças de construção. Mas...
Em relação á casa dos famosos sabe-se que o Ministério Publico abriu o processo para impugnação das licenças camarárias, o que determinará a sua demolição e a respectiva indemnização, caso o casal inglês a requeira.
Depois dessa demolição, como ficarão as restantes casas que estão fora da área concessionada? Alguém acredita que elas se manterão de pé?
Posta a questão assim, verificamos uma actuação tendenciosa e divisionista por parte da administração publica. Com o argumento de que os primeiros andares estão ilegais, todos se calam porque se trata da casa dos vizinhos e como tal não lhes diz respeito. Mas se a questão é a reposição da legalidade, então pergunta-se como é que as casas que estão fora do perímetro concessionado se mantêm de pé? Não estão também ilegais?
Obviamente que sim, com uma diferença. É que os primeiros andares apenas atinge os particulares enquanto que as que ficam fora do perímetro concessionado, caso fossem demolidas, obrigaria a câmara municipal de Olhão a indemnizar os proprietários. Como é habito neste País, temos uma administração forte com os fracos mas fraca perante os poderosos, membros da mesma seita que desgoverna o País.
Mas mais, não estará aqui o pretexto para futuras intervenções nas outras ilhas, argumentando que não terão moral para demolir na Ilha da Armona e deixar de pé os primeiros andares edificados nos demais núcleos? É bom que se preparem porque esta administração já mostrou o que vale e os interesses que serve.
Estranhamente, ou talvez não o presidente da câmara de Olhão, o camaleão humano protector do outro camaleão, não sabe agora invocar o bichinho para evitar as intervenções previstas em área sob sua administração. Porque será? É o governo do seu partido e tem que ficar calado para não lhe tirarem o tapete. De heroico camaleão a vilão, ou a defesa de interesses pessoais e familiares acima de tudo.
Sabe o cretino presidente da câmara que, na Ilha do Farol, foi tapado o caminho do tractor, por onde as aguas entrariam pela Ilha adentro. Mas deve saber também que as câmara de vídeo vigilância instaladas no farol, filmaram toda a operação, desde a máquina até ao manobrador. Continua calado porquê?
Aos poucos, o Poder político vai levando a agua ao seu moinho, uma a uma, vai demolindo perante a passividade e complacência dos proprietários, que julgam que a sua casinha está segura. Enquanto bater á porta do vizinho e não bater à minha, está tudo bem.
Continuem a pensar assim que dentro de algum tempo, nem uma só casa restará nas ilhas, para satisfação dos grandes interesses turístico-imobiliários! 

domingo, 25 de março de 2018

OLHÃO: COM ESTA JUSTIÇA, NÃO CHEGAMOS A LADO ALGUM!

Mais um despacho de arquivamento, o habitual, quando se trata de penalizar os titulares de cargos políticos, e que nos merece alguns comentários.
Desde logo porque as principais chefias das magistraturas saem de pequenos conciliábulos politico/partidários daqueles que ao longo dos últimos quarenta anos têm desgovernado o País. Não espanta por isso que as altas esferas da Justiça tenham alguma dificuldade em levar estes artistas a responder pelas ilegalidades cometidas no exercício dos cargos. Mais, a máquina da Justiça, tem até uma atitude bastante tão generosa para com eles, quanto repressora quanto se trata da pequena criminalidade. Fraca com os fortes, mas forte com os fracos!
Por se tratar de um documento com alguma extensão, limitamos-nos a publicar por ora esta pagina, suficiente para se verificar, no ultimo paragrafo,  que foram cometidas algumas ilegalidades por parte dos autarcas que aprovaram este processo de obras. Mas nada disso é suficientemente grave para decidir pela Perda de mandato.
O País está na situação de todos conhecida precisamente pela actuação da nossa Justiça em relação aos titulares de cargos políticos. É que se estes cavalheiros fossem sancionados cada vez que cometem ilegalidades deste tipo, certamente que teriam mais cuidado na analise dos projectos. Afinal para que servem os gabinetes jurídicos e de urbanismo das autarquias? Não estão lá para verificar da conformidade com os planos de gestão territorial? Ou será que os políticos querem decidir a seu belo prazer, contando com a complacência da Justiça?
Porque a nossa memória não é assim tão pequena, recordamos que aquilo que levou à perda de mandato de Macário Correia, enquanto presidente da Câmara ;Municipal de Tavira, era uma situação idêntica à que agora se dá a conhecer. Critérios, mas que critérios?
O processo agora encerrado com este arquivamento diz respeito à casa dos famosos na Ilha da Armona, mas continua de pé o processo-crime, com base na Lei da Responsabilidade Criminal dos Titulares de Cargos Politicos, a qual prevê também a possibilidade da perda de mandato, caso o acusado venha a ser objecto de uma condenação, transitada em julgado.
Obviamente que não acreditamos neste tipo de Justiça, mas enquanto as pessoas não abrirem os olhos, não teremos outro remédio senão continuar a denunciar os crimes cometidos pelos pequenos tiranos que temos a gerir o concelho.
E como este caso está relacionado com a Ilha da Armona, amanhã cá estaremos para dizer mais umas quantas, já que as pessoas ainda não perceberam o que se passa com as demolições anunciadas para aquela ilha.

sábado, 24 de março de 2018

OLHÃO: QUE RICA IPSS

Anteontem realizou-se mais uma assembleia geral da ACASO, IPSS, em que um dos pontos da ordem de trabalhos era a alienação de um prédio herdado, tendo o anterior dono falecido há menos de três meses. Se os órgãos sociais estão no direito de o fazer, estão mas...
Em tempos que já lá vão, a direcção da ACASO dizia que tinha pessoal a mais e tentou mesmo despedir alguns trabalhadores num processo considerado um despedimento colectivo e que envolveu sindicatos; depois disso já foi admitido novo pessoal, pelo que o tal despedimento não visava o saneamento financeiro da instituição mas antes um despedimento social-fascista, selectivo e muito à maneira do seu presidente António Pina (pai), o ex quase tudo.
Também há poucos dias fomos informados que uma pessoa tentou internar um seu familiar para o que pediram 1390 euros mensais.
Sendo uma IPSS, a instituição recebe da Segurança Social um determinado valor por utente que, em principio, daria par cobrir os custos, mal se percebendo o exagera das quantias pedidas, a não ser que...
Temos assim uma IPSS que alega dificuldades financeiras quando quer despedir trabalhadores, mas que depois se torna umas mãos rotas criando uma estrutura tão pesada que não há dinheiro que chegue. Claro que isso não acontece por acaso. A canalha que a dirige transforma-a numa instituição elitista à conta dos dinheiros espoliados pela Segurança Social a quem mais precisa mas que depois não tem acesso por condições económicas.
E tão elitista se transformou, e o cancro da gestão é tão grande que se vê obrigada à alienação permanente de património, até que este acabe. E depois, como será?  
Já vai sendo altura de a Segurança Social fazer uma rigorosa auditoria à gestão da ACASO e apurar como são gastos os dinheiros que ali mete quando os mais necessitados são os que menos a ela podem aceder.
Que raio de "solidariedade" é esta em que os ricos são os beneficiários daqueles que menos têm?
É a solidariedade da família Pina!

sexta-feira, 23 de março de 2018

OLHÃO: DEMOLIÇÕES NA ILHA DA ARMONA

Ontem, uma delegação composta por elementos da GNR e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), deslocou-se à Ilha da Armona para marcar algumas casas com o objectivo de as demolir, total ou parcialmente, onde se incluem os primeiros andares.
Todos sabem qual foi a posição de António Pina quando se falou das demolições das casas nos núcleos dos Hangares e Farol, que administrativamente pertencem a Faro. Depois de tentar proteger a casa da família, parece que nada mais interessa.
Acontece que a Ilha da Armona, administrativamente pertence a Olhão, tendo uma área concessionada e como tal sob a alçada da autarquia, que ou fechou os olhos às construções ditas ilegais ou as autorizou, como aconteceu com a casa dos famosos.
Sendo presidente da Câmara Municipal de Olhão, e sabedores da defesa que também fez da casa dos famosos, pergunta-se porque razão não se pronuncia agora a propósito das casas a demolir numa área por si controlada. 
Desconhecemos qual a quantidade de casas marcadas para demolir e estranhamos que esteja tudo calado, até porque fora da área concessionada, e como tal ilegais, há uma enorme quantidade de casas que foram construídas com a autorização da autarquia olhanense, e os seus donos têm o direito a ser ressarcidos dos prejuízos causados caso elas sejam demolidas.
Em quase todos os núcleos existem casas de primeiro andar e na Praia de faro chegam a atingir os cinco pisos. Estranha-se pois que a APA venha atacar na Ilha da Armona e deixe os restantes núcleos para trás. Mais uma divisão que se cria, para que as pessoas não se concentrem na contestação às demolições, mas elas vão acontecer umas atrás de outras, até ao seu total desaparecimento, a não ser que unifiquem a luta de todos os núcleos e saiam à Rua dizendo de sua justiça.
Depois da retirada de cena por parte do Pina, no Farol e nos Hangares, que não lhe davam nem tiravam votos, agora vem a Armona e ali há muita gente de Olhão.
Que dizem agora?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Dia Mundial da Agua: Criminosos Impunes em Olhão!

Hoje é Dia Mundial da Agua e é este o cenário da qualidade da Agua na Ria Formosa no Concelho de Olhão!
Esgoto do T situado ao pé das bilheteiras para apanhar o barco da carreira para as Ilhas da Armona Culatra e Farol.

Resultado de imagem para fotos da poluição da ria formosa emOLhão

Este esgoto situa-se na Zona Ribeirinha de Olhão onde António Pina, com o apoio do Ministro do Ambiente, vai gastar cerca de 2 milhões de € do Programa Polis Ria Formosa para destruir o Jardim Patrão Joaquim Lopes, destruir dezenas de árvores cinquentenárias,destruir e alterar a fisionomia dos canteiros destruir o café dos Patinhos e até destruir e acabar de vez ,com um dos poucos parques infantis de Olhão.
O curioso que  esta bandidagem no poder não diz,  é que o Programa Polis Ria Formosa é um programa para a renaturalização da Ria Formosa, e o Ministro do Ambiente vai dar 2 milhões para  destruir o passado histórico de Olhão, mas a grande cloaca de Olhão que é o esgoto do T vai continuar a envenenar as super protegidas aguas do Parque Natural da Ria Formosa as Aguas de Producção de Bivalves as aguas de produção de Sal Tradicional e de Flor de sal onde não pode haver poluição num raio de 500 metros.
Porque razão o Programa Polis Ria Formosa gasta mais de 87.5 milhões de €, mas desse dinheiro TODO NEM UM só Cêntimo é gasto para eliminar de vez as fontes poluidoras da Ria Formosa que são os esgotos da CMOlhão.

Triste muito triste é o comportamento de TODAS as autoridades que nada fazem mesmo  sabendo dos crimes diários que António Pina, comente ao emitir esgotos da CMOlhão sem qualquer tratamento,  nas  aguas da Super protegida Ria Formosa violando diariamente a Lei da água e a Lei das aguas conquícolas!
Porque será que a Directora do Parque Natural da Ria Formosa não actua?
Porque será que a ASAE não actua? Não está em jogo a segurança alimentar?
Porque será que o Delegado de Saude Publica não actua, será que não sabe a quantidade de diarreias que sistematicamente as pessoas apanham, quando comem bivalves contaminados apanhados em Zonas C pois no Concelho de OLhão duas Zonas passaram de B para Zona C devido ao elevado Nº de Coliformes fecais analisados pelos cientistas do IPMA na carne dos bivalves.
Será que é preciso morrer alguém para tomarem medidas, será que sabem que esse esgoto do T corre a 50 metros da sede do IPMA em Olhão a 70 metros da Capitania do Porto de Olhão e a 100 metros da sede do SEPNA em Olhão?
Resultado de imagem para fotos dos esgtos emOlhão


Outra das fontes poluidora das mesma agua na Mesma Zona onde a DGRM interditou a apanha e comercialização de Bivalves fica situado no Porto de Recreio concessionado o ano passado à empresa Verbos do Cais,conforme se pode ver na foto,esse esgoto assassino situa-se no Pontão mesmo em frente à esquadra da PSP.
 Resultado de imagem para fotos dos esgtos emOlhão
Será que pode haver descarga de esgotos sem qualquer tratamento nos Portos de Recreio?
Quando acaba esta vergonha que tanto envergonha os filhos de Olhão?
Onde foram gastos as bateladas de milhões que chegaram para Olhão fazer o saneamento básico, se esses esgotos continuam a envenenar as aguas da Ria Formosa destruindo a fauna e a flora e toda a actividade económica ligada à Ria Formosa?
Quando deixam de ser impunes esses criminosos, que destroem um bem de toda a comunidade olhanense e não só?
Pela parte dos autores do Olhão Livre, continuaremos a denunciar e alertar, TODAS as autoridades Todos os Governantes ,e todos os cidadãos para esta triste realidade ocultada pela comunicação social!



OLHÃO: CÁ COMO LÁ, ESTAMOS NAS MÃOS DE VIGARISTAS POLITICOS

Quaisquer semelhanças entre os dois lados do Atlântico, não são mera coincidência mas antes revelador da podridão de um sistema velho, podre e corrupto.
Do maior ao mais pequeno, somos governados por famílias politico.mafiosas, corruptas, sem um pingo de vergonha.
Oiçam e meditem, comparem! 

quarta-feira, 21 de março de 2018

OLHÃO: VÃO MESMO AVANÇAR COM AS OBRAS DA FRENTE RIBEIRINHA?

Postado hoje no site da câmara municipal de Olhão que em Outubro vão avançar as obras da frente ribeirinha de Olhão, ver em http://www.cm-olhao.pt/destaques2/2428-reabilitacao-da-frente-ribeirinha-tem-inicio-em-outubro.
Depois de sucessivos atrasos do inicio da obra anunciada em vésperas de uma campanha eleitoral, também desta vez programada para Abril, parece que é desta que tentam fazer a obra. Mas desde já devemos lembrar que quase toda a 5 de Outubro está na faixa de protecção dos Mercados, edificios classificados, e que nem tudo o que foi anunciado poderá ser executado sem antes ter o parecer prévio da Direcção Regional de Cultura, e conhecendo os tiques de ditadura que imperam na autarquia, é de esperar que a não tenham consultado. O costume!
Mas quando chegar a hora trataremos de saber se sim ou não o fizeram e caso não tenham obtido o parecer prévio, tudo faremos para impugnar a decisão camarária por, no nosso entender, ela vai alterar muito as características daquela Avenida e particularmente do Jardim Patrão Joaquim Lopes.
Diz o pequeno ditador tratar-se de uma revolução, mas para nós será mais um acto da contra-revolução, que mereceu bastante criticas aquando da sua apresentação na auditório da Biblioteca Municipal.
O ditador persiste em descaracterizar a cidade, destruindo o que de melhor temos para impor a sua vontade, pensando apenas na vertente económica e nunca na social ou histórica. Pode ser que as coisas não corram como pretende e seja obrigado a dar à ré.
Fica desde já lançado o alerta para os comerciantes da zona, que pensam vir a beneficiar com a requalificação imposta, sem se saber ainda se vão ficar ou não os dois sentidos de transito, como vai ser o estacionamento, e qual o impacto que essas medidas vão ter no comercio local, começando desde logo pelos Mercados, talvez o sector mais prejudicado com a requalificação anunciada. Bem podem dizer que o visual vai melhorar mas o que interessa são as pessoas e as actividades tradicionais da zona, e aí não há volta a dar.
Pensar apenas no turismo e esquecer o resto pode ser fatal para a baixa de Olhão, e a verdade é que daqui a pouco só se vê gente durante os dias de sol ou no verão, mas o ano tem doze meses.
Cuidem-se!
  

terça-feira, 20 de março de 2018

OLHÃO: TUDO MENTIRA OU QUASE TUDO VERDADE?

A Câmara Municipal de Olhão tem por habito desmentir, ou tentar, tudo aquilo que dizemos, tratando-nos como se pertencêssemos ao eixo do mal, quando na realidade ela é governada por uns montes de bosta.
Em tempos denunciámos que na Avenida D. João VI, entre o Macdonalds e a Rotunda da Galp, não havia rede de esgotos mas sim um conjunto de fossas, algo que a bosta tentou desmentir. Mas eis que nos últimos dias, têm andado a fazer o levantamento das fossas, para em Abril começarem as obras de substituição pela rede de esgotos.
Não serão apenas esses, porque o parque de estacionamento junto ao Café Novo estádio também vai ser esventrado para fazer novas ligações de esgotos.
Diziam eles ser tudo mentira mas afinal parece que é tudo verdade! Mas mais vale tarde do que nunca. E porquê esta súbita preocupação com os esgotos da cidade?
Sabem as bostas camarárias, pagas com o nosso dinheiro, que está a decorrer um processo que visa acabar com os esgotos directos para a Ria Formosa, algo que devia estar concluído até 2015, nos termos da Lei da Agua.
Mas fica ainda por resolver o problema das fossas da Ilha da Armona, uma promessa eleitoral que não deverá ser cumprida a não ser que sejam obrigados, e vão sê-lo. Esta sim, mais uma das muitas mentiras que o executivo camarário tem usado ao longo dos anos.
Falar de fossas, é falar de merda, muita, tanta quanto a que está instalada na autarquia, tal a falta de qualidade de gente cuja preocupação não é a de resolver os problemas da cidade mas antes andar a denegrir nas redes sociais quem os denuncia.
MONTES DE MERDA!

segunda-feira, 19 de março de 2018

OLHÃO: QUE GRANDES CONTRATAÇÕES!

Há uns dias atrás, anunciávamos a contratação do engenheiro Luís Gomes, ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, para a prestação de consultadoria, mas até ao dia de ontem, nenhum contrato foi publicado. No entanto a informação é de fonte fidedigna e não a retiramos.
Logo, alguns lacaios do presidente da câmara, vieram a terreiro defender aquela contração, enaltecendo os prestimosos serviços do Luís Gomes.
Nada temos contra a pessoa mas não deixamos de criticar a forma e os objectivos de tais contratações, pelo que escondem.
Mas vejamos como foi alicerçado o curriculum de Luís Gomes: estudou no Instituto Superior Técnico de 1991 a 1996, onde tirou engenharia do território; foi consultor da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, ao tempo de um governo laranja; em 2001, candidato à presidência da Câmara Municipal de Vila Real, tendo perdido; e por isso, foi para deputado até 2005; durante esse período e até 2007, frequentou a Universidade Lusiada onde cursou Relações Internacionais; em 2005 apresenta nova candidatura à Câmara e desta vez ganha, tendo-se mantido no cargo até Novembro de 2017.
Neste contexto, Luís Gomes é mais um dos muitos carreiristas oriundos das juventudes partidárias, cujos trabalhos arranjados são de cariz político partidário.
A contratação de Luís Gomes visa a substituição do professor Pardal, apresentado como o grande mestre que viria revolucionar Olhão e que no final de mandato foi despachado para outras paragens.
O que então criticávamos e continuamos a criticar, é o facto de um ex-titular de cargo político não cumprir um período de nojo em relação à administração publica, usando dos conhecimentos e influências para se servir daquela administração, obtendo contratos onde poderá vir a ganhar mais do que ganhava no exercício do cargo que ocupava.
Pois bem, o engenheiro Luís Gomes vai a todas e já está a trabalhar para a Câmara de Faro, conforme as imagens do contrato que a seguir publicamos

Os políticos, eleitos ou não, são para servirem e não para se servirem da política para enriquecer à custa do Povo.
A concretizar-se o contrato de Luís Gomes com a Câmara Municipal de Olhão, somado ao presente contrato, ele ficará a ganhar seis mil euros mensais acrescidos de IVA, obviamente um valor superior ao vencimento de presidente da Câmara, sem ter horários ou responsabilidades.
E tratando-se de um contrato de consultadoria, que não de concepção ou de execução, estamos perante uma função que se limita a aconselhamento, à expressão de uma ideia, quando os serviços autárquicos já têm engenheiros e arquitectos que bem podem fazer tal serviço. E se não têm, é precisamente para abrir portas a este tipo de contratação.
Fora desse contexto, um tal contrato, é um contrato político e nada mais do que isso! Favor se paga com favor, e não foi por acaso que setenta processos de obras foram analisados em Vila Real por tuta e meia. Há que retribuir generosamente!