terça-feira, 3 de junho de 2008

CENTRO SOCIAL NOSSA SENHORA DO CARMO - FUSETA

Por ser um assunto bastante grave e por estar a decorrer um processo no Ministério Público contra uma ex-funcionária e envolver nomes como o do presidente da câmara e de outras pessoas, publicamos a primeira parte de um e-mail, que nos foi enviado por alguns elementos da Lista 1, candidata aos orgãos sociais da dita associação:

TRÊS ANOS DE VOLUNTARIADO
A VERDADE
PARTE I
Iniciamos as nossas função como voluntários no dia 30 de Abril de 2005, num parto que foi difícil dado não haver ninguém que quisessem tomar conta da Instituição.
Este esclarecimento não é contra as anteriores Direcções que fizeram o melhor possível e terão para sempre a gratidão de todas aquelas pessoas que valorizam o trabalho do seu semelhante (em especial o de voluntariado) sem se importar com interesses mesquinhos desta sociedade materialista e maldizente.
Também não é contra os funcionários da Instituição, os quais nos merecem a nossa estima e sem eles não teria sido possível a esta Direcção fazer o seu trabalho, em todo o lado existem más ovelhas, mas a esmagadora maioria são verdadeiros profissionais, desde que incentivados e devidamente enquadrados, disto resultou que cerca de 32 funcionários por escrito nos quisessem ver reconduzidos esta atitude ficará para sempre gravada na memória individual dos membros desta Direcção
Vou dividir a Actuação/Defesa da verdade da Direcção cessante em vertentes a FINANCEIRA, PESSOAL, FESTA DE VERAO 2006, OS MOTIVOS e AS ELEIÇOES DO VALE TUDO.
A VERTENTE FINANCEIRA está toda esclarecida no Anexo com o Balancete de Justificação das contas do triénio 2005/2008, mas existem dois esclarecimentos a ver:
- Desmistificar o assunto das Reposições Financeiras à Segurança Social, cujo valor no período desta Direcção ascendeu a 75.000 Euros e que se refere a valores recebidos indevidamente entre 2002/2004, para se compreender esclarecemos como isto foi possível:
1. A inexistência de uma Secretaria
2. A não Informatização da Instituição
3.O deixar às Directoras Técnicas a gestão das Instituição.
- Relembrar aos “ Velhos do Restelo” ( aqueles que dizem mal de tudo e todos) que esta Direcção depois de por a Instituição a funcionar entrega-a, com as funcionarias e os fornecedores pagos e em dia deixando cerca de 100.000 Euros no banco, é bom dize-lo pois perpassa pela sociedade da Fuseta que deixamos a Instituição na ruína o que é rebatido no Balancete trienal, relembrando as pessoas que o tempo das caixas das pescadas de Marrocos já vai longe, tendo hoje a Instituição, que comprar tudo da agua ao sal.
VERTENTE PESSOAL: Quando tomamos conta da Instituição existiam diversos factores que relacionados com o pessoal que não funcionava e tinha a Instituição quase asfixiada, assim como:
- a) A Secretaria praticamente não funcionava
- b) A Instituição não estava informatizada
- c) As Encarregadas digladiavam-se entre elas e mais do que is
so quase nem se falavam.
- d) As funcionarias não obedeciam a ordens da Directora Te-
cnica e rebelavam-se contra ela.
- e) Havia algumas funcionárias que levavam comida para casa
uma pratica já antiga na Instituição
- f) Havia diversas quintas dentro da Instituição em especial
no lar com determinadas funcionarias que tentavam condi-
cionar as ordens da Direcção.
- g)Toda a parte da cozinha e compras era gerida sem controle,
embora o nosso Vogal Snr. Carlos Moreira tenha feito um
bom trabalho na parte final da anterior Direcção.
- h) As ordens da Direcção eram mal acolhidas e muitas vezes
contestadas.
- i) Havia algumas funcionárias que muitas vezes dentro da Ins-
tituição criticavam duramente as ordens e a Direcção.
Perante este quadro houve que por mão à obra :
- Contratar pessoas capazes para por a parte administrativa a funcionar, o que fizemos contratando duas funcionárias com o curso de contabilidade, que pela sua prática se tornaram em acessoras da Direcção, além de administrativas. É lógico que se tomou esta decisão depois de se verificar que os administrativos existentes não tinham capacidade e reagiam ás ordens e até com agressões verbais ao Presidente da Direcção.
- Partiu-se para a Informatização passo importantíssimo para recuperar e pôr a funcionar a Instituição, aproveitando-se as capacidades das novas administrativas
No que diz respeito às Encarregadas cada uma com a sua quinta, tentamos organizar uma cadeia de responsabilidades que responsabilizassem Encarregadas, funcionários e que respondessem pelos seus actos perante a Direcção, foi preciso tirar Encarregadas e admitirmos outras.
No que concerne à Directora Técnica, não havia obediência às suas ordens, tivemos de intervir e mais uma vez montar uma cadeia hierárquica e reformular a actividade da Directora Técnica que deve ser de vertente Social e não uma burocrata de papéis.
Nestas Instituições como responsáveis voluntários, os funcionários vêem a Direcção de uma maneira diferente (de uma empresa) e o respeito e o cumprimento das directrizes orientadoras não eram respeitados chegando-se à ameaça verbal e ao contestamento permanente das ordens emanadas.
Perante isto, não houve outra solução que agir disciplinarmente, pondo acima de tudo os interesses do Centro Social, é difícil e passamos momentos difíceis pois despedir pessoas com processo disciplinar e outras ainda hoje estão refugiadas na baixa, para não sofrer processo disciplinar é obra que não nos vangloriamos mas que foi necessário. Queremos realçar que antecipadamente tivemos o cuidado de contactar o Sr. Presidente da Assembleia-Geral Eng.º Francisco Leal que nos apoiou e nos disse que se fosse necessário pagavam-se indemnizações principalmente no caso da funcionária Natália.
FESTA DE VERAO 2006: Para efeitos de angariação de fundos a Direcção do Centro Social deliberou realizar uma festa no dia 15 de Julho de 2006, para o efeito contratou a artista Mónica Sintra.
Qual não foi o espanto, quando pessoas com responsabilidades na terra da Fuseta, desconhecendo os estatutos e esquecendo o passado, começaram por dizer que estas Instituições não estavam vocacionadas para festas, tentando obstruir a sua realização.
O Snr Padre Alberto , com a oposição de muita gente da igreja, compreendeu o alcance da nossa iniciativa e ajudou-nos cedendo um dia das festas de Nossa Senhora do Carmo (padroeira da freguesia), “surgiram os primeiros sinais de revolta de alguns” , chegaram a ser cortos os cabos que ligavam as arcas, as mesa da paroquia foram retiradas e escondidas para que não fossem utilizadas, obrigando no próprio dia o pedido `C.M.Olhão, é de salientar que foram vendidas as mesmas mesas a varias pessoas, tudo foi feito para complicar a vida da Direcção do Centro Social, todas as dificuldades postas pelo grupo acima indicado, não impediram que a festa resultasse no retumbante êxito, sendo uma das festas mais concorridas dos últimos anos atingindo a Direcção os objectivos traçados.
OS MOTIVOS: A partir do momento em que uma funcionaria com cerca de 16 anos de serviço antiga encarregada, que ultimamente trabalhava no gabinete médico foi alvo de um processo disciplinar com justa causa e dado ser amiga pessoal da família Mendes Segundo, começaram as pressões sobre a Direcção em especial o seu Presidente, este facto conjugado com o ter vindo a publico que a Direcção estaria a negociar com a Farmácia Olhanense uma redução de todos os medicamentos entre 10% e 15%, reduzindo os custos para os utentes.
Os ataques multiplicam-se passando agora para a Assembleia de Freguesia onde o nosso Secretario José Miguel Figueira foi questionado pela Drª Mendes Segundo, “sobre a gestão da Instituição”, “sobre admissão pessoal a pessoas de família do Presidente” “emitindo opiniões sobre o processo da funcionária sua amiga” “dizendo que a Instituição era gerida como um Quartel”. O Presidente cessante desafia qualquer cidadão a provar que no período de três anos em que foi responsável pela Instituição foi admitido algum funcionário que seja familiar seu ou de sua esposa, o que se tal acontecesse não seria nenhum crime lesa Pátria.
Estes são os motivos que fizeram nascer a lista 2.
AS ELEIÇOES DO VALE TUDO
Tendo uma Instituição mais de 25 anos de existência, foi a primeira vez que apareceram duas listas para eleição. Tendo surgido a necessidade de criar um caderno eleitoral ,onde constassem os sócios activos e inactivos, dado existirem apenas livros cuja idade remonta ao inicio da Instituição, foi muito difícil a informatização,. As funcionarias da Secretaria fizeram cerca de 30 Horas extraordinárias, conjuntamente com o voluntário Snr. Arlindo. Até ao final do ano civil de 2007, procedia-se como sempre ou seja arcaicamente, num livro escrito a lápis, recuperando vagas de números antigos após falecimento ou desistência de sócios. Deve-se a esta Direcção o investimento na informatização dos sócios permitindo que este trabalho fosse possível.
Desta situação foram levantadas calunias durante a Assembleia electiva, sobre a idoneidade dos serviços Administrativos em especial a funcionaria Ana Alexandra, no que concerne à admissão de sócios que faziam parte da Lista 1 Snr. Padre Alberto Teixeira e Professora Catarina Gaspar, com o intuito de por em causa o bom nome do representante da Igreja na Fuseta e de uma pessoa que exerce a profissão de educadora à cerca de vinte e nove anos nesta terra, que cometeram o pecado mortal de pertenceram à lista 1.
Facto este que levou a que o Pároco desta Freguesia Padre Alberto Teixeira tenha sido vexado no seu bom nome, com diversas ameaças no sentido do boicote nas dádivas à Igreja e respectivas ajudas, tão necessárias nos tempos que correm, sendo também mimoseado com frases como “ O senhor Padre não está presente foi buscar um atestado de incompetência”. Pessoa humilde e solidária o Padre Alberto é o exemplo do verdadeiro filho de Deus, que prega a palavra do Pai e pratica actos condizentes com a mesma ao contrario dos seus detractores. Existindo duas classe de católicos os praticantes e não praticantes, o Snr Padre apoiou sempre uns e outros ,pois ele reconhece melhor do que ninguém a hipocrisia do seu rebanho.
No que concerne à Professora Catarina Gaspar, em sua casa a mesma sabe o que custa o seu cônjuge, desde à cerca de um ano, recebe ameaças de morte através de telefone e telemóvel, o que pode ser comprovada através das empresas telefónicas, sentindo na pele as atoardas que durante três anos a direcção cessante aguentou.
Pasme-se,, as pessoas que também iniciaram o Centro Social, D. Fernanda Barreto, D. Carolina Pereira (Jóia), D. Zulmira Carlos, D. Suzete Graça e D. Beatriz Silva foram e estão a ser humilhadas pelo pecado de pertencerem à Lista 1. Estas voluntárias calcorrearam durante mais de uma vintena de anos, as ruas da Fuseta, recebendo as quotas da Instituição, não obtendo nada para alem da ajuda ao próximo, face a tal humilhação estas voluntárias entregaram todas as quotas na secretaria, desistindo de fazer esta tarefa, algumas das senhoras com lágrimas a escorrer pela face..
Perante o atrás descrito devemos parar e raciocinar VALE TUDO para atingir os objectivos passar por cima de princípios, jogar pessoas contra pessoas que percorram uma vida juntas magoando e denegrindo-se ambos os lados PAREMOS E REPENSEMOS o que queremos das pessoas e para as pessoas?
NOTA FINAL: Chegou-se a este ponto porque esta Direcção cessante constituída por pessoas que não têm nada a provar à Sociedade e o único pecado que cometeram foi nos seus três anos de mandato, serem livres, independentes, sem o RABO PRESO com pessoas, grupos, interesses, e outros.
A DIRECÇÂO

3 comentários:

Anónimo disse...

sabemos que um dia todos iremos(uns mais outros menos)necessitar de recorrer a estas instituições.deviam esssas instituições estarem a salvo da ganância de determinadas pessoas, que só vem nelas mais um meio de ganhar dinheiro.
Foi assim na ACASO,segundo relatos de varios leitores deste blog onde houve ,umas eleições que segundo parece o resultado eleitoral não foi democrático(pois houve sócios inscritos á présa para fazerem parte da lista vencedora) de acordo com os estatutos dessa instituição. parece que o resultado eleitoral foi impugnado pela lista que foi derrotada nas ultimas eleições, no entanto a actual direcção tomou os comandos da ACASO.
A questão que eu coloco é a seguinte será que o ministério publico ,está a par destes casos que tanto faz pensar as pessoas sobre a legalidade, e interreses duvidosos que pairam sobre estas instituições?Se não estão, deviam estar,pois parece que há muitos interreses económicos ,e politicos envolvidos nestes dois casos, que deviam ser esclarecidos.
Menino dos Olhos Grandes.

Anónimo disse...

Mamagem normal deste pais. Quanto mais se tem, mais se quer.....O poder para esta gente é uma droga......Enfim nada que não estejamos habituados. É triste

al disse...

É por haver pessoas assim que a fuzeta tem problemas. Já não bastava o sr. adérito e a sua esposa bigoduda serem uns boçais, como se fazem rodear de gente com algumas debilidades. Casos do zé figueira,rui fraqueza, alexandra e algumas funcionárias do centro social. Tenham juizo e capacitem-se das vossas inferioridades!