1 - O Jornal Barlavento "precipitou-se" e anunciou a visita de Matos Fernandes, ministro do ambiente, a Faro para segunda-feira. Mas tanto quanto sabemos aquela visita não ocorreu.
Sabemos, isso sim, que Matos Fernandes passou o dia de ontem em Olhão, dando-se ao luxo de tomar o seu cafezinho nas imediações da câmara, sem que aparecesse algum inconveniente ilhéu para incomodar, contestando as políticas definidas para a Ria Formosa.
Quando um membro do governo se desloca a uma região, todos os presidentes de câmara são informados e todos sabem antecipadamente as visitas que suas senhorias pretendem fazer. Mas no caso, parece que tal não acontece. Porquê? Por dois tipos de razão. O ministro é um cobarde que sabe o que aprontou para a Ria e não é capaz de dar a cara e enfrentar os contestatários moradores das ilhas. A outra razão é porque o Pina é uma arrivista político, um manipulador, que não quer que o ministro seja incomodado, contrastando com a sua atitude durante o governo anterior.
2 - Pina saiu esta manhã de casa com o casaco da Protecção Civil debaixo de braço. Curiosamente a Joana do Arco, durante a hora de trabalho, se é que tem horário, acampava num café na Avenida, sendo que um de um lado e o outro pelo outro abalaram os dois ao mesmo tempo.
A "representante", não se sabe como nem porquê, dos moradores e interlocutora preveligiada junto das entidades publicas, com a associação de moradores, a verdadeira representante, completamente marginalizada, serve para fazer o jogo do clã Pina, tentando salvar as suas casinhas nem que para isso tenham de defender a demolição de casas daqueles que até há uns tempos atrás eram amigos.
Uma cambada de traidores, oportunistas e arrivistas.
Qual será o golpe que estão aprontando agora?
3 - Esta tarde, em Tavira, o cobarde ministro, vai reunir com a AMAL, para bolsar mais um conjunto de mentiras ou meias verdades.
As areias da Praia do Barril emigraram para a Barra de Tavira assoreando-a, mas ainda não se vou nenhuma tomada de posição sobre o assunto, a não ser pela necessidade "urgente" de repor a Praia porque a época balnear está a chegar. Quanto aos pescadores que esperem, que até podem passar fome, que não faz mal! É assim que pensam os medíocres governantes que temos.
4 - E como se trata de uma reunião da AMAL, esperemos que o assunto de Cacela não seja esquecido. Bem sabemos que a câmara de Vila Real é PSD, e que o ministro já demonstrou ter pouca vontade de dialogar com opositores, como estes não tivessem sido eleitos democraticamente e representassem, nem sempre bem, as populações locais.
Em Cacela já não há Ria! E duas são as opções colocadas pela administração publica: ou Ria ou Turismo!
O problema de Cacela tem de ser olhado do ponto de vista do ambiente, mas também do económico e social. A completa destruição da Ria, acabou com os viveiros de bivalves ali existentes, continuando a ser cobradas taxas de Domínio Hídrico, apesar de estarem impedidos do exercício da actividade. Política criminosa!
A reposição do cordão dunar e a sua protecção com recurso a recifes artificiais multi funcionais é a solução que mais estabilidade pode assegurar à Península de Cacela, que deverá ser acompanhada da abertura da Barra do Lacem, o seu ponto de origem.
5 - Devemos também lembrar ao chico-esperto Pina que há nove anos que estão depositados no fundo da Barra da Armona, os tubos e suportes dos tubos de esgotos e agua, e que já é tempo de abrir um rasgo no fundo e enterrar aquilo, sob pena do completo assoreamento desta Barra.
Não podemos deixar de lembrar a situação da Barra da Fuzeta, que também pertence ao conselho de Olhão. Não se pode apenas pensar no turismo. e há que criar as condições para o desenvolvimento de todas as actividades tradicionais da Ria.
Ministro, oiça quem tem de ouvir e não arranje interlocutores que nada representam. Deixe-se de merdas.
O resto é política de merda, que não serve as populações da Ria Formosa!