terça-feira, 25 de outubro de 2011

PETROLEO NO ALGARVE: QUE COMPENSAÇÕES?

Sabe-se agora que apesar do pouco tempo de governação, a equipa de Pedro Passos Coelho, pariu uma concessão para a prospecção e exploração petrolífera na costa algarvia a um grupo estrangeiro.
Aquela actividade faz parte de um sector estratégico e vital para a economia do País por diminuir a dependência de países terceiros, para reduzir o crónico défice da balança de transacções e por isso mesmo devia estar na posse do Estado.
Não se compreende que por um lado o governo não tenha encontrado tempo para reduzir as “gorduras” do Estado mas tenha tido tempo para verificar todo o processo de concessão. Os partos apressados costumam degenerar em nados mortos, pelo que o presente contrato de exploração, só pode ser prejudicial ao Povo português.
O que está em causa é a delapidação dos recursos naturais, riqueza colectiva de um Povo, que esta corja teima em desbaratar.
Mas como em tudo, há também que encarar os aspectos negativos da exploração petrolífera, como os ambientais e as actividades económicas tradicionais em qualquer costa e que a pressa, má conselheira, não deixa perceber.
Em primeiro lugar, torna-se necessário saber quais as contrapartidas para pescadores e armadores durante a interdição que vai ser declarada: onde, quando e como vão ser compensados pela prejuízos que lhes vai ser imposto.
Em segundo lugar, não foi discutido nem anunciado qualquer plano de prevenção de riscos em caso de catástrofe ambiental.
Em terceiro lugar, não foram discutidas e muito menos anunciadas quais as medidas compensatórias pelo impacto negativo que a prospecção e exploração petrolífera origina.
Defendendo a possível exploração petrolífera na costa algarvia, temos no entanto que estar contra a forma como o processo tem sido seguido, não acautelando devidamente os interesses do Estado, do Povo e do ambiente.
Quanto a Botas de elástico que vêm agora pronunciar-se contra, talvez por não recebido algum ou lhe terem proposto menos que outros interesses, os quais contribuíram gravosamente para o estado do ambiente na Ria Formosa, a historia os julgará.
Por situações deste tipo, de submissão aos interesses do grande capital financeiro, torna-se necessario que o Povo saia à rua e imponha ao Poder a participação no processo de decisão. Nao servimos exclusivamente para pagar, tambem queremos decidir.
INDIGNEM-SE! REVOLTEM-SE!

2 comentários:

basilio c palma disse...

Seria bom saber os contornos dessa reviravolta. quando foram feitos os furos, o que chegou a publico é que não seriam rentáveis, devido há qualidade do crude. agora já são rentáveis? a ser assim poderíamos ter poupado milhares de milhões em produtos petrolíferos, penso que não estaríamos endividados como agora. essa questão deve ser muito bem esmiuçada. cups.

mateus disse...

Não estou admirado pela preferência
de hoje e a rejeição de ontem, pois
POLITICAMENTE, tudo é possivel e aceitável sem que se seja responsabilizado ou rentabilizado para o zé.

Poupar sim uns milôes de €uritos para as contas off shores.

Isto está entregue à bicharada!
Aguentem-se pessoal!
Ao que me parece isto ainda não é miseria no pensamento e boca dos porcos voadores.

JMateus