domingo, 15 de setembro de 2019

ALGARVE: A QUEM SE DEVE DIRIGIR A CRITICA POLITICA?

Estamos em vésperas de uma campanha eleitoral para o parlamento. Podia ser para qualquer outro órgão e por isso sentimos a necessidade de esclarecer algumas questões que ao comum dos cidadãos eleitores escapa.
Os partidos concorrentes não mandatam os seus eleitos ou os titulares de cargos públicos por si nomeados para exercerem as suas funções à margem das leis vigentes. No entanto admitem que o façam e até os desculpabilizam, concedendo-lhes a habilitação para agir suficiente para o fazer.
Assim, os titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos, agem em nome individual e não em nome do partido pelo qual exercem o Poder. Será que é ao partido colectivamente ou ao individuo que devem ser dirigidas as criticas? Creio que a ambos, m porque habilita e permite o outro como autor da violação das leis.
Pelo meio, ficam o trafico de influências, em que tenha boas amizades ou bons conhecimentos, pode conseguir, à margem da lei, aquilo que de outra forma não conseguiria. Haverá também aqueles que por terem o privilégio de informação prévia sobre procedimentos que permitem um enriquecimento de outra forma ilegítimo.
Ninguém duvide que a forma como o Poder tem sido exercido é do tipo político/mafioso, com troca de favores, e alguns partidos se apresenta como sendo uma das famílias.
Tomemos como exemplo, um terreno agrícola que valeria 3,00 euros/m2 que passe a ser urbanizável verá o seu valor crescer mais de cem vezes. Acontece que na maioria dos casos, e através do conhecimento prévio, logo surge um "amigalhaço" que compra o terreno por tuta e meia que depois vai vender ao peço do ouro! Ao anterior proprietário nada era permitido e ao novo tudo se lhe permite. 
Ainda outro exemplo, num terreno que por qualquer razão não seja permitida a construção, ver surgir um edifício porque dentro da autarquia alguém com poder suficiente o aprovou.
Um outro exemplo, porque tem impacto na Ria Formosa. Como é do conhecimento de todos, a cidade tem esgotos a descarregar directamente para a Ria Formosa sem qualquer tratamento, um tema que leva a ser badalado desde 2005. Qual a solução encontrada? Para evitar que a Câmara Municipal de Olhão gaste dinheiro a corrigir os erros cometidos, interdita-se a existência de viveiros de ameijoa numa faixa com quatrocentos metros de largura, o que vai determinar o fim de viveiros na outra margem da canal.
O ministério do ambiente tinha por obrigação mandar acabar com os esgotos directos, até em obediência a directivas comunitárias, mas não o faz. Enquanto isso é a ministra do mar, apoiada no seu secretário de estado e na DGRM quem decida a criação da tal faixa de interdição. Que é isto senão o trafico de influências a funcionar e com prejuízo para quem ali tenha viveiros?
O envolvimento pessoal e não mandatado pelo partido não deve merecer a critica a ambos chamando os bois pelo nome?

2 comentários:

Anónimo disse...

O capo maior descentraliza pelos capozinhos alguma actividade de menor importância.

Salsa disse...

Se depois de ler este artigo, houver algum elemento do povo que continue a apoiar esta democracia é caso para dizer “batatas”. Mas como dizia o outro “desde que vi um porco a andar de bicicleta já acredito em tudo”.