Olhão tem como presidente da Câmara Municipal um camaleão, tais as versões que apresenta nos diversos domínios, para salvaguardar a imagem.
A partir de Barcelona, onde foi participar num simposium sobre modernização administrativa, prestou declarações a um órgão de comunicação regional em que contradiz tudo o que havia dito, oito dias antes.
Pela nossa parte mantemos tudo o que dissemos a respeito da reunião que juntou António Pina, o arquitecto Sidónio Pardal e os representantes dos partidos, a propósito da revisão do PDM. Naquela reuniões foi abordado o tema Ilha da Armona, nomeadamente as questões da estrada, do muro e das...demolições.
Também já referimos por diversas vezes que o POOC classificou a zona a nascente da passadeira como Espaço a Reestruturar, não quantificando porem quantas moradias seriam demolidas, mas prevendo que as hajam. Nas reuniões, surge pela primeira vez essa quantificação, tendo sido dito que seriam trezentas. Que o Pina esteja habituado a fazer da boca cu, é lá com ele, bem podendo desmentir, mas que foi dito foi, apenas que atribuindo à Agência Portuguesa do Ambiente a responsabilidade por elas.
Mais, diz o Pina, que as marcações que surgiram nas casas não foram da autoria da Câmara à qual preside, e nem as cartas postas por debaixo das portas seriam da autarquia, porque apesar de timbradas, a secção nas quais teriam origem, já não existia.
Mesmo admitindo que as marcações não tivessem origem nos serviços camarários, quanto às cartas temos muitas duvidas uma vez que o Pina é bem capaz de o fazer.
Senão vejamos, o Pina integra a concelhia socialista por inerência do cargo e não tem qualquer autoridade para utilizar os meios do partido a que pertence sem que previamente tenha obtido autorização daquele órgão partidário, mas fez-o. E fez-o, mandando uma carta timbrada do partido, aos candidatos às ultimas eleições autárquicas, convidando-os para um jantar-convívio, E sabe que agiu mal, de tal forma que nem os membros da concelhia foram convidados. Quem assim procede, pode muito ter sido o mentor das cartas metidas debaixo das portas.
Um presidente de câmara que é capaz de negar o que diz e faz não merece a confiança dos seus eleitores.
Na actualidade política, quando se perspectiva um governo do PS com o apoio da chamada esquerda, António Pina prepara-se para integrar e apoiar a lista de Miguel Freitas para a federação algarvia, sabendo que o seu candidato está na oposição ao líder, defendendo uma aproximação à direita, o que não admira, dado a excelência de relações que mantém com a direita olhanense com a qual se confunde na sua pratica política, mais parecendo um submarino da direita infiltrado no partido dito socialista.
Dotes para isso tem ele, ou não fosse um autentico camaleão!













