quarta-feira, 16 de março de 2016

RIA FORMOSA: A QUEM SERVEM AS FORÇAS DA REPRESSÃO?

Fomos informados que o capitão de porto de Olhão se deslocou ao núcleo do Farol, Ilha da Culatra e andou passeando pela chamada zona ilegal, num momento em que os moradores daquele núcleo estão sob forte tensão, perante o espectro das demolições.
Como é do conhecimento publico, hoje há sistemas informáticos que permitem saber que barcos e tipo cruzam os nossos mares e se alguém os tem de topo de gama, é precisamente a marinha portuguesa.
A marinha e as capitanias de porto sabem que tipo de barcos operam na nossa costa e em que porto estão registados, destrinçando os portugueses dos espanhóis, os quais para pescarem nas nossas aguas precisam de uma licença.
Ainda ontem estavam oito barcos espanhóis pescando em frente à Fuzeta, dos quais uma pequena parte tinha licença para o fazer, pelo que seria ajustado uma intervenção da marinha, entidade que tem a responsabilidade da fiscalização na costa.
Os pescadores da sardinha não podem apanhar mais de 5% do total da faina, e mesmo assim tem que obedecer a uma certa medida, mas pergunta-se quem controla o pescado espanhol na nossa costa, tanto em quantidade como na calibragem?
Enquanto o capitão de porto se passeia pelas areias do Farol, numa manifestação de intimidação, seria bem melhor que tomasse conta dos nossos recursos naturais objecto da predação dos espanhóis.
Os ilhéus não roubaram nada a quem quer que fosse, mas os espanhóis estão roubando a nossa sardinha e as autoridades nada fazem, preferindo perseguir inocentes em lugar de se preocupar com que de facto afecta a nossa economia, roubando o sustento dos nossos pescadores.
Capitanias de porto, policia marítima, marinha, fazem parte do aparelho repressivo do Estado, que se mostra cada vez mais submisso aos interesses comunitários, e neste caso espanhóis, mas cada vez mais repressivo para com o nosso Povo.
As forças da repressão estão ao serviço da classe dominante que se quer apoderar da Ria Formosa depois de correr com as famílias portuguesas que vivem de e na Ria Formosa.
Contra a repressão, lutar!
REVOLTEM-SE, PORRA!

7 comentários:

Anónimo disse...

Está tudo parvo! Então agora já ninguém pode ir às ilhas? Será que afinal as ilhas têm donos? Realmente tem que se demolir tudo para acabar com esta pouca vergonha!

Salsa disse...

É com muita pena que vejo esta luta não ser apoiada.

Anónimo disse...

"FORÇAS DA REPRESSÃO"?. Há quem titule " CÃES DE FILA", " FORÇAS DA ORDEM PÚBLICA", "BRAÇO ARMADO DO POVO", etc, etc.O que é verdade é que a sua missão é cumprir e fazer cumprir as leis e ordens de quem na sociedade tem o poder, por mais claro ou obscuro que ele seja. Quem fiscaliza essas FORÇAS? O Ministério Público? A sociedade em abstracto? Que faz o cidadão anónimo quando confrontado com " quem se meter... leva!Ai leva, leva...cedo ou tarde"? Desencanto, angústia, quando se vê força com os fracos e fraqueza com os fortes. Reposição da legalidade?OK; Sem esquecer outros comecem pelos " nossos hermanos espanhóis" OLIVENÇA!Queremos a nossa OLIVENÇA de volta, já. O FDP político ri por se sentir intocável...até um dia, até um dia como a História tem demonstrado.Sejam felizes.

Anónimo disse...

Mas querem lá ver K agora o Capitão de Porto não pode ir onde quer???O Capitão de Porto tem vida própria e como qualquer pessoa vai passear onde quer e onde bem entender!Gente parva!

Salsa disse...

Porque será que não aparecem quando os barcos espanhóis estão a pecar ilegalmente ou quando os esgotos estão a poluir a Ria Formosa?

Anónimo disse...

Compreendo perfeitamente e respeito a vossa revolta, angustia e tristeza de quem viu, viveu e assistiu a gerações nestes núcleos paradisíacos das ilhas barreira, onde cada individuo investio as suas poupanças e todo o sacrifício de uma vida de faina e outros trabalhos para dar inicio a uma "barraca" para se estabelecerem com os respetivos apetrechos e estar munido e preparado perto do seu setor "a pesca" no Domínio Publico Maritimo que viria hoje ser denominada como "casas", até aqui compreendo.
Não critico quem construiu mas sim quem deixou construir sem que obtivessem lincenciamento de ocupação de espaço hídrico.
As ilhas são de todos e não são de ninguém, todo o ser humano tem o direito e privilegio de poder usufruir á sua maneira e acompanhado de quem quiser num espaço comum a todos sem exceção de ninguém, sendo o capitão do Porto ou outra pessoa de poder, compreendo mais uma vez a vossa revolta, mas deviam julgar as pessoas pelas suas atitudes e não por suposição, pois ainda existem bons seres humanos.

Anónimo disse...

A culatra e o Farol pertencem a Faro. Não consigo perceber o onde este blogueiro quer chegar. O ultimo que defeneu uma causa parecida, hoje é deputado na AR e chama-se Joao Vasconcelos. Depois de tanto barulho que fez pela via do infante, agora encolheu-se com o tacho que tem. Deixem os de Faro em paz e não usem as ilhas e os ilheus para dizerem que são protetores.