sábado, 16 de maio de 2020

RIA FORMOSA E AS PRAIAS: COMO FREQUENTAR?

Há umas semanas atrás já havíamos chamado a atenção para o facto de se justificar com a pandemia para fazer a discriminação das pessoas em função das suas condições económicas. E aí está o resultado!
E começamos precisamente pelo facto de, como se vê no canto inferior esquerdo, que as regras são aplicáveis apenas às praias de banhos. Salvo melhor explicação, porque não sabemos o que aquilo quer dizer, em principio trata-se de praias vigiadas ou seja, concessionadas!
Para alem das contradições que as regras apresentam, como a de cada pessoa ocupar 10 m2, a quantidade de pessoas por sombrinha, as distancias entre sombrinhas e tudo o mais que inventaram, esqueceram-se que para frequentar tais áreas, é preciso dinheiro, o dinheiro que a maioria das pessoas não tem. Então quem não tem dinheiro que fique em casa que a praia é para quem o tem.
Para alem disso, temos a transformação a passagem de um bem publico de uso privativo em função da condição económica, um processo pelo qual se expulsam os pobres naturais para no seu lugar introduzir a carteira de um qualquer veraneante.
E aí entram em funcionamento os semáforos para dizer se a concessão está cheia, tal como se fosse um parque de estacionamento, ou se admite mais alguém.
Quem elaborou estas regras deve desconhecer o País e menos ainda a Ria Formosa.
Em toda a costa portuguesa há quilómetros de praias, muitas delas sem qualquer concessão ou forma de vigilância, pelo que não são consideradas "praias de banhos". E das duas uma, ou não se aplicam as regras ou não podem ser utlizadas.
A Ria Formosa, reduzida a uma peninsula depois do Poder politico ter destruído a de Cacela, e mais as ilhas. No caso das ilhas, o acesso é feito por transportes públicos, mas também de particulares e nalguns núcleos, há pessoas que têm casa. Onde vão pôr os semáforos?
É que não faz sentido o cidadão estar a pagar o transporte para a ilha e depois não poder frequentar a praia; do mesmo modo, o proprietário de uma casa também poderá estar impedido de a frequentar.
Temos ainda a ilha da Armona, que não tem nenhuma concessão de praia, havendo apenas uma parte que é vigiada, e pelos vistos será a única zona onde é permitida a frequência da Praia. Mas em que condições?
Vão proibir as pessoas de irem até à costa? Vão proibir as pessoas de tomar banho nas zona não vigiadas? É que de acordo com a imagem, canto inferior esquerdo, há a forte "possibilidade de interdição da praia em caso de incumprimento grave por parte dos utentes ou concessionários".
- Ó pá, não podes estar aí!
- És tu que mandas nisso? Vai dar banho ao cão!
Preparem-se para as barracadas que isto vai dar. 

1 comentário:

Anónimo disse...

Calma, mosse! As barracadas são bem vindas,a rapaziada necessita exteriorizar o stress acumulado.