sexta-feira, 18 de maio de 2012

OLHÃO: CÂMARA POLUI RIA FORMOSA

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A Câmara Municipal de Olhão apostou na liquidação da Ria Formosa, poluindo-a de todas as maneiras. Depois das ETAR assassinas, eis que os esgotos do Estádio Municipal e das Piscinas, também elas municipais, desaguam para uma linha de agua e posteriormente na Ria.
No primeiro vídeo, na linha de agua que passa junto ao Macdonalds e ao longo do passadiço é visível a agua que vem do estádio. Agora, durante a época estival, com o calor a apertar e pelo aspecto da agua é de prever uma praga de mosquitos.
No segundo vídeo ainda que de forma pouco perceptível devido à má qualidade das imagens, vê-se o tudo de drenagem das piscinas a despejar para a ribeira. Ora, a agua das piscinas é tratada com produtos químicos e deveria ser tratada para não poluir a Ria Formosa.
Convém dizer que as águas da Ria Formosa estão classificadas como balneares, piscicolas e conquicolas pelo que todas as descargas têm que obedecer a parâmetros de qualidade compatíveis com o meio receptor, o que não é o caso.
Bem se pode chamar as entidades com responsabilidades em matéria de fiscalização como a Brigada do Ambiente da GNR, o Sepna, que nunca tem disponibilidade quando se trata de uma entidade publica a poluir; os vigilantes do Parque Natural da Ria Formosa não têm instruções para actuar quando se trata da administração publica a poluir; a CCDR, responsável pelo ambiente diz não ter meios para actuar; a extinta ARH de Valentina Calixto nunca mostrou interesse na abordagem deste assunto, talvez porque a empresa do marido também prestava serviços de limpeza das ribeiras. A quem nos queixarmos, então, se até a porca da Justiça não funciona?
No inicio do século, o IPIMAR estimava que a Ria Formosa produzisse 7.000 toneladas de ameijoa por ano que a dez euros o quilo, representariam 70.000.000 de euros de mais valias locais, isto é, dinheiro que ficava integralmente na terra, algo que nenhum outro sector de actividade económica do concelho é capaz de produzir. Os produtores de ameijoas, já sujeitos a esquemas mafiosos na comercialização do seu marisco, ainda têm que levar com a poluição da Ria Formosa, promovida essencialmente pelas entidades publicas criminosas, que cobram a bom cobrar pelo tratamento de águas residuais que não fazem.
Os produtores de ameijoa têm de mostrar toda a sua indignação e revolta pelos crimes ambientais que põem em causa o ecossistema que é a Ria Formosa, destruindo a sua fauna e flora.
REVOLTEM-SE, PORRA!

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