quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

RIA FORMOSA: AOS PRODUTORES DE BIVALVES

Embora o momento seja de alegria as obrigações não podem ser esquecidas até pelas consequencias que podem originar. O prazo para a renovação das concessões dos viveiros terminou ontem, dia 31/12 e quase todos se esqueceram disso. A ARH acaba de dar mais 20 dias para regularizarem a situação.
Não espanta a atitude da ARH que deveria ter mandado uma cartinha aos viveiristas a convidá-los à renovação das concessões, do mesmo modo que este alargamento do prazo permite à ARH dizer amanhã que até deu um prazo suplementar para a regularização dos actos administrativos. E não espanta porque a ARH tem a presidência da Sociedade Polis, sociedade que encomendou uma serie de estudos que em nada servem os interesses da população nativa da Ria Formosa.
Dois projectos, qual deles o pior e mais mentiroso, o Forward e Quasus.
No Forward a leitura feita pelos "estudiosos" aponta para a redução do numero de viveiros, mas estes com áreas maiores, partindo do principio que a descida de produção está associada à excessiva "carga" (densidade) e não à poluição, invertendo a ordem das coisas.
A taxa de sobrevivencia baixou de 80% em media, antes das ETAR, para os 15%, ou seja uma elevada mortandade dos bivalves, coisa que o estudo sobre a capacidade de carga de produção de bivalves não reflecte.
Entretanto promove-se a produção de ostras, espécie de valor económico mais reduzido. Acontece que a ostra é um bivalve com uma capacidade filtradora muito superior à da ameijoa e que a sua exploração intensiva vai consumir níveis de oxigénio dissolvido na agua muito superiores aos da ameijoa.
A densidade nas explorações ostriculas é também muito superior à das ameijoas, atribuindo-se a estas um máximo de 150/m2.
Então porque razão se aponta para o aumento da ostra e consequente redução da ameijoa?
Há interesses de grandes produtores de ostra franceses e espanhóis, cujas taxas de mortandade de espécies juvenis nas suas produções chega a atingir os 100%, como é o caso das originarias da bacia de Arcachon-França. Estas ostras francesas, apesar de já terem alguma manipulação genética para resistir a certas formas de poluição, estão, no entanto, afectadas pelo vírus do herpes, correndo-se assim o risco de, a prazo, contaminarmos a Ria num processo semelhante ao que ocorreu com a importação de ameijoa contaminada com o Perkinsus Atlanticus.
O IPIMAR podia e devia reproduzir, repetindo o que fez para o estuário do Sado, a ostra portuguesa e não permitir a introdução da ostra francesa, até por se tratar de uma espécie exótica contraria ao regime de protecção da Ria Formosa.
As expectativas para um futuro proximo apontam para que grandes interesses economicos abocanhem a Ria e corram com a população indigena para bem longe.
Há que renovar as concessões e
REVOLTEM-SE, PORRA!

3 comentários:

Anónimo disse...

sabe me dizer ate que dia se pode renovar as concessoes?

Salpicos Romã disse...

Portanto as ostras entram com o vírus na Ria Formosa. Segundo ouvi falar depois não se aguentam. Vendemos as nossas que ainda estão boas e ficamos cá com o vírus porque ele não é eliminado ou é?
Ah fazem esterilização, e é suficiente? Como é feita a esterilização? Para eliminar mesmo o vírus se calhar tinha que se matar a ostra também ou é erro meu?
É preciso não pensar só nos cifrões que estão próximos e olhar a longo prazo. Tomam-nos por parvos e nós vamos atrás!

Anónimo disse...

as ostras ve pequenas 2cm 4cm ou 6cm depois querxem em 8 ou 10 meses aqui la levao 1 a 2anos daqui a 3anos os viveiros são deles os viveiristas estão entregar as licensas não pagão pk hoje em dia na ganhao