sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

OLHÃO: BATOTA NO IPIMAR?

Quando o IPMA (ex-IPIMAR), muda o nome mas fica a mesma merda, elaborou o despacho de desclassificação da zonas de produção de bivalves da Ria Formosa, mentiu ao dizer que teve em conta a monitorização feita durante os últimos três anos. E mentiu porque temos elementos do mesmo IPMA que dizem que tanto em 2011 como em 2012 aquelas zonas nunca tiveram uma classificação de C, bem pelo contrario, em 2012 até foi maioritariamente A com 55% das analises a darem resultados nessa categoria.
Algo está errado no IPMA, seja pela omissão ou pela discrepancia entre os documentos apresentados, nomeadamente os do projecto Quasus, o que vem confirmar as nossas suspeitas de que tal projecto visava sobretudo branquear as origens da poluição na Ria Formosa.
Razões para o branqueamento, prendem-se com a necessidade de despenalizar as entidades publicas criminosas, evitando o pedido de indemnizações ao Estado pela elevada mortandade registada nos bivalves.
Um aprendiz de presidente de Câmara, incapaz de defender os interesses do seu Povo e que se limita a dar tiros nos pés em lugar de promover uma discussão seria sobre o assunto, porque tem telhados, e muitos, de vidro, como os esgotos directos e sem qualquer tratamento e mantém as fossas na ilha da Armona a contaminar as águas da Ria, não é nem pode ser um presidente que sirva os interesses do Povo de Olhão.
A Ilha da Armona dá rendimentos que a Câmara utiliza para fins diversos menos para resolver o que já deveria estar feito. O contrato de concessão a isso obriga mas compreendia-se que até 2009 a Câmara Municipal estivesse impedida de proceder à rede de esgotos porque não existia; em 2009 ao fazer passar pela ilha, as condutas de saneamento, a Câmara Municipal deveria desde logo ter procedido à eliminação das fossas, ligando os esgotos à rede, o que não fez nem fará tão breve se a isso não for obrigada.
Convém aqui referir que chumbado o Orçamento e estando a Câmara obrigada a apresentar um novo, a oposição, caso o aprendiz de presidente não o faça, deve obrigar a que nele sejam incluídas dotações para que nos próximos anos sejam eliminados os esgotos directos e as fossas da Armona.
Quem tem lábia para pedir empréstimos para aventureirismos balofos, tem também a obrigação de resolver problemas que se eternizam, e este é um dos que devem ser considerados prioritários. Não o fazer, relegando para segundo plano, é o mesmo que condenar a Ria Formosa a uma morte lenta. 
O endividamento da autarquia só é preocupante pela inutilidade de certas apostas mas quando serve para o desenvolvimento ambiental, social e económico do concelho e num claro beneficio para o Povo de Olhão, os autarcas não devem temer o arrojo de avançar por esse caminho, por estarem em sintonia com o Povo que juraram defender.
REVOLTEM-SE, PORRA!

1 comentário:

Salpicos Romã disse...

É impressão minha ou alguém anda tão picado que conseguiram colocar aqui uns spams quando se entra no blog pela primeira vez depois de ligar o computador?