domingo, 23 de março de 2014

OLHÃO: IPMA CONTINUA A FAZER MERDA!

Em http://www.ipma.pt/export/sites/ipma/bin/docs/relatorios/pescas.mar/a.microbiologia_fev14.pdf podem ser consultados os resultados das analises microbiologicas aos bivalves das diversas zonas do País.

No entanto, aquilo que podemos constatar, no caso da Ria Formosa, é que apenas a ameijoa-boa é submetida a analise quando são muitas as espécies ali apanhadas, como a ostra, o lingueirão, a ameijoa de cão ou o berbigão.
Não será demais recordar que o que esteve na origem da desclassificação das zonas de produção de bivalves, foi precisamente o berbigão contaminado, não por coliformes fecais, mas por biotoxinas e é o bivalve que mais se apanha na Ria Formosa e para o qual as depuradoras existentes não têm capacidade de resposta.
Será que apenas a ameijoa-boa pode causar problemas e os outros bivalves, não? Ou será que por detrás disto existem outras intenções que apenas lesam os produtores de ameijoa-boa?
A ostra tem uma capacidade filtradora cinquenta vezes superior à da ameijoa e o efeito bioacumulador é capaz de ser, também ele, muito superior ao da ameijoa, mas o IPMA não desenvolve estudos tendentes a apurar esse efeito, preferindo fazê-lo apenas em relação à ameijoa. Porquê?
Se atentarmos no facto de a produção da ameijoa-boa vir a diminuir de ano para ano, com taxas de mortalidade cada vez maiores por causa da poluição e no facto de a produção da ostra vir a aumentar, percebe-se bem que o que se pretende é a substituição forçada de uma espécie por outra, determinada em primeiro lugar, pelo interesses das entidades publicas poluidoras em não resolver problema algum. Por outro  lado, se as entidades tutelares desta área, dessem cumprimento ao que está definido no Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, a ostra francesa estaria proibida de entrar na Ria Formosa, e isso é que seria justo. Em contrapartida podia e devia ser produzida a ostra portuguesa, essa sim, espécie natural da Ria e com muito mais qualidade que a sua congénere francesa.
De qualquer das formas, o valor comercial da ameijoa-boa é bem superior ao da ostra, também esta a apresentar taxas de mortalidade apreciáveis, apesar de ser mais resistente à poluição que aquela por ter sido "trabalhada" geneticamente.
Para aqueles que não acompanham estas andanças, é o próprio IPMA, caso as águas da Ria Formosa não estivessem poluídas, que admite a possibilidade de uma densidade superior a 2Kg por metro quadrado, para uma área que podia exceder os cinco milhões de metros quadrados. Feitas as contas 2X5.000.000= 10.000 toneladas ano, ou seja, qualquer coisa como cem milhões de euros, de mais valias, que são locais e que permitiam um desenvolvimento económico e social muito elevado.
O aprendiz de presidente da Câmara Municipal de Olhão, sem o mínimo de sensibilidade e intelegencia não compreende a importância que esta actividade tem para o concelho, nem levanta ondas, talvez motivado pela ocupação ilegal de terrenos da Ria Formosa, mas entretanto prefere ver o seu Povo na miséria.
REVOLTEM-SE, PORRA!

3 comentários:

Anónimo disse...

Quando morrer algum turista alemão inglês ou amareicano é que vão ser elas.
poreqnuanto as autoridades bricam com a saude publica,mas virá o dia que mutos fugirão a sete pés.

Salpicos Romã disse...

António Pina como muitos outros são como os burros que só conseguem ver numa direcção! Abram os olhos!
Sem boa qualidade de água na Ria vai-se o turismo! Ou pensam que algum turista quer ver peixes a boiar por intoxicação ou gaivotas doentes? Muito menos vão querer ficar se comerem alguma ameijoa estragada.
Prezar por uma boa qualidade na água da Ria Formosa é prezar por uma boa qualidade na ameijoa apanhada nos viveiros.
Para quem só consegue ver no turismo cuidar da água na Ria Formosa é também prezar pela conquista do turista com coisas simples e prazeirosas e não com uma valente dor de barriga nem com o cheirete que vem das etares quando de lá sopra o vento.

Anónimo disse...

Pergunto o porque não se fazerem analises a todos os bivalves que se comercializam oriundos da nossa ria?
Para quando os nossos biologos que trabalham no IPMA encostam os pés á perede e pedem condições para efectuarem o seu trabalho em codições?
Quando é que mariscadores, viveiristas, utentes da Ria e população em geral se unem em pról da defesa da Ria?
Para que serve tantas Entidades envolvidas na gestão da Ria Formosa, será pra dar emprego aos Boys?
Chega de palhaçada e de gatunice, criem um gabinete unico com os vários representantes de todas as Associações, biológos, comerciantes etc... com a finalidade de fazermos um trabalho com vista a termos uma Ria Formosa para todos exercerem a sua actividade e tirarmos o sustento para todos. Este Culatrense que vive da Ria e para a Ria agradece que as pessoas de boa fé se juntem.