quinta-feira, 12 de março de 2015

Quercus e as demolições na Ria Formosa..... defesa do ambiente ou defesa do tacho?

Aqui fica o comunicado da Quercus a favor das demolições da Ria Formosa.
Será que essa associação de ambientalistas de meia tijela, não sabem da poluição da Ria Formosa, provocados pelos esgotos Tóxicos directos, e sem qualquer tratamento, para as aguas protegidas da Ria Formosa
Saberá a Quercus que a maior colónia de cavalos marinhos da Europa situada na  Ria Formosa,  está em risco de desaparecer devido à poluição provocada pelas ETARs assasinas das Aguas do Algarve, e dos esgotos tóxicos diretos para as aguas da Ria Formosa, com origem dos efluentes domésticos e industriais das  autarquias de Olhão e de Faro?
Quem não acreditar pode consultar aqui esta noticia. que deixamos aqui um pequeno extratoda noticia do Barlavento online:

"Cavalos-marinhos estão a desaparecer da Ria Formosa

Foto
A população de cavalos-marinhos da Ria Formosa está a desaparecer, segundo indicam estudos recentes.

As razões para este fenómeno ainda não são totalmente conhecidas, mas a diminuição das áreas de abrigo e a fragilidade destes animais poderão estar na origem de uma diminuição drástica e súbita da comunidade que existe naquele local.
O investigador Miguel Monteiro, na apresentação que fez na conferência «Biodiversidade Costeira: Conservar, gerindo a compatibilização dos usos», revelou que a população de cavalos-marinhos da Ria Formosa, considerada até há bem pouco tempo uma das maiores e mais estáveis populações do mundo, diminuiu 85 por cento em menos de seis anos. A existência destes animais na Ria Formosa tem sido aproveitada como produto turístico."
 "É o caso da contaminação costeira, que apesar de apresentar uma evolução positiva no que toca «aos velhos contaminantes», está a ser influenciada por uma nova geração de poluentes"

Como veem ilustres defensores da Natureza, o que mata a fauna (neste caso os Cavalos Marinhos), na Ria Formosa não são as casas, dos descamisados, pois as dos ricos e poderosos ficam de pé, como se vê na Praia de Faro,  mas sim a poluição e o tal turismoque tanto pregoam  e que dito ser sustentavél, também tem a sua quota de culpa, ao importunar as colónias de cavalos marinhos.

Aqui ficam as imagens dos esgotos tóxicos com origem na CMFaro, esse esgoto criminoso,  fica situado nas ruinas de um antigo Moinho de Maré, ao pé da Horta da Areia, a caminho para o Cais Comerical,  o veneno que sai desse esgoto directo para a Ria sem  qualquer tratamento, polui a toda a zona envolvente que faz só parte da ZPE da Ria Formosa, e que ao mesmo tempo faz parte da Rede Natura 2000,  há mais de 20 anos.
Será melhor colocarem uns oculos ilustres senhores da Quercus, para afrontarem o presidente da CMFaro o Bacalhau mentiroso, que diz que em Faro não há esgotos directos para a Ria Formosa, sem qualquer tratamento.


 

 Em Olhão  o  ainda presidente da CMOlhão, o mentiroso Antonio Pina disse em 2013 com o Auditório Municpal a abarrotar pelas costuras que reconhece que em Olhão há esgotos directos para a Ria mas que tinha já 500 000€ para acabar com esses esgotos mas passado 16 meses os esgtoos tóxicos continuam a envenar as aguas da Zona de Producção de Bivalves onde esse veneno diariamente polui as aguas da Ria Formosa como se pode ver nestas fotos:
Esgoto  tóxico do T em Olhão ao pé das bilheteiras dos barcos da carreira para as Ilhas da Cualtra Farol e Armona:
Vê-se na foto uma  garça, ave que que devia ser protegida, ao abrigo da diretiva AVES, a Ria Formosa está classificada como zona húmida de importância comunitária como habitat de aves aquáticas, A zona de Proteção Especial para aves selvagens “Ria Formosa” foi criada Decreto-Lei nº 384-B/99, de 23 de Setembro.
Será que a protecção que Antonio PIna e Rogério Bacalhau dão às aves  é a possibiidade dessas se alimentarem  de peixe que vai ao engodo dos cagalhões humanos que  saem desses esgotos , imaginem  só   a qualidade de vida dessa garça à boca do esgoto no T em Olhão, senhores da Quercus!



Nesta outra foto do mesmo esgoto do T, está  bem visivél a qualidade de veneno que sai desse esgoto em Olhão o tal que Antonio Pina dizia em 2013, que tinha de imediato 500 000€ ,para colocar fim a este crime ambiental
Será que a Quercus  não vê e não sabe desses  verdaeiros crimes ambientais e de saude publica, ou não querem ver?.

.Mas  se as casas são a preocupação ambiental desses  iluminados da Quercus, e como no fim do comunicado está o Nº de telefone de dois elementos da Quercus que assinam este comunicado, bem podem telefonar ,a esses ilustres e perguntar a estes ambientalistas da treta,se sabem ou não desses crimes e se a posição da Quercus é  só para as casas dos desacamisados, ou se  também se referem se estes   92 apartamentos, construidos dentro de agua e em Dominio Publico Maritimo, foram construidos, numa  antiga  horta, em 2009 na zona ribeirinha da Fuzeta,  já com o Polis em acção
 Aqui fica o comunicado na integra da Quercus.

"COMUNICADO DE IMPRENSA
11 de Março de 2015
Demolições no Parque Natural da Ria Formosa
Processo não pode parar!
Na sequência das sucessivas denúncias apresentadas pela população, comunidade piscatória e mariscadores e, mais recentemente, com a rejeição parlamentar da suspensão dos trabalhos de demolição na Ria Formosa, a Quercus vem por este meio alertar, mais uma vez, para a necessidade de dar continuidade ao projeto de Reestruturação e Requalificação das Ilhas Barreira e Espaços Terrestres Contíguos para a conservação do sistema de ilhas-barreira do Parque Natural da Ria Formosa, sendo que este representa a única solução que garante a perpetuação deste ecossistema único.
O processo de demolições na Ria Formosa surge no âmbito do Programa Polis Litoral da Ria Formosa, um instrumento financeiro essencial à execução do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) – Vilamoura – Vila Real de Santo António, o qual tem como objetivos principais “a defesa e valorização dos recursos naturais e do património histórico cultural”, assim como, “a valorização e qualificação das praias consideradas estratégicas por motivos ambientais e turísticos”.
Considerando estes objetivos, as demolições das edificações e infra-estruturas privadas instaladas ilegal e inadequadamente no domínio público constituem a única hipótese viável para assegurar a proteção do ecossistema lagunar, bem como para garantir o seu usufruto de forma sustentável, considerando que esta área lagunar dá um contributo importante para a economia da região do Algarve.
Atualmente o sistema de ilhas-barreira da Ria Formosa encontra-se em risco devido aos previsíveis efeitos das alterações climáticas, pelo que a retirada de edificações e a posterior renaturalização e alimentação do cordão dunar apresentam-se como inadiáveis. Não é demais referir que as ilhas-barreira, ao protegerem a orla costeira, defendem pessoas e bens contra os cada vez mais prováveis eventos catastróficos de origem natural.
Mais se informa que a Quercus está acompanhar atentamente a execução das obras de retirada de edifícios e de remoção de entulhos, tendo já solicitado um pedido de esclarecimentos junto da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, no sentido de garantir que são cumpridas todas as disposições legais em matéria de gestão de resíduos de construção e demolição.
Faro, 11 de Março de 2015
A Direção do Núcleo Regional do Algarve da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Para mais esclarecimentos, contactar:
Fernando Dias – 927 986 134
Sara Barão – 932 036 960"

2 comentários:

Anónimo disse...

Como dizia o outro 'Ainda sou do tempo..' em que havia ouriços e estrelas do mar todos os dias na praia. Mas já lá vai uns 20 anos que não os vejo.. Já para não falar dos camaleões tão raros! Enfim.. Mas as casas é que estão mal, a aguentar as ilhas de desaparecerem.

nuno moreira disse...

Será que a quercus acordou agora? Sers que querem as ilhas sem habitação?