domingo, 24 de novembro de 2013

OLHÃO: O FERMENTO DA REVOLTA

A um mês do Natal, a cafila que controla os nossos destinos decidiu vir a terreiro com um conjunto de medidas que merecem o vivo repudio e grande revolta de todo o Povo de Olhão.
Na passada sexta-feira, apresentou-se no porto de pesca um bandido chamado Albuquerque, feito inspector-geral das pescas, que quer obrigar os pescadores da traineira e do rapa a procederem à descarga do peixe. O patego omite que os armadores e compradores pagam uma taxa de serviços à Docapesca que contempla a descarga do pescado, serviço que nunca prestou, roubando ao armador, comprador e pescador o valor dessa taxa. E quando se fala no pescador, é preciso não esquecer que o rapa é considerado pesca artesanal, saindo as despesas do monte.
Por outro lado, quem tem suportado os custos daquele trabalho, é o comprador, que agora vai mandar para o desemprego os seus trabalhadores. Belo Natal para estes homens. E também para os pescadores que já vêm fartos da faina e ainda são forçados a um trabalho suplementar pelo mesmo dinheiro.
Os pescadores não devem acatar tal imposição e nenhum deve embarcar sem estar assegurada a descarga do pescado seja no sistema até agora em vigor, seja por pessoal contratado pela Docapesca.
Mas o Natal também é dos produtores de bivalves (ameijoa) que agora se vêem empobrecidos, com a recente revisão da classificação das áreas de produção, em que 70% passa a classe C.
Esta nova classificação implica desde logo que um viveirista tenha de ter dois viveiros, um na classe C e outro em classe B para poder proceder à transposição da ameijoa e submetê-la a quarentena. Dois viveiros, cuja manutenção encarece os custos, que dobra o trabalho, mas que mesmo assim os produtores não têm.
Tudo isto estava programado há algum tempo e aqui nesta pagina já o havíamos referido com a publicação do secretario de estado do mar, outro bandido em http://dre.pt/pdfgratis2s/2013/02/2S027A0000S00.pdf.
Como se pode ver, o IPIMAR está por detrás de tudo. Foi essa instituição quem fez os estudos conducentes à recente decisão. E foi também o IPIMAR quem levou a branquear durante anos, a poluição da Ria Formosa, seja ela microbiologica ou outra, sendo que uma resulta ma presente situação e a outra mata a ameijoa.
Por detrás destes estudos e branqueamentos há um rosto, um nome: Domitilia Matias.
Domitilia Matias, técnica superior do IPIMAR, que sempre ocultou a poluição (nunca se pronunciou), sabia o que estava na forja mas preferiu ocultar tudo para não comprometer a sua candidatura à Câmara Municipal de Olhão, sendo eleita vereadora. A Domitilia Matias, por ter condenado o seu Povo à fome e miséria, apenas lhe resta pedir a renuncia ao cargo que ocupa em representação do Povo eleitor.
A 12 de Novembro de 2012, no auditório da Biblioteca Municipal, promovido pela então Administração da Região Hidrográfica do Algarve e pela Câmara Municipal de Olhão, com a presença do vereador Carlos Martins, uma discussão publica sobre a qualidade da agua da Ria Formosa, classificada como "excelente". Os bandidos mentem com todos os dente que têm. Nessa sessão, quer os técnicos da ARH, quer o vereador Carlos Martins foram confrontados com argumentos e responderam com mentiras, como se vê. E, agora o vereador, porque não renuncia ao tacho?
A Câmara Municipal e o seu presidente representam o Povo de Olhão, estabelecem a ligação entre Povo e a Administração Central e por isso estão obrigados a uma tomada de posição sobre esta matéria.
O impacto económico e social da medida anunciada vai-se reflectir em toda a actividade económica local. Olhão vê assim degradar-se ainda mais as condições de vida do seu Povo. Muita fome e miséria aguardam este Povo, se nada for feito, a bem ou a mal.
Estão reunidos todos os ingredientes para estalar a revolta popular.
REVOLTEM-SE, PORRA!

5 comentários:

António Manuel - Tómanel disse...

Não basta a vida do pescador estar cada vez mais dificultada, vir agora esta corja de bandidagem estragar ainda mais a vida a esta pobre gente do mar!
Mas então, pergunto eu, o povo de Olhão (gente ordeira) e que sempre tem dado provas disso, não reage a esta situação? Não pode ficar impávido e sereno!
Há várias formas de luta, manifestem-se e demonstrem a eles que sobreviver daquilo que o mar lhes dá, também é dar aos outros aquilo que os barcos trazem até à lota, e não só, há muita gente ligada às atividades do mar, a lota, a praça do peixe, o comércio, a indústria conserveira... etc.
IRRA! QUE AQUELA GENTE DEVE ESTAR A MAIS NOS LUGARES QUE OCUPAM...
Vejam Olhão (A cidade cubista; A moura Floripes, etc) em http:umraiodeluzefezseluz.blogspot.com

L.Pedra. disse...

Como diz o marinho isso já não vai ao bem e em Olhão há que correr com essa corja do poder pois só tem feito crimes atrás de crimes na Ria Formosa.

Anónimo disse...

Para quando. Para quando jogar-mos essa bandidagem do T? Em data próxima iremos juntar toda a gente em frente ao palácio da mamagem.

Anónimo disse...

Mais uma vez é só mentirosos das autoridades que deveriam ser de respeito! Será que é para isto que a União Europeia atribui fundos?
Deviam ir ao mar para ver o que é bom!
E é a isto que chamam democracia? Isto impõe uma revolta!

Anónimo disse...

O presidente da administração da Docapesca é o senhor bastante conhecido da malta de Olhão hoje presidente da assembleia municipal de faro que assina po José Apolinário será que o homem não defende os problemas da malta?
José Nunes